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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ministério da Saúde em parceria com Estado atuará na emergência do Hospital da Restauração

09.11.2011
Do BLOG DA FOLHA,08.11.11
Postado por José Accioly  
http://mobic.com.br/demo/secretariasaude/wp-content/uploads/2010/11/3.-Hospital-da-Restaura%C3%A7%C3%A3o.jpg


O Hospital da Restauração é uma das 11 unidades hospitalares do país que receberão apoio do S.O.S Emergências, ação estratégica para a qualificação da gestão e do atendimento em grandes hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O governo federal – juntamente com gestores locais – vai promover o enfrentamento das principais necessidades desse hospital, qualificar a gestão, ampliar o acesso aos usuários em situações de urgência e garantir atendimento ágil, humanizado e com acolhimento. A presidenta da República, Dilma Rousseff, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançam, nesta terça-feira (8), a ação durante evento em Brasília.

A iniciativa integra a Rede Saúde Toda Hora e tem início em mais 10 hospitais de grande porte, localizados em oito capitais: Fortaleza (CE), Salvador (BA), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Goiânia (GO) e Porto Alegre (RS). Os hospitais selecionados são referências regionais, possuem mais de 100 leitos, tem pronto-socorro e realizam grande número diário de internações e atendimentos ambulatoriais.

“Reconhecemos que a saúde pública deve, pode e precisa melhorar, e estamos atraindo, pra nós, a responsabilidade de liderar o processo em busca de uma saúde pública de qualidade”, afirmou a presidenta Dilma Rousseff, durante lançamento do Programa. “Estamos criando um novo padrão de qualidade no atendimento das pessoas que procuram nossas emergências, da recepção aos ambulatórios, dos centros cirúrgicos às emergências. Começarmos pelos hospitais que tem mais dificuldades”, disse.

Ciente do quadro das emergências de Pernambuco, Mozart Sales, chefe de gabinete do Ministério da Saúde, acredita que a parceria com o governo do Estado vai aprimorar as ações já realizadas pela secretaria de saúde no Hospital da Restauração. "É uma atuação conjunta e importante entre o Ministério da Saúde e entes estaduais para melhorar o atendimento de emergência em todo o Brasil. Especialmente em Pernambuco, este apoio poderá auxiliar na reestruturação física da emergência e apoio à contratação de mais leitos de retaguarda", explicou Sales.

Melhorias

Para qualificar a assistência, serão adotadas medidas como o acolhimento e classificação de risco dos pacientes. Logo ao entrar no hospital, o paciente será acolhido por uma equipe que definirá o seu nível de gravidade e o encaminhará ao atendimento específico de que necessita. Também será organizada a gestão de leitos, fluxo de internação e a implantação de protocolos clínico-assistenciais e administrativos. Serão tomadas, ainda, medidas para proporcionar a adequação da estrutura e do ambiente hospitalar. O hospital terá um Núcleo de Acesso e Qualidade Hospitalar instalado, que atuará visando à melhoria da gestão e da qualidade assistencial.

“Estamos preparados e prontos para entrar na arena e tomar o touro à unha, para dar melhor atendimento à população que depende do SUS”, disse ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O S.O.S Emergências deverá funcionar articulado com os demais serviços de urgência e emergência que compõem a Rede Saúde Toda Hora, coordenada pelo Ministério da Saúde e executada pelos gestores estaduais e municipais em todo o país. Esses serviços englobam o SAMU 192, UPAS 24 horas, Salas de Estabilização, serviços da Atenção Básica e Melhor em Casa.

“Sabemos que ofertar o alívio imediato ao sofrimento pode ser decisivo para a vida da pessoa e, por isso, essa é uma ação inovadora. Mapeamos as principais urgências do país, pela importância da rede, atendimento, cobertura da população e o fato de serem decisivos no momento mais crítico de salvar uma vida”, enfatizou o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A gestão do Hospital da Restauração é estadual. A unidade realiza, mensalmente, 2.300 internações. Foram 18,8 mil internações de janeiro a agosto de 2011.  O Ministério da Saúde repassou em 2011 (até agosto) R$ 28,1 milhões para custear esses atendimentos hospitalares. A instituição possui três habilitações em alta complexidade: neurologia/neurocirurgia, queimados e trauma-ortopedia.

Investimentos

O Hospital da Restauração receberá do Ministério da Saúde incentivo anual de R$ 3,6 milhões para custear a ampliação e qualificação da assistência da emergência. Também poderá receber até R$ 3 milhões para aquisição de equipamentos e realização de obras e reformas na área física do pronto-socorro, conforme necessidade e aprovação de proposta.

A unidade poderá, ainda, apresentar projetos para a criação de novos leitos de retaguarda e a qualificação (aquisição de novos equipamentos, por exemplo) para os leitos já existentes. São considerados leitos de retaguardaas  enfermarias de leitos clínicos, enfermarias de leitos de longa permanência, Unidades de Terapia Intensiva (UTI), Unidades Coronarianas e Unidades de Atenção ao Acidente Vascular Cerebral.

Será firmada parceria com os Hospitais de Excelência no Brasil - Sírio Libanês, Albert Einstein, Hospital do Coração, Samaritano, Alemão Osvaldo Cruz e Moinhos de Vento – e com o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) para ampliar a qualidade do atendimento realizado. A principal contribuição será por meio do Telessaúde, ferramenta de comunicação a distância que presta teleconsultoria e segunda opinião médica, além discussão de casos com equipe multiprofissional.

Saúde toda hora

O S.O.S Emergências funcionará articulado com os demais serviços de urgência e emergência que compõem a Rede Saúde Toda Hora, coordenada pelo Ministério da Saúde e executada pelos gestores estaduais e municipais em todo o país. Esses serviços englobam o SAMU 192, UPAS 24 horas, Salas de Estabilização e serviços da Atenção Básica e Melhor em Casa.

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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/26779-ministerio-da-saude-em-parceria-com-estado-atuara-na-emergencia-do-hospital-da-restauracao

Presidente petista vê análise prematura

09.11.2011
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO, 08.11.11


Presidente estadual do PT, o deputado Pedro Eugênio considerou precipitada a avaliação feita pelo ministro Fernando Bezerra Coelho sobre a tendência de candidaturas múltiplas em determinados municípios do Estado. Para o petista, ainda é cedo para fazer uma análise sobre o cenário para o próximo pleito. “Acho que essa análise dele é prematura. 


Falta muito tempo para a eleição. Em algumas cidades, isso pode acontecer e em outras não. Há convergências em umas e em outras não. Isso é muito relativo. Temos que ter paciência. Aqui no Recife, temos várias candidaturas que eu considero legítimas, mas que são essencialmente postulações táticas de partidos que se colocam, mas que poderão se consolidar ou não”, colocou.

Pedro Eugênio defendeu que a unidade em torno de uma candidatura única na Capital será importante para a Frente Popular manter o comando da Prefeitura. “Eu acredito que nessas rodadas que estamos fazendo com os presidentes, vamos, com as comissões eleitorais que o PT está fazendo e com as nossas articulações, identificar municípios onde vamos convergir para candidaturas únicas”, assegurou.

Para o presidente petista, a construção do cenários dos municípios vai variar de acordo com as conjunturas locais. “Em alguns municípios, teremos duas candidaturas da Frente e em outros teremos convergência”, apontou. Em busca de ampliar o diálogo sobre 2012,  Pedro Eugênio levará as reuniões plenárias do partido para o Sertão. Os locais contemplados serão Petrolina, Araripe e Sertão do Pajeú.

PREFEITO


Durante a comemoração do aniversário do prefeito João da Costa (PT), Pedro Eugênio avaliou que o correligionário vive um novo momento da sua gestão. “É um bom momento. Não diria que ele está tentando se recuperar. Ele está num momento bom, em franca recuperação. Ele está com um astral bom, bastante otimista, alegre. É um momento positivo que ele está passando”, colocou.

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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/675905-presidente-petista-ve-analise-prematura

Paulo Preto, amigo de Serra, está de volta

09.11.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 08.11.11



Sem acordo perante as barras da Justiça, o engenheiro Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, e o vice presidente do PSDB, Eduardo Jorge, protagonistas de capítulo que marcou as eleições de 2010, encontraram-se ontem em audiência na 29.ª Vara Cível do Fórum João Mendes, em São Paulo. Durante cerca de uma hora os dois acompanharam os depoimentos das testemunhas arroladas por Paulo, que move ação contra Jorge por danos morais e pleiteia R$ 1 milhão a título de indenização.

O cerne da questão é uma entrevista que Jorge concedeu a uma revista semanal, em agosto do ano passado, na qual teria declarado que Paulo, ex-presidente da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) no governo José Serra, dera sumiço em R$ 4 milhões da campanha do partido à Presidência da República.

Foi a segunda vez que os rivais foram à Justiça - em fevereiro, eles já haviam ficado frente a frente, mas em outro endereço, o Fórum da Lapa, em processo de caráter criminal, que ainda se arrasta. Na ocasião, Jorge afirmou que jamais fez a declaração que tanto indigna Paulo. Ele informou ter enviado carta à revista pedindo retificação.

Ontem, no 13.º andar do Fórum João Mendes, os dois aguardaram a chamada do oficial de Justiça mantendo distância um do outro, acompanhados de advogados - Mariana Pereira da Cunha, defensora de Jorge, e Edgard Leite, defensor de Paulo.

Já na sala de audiência foi indagado a eles se queriam fazer acordo para por fim à pendência. Nem um nem outro aceitou a proposta e prosseguiu a audiência de instrução, que reuniu cinco testemunhas do lado do autor - entre elas eminência tucana, Aloysio Nunes Ferreira, senador por São Paulo, em situação insólita, porque amigo de ambas as partes. Aloysio poderia ter feito valer suas prerrogativas para depor no Senado. "Prefiro vir pessoalmente para o juiz formar sua convicção", ponderou.

"O único acordo que eu aceito é ele (Paulo) pedir desculpas", declarou Eduardo Jorge, à saída. "Mantenho integralmente o que disse à revista, mas não aquilo que foi publicado."

"Não tem acordo, nunca terá", disse Paulo. "Procurei a Justiça com o objetivo de exatamente de saber quem é o mentiroso", prosseguiu sem apontar nomes. "Uns covardes do PSDB mentem em off. Quem mentiu que responda. Se tiverem peito que venham a público."No Estadão

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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/11/paulo-preto-amigo-de-serra-esta-de.html

Comitê de Imprensa discute o caso Orlando Silva e o linchamento midiático

09.11.2011
Da Agência Cãmara, 04.11.11
 
A demissão do Ministro Orlando Silva chamou a atenção dos analistas para os riscos do chamado “linchamento midiático”, ou seja: o fogo cerrado da imprensa contra determinado personagem, sem provas concretas de seu envolvimento nos delitos denunciados. Muitos jornalistas continuam convencidos da culpa do ministro nas acusações de desvio de verbas, mas o assunto continua gerando controvérsias. 

Para analisar a situação, participam do Comitê de Imprensa os jornalistas Andreza Matais, repórter da Folha de São Paulo, e Rudolfo Lago, repórter do site Congresso em Foco.
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Fonte:http://www2.camara.gov.br/tv/materias/COMITE-DE-IMPRENSA/204926-COMITE-DE-IMPRENSA-DISCUTE-O-CASO-ORLANDO-SILVA-E-O-LINCHAMENTO-MIDIATICO.html

Estudantes da USP podem ser enviados para presídios

09.11.2011
Do site da Revista Caros Amigos, 08.11.11
Por Lúcia Rodrigues

Mães de alunos presos divulgam nota repudiando reitoria e PM; durante invasão do campus, policial da Tropa de Choque portava submetralhadora
Os 73 estudantes da USP presos nesta madrugada durante a invasão da Tropa de Choque da PM continuam presos em dois ônibus da Polícia Militar estacionados no pátio do 91º DP, no bairro do Jaguaré, na zona oeste da capital. Eles são acusados de formação de quadrilha, desobediência, depredação e crime ambiental devido a pixações que teriam sido feitas na Universidade.
Os alunos correm o risco de serem transferidos para centros de detenção provisórios ainda hoje. Para serem soltos, todos os estudantes terão de pagar fiança. O delegado da Seccional Oeste, Dejair Rodrigues, fixou o valor em R$ 545, o equivalente a um salário mínimo.
O advogado do MST, Vandré Ferreira, que foi à delegacia em solidariedade aos estudantes libertados imediatamente. Se o pedido for acatado, os estudantes serão soltos sem ter de pagar a fiança estipulada.
No início da tarde, vários estudantes da USP se dirigiram em passeata até a delegacia para pressionar pela soltura dos colegas. Os policiais fizeram uma barreira para impedir a entrada dos alunos no estacionamento da delegacia. Os estudantes ficaram prensados entre uma mureta e a avenida Gastão Vidigal.
Os policiais que participaram da ação, assim como os que invadiram a reitoria da USP de madrugada, não portavam identificação. Questionado pela reportagem da Caros Amigos sobre o porquê dos policiais não se identificarem, o porta voz da PM, major Marcel Sofner, respondeu a indagação com uma pergunta: “Qual o problema?”.

Submetralhadora mais uma vez
Várias mães de estudantes se concentraram em frente à delegacia de polícia para obter informações sobre os filhos. Uma delas chegou a ser presa por criticar a ação da PM.
A reportagem da Caros Amigos identificou pelo menos um policial da Tropa de Choque portando uma submetralhadora durante a invasão da reitoria no início desta manhã. Esse tipo de arma tem capacidade para disparar até 950 tiros por minuto. O policial estava na linha de frente da ação contra os alunos.
“Nossos filhos são estudantes, não bandidos e estão em defesa de uma universidade onde exista o debate político”, frisa trecho da nota emitida pelas mães no final desta tarde.
À tarde o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP, Marcelo Pablito, também leu uma nota divulgada pelos alunos presos. Os estudantes denunciam a truculência da PM e afirmam que uma aluna que estava na reitoria foi separada do grupo pelos policiais e que esta gritou durante meia hora. Os alunos não descartam que ela tenha sido torturada no interior da reitoria.
Até este momento, os estudantes continuam presos no 91º DP.
LEIA MAIS: Desocupação policial da Reitoria da USP deixa estudantes feridos
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Fonte:http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/noticias/2107-estudantes-da-usp-podem-ser-enviados-para-presidios

O que a manchete do Post nos diz sobre nosso tempo

09.11.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha, 08.11.11
Por Luiz Carlos Azenha
New York Post, tabloide de Rupert Murdoch, é a caricatura de um tabloide de Rupert Murdoch e, de certa forma, do jornalismo de nosso tempo. Mais escancarado, obviamente, já que o Post depende do que vende nas ruas.
Numa era de sociedades ‘encharcadas’ de infotainment e de neurônios sob o cerco feroz de múltiplas mensagens, o Post aperfeiçoou o “jornalismo do grito”: manchetes emocionais, que apelam ao mínimo denominador comum e servem para ‘informar’ escondendo o essencial.
Numa era de incertezas, certezas absolutas, sem nuances ou contextualização.
Qualquer pessoa que visite o acampamento do Occupy Wall Street, numa praça próxima da bolsa de valores de Nova York, vai se surpreender com a tranquilidade, a limpeza e a organização dos manifestantes.
O Post, porém, vem fazendo uma intensa campanha pela desocupação do espaço, ora afirmando que o movimento atrapalha o comércio da região, ora dizendo que tira a tranquilidade dos moradores de uma área essencialmente de escritórios.
O “ápice” da campanha, pelo menos até agora, foi a manchete acima, baseada numa briga entre dois manifestantes.
“Os animais do Occupy Wall Street enlouquecem”, diz o título, para justificar o trocadilho: Zoo-cotti!
Zuccotti Park é o nome do espaço ocupado pelo acampamento. Aliás, é propriedade privada de uma empresa chamada Brookfield Properties, que provavelmente fez a praça ali para poder usar os “air rights”, direitos de construção, em outro lugar.
No interior do tabloide, além das fotos da briga, um texto assinado por Kevin Fasick e Bob Fredericks diz: “Passou do simples caos à pura insanidade. A violência e a depravação continuaram a se acumular no protesto do Occupy Wall Street ontem, quando policiais prenderam 16 pessoas por tentar bloquear a entrada da Goldman Sachs e uma mulher do Alabama se apresentou para relatar outro doentio ataque sexual no Zuccotti Park”.
“Três outros manifestantes foram presos no Zuccotti por se negar a tirar máscaras, inclusive um homem que vestia uniforme militar dizendo que era fuzileiro naval. Usar máscaras durante um protesto é ilegal”, diz ainda o texto.
“Filth”, “horde”, “defiant” são palavras associadas aos manifestantes no tabloide.
“Estamos seriamente sugerindo que se um grupo jihadista ou neonazista entrasse no protesto receberia a mesma indulgência?”, diz uma declaração atribuída a um morador no texto de um editorialista. “Ou a Klu-Klux-Klan!”, disse outro.
No mesmo texto: “‘Grandes pacotes, sem identificação’ estão sendo entregues no parque, ’sem que ninguém cheque o conteúdo’, foi notado. Esta é uma área que — como resultado da proximidade do World Trade Center 4 e da Freedom Tower — está em alerta máximo e na qual buscas aleatórias em grandes containers é a norma”.
[Seriam as famosas armas de destruição em massa do Saddam?, pergunto]
Na mesma página, outro editorialista escreve: “Está se tornando claro durante as últimas semanas que existe ilegalidade no coração do Occupy Wall Street. Ele criou pequenos espaços desgovernados em cidades de todo o país, para os quais os sem-teto, usuários de drogas e criminosos estão se dirigindo”.
Mais adiante: “Os manifestantes pelos direitos civis fizeram seus protestos pacificamente e com dignidade. A diferença entre eles e os do Occupy que desafiam a polícia é a diferença entre heróis do auto-sacrifício e punks e reclamões ideologicamente bêbados”.
Os dois editorialistas, aliás, “militam” nas fileiras da National Review, um bastião dos neocons nos Estados Unidos.
O curioso é que todo o palavreado neofascista — de defesa da ordem e da limpeza social, das forças de segurança e dos cidadãos de bem — se consolida em um tempo de desordem, de angústia social, de desemprego, de aprofundamento da desigualdade  e de risco de colapso econômico.
Talvez não seja coincidência.
Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/o-que-a-manchete-do-post-nos-diz-sobre-nosso-tempo.html

BRASIL 2020: UMA POTÊNCIA SOLIDÁRIA

09.11.2011
Do blog FAZENDO MEDIA
Por Marcelo Salles e Fábio Balestro*, 08.11.2011



O cálculo é da revista The Economist: em 2020 a China deixará os Estados Unidos para trás e se tornará a maior economia do planeta. Não por outro motivo os teóricos estadunidenses já fazem projeções para os próximos anos, considerando cenários que oscilam entre a cooperação e a competição entre os dois países. As gradações variam de acordo com os analistas e os ângulos considerados.
Nesse sentido, destaca-se um recente comentário de Kurt Campbell, conselheiro da Secretaria de Estado para o Leste Asiático e o Pacífico dos Estados Unidos. “Um dos desafios mais importantes para a política externa dos Estados Unidos é efetivar a transição do foco imediato do Oriente Médio para o longo prazo da Ásia”.
Considerando essa mudança de posicionamento dos Estados Unidos e o conturbado cenário europeu, em que o desemprego e a crise econômica se aprofundam, o melhor que temos a fazer nesse momento é estreitar os laços com os países latino-americanos e ampliar as relações com os africanos.
O Brasil deve, mais do que nunca, aproveitar algumas vantagens conquistadas pelo continente sul-americano, manifestadas com maior clareza nos últimos seis anos: o expressivo crescimento econômico regional, o significativo aumento da inclusão social, as amplas reservas financeiras acumuladas e o portentoso mercado interno que conquistamos. Isso tudo nos garante um razoável respaldo diante das turbulências externas. Em vez de ficar a reboque dos que estão em crise, devemos montar nossa própria agenda positiva nesta década. Esse é o melhor caminho para nos fortalecermos e, num futuro próximo, reunirmos melhores condições para enfrentar os grandes desafios que se avizinham de igual para igual com as potências mundiais.
Para tanto, é fundamental impulsionar as atividades da Unasul – União das Nações Sul-Americanas. Criada com grandes ambições geopolíticas e econômicas, a Unasul se destacou, entre outras ações, quando investigou o massacre em Pando, na Bolívia. A missão, liderada pelo Brasil em 2008, conseguiu reunir provas que tiveram grande importância na condenação e prisão do então governador Leopoldo Fernandéz, que agia em consonância com os interesses da direita separatista e da diplomacia estadunidense.
Ações como essa precisam ser retomadas, já que reforçam o pólo de poder regional e ampliam nossa governabilidade sobre a segurança de Nuestra América. Vale lembrar que são ações cujos contenciosos são resolvidos pela ação diplomática com base nas doutrinas sul-americanas do direito internacional, o respeito à soberania e à não-intervenção em assuntos internos dos Estados. Desse modo, ao passo que valorizamos a institucionalidade regional, afastamos a interferência de potências estrangeiras.
Dando continuidade às iniciativas da política externa e em complementação a ela, o ministro da Defesa, Celso Amorim, vai esta semana ao Peru, quinto país da região que visita desde que assumiu a pasta, em agosto. “Estamos tratando de garantir que haja um ‘cinturão de paz e boa vontade’ em nossa região. Isso requer muita compreensão dos problemas dos nossos vizinhos, sem arrogância ou falsos complexos de superioridade”, disse à Carta Maior.
África
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva priorizou o fortalecimento das relações comerciais do Brasil com o continente, visitando pelo menos 25 países e duplicando o número de embaixadas em seus dois mandatos.
Graças ao trabalho do então ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, temos hoje 31 representações diplomáticas na África, à frente da Grã-Bretanha, com 26, que por contenção de custos está tendo de fechar embaixadas onde antes era senhora. Estados Unidos (46), Rússia (45) e China (42) seguem à frente do Brasil. Em termos de movimentação financeira, só estamos à frente da Rússia, que anualmente negocia US$ 3,5 bilhões com a região. O Brasil movimenta US$ 20 bilhões, ainda atrás da Índia (US$ 32 bilhões) e muito aquém da líder China (US$ 107 bilhões).
Em termos de cooperação, entretanto, a diferença vai muito além das cifras; enquanto esses países se dedicam ao tema com matizes imperialistas, buscando extrair o máximo do continente, e tratando o impacto sobre sociedades locais como pauta menor, a cooperação brasileira parte de um paradigma de solidariedade e imbui-se do espírito da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, que enfatiza em seu preâmbulo o conceito de família humana.
Essa diferença conceitual se verifica na prática absolutamente distinta entre o Brasil e as potências tradicionais quando cooperando com a África. Ao passo que as segundas inundam o continente com dinheiro repleto de condicionantes, a cooperação brasileira, ao centrar suas ações no desenvolvimento humano, contribui para a autodeterminação e emancipação das sociedades locais, especialmente através do intercâmbio de boas práticas em políticas públicas. Um bom exemplo é a cooperação iniciada pelo presidente Lula, e mantida pela presidenta Dilma, com Guiné-Bissau para a Promoção do Registro Civil de Nascimento.
“Para cada problema africano existe uma solução brasileira”, afirma o pesquisador africano, hoje em Harvard, Calestous Juma. E os africanos reconhecem isso, como registrou Celso Amorim em artigo publicado na revista CartaCapital, com o significativo título “A África tem sede de Brasil”. No entanto, reforça ele, para transformar essa realidade virtual em ato concreto será preciso muita persistência e visão de futuro. “Estou certo [que essas virtudes] continuarão a inspirar o governo Dilma, como inspiraram o de Lula”.
Esse tipo de cooperação fortalece os laços entre o Brasil e os países africanos, produzindo efeitos mais duradouros ao reconstituir e estabelecer vínculos e similaridades não apenas no plano institucional, mas também entre os nossos povos, que um dia foram um só, e ainda hoje permanecem conectados pela influência cultural que exercem mutuamente uns sobre os outros.
O Brasil está no caminho certo, mas precisa aproveitar a atual conjuntura histórica para aprofundar o que vem se convertendo em uma nova hegemonia latinoamericana, baseada nos princípios da cooperação e no respeito à autodeterminação dos povos. Assim passaremos de país emergente a uma grande potência mundial – não uma potência imperialista, como tantas outras, mas de um novo tipo, que apenas o povo brasileiro, em seu singular sincretismo étnico-cultural, na acepção de Darcy Ribeiro, seria capaz de criar: uma Potência Solidária.
(*) Marcelo Salles é jornalista. Fábio Balestro é advogado e especialista no Estudo das Instituições Ocidentais (Universidade de Notre Dame).

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Fonte:http://www.fazendomedia.com/brasil-2020-uma-potencia-solidaria/

“Wikifone” deixa Sarkozy e Obama mal com Israel

09.11.2011
Do blog TIJOLAÇO, 08.11.11
Por Brizola Neto

Da Reuters, agora há pouco:
” O presidente francês, Nicolas Sarkozy, chamou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de “mentiroso” em uma conversa particular com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que foi acidentalmente transmitida a jornalistas durante a cúpula da semana passada do G20 em Cannes.
“Eu não suporto o Netanyahu, ele é um mentiroso”, disse Sarkozy a Obama, sem saber que os microfones em sua sala de reunião haviam sido ligados, permitindo a repórteres em um local separado escutar por meio de tradução simultânea.
“Você está de saco cheio dele, mas eu tenho que lidar com ele com mais freqüência do que você”, respondeu Obama, de acordo com um intérprete francês.
A gafe técnica pode causar grande embaraço para os três líderes à medida que eles procuram trabalhar em conjunto para intensificar a pressão internacional sobre o Irã por causa de suas ambições nucleares.
A conversa não foi inicialmente divulgada pelo pequeno grupo de jornalistas que a ouviu porque ela foi considerada privada e confidencial. Mas os comentários surgiram depois em sites franceses e podem ser confirmados pela Reuters.
O aparente fracasso de Obama em defender Netanyahu deve ser aproveitado pelos adversários republicanos, que estão de olho em derrotá-lo na eleição presidencial do próximo ano e já o retrataram como sendo hostil a Israel, o principal aliado de Washington na região.
O gabinete de Netanyahu não comentou o assunto.”
PS. Vocês conseguem imaginar um repórter da Veja, da Folha ou da Globo considerando uma conversa

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Fonte:http://www.tijolaco.com/wikifone-deixa-sarkozy-e-obama-mal-com-israel/

O PSDB limitando-se a cumprir tabela

09.11.2011
Do blog de Luis Nassif,08.11.11
Por  

Há uma boa razão para supor que a repórter que cobriu o evento do PSDB - ontem no Rio - possa não ter entendido direito o conteúdo discutido. Mas há outras boas razões de que tenha sido isso mesmo. A razão para não ter entendido é o absurdo de FHC considerar revolucionária uma ideia banal; a razão para o fato ter ocorrido é que, na ausência absoluta de ideias, o que aparecer, truco!
O fato é que, segundo a reportagem da Folha:
"A proposta que mais entusiasmou os tucanos foi apresentada pelo ex-presidente do Banco Central Pérsio Arida, que defendeu o fim do crédito subsidiado oferecido por bancos públicos -como o BNDES.
Segundo Arida, seria uma maneira de acelerar a queda da taxa básica de juros e elevar a remuneração da caderneta de poupança e de fundos administrados pelo governo, como o FAT e o FGTS.
Com o fim dos subsídios, as taxas de juros cobradas pelo BNDES e por outros bancos públicos seriam elevadas para níveis mais próximos das taxas cobradas pelos bancos privados, reduzindo a demanda pelo crédito oficial e liberando os recursos públicos para outras finalidades.
"O governo tem de agir em nome do bem comum, e não favorecer o lobby dos tomadores de recursos subsidiados", afirmou Arida. FHC considerou a proposta "revolucionária".
Não sei qual o significado da expressão "mais entusiasmou". Talvez fosse o que "menos desanimou". De qualquer modo, corto um dedo se FHC afirmou, de fato, que a ideia é "revolucionária".
A proposta de Arida é velhíssima e atende apenas os interesses do setor financeiro – justamente aquele que o PSDB não precisa conquistar.
As análises dos ex-intelectuais – conforme reproduzidas pelos jornais – é de uma pobreza inversamente proporcional ao seu sucesso como empresários. Não se tratava de tucanos propondo ideias para os eleitores; mas de financistas usando o PSDB para a defesa de seus interesses.
Gustavo Franco mostrou um celular e atribuiu o avanço à privatização. Sem entrar no mérito ou demérito da privatização, com empresas privadas ou com o sistema Telebras os celulares chegariam aos borbotões, pois vieram no rastro de avanços tecnológicos. Telesp estatal já vendia celulares, assim como a Telemig. Pode-se discutir se o sistema ficou mais eficiente ou não. Atribuir à privatização a expansão da telefonia celular é falsidade ideológica.
Edmar Bacha sustentou que "temos um governo federal capturado por interesses espúrios, incapaz de promover o bem comum", em um momento em que o mundo celebra o maior processo de inclusão social da história do país. Há uma preguiça latente em pensar a crítica correta.
O encontro já não tinha povo. Com a proposta "revolucionária" de Arida, não terá industriais. Não havia sindicalistas, ONGs, movimentos sociais, redes sociais, novos empreendedores, artistas, nova geração de tucaninhos para pegar o bastão da velha guarda, sequer havia classe média.
Apenas velhas lideranças políticas e ex-intelectuais em uma sessão nostalgia, fazendo o lobby do mercado para um partido submersoi no vácuo de ideias.
Nessa aridez de ideias, o discurso dominante resumiu-se à guerra contra a corrupção – como se o partido estivesse fora do jogo do financiamento partidário.
No mesmo momento, aliás, Paulo Preto e Eduardo Jorge participavam de uma audiência de conciliação – mal sucedida – na qual Preto pretendia reparação pelo fato de Jorge tê-lo acusado de desvio de R$ 4 milhões da campanha tucana. Obviamente, dinheiro não contabilizado.
O máximo que FHC agregou às bandeiras partidárias foi o lema: "sim, nós cuidamos", tentando criar uma imagem de que o partido cuida das famílias, algo tão incrível quanto a foto do "Serra doçura" na capa da Veja. Esquece-se que o descuido com a parte social e a despreocupação com o contribuinte e o cidadão pavimentaram a vitória de Lula em 2002. E esse passado não será reparado com um slogan.
Depois dessa reprise infindável, FHC terminou o encontro com frases de marqueteiro – não de um ex-presidente intelectualizado: "Começamos a falar com uma nova voz, a voz dos que querem vencer. O Brasil precisa da nossa vitória", com a energia de um Napoleão na ilha de Santa Helena, falando para as pedras.
Atrasado como sempre, a "nova voz" chegou ao encontro um pouco antes do final: era José Serra falando de corrupção.
Enquanto isto, em São Paulo, o Secretario de Assuntos Metropolitanos, Edson Aparecido, celebrava o novo momento do federalismo brasileiro: a colaboração civilizada entre São Paulo e o Ministro da Educação Fernando Haddad. 

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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-psdb-limitando-se-a-cumprir-tabela#more