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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Silas Malafaia responde ao movimento gay, que quer tirar seu programa de tv do ar

15.11.2011
Do blog EVANGELIZAI, 02.11.11


O pastor Silas Malafaia gravou um vídeo para responder ao presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, que entrou com processos junto à Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão e ao Ministério de Comunicação pedindo para que o programa Vitória em Cristo seja retirado do ar.
No vídeo Malafaia critica a manipulação de um programa dele que um grupo gay utilizou para afirmar que o pastor estava incentivando a violência contra homossexuais. ” Eu não estava falando em bater, estava falando em falar”, explica Malafaia.
No mesmo programa ele afirmava que “quem bate e mata um homossexual tem que ir pra cadeia”. Se defendendo de mais um ataque, Malafaia acusa a associação de usar o caso para aparecer. “Isso é coisa de mau caráter, de bandido. Se querem aparecer se vestem de palhaço, de bozo”, diz.
Mais uma vez  o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo acusa os homossexuais de serem o grupo mais intolerante da pós-modernidade. “Eles não suportam a crítica, eles querem calar qualquer um que se opõe à prática deles”.
O líder da Advec informa que vai mover um processo contra esse grupo. “Eu estou amparado, senhores,  pela Constituição Federal artigo 5, incisos 4 e 6″, diz ele que completa: “Eu sou livre para dizer que sou contra a prática deles”.
Assista ao vídeo:
Evangelizai com informações do Gospel Prime

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Fonte:http://www.evangelizai.com.br/silas-malafaia-responde-ao-movimento-gay-que-quer-tirar-seu-programa-de-tv-do-ar/

O canto dos partidos para atrair sindicatos

15.11.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO, 14.11.11
Por Júlia Schiaffarino


Assim como fez o PT no anos 1980, PSDB, PDT, PSD tentam se aproximar de associações trabalhistas para se popularizar



Imagem: GREGDP
Tem “estranho” no ninho sindical pernambucano. Partidos sem proximidade histórica com esse segmento querem criar laços e ocupar ecos deixados pelo PT depois da chegada de Lula à presidência da República. O PDT saiu na frente. Fincou bandeira na Força Sindical, a segunda maior central do país. Em um único ato realizado no estado, em setembro, filiou mais de mil pessoas ligadas ao grupo, entre os quais o presidente da Frente, Aldo Amaral, e o vice, Rinaldo Lima Júnior.

De acordo com o deputado federal pedetista, Paulo Rubem Santiago, pré-candidato à Prefeitura do Recife, a agenda com os sindicatos “tem sido constante”. “A orientação é de colocar o PDT o mais perto possível deles”, disse. Ele explicou que, após o falecimento de Leonel Brizola, um dos fundadores do partido, houve uma série de baixas e essa postura foi necessária para a sigla não desaparecer. “Se a gente fica como um partido que está no governo, mas não se destaca na defesa desses grupos, desaparece”, completou.

No rastro do PDT está o oposicionista PSDB. A dificuldade para os tucanos, porém, é maior. “Jamais um militante de esquerda vai ter vínculo com um PSDB, por exemplo”, disse, sem rodeios, o presidente da maior central sindical do país, a Central Única dos Trabalhadores no estado(CUT-PE), Sérgio Goiano. A estratégia, então, é mirar na base, isto é, nos sindicalistas ao invés dos presidentes. Ao mesmo tempo, a legenda busca centrais sindicais alternativas. O Brasil possui seis centrais, três delas sem vínculos políticos definidos (ver quadro).

A queridinha da vez é a União Geral dos Trabalhores (UGT), a terceira maior central do país. Em Pernambuco ela tem 50 sindicatos. Apenas no dos comerciários, são mais de 100 mil representados. Segundo a tucana Terezinha Nunes, a ponte nas conversas tem sido o vice-presidente da central, deputado estadual Severino Ramos (PMN). “Ele é o caminho. Um aliado nosso.” Ainda assim, o PSDB disputa atenção da UGT com outros partidos: o PPS e o PSD, este, que já nasce querendo identidade sindical.

A nova legenda se mostra o rival mais acirrado. Conquistou quatro deputados federais ligados a UGT, além do presidente nacional Gilberto Patah. Em Pernambuco, o presidente do PSD, André de Paula, diz ter procurado entendimento com a central através do presidente estadual Gustavo Walfrido, que não tem filiação partidária.

Walfrido, no entanto, diz não querer vincular-se a nenhum partido. “Somos bastante assediados, mas nosso propósito é não criar vínculos… Ser correia de transmissão de um partido é ruim”, disse. Sobre Patah, ressaltou: “As UGTs estaduais são independentes”. Tanto é assim que, pelos cálculos do presidente estadual do PPS, Raul Jungmann, é o partido dele que tem o maior número de presidentes estaduais da UGT. Ele mesmo não perdeu tempo. “Assim que terminei meu mandato, me engajei na UGT”

Razões

A tentativa de criar laços com movimentos sindicais não é sem motivo. Considerada a maior Central Sindical da América Latina, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) foi estratégica na eleição de Lula para presidente da República em 2002. “Ter apoio dos sindicatos é decisivo porque eles representam os trabalhadores na base organizada, com poder de mobilização e de geração de votos”, declarou Raul Jungmann. Otimista com o momento, diz que “esta é a hora”. “Estamos entrando em uma brecha deixada pelos partidos tradicionais”.

A explicação para o novo momento de atração dos sindicatos vem do presidente da CUT em Pernambuco, Sérgio Goiano: “O governo, muitas vezes, não facilita o diálogo e defende questões que somos contra e que eles mesmos eram, antes de serem governo”. De acordo com Goiano, esse “esfriamento” ficou evidente com a decisão da Central de determinar que todos os dirigentes que assumissem cargos no governo deveriam renunciar a mandatos sindicais que pudessem ter.


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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/11/13/politica4_0.asp

Principais concursos públicos somam 34.169 vagas com remuneração de até R$ 13.368

15.11.2011
Do portal UOL NOTÍCAS, 14.11.11
Por  Redação

Em São Paulo



Nesta segunda (14), os principais concursos públicos com inscrições abertas oferecem 34.169vagas em 15 seleções. As oportunidades estão distribuídas em diversos cargos destinados a candidatos de todos os níveis escolares. As remunerações iniciais podem chegar a R$ 13.368, dependendo da função desejada.

Confira os principais concursos:

ÓrgãoVagasEscolaridadeSalário
SAP (SP)1.100Níveis médio e superiorR$ 899 a R$ 2.752Edital
Polícia Militar (CE)1.000Nível médio
R$ 1.606
Edital
Caraguatatuba (SP)497Todos os níveisR$ 545 a R$ 1.714Edital
Educação (PB)1.040Nível superiorR$ 1.111Edital
Educação (MG)21.377Níveis médio e superiorR$ 911 a R$ 3.300Edital
Porto Velho (RO)1.057Todos os níveisR$ 609 a R$ 5.983Edital
Belo Horizonte (MG)1.518Níveis médio e superior
R$ 766 a R$ 5.696
Edital
Degase (RJ)500Níveis médio e superior
R$ 2091 a R$ 2.555
Edital
Goianira (GO)1.315Todos os níveisR$ 601 a R$ 1.768Edital
Fundação ABC (SP)3.139Todos os níveisR$ 725 a R$ 7.000Edital
PM (ES)650Nível médioR$ 2.421Edital
Codesp (RJ)263Todos os níveisR$ 545 a R$ 3.600Edital
Polícia Civil (DF)58Nível superiorR$ 13.368Edital
Bombeiros (SC)250Nível superiorR$ 2.435Edital
Assaré (CE)405Todos os níveisR$ 545 a R$ 4.500Edital
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Fonte:http://noticias.uol.com.br/empregos/ultimas-noticias/2011/11/14/principais-concursos-publicos-somam-34169-vagas-com-remuneracao-de-ate-r-13368.jhtm

O caso Wiliam Waack: David responde aos Golias

15.11.2011
Do blog BRASIL QUE VAI, 14.11.11
Postado por Luiz Cezar


Para quem pegou o programa pela metade convém retomá-lo. Há quase 2 meses atrás este Blog reproduziu notícias que circulavam pela rede dando conta da existência de documentos do Wikileaks que associavam o jornalista Wliam Waack com o governo americano.

Antes desse texto, um primeiro foi publicado  que apontava o surgimento da TV Globo como resultado, por um lado, da iniciativa do governo militar que se instalou no país com o golpe de 1964 e, por outro lado, do acordo firmado entre o jornal da família Marinho e o grupo americano Time – Life  em 1965 na cidade de Nova Iorque.

O texto encerrava-se com a afirmação opinativa de que muito embora fossem conhecidas as ligações da TV Globo com grupos americanos, desconhecia-se o fato de que essas relações se estendessem ao governo daquele país e que muito menos tivessem continuidade até os dias de hoje, como faziam supor  os documentos trazidos a público pelo Wikileaks.

Esse texto permaneceu postado sem que suscitasse maiores controvérsias.  Até que pouco tempo depois a mídia anunciasse o encerramento das atividades do site, o que fez o Blog publicar novo texto lembrando a existência dos documentos relacionados às atividades do jornalista.

O assunto ganhou então súbita divulgação, vindo a ser repercutido pelos principais sites noticiosos do País e do exterior como o americano Huffington Post.

Essa repercussão apenas foi possível porque o site R7 de Edir Macedo com sua mais que conhecida indisposição com relação à TV Globo, fez publicar matéria que citava o Blog como fonte da informação e reproduzia à sua conveniência trechos do texto nele postado.

Foi o bastante para que um tema amanhecido ganhasse fóruns de novidade e viesse a dar ensejo como que a um escândalo nacional.

Confirma a exegese simplória do que pode ser denominado o “episódio Waack” a matéria do site Observatório da Imprensa, subscrita pelas representantes “Organização Pública” de jornalismo investigativo, responsável pela divulgação dos documentos do Wikileakis.

 Nessa matéria as jornalistas Marina Amaral e Natália Viana,  a par de buscar banir quaisquer suspeitas sobre as atividades Wiliam Waack, manifestam elas mesmas surpresa com a repercussão do assunto.

Na defesa do colega jornalista, Marina e Natália, colocam na berlinda os ex-ministros Nelson Jobim e José Dirceu não deixando dúvidas sobre a opinião de que sobre esses sim deveria recair a condenação dos leitores e internautas. Inferem que por serem homens de Estado deveriam pautar suas condutas por maior recato nas interações com governos estrangeiros.

Usam em favor do jornalista a imagem do mecânico com mãos sujas de graxa para insinuarem que era da natureza do trabalho de Waack falar sobre aquilo que seria seu ofício, informar.

Arrolam testemunha o ex- presidente do Instituto Fernando Henrique Cardoso, Sérgio Fausto, e criam uma distinção retórica (que dá título ao artigo) entre “interlocutor” e “informante” para fazer crer que Waack seria uma espécie de consultor esporádico do governo americano e não fonte permanente de informação.

Enfim, uma dedicada peça de defesa ao colega de profissão cujos malabarismos conceituais dispensam consideração.

Chegam até a deslocar o foco da celeuma para uma questão conexa que pouca relação tem com o que está em discussão: cabe a um jornalista com posições políticas definidas, moderar debates políticos ocultando suas opções partidárias, perguntam elas? Pergunta irrelevante tendo em vista que as posições políticas manifestas por Waack nos programas que comanda coincidem em gênero e grau com as da emissora para a qual trabalha. O que pensa ou o que não pensa pessoalmente o jornalista soa nesse sentido secundário.

É todo o contexto que deve ser considerado. A impropriedade de que um jornalista que conduz dois programas de grande penetração na TV brasileira, freqüente colóquios com representantes de governo estrangeiro e interfira com seus posicionamentos na disposição de multinacionais estrangeiras em contribuírem com uma ou outra das candidaturas concorrentes em pleitos nacionais, como o de 2010 que levou a desafeta do jornalista Dilma Russef à presidência da República.

Se contatos com governos estrangeiros mantiveram também agentes ou ex-agentes do Estado, agiram eles sim de acordo com a natureza de suas atividades.

Se exorbitaram no que lhes era dado falar, cabia ao governo demiti-los. O que, de um modo ou outro, parece ter ocorrido. Mas que sanção sofreu Waack ao criar condições políticas favoráveis a uma única candidatura? Qual a extensão e a natureza desses contatos?

Evidente que essas dúvidas não podem ser esclarecidas pelo libelo de defesa que fazem as colegas jornalistas de Waack. Em última instância, apenas os Órgãos de Segurança brasileiros poderão esclarecê-las.

Que fique claro para Waack: não foi o inofensivo Blog de um cidadão sem filiação partidária que expôs o jornalista, mas os documentos do Wikileaks e o enfoque que pretenderam dar o grandes adversários da emissora  para que trabalha.

Quer prender, quer arrebentar quem expressa livremente suas opiniões para salvaguardar seu pretenso direito de fazer um jornalismo questionável em termos dos interesses nacionais? Que o faça! Mas qualquer um também terá o direito de pedir que se o investigue pela dúvida de extrapolar seu papel de informar àqueles, que a princípio, seria pago para informar.
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Fonte:http://brasilquevai.blogspot.com/2011/11/o-caso-wiliam-waack-david-responde-aos.html

A reconquista da Rocinha e o preconceito do Estadão

15.11.2011
Do blog CONVERSA AFIADA, 13.11.11
Por Paulo Henrique Amorim


Pena que o Beltrame não investigue todos os "crimes organizados"


Como previsto, a reconquista do território nacional da Rocinha neste domingo foi um sucesso.

Foi a demonstração de que uma Política de Segurança é possível.

O narco-trafico não controla mais a Rocinha, como controla capítulos do território do México.

É impossível acabar com o consumo de cocaína, porque, ali mesmo, embaixo da Rocinha, em alguns dos prédios mais elegantes do Rio, e ainda mais para o Sul, provavelmente há consumidores de cocaína.

(Provavelmente, em São Paulo se consome mais cocaína do que no Rio, já que em São Paulo se consome mais tela-plana, vinho Malbec e aspirina infantil. Mas, como se sabe, no PiG (*), o Rio consome mais cocaína que São Paulo.)

Como diz o Secretário Beltrame, traficante sem território é menos traficante.

Um sucesso.

E, dessa vez, o cinegrafista da Globo não merecerá um Emmy.

O Nem foi preso antes; não pode fugir.

(Preso e conduzido como um escravo a caminho do pelourinho, apesar da súmula-vinculante do Ministro Marco Aurélio de Melo.)

Apesar do retumbante sucesso, o Estadão insiste que foi um retumbante fracasso.

Por exemplo.

“Sobram criminosos (sic) e começa a faltar território para o domínio aberto (sic) no Rio em áreas mais distantes, nas quais as UPPs são apenas (sic) promessas (sic).”

Esses bancos credores que controlam o Estadão …

O Estadão tratou da reconquista do território da Rocinha na pág. C1, com todas as tintas do preconceito.

A começar pelo título: “Invasão da Rocinha vai abalar maior empresa do crime organizado no Rio”

Preconceito 1) : não é invasão nem foi.

Preconceito 2),
embutido na generalização.

A Rocinha é muito mais do que a sede da “maior empresa do crime organizado no Rio”.

“De boca de fumo rentável nos anos 1980, a favela se tornou nos últimos anos uma das grandes produtoras e vendedoras de droga.”

A “reportagem” não oferece um fato, um número que comprove quaisquer das afirmações.

Nem sobre a Rocinha nos anos 80, nem de hoje. 

É um exercício ficcional, com verniz de informação.

Quem tem a contabilidade do Nem ?

Onde está o balanço da “Nem S/C Ltda”, assim como os balanços transparentes do Estadão ?

A Rocinha não é um antro de drogas !

Nem nunca foi.

Quando este ansioso blogueiro trabalhava na rua Lopes Quintas, no Jardim Botânico, no Rio, na sede da Globo, 99,99% dos funcionários da área de serviços eram nordestinos, moradores da Rocinha.

Pergunte ao Bradesco.

Vá aos portais da Rocinha, aqui e aqui, e comprove a suspeita do Estadão: “aquilo” é um antro” !

Preconceito número 3:
sobre o “crime organizado”.

O Estadão diz que a Rocinha vai abalar a “maior empresa do crime organizado do Rio”.

Este ansioso blog se permite discordar.

O “crime organizado” da Rocinha não chega nem perto, segundo a Polícia Federal, quando era Republicana, a duas inequívocas manifestações de “organização de crime”.

Na Operação Chacal, a PF Republicana achou os discos rígidos do banco Opportunity e denunciou a instituição e seus dirigentes como membros de uma facção do “crime organizado”.

A Operação Satiagraha, também do tempo em que a PF era Republicana, achou uns discos rígidos na parede secreta do dono do banco Opportunity e botou ele e a família na cadeia.

Tanto o banco Opportunity (que só é banco no nome) quanto a parede falsa ficam à beira mar no Rio.

Como a Rocinha.

E sobre eles, o Estadão, ah !… o Estadão !

A elite paulista do século XIX, que sobrevive, toda arranhada, no Estadão, parece ser da tese que “crime” só se organiza quando tem pobre, preto e …

Viva o Brasil!

Clique aqui para ler na Folha: “Operação na Rocinha acabou com o ‘jugo do fuzil’, diz Beltrame”. 

Paulo Henrique Amorim
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/11/13/a-reconquista-da-rocinha-e-o-preconceito-do-estadao/

E agora, como explicar as críticas incoerentes a Cuba?

15.11.2011
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 11.11.11



Ignorando fatos concretos, os críticos de Cuba alardeiam que a ilha vive na miséria. Mas o país tem elevado Índice de Desenvolvimento Humano e excelentes indicadores sociais.

Cuba é um país inviável, no qual a população vive na miséria e passa fome. As cidades cubanas estão caindo aos pedaços, está tudo sucateado. Enfim, tudo em Cuba é ruim e o país é o mais claro exemplo do fracasso do socialismo.

Essa é a imagem de Cuba passada aos brasileiros por jornalistas, articulistas e curiosos que se baseiam em suas convicções ideológicas – principalmente --, em fontes internas e externas contrárias ao governo cubano e ao sistema socialista (sempre ouvidas) e em rápidas e superficiais viagens ao país.

Leia mais:

Mas então é preciso que esses analistas, que gostam tanto de números, expliquem como é que Cuba está em 51º lugar, entre 187 países, no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU. E como pode ser considerada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) uma nação de “desenvolvimento humano elevado”.

Não é muito coerente que os cubanos vivam na miséria e esfomeados, como se diz, e o país tenha elevado Índice de Desenvolvimento Humano, obtido a partir de indicadores nas áreas de saúde, educação e renda. E esteja entre os 51 países com o maior índice, dos 187.

O mais alto IDH é o da Noruega (0,943), seguido de Austrália, Holanda, Estados Unidos e Nova Zelândia. O primeiro grupo, de 47 países com “desenvolvimento humano muito elevado” termina com Argentina, Croácia e Barbados, esse com índice 0,793. O da Argentina é 0,797. Nesse grupo, só tem outro país latino-americano, o Chile, em 44º lugar com 0,805.

Entre os primeiros países de “desenvolvimento elevado”, estão o Uruguai (em 48º com 0,783) e Cuba, em 51º e índice de 0,776. Nesse grupo de 46 nações estão mais os seguintes latino-americanos: México (57º), Panamá (58º), Costa Rica (69º), Venezuela (73º), Peru (80º), Equador (83º), Brasil (84º) e Colômbia (87º). Os demais estão entre os que têm médio desenvolvimento humano, com exceção do Haiti, que tem baixo IDH.

O que coloca Cuba em 51º lugar e no segundo grupo é o baixo rendimento bruto per capita de sua população, que, ao contrário do que pensam ou querem que pensemos os analistas neoliberais, não significa necessariamente uma qualidade de vida muito menor. Em Cuba a renda é mesmo muito baixa, quase a metade da brasileira, mas com pouca diferença entre o mais baixo e o mais alto rendimento. Há um sistema de subsídios -- que está sendo revisto, mas com compensações -- à alimentação, ao transporte e à cultura, e a saúde e a educação são gratuitas em todos os níveis, do curativo à quimioterapia, da creche ao doutorado.

O “IDH de não rendimento” de Cuba (ou seja, o IDH sem o indicador de renda) é de 0,904, o que coloca o país em 25º lugar, ultrapassando 26 países que tem o IDH maior por causa da renda. O maior IDH de não rendimento é o da Austrália (0,975), seguido de Nova Zelândia, Noruega, Coreia do Sul, Holanda e Canadá. Os Estados Unidos estão em 13º lugar (0,931). Cuba está na frente, dentre outros, do Reino Unido, da Grécia, de Portugal, de Israel e dos riquíssimos Emirados Árabes Unidos, Brunei e Qatar, sendo que esse último que tem rendimento bruto per capita 20 vezes maior do que a de Cuba.

Os números do PNUD mostram que não há muita diferença entre os indicadores sociais dos países com mais alto IDH e os de Cuba. Ou seja, o baixo rendimento per capita tem baixa influência sobre a educação e a saúde dos cubanos.

Basta comparar alguns índices:


País              Esperança de vida         Anos de escolaridade              Escolaridade esperada
Noruega                     81,1                                  12,6                                                17,3
Austrália                     81,9                                  12,0                                                18,0
Holanda                     80,7                                   11,6                                                16,8
EUA                           78,5                                   12,4                                                16,0
N.Zelândia                 80,7                                   12,5                                                18,0
Canadá                      81,2                                   12,1                                                16,0
Cuba                          79,1                                    9,9                                                 17,5

A título de curiosidade, uma comparação entre Argentina, Uruguai, Venezuela e Brasil:

Argentina                  75,9                                     9,3                                                 15,8
Uruguai                     77,0                                     8,5                                                 15,5
Venezuela                74,4                                     7,6                                                   14,2
Brasil 73,5 7,2 13,8

Um indicador bem revelador é o índice de mortalidade infantil da Organização Mundial de Saúde, com base em crianças de menos de um ano de idade mortas entre mil. Dos países citados -- os de melhor IDH, de alta renda e alguns sul-americanos --, a classificação é a seguinte:

Noruega: 2,8
Holanda: 3,6
Austrália: 4,1
Coreia do Sul: 4,2
Cuba: 4,6
Nova Zelândia: 4,8
Canadá: 5,2
Brunei: 5,8
Emirados Árabes Unidos: 6,1
Estados Unidos: 6,5
Qatar: 6,7
Chile: 7,7
Uruguai: 9,2
Argentina: 12,3
Venezuela: 13,7
Brasil: 17,3.

Leia também:

Pode-se gostar ou não gostar do sistema social que vigora em Cuba há 52 anos, pode-se considerar que Raúl e Fidel Castro fazem as coisas certas ou as coisas erradas. Cuba tem enormes problemas econômicos, sociais e políticos e há muita coisa que precisa e pode ser mudada. A população tem enormes carências, reconhecidas pelo governo cubano. Mas não há o caos que se pinta e a fome que se alardeia, nem é o país à falência que desejam seus críticos que se guiam pela ideologia, e não pelos fatos.
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/11/e-agora-como-explicar-as-criticas.html