sábado, 5 de novembro de 2011

Pacientes de câncer no SUS comentam tratamento de Lula e desmascaram oportunistas

05.11.2011
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 04.11.11

Ao contrário do que dizem os palpiteiros, todos os pacientes com câncer que recebem tratamento pelo SUS no Instituto do Câncer (Icesp) afirmam que Lula poderia, sim, receber tratamento bastante digno no hospital, que é referência nacional em oncologia 
Prédio do Icesp, Instituto do câncer de SP

A divulgação de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi diagnosticado com um tumor na laringe e começou poucos dias depois o tratamento no hospital particular Sírio-Libanês, em São Paulo, fez com que muitos críticos o atacassem, sugerindo que deveria usar o atendimento público de saúde, o SUS. Em redes sociais como o Facebook e o Twitter, o tema gerou discussões e forte polêmica e questionamentos sobre a qualidade do serviço público. O assunto chegou a se tornar um dos mais populares no Twitter.

Para pacientes com câncer que recebem tratamento pelo SUS no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), o debate não faz tanto sentido, e Lula poderia, sim, receber tratamento no hospital, que é referência nacional em oncologia.
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Os 12 pacientes ouvidos elogiaram o Icesp, e alguns chegaram até a indicar o tratamento público para o ex-presidente.

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"Lula poderia vir aqui sem problemas", disse Valdenor Pereira, que passava por tratamento de acupuntura para aliviar dores. "Se eu fosse milionária, talvez fosse para um hospital particular também, mas o atendimento aqui é muito completo, muito atencioso", disse a paciente Julieta Aparecida, que passa por tratamento de reabilitação. "Eu me sinto muito segura", complementou.

O atendimento ali "é irrepreensível”, segundo Eros Grigolli, paciente de câncer no fígado que fazia quimioterapia. "É o melhor serviço público que já vi. Recomendaria para Lula", disse. O paciente Juscelino dos Santos, também da quimioterapia, tinha opinião parecida. "Aqui é um bom lugar", disse.

Grigolli e Santos concederam entrevista em uma sala para pacientes receberem quimioterapia, onde oito pessoas são tratadas simultaneamente. Em todas as áreas do hospital visitadas, os pacientes recebiam atendimento em ambientes coletivos, sem tanta privacidade quanto se pode ter em um hospital particular. "A única diferença entre os dois hospitais é que o particular tem tratamento de hotel", disse um funcionário que não quis se identificar.

Para a coordenadora de Oncologia Clínica do Icesp, Maria Del Pilar Esteves, caso Lula tivesse optado por ser tratado pelo SUS, "ele teria as mesmas chances" de recuperação que tem no tratamento pelo Sírio-Libanês. "Nossos recursos são comparáveis", disse a médica.

Referência pública

O Icesp foi inaugurado em maio de 2008, após o investimento de R$ 270 milhões em obras e equipamentos, como o maior hospital especializado em câncer da América Latina. Todos os anos, cerca de 14 mil novos pacientes com a doença são tratados no hospital. Em média, 6 mil pessoas recebem atendimento mensalmente no local, que funciona em um prédio com 28 andares.

A equipe de reportagem acompanhou a chegada de pacientes, a passagem por diagnósticos por tomografia, o tratamento com quimioterapia e a reabilitação, onde os doentes fazem fisioterapia e recebem outros cuidados para poderem ter uma vida normal após o câncer.

Segundo Esteves, todo o atendimento oferecido ali é pago pelo SUS, sem custo para os pacientes. "Temos atendimento completo para os principais tipos de câncer, incluindo o de laringe", explicou. Segundo ela, o Icesp oferece atendimento completo, desde o diagnóstico de pacientes indicados a ele pela rede pública.

Segundo a médica, o Icesp realiza pesquisas regulares sobre o câncer e costuma perceber que seus dados relacionados aos resultados nos tratamentos de pacientes são equivalentes ao de hospitais do resto do mundo. A comparação levaria a crer que as chances de cura de um paciente, como o ex-presidente, são as mesmas de outros hospitais.
Ela explicou que não há uma estatística específica de tratamento de câncer de laringe no hospital. Tumores nesta parte do corpo respondem por cerca 2% dos casos de câncer registrados no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), que estima um total de 9.320 casos por ano em todo o país.

Durante a visita da reportagem ao hospital público, foi possível conversar com pacientes que fazem quimioterapia e reabilitação, mas não havia nenhum recebendo tratamento para câncer na laringe. O hospital oferece tratamento com fonoaudióloga como parte da reabilitação de pacientes que têm perdas na voz por conta de câncer na laringe.

Gastos públicos

O Ministério da Saúde anunciou na segunda-feira (31), mesmo dia em que o ex-presidente se internou para dar início ao tratamento de quimioterapia, que o SUS vai aumentar em 22% os recursos para assistência a pacientes com câncer no país, atingindo R$ 2,2 bilhões no ano.

Segundo o ministério, o aumento deve ampliar e qualificar a assistência aos pacientes do SUS para os tipos mais frequentes de câncer: fígado, mama, linfoma e leucemia aguda. A projeção do governo é de chegar a 27,8 milhões de procedimentos médicos de oncologia no ano, sendo 94 mil cirurgias.

A doutora Esteves, médica no Instituto do câncer de SP, disse não poder afirmar que o tratamento do hospital em que ela trabalha é equivalente ao atendimento público oferecido no resto do Brasil. "O país é muito heterogêneo", disse.

Segundo o Ministério da Saúde, todos os 26 estados e o Distrito Federal têm pelo menos um hospital habilitado para tratamentos em oncologia. O SUS, diz o governo, conta com 276 serviços especializados em tratamento de câncer, e estima-se que 490 mil novos casos tenham sido registrados no ano passado.

Preconceito e detecção

Durante o anúncio dos gastos do governo com o tratamento de câncer, o ministro Alexandre Padilha alegou ser importante superar o preconceito que existe com a doença. “O câncer tem cura”, disse Padilha.

Para a doutora Esteves, do Icesp, a visibilidade do tumor do ex-presidente Lula pode servir para divulgar melhor os tratamentos que existem contra o câncer e incentivar as pessoas a buscarem a detecção precoce de tumores. "O caso de Lula pode levar mais gente à clínica", disse, mencionando que é importante estar atento aos sintomas desde o princípio – e explicando que não há risco de excesso de pacientes procurarem o hospital sem necessidade.

Leia mais:

Segundo o Inca, a detecção precoce do câncer de laringe, com atenção a sintomas (como rouquidão excessiva e dores persistentes na garganta) e comportamentos de risco (como fumar), é importante para garantir um tratamento eficaz contra os tumores. 
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Trânsito matou mais de 40 mil pessoas no Brasil em um ano

05.11.2011
Do BLOG DA FOLHA 04.11.11

Postado por Valdecarlos Alves  
Do R7


Dados do Ministério da Saúde divulgados nesta sexta-feira (4) mostram que mais de 40 mil brasileiros perderam a vida em acidentes de trânsito em 2010. Ao todo, o SIM (Sistema de Informações de Mortalidade) contabilizou 40.610 mortes no ano passado. Em 2009, haviam sido 37.594 vítimas fatais.


De acordo com o levantamento, entre 2002 e 2010, o total de mortes em acidentes subiu 24%, saltando de 32.753 para 40.610. No período, a maior parte das ocorrências foi registrada na região Norte (53%), seguida do Nordeste (48%), Centro-Oeste (22%), Sul (17%) e Sudeste (10%). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que os números “revelam que o país vive uma verdadeira epidemia de lesões e mortes no trânsito”. "Estamos atrás apenas da Índia, China, EUA e Rússia".


O número de internações de vítimas de acidentes no SUS (Sistema Único de Saúde) chegou a 145 mil no ano passado, 15% a mais que em 2009, o que exigiu um investimento público de R$ 190 milhões.


Motos


Das 40 mil mortes registradas no ano passado, 25% ocorreram em acidentes com motos. Entre 2002, e 2010, de acordo com o levantamento, a quantidade de mortes ocasionadas por motocicletas quase triplicou no país, indo de 3.744 para 10.143.


No Sudeste, onde estão as maiores cidades do país, esses números triplicaram. Foram de 940, em 2002, para 2.948, em 2010. Trata-se de um crescimento de 214%. O mesmo índice cresceu 165% no Nordeste, 158% no Centro-Oeste, 147% no Norte e 144% no Sul.


Bebida


Padilha ressaltou a importância de adotar medidas de prevenção e fiscalização para reduzir o número de acidentes relacionados ao consumo de bebida alcoólica, como a operação Lei Seca.O ministro disse que apoia projetos de lei em discussão no Congresso Nacional que aumentam a pena para motoristas que sejam identificados alcoolizados e a anulação de qualquer parâmetro mínimo de nível alcoólico aceitável para quem está no volante.


Ele também comemorou a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que passou a definir como crime o ato de dirigir bêbado mesmo que não haja danos para outras pessoas. "Este é um grande avanço e certamente vai contribuir para a redução das tristes estatísticas no trânsito, principalmente em um momento que o país vive esta epidemia de lesões e mortes por acidentes. A decisão do Supremo fortalece a posição do Ministério da Saúde em apoiar uma fiscalização mais rigorosa no trânsito

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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/26678-transito-matou-mais-de-40-mil-pessoas-no-brasil-em-um-ano

Enchente atinge o norte da Itália e mata 6 em Gênova

05.11.2011
Do site  BRASIL 247, 04.11.11



Enchente atinge o norte da Itália e mata 6 em GênovaFoto: Ansa/Reuters

AS CHUVAS JÁ MATARAM PELO MENOS 10 PESSOAS NA REGIÃO COSTEIRA DA LIGÚRIA, PERTO DE GÊNOVA, DESDE 28 DE OUTUBRO

Por Agência Estado
Agência Estado
Chuvas torrenciais castigaram nesta sexta-feira a região italiana da Ligúria (norte), atingido particularmente a capital Gênova, onde pelo menos 6 pessoas foram mortas nas enchentes. As águas arrastaram carros, móveis e árvores pelas ruas estreitas do centro da cidade. "Foi uma coisa nunca vista, um tsunami. Um drama terrível, foram chuvas de monção", disse a prefeita de Gênova, Marta Vincenzi.
Luca Cari, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Gênova, disse que pelo menos 6 pessoas foram mortas e 1 está desaparecida. Dois dos mortos eram crianças. O operário desempregado Rosario Gioia, de 38 anos, disse que viu uma mulher e duas crianças serem arrastadas pelas águas na rua Fereggiano, que fica no centro de Gênova. Ele conseguiu agarrar um menino de um ano pelo pé, mas quando os dois foram retirados da lama a criança estava morta, informou a agência Ansa. O centro histórico de Gênova ficou completamente alagado.
As chuvas já mataram pelo menos 10 pessoas na região costeira da Ligúria, perto de Gênova, desde 28 de outubro. Mas nesta sexta-feira, grande parte do norte da Itália sofreu com fortes temporais. Uma enchente também atingiu Veneza, perto do Adriático.
A Defesa Civil lançou um alerta de enchentes para a região inteira da Ligúria, com validade até o domingo.

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Fonte:http://brasil247.com.br/pt/247/mundo/22402/Enchente-atinge-o-norte-da-It%C3%A1lia-e-mata-6-em-G%C3%AAnova.htm

Como Lula enfrenta o tratamento e qual o impacto da doença no jogo político de 2012

05.11.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por José Accioly 

Lula01 (Foto: reprodução)

Da Época

Foi no grito que o operário Luiz Inácio Lula da Silva liderou as assembleias e as greves no ABC paulista no fim dos anos 1970 e começo dos 1980. Uma das imagens mais marcantes do período é Lula discursando para uma multidão no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, sem microfone. Cada frase sua era repetida pelos mais próximos, depois repassada para a turma de trás, formando uma onda que levava a mensagem até as bordas mais distantes do estádio.

Falando e discursando demais, Lula fundou o PT, defendeu as Diretas Já, chegou à Presidência, foi reeleito e construiu uma sucessora. No gogó, encantou plateias selecionadas até se firmar como um fenômeno de popularidade internacional. Para horror dos detratores e orgulho dos fãs, Lula não consegue ficar calado.
Lula (Foto: reprodução)

Nos próximos meses, Luiz Inácio Lula da Silva deve falar menos. O câncer de laringe diagnosticado no dia 28 de outubro o obrigará a poupar a voz. Lula tem pela frente uma luta árdua para se manter vivo e preservar sua razão de viver. Num vídeo de agradecimento gravado na última terça-feira, pouco antes de deixar o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, Lula dá mostras da importância que atribui A sua capacidade de mobilizar as pessoas por meio da fala.

“Lamento não poder dizer um ‘companheiros e companheiras’ bem forte.” Com a voz cheia de falhas, despede-se assim: “Até a primeira assembleia, o primeiro comício ou o primeiro ato público”. Lula tem consciência de que, na essência, é aí que reside seu maior talento.

A voz do ex-presidente Lula, caracteristicamente rouca, não era a mesma havia cinco semanas, quando ele fez uma palestra remunerada para o Banco Santander, em Londres. Na plateia, estava José Camargo, seu amigo e conselheiro do Instituto Lula. Segundo Camargo, a alteração no timbre de voz era perceptível. Cansado e indisposto, em decorrência de problemas estomacais, Lula fez uma opção pouco fiel a seu estilo: leu um discurso ao longo de quase 60 minutos. Não empolgou. Terminado o evento, saiu rapidamente. “Ele estava muito diferente do orador que, meses antes, arrancou aplausos em pé dos funcionários da Telefônica na mesma Londres”, diz Camargo.

Um dia antes da descoberta do tumor, Lula comemorou 66 anos, com uma festa em seu apartamento, em São Bernardo. Ao cardiologista Roberto Kalil Filho, seu amigo e médico há 22, reclamou: “Estou com um pigarro na garganta há uns 40 dias. Só me dão pastilha”.

Kalil disse que ele precisava ir ao Sírio-Libanês no dia seguinte. Fazia um ano e meio que Lula não passava por um check-up. Segundo Kalil, ele respondeu assim: “Não quero fazer exames. Se fizer, vão descobrir que tenho um câncer igual ao do meu irmão”.

Talvez mais que intuição, a desconfiança de Lula baseava-se em probabilidade. Além da mãe, dona Lindu, Lula perdeu os tios maternos e dois irmãos para o câncer. Seu irmão mais velho, Jaime, teve um tumor na laringe semelhante ao que o acomete. Não bastasse o histórico familiar, Lula foi fumante desde a adolescência. “Ele me contou que, nas fases mais duras da vida, quando estava desempregado e morando com a mãe, não tinha dinheiro para comprar cigarro. Então, saía pegando bituca do chão, na rua mesmo, para fumar”, diz a jornalista Denise Paraná, autora da biografia Lula, o filho do Brasil. Lula abandonou sua cigarrilha apenas em janeiro de 2010, depois de uma crise de hipertensão.

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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/26694-como-lula-enfrenta-o-tratamento-e-qual-o-impacto-da-doenca-no-jogo-politico-de-2012

Fernando Brito: Lula está certo sobre o IDH, usaram dados velhos

05.11.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha, 04.11.11
Por Fernando Brito, em Projeto Nacional e Tijolaço, sugestão de Morvan Bialsky

Vocês devem ter lido que o ex-presidente Lula, no meio de um sério tratamento de saúde, abalou-se para reclamar dos números do Índice de Desenvolvimento Humano divulgados quarta-feira, com grande estardalhaço.
Nele, o Brasil subia apenas uma posição, ficando em 84° lugar, entre 187 países. E ainda caía, quando levados em conta os indicadores de igualdade/desigualdade social.
Prato feito para nossa imprensa.
Se não é Lula, sem voz, estrilar, virava verdade.
Mas, como ele estrilou, é só convidar os jornalistas a visitarem, no site da própria ONU, a página que dá a informação sobre de onde eles tiraram estes dados.
E lá você vai ver que as estatísticas usadas foram as da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar, PNAD, do IBGE, que é divulgada anualmente, com dados do ano anterior.
A que o ranking do IDH usou é a de 2005, com dados de 2004!
A de 2009 está disponível no site do IGBE, com os dados do ano de 2008, como você pode ver aqui.
Agora, compare o que acontecia em 2004 com este gráfico publicado semana passada sobre renda e desigualdade no Brasil pela The Economist, no qual traduzimos os títulos, sem mexer nos dados.
Venderam a todo mundo o jornal de ontem. De ontem, não, de seis anos atrás.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/humor/fernando-brito-lula-esta-certo-sobre-o-idh-venderam-jornal-velho.html