terça-feira, 29 de novembro de 2011

Cerra e o Plano Real: da omissão ao boicote

29.11.2011
Do blog CONVERSA AFIADA, 26.11.11
Por Paulo Henrique Amorim



CENA I

No apartamento em Brasília de Fernando Henrique Cardoso.

Presentes, economistas do Plano Real, entre eles, Andre Lara Rezende.

(Outros nomes são omitidos, para evitar identificar a fonte deste post.)

E políticos como Tasso tenho jatinho porque posso, Ciro Gomes, Padim Pade Cerra e Mario Covas, que sobre todos ali tinha ascendencia política  e, em alguns casos, moral.

Covas, por exemplo, impediu Fernando Henrique de ser chanceler de Collor – convite que  aceitou com incontido entusiasmo, a ponto de já escolher o secretário geral do Itamaraty.

Tudo pronto para  lançar o Plano Real.

Depois de se debater com diferentes ministros da Fazenda, o Presidente Itamar Franco tinha aprovado o Plano.

Andre Lara Rezende, embora fosse um dos principais arquitetos do Plano, ao lado de Persio Arida – era o plano “Larida” – parecia ali o mais pessimista.

Não vai dar certo.

Vai provocar a maior hiper-inflação da História.

A bancada dos economistas começou a ter dúvidas.

O Itamar não vai segurar o tranco.

Sem as reformas, o Plano vai dar com os burros n’água.

E o Itamar e o Congresso não vão ter peito para fazer o que o Plano exige.

Tasso, Ciro e Covas reagiram.

Não havia alternativa.

O povo não aguentava mais a inflação.

O movimento teria de ser o inverso.

Primeiro, fazer o Plano e ganhar autoridade política para, depois, fazer as reformas.

FHC, o maior beneficiário do sucesso do Plano, dava apoio discreto.

Aí, Covas resolveu correr a mesa.

Um por um tem que votar.

E um por um votou.

A mesa correu e quando chegou à ponta, Cerra ficou calado.

Nem sim nem não.

Calado ficou e FHC, de fininho, disse “pessoal, nessa mesa tem um vinhozinho chileno bem decente, uns sanduiches, refrigerantes”.

E ia dar por encerrada a reunião, quando o Covas berrou:

Alto lá, eu quero saber o que o Cerra acha.

É porque, se o Plano fracassar, ele vai dizer que foi  contra desde o início e torpedear minha candidatura ao governo de São Paulo.

Todo mundo aqui tem que dizer o que pensa, disse Covas, uma fera !

Cerra falou baixinho: eu concordo.

CENA II

Fernando Henrique nos Estados Unidos, em frenéticas reuniões com os bancos para vender o Plano.

Os banqueiros queriam mais: uma reforma tributária.

A começar por Bill Rhodes, do Citibank, e presidente do comitê dos bancos credores.

Sem reforma tributária, nem pensar!

E, desde o Brasil, FHC anunciava uma reforma profunda, para dar consistência ao Orçamento.

Foi por falta de austeridade fiscal que o Cruzado tinha ido para o brejo – com esses mesmos ecomomistas do Real.

FHC se preparava, de manhã cedo, para ir a mais uma reunião com credores, quando sabe que nos jornais brasileiros do dia havia uma declaração do Cerra: como líder do Governo na Câmara, considerava a reforma tributária morta ao nascer.

FHC ligou para o Brasil aos gritos – o que raramente faz:

Ele quer boicotar o Plano (…!). Ele é assim: ou é ele quem faz ou ele boicota.(… !)

Cerra recebeu logo cedo de manhã uma visitinha.

Ou se desmentia ou seria destituído da liderança do Partido.

Ele se desdisse.

CENA III

FHC na presidência, pipocam no PiG (*) notas de autoria anônima com a expressao “populismo cambial”.

Designava a paridade do Real com dólar, um dos pontos centrais do Plano.

“Populismo cambial” passou a ser muito usado por colonistas (**) que chamam o Cerra assim, com intimidade: Serra.


Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (*) que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/economia/2011/11/26/cerra-e-o-plano-real-da-omissao-ao-boicote/

PSD fragiliza bases da oposição no NE para eleição 2012

29.11.2011
Do BLOG DE JAMILDO, 28.11.11
Postado por Helder Lopes 
Na folha.com.br


O PSD (Partido Social Democrático) se tornou uma linha auxiliar dos aliados da presidente Dilma Rousseff no Nordeste, atraindo ex-oposicionistas e fortalecendo o governo nas eleições de 2012.


A cooptação de deputados estaduais, deputados federais, prefeitos e vereadores pelo partido do prefeito Gilberto Kassab (São Paulo) redesenhou o mapa nordestino, onde Dilma bateu o tucano José Serra por 70% a 30% dos votos na eleição de 2010.


Nos nove Estados da região o PSD já tem sob seu comando 234 prefeituras. Siglas de oposição como PSDB e DEM (que no passado teve nos grotões nordestinos a sua fortaleza política) foram as que mais perderam nos três maiores colégios (BA, PE e CE).


Esse encolhimento coincide com o naufrágio eleitoral de líderes oposicionistas como Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Marco Maciel (DEM-PE), que não conseguiram a reeleição para o Senado em 2010.


Na linha de frente da onda adesista, os governadores aliados de Dilma patrocinaram a migração para o PSD.


Na Bahia, sob Jaques Wagner (PT), o PSD nasceu com 66 prefeitos (um terço deles é de ex-tucanos ou ex-demistas). Com as adesões, o petista tem na Assembleia Legislativa uma base maior que a de Antonio Carlos Magalhães (1927-2007) em seu auge.


Em Pernambuco, do governador Eduardo Campos (PSB), o PSD tem 20 prefeitos. Deles, 12 saíram do DEM, dois do PSDB, e um do PMDB.


No Ceará, o esvaziamento do PSDB é operado com o aval do governador Cid Gomes e do ex-ministro Ciro Gomes, do PSB. O partido de Tasso, ex-aliado dos irmãos Gomes, perdeu metade dos 52 prefeitos que elegeu para o PSD.


"Trata-se de uma operação casada desses governadores com o Planalto para cooptar os prefeitos", afirmou o senador José Agripino (RN).


No Rio Grande do Norte, o vice-governador Robinson Faria assumiu a direção do PSD local, rompeu com a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e cooptou 15 prefeitos. 
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/11/28/psd_fragiliza_bases_da_oposicao_no_ne_para_eleicao_2012_119921.php

MÍDIA GOLPISTA ESCONDE DENÚNCIA DE CORRUPÇÃO DA OPOSIÇÃO: Amigo e braço direito de José Serra está preso em Natal

29.11.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 



Serra/Kassab, com a Controlar, substitui Arruda na coleta de grana púiblica para o DEM. Agora, é a caixinha bilionaria do PSD

Uma notícia que não foi manchete nos  jornais e nem destaque no Jornal Nacional, é a da prisão de um amigo do ex governador de São Paulo, José Serra (PSDB), o João Faustino Ferreira Neto (PSDB),ex-senador e atual suplente de senador Agripino Maia (DEM-RN).

A notícia que a imprensa paulista “esqueceu” de publicar foi manchete no site "Brasil 247"

Homem forte de José Serra está preso em Natal 

Enquanto a imprensa nacional acompanha os desdobramentos da ação deflagrada pelo Ministério Público Federal que bloqueou os bens do prefeito Gilberto Kassab, em razão de um contrato supostamente fraudulento na área de inspeção veicular, uma ação paralela – e muito mais explosiva – foi deflagrada simultaneamente no Rio Grande do Norte.

Nela, foram expedidos 14 mandados de prisão na última quinta-feira. Um dos presos  na operação "Farol Fechado" é João Faustino Neto (PSDB)suplente do senador Agripino Maia (DEM-RN) e uma figura muito, mas muito próxima do ex-presidenciável tucano José Serra. Enquanto Serra foi governador de São Paulo, Faustino despachava no Palácio dos Bandeirantes, como subchefe da Casa Civil, sendo diretamente subordinado ao então chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, que hoje é senador. Quando Serra se tornou presidenciável, João Faustino passou a coordenar as atividades da campanha – inclusive a arrecadação de recursos – fora de São Paulo. O que Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, fazia em São Paulo, João Faustino fazia em outros estados.

Uma nota publicada neste sábado na coluna Painel, da Folha de S. Paulo, revela que Serra trabalhou intensamente para que João Faustino fosse escolhido como suplente na chapa de Agripino Maia. Serra e Faustino são tão próximos que o político potiguar conseguiu até nomear pessoas da sua mais estrita confiança em cargos comissionados no governo de São Paulo.

As operações do MP em São Paulo e da Polícia Civil, no Rio Grande do Norte, aconteceram de forma absolutamente coordenada. Se, na capital paulista, o MP conseguiu bloquear os bens do prefeito Gilberto Kassab, dando repercussão nacional ao fato, em Natal é que foi desferido o golpe mortal.

Negócio da China

Nas duas cidades, o caso investigado diz respeito à inspeção veicular, num esquema que teria sido criado pela empresa Controlar, do empreiteiro Carlos Suarez, ex-dono da OAS. Em São Paulo, a Controlar teria fechado negócio na gestão Celso Pitta, mas o contrato só foi validado, 12 anos depois por Kassab. Assim, Suarez conseguiu vender a empresa para a CCR, das empreiteiras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. Na transação, segundo o MP, Suarez teria lucrado R$ 170 milhões. Em Natal, por sua vez, o contrato de inspeção veicular, também feito de forma irregular, renderia R$ 1 bilhão aos empreiteiros durante o prazo de concessão.

Não será surpresa se, nos próximos dias, as duas ações – a de São Paulo e a de Natal – se aproximarem mais e mais do ex-governador e ex-presidenciável tucano, José Serra.

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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/11/amigo-e-braco-direito-de-jose-serra.html

Após 22 anos, Boni admite que Globo armou contra Lula para eleger Collor

29.11.2011
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO

Debate decisivo da eleição de 1989, que na prática elegeu Fernando Collor, foi totalmente arrumado pela emissora. "Colocamos as pastas todas ali com supostas denúncias contra Lula, mas estavam vazias", revela o ex-chefão global


Todos já sabiam sobre a manipulação de imagens por parte do jornalismo da Rede Globo, no Jornal Nacional, um dia depois do debate do dia 14 de dezembro de 1989 entre os candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor de Mello. Agora, no entanto, 22 anos após o ocorrido, o homem que formatou o “Padrão Globo de Qualidade” simula uma "revelação bombástica" para lançar sua nova obra, "O Livro do Boni": a Globo manipulou o debate.

Leia também:
Maitê Proença quer se livrar de Dilma, mas não dos R$13 mil que embolsa da Previdência
Caco Barcellos dá aula de jornalismo a Cantanhêde (Folha), mas Globo censura
O desabafo emocionado e cortante de uma bancária à Rede Globo

Em entrevista ao jornalista Geneton Moraes Neto, transmitida pela Globo News, José Bonifácio Sobrinho, o Boni, dá detalhes da noite do debate, cuja repercussão foi considerada fundamental para a vitória no segundo turno de Collor de Mello, uma vez que antes do acontecimento os dois políticos estavam em situação de empate técnico.

Boni admitiu que a emissora assumiu o lado de Fernando Collor de Mello. Segundo ele, após ser procurado pela assessoria do ex-presidente, o superintendente executivo da Globo, Miguel Pires Gonçalves, pediu que ele palpitasse no evento. “Eu achei que a briga do Collor com o Lula nos debates estava desigual, porque o Lula era o povo e o Collor era a autoridade”, contou. “Então nós conseguimos tirar a gravata do Collor, botar um pouco de suor com uma 'glicerinazinha' e colocamos as pastas todas que estavam ali com supostas denúncias contra o Lula – mas as pastas estavam inteiramente vazias ou com papéis em branco”, disse Boni. “Todo aquele debate foi [produzido] – não o conteúdo, o conteúdo era do Collor mesmo -, mas a parte formal nós é que fizemos”.

Ao contar algo que todos já sabiam, fazendo questão de acrescentar detalhes picantes, para ter mais repercussão - trechos de sua entrevista já foram replicados por diversos veículos e portais de comunicação - o ex-chefão da Globo conseguiu protagonizar um dos maiores eventos literários do ano.

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/11/apos-22-anos-boni-admite-que-globo.html

Paulo Pimenta: Um exemplo do “dois pesos, duas medidas”

29.11.2011
Do blog  VI O MUNDO, de Luiz Carlso Azenha, 27.11.11
do site do deputado Paulo Pimenta, via twitter
Deputado do PSDB destina um milhão a entidade presidida por assessor
Resumo da história, em tópicos, para que ninguém tenha dúvida:
1. O deputado federal Eduardo Barbosa (PSDB-MG) é também o presidente da APAE Brasil (Federação Nacional das APAEs), a entidade que representa o conjunto das Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais espalhadas pelo Brasil.
2. O chefe de gabinete do deputado, Sérgio Sampaio Bezerra, que trabalha no gabinete do parlamentar desde 2006, é o presidente da Federação das Apaes do Estado de Minas Gerais (Apae Minas).
3. Em 2009, o deputado destinou R$ 1 milhão em emendas para a Apae Minas organizar – em 2010, ano eleitoral – 34 eventos regionais e um estadual das APAEs no estado de Minas Gerais.
4. O XI Congresso Mineiro das APAEs (evento organizado com a verba das emendas de Eduardo Barbosa) aconteceu entre 12 e 15 de agosto de 2010, ou seja, em período oficial de campanha.
5. O grande destaque dos 35 eventos citados acima foi justamente… Eduardo Barbosa, presente em todos (ou na maioria, informação a confirmar) os fóruns regionais da APAE Minas.
6. Ou seja, o deputado tucano destinou R$ 1 milhão de verba pública para uma entidade presidida pelo seu chefe de gabinete organizar eventos no período pré-eleitoral e eleitoral nos quais ele foi o principal destaque.
Não tenho a menor desconfiança quanto ao trabalho sério desenvolvido pelas APAEs e já fui voluntário em várias atividades promovidas por elas.
Isso não isenta a entidade, e muito menos o deputado, de se envolver num esquema que, nitidamente, fere os princípios éticos, republicanos e até constitucionais. A impessoalidade que se exige de uma autoridade pública, por exemplo, não foi respeitada pelo parlamentar.
A Controladoria Geral da União, Tribunal de Contas da União, Procuradoria Geral da República e a Polícia Federal receberam um dossiê contento toda a papaelada que comprova o esquema.
O Bloco Minas Sem Censura (de oposição ao governo tucano de Minas e à imprensa mineira, quase toda controlada por Aécio Neves e sua turma) definiu muito bem o caso: “Emendas de autoajuda”.
“Até agora se conhecia literatura de autoajuda, o deputado tucano Eduardo Barbosa inovou com suas emendas de autoajuda.” (Bloco Minas Sem Censura, 24/11/2011)
O que a grande mídia vai dizer a respeito? Tenho informações que vários veículos receberam o material que comprova o esquema e optaram por não publicar nada. Abaixo segue notícia do jornal O Tempo, de Belo Horizonte (MG), que furou o silêncio geral da mídia.
Antes, entretanto, vale lembrar o caso da ministra Ideli Salvatti, que foi acusada de beneficiar com emendas uma ONG coordenada por um assessor dela. As emendas somavam R$ 200 mil (20% do total das emendas de Eduardo Barbosa) e listo abaixo apenas algumas das matérias que demonstram (mais uma vez) a seletividade da grande mídia na escolha das “denúncias” que podem ou não ser publicadas.
No caso envolvendo Ideli, vários deputados tucanos pediram a sua demissão. E agora, o que dirão?
O Estado de São Paulo:
Ministra Ideli Salvatti é acusada de favorecer ONG de seu braço direito
(26/08/2011)
Deputados tucanos acusam Ideli de favorecer ONG
(26/08/2011)
Ideli destinou emendas a ONG de seu coordenador de campanha
(27/08/2011)
Folha de São Paulo:
Ministra Ideli Salvatti apresentou emendas para ONG de assessor
(26/08/2011)
Veja:
Deputados tucanos acusam Ideli de favorecer ONG
(26/08/2011)
Blog do Reinaldo Azevedo:
Ideli apresentou emenda para ONG de assessor… Que coisa, não?
(26/08/2011)
IstoÉ
Ideli, o assessor e as ONGs
(26/08/2011)
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http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=188769,OTE
Troféu
Há suspeita de uso eleitoral
O funcionário do gabinete do deputado Eduardo Barbosa e presidente da Federação das Apaes em Minas, Sérgio Sampaio Bezerra, afirma que a destinação das emendas para a entidade que preside não fere a legislação e não é imoral.
Sérgio Sampaio Bezerra, que, segundo o site da Câmara dos Deputados, trabalha no gabinete de Barbosa desde 2006, avalia que o cargo ocupado por ele não impossibilita que a entidade receba recurso público. “Não há nenhuma ilegalidade. Meu cargo é voluntário”, disse o assessor parlamentar.
Bezerra destaca o papel desempenhado pelo parlamentar à frente das Apaes para justificar o direcionamento dos recursos para as associações. “Ele (Eduardo Barbosa) é um deputado do movimento das Apaes, trabalha para isso, a assessoria dele ‘respira’ Apaes. É justo que peça recurso”, avaliou.
Os fóruns regionais que receberam dinheiro das emendas começaram em outubro de 2009, e prosseguiram até o final de junho de 2010. Entre outubro e novembro de 2009, foi realizado o III Festival Estadual Nossa Arte, que também contou com a verba, bem como o Fórum Estadual de Autogestão, Autodefensoria e Família, e o Congresso Estadual, ambos em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, em 2010.
Na inscrição de um dos eventos, em agosto do mesmo ano, é destacada a oferta de um troféu, com o nome do deputado, para autores de trabalhos voltados a portadores de deficiência. Para o promotor eleitoral Francisco Amaral, trata-se de “promoção pessoal em período eleitoral”. (DL)
Fonte – http://brasiliamaranhao.wordpress.com/
Leia também:
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/paulo-pimenta-um-exemplo-do-dois-pesos-duas-medidas.html

BRIGAS TUCANAS: PSDB repete em 2011 trama de 2004

29.11.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 27.11.11



"Eu vou apoiar quem vier a ser o candidato do PSDB.O Serra não se dispôs a ser e não é verdade que eu esteja forçando ele a se candidatar, como foi publicado na imprensa", afirmou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Acho muito difícil (Serra se tornar candidato a prefeito). Não pelo partido, mas pela disposição do Serra",declarou o governador paulista Geraldo Alckmin.

As declarações acima remetem para a atual conjuntura política.

Mas foram feitas em 2004.

Sete anos depois de o PSDB ter sido protagonista da novela para escolher o candidato a prefeito de São Paulo, o partido edita trama parecida, na qual os personagens e conflitos são os mesmos......

Nos últimos dias, até os detalhes do enredo foram repetidos.

Em 2004, o ex-governador José Serra, então candidato derrotado à Presidência da República dois anos antes, não queria ser candidato a prefeito. Sua meta era trabalhar pelo País de modo a viabilizar uma candidatura ao Palácio do Planalto novamente.

Alckmin, então governador, se viu às voltas com quatro outros pré- candidatos,que pressionavam para disputar uma pré convenção - expressão usada no tucana to naquela época para evitar o termo" prévias",que causava arrepios na cúpula partidária.

O governador começou a costurar nos bastidores com um único objetivo: ganhar tempo. Queria evitar que a pré-convenção ocorres se muito cedo e se tornas se um fato consumado, o que dificultaria articulações para, por exemplo, convencer Serra a se tornar candidato. Alckmin chegou a convocar para uma reunião no Palácio dos Bandeirantes os quatro pré-candidatos - os então deputados José Aníbal, Walter Feldman e Zulaiê Cobra e o secretário de Segurança, Saulo Abreu. No encontro, expôs a preocupação com a situação e tentou ganhar tempo.

Hoje os tucanos reeditam a história.

Alckmin, também às voltas com quatro pré-candidatos, os convocou para um encontro no Palácio dos Bandeirantes na noite deste domingo. A reunião foi marcada com a mesma intenção do passado: ganhar tempo.

Data. Na reunião de hoje, Alckmin pedirá aos tucanos que aceitem realizar as prévias em março.

A ação do governador,que deve conseguir" convencer"os pré candidatos do partido, atropelará decisão do próprio PSDB.

O Estado teve acesso à ata de reunião da Comissão Executiva do Diretório Municipal do partido, no dia 27 de outubro, que marca para janeiro as prévias.

"Em relação à data para a realização das prévias, havendo duas propostas, dezembro de 2011 e janeirode2012,o presidente(Julio Semeghini) colocou em votação.

Foi aprovado em janeiro de 2012", conclui o documento.

Alckmin avalia que março dará mais tempo para o partido negociar alianças e ter um quadro mais claro da disputa. Três dos quatro pré-candidatos, que são secretários, Andrea Matarazzo (Cultura), Bruno Covas (Meio Ambiente) e José Aníbal (Energia), tendem a aceitar o acordo.

O deputado Ricardo Tripoli tem defendido a tese de que a disputa deve ser realizada até janeiro.

Para os defensores da postergação, março dá mais tempo para debater internamente a tese da aliança com o PSD, do prefeito Gilberto Kassab. O governador é pressionado por setores do partido a fazer uma coligação coma nova legenda e lançar candidato a prefeito o vice-governador Guilherme Afif Domingos.

O PSDB entraria com o tempo de TV e a indicação do vice. Em troca, teria o apoio de Kassab no projeto de reeleição em 2014.

Segundo relatos de aliados, o governador ainda vê com desconfiança o acordo e aposta na construção de um arco de alianças forte, de modo que o candidato tucano tenha tempo de TV.

Candidato, Haddad assume negociação por alianças

● Enquanto o PSDB discute qual será o candidato, o PT começou a costurar as alianças em torno do petista Fernando Haddad, ministro da Educação. O diretório estadual do partido reuniu-se ontem na capital para discutir as alianças nas principais cidades do Estado. Haddad tinha agenda particular e não compareceu.

Na sexta-feira, o ministro entrou diretamente na negociação ao se encontrar com o vereador Antonio Carlos Rodrigues, principal líder do PR na cidade, e o presidente do PT municipal, vereador Antonio Donato. Segundo dirigentes petistas, a conversa foi positiva e há chances de fechar uma aliança. A principal reivindicação da sigla é aliar-se aos petistas nas eleições proporcionais.

A vaga de vice foi colocada na mesa de negociações, mas não foi uma exigência explícita do PR, segundo o PT. "Pleiteamos a vice, mas ainda estamos discutindo.

Um vice que não atrapalhe já ajuda", declarou Rodrigues.

Diante das dificuldades de aliança com o PMDB, que quer a candidatura de Gabriel Chalita, e do PC do B, que insiste no nome de Netinho de Paula, o PT considera o apoio do PR fundamental para ampliar o tempo de TV.Estado

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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/11/psdb-repete-em-2011-trama-de-2004.html#more