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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

CRIMES DA DITADURA MILITAR: Justiça extingue processo contra torturador Maurício Lopes Lima

25.11.2011
Do blog ESQUERDOPATA, 23.11.11

Cara do covarde quando jovem. Hoje vive no Guarujá 

 Justiça extingue processo contra acusado de torturar Dilma 
Sul21

Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região extinguiu processo que responsabilizava o tenente -coronel Maurício Lopes Lima, acusado de torturar a presidenta Dilma Rousseff. Na ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) figuravam outros três agentes do Estado acusados de cometer abusos na Operação Bandeirante (Oban). Em seu voto, o juiz federal Santoro Facchini entendeu que os possíveis crimes já prescreveram e encerrou o processo. A Procuradoria Regional da República em São Paulo já comunicou que vai recorrer da decisão.

Para Facchini, a imprescritibilidade dos crimes de lesa-humanidade deve seguir o enfoque da legislação brasileira, e não tratados internacionais. “Decisões estrangeiras não podem ser aplicadas no Brasil, por afronta ao princípio da legalidade. O Brasil não subscreveu a convenção sobre a imprescritibilidade dos crimes de guerra e dos crimes contra a humanidade de 1968, e somente reconheceu a autoridade da Corte Interamericana em 2002″, anotou o juiz federal em sua decisão.

Santoro Facchini também afirmou que os fatos narrados nos autos “não indicam a ocorrência de tortura, como fato ocasional ou delimitado, mas, ao revés, revelam a sua prática, sistematizada e institucionalizada, contra parte da população, composta por opositores do governo militar instalado em 1964″.

O MPF considera a tortura crime contra a humanidade, imprescritível, tanto no campo cível como no penal. Destaca ainda na ação diversos tratados internacionais e que a validade da Lei da Anistia, reafirmada no ano passado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não inviabiliza medidas de responsabilização civil.

O tenente-coronel Lopes Lima afirma que ainda não foi notificado da decisão. Em sua defesa, ele alegou que não integrava o destacamento da Operação Bandeirante à época dos fatos relatados. A ação contra Lopes Lima e mais três militares — Innocencio Beltrão, João Thomaz e Homero Machado — é baseada em depoimentos colhidos por tribunais militares, informações mantidas em arquivos públicos e testemunhos de algumas vítimas.

A Oban foi criada em São Paulo com o objetivo de reunir em um único destacamento o trabalho de repressão política até então pulverizado por órgãos militares e policiais, estaduais ou federais durante o período da ditadura. Funcionou como um projeto piloto à margem das estruturas oficiais, contando com financiamento de empresários. Diante do sucesso da Oban na repressão, o modelo foi difundido pelo resto do país.

Com informações do Correio Braziliense

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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com/2011/11/justica-extingue-processo-contra.html

Aécio, Satiagraha e Castelo de Areia: aí, o Gurgel vai devagarinho

23.11.2011
Do blog CONVERSA AFIADA,22.11.11
Por Paulo Henrique Amorim



Saiu na Carta Maior:

Ágil com ministros, Gurgel analisa denúncia contra Aécio há 6 meses


Procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ainda não se manifestou sobre denúncia de sonegação fiscal e ocultação de patrimônio contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) recebida em maio. Para um dos autores, clima político morno sem cobertura jornalística intensa influencia ritmo de decisões. Acusações contra Antonio Palocci e Orlando Silva foram examinadas em dias.

André Barrocal

BRASÍLIA – Acionado por adversários do governo Dilma para que investigasse ministros acusados de corrupção, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, deu respostas rápidas em dois casos que terminaram em demissão. Diante de denúncias formuladas a partir de reportagens, Gurgel decidiu em alguns dias arquivá-las quando o alvo era Antonio Palocci e pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) abertura de inquérito contra Orlando Silva.

O procurador-geral não mostra a mesma agilidade, porém, num caso em que os papéis estão invertidos e aliados da presidenta Dilma Rousseff denunciam um opositor dela. Gurgel analisa há seis meses uma representação feita contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), a irmã dele, Andrea Neves da Cunha, e uma rádio de ambos, a Arco Iris.

A denúncia pede apuração para provar que os imãos e a rádio sonegariam imposto de renda e esconderiam patrimônio. Foi apresentada em maio por deputados estaduais de Minas Gerais que faziam oposição a Aécio quando ele governou o estado (2003-2010) e que se mantêm nesta trincheira com o sucessor, o também tucano Antonio Anastasia.

Para os denunciantes, há alguma coisa errada no estilo de vida que Aécio leva – com festas, viagens e carros de luxo -, quando se observa a renda e o patrimônio que ele declara. Ou o senador tem mais e declara menos para não pagar imposto de renda. Ou arruma dinheiro de forma não republicana, e aí teria de ocultar mesmo.

A representação tem anexa cópia da declaração de renda de Aécio entregue à Justiça eleitoral em 2010 (R$ 617 mil), de certidão da Junta Comercial listando as quatro empresas de que o senador é sócio e dos gastos mineiros com publicidade entre 2003 e 2010 (cresceu sete vezes).

“Estranhamos que não haja uma decisão ainda”, disse à Carta Maior o líder do bloco de oposição ao PSDB na Assembleia Legislativa mineira e signatário da denúncia, deputado Rogério Correia (PT). “Mas ainda temos a expectativa de que não haja engavetamento, e o procurador-geral dê guarida à representação.”

A aceitação de uma denúncia, com a consequente abertura de inquérito, não significa sentença condenatória, só que a Procuradoria Geral concorda que há fatos estranhos a justificar uma apuração mais acurada. Mas serve no mínimo como arma política que pode ser usada contra o alvo da investigação.

Na opinião de Correia, uma explicação para o exame mais demorado da denúncia contra Aécio Neves por parte de Roberto Gurgel seria a pouca atenção que o assunto mereceu dos grandes veículos de comunicação. “A influência da opinião publicada prevalece mais, acaba tendo uma pressão sobre os órgãos que investigam”, afirmou.

O clima na corte

Esse tipo de influência do clima criado pelo noticiário e que contamina o ambiente político em Brasília teria se verificado no caso dos agora ex-ministros Palocci e Orlando Silva.

O primeiro, então o mais poderoso ministro de Dilma, foi alvo de denúncia jornalística em 15 de maio, por suposto enriquecimento ilícito. Dois dias depois, o PPS, partido antigoverno, ia à Procuradoria Geral pedir abertura de inquérito contra o petista. Dia 6 de junho, Gurgel arquivava a representação, dizendo não existir indício de delitos.

Um mês depois, no dia 7 de julho, o Diário Oficial publicava mensagem da presidenta ao Senado propondo que Gurgel ficasse no cargo mais dois anos. Ao ser sabatinado pelos senadores no dia 3 de agosto para mostrar que merecia a recondução, o procurador-geral diria sobre o caso Palocci: “No meu entendimento, os fatos noticiados não se enquadravam no crime de tráfico de influência. Não tínhamos como comprovar a existência de crime sem procedimentos mínimos, sem a adoção de medidas invasivas.”

No caso Orlando Silva, a primeira reportagem acusatória – haveria um esquema de desvio no ministério do Esporte comandado pelo próprio ex-ministro – foi publicada em 15 de outubro. No dia 17, o PSDB e o próprio Orlando Silva entraram na Procuradoria pedindo abertura de inquérito – o acusado tinha a esperança do arquivamento, o que lhe daria um atestado de idoneidade para usar contra adversários políticos.

Dois dias depois, em meio a uma sessão do Supremo, Gurgel dizia: “A gravidade dos fatos é tamanha, que impõe a necessidade de abertura de um inquérito.”

Mais dois dias se passam, e o procurador-geral pede ao STF que autorize a investigação, uma exigência já que ministros só podem ser processados na mais alta corte. A autorização sai em 25 de outubro, e no dia seguinte Dilma força o então ministro a se demitir.

Na última quinta-feira (17), em audiência pública no Senado em que o ministro Carlos Lupi, outro alvo de denúncia a Roberto Gurgel, se defendeu, o senador Inácio Arruda (CE), líder do PCdoB, partido de Orlando Silva, fez um discurso forte contra a forma como ministros acusados têm sido tratados, embora não tivesse se referindo especificamente à Procuradoria.

“Contra o meu [ministro] tinha uma calúnia, uma calúnia mentirosa, safada, covarde. Disse Shakespeare que de uma calúnia ninguém se livra. O mais poderoso soberano é capaz de se livrar de tudo, menos de uma calúnia, de um safado e mentiroso calunioso”, afirmou Arruda, que vê nestes episódios uma luta política. “O objetivo central, em última instância, é atingir o governo.”

Mais silêncio

No dia do desabafo de Arruda, a reportagem entrou em contato com a Procuradoria Geral da República e enviou as seguintes perguntas à assessoria de imprensa:

1 – Por que a análise de representações recebidas pela PGR contra personalidades políticas pode levar alguns dias (caso dos ex-ministros Antonio Palocci e Orlando Silva) ou pelo menos seis meses (caso do senador Aécio Neves)?

2 – O clima político no Congresso e a cobertura jornalística (mais intensa às vezes, menos intensa outras vezes) dos fatos que deram origem à representação bem como sobre o próprio exame da representação e sua posterior decisão, influenciam o ritmo da análise? Por quê?

Nesta segunda (21), a assessoria informou que compromissos e viagens de Roberto Gurgel não estão permitindo que ele se manifeste.



Navalha
O brindeiro Gurgel ainda não foi ao Supremo para reanimar a Satiagraha e a Castelo de Areia.
Se demorar muito, a opinião pública vai pensar que a posição do Ministério Publico Fereral, no caso da Satiagraha, será sempre a do Procurador do STJ que deu inteiríssima razão ao banqueiro condenado Dantas – e imediatamente depois se aposentou .
Assim, qualquer dia desses o brindeiro Gurgel merecerá dar entrevista ao vibrante programa “Entre Caspas”, da Globo News.
Viva o Brasil !
Paulo Henrique Amorim


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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/11/22/aecio-satiagraha-e-castelo-de-areia-ai-o-gurgel-vai-devagarinho/

Três perguntas sobre Belo Monte

23.11.2011
Do BLOG DA CIDADANIA, 22.11.11
Por Eduardo Guimarães
Esse debate sobre a usina de Belo Monte é alvo de uma tática de quem é contra a obra de complicar a discussão para não ter que se explicar. Recebi links de matérias com opiniões de “especialistas” que comprovariam que a obra não deve ser feita, mas só o que encontrei foram afirmações sem provas de que FHC, Lula e Dilma querem que a nova usina seja construída porque se mancomunaram com José Sarney, com as empreiteiras e até com a China para dilapidarem o patrimônio nacional e torturarem alguns índios.
Opiniões políticas e ilações sobre o caráter e as intenções supostamente obscuras dos dois últimos ex-presidentes da República, da atual governante do país e – como não poderia deixar de ser – de José Sarney e de todo aquele abecedário de políticos que não há um dia em que não estejam sendo malhados pela mídia foram tudo o que me deram. Nada além de ataques a políticos e meras opiniões em lugar das respostas a questões objetivas que se fazem os cidadãos que querem o melhor para o país, e que são as seguintes:
1 – Pode faltar energia elétrica ao Brasil nos próximos anos se a oferta dessa energia não for ampliada?
2 – Se houver necessidade urgente de mais energia, há alternativa mais barata, limpa e viável do que a energia hidrelétrica?
3 – Se houver necessidade urgente de mais energia e se não houver alternativa à energia hidrelétrica, há como construir a usina em outro lugar sem causar danos ambientais e sociais?
Há cerca de uma década, o Brasil teve que racionar energia elétrica por quase um ano e ainda teve que pagar muito mais caro por ela. Os danos que aquele racionamento causou ao país não foram apenas desligar ar-condicionado ou tomar banhos curtos. Conheci indústria com cem funcionários que quebrou porque mudou de sede para crescer e não conseguiu energia nem para fazer funcionar as máquinas que já tinha. Resultado: desemprego.
Não estou inventando nada. Já aconteceu. Seria um desastre para 190 milhões de brasileiros, portanto, se tivéssemos que passar DE NOVO pelo que já passamos. Ainda mais em um momento de ouro para a economia brasileira, em um momento em que legiões de jovens cidadãos chegam ao mercado de trabalho, em um momento que é o passaporte desta nação para o futuro. Há quem ache que esse momento é uma invenção, mas essas pessoas perderam a eleição do ano passado, por mais que não queiram se conformar com isso.
Alguns dizem que é tudo ilusão, que colocaram em nossas cabeças essa coisa de falta de energia iminente. Bem, se foi ilusão o que vi acontecer há uma década no meu segmento de atividade, em minha vida privada e na de todos os que conheço por conta do apagão do fim do governo FHC, aquela foi uma ilusão para lá de real. Creio, portanto, que as respostas que o governo Lula e o governo Dilma JÁ DERAM às três questões objetivas que elenquei acima, esgotam a discussão.
Essas questões foram feitas em audiências públicas e depois foram terçadas na Justiça. O país, que tem instituições, decidiu sobre o assunto de forma democrática. Porque não estamos falando do parque de diversões ecológico de um bando de celebridades do Jet set internacional ou dos interesses que se escondem por trás do financiamento que governos estrangeiros, segundo a Abin, têm dado a ONGs para combaterem, aqui no Brasil, a construção de Belo Monte; trata-se do interesse maior de toda uma nação.
Apesar de entre os antagonistas da usina proliferarem os especialistas de ocasião que, sem credenciais para fazerem tais decretos, tratam questão dessa complexidade como se seus argumentos fossem incontestáveis, não é bem assim. O governo sustentou suas respostas às três questões acima em incontáveis audiências públicas e o que tem sido oposto a elas são nada mais do que meras suposições sobre intenções “perversas” desse governo quanto aos índios e ao meio ambiente.
Justiça, Congresso e Poder Executivo já responderam às queixas dos descontentes, mas há quem diga que as respostas não são satisfatórias. Contudo, quem diz o faz através de ilações. Repito, pois: dizer que Dilma (só para ficar no atual governo) quer vender a Amazônia a empreiteiras, à China, ao bigode do Sarney e, de quebra, quer judiar de alguns índios, é pouco – ou nada. E não é só para mim. A obra vai sair porque tem licenças, tem anuência dos poderes constituídos, tem estudos, tem respostas.
Não é porque ONGs e governos estrangeiros (que têm interesses não confessos na Amazônia) contestam que o Estado brasileiro tem que se curvar. Este país elegeu Dilma e o processo legal para construir a usina foi empreendido. Todos podem contestá-lo, até, mas indo ao Judiciário e/ou ao Legislativo. Podem acampar no meio da obra, mas terão que sair porque é assim que funciona na democracia. Dei um mandato a Dilma e só aceito que ela não possa executar o programa de governo aprovado nas urnas se a derrotarem legalmente.
Agora, sempre se pode construir o conhecimento. Quem tiver respostas objetivas a essas questões, que as apresente. Nada de links, nada de enrolar. São três perguntas que podem ser respondidas em poucas linhas. Se alguém tiver essas tais respostas tão óbvias, pode postar que tratarei de levá-las a quem pode respondê-las e me comprometo a colocar o resultado aqui. E garanto que, se surgirem respostas convincentes, apesar de isso não mudar nada importante, poderá mudar minha opinião. Basta me convencer.
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JOSÉ SERRA X “JUVENTUDE” TUCANA – É PENA PARA TODO LADO.

23.11.2011
Do blog 007BONDeblog


Segundo matéria da Folha.com, a situação no PSDB não está nada boa. Quando a Folha afirma isso, pode-se ter certeza de que a situação no PSDB está mesmo é péssima.

José Serra e um membro da “juventude” tucana (Paulo Mathias) discutiram de forma “feia” durante um evento no último sábado. Mathias apóia a candidatura de Bruno Covas à prefeitura de São Paulo, e José Serra acha que o PSDB não possui nenhum candidato com chance de vencer essa eleição, e deveria apoiar o candidato do PSD (Guilherme Affif).

O tucanato paulista reagiu a declaração de Serra e afirmou que o partido terá candidato nas próprias eleições municipais.

Como estratégia proposta por Aécio Neves, e aceita pela maioria dos tucanos, exceto alguns paulistas, José Serra vem sendo fritado e colocado para escanteio dentro do PSDB. Serra esperneia e voa pena para tudo que é lado.

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Fonte:http://007bondeblog.blogspot.com/2011/11/jose-serra-x-juventude-tucana-e-pena.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+blogspot%2FNIKX+%28007BONDeblog%29

Manipulação da MIDIA GOLPISTA: CONTRA o Movimento Gota D'água.Assista e divulgue!

23.11.2011
Do Yotube
Postado por Irineu Messias
 
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Fonte:http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ZeR8kbhXXkM

Ascensão e queda dos reinos do mundo

23.11.2011
Do blog ESTUDOS GOSPEL
Por Rev. Hernandes Dias Lopes
Postado por Irineu Messias


Estudo bíblico sobre: "Ascensão e queda dos reinos do mundo"



Referência: Daniel 8.1-27
INTRODUÇÃO
1. O tempo da visão – v. 1
• No ano terceiro de Belsazar, dois anos depois da visão do capítulo 7. A partir de agora, o livro volta a ser escrito em Hebraico, porque está diretamente ligado ao povo judeu. Este capítulo 8 é paralelo aos capítulos 2 e 7 de Daniel.
2. A natureza da visão – v. 1,2
• Essa visão não é um sonho como a do capítulo 7. Daniel foi transportado em espírito até Susã e foi transportado através do tempo.
3. O local da visão – v. 2
• Deus transportou Daniel a Susã não fisicamente, mas em espírito. Susã era o local onde havia o templo de Dagon. Era cidade importante mesmo depois da queda da Babilônia, onde os reis medo-persas residiam por três meses ao ano.
4. A abrangência da visão – v. 17,19,26
• A visão se refere ao tempo do fim (v. 17), ao tempo determinado do fim (v. 19), e a dias ainda muito distantes (v. 26).
• A visão é profética. É recebida no período da grande Babilônia e aponta para o surgimento e queda de dois grandes impérios: Medo-Persa e Grego.
• A visão fala do surgimento de um rei que é protótipo do anticristo escatológico (o pequeno chifre). Esse pequeno chifre do capítulo 8 é diferente do pequeno chifre do capítulo 7. O capítulo 7 fala do anticristo escatológico que emerge do quarto reino (Romano). O pequeno chifre do capítulo 8 emerge dos quatro reis oriundos da queda do grande rei grego, Alexandre Magno. Esse pequeno chifre é o maior protótipo do anticristo escatológico.

5. A reação ante a visão – v. 17,18,27

• Daniel ficou amedrontado e prostrado diante da visão de Gabriel, o agente de Deus que lhe revelou a interpretação da visão (v. 17).
• Daniel caiu sem sentidos, rosto em terra, quando Gabriel fala com ele. Aqui não é tanto o esplendor do anjo, mas o conteúdo da revelação: A queda da Babilônia.
• Daniel ficou fraco e enfermo diante dos fatos futuros que haveriam de vir.
• Essa visão prova que Deus é quem dirige a história. Ele está no comando.
I. A VISÃO DO CARNEIRO – V. 3-4,20
1. Tinha dois chifres – v. 3,20
• Esta é uma descrição do Império Medo-Persa que se levantaria para conquistar a Babilônia. Na mesma noite em que o rei Belsazar fazia uma festa, onde zombava dos vasos do templo, caía a poderosa Babilônia nas mãos dos medo-persas.
• O chifre mais alto é uma descrição do poder prevalecente dos persas na liderança do império. Siro, o grande tomou o lugar de Dario. Em 550 a.C., Siro tomou o controle da Média. Assim, se cumpriu a profecia.
• O carneiro persa derrotou a Babilônia e por algum tempo, tornou-se senhor do mundo. Mas Daniel viu sua ascensão e queda 210 anos antes do fato acontecer.
2. Era irresistível – v. 3,4
• A união dos medos e persas em um só império criou um exército poderoso que conquistou territórios para oeste (Babilônia, Síria e Ásia Menor), ao norte (Armênia) e ao sul (Egito e Etiópia).
3. Engrandeceu-se – v. 4
• Nenhum exército naqueles dias podia resistir ou deter o avanço do reino medo-persa. Isso levou esse reino tornar-se opulento, poderoso, cheio de soberba. Por isso, engrandeceu-se e aí estava a gênese da sua queda.
II. A VISÃO DO BODE – V. 5-8,21
1. A rapidez de suas conquistas – v. 5, 21
• Esse bode representa o império Grego (v. 21).
• As conquistas de Alexandre foram extensas e rápidas. Em apenas 13 anos conquistou todo o mundo conhecido de sua época.
• O império medo-persa foi desmantelado, dando lugar ao império grego.
• Em 334 Alexandre cruzou o estreito de Dardanelos e derrotou os Sátrapas. Pouco tempo depois venceu Dario III na batalha de Issos (333 a.C.). Em 331 venceu o grosso das forças medo-persas na famosa batalha de Gaugamela.
2. O poder do líder – v. 5
• Alexandre é descrito como O CHIFRE NOTÁVEL. Foi um líder forte, ousado, guerreiro. Era um homem irresistível. Um líder carismático, um homem de punho de aço.
3. O triunfo contra o carneiro – v. 6-7
• O poderio e a força de Alexandre são descritos na maneira em que enfrentou o carneiro: 1) Fere-o; 2) Quebra seus dois chifres; 3) Derruba-o na terra; 4) Pisoteia-o.
4. Engrandecimento e queda – v. 8
• O engrandecimento de um império é ao mesmo tempo prelúdio de sua queda e decadência. Quanto mais se aproxima o clímax do seu poder, tanto mais perto está também de seu fim. A Grécia não foi uma exceção (v. 8).
• O v. 8 profetiza a morte inesperada de Alexandre Magno na Babilônia em 323 a.C., exatamente quando ele queria reconstruir a cidade da Babilônia, contra a palavra profética de que a cidade jamais seria reconstruída.
• Com a sua morte, o Império Grego foi dividido em quatro partes, entre quatro reis: Casandro, Lisímaco, Ptolomeu e Selêuco. A profecia acerca de Alexandre cumpriu-se literalmente 200 anos depois da profecia dada a Daniel.
III. A VISÃO DO PEQUENO CHIFRE

1. Sua procedência – v. 8,9,22

• O pequeno chifre do capítulo 8 não deve ser confundido com o pequeno chifre do capítulo 7:8. A origem do 7:8 é o quarto império (Roma). A origem do 8:9 é o bode, o terceiro reino: O império Grego.
• O pequeno chifre do capítulo 8 é um personagem futuro e profético para Daniel, mas para nós, um personagem do passado, enquanto o pequeno chifre do capítulo 7:8 é um personagem escatológico para Daniel e para nós.
• O pequeno chifre de Daniel 8:9 é o principal precursor do anticristo escatológico. Principal porque muitos anticristos precursores do anticristo escatológico já passaram pelo mundo (1 Jo 2:18), mas nenhum reunia em si tantas características como este de Daniel 8:9.
• Este pequeno chifre do capítulo 8 é o rei selêucida Antíoco IV, chamado de Antíoco Epifânio, que reinou na Síria entre 175 a 163 a.C.
2. Sua megalomania – v. 11,25
• Ele se engrandeceu. No seu coração ele se engrandeceu. Antíoco declarou ser deus. Mandou cunhar moedas que de um lado tinha a sua efígie e do outro palavras: “Do rei Antíoco, o deus tornado visível que traz a vitória”.
3. Sua truculência – v. 9,10
• Alguns imperadores romanos identificaram-se com o anticristo como Nero e Domiciano, por exigirem adoração. Hitler pela sua feroz perseguição aos judeus. Outros governadores antigos e contemporâneos por perseguirem os cristãos como no regime comunista. Mas ninguém se assemelhou tanto como Antíoco Epifânio.
• Antíoco foi um feroz perseguidor dos judeus (Dn 8:24). Porque os fiéis judeus não se prostravam aos ídolos foram duramente perseguidos por ele. Calcula-se que 100.000 judeus foram mortos por ele.
• O anticristo escatológico também será implacável em sua perseguição aos cristãos (Ap 13:15).
4. Sua blasfêmia – v. 23-25
a) Será um usurpador – Como o anticristo vai querer usurpar o lugar de Cristo (oposto a – em lugar de), Antíoco também foi um usurpador. NO seu tempo a Palestina pertencia ao Egito dos Ptolomeus. Mas ele astuciosamente (Dn 8:23-25) aproveitou-se da divergência entre os judeus que estavam divididos em dois partidos, e levou-os a se aliarem a ele, rompendo com o Egito. Quando os judeus se aliaram a ele, ele os explorou e os perseguiu cruelmente até à morte.
b) Padronização da religião – O anticristo imporá uma única religião em seu reino e perseguirá e matará os que não se conformarem a ele (Ap 13:12,15). Antíoco fez isso em seu reino. A posse do livro Sagrado (VT) e a observância da lei de Deus era punidas com a morte. Muitos judeus foram mortos por se manterem fiéis.
c) Ele se levantará em tempo de grande apostasia – Assim como a apostasia do tempo do fim abrirá a porta para o anticristo (2 Ts 2:3-4), assim também muitos judeus haviam se afastado da lei de Deus e adotado costumes dos gentios (Dn 8:12,23). Deus castigou a Israel por causa dos seus pecados. Quando no fim dos tempos a humanidade estiver suficientemente corrompida, ela estará pronta para receber o anticristo.
d) A proibição dos sacrifícios e profanação do templo – Antíoco fez cessar os sacrifícios na Casa de Deus. Ele saqueou o templo e proibiu os sacrifícios em 169 a.C. (Ap 13:5). Por ordem de Antíoco o templo foi profanado da maneira mais vil, indecente e imoral. O santuário de Jerusalém foi chamado de TEMPLO DE JÚPTER OLÍMPICO. Ele profanou o templo ainda quando mandou matar sobre o altar um porco e borrifar o sangue e o excremento pelo santuário, obrigando os judeus a comerem a carne do porco sob ameaça de morte dentro do templo. Mandou edificar ainda altares e templos dedicados aos ídolos, sacrificando em seus altares porcos e reses imundas. Desta forma, esse rei tornou-se o maior protótipo do anticristo (Dn 9:27; Ap 13:5; 2 Ts 2:3-4). Ele blasfemou contra Deus, contra o culto e contra o povo de Deus.
5. Sua derrota – v. 25
• Antíoco foi queda sem o auxílio de mãos humanas (v. 25). Ele foi morto não em combate, mas por uma súbita doença, quando tentava saquear p templo de Diana em Elimaida, na Pérsia. O segundo livro de Macabeus diz que sua morte foi das mais horrorosas.
• A queda do anticristo será assim também. Não será morto num combate humano, mas pela manifestação da vinda de Cristo (2 Ts 2:8).

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Fonte:http://estudos.gospelprime.com.br/ascensao-e-queda-dos-reinos-do-mundo/