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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Resposta ao hipócrita Dimenstein

01.11.2011
Do blog ESQUERDOPATA, 30.10.11


O hipócrita-mor da Barão de Limeira finge-se envergonhado com o nível canalha e fascista de seus leitores, como se eles tivessem surgido do nada e não sido atraídos pelo nível ético dos empregados do Tavinho.



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Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com/2011/10/resposta-ao-hipocrita-dimenstein.html

Dilma chega à França para participar do G20

01.11.2011
Do BLOG DA FOLHA, da Agência Brasil
Postado por José Accioly 


http://img.terra.com.br/i/2011/02/25/1796702-7859-cp2.jpg


A presidenta Dilma Rousseff chegou na tarde de hoje (1º) a Nice, na França, de onde seguiu para Cannes, onde participará da 6ª Cúpula do G-20, de acordo com o Blog do Planalto. A reunião dos chefes de Estado das principais economias do mundo está marcada para quinta-feira (3) e sexta-feira (4).

Nos dois dias trabalho estarão em discussão a crise financeira internacional, o crescimento econômico, a geração de emprego, a reforma do sistema monetário, o comércio internacional, a regulação financeira, as mudanças climáticas e a governança global.

A presidenta deve destacar em seus discursos que o combate à crise deve ser associado à adoção de políticas inclusivas, de investimentos em geração de emprego e renda e da suspensão de quaisquer ações protecionistas. Ela citará as medidas adotadas pelo Brasil em 2008 como exemplo de saída para os efeitos da crise.

A posição brasileira deverá ser acompanhada também por outros países emergentes como a Índia e África do Sul, conforme acordo firmado no mês passado no encontro do Ibas (grupo de países formado por Índia, Brasil e África do Sul).

Dilma Rousseff deverá ressaltar ainda que o Brasil está disposto a colaborar na busca por soluções para a crise. Ela também deve falar sobre a necessidade de buscar alternativas de desenvolvimento econômico sustentável. Ações, inclusive, que serão debatidas na Conferência Rio+20, no ano que vem no Rio de Janeiro.

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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/26589-dilma-chega-a-franca-para-participar-do-g20

Até FHC chamou de 'recalcados' os que tripudiam do câncer de Lula

01.11.2011
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO


"A pessoa que tem a projeção e o grande número de feitos pelo Brasil deve receber a maior solidariedade, sobretudo neste momento de dificuldade", disse FHC



O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso condenou nesta segunda-feira as manifestações de internautas nas redes sociais sugerindo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fizesse seu tratamento contra o câncer em hospitais públicos. 

Após palestra do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cezar Peluso, Fernando Henrique classificou os comentários na internet de "recalque". "Acho que isso é uma espécie de recalque, eu não endosso isso", disse. "É um equívoco. Não tenho visto (as manifestações), mas acho um equívoco. Vida humana, saúde, não, que é isso!", emendou.

O tucano afirmou que ainda não entrou em contato com Lula, respeitando o tratamento iniciado pelo petista nesta segunda, mas que pretende procurá-lo assim que Lula estiver disponível para conversar. 

Leia também:

Ainda em relação aos comentários na internet, Fernando Henrique afirmou que a questão da saúde no País não deve ser relacionada ao tratamento específico feito por Lula neste momento.

"O presidente será tratado (no Hospital Sírio-Libanês) como qualquer pessoa que pode ser atendida lá. Se todos pudessem ter o mesmo tratamento, seria o melhor. Mas não é o momento para isso (para polêmica)", afirmou.

Fernando Henrique ressaltou que é amigo de Lula e lembrou os momentos em que conviveram na luta pelas Diretas Já no ABC paulista. "Eu tenho uma relação antiga com ele, me lembro de São Bernardo do Campo, quando eu ia para lá, estávamos começando aquelas lutas todas", disse. Embora tenham divergências políticas, Fernando Henrique afirmou que este é um momento de solidariedade e que deseja que Lula se restabeleça prontamente. 

"Esse é o desejo de todos os brasileiros. A pessoa que tem a projeção e o grande número de feitos pelo Brasil deve receber a maior solidariedade, sobretudo neste momento de dificuldade", disse.

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/11/ate-fhc-chamou-de-recalcados-os-que.html

Souto Maior: Quem é ninguém? O que é a lei? Qual é a verdade?

01.11.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha, Viomundo
Por Jorge Luiz Souto Maior, no site do DCEUSP, sugestão de Franco Atirador

Para deslegitimar o ato de estudantes da USP, que se postaram contra a presença da polícia militar no campus universitário, o governador Geraldo Alckmin sentenciou: “Ninguém está acima da lei”, sugerindo que o ato dos estudantes seria fruto de uma tentativa de obter uma situação especial perante outros cidadãos pelo fato de serem estudantes. Aliás, na sequência, os debates na mídia se voltaram para este aspecto, sendo os estudantes acusados de estarem pretendendo se alijar do império da lei, que a todos atingem.
Muito precisa ser dito a respeito, no entanto.
Em primeiro lugar, a expressão, “Ninguém está acima da lei”, traduz um preceito republicano, pelo qual, historicamente, se fixou a conquista de que o poder pertence ao povo e que, portanto, o governante não detém o poder por si, mas em nome do povo, exercendo-o nos limites por leis, democraticamente, estatuídas. O “Ninguém está acima da lei” é uma conquista do povo em face dos governos autoritários. O “ninguém” da expressão, por conseguinte, é o governante, jamais o povo. Claro que nenhum do povo está acima da lei, mas a expressão não se destina a essa obviedade e sim a consignar algo mais relevante, advindo da luta republicana, isto é, do povo, para evitar a deturpação do poder.
Nesse sentido, não é dado ao governante usar o preceito contra atos de manifestação popular, pois é desses atos que se constroem, democraticamente, os valores que vão se expressar nas leis que limitarão, na sequencia, os atos dos governantes.
Dito de forma mais clara, a utilização do argumento da lei contra os atos populares é um ato anti-republicano, que favorece o disfarce do império da lei, ao desmonte da contestação popular aos valores que estejam abarcados em determinadas leis.
Foi isso, aliás, que se viu recentemente em torno do direito das pessoas se manifestarem, de forma organizada e pacífica, contra a lei que criminaliza o uso da maconha. Todos estão sob o império da lei, mas não pode haver obstáculos institucionalizados para a discussão pública da necessidade ou não de sua alteração.
A lei, portanto, não é ato de poder, não pertence ao governante. A lei deve ser fruto da vontade popular, fixada a partir de experiências democráticas, que tanto se estabelecem pelo meio institucionalizado da representação parlamentar quanto pelo livre pensar e pelas manifestações públicas espontâneas.
E, ademais, qual é a verdade da situação? A grande verdade é que os alunos da USP não estão querendo um tratamento especial diante da lei. Não estão pretendendo uma espécie da vácuo legal, para benefício pessoal. Para ser completamente, claro, não estão querendo fumar maconha no Campus sem serem incomodados pela lei. Querem, isto sim, manifestar, democraticamente, sua contrariedade à presença da PM no Campus universitário, não pelo fato de que a presença da polícia lhes obsta a prática de atos ilícitos, mas porque o ambiente escolar não é, por si, um caso de polícia.
Querem pôr em discussão, ademais, a legitimidade da autorização, dada pela atual Direção da Universidade, em permitir essa presença.
A questão da legitimidade trata-se de outro preceito relevante do Estado de Direito, pois a norma legal, para ser eficaz, precisa ser fixada por quem, efetivamente, tem o poder institucionalizado, pela própria ordem jurídica, para poder fazê-lo e, ainda, exercer esse poder em nome dos preceitos maiores da razão democrática.
Vejamos, alguém pode estar questionando o direito dos alunos de estarem ocupando o prédio da Administração da FFLCH, sob o argumento de que não estão, pela lei, autorizados a tanto. Imaginemos, no entanto, que a Direção da Unidade, tivesse concedido essa autorização. A questão, então, seria saber se quem deu autorização tinha a legitimidade para tanto e mais se os propósitos da autorização estavam, ou não, em conformidade com os preceitos jurídicos voltados à Administração Pública.
Pois bem, o que os alunos querem é discutir se a autorização para a Polícia Militar ocupar os espaços da Universidade foi legítima e quais os propósitos dessa autorização. Diz-se que a presença da Polícia Militar se deu para impedir furtos e, até, assassinatos, o que, infelizmente, foi refletido em fatos recentes no local. Mas, para bem além disso, a presença da Polícia Militar tem servido para inibir os atos democráticos de manifestação, que, ademais, são comuns em ambientes acadêmicos, envoltos em debates políticos e reivindicações estudantis e trabalhistas. Uma Universidade é, antes, um local experimental de manifestações livres de ideias, instrumentalizadas por atos políticos, para que as leis, que servirão à limitação dos atos dos nossos governantes, possam ser analisadas criticamente e aprimoradas por intermédio de práticas verdadeiramente democráticas.
A presença ostensiva da Polícia Militar causa constrangimentos a essas práticas, como, aliás, se verificou, recentemente, com a condução de vários servidores da Universidade à Delegacia de Polícia, em razão da realização de um ato de paralisação de natureza reivindicatória, o que lhes gerou, dentro da lógica de terror instaurada, a abertura de um Inquérito Administrativo que tem por propósito impingir-lhes a pena da perda do emprego por justa causa.
Dir-se-á que no evento que deu origem à manifestação dos alunos houve, de fato, a constatação da prática de um ilícito e que isso justificaria o ato policial. Mas, quantas não foram as abordagens que não geraram a mesma constatação? De todo modo, a questão é que os fins não justificam os meios ainda mais quando os fins vão muito além do que, simplesmente, evitar a prática de furtos, roubos, assassinatos e consumo de drogas no âmbito da Universidade, como se tem verificado em concreto.
Há um enorme “déficit” democrático na Universidade de São Paulo que de um tempo pra cá a comunidade acadêmica, integrada por professores, alunos e servidores, tem pretendido pôr em debate e foi, exatamente, esse avanço dessa experiência reivindicatória que motivou, em ato de represália, patrocinado pelo atual reitor, o advento da polícia militar no campus, sob a falácia da proteção da ordem jurídica.
A ocupação da Administração da FFLCH pelos alunos, ocorrida desde a última quinta-feira, não é um ato isolado, advindo de um fato determinado, fruto da busca frívola de se “fumar maconha” impunemente no campus. Fosse somente isso, o fato não merecia tanta repercussão. Trata-se, isso sim, do fruto da acumulação de experiências democráticas que se vêm intensificando no âmbito da Universidade desde 2005, embora convivendo, é verdade, com o trágico efeito do aumento das estratégias repressoras. Neste instante, o que deve impulsionar a todos, portanto, é a defesa da preservação dos mecanismos de diálogo e das práticas democráticas. Os alunos, ademais, ainda que o ato tenha tido um estopim, estão sendo objetivos em suas reivindicações: contra a precarização dos direitos dos trabalhadores; contra a privatização do ensino público; contra as estruturas de poder arcaicas e autoritárias da Universidade, regrada, ainda, por preceitos fixados na época da ditadura militar; pela realização de uma estatuinte; e contra a presença da Polícia Militar no Campus, que representa uma forma de opressão ao debate.
O ato dos alunos, portanto, é legítimo porque seus objetivos estão em perfeita harmonia com os objetivos traçados pela Constituição da República Federativa do Brasil, que institucionalizou um Estado Democrático de Direito Social e o fato de estarem ocupando um espaço público para tanto serve como demonstração da própria origem do conflito: a falta de espaços institucionalizados para o debate que querem travar.
A ocupação não é ato de delinquência, trata-se, meramente, da forma encontrada pelos alunos para expressar publicamente o conflito que existe entre os que querem democratizar a Universidade e os que se opõem a isso em nome de interesses que não precisam revelar quando se ancoram na cômoda defesa da “lei”.
Jorge Luiz Souto Maior é  professor  livre-docente da Faculdade de Direito da USP
Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/souto-maior-quem-e-ninguem-o-que-e-a-lei-qual-e-a-verdade.html

Câncer do Lula. O Brasil que odeia

01.11.2011
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Maria Inês Nassif*



Conversa Afiada reproduz excelente artigo de Maria Inês Nassif, a partir do Blogger:

O JORNALISMO-URUBÚ E A DOENÇA DE LULA


Guia de boas maneiras na política. E no jornalismo

Maria Inês Nassif

A cultura de tentar ganhar no grito tem prevalecido sobre a boa educação e o senso de humanidade na política brasileira. E o alvo preferencial do “vale-tudo” é, em disparada, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por algo mais do que uma mera coincidência, nunca antes na história desse país um senador havia ameaçado bater no presidente da República, na tribuna do Legislativo. Nunca se tratou tão desrespeitosamente um chefe de governo. Nunca questionou-se tanto o merecimento de um presidente – e Lula, além de eleito duas vezes pelo voto direto e secreto, foi o único a terminar o mandato com popularidade maior do que quando o iniciou.


A obsessão da elite brasileira em tentar desqualificar Lula é quase patológica. E a compulsão por tentar aproveitar todos os momentos, inclusive dos mais dramáticos do ponto de vista pessoal, para fragilizá-lo, constrange quem tem um mínimo de bom senso. A campanha que se espalhou nas redes sociais pelos adversários políticos de Lula, para que ele se trate no Sistema Único de Saúde (SUS), é de um mau gosto atroz. A jornalista que o culpou, no ar, pelo câncer que o vitimou, atribuindo a doença a uma “vida desregrada”, perdeu uma grande chance de ficar calada.


Até na política as regras de boas maneiras devem prevalecer. Numa democracia, o opositor é chamado de adversário, não de inimigo (para quem não tem idade para se lembrar, na nossa ditadura militar os opositores eram “inimigos da pátria”). Essa forma de qualificar quem não pensa como você traz, implicitamente, a ideia de que a divergência e o embate político devem se limitar ao campo das ideias. Esta é a regra número um de etiqueta na política.


A segunda regra é o respeito. Uma autoridade, principalmente se se tornou autoridade pelo voto, não é simplesmente uma pessoa física. Ela é representante da maioria dos eleitores de um país, e se deve respeito à maioria. Simples assim. Lula, mesmo sem mandato, também o merece. Desrespeitar um líder tão popular é zombar do discernimento dos cidadãos que o apoiam e o seguem. Discordar pode, sempre.


A terceira regra de boas maneiras é tratar um homem público como homem público. Ele não é seu amigo nem o cara com quem se bate boca na mesa de um bar. Essa regra vale em dobro para os jornalistas: as fontes não são amigas, nem inimigas. São pessoas que estão cumprindo a sua parte num processo histórico e devem ser julgadas como tal. Não se pode fazer a cobertura política, ou uma análise política, como se fosse por uma questão pessoal. Jornalismo não deve ser uma questão pessoal. Jornalistas têm inclusive o compromisso com o relato da história para as gerações futuras. Quando se faz jornalismo com o fígado, o relato da história fica prejudicado.


A quarta regra é a civilidade. As pessoas educadas não costumam atacar sequer um inimigo numa situação tão delicada de saúde. Isso depõe contra quem ataca. E é uma péssima lição para a sociedade. Sentimentos de humanidade e solidariedade devem ser a argamassa da construção de uma sólida democracia. Os formadores de opinião tem a obrigação de disseminar esses valores.


A quinta regra é não se deixar contaminar por sentimentos menores que estão entranhados na sociedade, como o preconceito. O julgamento sobre Lula, tanto de seus opositores políticos como da imprensa tradicional, sempre foi eivado de preconceito. É inconcebível para esses setores que um operário, sem curso universitário e criado na miséria, tenha ascendido a uma posição até então apenas ocupada pelas elites. A reação de alguns jornalistas brasileiros que cobriram, no dia 27 de setembro, a solenidade em que Lula recebeu o título “honoris causa” pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris, é uma prova tão evidente disso que se torna desnecessário outro exemplo.


No caso do jornalismo, existe uma sexta regra, que é a elegância. Faltou elegância para alguns dos meus colegas.


(*) Colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo


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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/11/01/cancer-do-lula-o-brasil-que-odeia/

Encontro de Foz cria rede mundial de blogueiros

01.11.2011
Do site da Revista Fórum
Por Adriana Delorenzo


Movimento que teve início em agosto de 2010, reúne participantes de 23 países em Encontro Mundial, e já deixa agendado o próximo para novembro de 2012
Blogueiros, “twiteiros”, “facebookeiros”, ativistas, militantes, jornalistas, estudantes e professores de comunicação estiveram presentes para debater as novas mídias em Foz de Iguaçu (PR).  A cidade, que faz fronteira com Paraguai e Argentina, foi a sede do 1º Encontro Mundial de Blogueiros, que reuniu 468 participantes de 23 países e 17 estados brasileiros.

A diversidade foi a marca do encontro, que abordou o papel da internet e as novas mobilizações articuladas pela rede, como o “Ocuppy Wall Street” e a Primavera Árabe. A troca de experiências tão diferentes foi um dos principais pontos positivos do evento, na opinião de Ignácio Ramonet, criador do Le Monde Diplomatique e autor de vários livros sobre comunicação.

Com um balanço positivo do encontro, Ramonet destacou ainda a importância da aprovação da carta final e da continuidade do movimento. “A carta dá um sentido ao encontro, que tem um propósito de política comunicacional, como uma dimensão fundamental para uma sociedade mais progressista e mais avançada”, disse.

O documento aprovado no último dia, no auditório da Itaipu, traz em seu texto a luta pela liberdade de expressão e pela pluralidade informativa e contra qualquer tipo de censura e perseguição política, a defesa do acesso à banda larga universal e a neutralidade na rede e de marcos regulatórios que garantam uma comunicação democrática e plural, entre outros pontos, que fizeram parte dos debates.

Em relação ao marco regulatório de comunicação, foi sentida a ausência do ministro Paulo Bernardo, que não enviou representante. A última mesa do encontro reuniu a ministra da área do Peru, Blanca Josales, o ex-ministro da Venezuela, Jesse Chacón, e o integrante que elaborou a “Ley de Medios” na Argentina, Damian Loreti.

Chácon ressaltou que a comunicação deve ser vista como um direito humano e questionou quem controla as tecnologias de informação hoje. “Revolução tecnológica e informacional não é sinônimo de revolução social”, afirmou. Já o argentino relatou como se deu o processo de regulamentação em seu país, com ampla participação da sociedade civil, que debate em audiência pública as concessões de rádio e TV.

Blanca anunciou que, em junho de 2012, o Peru irá promover o Encontro de Blogueiros da América Latina. Antes disso, em maio, haverá o 3º Encontro Nacional em Salvador (BA). E, ainda, serão realizados diversos encontros estaduais. As etapas nos estados reuniram cerca de três mil pessoas em 18 blogprog, como ficou conhecido. O Nacional foi realizado em Brasília, em junho, reunindo aproximadamente 500 pessoas presencialmente e 37 mil assistindo pela internet.

Romper o silêncio
Um dos debates presentes nos encontros é o papel da internet para as transformações sociais. Para Andrés Thomas Conteris, do Democracy Now, em espanhol, atualmente há um novo tipo de jornalismo, que vai onde está o silêncio. “Somos parte de uma comunidade mundial que se compromete em informar de outra maneira que não as das rádios e veículos dominantes”, disse.

Somente com as novas tecnologias, foi possível que o argentino Martin Granovsky, do jornal Página 12, contasse como os jornalistas dos veículos tradicionais brasileiros fizeram a cobertura da entrega do título de doutor honoris causa ao ex-presidente Lula. Segundo ele, ficou claro o preconceito da mídia brasileira, que “não aceita a Senzala ter chegado à Casa Grande”, em referência ao livro de Sérgio Buarque de Holanda. Granovsky divulgou na internet a pergunta da jornalista do jornal O Globo que questionou por que não conceder o título ao ex-presidente FHC, mas a Lula, que sequer curso superior possui. No dia, a hashtag #porquenaofhc ficou entre os principais assuntos do Twitter.

Fatos como esse mostram o poder da internet para compartilhar informações. “Se houvesse blogosfera em 2009 talvez tivéssemos conseguido barrar a eleição de Collor em 1989”, afirmou Leandro Fortes, jornalista da revista Carta Capital e editor do blog Brasília eu vi. Ele destacou casos recentes desmascarados pela internet, como o caso da bolinha de papel que atingiu o candidato à presidência José Serra no ano passado. Fortes ainda ressaltou como as redes sociais alteraram a relação do leitor com o jornalista, o que, para ele, pode ser positivo, mas a “velha mídia” está se afastando disso.

Na opinião de Altamiro Borges, presidente do Centro de Estudos Barão de Itararé, a “comunicação só vai avançar se o movimento social se apropriar dessa causa”. Joaquim Palhares, da Altercom, que junto com o Barão realizou o encontro, afirmou que os veículos dominantes têm muitos espaços na sociedade para defender seus interesses. Mas o 1º Encontro Mundial de Blogueiros mostrou que o movimento social pela democratização da comunicação está crescendo.
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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/conteudo/detalhe_noticia.php?codNoticia=9562/encontro-de-foz-cria-rede-mundial-de-blogueiros

MANIPULAÇÃO DA MÍDIA: Vem mais por aí…

01.11.2011
Do blog TIJOLAÇO, 29.10.11
Por Brizola Neto

Lá no Rio Grande do Sul, há um ditado no interior que diz que “cachorro que comeu ovelha, não tem jeito”.
Sem querer comparar ninguém a cachorros e nem ovelhas, acho que a sabedoria da gente simples dos pampas nos ajuda a ficarmos prevenidos sobre o que ainda vem por aí, em matéria de denúncias contra integrantes do governo Dilma.
Depois de terem derrubado tantos ministros – em casos em que, algumas vezes, já nem mesmo a opinião publica se recorda do que foi dito – ninguém tenha  ilusões de que a mídia vá parar por aí.
Não, não vai parar.
Isso não acontecerá enquanto não se tiver em mente aquilo que a própria presidente da Associação Nacional de Jornais disse, no ano passado, e que continua valendo: no Brasil, a mídia é a oposição.
Não quer dizer que nem uma e nem outra, mídia ou oposição,  devam ser perseguidas e que não tenham o direito de dizer o que quiserem: isso é parte da democracia.
Mas também é parte da democracia assumir, claramente, o que se é e o que se quer. Essa é uma regra que vale para os dois lados.

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Fonte:http://www.tijolaco.com/vem-mais-por-ai/

Não é lixo, não, é ouro humano

01.11.2011
Do blog TIJOLAÇO, 30.10.11
Por Brizola Neto

Hoje, um ex-catador de lixo, Solonei Rocha da Silva, ganhou a última das 48 medalhas de ouro no Pan de Guadalajara. Humildemente, disse que a vitória era de todos os catadores, trabalho que ele tinha orgulho de ter tido e do qual jamais se esqueceria.
Também hoje, no Zero Hora – infelizmente não achei o texto na internet – o jornalista Moisés Mendes compara, num artigo em Zero Hora, a atitude de um grupo de garis, ao verem três colegas serem atropelados (dois deles morreram) por uma pick-up Hilux, dirigida por um gerente de banco que voltava de uma “balada”, enquanto capinavam um canteiro da Marginal Pinheiros, em São Paulo, com a atitude do grupo que capturou, espancou e executou Muammar Khadaffi.
Os garis de São Paulo, não lincharam em espancaram o homem que acabara de matar seus colegas. É verdade que houve chutes na porta do carro- ele tinha tentado fugir – e uns safanões, prontamente reprimido por um dos próprios garis, que afastou os colegas mais  exaltados.
Os  episódios me fizeram lembrar das ofensas – certo que seguidas de um formal e rápido pedido de desculpas – dirigidas por Boris Casoy a dois garis que “do alto de suas vassouras”, como disse ele, se atreviam a desejar feliz ano novo aos telespectadores.
Como é bom ver que, apesar do bombardeio de violência e da deseducação que nossa elite brutaliza o nosso povo, sobrevivem nele valores humanos mais civilizados do que em muitos daqueles que se proclamam “modernos” e “civilizados”.
Mas esse sentimento resiste tanto, com tal força, que aqueles dois humildes garis, “do alto de suas vassouras”, Solonei  Silva,  do alto do pódio, e aqueles outros da Marginal Tietê, dão lições a muita gente. Ou deviam dar.

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Fonte:http://www.tijolaco.com/nao-e-lixo-nao-e-ouro-humano/