quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Receitas com serviços e tarifas dos três maiores bancos do país chega a R$ 38 bilhões até setembro

16.11.2011
Do BLOG DA FOLHA, 15.11.11
Da Agência Brasil
Postado por  José Accioly  


http://www.bancariosal.com.br/dados/temp/thumbs/4/c/c/2/0/f/2/7/%7B4cc20f272c941566ae22c2e7c1d538a6%7D_marcas_bb_155x135x0.jpg

Os lucros dos três maiores bancos do país com prestação de serviços e tarifas bancárias somou quase R$ 38 bilhões, de janeiro a setembro deste ano, segundo dados divulgados nos balanços contábeis do Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Bradesco, referentes ao terceiro trimestre. Em relação a igual período do ano passado, quando o lucro com essas receitas chegou a R$ 34,1 bilhões, o crescimento foi 11,4%.

No caso do Banco do Brasil (BB), as receitas com prestação de serviços (cartão de crédito e débito, conta-corrente, administração de fundos e outros) e tarifas bancárias (pacote de serviços, operações de crédito, transferência de recursos e outros) chegaram a R$ 13,215 bilhões no período de janeiro a setembro deste ano, um crescimento de 11,4% em relação ao ano passado. Somente as receitas com cartão de crédito e débito do BB chegaram a R$ 2,337 bilhões e com pacotes de serviços, a R$ 1,979 bilhão.

O Itaú Unibanco apresentou receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias de R$ 13,960 bilhões, de janeiro a setembro de 2011, alta de 10,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

O balanço do Bradesco, divulgado recentemente, mostrou que as receitas com a prestação de serviços e tarifas chegaram a R$ 10,816 bilhões no acumulado até setembro deste ano, crescimento de 12,3%.

Para a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), “não há grande alteração de padrão de comportamento” das receitas de prestação de serviços e tarifas. Essas receitas têm crescido ao ritmo de cerca de 14% ao ano, segundo levantamento da federação com os cinco maiores bancos e os de capital aberto, representantes de 82% dos ativos do Sistema Financeiro Nacional.

A explicação da Febraban é que esse ritmo de crescimento está relacionado ao aumento da inflação (6,97% em 12 meses encerrados em outubro) e à expansão dos negócios dos bancos. Segundo a entidade, o número de contas-correntes desses bancos cresceu em média 8% ao ano, nos últimos nove anos, e o de cartões de crédito, 17%.

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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/26943-receitas-com-servicos-e-tarifas-dos-tres-maiores-bancos-do-pais-chega-a-r-38-bilhoes-ate-setembro

O jacobino Ophir e a presunção da inocência

15.11.2011
Do blog de Luis Nassif,
Por 

Luta contra a corrupção é uma bandeira genérica que permite toda sorte de oportunismo político travestido de boas intenções. Afinal, quem pode ser a favor da corrupção?
Em nome dela, atropelam-se princípios básicos do direito: como presunção da inocência, direito de defesa de acusados. Em vez de se jogar para a Justiça, joga-se para a mídia: denuncia-se e condena-se sem direito a apelação por alguns minutos de exposição.
Quando essas práticas são adotadas por órgãos representativos de advogados – como a OAB – tornam-se mais daninhas ainda.
Em sua função, o presidente da OAB nacional Ophir Cavalcante recorreu a todo repertório de aberrações contra os direitos individuais – dos quais a OAB deveria ser a guardiã. Julgou sem ouvir as partes, condenou sem direito à defesa, comportou-se como um Catão falando exclusivamente para a mídia, oportunisticamente para a mídia.
Tome-se o caso Orlando Silva.
No dia 19 de outubro passado, com o Ministro sob uma saraivada de acusações falsas e difamatórias – como as de ter recebido dinheiro na garagem do Ministério – Ophir foi implacável:

O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, afirmou nesta quarta-feira que o ministro do Esporte, Orlando Silva, deveria renunciar ou pedir licença do cargo para se defender das acusações de corrupção.
Para o advogado, Orlando Silva está usando o "escudo" do cargo para se defender. "O ministro está desfocado, neste momento já perdeu a credibilidade junto à sociedade e isto, certamente, vai afetar o próprio a governo Dilma", afirmou.
O PCdoB entrou em contato tentando convencê-lo da arbitrariedade do pedido. Na mesma hora os telefonemas viravam notas nos blogs da Veja:
PCdoB vai à OAB defender Orlando
Logo após Ophir Cavalcante ter defendido a saída de Orlando Silva (Leia mais em Pedindo a cabeça), os telefones da OAB não pararam de tocar. Foi a cúpula do PCdoB que, saindo em defesa de Orlando, pediu uma audiência com Ophir. O encontro será amanhã a portas abertas.
Como fica agora? Se responder à ação dos advogados - que o acusam de ter se licenciado durante anos do cargo de procurador do estado do Pará, sem abrir mão dos vencimentos - permanecendo no cargo, Ophir estará utilizando a presidência da OAB como "escudo" para se defender.
Refazendo suas palavras:
"O Ministro (presidente da OAB) está desfocado, neste momento já perdeu sua credibilidade junto à sociedade e isto, certamente, vai afetar o próprio governo Dilma (a própria OAB).
Não pretendo julgar o procurador licenciado do estado do Pará. Apenas analisar o Catão Ophir. 
Vídeos: 
Veja o vídeo

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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-jacobino-ophir-e-a-presuncao-da-inocencia#more

IMPRENSA GOLPISTA: Na cara dura, Revista Veja dá voz a um conspirador e estimulador de golpes

16.11.2011
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 14.11.11
Por Mário Augusto Jakobskind, Direto da Redação



Noriega, funcionário do Departamento de Estado norte-ameicano e bajulado pela Veja, previu nas páginas da revista que o Brasil será alvo de atentados durante a Copa do Mundo

O nome dele é Roger Noriega (foto), um linha-dura que ocupou o cargo de subsecretário do Departamento de Estado no governo de George W. Bush e de embaixador dos Estados Unidos na Organização dos Estados Americanos (OEA).

Notoriamente vinculado ao complexo industrial militar norte-americano, Noriega volta e meia é convocado pela mídia de mercado para dar recados de grupos que se utilizam de expedientes de todos os tipos na defesa de poderosos interesses econômicos.

Leia também: 

Pois bem, a revista Veja, sempre ela, divulgou entrevista em que Noriega faz previsões suspeitas envolvendo o Brasil. Segundo este estimulador de golpes nas Américas, o Brasil dá cobertura e serve de base para o terrorismo internacional.  

Noriega, que segue como funcionário do Departamento de Estado, ainda por cima acusa o Brasil de ser complacente e apoiar o terrorismo na Tríplice Fronteira. Esta região, por sinal, volta e meia aparece no noticiário com matérias requentadas acusando a existência de células terroristas árabes.

A própria revista Veja já publicou matérias do gênero em várias ocasiões. Aí vem Noriega para voltar ao tema que o governo brasileiro já investigou e concluiu a improcedência das acusações.

Dá ou não dá para desconfiar que a nova investida de Noriega é suspeita?

Além de fazer duras críticas aos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, da Bolívia, Evo Morales e Rafael Correa do Equador, Noriega previu nas páginas da Veja que o Brasil será alvo de atentados durante a Copa do Mundo, sugere ainda que o governo mude sua política externa e rompa os elos com os três dirigentes sul americanos mencionados.

Noriega, que em abril de 2002 foi um dos estimuladores da tentativa de golpe de estado contra o presidente Hugo Chávez, está mais uma vez se intrometendo indevidamente em assuntos internos de um país soberano e no fundo tenta provocar pânico ao fazer previsões com base em coisa alguma, o que também levanta a suspeita segundo a qual serviços de inteligência dos EUA, a CIA e outros, podem estar preparando algum atentado terrorista para incriminar os governos dos países que não rezam pela cartilha de Washington. Ele na prática procura preparar a opinião pública a aceitar o argumento de que Venezuela, Bolívia e Equador representam um perigo para o Brasil.

E, de quebra, Noriega ainda afirma que as embaixadas do Irã incrementam células terroristas na América Latina.

Pelos antecedentes deste funcionário do Departamento de Estado todo o cuidado é pouco. Nesse sentido, representantes de vários movimentos sociais reunidos em Brasília chamaram atenção para as declarações de Noriega. Pediram providências imediatas do governo brasileiro e chegaram até a pedir que o embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon, seja considerado persona non grata. Para estes movimentos, a adoção de tal medida seria uma forma de demonstrar que o Brasil não aceita passivamente intromissões indevidas em questões internas. 

Não contente com a entrevista publicada na Veja, Noriega andou fazendo declarações de caráter golpista em outras plagas.  Empolgado com o desfecho das ações militares da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Líbia, Noriega mais uma vez deitou falação contra o governo constitucional da Venezuela.

Fez mais uma previsão, a de que Chávez não teria mais de seis meses de vida e que a sua morte provocaria o caos no país petrolífero devido a confrontos entre apoiadores e opositores do presidente venezuelano, o que justificaria uma intervenção militar dos EUA. No portal Inter American Security Watch, ao pregar abertamente a intervenção ele declara textualmente que “as autoridades dos Estados Unidos devem estar preparados para lidar com o impacto de uma situação de turbulência a curto prazo em um país onde se compra 10 por cento do nosso petróleo”.

Não é a primeira vez que Noriega se manifesta sobre a doença de Chávez. No mês de setembro chegou a afirmar que “deveríamos nos preparar para um mundo sem Chávez”. As declarações de Noriega então entraram em contradição com a dos médicos de Chávez assegurando que ele reagia bem ao tratamento a que vinha sendo submetido contra o câncer.

Por coincidência ou não, poucas horas antes da declaração de Noriega sobre o estado de saúde de Chávez, o governo venezuelano denunciava a presença de um submarino no litoral do país.

Na verdade, Noriega exerce a função de estimulador de setores golpistas latino-americanos e se os governos silenciarem a respeito, o referido funcionário do Departamento de Estado continuará ocupando espaços na mídia de mercado para sugerir retrocessos e tentar fazer com que o continente retorne ao período tenebroso dos anos 70.

Roger Noriega é mesmo uma figura nefasta ao processo democrático latino-americano.

Leia mais:

Em tempo: o recorde da semana em termos de deturpação da história ficou por conta de um colunista de O Globo que comparou o ato público organizado pelo governo do Estado do Rio contra o projeto ilegal sobre os royalties do petróleo com a passeata dos 100 mil. O que disse Zuenir Ventura é realmente uma ofensa à geração 68 que lutou com o que estava ao seu alcance contra a ditadura.

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/11/na-cara-dura-revista-veja-da-voz-um.html

Lula antecipa reação e raspa barba e cabelo


17.11.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO, 16.11.11
Por Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR


Em luta contra o câncer, Lula raspa a cabeça e a tradicional barba
Em tratamento de um câncer na laringe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva raspou a barba e o cabelo hoje, antecipando a queda causada pela quimioterapia. Imagem: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Em tratamento de um câncer na laringe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva raspou a barba e o cabelo hoje, antecipando a queda causada pela quimioterapia. Dona Marisa Letícia cortou o cabelo e fez a barba do ex-presidente, segundo informações da assessoria do ex-presidente. As primeiras fotos foram liberadas pelo Instituto Cidadania. 


O ex-presidente descobriu a doença no dia 28 de outubro, apenas dois dias depois de completar 66 anos de idade. Lula iniciou a quimioterapia no dia 31 no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele recebeu um coquetel de medicamentos e para o melhor acompanhamento médido, o ex-presidente só foi liberado no dia seguinte e segue o tratamento em casa. 


Desde que iniciou a quimioterapia, o ex-presidente tem obedecido às recomendações médicas e feito repouso. Mas isso não o impede de receber visitas - a presidente Dilma Rousseff, alguns ministros, como Alexandre Padilha (Saúde) e Edison Lobão  (Minas e Energia), por exemplo já estiveram na residência de Lula. O ex-presidente chegou inclusive a gravar participação no programa do PT, que será veiculado nos próximos dias. 


Até mesmo à política ele não deixou de dar atenção. Lula foi diretamente responsável pela desistência da senadora Marta Suplicy (PT) de concorrer às prévias para disputar a Prefeitura de São Paulo em favor do ministro da Educação, Fernando Haddad, candidato preferencial de Lula.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?materia=20111116163501

Paulo Moreira Leite: Por que o coro da legalização não foi à rua falar de flexibilidade?

16.11.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha, 15.11.11
Por Paulo Moreira Leite, em Época

É impressionante que até hoje se tente usar a maconha no xingatório político.
Isso era comum sob a ditadura militar. Sem a legitimidade que só as democracias oferecem, o regime e seus aliados evitavam argumentos políticos para criticar adversários.
Mulheres emancipadas eram chamadas de prostitutas. Mesmo oposicionistas que rejeitavam a luta armada eram acusados de terrorismo.
Glamourizada pela contracultura, que pregava uma forma de liberdade que produzia tensões no autoritarismo, a maconha era um dos alvos prediletos.
A ditadura acabou mas o estigma prosseguiu.
Em 1985, quando tentava desqualificar Fernando Henrique Cardoso, seu adversário na campanha pela prefeitura de São Paulo, o conservadorismo paulista contratou um jornalista inescrupuloso para distribuir um panfleto chamando-o de maconheiro.
Na verdade, o máximo que FHC admitira era ter experimentado maconha, como contou à jornalista Miriam Leitão em entrevista àPlayboy. (Só para lembrar como certos argumentos se repetem. FHC também foi atacado em 1985 porque deu uma resposta ambígua sobre “Deus.” Não se podia admitir dúvidas nem hesitações nos reinos do absoluto. Isso lembra alguma coisa?)
É curioso que hoje se use a expressão “maconheiro” para rebaixar os estudantes que ocuparam — erradamente, a meu ver — a reitoria da USP.
Já disse em outras notas o que penso sobre a visão política desses estudantes. Para mim, é irracional. Mas não acho que isso tenha a ver com uso de maconha. (Piadinha….)
Em 2011, a maconha é uma droga consumida por um número imenso de pessoas e não só na USP e não só por pessoas “de esquerda”, “contestadoras”, “radicais”, “hippies”, “hippies velhos”, o que for…
Tenho certeza de que há usuários de maconha entre estudantes que ocuparam a reitoria e entre seus adversários. Com certeza vamos encontrar “maconheiros” entre aqueles que articulam uma chapa “apolítica” e até mesmo entre adultos que lhes servem de inspiração e que conservaram o costume da juventude.
Conheço aquilo que poderíamos chamar de famílias maconheiras, pois pais e filhos acendem um baseado num ritual semelhante ao que se vê em casas onde as pessoas se reunem para tomar uma taça de vinho.
Com um pouco de curiosidade, talvez se encontre uso de maconha na própria polícia que reprimiu os estudantes.
Não uso maconha e acho que há uma tolerância excessiva em relação aos males que ela causa à memória e mesmo à saude psíquica das pessoas.
Mas ela está aí. Fernando Henrique Cardoso faz campanha por sua legalização e ninguém acha um disparate. Pelo contrário. O filme sobre a maconha – uma peça de propaganda, desequilibrada e unilateral – foi badalado com gosto e prazer, como se fosse sério.
Muita gente faz ar inteligente quando explica que é preciso aceitar a noção de que nenhuma sociedade vive sem drogas, que a guerra foi perdida para o tráfico e assim por diante. Fala-se de Portugal, da Suiça, da Holanda. Mostra-se imagens de clínicas equipadas, limpas, sem fila e com médicos de plantão…
Chiquérrimo.
Por que não fazer o mesmo ar inteligente quando a PM  resolve levar para a delegacia três estudantes que enrolavam um baseado dentro do carro?
Por que esse coro da legalização não foi à rua falar de flexibilidade?
Por que não lembrar que, mesmo ilegal, o uso da maconha talvez não seja a irregularidade prioritária a ser combatida na USP?
Não vamos fingir que somos tão inocentes.
É evidente que temos uma visão utilitária, aqui. Quando é necessário fazer ar de moderno, fala-se em legalizar a droga.
Quando é necessário fazer ar de antigo, fala-se de “maconheiros.”
E ninguém acha estranho.
Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/paulo-moreira-leite-por-que-o-coro-da-legalizacao-nao-foi-a-rua-falar-de-flexibilidade.html

SOBRE O AMOR: NÃO SOU HUMANA, SOU MULHER!

16.11.2011
Do blog PAUTARIA
Postado por Ana Cristina Lima



Eu não sei vocês, mas eu ainda acredito no amor, nessa força que me toma de jeito várias vezes, às vezes várias vezes por dia. Diversas vezes. Constantemente. Só vou desistir de amar quando não mais viver! E amo e amei tanta gente que me perco de tanto bem-querer. Amo homens, amigos, amigas, crianças e alguns bichos. Estes são poucos, apenas os de muita estimação.

Amar é de minha natureza, com a necessidade extrema de também ser amada. Não tenho medo da busca, da paixão, de cuidar, de aceitar que preciso dele. Sinto seu cheiro aonde quer que vá. Vejo nos olhos luminosos dele, os meus próprios olhos revelando a entrega de minha alma. Não o escolhi, nem ele a mim. Trata-se aqui de algo que a vã razão não justifica, apenas o acaso de dois seres que se deixaram elevar pela intensa e imorredoura paixão. E agora se entreolham e se questionam: o que faremos?

Não me estranhem, não me culpem, não me condenem, também não me engrandeçam. Sou mulher, não humana. Sou da poesia e, por isso, amo mais e sofro mais do que todo o universo.

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Fonte:http://pautaria.com.br/2011/11/nao-sou-humana-sou-mulher/

ELITE COLONIZADA: Que tal um exílio chique nos EUA?

16.112011
Do blog de Altamiro Borges, 15.11.11
Por Altamiro Borges




Num dos trechos mais risíveis do vídeo acima, produzido pela TV Folha, uma socialite revela toda mentalidade colonizada da elite brasileira. Ela afirma que os EUA são um “país sofisticado” e, com cara do nojo, diz que o Brasil é apenas um “país emergente”. Será que as madames topariam um exílio chique nos EUA? Para ajudá-las, informo que a situação por lá não está nada fácil.

49,1 milhões de pobres

Na semana passada, uma revisão dos dados do Censo apontou a existência de 49,1 milhões de pobres no país. O número, recorde histórico, equivale a 16% da população total, de 313 milhões de pessoas. O dado anterior, de setembro, era de 46,2 milhões de vítimas. O grupo étnico em que a pobreza mais cresceu foi o dos latino-americanos – 28,2%, superando o dos negros (25,4%).

Mas os EUA são um país “sofisticado”! É considerada “pobre” a família, composta por dois adultos e duas crianças, que recebe U$ U$ 2.029 por mês - ou R$ 887 mensais por pessoa. No Brasil, o governo define como extrema pobreza o ganho mensal inferior a R$ 70 per capita. Mesmo assim, será que as socialites, como imigrantes latino-americanas, topam viver com R$ 887 mensais?

51% sem seguro-desemprego

Também na semana passada foi divulgado que 51% dos desempregados nos EUA não recebem sequer o seguro-desemprego. São 7,1 milhões de vítimas – número recorde desde 1986, quando esta estatística passou a ser divulgada. Há dois anos, apenas 20% dos sem emprego não recebiam este auxílio vital. Outro grave indicador é que 42% dos desempregados são de “longo prazo”.

Numa cena humilhante, 15% das famílias ianques vivem hoje do chamado “food stamps”, o vale-comida. Desde 2008, cerca de 4% das famílias foram despejadas de suas casas e 9,5% dos sem-teto, quase quatro milhões de pessoas, vivem em “casas móveis”, nos trailers espalhados pelo país. Entre os “pobres” citados no Censo, 4% das crianças e 18% dos adultos já passaram fome.

A “sofisticação” do 1% de ricaços

Este quadro dramático, deprimente, não significa que não haja mais “sofisticação” nos EUA. A elite ianque, a exemplo da nativa, continua esbanjando opulência. No seu egoísmo e ambição, ela está pouco se linchando para a situação de miséria crescente do povo. Apesar da grave crise econômica, o 1% mais ricos dos EUA não pára de enriquecer, de assaltar a nação.

Estudo recente do Escritório de Orçamento do Congresso mostra que a renda dos ricaços cresceu 275% nas últimas três décadas. É contra a “sofisticação” desta burguesia escrota, maior culpada pela crise e miséria nos EUA, que milhares de jovens acampam em praças nos protestos do “Ocupe Wall Street”. Será que as socialites, no seu exílio chique, topam participar destes protestos?

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Leia também:

Quem são as socialites do vídeo?

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/11/que-tal-um-exilio-chique-nos-eua.html