domingo, 27 de novembro de 2011

PSB pode disputar em Jaboatão

27.11.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Josué Nogueira
 josuenogueira.pe@dabr.com.br

Deputado João Fernando Coutinho é opção e faz estremecer aliança branca entre socialistas e tucanos

A investida majoritária do PSB para as eleições de 2012, simbolizada pela pré-candidatura do ministro Fernando Bezerra Coelho no Recife, pode se estender a Jaboatão dos Guararapes. O presidente da legenda socialista naquele município, Heraldo Selva, informa que o nome do deputado estadual João Fernando Coutinho será avaliado para a disputa. Primeiro-secretário da Assembleia Legislativa e com bases eleitorais da Mata Sul, João Fernando transferiu título e domicílio eleitoral para Jaboatão. “Não há definição alguma, mas, obviamente, a vinda do deputado abre a perspectiva de uma candidatura do partido”, diz. Selva frisa, porém, que a questão será submetida ao crivo do partido no próximo ano. “Definiremos se é viável correr em faixa própria ou apoiar outro nome”.

 Essa possibilidade tende a por em xeque a propagada aliança branca que PSB e PSDB mantêm no estado. E, curiosamente, o estremecimento pode se dar justamente no município onde os tucanos esperam que ela seja oficializada por meio do apoio legal dos socialistas à reeleição do prefeito Elias Gomes. Mesmo não sendo coligados, há que se destacar, os dois partidos cultivam uma afinidade baseada na antiga amizade do governador Eduardo Campos com o deputado federal Sérgio Guerra, respectivos presidentes nacionais das siglas. 

As declarações de Heraldo Selva coincidem com rumores recentes ouvidos no Palácio do Campos das Princesas. Há informações referentes a pesquisas que apontam a rejeição à Elias Gomes e à sua gestão. Existem também indicativos de que, embora o governador e prefeito mantenham pleno entendimento do ponto de vista administrativo, os socialistas não apoiarão tão “naturalmente” a reeleição do tucano. Isso porque o PSB estaria reavaliando o “risco” de ajudar a fortalecer o PSDB na Região Metropolitana, uma vez que o partido pode também vencer na vizinha Cabo de Santo Agostinho, com Betinho Gomes.

Betinho é deputado estadual e filho do prefeito de Jaboatão. João Fernando, que agora ensaia aventurar-se no Executivo, tem DNA semelhante. Seu pai é o prefeito de Água Preta (Mata Sul), Eduardo Coutinho (PSB). O deputado socialista ajuda a engrossar a lista de “estrangeiros” nessa fase de pré-campanha. Trata-se dos políticos que deixam suas origens para buscar mandatos em outro domicílio. 
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BLOG MOBILIDADE URBANA: Teste aponta que veículos básicos no Brasil são inseguros


27.11.11
Do BLOG MOBILIDADE URBANA,
Por Tânia Passos
Muitos dos carros mais vendidos no Brasil são armadilhas fatais para seus ocupantes caso se envolvam em colisões a velocidades moderadas, constatou um estudo independente.
Testes conduzidos pelo Latin NCAP (programa de avaliação de carros novos), afiliada regional de uma organização que conduz testes de segurança em carros europeus, constataram que muitos modelos básicos não têm airbags e possuem cabines com estruturas deficientes.
A maioria desses automóveis –incluindo modelos fabricados por Volkswagen, Fiat, Chevrolet, Ford e Peugeot– obteve uma estrela, de um máximo de cinco.
“Uma estrela –isso quer dizer motorista morto”, disse David Ward, secretário geral da Global NCAP, organização vinculada à Fédération Internationale de l’Automobile, uma organização internacional de motoristas.
As mortes em acidentes rodoviários cresceram quase 25% em 2010, para 40.610, ante 2002, o ano em que começou o boom econômico brasileiro.
O Ministério da Saúde classifica o país em quinto lugar em termos de fatalidades rodoviárias, atrás de Índia, China, Estados Unidos e Rússia.
“Os carros mais vendidos na América Latina têm níveis de segurança que ficam 20 anos atrás dos padrões ‘cinco estrelas’ que se tornaram comuns na Europa e na América do Norte”, informou a Latin NCAP em nota.
A organização realizou testes com os modelos básicos mais vendidos antes de aceitar modelos que incluíam airbags. Isso porque os carros com airbags e freios antitravamento têm preços significativamente mais altos, o que leva o comprador a optar por versões mais baratas.
Entre as principais montadoras presentes no Brasil, a versão básica do Gol 1.600 da Volkswagen, o modelo mais vendido no país, obteve uma estrela no teste de colisão, realizado a 64 km/h.
O Gol equipado com airbags obteve três estrelas no teste –o que permitiria a sobrevivência dos ocupantes em uma colisão.

Fora! Caso Chevron é lição para bajuladores dos EUA e do 'deus mercado'

27.11.2011
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 24.11.11



Achando tratar-se o Brasil de um quintal, Chevron tentou ludibriar as autoridades brasileiras. O acidente se revela a cada dia um ato de desleixo e ganância da Chevron

O governo deveria punir exemplarmente a Chevron pelo vazamento de óleo na Bacia de Campos, com a proibição de que a empresa explore petróleo em águas profundas no Brasil. A medida está sendo cogitada, e seria a mais apropriada diante do comportamento da empresa norte-americana ao longo do episódio que já despejou em águas brasileiras o equivalente a três mil barris de petróleo em oito dias.

Por enquanto, a Chevron foi condenada a pagar R$ 50 milhões e poderá ter que desembolsar mais R$ 100 milhões para a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Para a Chevron, como dizem os americanos, isso é "peanuts". Até porque as multas seriam pagas com a venda do próprio petróleo extraído no Brasil, que só no primeiro semestre desse ano rendeu US$ 802 milhões á empresa norte-americana.

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A punição teria que ser mais dura e não apenas pecuniária para mostrar ao mercado que isso aqui não é casa da mãe Joana, onde uma concessionária age da maneira que quer, omite informações, tenta enganar as autoridades do país e sai ilesa. O que aconteceu na Bacia de Campos foi muito mais do que um acidente. Foi uma tentativa de fraudar a dimensão do vazamento, com os recursos mais sórdidos e desonestos.

A Chevron editou imagens de vídeo do vazamento enviadas à ANP para fazer parecer que o acidente não era tão grave e que estava sob controle. Como observou a diretora da agência reguladora, Madga Chambriard, a empresa atuou em completa violação ao contrato de concessão e à própria legislação brasileira. Disse ainda a diretora da ANP que o tratamento que a empresa deu à agência reguladora e ao governo brasileiro foi "inaceitável". "Nós tivemos que ir a bordo da plataforma para procurar as imagens originais", contou.

Ora, a tentativa de ludibriar as autoridades brasileiras já seria mais do que suficiente para uma punição exemplar. Não bastasse isso, o acidente se revela a cada dia um ato de desleixo e ganância da Chevron. Os geólogos da empresa queriam perfurar mais poços para entender melhor a dinâmica do campo e dos reservatórios, mas o presidente da empresa para América Latina e África, Ali Moshiri, foi contrário à operação mais lenta e custosa, ordenando uma exploração mais rápida e econômica. Deu no que deu.

O mercado é pródigo em perdoar as faltas de seus próprios agentes, mas um governo soberano não pode agir da mesma maneira. Mesmo no capitalismo mais selvagem, as regras do jogo têm limites. Quando o norte-americano Bernard Madoff deu o cano em Wall Street, foi a julgamento e condenado a 150 anos de prisão por um tribunal de Nova York. A Chevron também tentou um trambique e foi flagrada a tempo. Depois que a Polícia Federal entrou na história, a empresa reconheceu que a culpa do vazamento era inteiramente sua, por ter "subestimado" a pressão do reservatório.

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Não foi só a questão técnica que a Chevron subestimou. Sua atitude em relação às autoridades brasileiras foi típica de quem se considera acima do bem e do mal e despreza a capacidade dos países de regularem sua atuação. O Brasil tem razões suficientes para botá-la para fora, mostrando que aqui existem as tais regras que o mercado sempre diz defender.

Nota do editorO artigo acima foi escrito antes da decisão da diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de suspender as atividades da Chevron na perfuração no Campo de Frade, na Bacia de Campos.

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/11/fora-caso-chevron-e-licao-para.html

O incômodo gerado pela (des)igualdade

26.11.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Tatiana Nascimento 
tatiananascimento.pe@dabr.com.br


Enquanto a economia brasileira amadurece, a classe C encara um novo desafio: o de ser aceita socialmente


Daniele é casada e faz faculdade particular, uma "característica da nova classe média". Imagem: PAULO PAIVA/DP/D.A PRESS
Na novela Fina estampa, a socialite Tereza Cristina (Christiane Torloni) inferniza a vida da nova rica Griselda (Lília Cabral). Para ela, é um absurdo que a “ex-bigoduda” more no mesmo condomínio – ou até mesmo respire o mesmo ar – que gente “verdadeiramente” sofisticada. Histórias de novela à parte, também é possível observar situações parecidas no nosso dia a dia. É que o estrondoso crescimento da nova classe média anda incomodando os representantes da classe média tradicional (classe B). Tem gente sofrendo com a síndrome de Tereza Cristina.

O incômodo está registrado na pesquisa Dez anos da nova classe média, produzida pela consultoria Data Popular. Foram entrevistadas 18.365 pessoas de todo o país no segundo trimestre de 2011. Para 48,4% da antiga classe média, a qualidade dos serviços piorou com o maior acesso da população. Já 55,3% disseram que os produtos deveriam ter versões para ricos e pobres. O aumento das filas no cinema incomoda 62,8% dos entrevistados. “Há ainda muito preconceito com o crescimento dessa nova classe média”, reconhece Wagner Sarnelli, sócio da Data Popular.

Para Sarnelli, isso acontece porque os hábitos são diferentes. Mas estas famílias agora têm dinheiro para frequentar os mesmos lugares que a tradicional classe média frequentava. Não é pouca gente não. Já são 53,9% dos 193 milhões de brasileiros. O professor Marcelo Barros, da Faculdade Boa Viagem, destaca a política de aumento do salário mínimo como um fator de inclusão. O outro é a redução do desemprego. O crescimento econômico fez com que um contigente enorme de pessoas tivesse acesso pela primeira vez a uma série de produtos e serviços.

É gente que vai ao cinema, ao teatro, ao McDonald’s. Compra roupa de marca. “É natural que haja uma reação. Às vezes, a reação é meio exacerbada. A gente percebe muito em avião, com gente olhando diferente para quem fala alto, pede dois lanches”, cita Marcelo Barros. Ou se veste diferente. Entre os entrevistados, 16,5% disseram que “pessoas mal vestidas deveriam ser barradas em certos lugares”. Daniele Pereira de Souza, 32, subgerente de uma loja de confecções, diz que já sentiu na pele o preconceito, principalmente quando estava usando roupas casuais. 

“Aconteceu em lojas e numa lanchonete, onde demoraram a atender”, conta Daniele, que é casada com o vendedor Paulo, tem um filho de quatro anos e faz faculdade. “Isso é outra característica da nova classe média, não é? Pode colocar que é faculdade paga”, reforça a moça, que se assume consumista e gosta da facilidade do cartão de crédito. Ela não é a única. O Nordeste é a região do país onde mais cresceu o número de emissões do dinheiro de plástico. Por sorte, o marido é controlado. “Ele é o ministro da economia”, brinca. 

O governo está de olho nos emergentes. A Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência vem discutindo as políticas que devem ser implementadas para garantir que as demandas da classe C sejam correspondidas. Enquanto isso, é preciso evitar o “incômodo”. Classe B assumida, a professora Alcione Almeida acredita que quem tem preconceito está sendo individualista. “Não tem motivo para isso. Todo mundo tem direito de consumir”, afirma Alcione, antes de deixar a loja de roupas com novas aquisições. Tudo parcelado. Sem preconceito.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/11/27/economia5_0.asp

Gerson Carneiro: Seção Humor ou Terror?

26.11.2011
Do blog Luis Carlos Azenha, 25.11.11
Por Gerson Carneiro, via e-mail

Não é brincadeira, não. Só não sei se entraria na seção Humor ou Terror, do Viomundo.
Depois de proibir garagem nos prédios da COHAB,  uso de celular nos bancos, carona na garupa de moto, a novidade agora é esta: São Paulo estuda enviar viciados da cracolândia para cidades natais.
O que está acontecendo com esse Estado?
Daqui a pouco vai proibir uso de fogão de 4 e 6 bocas para evitar crise de gás.
Está duvidando de mim?! Então confira  você mesmo:
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/humor/gerson-carneiro-secao-humor-ou-terror.html

MANIPULAÇÃO DA MÍDIA GOLPISTA: Como transformar mentiras sobre Dilma e Lula em verdades absolutas?

26.11.2011
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO,23.11.11
Por Luis Soares em Pragmatismo Político

Setores reacionários não aceitam que um homem com a história pessoal e política de Lula continue gozando de tanto prestígio junto a maioria do povo brasileiro

A política brasileira é um manancial inesgotável de situações multifacetadas que levam as consciências mais ingênuas (no campo político) a conclusões equivocadas que, de tão repetidas com o auxílio dos mais articulados de má fé, acabam se tornando verdades absolutas. 

O que se tem notado no governo Dilma é a mobilização concentrada de todas as forças ideológicas de direita, assim como daqueles inúmeros não estritamente ligados ao universo político-partidário, em torno do objetivo comum de descaracterizar os governos petistas de Lula e também este de Dilma Rousseff.

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O mais interessante é que o cerco aos ministérios de Dilma possui mais de um viés. Maior do que a preocupação em mostrar que a corrupção se fortalece e prolifera na atual gestão, é debitar tudo isso à conivência de Lula no trato com os "mal-feitos" (termo que a presidenta gosta de usar) do Estado. 

Mesmo fora do poder, a imagem de Luiz Inácio precisa ser empanada, pois não é aceitável que um homem com sua história pessoal e política continue gozando de tanto prestígio junto a maioria do povo brasileiro. E nessa empreitada, para eles gloriosa, porém, na verdade, inconsistente, estão até mesmo "enchendo a bola" de Dilma, taxando-a de caçadora dos ladrões que Lula nomeou e protegeu.

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Ninguém se iluda: depois de Carlos Lupi a "limpeza" prosseguirá, e, ao se ver todos os dias o espetáculo nos órgãos de imprensa, cabe aos mais equilibrados se manterem firmes e não perderem o foco do que está, de fato, acontecendo, e que também manifestem as suas posições.
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/11/como-transformar-mentiras-sobre-dilma-e.html