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domingo, 13 de novembro de 2011

Pesquisadores afirmam que pessoas felizes vivem mais

13.11.2011
Do site do JORNAL CIÊNCIA, 06.11.11
Por OSMAIRO VALVERDE
Um novo estudo indica que as pessoas com melhor estado de espírito tem 35% menos chance de morrer nos próximos 5 anos.
Tradicionalmente, os cientistas medem a felicidade de uma pessoa através de questionários sobre o que aconteceu em sua vida. Entretanto, o psicólogo e epidemiologista Andrew Steptoe da Univesity College London (UCL), afirma que esse método pode não ser confiável.
Isso porque não é possível ter certeza se as pessoas respondem como realmente estavam se sentindo ou como elas lembram se sentir em um determinado momento de sua vida, afirma o pesquisador. Além disso, ao responder a estes questionários, as pessoas estão mais propensas a contar suas bênçãos e comparar sua experiência com a vida dos outros.
O estudo inglês de envelhecimento longitudinal tentou obter resultados mais específicos e confiáveis. Para isso 11 mil pessoas com 50 anos ou mais foram seguidas desde 2002. Em 2004 cerca de 4700 pessoas forneceram amostras de saliva coletadas quatro vezes ao dia e, nesses momentos de coleta, elas classificavam seu estado de espírito como feliz, animado, contente, preocupado, ansioso ou com medo. Estas amostras de saliva vão servir para futuras análises de hormônios de estresse, que serão relacionados com o sentimento descrito pelos participantes.
Apesar de ainda não terem sido realizada as análises hormonais, Steptoe e sua colega Jane Wardle, também da UCL, publicaram alguns resultados prévios sobre as relações entre o humor e a mortalidade na ‘Proceedings of the National Academy of Sciences’.
Das 924 pessoas que relataram sentimentos pouco positivos, 7.3%, ou 67 pessoas, morreram dentro de 5 anos.  Para as pessoas com os sentimentos mais positivos, a taxa caiu pela metade, 3,6% – 50 das 1399 pessoas. Diversos fatores poderiam estar influenciando estes resultados, além da felicidade. Por isso, os pesquisadores fizeram diversas classificações em idade, sexo, fatores demográficos (como riqueza e educação), sinais de depressão, e os comportamentos de saúde, como o tabagismo e atividade física.
Mesmo com estes ajustes, os cientistas identificaram que o risco de morrer nos próximos 5 anos ainda era 35% menor nas pessoas mais felizes.
Steptoe afirma que o estudo demonstra uma relação entre o bom humor e a longevidade, mas isso não prova que a felicidade sozinha faz com que as pessoas vivam mais já que as circunstâncias de vida das pessoas também são muito relevantes.
Um outro estudo, realizado por Laura Carstensen, demonstra os resultados semelhantes. Nesta pesquisa, publicada na revista ‘Psychology and Aging’, 111 idosos na área da Baía de São Francisco registraram suas emoções em cinco momentos diferentes do dia durante uma semana, e foram seguidos por muitos anos. Em suas análises, a pesquisadora também indica que as pessoas mais felizes tendem a viver mais do que aquelas com emoções mais negativas.
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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/11/11/venicio-e-o-pig-fiscaliza-o-poder-ou-e-um-poder-paralelo/

BLOG MOBILIDADE URBANA: Uma campanha pela melhoria da acessibilidade

13.11.2011
Do blog MOBILIDADE URBANA, 10.11.11
Por Tânia Passos


O acesso ao transporte coletivo é uma das reivindicações mais presentes no mundo de hoje. Além das tarifas caras e serviços de pouca qualidade, convivemos com a falta de veículos adaptados e profissionais preparados para o transporte de pessoas com diferenças significativas.
Esse vídeo mostra uma campanha da TV Vermelho que produziu dois vídeos para a campanha “Por um transporte acessível para todos”. Os vídeos também concorrem ao 11º Prêmio de Educação no Trânsito do Denatran.

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Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/mobilidadeurbana/index.php/2011/11/uma-campanha-pela-melhoria-da-acessibilidade/

Ministério Público convoca Zara para assinar acordo sobre trabalho escravo

13.11.2011
Da Agência Brasil,10/11/2011 
Economia Justiça,
Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil


São Paulo – O Ministério Público do Trabalho (MPT) notificou a marca de roupas Zara para comparecer a uma audiência no próximo dia 18 para assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O acordo busca regularizar a cadeia produtiva da grife espanhola e reparar os danos causados aos trabalhadores flagrados em regime de trabalho semelhante ao escravo em São Paulo.


Em junho, as investigações do MPT e dos fiscais do Ministério do Trabalho descobriram 51 trabalhadores (46 bolivianos) em condições degradantes em uma confecção da empresa em Americana, interior paulista. No mês seguinte, foram encontrados 14 trabalhadores bolivianos e um peruano em situação análoga à escravidão em duas confecções na cidade de São Paulo.


Ao prestarem esclarecimentos em audiência na Assembleia Legislativa de São Paulo, os representantes da marca, Enrique Huerta Gonzales e Jesus Echeverria, alegaram desconhecer que funcionários trabalhavam em regime escravo em confecções contratadas pela marca.


Segundo o procurador Luiz Carlos Fabre, o fato de a produção ser terceirizada não exime, entretanto, a marca espanhola da responsabilidade pelas condições dos trabalhadores. “A Zara deve fiscalizar as relações de trabalho na sua cadeia produtiva com o mesmo zelo com que fiscaliza a qualidade dos produtos de seus fornecedores”, ressaltou.


Caso a grife se recuse assinar o TAC, que ainda não teve os termos divulgados, o MPT adiantou que ajuizará uma ação civil pública contra a empresa. “Com pedidos indenizatórios contendo valores muito maiores do que aqueles propostos no acordo”.


Edição: Rivadavia Severo
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-11-10/ministerio-publico-convoca-zara-para-assinar-acordo-sobre-trabalho-escravo

Miguel Nicolelis explica por que é tão difícil fazer ciência no Brasil

13.11.2011
Do site da Revista CartaCapital, 10.11.11
Por Fernando Vives
Otimista, Miguel Nicolelis falou ao site de CartaCapital sobre as grandes mudanças que a academia brasileira terá que fazer para tornar o País uma referência na ciência mundial. Foto: Olga Vlahou


Aos 50 anos, Miguel Nicolelis já foi considerado um dos 20 maiores cientistas do mundo pela revista Scientific American, uma gigante na área. Devemos ouvir falar bastante nele nos próximos anos. É de Nicolelis o projeto de interface entre cérebro e computador mais próximo de fazer um ser humano paraplégico voltar a andar, o que ele pretende fazer até a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.
A história desse paulistano do Bixiga mostra que ele não veio ao mundo a passeio. Após se tornar um aluno-prodígio de graduação e doutorado na Faculdade de Medicina da USP, nos anos 1980, brigou com professores da instituição que, no seu entender, faziam parte de uma estrutura arcaica e nociva ao desenvolvimento científico. “Exilado” na Filadélfia, deu prosseguimento a uma carreira brilhante que culminou como chefe de laboratório da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, e do Instituto de Neurociências de Natal (RN), o IINN-ELS.
A criação do instituto potiguar é um capítulo à parte de sua carreira. Mais que um projeto profissional, faz parte de um ideal pessoal de Nicolelis, que sonha em produzir conhecimento científico aliado ao desenvolvimento social de uma região carente – o IINN está numa região bastante pobre da capital potiguar e preza o envolvimento de toda a comunidade.
CartaCapital procurou o maior cientista brasileiro para entender por que é tão difícil produzir ciência no Brasil. Somos vistos como um gigante emergente econômico lá fora, mas estamos aptos a nos tornarmos também um produtor de conhecimento científico? É um passo fundamental para o Brasil passar da classificação “emergente” para “desenvolvido”. Quais são os grandes gargalos da universidade brasileira para isso?
Dois são os motivos que tornaram Nicolelis apto a responder estas questões, talvez melhor que ninguém no País. Primeiro, é um cientista bem sucedido que passou pela experiência acadêmica no Brasil e nos Estados Unidos, este último reconhecido como o grande exemplo na área. Segundo, é integrante da Comissão do Futuro, um braço do Ministério da Ciência e Tecnologia que está mapeando a nossa vida acadêmica para torná-la dinâmica e palatável ao cientista.
Ao receber o repórter, Miguel Nicolelis sentou-se num sofá, pediu uma limonada e concentrou ouvidos e olhos, estes verdes como as cores do clube pelo qual é fanático torcedor, o Palmeiras, para responder didaticamente cada uma das perguntas. O resultado você lê nas páginas abaixo.
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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/sociedade/miguel-nicolelis-explica-por-que-e-tao-dificil-fazer-ciencia-no-brasil/

Paulo Arantes: “Nós estamos afundando internamente”

13.11.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha, 10.11.11
Enviado por Ricardo Maciel, via e-mail

Em 30 de novembro 2010,  portanto há um ano, foi realizado na Universidade de São Paulo ato contra a criminalização da política na USP. Além de protestar contra o crescente clima de perseguição e repressão, prestava solidariedade aos estudantes e funcionários sindicados ou processados pela reitoria.
Um dos oradores foi o professor Paulo Eduardo Arantes, da FFCLH. Na ocasião, ele  falou sobre o estado corrosão que grassa entre os professores. Lembrou também que a ex-reitora Suely Vilela disse a ele e a outros quatro professores que nenhum estudante seria processado por conta da ocupação da reitoria em 2007. Promessa que não foi cumprida nem pela Suely nem pelo atual reitor João Grandino Rodas.
A sua fala é atualíssima, merece ser lida/ouvida/vista novamente. Segue o vídeo. A diferença é que há um ano a situação era ruim, mas não tinha os contornos macabros de agora, com repressão deliberada.
Nós publicamos também a transcrição da fala do professor Paulo Arantes no blog em Defesa da Educação:
“Eu gostaria de fazer uma breve evocação e depois um breve comentário.
A evocação já foi feita pelo professor João Adolfo Hansen, que é a seguinte: na Ocupação da Reitoria de 2007 foi constituída uma comissão negociadora, que negociou com a reitora os termos da desocupação da reitoria, e uma das cláusulas é a de que não haveria nenhuma retaliação ou punição por motivos políticos. Os eventuais danos patrimoniais seriam objeto de uma investigação a parte, documentada, segundo os trâmites legais cabíveis. Isso foi totalmente ignorado. Um dos negociadores dessa cláusula, eu gostaria de evocar. Foi o professor István Jancsó, que faleceu recentemente, e que não pode ser esquecido, não apenas por esse episódio. O professor István Jancsó começou aqui na História. Grande e iminente historiador, especialista na história colonial brasileira, sobretudo nas grandes rebeliões baianas da época da independência, um estudioso da história do Brasil, é um exemplo de muitas coisas, não só do que é o ato docente, do que significa ser professor, mas ele é um exemplo de algo que nós estamos descuidando nesse momento.
Foram convidados vários professores [faz alusão ao ato e a baixa presença de professores], eu sei disso. Estou beirando os 70. Nós somos uma espécie de vitrine [faz referência aos integrantes da mesa], nós somos a cereja do bolo para estancar um pouco a sangria.
Mas é preciso aprofundar isso, este momento é um ato de solidariedade aos estudantes que estão sendo perseguidos, por inépcia jurídica inclusive, e aos funcionários. Mas é importante lembrar que a universidade também é composta de professores, e nós precisamos multiplicar os Istváns da vida. Se não fosse o István… o István  chegou a dar plantão, chegou a dormir na universidade. E ele tinha uma saúde frágil, por várias razões, inclusive porque havia sido torturado pela ditadura, ele é um veterano de 1964. De modo que essa memória que está encarnada pelos professores, não pode ser desativada.
Não quero fazer nenhuma alusão macabra, mas olhando para os meus colegas [dirigindo-se aos professores presentes à mesa], nós vamos morrer daqui a pouco e é necessário… e são sempre os mesmos, e cada vez que encontro os mesmos, alguns já estão grisalhos, outros nem estão mais aqui. De modo que é necessário providenciar uma mudança de quadros, e isso só é possível se nós tivermos uma estratégia de convencimento dos professores, inclusive lembrar a sua própria memória institucional, que estava presente no István Jancsó desde o inicio. E o István morreu há poucos meses. Fora uma ou outra homenagem pontual e escondida, sua morte passou em brancas nuvens. Porque essas coisas acontecem, como o falecimento [do István], e passam em brancas nuvens… essas pequenas barbaridades que nós estamos testemunhando agora podem se avolumar na mais completa indiferença e impunidade, porque os colegas dele, assim como foram indiferentes à passagem dele pela Universidade de São Paulo, são indiferentes ou pouco estão ligando ao que reitor atual está fazendo… uma truculência  a mais… estão todos anestesiados.
Era isso que eu queria dizer. É apenas um recado. Lembrem-se de personagens desse porte.
Nós estamos afundando não é pela repressão, nós estamos afundando internamente, é uma implosão, e essa implosão começou há uns 20 e poucos anos atrás pelo corpo docente, depois chegou aos estudantes e funcionários”.
Leia também:
 

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/paulo-arantes-nos-estamos-afundando-internamente.html

Berlusconi, orgulhoso de como lidou com a crise, que voltar a governar a Itália

13.11.2011
Do UOL NOTÍCIAS,
Por AFP


ROMA, 13 Nov 2011 (AFP) -Silvio Berlusconi assegurou neste domingo que se sente orgulhoso pela maneira com que lidou com a crise financeira e que espera voltar a governar a Itália, em uma carta enviada a um partido de direita um dia depois de renunciar ao cargo de primeiro-ministro.

"Reivindico com orgulho o que conseguimos fazer nestes três anos e meio de governo, marcados por uma crise internacional sem precedentes na história", escreveu na carta enviada ao secretário nacional do partido A Direita, na qual também expressa "o desejo de voltar a governar" com eles a Itália.

"Seguimos adiante com a ideia de que a maioria votada pelos italianos tinha o direito e o dever de governar, mas, ao final, reinou no Parlamento a lógica das pequenas chantagens, dos foragidos, um vício antigo da política italiana", enfatizou, ao explicar as razões pelas quais perdeu o apoio da maioria o parlamento.

"Compartilho de seus sentimentos e desejo que retomemos todos juntos o caminho para voltar a governar", escreveu Berlusconi em sua carta.

O magnata insistiu na defesa de sua gestão da crise econômica.

"O país deu muito, muitíssimo, em termos de rigor econômico, o que aceitou com grande sentido de responsabilidade e sacrifício com as medidas de julho e agosto", escreveu.

"Se somarmos a dívida pública à poupança privada, a Itália se coloca, pela solidez econômica, no segundo lugar entre os países da Europa, imediatamente depois da Alemanha, antes da Suécia, Grã-Bretanha e os demais", afirmou.

"A Itália conta com empresas que exportam, com um desemprego inferior à média europeia, com o maior patrimônio artístico do mundo e se espera que todo o mundo político, todos, façam um esforço para sair da crise", concluiu.

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Fonte:http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2011/11/13/berlusconi-orgulhoso-de-como-lidou-com-a-crise-que-voltar-a-governar-a-italia.jhtm

Em 5 anos, polícia de São Paulo matou mais que todas as polícias dos EUA juntas

13.11.2011
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 08.11.11

Cultura boçal da sociedade brasileira tende a apoiar os assassinatos cometidos por policiais e prega que “bandido bom é bandido morto 
Números apontam que PM de SP mata mais de uma pessoa por dia

Com uma população quase oito vezes menor que a dos Estados Unidos, o Estado de São Paulo registrou 6,3% mais mortes cometidas por policiais militares do que todo os EUA em cinco anos, levando em conta todas as forças policiais daquele país. Dados divulgados pela SSP (Secretaria de Segurança Pública), e analisados pela Ouvidoria da Polícia, revelam que 2.045 pessoas foram mortas no Estado de São Paulo pela Polícia Militar em confronto - casos que foram registrados como resistência seguida de morte - entre 2005 e 2009.

Leia mais:


Já o último relatório divulgado pelo FBI (polícia federal americana) aponta que todas as forças policiais dos EUA mataram em confronto 1.915 pessoas em todo o país no mesmo período. As mortes são classificadas como justifiable homicide (homicídio justificável) e definidas pelo "assassinato de um criminoso por um policial no cumprimento do dever".

Para Guaracy Mingardi, ex-subsecretário nacional de Segurança Pública e pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a diferença no total de mortes do Estado e dos Estados Unidos se deve à própria cultura geral da sociedade brasileira, que tende a apoiar os assassinatos cometidos por policiais e prega que “bandido bom é bandido morto”.

- Nós temos uma diferença. O júri americano tem uma tendência a inocentar [o acusado] porque ele desconfia do Estado. Aqui, apesar de o nosso Estado ser pior, o júri tende a condenar [o acusado] porque ele considera que, se a polícia pegou, é porque ele tem culpa no cartório.

Mingardi ressalta, porém, que a letalidade em São Paulo diminuiu, embora ainda esteja "fora do aceitável”. Segundo ele, o número de mortos pela Polícia Militar caiu especialmente depois do massacre de Carandiru, ação policial dentro do presídio na zona norte da capital paulista que terminou com 111 presos mortos em 1992. De acordo com o especialista, só naquele ano, foram registradas cerca de 1.400 mortes no Estado.

- Ninguém está advogando que aqui tem que ser como na Inglaterra, por exemplo, que a polícia mata duas, três pessoas por ano. Estamos falando em chegar num nível mais civilizado.

“Lógica de guerra”

Especialista em polícia do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo afirma que existe uma diferença na própria história da Polícia Militar brasileira, que foi consolidada no período da ditadura e criada com o objetivo de defender o Estado de seus inimigos. Essa “lógica de guerra”, segundo Carolina, se mantém até os dias de hoje.

- Até hoje, a Polícia Militar é força auxiliar do Exército. Ou seja, se tiver uma guerra, a PM pode ser acionada. Ao mesmo tempo, ela tem que estar na rua e 99% do que ela faz não é atender crime, mas lidar com conflitos cotidianos, coisas banais.

Carolina ressalta, no entanto, que a polícia vem mudando ao longo dos últimos anos graças ao discurso de direitos humanos. O processo, no entanto, é lento.

- Ainda falta muito, ainda é uma polícia formada para combater o crime numa lógica mais dura. A gente precisa entender que a polícia está se reinventando. Aos poucos, consegue trabalhar em parceria com a sociedade civil.

Mortes x prisões

Para o professor de direito da FGV (Fundação Getulio Vargas) Theodomiro Dias Neto, houve um avanço, mas ainda tímido, no combate à letalidade policial nos últimos anos. Ele compara os números atuais com os da década de 90, quando havia uma média de quatro mortos por policiais por dia no Estado de São Paulo, e afirma que os últimos dez anos ficaram “entre avanços e retrocessos”.


- O número de pessoas mortas certamente não tem nada a ver com eficiência da polícia. Uma polícia eficiente é aquela que faz um trabalho correto na prevenção do crime, com o menor número de mortos e feridos possível. Quanto menor a proporção entre detenções realizadas e mortos, melhor.

O relatório Força Letal - Violência Policial e Segurança Pública no Rio de Janeiro e em São Paulo -, lançado em dezembro de 2009 pela ONG internacional Human Rights Watch, aponta que a polícia do Estado de São Paulo prendeu 348 pessoas para cada morte em 2008. Já a polícia norte-americana prendeu mais de 37.000 pessoas para cada morte em suposto confronto no mesmo ano. O índice de prisões por mortes cometidas pela polícia é 108 vezes menor em São Paulo do que nos Estados Unidos.

Leia também:


Segundo Neto, a eficácia da polícia americana comparada à paulista se dá, entre outros motivos, porque ela é “mais bem controlada”.

- É uma polícia que mata menos e prende mais.

Outro lado

A reportagem entrou em contato com as assessoria da Polícia Militar, mas até a publicação desta notícia, a corporação não havia se pronunciado sobre os dados apresentados nesta notícia.

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/11/em-5-anos-policia-de-sao-paulo-matou.html