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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

BETO ALMEIDA: JORNAL NOVO, JORNAL VELHO


30.11.2011
Do blog FAZENDO MEDIA, 26.11.11
Por Beto Almeida*


A recente divulgação manipulada de dados de IDH  da ONU, quando os jornalões  brasileiros estamparam dados de 2005 como se fossem atuais, levando até mesmo o Presidente Lula  -  mesmo estando em meio a silêncio por recomendação médica  –  a telefonar indignado ao Ministro Gilberto Carvalho reagindo à  adulteração, é apenas mais uma prova escancarada da falta crucial que faz um jornal popular, de massas e nacional no Brasil. Divulgaram jornal velho, como se fosse notícia nova.


De fato, a oligarquia da mídia não tem limites em sua falta de escrúpulos. Não surpreende, Já passou para a história do anti-jornalismo um editorial do Estadão, que na data em que Getúlio Vargas assinava decreto criando a Petrobrás, afirmava ser um absurdo que se formasse uma empresa estatal de petróleo num país sabidamente sem petróleo, conforme afirmavam técnicos dos EUA.  O jornalismo colonizado.


Há algumas áreas da política no Brasil de hoje,  que, diferentemente de outras em que o Governo Lula deu início a significativas modificações,  registram travamento, paralisia. A política financeira, a reforma agrária e a democratização da comunicação.


Este travamento suscita muitas perguntas. Primeiramente, por que será que um partido que consegue eleger por três vezes seguidas o presidente da república não consegue, não se anima a  organizar um jornal popular e de massas, mesmo tendo sido esta tese já aprovada em alguns congressos e conferências do PT?


Será que um partido que demonstra o prestígio que tem entre as mais variadas camadas sociais, com capacidade de liderar uma composição de partidos, de articular-se com as centrais sindicais, os movimentos sociais, os segmentos progressistas das igrejas, a receber apoio expressivo entre os militares nacionalistas e democráticos, na intelectualidade, no movimento estudantil e na juventude, como também em setores do empresariado, tem realmente dificuldades organizativas, materiais e financeiras para montar uma imprensa a favor do povo e do Brasil?


Gramsci , fundador do jornal L’Unitá


Provavelmente, um importante óbice  impedindo que o Brasil volte a ter um jornal nacionalista, popular, progressista, de ampla circulação, como foi o Jornal Última Hora, seja um bloqueio político, talvez uma falsa interpretação da teoria de Gramsci sobre a tese da hegemonia.  Vale lembrar, inicialmente, que foi o próprio revolucionário italiano o fundador do Jornal L’Unitá. Segundo esta adaptação  da teoria da hegemonia para os tempos atuais, não teria mais sentido a organização de mídias próprias, sejam partidárias ou de segmentos políticos organizados, sendo mais correta a disputa no interior da mídia convencional  considerada como uma instituição que formaria parte de uma suposta democracia representativa.


Apesar disso,  muitos dos dirigentes petistas, sustentando corretamente elaboração de inúmeros teóricos da comunicação,  acusam a atual indústria midiática de ser partidária, facciosa, embora alegue neutralidade.Ela é partidária não apenas das teses mais caras ao grande capital internacional, apoiando escandalosamente, por exemplo, os indecentes privilégios da oligarquia financeira, das diversas oligarquias que concentram nas mãos a propriedade da terra, mas é também partidária no sentido eleitoral, como vimos, ao assumir as candidaturas mais conservadoras, representantes destas mesmas teses.


A crítica dos dirigentes petistas, baseada em argumentação coerente e em fatos objetivos, aponta a  mídia brasileira atual de atuar como um verdadeiro partido político oposicionista, o que, por si só, anularia aquela possibilidade de que houvesse disputa democrática da hegemonia num universo midiático que comportasse o contraditório, a pluralidade, a diversidade. Realmente, isto não existe na mídia comercial brasileira, razão pela estaríamos diante de uma inevitável escolha: ou a acusação dos petistas ao partidarismo da mídia é fato, o que a realidade vem se confirmando dia após dia, e, assim, a renúncia a construir uma mídia própria por supor que existiriam  condições para uma disputa democrática no seio desta mídia atual mídia, considerada ilusoriamente como um espaço democrático, deveria ser uma política descartada. Toda vez que o PT rejeita colocar em prática decisões de congresso para a construção de um jornal de massas, o que prevalece, de fato, é a política que reconhece credibilidade a esta mídia comercial como  se fosse uma instituição democrática, plural e diversificada, o que ela nega ser diariamente. Se acusação de muitos dos dirigentes petistas ao golpismo da mídia é justa, é justo também considerar que esta avaliação, grave e decisiva, merece um desdobramento conseqüente e coerente: cabe ao campo progressista organizar sua própria mídia, dotada de brasilidade, pluralismo, diversidade, democracia..


Mídia e golpismo


O campo conservador tem sua mídia, e esta mídia atua não apenas como um partido contra todas as teses e políticas sustentadas pelo PT e pelos governos Lula e Dilma, mas também em defesa das teses mais caras ao grande capital internacional, seja em relação, por exemplo, à criminosa agressão contra a Líbia, à ocupação do Iraque e do Afeganistão, os preparativos de agressão contra o Iran, ações guerreiras que combinam-se com as políticas financeira que rapinam a economia popular nos países centrais do capitalismo. Diante disso, cabe então perguntar:  o campo progressista, que esforça – se  por imprimir mudanças sócio-econômicas civilizatórias, humanistas, democráticas, enfrentando os poderes e interesses que sustentam aquela velha mídia,  tem ou não a tarefa, o direito e até o dever de oferecer à sociedade uma opção de jornalismo que promova  pluralidade  diversidade informativas  e a democratização do debate político nacional e internacional?


A outro obstáculo, eventualmente mencionado, seria a dificuldade para a organização dos recursos financeiros necessários  para a estruturação de um jornal popular. Talvez a resposta para esta dúvida eventual esteja na própria montanha de publicações que o conjunto das forças progressistas produz hoje, seja no movimento sindical ou partidário.. Trata-se de um volume tão espantosamente grande de impressos  que, se todos os esforços, recursos e estruturas usados para esta produção e  sua distribuição fossem postos a serviço de uma grande publicação popular, racionalizando-se e concentrando-se toda esta dispersão de iniciativas, com efeitos   relativamente insuficientes, certamente haveria a capacidade de resolver o problema do grande déficit informativo do campo democrático-transformador hoje.  Neste caso, o principal obstáculo continua sendo político.


Outro argumento que se lança, este mais recentemente, contra a idéia da produção de um jornal popular é o da chegada da internet, apontando a imprensa como uma comunicação do passado, da  era da revolução industrial, enquanto que já estaríamos na condição de pensar numa comunicação pós-industrial. Certamente, os que argumentam em favor de um jornal popular não o colocam em antagonismo a qualquer nova forma de comunicação que venha a ser desenvolvida a partir de uma radical democratização da internet. De fato, não se trata de modalidades excludentes.  Além do mais, Congresso Mundial de Jornais recentemente realizado, apontou uma superioridade de 20 por cento da leitura de jornais impressos, sobre a leitura da internet.


O papel do jornal “Última Hora”


Da mesma forma que já podemos perceber no caso brasileiro um certo travamento da agenda da democratização da mídia aprovada na Confecom  -  com seus desdobramentos evidentes também quando se percebe que a nova lei da TV paga, por exemplo,   chancela e viabiliza a desnacionalização e a oligopolização deste setor comunicativo  -   constatamos, em contrapartida, que a democratização do jornalismo impresso, é algo que pode ser implantado imediatamente. Ou seja, as forças progressistas não dependem, hoje, de mudança na Constituição ou nas leis para que se forme um grande jornal nacional, popular, de massas, acessível a todos, como, em outra época, para mais uma vez dar o exemplo, já foi o Última Hora.


Dependem de sua própria iniciativa, as condições políticas para isto já foram conquistadas. Para dar uma idéia do papel cumprido por este jornal e do papel que poderia ser cumprido agora por um jornal popular, vale lembrar que em 1954, quando Vargas determinou um aumento de 100 por cento no valor do salário mínino, a jornalhadada direita fez o maior escândalo, até mesmo manifesto de coronéis repelindo o novo valor salarial se fez. Pois bem, neste dia, em letras garrafais, a manchete do Última Hora, de circulação nacional, estampava em todas as bancas a frase de Getúlio Vargas: “Não há salários altos. Há lucros excessivos!” . Manchete inimaginável em qualquer dos jornalões atuais.


Pode ser que este travamento da Agenda da Confecom continue por mais algum tempo pois, como sabemos, há temas que dependem de outra relações de forças, entre as quais o enfrentamento com os indecentes privilégios dos banqueiros e a paralisação da reforma agrária estrategicamente posicionados no Congresso. Dependem da constituição de novas maiorias, de mais presença popular no Congresso Nacional, para o que, a tática utilizada por certos segmentos de esquerda nas últimas eleições gerais  -   abstenção ou neutralidade em determinado momento  -  revelou-se, ,evidentemente, como um erro e deve ser revisada. Tivesse a esquerda mais peso parlamentar agora seria outra a votação , por exemplo, do Código Popular, da contribuição para a saúde etc.


O travamento da agenda da Confecom


A continuar este travamento da democratização da comunicação e, por desdobramento, da expansão de uma Banda Larga para Todos, mediante imposição  dos oligopólios das teles que aprisionam certas áreas do governo, o projeto do jornal popular será o que mais rápida e eficazmente poderá ser implementado. Ante o argumento de que não se deveria investir numa comunicação do passado (imprensa), mas sim numa do futuro (internet), lembramos que estes investimentos já foram feitos. Já existe hoje uma moderna capacidade gráfica instalada. Mais que isso, existe uma capacidade ociosa da indústria gráfica que beira os 50 por cento, é crônica, em razão das cada vez mais baixas tiragens dos jornais, como também de livros, cuja tiragem padrão no Brasil é de apenas 3 mil exemplares. Em Cuba já houve tiragens de “Grande Sertão, Veredas”de Guimarães Rosa, de 150 mil exemplares. Na Venezuela, recentemente, houve uma edição do livro “Contos”, de Machado de Assis, de 300 mil exemplares, distribuídos gratuitamente, assim como uma tiragem de 1 milhão de exemplares de “Dom Quixote”de Cervantes, também distribuídos gratuitamente.


Popularização da produção e da leitura de jornais


Ou seja,  a capacidade ociosa da indústria gráfica brasileira, juntamente com as raquíticas taxas de leitura, conforma um campo apto que  permite combinar os fatores para  a implantação de um projeto público de popularização da produção e da leitura de jornais no Brasil. Aqui temos gráficas meio paradas, povo impedido de ler e talentosos jornalistas e escritores sem postos de trabalho. Portanto, não se trata de investir mais na indústria gráfica, há uma capacidade instalada já. Trata-se de  colocar capacidade  existente e que está paralisada para funcionar, gerando emprego e, fundamentalmente, baseada num programa de jornalismo público e popular, democratizando a informação, sem necessidade de reforma constitucional ou novo marco regulatório da comunicação. Isto é para já. Afinal, este país já teve uma Última Hora!


O governo paga para apanhar


Quando se argumenta, em contraposição ao projeto de um jornal popular,  que  os recursos seriam muito difíceis de serem levantados, podemos não apenas recorrer novamente à história para lembrar do exemplo do empréstimo que o Banco do Brasil concedeu ao jornalista Samuel Wainer para fundar o Última Hora, empréstimo rigorosamente pago pela editora do diário. Aliás, sabemos que pagar empréstimos não é o forte para muitos dos grandes empresários ou usineiros de hoje, que certamente fariam o maior escândalo se os recursos públicos fossem legitimamente utilizados  para sustentar o projeto de criação de um jornal popular. Mas, eles não fazem qualquer objeção ao fato de os recursos públicos serem hoje uma das principais fontes de sustentação da mídia comercial, sobretudo quando uma única edição da  Veja recebe 14 páginas de anúncio da Petrobrás. O governo continua pagando para apanhar!. Em que pese a positiva reformulação na política de distribuição de  verbas publicitárias, com muito mais democracia, ainda cabe corrigir os desequilíbrios existentes no setor, pois até o momento, sente-se a ausência de um projeto para um jornalismo público e de uma postura mais decidida e mais audaz por parte do governo federal para fortalecer, expandir e qualificar a comunicação no campo democrático.


Uma Fundação para o Jornalismo Público


Ainda refletindo sobre meios e maneiras de superar o ceticismo sobre como organizar os recursos para montar um projeto de jornal popular, lembramos que muitos dos fundos públicos de empresas estatais aplicam boa parte de seus recursos em operações financeiras tradicionais. Que efeitos positivos teríamos para a democratização da informação se boa parte destes mesmos recursos, hoje imobilizados no financismo, fossem injetados, por exemplo, na constituição de uma Fundação para o Jornalismo Público. Entre outras funções, esta Fundação poderia ter o papel de pensar, prever e elaborar teorias e práticas para o jornalismo do futuro, enriquecidos com as novas tecnologias de comunicação. Abrigaria uma instituição voltada para o  ensino do jornalismo exclusivamente público, algo que ainda não está desenvolvido nem teórica, nem praticamente no Brasil   -  o ensino conceitual para o jornalismo privado já existe.   Além disso, esta instituição aceitaria o desafio de elaborar e implementar projetos para a popularização da produção e leitura de jornal no Brasil, cujas estatísticas indicam estar abaixo da taxa de leitura da Bolívia, uma economia de muito menor porte que a brasileira.


Um novo jornalismo nasce na América Latina


Sob o lema  “A imprensa é a artilharia do pensamento”, cunhada por Simon Bolívar, renasceu há pouco mais de 1 ano na Venezuela, o jornal “Correio do Orenoco”,  com o mesmo nome do jornal do movimento libertador  liderado por Bolíva  no século 19, cujo redator  era o brasileiro  Abreu e Lima, que havia fugido da repressão que se abatera sobre os revolucionários de Pernambuco então. Hoje, este jornal, com o preço módico de 1 Bolívar, já é diário, é distribuído nacionalmente e possui uma tiragem de 300 mil exemplares. Enquanto isso, o principal  jornal da direita venezuelana , “El Nacional”, teve sua circulação reduzida, em 10 anos,  de 400 mil para apenas 40 mil diários, fundamentalmente em razão do desprestígio recebido por adotar uma posição contra revolucionária, chegando mesmo a insinuar aprovação a um eventual atentado contra a vida do Presidente Hugo Chávez, eleito e reeleito pelo voto popular, além de aprovado diversas vezes em plebiscito e referendos, também pelo voto soberano do povo bolivariano.


Na Bolívia, cansado de ser identificado pela imprensa comercial e conservadora como “Narco-presidente” , Evo Morales decidiu estimular a criação de um jornal público, chamado “Cambio”, que em pouco tempo de criação, 2 anos, já vende tanto quanto o mais antigo jornal do país, o “La Razon” , com 70 anos de história. O Cambio, com circulação nacional impressa, custa um quarto do preço do jornal conservador e também possui uma versão on-line. Constata-se uma alteração positiva na relação de forças da batalha comunicativa no país andino, que, ademais, tem uma TV pública, possui também uma rede nacional de rádios indígenas e camponesas, e, tem o sinal aberto de Telesur ao alcance de todos, emissora da qual a Bolívia é sócia.


No Paraguai , o presidente Fernando Lugo também decidiu enfrentar o desequilíbrio informativo em favor das oligarquias e criou a Agência Publica de Notícias, que além de abastecer todo o sistema informativo nacional, irá publicar um jornal para distribuição gratuita ao povo.


No Equador existe o jornal público “El Telégrafo”, agora reforçado, modernizado e preparado para fazer uma disputa cerrada que se verifica entre as oligarquias e o governo de Rafael Correa, que, alvo de várias manobras de sabotagem e até de uma tentativa de golpe de estado em outubro de 2010, decidiu democratizar a legislação de meios de comunicação, além de levar autores de injúrias, calúnias e ofensas às barras dos tribunais. Aí também se verifica um jornalismo novo surgindo, embora o jornalismo velho, oligárquico, golpista, insista na defesa dos antigos privilégios das classes dominantes e do capital estrangeiro.


Talvez esteja na Argentina a experiência mais decidida e com alguma semelhança no porte econômico e em modelo  às possibilidades   de democratização informativa  que poderia ocorrer no Brasil. O governo Kirchner impulsionou consultas regionais a todos os setores sociais, a partir do que elaborou um projeto de lei, aprovado no Congresso, que, em resumo, redistribui o setor comunicativo em três segmentos, tal como está inscrito na Constituição Brasileira, embora não regulamentado. Lá, um terço do setor é para o empresariado, um terço para o setor público e estatal e o outro terço para as entidades sociais, entre elas universidades e centrais sindicais, que, a partir da nova legislação, também já podem ter acesso à direção de meios de comunicação eletrônicos. Fora isto, há também o jornal El Argentino, distribuído gratuitamente, com ampla circulação, e o jornal Tiempo Argentino, ambos encarregados de assumir o desafio do legítimo e  democrático enfrentamento com a linha editorial oligárquica e imperial dos dois diários do jornalismo velho, El Clarin e La Nacion.


A experiência comunicativa da Era Alvarado


Aguardemos, agora,  o que poderá nos trazer o Peru sob a presidência de Umalla Hollanta, pois este país andino já viveu uma experiência transformadora em democratização quando,  em 1968, o governo do General Alvarado, além de estatizar o petróleo, iniciar a reforma agrária e de várias mudanças sociais relevantes, nacionalizou os jornais e os colocou sob administração das centrais sindicais. Sem saber o que fazer com aquilo, por incompreensão do momento político vivido pelo país  -  chegavam a chamar o general Alvarado de “Gorila”  -  as centrais sindicais  não  deixaram marca positiva de uma experiência relevante em matéria de jornalismo, perdendo preciosa oportunidade histórica.


Mesmo sob uma agressiva onda de ataques do velho jornalismo aos projetos de mudanças em curso nestes países da América do Sul, ataques sintonizados com a agenda dos EUA para a região, o voto popular tem proporcionado as condições políticas para o surgimento do novo jornalismo, de caráter público, democrático e popular. São experiências que deveriam ser bem mais vivenciadas pelos brasileiros. Neste sentido, mesmo reconhecendo na EBC uma conquista relevante, ainda não consolidada, somos obrigados a reconhecer, também, que a TV Brasil acumula uma enorme dívida para com a sociedade brasileira já que  nada informa sobre estes importantes fenômenos de um novo jornalismo bem perto de nós, preferindo insistir numa linha editorial que acompanha e repete, na maioria das vezes, o preconceito do jornalismo velho contra este processo de mudanças em curso. Aliás, a linha editorial internacional da EBC ainda está predominantemente em sintonia com o velho jornalismo, o Itamaraty tem estado politicamente à esquerda da EBC.


Este processo de mudanças democráticas, lastreado nas forças progressistas e que tem como pano de fundo, por um lado a crise global do capitalismo neoliberal e de outro a integração sul-americana baseada na cooperação e na soberania dos povos é um fato jornalístico e notável de mereceria uma revisão editorial da EBC. Devemos nos preparar para dele participar, não apenas encorajando mudanças na EBC, trabalhando para a implementação de convênio de cooperação com a Telesur e   para a liberação do  seu sinal no Brasil, mas, também, desengavetando a agenda da Confecom, que sequer  atravessou a Esplanada, do Minicom para chegar ao Congresso Nacional. Mas, lá chegando, a relação de forças continuará sendo extremamente adversa para a democratização da mídia. O que exigirá unidade do campo popular em aliança com o Governo Dilma, como na Argentina, como na Venezuela,  para remover os entulhos autoritários e neoliberais  que seguem incrustados no Congresso.


Enquanto em segmentos do campo progressista acumulam-se ceticismos sobre montar ou um jornal popular, nacional e de massas, a Folha Universal, editada pela igreja do mesmo nome, alcança já 3 edições semanais, com 1,5 milhão de exemplares, distribuídos gratuitamente em pontos de grande afluxo de populares. Surgem novos jornais de distribuição gratuita, com tiragens volumosas, indicando possibilidades que o campo progressista não explorou ainda. E uma proposta apresentada ao então governador petista Cristovam Buarque, na década de 90, após recusada, foi assumida por um grupo empresarial brasiliense. O jornal Coletivo afirma-se hoje como um jornal de massas, com tiragem superior á do maior jornal do Distrito Federal, distribuído gratuitamente a cada dia, às 17 horas, na Rodoviária da Capital Federal, espalhando por todo o entorno.


A  implantação de um jornal popular, não depende de mudanças constitucionais ou de leis, nem de maioria no Congresso. Depende de um mínimo de unidade política do campo progressista, em coordenação com o governo que elegeu. E pode ser uma realidade a curtíssimo prazo. Como provou Vargas ao criar o Última Hora..


(*) Beto Almeida é Diretor da Telesur (Venezuela) e correspondente da Rádio de Las Madres Plaza de Mayo no Brasil




(**)(*) Palestra no curso do Núcleo Piratininga de Comunicação – Rio de Janeiro, novembro 2011
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Fonte:http://www.fazendomedia.com/beto-almeida-jornal-novo-jornal-velho/

Serra se vinga do Brasil

30.11.2011
Do blog CRÔNICAS DO MOTTA, 29.11.11


                                                               
Serra se vinga do Brasil: paiseco irrelevante (Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

Há na vida política figuras de todos os gêneros, desde personagens circunspectos ou soturnos até aqueles que marcam a sua presença pela bizarrice e assim se tornam tipos folclóricos. 

Há também os que, derrotados, passam a se mover no xadrez político impulsionados pelo desejo de vingança contra aqueles que eles julgam serem os responsáveis pelo seu fracasso.
 
Vivem uma vida de ódio, são desagregadores, sentem prazer em destruir tudo que podem, já que são incapazes de construir algo.

Os jornais dizem que José Serra fez uma palestra para uma entidade que diz representar a "juventude" tucana. Informam que ridicularizou o que o governo Lula fez contra a crise econômica de 2008. E que além disso debochou dos números da economia brasileira, para ele pífios e incapazes de elevar o país a uma condição relevante no mundo.

Serra, como se sabe, é hoje apenas um homem amargurado pelas derrotas que sofreu nos últimos tempos, um homem isolado até mesmo na sua agremiação política, um homem que tenta, desesperadamente, juntar os cacos que deixou pelo chão em sua longa caminhada rumo ao poder, um homem que coleciona inimigos em vez de adversários.

Por isso dá até para entender tanto ódio ao seu país e aos seus governantes, expressos em seu discurso à "juventude" tucana. Afinal, aquela era uma boa oportunidade de se vingar daqueles que tiveram duas vezes a chance de reconhecer o seu gênio e não o fizeram.

Para Serra, o Brasil não o merece.

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Despolitização e Enganação: O canto do cisne

30.11.2011
Do blog de Rodrigo Vianna, Escrevinhador
Por Izaías Almada



A vida já me concedeu, como imagino que a muitos dos leitores também, ser testemunha de alguns fatos políticos importantes no Brasil e no mundo. Testemunhei, por exemplo, como outros milhares de compatriotas, e ainda menino, parte da campanha “O Petróleo é Nosso”, o suicídio de Vargas e a comoção nacional de seu suicídio, o governo desenvolvimentista e ousado de Juscelino Kubitscheck, o golpe civil/militar de 1964 contra o governo legal de João Goulart, o AI-5, a luta armada da esquerda revolucionária contra a ditadura, da qual participei.
Li sobre a emblemática revolução cubana e de seus heroicos líderes Fidel e Che, sobre o final da guerra da Coreia, sobre a invasão norte americana do Vietnã em substituição aos franceses, sobre Mao Tse Tung e a Guarda Vermelha, o Maio de 68 na França, a chamada primavera de Praga. Essa lista, dos anos 80 para cá, seria ainda enorme… E talvez até maçante para o leitor.

Embora ainda existam pessoas que pensem o contrário, o homem é um ser político por natureza. Toda sua ação é política, mesmo quando se diz apolítico ou se nega a reconhecer a política nas relações humanas. Não é por acaso que muitos, a mídia em particular, tentam cotidianamente despolitizar toda e qualquer questão relevante que diga respeito à luta daqueles que ainda acreditam numa mudança de rumos para o mundo em que vivemos. Despolitizar é criar confusão, insegurança, preconceitos. Despolitizar é dividir para continuar reinando.

O avanço e a sofisticação dos meios modernos de comunicação, e aqui o exemplo mais fascinante fica por conta da internet, obriga o homem contemporâneo a um exercício constante e atento de tudo que se passa à sua volta, sob pena de que se perca o sentido da civilização e assim nos afundarmos em poucas horas nas trevas da barbárie.

O propósito com que escrevo esses primeiros parágrafos é chamar a atenção do leitor para que, ao organizar sua agenda de informações, leve em conta não só a agilidade com que elas acontecem, mas também que deixe a sua sensibilidade e o seu espírito crítico funcionando como antenas de um momento histórico importante, polêmico, armadilhado com inúmeras falácias e – sobretudo – resvalando para o perigoso terreno de um fascismo revisitado. De um fascismo moderno, travestido de falsas opiniões científicas ou sustentado por uma democracia enganosa, de aparências, onde o cidadão comum tem a ilusão de que ao votar de quatro em quatro anos está exercendo a sua liberdade de escolha nos que “dirigirão” o seu país, o seu estado, a sua cidade. Ou que de fato  todos exercemos livremente nossa liberdade de opinião e pensamento.

Dou aqui dois exemplos, um internacional e outro caseiro:

1 – O vergonhoso e criminoso plano de invasão do Iraque sob o pretexto de que aquele país possuía armas de destruição em massa. Provou-se que era tudo mentira fabricada nos escritórios da Cia e do Departamento de Estado norte americano. O mesmo esquema de dúvidas e mentiras parece agora estar sendo construído contra o Irã, sob o pretexto de aquele país tem intenções de fabricar armas nucleares. E se tiver? Os que acusam, em particular EUA, Inglaterra e Israel, não possuem armas nucleares em profusão? Uns podem e outros não? Por quais motivos?

2 – O ridículo e falsamente consciente vídeo gravado por menininhos e menininhas (algumas nem tanto) globais em oposição à construção da Usina de Belo Monte, aonde os argumentos sequer chegariam a empolgar uma discussão de bêbados de botequim, mas com o firme propósito de aproveitar aquilo que consideram a popularidade tele noveleira para dar credibilidade a argumentos falaciosos contra uma obra que ajudará o país a criar energia condizente para o seu desenvolvimento atual.

A mídia internacional e a nacional, em particular, movimenta-se no perigoso e delicado terreno da desinformação, da divulgação de meias verdades ou mesmo de mentiras, da tentativa de desmoralização daqueles que ainda ousam discordar das maravilhas do capitalismo ou daqueles que procuram criar alternativas ao desmantelamento lento, gradual e progressivo de um sistema econômico que já mais nada tem a oferecer à humanidade, a não ser o seu canto do cisne.

Izaías Almada é escritor, dramaturgo e roteirista cinematográfico, É autor, entre outros, dos livros TEATRO DE ARENA, UMA ESTÉTICA DE RESISTÊNCIA, da Boitempo Editorial e VENEZUELA POVO E FORÇAS ARMADAS, Editora Caros Amigos.


Leia outros textos de GeralReflexões

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Fonte:http://www.rodrigovianna.com.br/geral/o-canto-do-cisne.html#more-10725

"Faxina social" de Alckmin e Kassab

30.11.2011
Do site da Revista Brasil Atual, 
Por Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual

Para lidar com o problema de saúde pública do consumo de crack em ruas da região central de São Paulo, a solução em discussão pelo governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e pela prefeitura da capital, de Gilberto Kassab (PSD), incluiria enviar frequentadores da chamada "cracolândia" de volta a suas cidades de origem.
Segundo a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, a vice-prefeita Alda Marco Antonio (PMDB), disse: "Há um princípio de que cada comunidade tem que ser responsável por seu produto social. São Paulo é uma cidade acolhedora neste sentido, recebe a todos. Mas, para eles, o melhor é ficar perto de suas origens e de seus familiares". Ela e Alckmin conversaram recentemente sobre a ideia, ainda segundo a colunista.
A avaliação de que os usuários de droga da região da Luz são imigrantes partiria de informações de um censo de moradores de rua produzido neste ano, mas cujos resultados ainda não foram divulgados. As pessoas seriam remetidas aos cuidados das prefeituras dos municípios em que nasceram, e caberia às outras cidades oferecer assistência de saúde.
Que a turminha do DEM e do PSDB gostam políticas higienistas, não há dúvidas. Pelo jeito o PSD de Kassab vai na mesma toada.
A medida, se confirmada, engrossaria os motivos para críticas de movimentos sociais ligados à população em situação de rua. Entidades ligadas à Pastoral do Povo de Rua, a cooperativas de catadores de material reciclável e de defesa de direitos humanos acusam a gestão de Kassab de ações "higienistas", quer dizer, tratar pessoas como se fossem coisas a ser varrida (no máximo, para baixo do tapete).
E se alguém der a ideia aos paulistanos de mandar Geraldo Alckmin de volta  para Pindamonhangaba (SP), no Vale do Paraíba, sua cidade de origem, o que isso soaria?
Em 20 anos de governo no estado de São Paulo, o PSDB não foi capaz de acabar com o consumo de crack em vias públicas. A cracolândia é um dos cartões postais da vergonha que é o consumo e venda da droga nas ruas do centro da capital paulista.
É claro que o crack precisa ser enfrentado com políticas sociais e de saúde pública e não repressão ao usuário na base do porretede polícia, como sempre foi feito pelo PSDB em São Paulo. Muito menos fazendo limpeza étnica, enxotando imigrantes.
Também é evidente que se o PSDB não conseguiu acabar com o crack em uma parte do centro de São Paulo, com certeza não irá conseguir combater o crack no Brasil. Como eles costumas dizer em campanha eleitoral
A solução para o combate ao crack depende tanto do papel das polícias como do apoio das famílias aos usuários dessa droga. 
E claro, da implementação de políticas públicas articuladas que promovam condições dignas de tratamento para os dependentes químicos e repreessão ao tráfico de drogas... Um programa social seria eficiente, mas nenhuma empreiteira lucraria.

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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/blog/helena/faxina-social-de-geraldo-alckmin-e-kassab/view

BLOG MOBILIDADE URBANA: Agreste lidera mortes com moto


30.11.2011
Do BLOG MOBILIDADE URBANA, 29.11.11
Postado por Tânia Passos
Por Por Juliana Colares
Diario de Pernambuco


Casinhas quase nunca está nos noticiários. Tem pouco mais de 125 Km2 e pouco menos de 14 mil habitantes. Fica na divisa com a Paraíba e, reza a lenda (ou melhor, o Wikipédia, conhecida enciclopédia livre da internet) surgiu a partir de um conglomerado de residências que se formaram em torno da casa de palha de uma senhora que ajudava viajantes. Hoje Casinhas é notícia. Má notícia. É a cidade pernambucana com mais mortes em acidentes envolvendo motocicletas, proporcionalmente.

Em 2010, a taxa de mortes por 100 mil habitantes na cidade foi de 50,8. E Casinhas não é exceção. Todas as dez primeiras posições do ranking de mortalidade por acidente de moto são ocupadas por municípios de pequeno porte. Os dez têm índices bem superiores ao do estado, que é de 6,8 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes.

Os dados foram apresentados ontem pelo Comitê de Prevenção aos Acidentes de Moto em Pernambuco, durante o I Fórum de Mobilização para Prevenção dos Acidentes com esse tipo de veículo. “A moto está se interiorizando e substituindo a tração animal. E no interior há muitos condutores sem carteira de habilitação e sem qualificação. Há muitas estradas viscinais e ainda tem as cidades onde não se pode usar capacete por causa da questão da violência”, disse o coordenador executivo do Comitê, João Veiga. No ano passado, havia mais motos que carros em mais de 84% dos municípios pernambucanos.

Regionalização

Quando se divide o estado em 11 conglomerados de cidades, as regionais do Recife e de Caruaru lideram o ranking de mortes por acidentes de moto, em números absolutos. Foram 131 e 130, respectivamente, em 2010. Mas é a regional de Ouricuri, no Sertão, que ocupa o topo da estatística quando se relaciona o número de mortes com a população. Não à toa, a partir de janeiro o Comitê de Prevenção aos Acidentes de Moto será levado até o interior. Na tentativa de criar políticas personalizadas, haverá um comitê em cada uma das regionais. E a primeira tarefa de cada uma será a de identificar as cidades mais críticas e apoiar a municipalização do trânsito. Só há 26 municípios com trânsito municipalizado em Pernambuco. Mas em apenas 10, aproximadamente, a municipalização funciona.

Mas enquanto algumas cidades pequenas chamam atenção negativamente, São José do Egito dá o bom exemplo. Ontem, o município, que tem 32 mil habitantes, comemorou 285 dias sem mortes no trânsito. Foram 12 óbitos em 2009. Após a implantação de ações educativas, o número foi reduzido para cinco, no ano seguinte. Com o incremento na fiscalização (são 16 agentes), a quantidade de mortes caiu para uma, em 2011. O esforço é medido em vidas salvas e em dinheiro economizado. Até o começo do ano, quando a cidade tinha, em média, 15 acidentes de trânsito por mês, R$ 70 mil eram gastos em atendimento hospitalar. Hoje são R$ 27,8 mil.
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Organize seus cupons de compras coletivas

30.11.2011
Do BLOG DO E-COMMERCE

Organize seus cupons. Sites ajudam a organizar vencimento e até mesmo trocar cupons.

Resistir a uma boa promoção parece difícil, principalmente quando ela aparece em seu e-mail e com desconto de até 90%. Pode ser um jantar, um passeio, um bolo, um aparelho eletrônico, enfim, as ofertas são as mais variadas e os preços então… nem se fala. Eis que você compra e esquece de verificar a validade para aproveitar o cupom, afinal são tantos. E quando você vai verificar já passou o prazo e você perdeu dinheiro.

Era o que acontecia com Luiz Cláudio Foly, desde que conheceu o site de compras coletivas Peixe Urbano no ano passado, o gerente de TI e morador de Fortaleza já adquiriu cerca de 160 cupons, um a cada 2,6 dias. 
A lista é composta por vouchers para restaurantes, passeios turísticos e até troca de óleo do carro. Apesar de economizar quase 7 mil reais nas compras, o grande número de cupons acabou se transformando em um problema. Para não perder os prazos de validade, Foly foi obrigado a montar um esquema de administração que incluía cadastrar cada um deles no Google Agenda.
Foi um trabalho penoso até o dia em que conheceu o OrganizAí, um serviço de administração de cupons. Hoje, os vouchers de Foly são cadastrados automaticamente toda vez que arremata uma oferta em um site de compras coletivas. Ele é avisado por e-mail sempre que o prazo de validade está próximo do vencimento. O Organizai é um dos três serviços que surgiram nos últimos meses para ajudar a organizar a vida dos viciados em compras coletivas. “Coloquei todos os meus cupons em um só lugar”, disse Foly. “Agora não me preocupo mais em perder dinheiro.”

O conceito OrganizAí

OrganizAí surgiu a partir de uma necessidade que parece comum aos fanáticos por sites como de vendas coletivas. Sócio-fundador da Dito, uma empresa de desenvolvimento de aplicativos sociais, André Fonseca vivia uma situação parecida com a de Foly: estava sempre preocupado com o prazo de validade de seus cupons. Para organizá-los, apelava para uma planilha Excel. Cansado de ter de cadastrar um a um os vouchers, pensou em um serviço de alerta que avisasse sobre a proximidade do vencimento. Depois de mais de dois meses e 70 mil reais de investimento, o OrganizAí foi ao ar em dezembro de 2010.
Hoje, o site tem mais de 50 mil usuários cadastrados. O serviço básico de alertas é gratuito. Quem quiser mais conforto paga uma mensalidade de 4,90 reais. A assinatura oferece integração automática com alguns dos principais sites de compras coletivas. Assim, torna-se desnecessário cadastrar cada cupom manualmente, uma ajuda e tanto para muita gente. “A pessoa com mais cupons cadastrados no nosso OrganizAí tem quase 300 e é bastante alto o número de gente com mais de 50 cupons ativos”, diz Fonseca.

Mercado paralelo

Estima-se que o mercado de compras coletivas deva movimentar em torno de 1 bilhão de reais até o final deste ano. A maior parte das compras é feita por impulso, quando um e-mail com uma oferta tentadora chega à caixa de entrada dos consumidores. Isso ajuda a explicar por que até 20% dos cupons não são utilizados.
Neste cenário surgiu o Regrupe. Fundado por Antônio Miranda, ex-diretor de inteligência do Groupon no Brasil, o serviço permite que seus usuários comercializem por um preço menor os vouchers que não vão conseguir usar. Lucinéia da Silva, 41 anos, conheceu o Regrupe por meio do portal de compras coletivas ApontaOfertas, onde o site está hospedado. Ela tinha em mãos o voucher de um jantar que não poderia usar e que venceria em 15 dias. Para não perder o investimento, resolveu experimentar o serviço. “Em três ou quatro dias recebi a confirmação de que havia sido vendido”, afirma Lucinéia. “Pelo menos não perdi o dinheiro todo.”
Como a ideia de um serviço que administra e revende cupons ainda é muito recente, as empresas estão tateando para chegar ao melhor modelo de negócio. O ReCupom, por exemplo, se apresenta como uma mistura do OrganizAí e do Regrupe. O site foi fundado pelos cariocas Erwin Julius e Waldecir Santos em dezembro de 2010 e ataca em duas frentes: a organização de cupons e a revenda entre os usuários. A parte de organização e de envio de alertas também conta com integração automática com os principais sites de compras coletivas. O usuário recebe por e-mail um aviso 15 dias antes de vencer a data de validade de seu cupom. Caso perceba que não poderá utilizar, pode repassar a oferta para outra pessoa. Os consumidores não pagam para hospedar os vouchers ou revendê-los.
Fonte: Info Exame

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Brasil enriquece como nunca dantes

30.11.2011
Do blog ESQUERDOPATA, 29.11.11



Com a economia em forte expansão, o Brasil tem ganhado em média 19 milionários por dia desde 2007, segundo reportagem da "Forbes".

De acordo com a revista, esse cenário deverá continuar se repetindo pelos próximos três anos.

Os principais responsáveis por esse resultado, segundo a "Forbes", são o crescimento do consumo e a alta do PIB (Produto Interno Bruto).

Outro fator apontado é os altos salários pagos a executivos e bancários, que muitas vezes ultrapassam aqueles pagos nos Estados Unidos.

A reportagem cita uma conferência de bancos privados da América Latina, que ocorreu na semana passada. Nela, Guilhermo Morales, chefe de operações da portuguesa Millenium BCP, diz que o consumo no Brasil continua crescendo fortemente, aumentando a fortuna de varejistas, bancos e inúmeras indústrias.

"Há muitas companhias emergentes que estão crescendo muito rapidamente, especialmente no varejo, mas também na área de saúde, construção e outras indústrias básicas", disse.

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Além de Serra e Kassab, esquema bilionário de corrupção atinge senador Aloysio Nunes

30.11.2011
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 28.11.11
Além do prefeito Gilberto Kassab (PSD) e do ex-presidenciável José Serra (PSDB), escândalo da Controlar também envolve o senador tucano Aloysio Nunes 

A informação mais revelante da Folha de S. Paulo deste domingo, um catatau que circula com centenas de páginas nos fins de semana, está escondida em três pequenas notas, sem chamada na primeira página.

 Publicadas na coluna Painel, de Renata Lo Prete, elas tratam do escândalo Controlar, empresa de inspeção veicular que provocou o bloqueio dos bens do prefeito Gilberto Kassab, e suas conexões com o Palácio dos Bandeirantes. 

Foi noticiado pelo portal 247 que um dos homens fortes de José Serra, João Faustino, está preso desde a última quinta-feira em Natal, no Rio Grande do Norte, em razão da Operação Sinal Fechado.

Às notas de Renata Lo Prete:

Surpresa!

Quem acompanhou de perto o processo que levou a Prefeitura de São Paulo a validar o resultado de licitação para inspeção veicular realizada na gestão de Paulo Maluf (PP) atesta: a pressão sobre Gilberto Kassab (PSD) não vinha da Controlar, vencedora do questionado certame, e sim da CCR - que veio a adquirir o controle da Controlar pouco depois da assinatura do contrato com o município.

Leia também:

Conexões 1

Carlos Suarez, ex-sócio da construtora OAS acusado de improbidade administrativa pelo Ministério Público paulista no caso Controlar, tem ligação antiga e estreita com João Faustino (PSDB-RN), suplente do senador José Agripino (DEM-RN) preso na quinta-feira em operação que apura fraudes na inspeção veicular (entre outros serviços sob o guarda-chuva Detran) no Rio Grande do Norte.

Conexões 2

Tucanos graúdos se mobilizam intensamente nos bastidores para avaliar a situação e projetar os danos da prisão de Faustino, que foi o número dois do hoje senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) na Casa Civil durante o governo de José Serra.

Renata Lo Prete é uma das melhores jornalistas do Brasil. Daquelas que sabem das coisas. Foram dela, por exemplo, as entrevistas com Roberto Jefferson, que desencadearam o escândalo do Mensalão. Neste caso Controlar, ela vem publicando informações a contagotas. Por "tucanos graúdos", leia-se José Serra e Aloysio Nunes. Isso porque João Faustino foi uma peça estratégica no governo Serra. Tão importante quanto outro assessor de Aloysio, conhecido no mercado como Paulo Preto.

Paulo Preto, engenheiro da Dersa e responsável pelas obras bilionárias do Rodoanel, foi o arrecadador, junto às empreiteiras, de recursos para a campanha presidencial de 2010. João Faustino, por sua vez, coordenava a campanha fora de São Paulo, inclusive no tocante à arrecadação.

Leia mais:

A Operação Sinal Fechado e a ação do Ministério Público que bloqueou os bens de Kassab têm conexão direta -- ocorreram simultaneamente. O elo entre as duas é a empresa Controlar, criada por Carlos Suarez, ex-dono da OAS.

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/11/alem-de-serra-e-kassab-esquema.html