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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Belo Monte: Izaías Almada: a oposição dos mauricinhos

22.11.2011
Do blog de Rodrigo Vianna, 21.11.11
Por Izaías Almada


Acabo de assistir a um vídeo inacreditável. Gravado por funcionários da Rede Globo de Televisão, o vídeo tem a intenção de criticar a construção de uma hidrelétrica na Amazônia brasileira, a de Belo Monte. Tema polêmico por natureza e que, no atual momento político brasileiro e de crise econômica mundial, poderá crispar ainda mais os debates sobre o assunto.

Antes mesmo de ver a última imagem do vídeo, minha memória transportou-me à lembrança de um amigo que não vejo há anos e que espero, sinceramente, esteja vivo e gozando de boa saúde. O amigo Tatá.

Tatá era filho de um funcionário público do governo federal ainda nos tempos do presidente Juscelino Kubstcheck. A família mudou-se para Brasília, mas o Tatá terminou seus estudos no Rio de Janeiro, onde também eu vivi por dois ou três anos. Foi quando o conheci.

Ser humano pacato, de fala arrastada, não era afeito a polêmicas. Fugia de uma discussão como o diabo da cruz. Não era muito chegado ao trabalho e vivia de biscates como costumava dizer. Quem quisesse encontrar o Tatá era só ir até a sua casa, numa tranquila rua da Tijuca, e lá bater um papo com ele na agradável varanda da casa. Ou mesmo no quintal, onde cuidava de dois cães, um pastor alemão e um dobermann, fiéis defensores do patrimônio familiar.

Nessa época o Tatá era proprietário de um fusca, presente do pai e, em meio à inflação que corroia a economia brasileira, gabava-se de só colocar dez cruzeiros de gasolina no tanque do carro. O preço do combustível poderia subir, mas meu amigo Tatá só gastava seus indefectíveis dez cruzeiros para encher o tanque. Nós, seus amigos, costumávamos rir da situação, mas o Tatá, sempre bem humorado, dizia: “Estão rindo do quê? Esse é o meu jeito de fazer economia”. Na verdade, era uma maneira de economizar, claro, mas um dia o fusca não sairia da garagem, como é óbvio.

Outra história saborosa do Tatá é que ele passava dias na varanda da casa olhando o horizonte, até que recebeu o apelido de Fiscal da Natureza. Pensam que ficou chateado com isso? Nada, incorporou o apelido e até se orgulhava dele, pois dizia que a natureza tinha que ser preservada de seu principal predador, o homem. Como não gostava de discussões, jamais se dispôs e dialogar sobre todos os fatores que envolvem muito dos conceitos de economia e meio ambiente.

O Tatá tinha tudo para se tornar um desses especialistas normalmente entrevistados em programas de televisão, em especial os da Rede Globo de Televisão, palco aonde qualquer argumento, venha ele de onde vier, pode se tornar um indício contra ou a favor de qualquer coisa, por vezes verdadeiras aulas sobre nada ou coisa nenhuma. Como o tal vídeo sobre Belo Monte.

O Eduardo Guimarães no seu Blog da Cidadania ironizou a defesa que os funcionários da emissora fazem dos índios brasileiros, afirmando que provavelmente a maioria daqueles depoentes jamais tenha visto um índio brasileiro de perto. Concordo. Ou talvez tenham visto índios em telenovelas. Ou seria a defesa do Índio do Brasil, aquele que foi candidato a vice do cidadão José Bolinha de Papel Serra?

Ironias à parte, a discussão sobre a hidrelétrica de Belo Monte neste momento, reveste-se de características que para muitos de seus adversários se somam a argumentos de forte coloração oportunista antigovernamental. Se não é esse o verdadeiro motivo, listo aqui alguns temas para o mesmo grupo gravar outros vídeos e com isso demonstrar a sua consciência política, independência e fé nos valores verdadeiramente democráticos:

1 – Um vídeo pela despoluição do Rio Tietê provocada por indústrias às suas margens;
2 – Um vídeo condenando o massacre de índios kaiowa guaranis no Mato Grosso do Sul a soldo de fazendeiros da região;
3 – Um vídeo condenando a vergonhosa corrupção no metrô de São Paulo (leia-se governo do PSDB);
4 – Um vídeo condenando o irresponsável vazamento de petróleo da empresa Chevron no litoral fluminense.

Fica aí a sugestão para os mauricinhos da oposição, que muito me lembraram o Tatá.

Izaías Almada é escritor, dramaturgo e roteirista cinematográfico, É autor, entre outros, dos livros TEATRO DE ARENA, UMA ESTÉTICA DE RESISTÊNCIA, da Boitempo Editorial e VENEZUELA POVO E FORÇAS ARMADAS, Editora Caros Amigos.

Leia outros textos de Outras Palavras
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Fonte:http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/a-oposicao-dos-mauricinhos.html

Correio Braziliense tenta ser o número um do esgoto

22.11.2011
Do blog ESQUERDOPATA,20.11.11

Essa é de deixar a ditabranda envergonhada: o jornal do Arruda e do Roriz derrama lágrimas de sangue pelo sofrimento atroz dos empresários que não dão conta de tantos pedidos e têm de contratar mais empregados. Não bastasse esse horror e ainda existe o agravante de que a maioria das empresas enfrenta o mesmo "problema" e são obrigadas a pagar salários maiores e treinar mão-de-obra para não deixar de ganhar milhões...

Isso sim é um legítimo "apagão", não aquele do PSDB que destruiu empregos e foi positivo para o país onde vivem os empresários do tipo que o Correio Braziliense promove.
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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com/2011/11/correio-braziliense-tenta-ser-o-numero.html

Escritor Fernando Morais dá uma merecida surra em Leandro Narloch

22.11.2011
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO,19.11.11



Sem graça, Narloch foi fisgado pela própria inconsistência e por uma necessidade fantasiosa de acreditar no que quer, como quando diz que o 'capitalismo é o que de melhor já aconteceu na história da humanidade'. (Vídeo abaixo)

Nem as batatas cubanas ficaram de fora da mais animada e polêmica entre as mesas da 7ª Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto), que reuniu, em Olinda, os jornalistas Fernando Morais, Leandro Narloch e Samarone Lima. O tema proposto era América Latina para o bem e para o mal e Cuba dominou boa parte da conversa. A segunda parte do debate ficou concentrada nos dois livros de Narloch, o Guia Politicamente Incorreto do Brasil (hoje, o quinto mais vendido no Brasil) e o Guia Politicamente Incorreto da América Latina (Leya).

Quem deu a largada foi o moderador Vandek Santiago. Ele questionou o jornalista sobre as fontes usadas na produção do livro, entre as quais estavam "as más línguas" em capítulo sobre o relacionamento de Perón, na Argentina, com jovens meninas. 

Leia também:

Morais se juntou ao debate quando Narloch disse que "vários" cubanos desertaram durante os Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007. "Foram dois", respondeu. Em outro momento, Narloch afirmou que as conquistas nas áreas econômica e de saúde não valeram a pena para Cuba, o que mereceu o deboche de Morais. "Essa fala me lembrou Nelson Rodrigues, que era um grande dramaturgo e um péssimo político, e que disse que preferia a liberdade ao pão. Pergunte a uma mãe que está enterrando o filho de cinco anos por desnutrição o que ela pensa disso", disse Morais, que tinha acabado de citar dados da Unesco que mostram que Cuba tem o menor índice de mortalidade infantil entre os países concentrados do sul dos Estados Unidos à Patagônia.

Mais um pouco de conversa sobre liberdade e Cuba e a atenção voltou para Narloch. Fernando Morais, que não leu o livro mas acompanhou algumas entrevistas do autor, mencionou o caráter marqueteiro das obras. O autor chegou a comentar em uma dessas entrevistas que tinha começado a coleção, que terá um novo volume sobre a história do mundo, para ganhar algum dinheiro. "Estou em pânico. Passei a faculdade lendo Fernando Morais e agora estamos quebrando o pau".

"Leandro Narloch se reconhece como uma pessoa de direita. Em um país onde Paulo Maluf se diz de centro-esquerda, alguém de 30 e poucos anos se assumir de direita é de uma honestidade política", comentou. "Mas seus livros deveriam ter uma errata dizendo que eles se chamam Guias Politicamente Corretos porque estão remando a favor da maré e absolutamente a favor do vento que sopra na imprensa, especialmente na Revista Veja", completou.

Samarone Lima, que trazia um dos exemplares cheios "post-it", disse que encontrou uma série de problemas no livro, mas que o principal dizia respeito ao capítulo dedicado ao general Augusto Pinochet. "É de uma inconsistência dolorosa. Nós, jornalistas, trabalhamos com fontes. Você não pode escrever sobre Pinochet usando como fonte um livro lançado pelo governo golpista", disse Lima, que encontrou 12 referências ao tal livro oficial no capítulo.

Enquanto Lima procurava outra passagem, Narloch, já sem graça com a repercussão que seu trabalho tinha ganhado naquele painel, brincou: "Acabou, não dá mais tempo." Mas deu. Ainda desconfortável, perdeu o fio da meada e foi vaiado quando, mais calmo, também citou Nelson Rodrigues: "Quem não é socialista com 20 anos não tem coração. Quem é com 40 não tem cérebro." 

Leia mais:

Foi então a vez dele contestar uma informação publicada por Morais sobre o episódio das larvas jogadas pela governo americano nas plantações de batatas em Cuba. "Use um pouco do dinheiro que você ganha com direitos autorais e vá até os Estados Unidos checar isso. Nós não vamos ficar aqui brigando pelas batatas cubanas", finalizou Morais. 

Abaixo, confira o vídeo com trechos do debate:


Estado de S.Paulo

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/11/escritor-fernando-morais-da-uma_19.html

Brasileiros que se cuidem na Espanha

22.11.2011
Do blog de Altamiro Borges
Por Altamiro Borges

A folgada vitória de Mariano Rajoy nas eleições da Espanha deve preocupar os milhares de brasileiros que vivem e trabalham naquele país. O ultradireitista Partido Popular (PP) é conhecido por sua postura raivosa contra os imigrantes. Com o agravamento da crise econômica, o sentimento xenófobo, de aversão aos estrangeiros, cresceu nos últimos anos e foi um das causas da vitória de Rajoy.

Humilhados no aeroporto de Madri

Durante os sete anos do governo social-democrata de José Luis Zapatero, os imigrantes já sofreram forte discriminação, seja para ingressar naquele país ou para obter trabalho. Em junho passado, entrou em vigor a nova lei de imigração, que fixa multa de até R$ 130 mi para quem ajudar estrangeiros com emprego e impõe limites para quem quiser levar a família para viver na Espanha.

Esta política atingiu duramente os brasileiros. Eles foram os mais humilhados no aeroporto de Barajas, em Madri, segundo dados do próprio Ministério do Interior da Espanha. De cada cinco estrangeiros barrados em seu ingresso no país, um tinha passaporte brasileiro. O Itamaraty chegou a criticar, de forma bastante tímida, estas ações discriminatórias, de viés fascista.

Direita prega a xenofobia

Com a vitória do PP, essa situação deve se agravar. A direita espanhola sempre estimulou o sentimento racista e anti-imigrantes. Ela utiliza a alta taxa de desemprego, que hoje atinge 22,6% da força de trabalho – e mais de 40% entre os jovens – para atiçar o ódio aos estrangeiros. A mesma burguesia que usa o trabalho precário dos imigrantes, incentiva cinicamente a discriminação. 

O Ministério das Relações Exteriores estima que haja entre 2 milhões a 3,7 milhões brasileiros morando no exterior. Mais de 21% dos emigrantes são paulistas, seguidos pelos mineiros (17%) e paranaenses (9% do total). O Censo de 2010 identificou a presença de brasileiros em 193 países. A Espanha é o terceiro destino escolhido (9,4%). EUA (23,8%) e Portugal (13,4%) são os primeiros.

Desilusão e luta por direitos políticos

O agravamento da crise nas potências capitalistas e a adoção das políticas xenófobas têm revertido o fluxo da migração. Pesquisa da agência Randstad revelou que 65% dos imigrantes ilegais na Espanha querem deixar o país. No ano passado, 48 mil imigrantes chegaram e 43 mil estrangeiros retornaram aos seus países de origem – e 90 mil espanhóis também deixaram o barco à deriva.

Já entre os optaram por ficar na Espanha, cresce a pressão pela ampliação dos direitos políticos. No início do ano foi lançada uma campanha com o lema “Aqui vivo, aqui voto". Cerca de 20 organizações de imigrantes exigem que o governo garanta o direito de voto aos 2,4 milhões de estrangeiros que vivem e trabalham no país e também a revisão da lei discriminatória aprovada no ano passado.

No manifesto de lançamento da campanha, as entidades criticam “a utilização da xenofobia para tirar lucro eleitoral por parte de diferentes partidos políticos”. O PP de Rajoy, por exemplo, prega o corte de serviços públicos para os estrangeiros, “esquecendo-se de que nos anos do ‘milagre econômico’ foram os imigrantes que contribuíram para a criação da riqueza”, critica o manifesto.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/11/brasileiros-que-se-cuidem-na-espanha.html

O entreguismo da direita não tem limite

22.11.2011
Do blog TIJOLAÇO,23.06.11
Por Brizola Neto

É impressionante como a oposição brasileira é incapaz de qualquer ato que não seja o da mais absoluta  vassalagem ao capital internacional.
É completamente incabível, sob qualquer aspecto, a reação ao fato de se estar promovendo, através de lei específica, a regulação – e não a proibição – da  propriedade estrangeira de solo brasileiro, como publica hoje o Estadão.
Ninguém quer se meter com a vida de alguém que, cansado do frio europeu, queira ter um sitiozinho ou uma chácara no Brasil. Seja bem-vindo, esteja em casa.
Não se pode descartar, mesmo, que o limite mínimo para ter de haver registro – que é de cinco hectares, (50 mil metros quadrados) possa ser um pouco maior, em áreas não-urbanas. Negociação é assim mesmo, você oferece o mínimo e cede um pouco, dentro do razoável.
Daí em diante, a transação teria de ter a aprovação e o registro em um órgão público. Nada demais. Apenas queremo saber o que o “mister” quer fazer com a terra, qual é o seu projeto.
E para as propriedades de mais de 500 mil hectares – cinco milhões de metros quadrados – a União seria detentora de uma espécie de “golden share”, uma participação garantida na definição do uso da terra.
Portanto, longe de ser uma medida radical, é o mínimo que o país precisa para controlar um bem que não é “fabricável”: o seu território.
O Tijolaço já tratou deste tema com mais detalhes – o que você pode ler aqui – e a gente reproduz o mapa que publicou naquela ocasião.
Nele, repare uma coisa: todo mundo pensa que estrangeiro comprando terra é coisa lá nos cafundós, não é? Nada, é só você olhar no mapa e ver que é o agronegócio a cereja do bolo: Mato Grosso, São Paulo e Mato Grosso do Sul não os estados onde a terra mais foi abocanhada.

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Fonte:http://www.tijolaco.com/o-entreguismo-da-direita-nao-tem-limite/

"Réplica" ao apelo dos artistas globais sobre Belo Monte

22.11.2011
Do blog de Luis Nassif, 21.11.11
Por César N.

Este outro vídeo que está já está circulando é uma forma de réplica ao apelo dos artistas da globo sobre a Usina de Belo Monte...
Expõe uma nova forma de contextualizar a polêmica..
Vídeos: 
Veja o vídeo

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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/replica-ao-apelo-dos-artistas-globais-sobre-belo-monte

“Yes, he cares”. Sim, ele se importa

22.11.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 21.11.11



Parece irritado o governador Geraldo Alckmin com a decisão da juíza Simone Casoretti, que na sexta suspendeu contratos da linha 5 do metrô paulistano e afastou o presidente da empresa. O tucano classificou a ordem judicial de "absoluta irresponsabilidade" e prometeu dela recorrer ainda hoje.


Ricardo Feltrin, da Folha, soube em abril de 2010 os resultados da licitação da linha 5, que só seriam divulgados oficialmente seis meses depois. Documentou-os em vídeo e cartório e esperou. Em outubro, quando o governo abriu os envelopes, batata: lote por lote, estavam lá as empresas vencedoras conforme antecipado.


A concorrência, aberta na gestão José Serra, foi finalizada quando seu vice, Alberto Goldman, completava o mandato. Ficou para Alckmin, empossado em janeiro, a decisão de validar ou anular a licitação.


Começou um jogo bruto de construtoras a fim de intimidar o governo tucano e a reportagem  da Folha  Empreiteiras contrataram peritos para colocar em dúvida a publicação.


Incapazes de atestar qualquer trapaça, formularam argumentações laterais, como a de que existem meios técnicos de fraudar uma gravação em vídeo como aquela, de modo a simular que havia sido feita no passado.


Lançaram questionamentos genéricos e imprecisos para lembrar ao governo que, anulada a licitação, partiriam para cima na Justiça, cobrando indenizações fabulosas. A pressão deu certo, e Alckmin validou a concorrência. Evitou contencioso com empreiteiras, mas expôs-se a uma duríssima refrega, que apenas se inicia, com o Ministério Público.


Haveria, portanto, risco à sequência das obras fosse qual fosse a decisão do governador. A questão era definir a causa e o adversário.


Opção A: anular uma licitação sobre a qual pesa indício veemente de conluio e enfrentar as empreiteiras. Opção B: validar tudo e desafiar o interesse público. Alckmin escolheu seu lado.


"Yes, he cares." Sim, ele se importa. Texto de Vinicius Mota
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/11/yes-he-cares-sim-ele-se-importa.html

Justiça determina afastamento de presidente do Metrô de SP por suspeita de fraude


22.11.2011
Do site da Revista Brasil Atual, 18.11.11
Por Redação da Rede Brasil Atual
     
São Paulo - A Justiça de São Paulo determinou nesta sexta-feira (18) o afastamento do presidente do Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), Sérgio Avelleda, por suspeita de fraude na concorrência do prolongamento da linha 5- Lilás, no valor de R$ 4 bilhões. A liminar também indica a suspensão dos contratos de extensão da linha da estação Adolfo Pinheiro até a Chácara Klabin. O descumprimento da determinação acarretará multa diária de R$ 100 mil ao Metrô.


Embora a decisão da juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9ª Vara da Fazenda Pública, seja provisória, ela vale até o final da ação, movida por quatro promotores do Ministério Público de São Paulo (MP-SP).


De acordo com o MP, o prejuízo provocado pela concorrência fraudulenta será de pelo menos R$ 326,9 milhões, valor que o órgão cobra que seja reembolsado aos cofres públicos. O órgão também quer a anulação da licitação e a condenação de todos os envolvidos por improbidade administrativa.


Para a magistrada, “a suspensão de todos os contratos e aditamentos oriundos da concorrência é medida que se impõe, como forma de resguardar o patrimônio público e fazer valer os princípios da legalidade, moralidade e isonomia". Ela também considera que o afastamento de Avelleda do cargo é necessário em face de suas omissões dolosas. Já a permanência no cargo abriria a possibilidade do presidente do Metrô "destruir provas, ou mesmo continuar beneficiando as empresas fraudadoras".


Fraude


Em outubro do ano passado, reportagem da Folha de S. Paulo revelou que os vencedores da licitação para prolongamento da linha 5 já estavam definidos seis meses antes do processo de escolha. 


O governo paulista chegou a suspender a licitação após as denúncias, mas retomou o processo. Em agosto, a Promotoria pediu que o Metrô suspendesse os contratos, assinados há cerca de quatro meses, o que não foi feito pela companhia.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidades/2011/11/justica-determina-afastamento-de-presidente-do-metro-de-sp-por-suspeita-de-fraude

O gigantesco e suspeito aparato publicitário contra Belo Monte

22.112011
Do BLOG DA CIDADANIA, 21.11.11
Por Eduardo Guimarães

A Amazonia Legal envolve nove estados brasileiros que têm problemas econômicos e sociais idênticos.  Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão somam 5.217.423 km², ou 61% do território brasileiro. Conhecer a região em que será (?) construída a usina hidrelétrica de Belo Monte é vital para deslindar a gigantesca e multimilionária campanha internacional para que a obra não seja construída.
A população da Amazônia Legal corresponde a pouco mais de 10% dos cerca de 190 milhões de habitantes do Brasil, reunindo cerca de 20 milhões de pessoas, o que dá menos do que a população da grande São Paulo. Nos nove estados da Amazônia legal residem 55,9% da população indígena brasileira, ou seja, cerca de 250 mil pessoas, segundo o Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (SIASI), da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA).
Entre os problemas sociais do Pará, sobressaem dois: o primeiro é a propriedade de terras, pois o estado é dominado pelo latifúndio, sendo que 1% das propriedades rurais ocupa mais da metade da extensão territorial do Estado, e o segundo é o alto registro de trabalho escravo.
Na saúde, a malária ainda preocupa por sua alta incidência e a taxa de mortalidade infantil é de 23 para cada mil nascidos vivos – bem acima da taxa nacional, de 19,4. Na Educação, analfabetismo, por exemplo, bate nos 11%, contra média nacional de 9%, sendo que, nos estados do Sul, a taxa cai para pouco mais de 4%.
Melhor nem falar de Saneamento Básico, Transporte, Segurança Pública etc.
A Amazônia Legal, portanto, é a região mais atrasada do Brasil, com índices de qualidade de vida entre os piores.  Nesse contexto, o Pará é a região mais sem lei da Amazônia Legal por ser a mais pisoteada pelo latifúndio e pelo trabalho escravo. Por certo todos se lembram da missionária Dorothy Stang, assassinada no Pará a mando de latifundiários que combatem a todo custo a chegada do progresso à região.
Não foi por outra razão que, em abril do ano passado, o ex-presidente Lula defendeu enfaticamente, em audiência pública, a construção de Belo Monte. Segundo disse naquela oportunidade, “Ficamos praticamente 20 anos proibidos totalmente de fazer estudos para a viabilidade da construção da hidrelétrica de Belo Monte. Não era fazer a hidrelétrica, não. Era a proibição de estudo”, disse.
Segundo Lula, o projeto foi alterado para que o governo pudesse dar todas as garantias ambientais: “Obviamente que o projeto que foi feito foi modificado. O lago [da hidrelétrica] é um terço daquilo que estava previsto anteriormente exatamente para que a gente possa dar todas as garantias ambientais e dizer a qualquer habitante do planeta Terra que ninguém tem mais preocupação de cuidar da Amazônia e de nossos índios do que nós”, declarou.
Lula, naquela oportunidade, também criticou a atuação de ONGs internacionais e seus protestos contra a construção da usina: “Vi nos jornais hoje que tem muitas ONGs vindo de vários cantos do mundo e alugando barco pra ir pra Belém pra poder tentar evitar que façamos a hidrelétrica“, afirmou.
Só para registro, Lula deu tais declarações durante discurso de abertura do 21º Congresso do Aço, em São Paulo. Abaixo, o vídeo com tais declarações.
As ONGs, ambientalistas e integrantes do Ministério Público e do Judiciário também já foram alvo de duras críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso por imporem “obstáculos excessivos” à realização de obras necessárias ao país como a construção de Belo Monte. Palavras textuais do ex-presidente: “Que nos obriguem a cumprir à risca a legislação ambiental, mas não paralisem o país. O país tem fome de energia e fome de crescimento“.
Após os primeiros posts que publiquei sobre o assunto Belo Monte, decidi pesquisar mais. Entre outras coisas que me chamaram a atenção, dois ex-presidentes de distintas posições político-ideológicas e partidárias dizendo coisas tão semelhantes me fizeram ficar ainda mais desconfiado desse gigantesco e multimilionário aparato contra uma obra que certamente levaria civilização a uma parte do país que vive no século XIX, se tanto.
São peças publicitárias bem elaboradas, com deslocamentos de equipes de filmagens financiadas por milhares de ONGs estrangeiras, com o apoio de personalidades internacionais como Leonardo Di Caprio, Sigourney Weaver, James Cameron e Arnold Schwarzenegger, entre muitos outros, além, agora, de atores e atrizes da Globo que embarcaram na onda dos famosos internacionais e fizeram a versão tupiniquim do movimento “ambientalista”.
A campanha contra Belo Monte é cara e esmagadora. Vários comentaristas, aqui no blog e em redes sociais, disseram que meus posts recentes sobre o assunto tinham sido as primeiras posições diferentes que haviam visto até então. Contudo, estão enganados. Não faz muito tempo, o jornalista Paulo Henrique Amorim publicou em seu blog relatório que a Agencia Brasileira de Inteligência, a Abin, fez sobre esses movimentos  contra a construção da usina.
Quem quiser pode ler o relatório da Abin, publicado por PHA, clicando aqui. Contudo, se o leitor quiser poupar tempo, basta saber que além de elencar as ONGs estrangeiras que atuam na região o que o tal relatório revela – e que desperta desconfiança – é a informação de que governos estrangeiros estão financiando essas ONGs e as campanhas multimilionárias que vêm empreendendo contra uma obra que, a despeito dos danos ambientais, certamente levaria civilização a um Estado que mais lembra o Velho Oeste americano.
O relatório da Abin não levanta nenhuma ilegalidade, por enquanto, mas vídeo recente gravado em resposta ao do Movimento Gota D’Água, com os atores e atrizes da Globo, revela o tamanho dessa onda internacional contra Belo Monte ao citar o número espantoso de mais de 100 mil ONGs envolvidas na campanha, além das incessantes incursões de estrangeiros na região. Abaixo, o vídeo “Quem Manda no Brasil?”.
São mais do que conhecidas as ambições internacionais sobre a Amazônia e as personalidades e governos estrangeiros que relativizam a soberania brasileira sobre o território. Há até um site especializado que oferece informações sobre a cobiça estrangeira e que mostra que a preocupação ambiental de países que destruíram suas reservas naturais nem sempre é o objetivo de campanhas que, repito, podem manter 61% do território brasileiro no século XIX, se tanto.
Não se pode negar, claro, que existe muita gente de boa fé militando contra a construção de Belo Monte. Tampouco se nega que a construção dessa obra tem que ser feita sob intensa fiscalização para impedir abusos e violações ambientais e sociais. Contudo, de uma coisa o leitor pode ter certeza: a única forma de garantir a soberania brasileira sobre a Amazônia é levar o desenvolvimento sustentável à região.
O Brasil tem que tomar posse da Amazônia antes que algum aventureiro o faça “em nome da humanidade” enquanto gasta fortunas em peças publicitárias e expedições salvacionistas. Fortunas, aliás, que poderiam resolver os problemas sociais que castigam os exíguos contingentes populacionais daquela região sofrida e esquecida. O desenvolvimento, se vier, acabará com a farra de escravagistas, latinfundiários e seus pistoleiros no Pará.

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/11/o-gigantesco-e-suspeito-aparato-publicitario-contra-belo-monte/