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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Cristina dá show, consolida a centro-esquerda sul-americana e deixa a Globo furiosa

26.10.2011
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 24.10.11


A oposição feroz dos conglomerados dos meios de comunicação, a resistência desrespeitosa dos magnatas do campo, as chantagens dos barões da indústria, a má vontade das classes mais favorecidas, tudo isso somado não foi capaz de abalar o prestígio de Cristina

Nem mesmo os mais desatentos compreendem qual é a vantagem de contestar uma realidade óbvia. Enquanto Cristina  fazia história, vencia todos os seus adversários de forma arrebatadora, consolidando a centro-esquerda na América do Sul e com intenso apoio popular, a Rede Globo destacava em reportagens e nos comentários dos seus analistas políticos que o governo de Kirchner era anti-democrático, em mais uma clara demonstração de desprezo à liberdade de escolha de um povo; de cidadãos livres e pensantes. Abaixo, Eric Nepomuceno traz um balanço significativo do que representa a reeleição de Cristina para o povo argentino, para o Brasil e para o fortalecimento de um modelo político progressista na América Latina. (comentário do Blog)
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Uma Argentina sem surpresas - e sem oposição
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Não houve nenhuma surpresa, e a grande curiosidade, até tarde da noite do domingo, 23 de outubro, era saber qual a porcentagem de votos que daria a Cristina Fernández de Kirchner uma das mais estrondosas vitórias da história da Argentina. Havia, é verdade, outra curiosidade: quanto por cento do eleitorado faria a glória do médico Hermes Binner, que até maio ou junho mal roçava a casa dos 3% nas pesquisas e se consolidou como segundo mais votado, deixando para trás, desnorteadas, as figuras um tanto anêmicas de Ricardo Alfonsín, da União Cívica Radical, e Eduardo Duhalde, da dissidência direitista do peronismo?
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As primeiras projeções davam a ela 53% dos votos. É mais do que o falecido presidente Raúl Alfonsín teve em 1983, nas primeiras eleições da Argentina depois de sete anos da mais bárbara de suas muitas ditaduras militares (51,7%). Mais do que o dentista Hector Cámpora, designado por Perón, teve em março de 1973, pondo fim a outra ditadura militar (49,53%). É quase a mesma coisa que Juan Domingo Perón teve em 1946 (56%), dando início a uma mudança radical na Argentina e criando um movimento político que esteve presente, de uma forma ou de outra, em tudo que aconteceu no país até hoje. Perde longe, é verdade, para a vitória do mesmo Perón em setembro de 1973, quando levou 60% dos votos e massacrou o líder da União Cívica Radical, Ricardo Balbín, que mal e mal chegou a 24%. Conseguiu, porém, a mesma e impactante diferença (36 pontos) sobre o segundo colocado.


Passado o vendaval, o que será da oposição tradicional, que, nocauteada pelas urnas, sai do embate completamente sem rumo?


Tanto Ricardo Alfonsín como os dissidentes da direita peronista, o ex-presidente Eduardo Duhalde e Alberto Rodríguez Saá, enterraram definitivamente suas pálidas lideranças. Nenhum deles foi, em momento algum, alternativa viável à permanência de Cristina Kirchner na Casa Rosada. A grande figura da direita argentina, o atual intendente da cidade de Buenos Aires, Maurício Macri, preferiu não correr riscos. Ladino, não deu apoio ostensivo a nenhum dos candidatos da direita: deixou que naufragassem estrepitosamente na mais gelada solidão. Está de olho nas eleições presidenciais de 2015. Até lá, o kirchnerismo tratará de construir um novo herdeiro. Se mantiver o rumo trilhado até agora, não parece tão difícil assim.


O fato de Cristina Kirchner e Hermes Binner terem somado 70% dos votos argentinos é um sinal bastante claro da consolidação da centro-esquerda no cenário sul-americano. Uma espécie de rotunda e rigorosa pá de cal nos tempos do neoliberalismo desenfreado que levou a Argentina ao precipício e quase afundou de vez outros países do continente. A coincidência de governos de esquerda e centro-esquerda no Uruguai, no Peru, na Argentina, no Paraguai e no Brasil, somada aos governos de uma esquerda mais dura no Equador, na Bolívia e na Venezuela, isola ainda mais os remanescentes da direita, encastelados na Colômbia e no Chile.
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Em tempos de feia crise global, não deixa de ser um alento saber que há uma vereda compartilhada por estas comarcas com tantos séculos de sacrifício nas costas. O avassalador triunfo de Cristina Kirchner reafirma essa tendência. Pela primeira vez em sabe-se lá quanto tempo, há uma nítida maioria da esquerda e da centro-esquerda governando os países sul-americanos.


Para quem, enfim, ainda se pergunta pelas razões da vitória de Cristina Kirchner, um pouco de números talvez ajude a encontrar a resposta. Para começo de conversa, a economia cresce ao ritmo de mais de 6% ao ano. O desemprego é baixo, a maior parte dos trabalhadores chegou a acordos queasseguraram ganhos salariais reais, os programas sociais do governo atendem a milhares de famílias. Um dos muitos subsídios atende a três milhões e meio de menores de 18 anos de idade, com a única condição de que freqüentem a escola e façam as vacinações obrigatórias. Em quatro anos – entre 2007 e 2010 – a pobreza baixou de 26% a 21,5% da população.


A oposição feroz dos grandes conglomerados dos meios de comunicação, a resistência desrespeitosa dos grandes magnatas do campo, as chantagens dos grandes barões da indústria, a virulenta má vontade das classes mais favorecidas, tudo isso somado não foi capaz de abalar o prestígio da presidente. Ela conquistou apoio de amplas faixas do eleitorado mais jovem, abriu espaço junto aos profissionais liberais, recebeu o voto massivo dos pobres.


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É com essa força que agora se lança a um segundo mandato que certamente enfrentará mais dificuldades que o primeiro. A crise global não cede terreno, as economias periféricas correm risco de contaminação, ajustes duros terão de ser feito na política econômica do país. O amparo para esses novos tempos é uma formidável avalanche de votos. Essa a força que a moverá.
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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/10/cristina-da-show-consolida-centro.html

BLOG MOBILIDADE URBANA: Uso da cadeirinha diminui o risco de vítimas de trânsito, por Tânia Passos

27.10.2011
Do blog MOBILIDADE URBNA, 26.10.11
Por Tânia Passos


O trânsito ainda é uma das principais causas de acidentes envolvendo crianças. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2009, 792 crianças de até 9 anos de idade foram atendidas pelos serviços de emergências vítimas de acidentes de trânsito no Brasil. Em 2008, foram registradas 1.006 mortes na mesma faixa etária. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso de cadeirinhas diminui em até 70% o número de vítimas em acidentes de trânsito. No último dia 1° de setembro, a obrigatoriedade da cadeirinha para o transporte de crianças de até sete anos e meio completou um ano.
De acordo com a Resolução 277 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), os recém-nascidos de até um ano de idade devem ser transportados no bebê-conforto, de um a quatro anos, em cadeirinhas, de quatro a sete anos e meio, em assentos de elevação (booster). O uso somente do cinto de segurança (sem outros equipamentos) está liberado a partir dos 7 anos e meio. A criança deve ter, no mínimo, 1,45 m de altura. Até os 10 anos, as crianças devem ir sempre no banco de trás.


Para a coordenadora nacional da Ong Criança Segura, Alessandra Françóia, é necessária uma mudança de comportamento. “Deve existir interesse público e político para esta redução de mortes. Todos sabem que é obrigatório, mas ainda há uma resistência.”


A multa por descumprimento é R$ 191,54, e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). As vans e peruas escolares estão dispensadas da lei. “Essa é a única forma segura de transportar a criança dentro do veículo. Em qualquer situação, a criança deve utilizar a cadeirinha de segurança adequada para o seu tamanho, seja no transporte escolar ou táxi”, completa Françóia.


Por Talita Inalba


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Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/mobilidadeurbana/index.php/2011/10/uso-da-cadeirinha-diminui-o-risco-de-vitimas-de-transito/

Rede acusada de extorquir haitianos na República Dominicana é denunciada

28.10.2011
Do portal OPERA MUNDI, 27.10.11
Por Thassio Borges

Redação
 
Entre os acusados, há membros do Departamento de Imigração e do Exército



Uma rede acusada de extorquir imigrantes haitianos na República Dominicana foi denunciada à justiça do país. O grupo teria exigido dinheiro de dezenas de haitianos que desembarcavam ilegalmente e eram liberados após o pagamento.



Entre os acusados, estão 11 inspetores do Departamento de Imigração, um capitão e dois sargentos do Exército Nacional. Segundo a ação movida pela Promotoria do Distrito Nacional, os inspetores pressionavam os haitianos durante as buscas por imigrantes ilegais. Depois de detidos, eles tinham de pagar uma quantia não revelada para serem liberados.


O promotor do caso, Alejandro Moscoso, afirmou que irá pedir a prisão preventiva dos acusados e as autoridades do país indicaram que irão punir os servidores considerados culpados com extremo rigor.


Principal destino


A Republicana Dominicana é um destino comum entre os haitianos que deixam o país em busca de trabalho. Muitos acabam usando Santo Domingo como ponte para chegar ao Panamá, seguir para o Peru e, posteriormente, entrar no Brasil pelos Estados do Amazonas e Acre.

Segundo dados divulgados neste ano pela Pastoral do Migrante, no Amazonas, a viagem custa cerca de 4,5 mil dólares por pessoa. Apesar do alto custo, os haitianos preferem deixar a nação de origem para buscar trabalho em outros países e enviar remessas de dinheiro para os familiares que ficaram para trás.


No Brasil, até o início do mês de outubro, o Conselho Nacional de Imigração havia autorizado a residência permanente por razões humanitárias de 632 haitianos. Os dados foram divulgados pelo Instituto Migrações e Direitos Humanos, organização que presta suporte aos imigrantes ilegais provenientes do país, devastado em 2010 por um forte terremoto e, posteriormente, por uma epidemia de cólera.


No início deste ano, a AI (Anistia Internacional) pediu que a República Dominicana pare de realizar deportações “em massa” de imigrantes do Haiti. A entidade indicou ainda que os haitianos diagnosticados com cólera precisam ser tratados antes de retornarem ao seu país.
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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/17419/rede+acusada+de+extorquir+haitianos+na+republica+dominicana+e+denunciada.shtml

ESPIÃO DOS EUA? Wikileaks aponta Wiliam Waack como inflitrado na TV pelo governo dos EUA

27.10.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA
Por  Portal R7:



O repórter William Waack(foto acima), da Rede Globo de Televisão, foi apontado como um infiltrado na TV para defender os interesses do departamento de estado do governo estadunidense, segundo post do blog Brasil que Vai - citando documentos sigilosos trazidos a público pelo site Wikileaks há pouco menos de dois meses.



De acordo com o texto, Waack foi indicado por membros do governo dos EUA para “sustentar posições na mídia brasileira afinadas com as grandes linhas da política externa estadunidense”.


- Por essa razão é que se sentiu à vontade de protagonizar insólitos episódios na programação que conduz, nos quais não faltaram sequer palavrões dirigidos a autoridades do governo brasileiro.


O post informa que a política externa brasileira tem “novas orientações” que “não mais se coadunam nem com os interesses estadunidense, que se preocupam com o cosmopolitismo nacional, nem com os do Estado de Israel, influente no ‘stablishment’ norte- americano”. Por isso, o Departamento de Estado dos EUA “buscou fincar estacas nos meios de comunicação especializados em política internacional do Brasil” - no que seria um caso de “infiltração da CIA [a agência estadunidense de inteligência] nas instituições do país”.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/10/wikileaks-aponta-wiliam-waack-como.html

A falha da Folha, 13 anos depois. E sub vara

27.10.2011
Do blog TIJOLAÇO, 26.10.11
Por Brizola Neto

Vejo no Rodrigo Vianna , o Escrevinhador, a reprodução do texto de Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa sobre o “direito” de resposta oferecido a um cidadão caluniado pelo jornal no dia 19 de março de… 1998!


Lembrei-me de duas coisas e, por isso, faço questão de reproduzir a imagem do “direito” (mofado) de resposta concedido 13 anos depois.


A primeira lembrança foi de que o famoso direito de resposta de Brizola contra a Rede Globo, sendo ele um Governador de Estado e podendo contar com os melhores advogados, levou três anos para ser veiculado...

A segunda, semana passada, quando o jornal recusou-se a debater na Câmara dos Deputados, a censura judicial obtida contra o ex-blog “Falha de S.Paulo”, sob a alegação de que a sátira criava prejuízos para o jornal.

Estranho critério este. E os prejuízos do Sr. Luís, por 13 anos de sofrimento?


Leia o texto de Luciano Martins Costa:


“O cidadão chamado Nelson Luiz Conegundes de Souza, professor de Educação Física com especialidade em Fisiologia do Treinamento Esportivo, era professor do Colégio Equipe e técnico de basquetebol da AABB – Associação Atlética Banco do Brasil – em São Paulo, no ano de 1998, quando foi entrevistado pela Folha de S.Paulo.


O repórter do jornal paulista queria detalhes do projeto de criação da Liga Paulistana de Basquetebol, da qual ele era um dos coordenadores.


No dia seguinte, 19 de março de 1998, ao abrir o jornal, Nelson foi informado de que estava sendo acusado pela Folha de ser o principal mentor de uma liga “pirata” que tinha como objetivo “fisgar clubes”, supondo-se que um dos propósitos era levar alguma vantagem financeira.
Nos dias subsequentes, Nelson foi demitido da AABB e estigmatizado no seu meio profissional, tendo seu nome associado àquilo que os brasileiros conhecem como “picaretagem”.


Passou a ser vítima de chacotas de colegas, evitado pelos amigos e teve sua entrada proibida na sede do clube ao qual havia prestado serviços durante os 13 anos anteriores.


Ele entrou na Justiça com uma ação por reparação de danos, exigindo antes de mais nada a publicação do direito de resposta, no mesmo espaço e com o mesmo destaque dado à reportagem que o havia prejudicado.






Pois bem: nesta quinta-feira, dia 20 de outubro de 2011, treze anos após produzido o dano, a ação judicial que tramitava na 29ª Vara Cível do Fórum João Mendes foi finalmente julgada e executada.


A Folha de S.Paulo foi condenada a ceder a ele o espaço para que se defendesse da acusação.


Nem precisava, porque nesse período a tal liga que a Folha considerou “pirata” não apenas se consolidou como uma entidade representativa do esporte em São Paulo como se tornou atuante na capital paulista e região metropolitana, no Vale do Paraiba, Baixada Santista e algumas cidades do interior do estado.


Como sua área de atuação foi ampliada, acabou mudando o nome, de Liga Paulistana para Liga Paulista de Basquetebol, e está filiada à Federação Paulista de Basquetebol.


De tudo isso os leitores da Folha puderam tomar conhecimento apenas porque a decisão judicial mandou que o jornal publicasse a defesa de Nelson Luiz Conegundes de Souza.


Em todo esse tempo, a Folha nunca se preocupou em corrigir o erro por sua própria iniciativa, ou sequer verificar se o teor daquela reportagem de março de 1998 estava correta.
Para obter o direito de ver sua versão publicada, o cidadão teve que levar seus recursos à última instância da Justiça, o Supremo Tribunal Federal.”


Continue lendo no Escrevinhador.
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Fonte:http://www.tijolaco.com/a-falha-da-folha-13-anos-depois-e-sub-vara/

O único país governado pela mídia

27.10.2011
Do BLOG DA CIDADANIA, 26.10.11
Por Eduardo Guimarães
Em agosto de 2007, pouco após o Supremo Tribunal Federal ter aceitado abrir o inquérito do “mensalão”, o ministro Ricardo Lewandowsky foi alvo de monitoramento pelo jornal Folha de São Paulo enquanto almoçava em um restaurante de Brasília. Ele conversava ao celular e, a poucos metros de si, uma repórter ouvia e anotava a conversa sem que o espionado percebesse.

Antes de prosseguir, há que ler, abaixo, a matéria publicada por esse jornal no penúltimo dia de agosto de 2007.

FOLHA DE SÃO PAULO

30 de agosto de 2007

Lewandowski afirma que “imprensa acuou o Supremo” no julgamento do mensalão

“Todo mundo votou com a faca no pescoço”, declara o autor do único voto contra a imputação do crime de quadrilha ao petista
VERA MAGALHÃES
DO PAINEL, EM BRASÍLIA

Em conversa telefônica na noite de anteontem, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), reclamou de suposta interferência da imprensa no resultado do julgamento que decidiu pela abertura de ação penal contra os 40 acusados de envolvimento no mensalão. “A imprensa acuou o Supremo”, avaliou Lewandowski para um interlocutor de nome “Marcelo”. “Todo mundo votou com a faca no pescoço.” Ainda segundo ele, “a tendência era amaciar para o Dirceu”.

Lewandowski foi o único a divergir do relator, Joaquim Barbosa, quanto à imputação do crime de formação de quadrilha para o ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu, descrito na denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, como o “chefe da organização criminosa” de 40 pessoas envolvidas de alguma forma no escândalo.

O telefonema de cerca de dez minutos, inteiramente testemunhado pela Folha, ocorreu por volta das 21h35. Lewandowski jantava, acompanhado, no recém-inaugurado Expand Wine Store by Piantella, na Asa Sul, em Brasília.

Apesar de ocupar uma mesa na parte interna do restaurante, o ministro preferiu falar ao celular caminhando pelo jardim externo, que fica na parte de trás do estabelecimento, onde existem algumas mesas -entre elas a ocupada pela repórter da Folha, a menos de cinco metros de Lewandowski.

A menção à imprensa se deve à divulgação na semana passada, pelo jornal “O Globo”, do conteúdo de trocas de mensagens instantâneas pelo computador entre ministros do STF, sobretudo de uma conversa entre o próprio Lewandowski e a colega Cármen Lúcia.

Nos diálogos, os dois partilhavam dúvidas e opiniões a respeito do julgamento, especulavam sobre o voto de colegas e aludiam a um suposto acordo envolvendo a aposentadoria do ex-ministro Sepúlveda Pertence e a nomeação -que veio a se confirmar- de Carlos Alberto Direito para seu lugar. Lewandowski chegou a relacionar o suposto acordo ao resultado do julgamento.

Ontem, na conversa de cerca de dez minutos com Marcelo, opinou que a decisão da Corte poderia ter sido diferente, não fosse a exposição dos diálogos. “Você não tenha dúvida”, repetiu em seguidas ocasiões ao longo da conversa.

O fato de os 40 denunciados pelo procurador-geral terem virado réus da ação penal e o dilatado placar a favor do recebimento da denúncia em casos como o de Dirceu e de integrantes da cúpula do PT surpreenderam advogados de defesa e o governo. Na véspera do início dos trabalhos, os ministros tinham feito uma reunião para “trocar impressões” sobre o julgamento, inédito pelo número de denunciados e pela importância política do caso.

Em seu voto divergente no caso de Dirceu, Lewandowski disse que “não ficou suficientemente comprovada” a formação de quadrilha no que diz respeito ao ex-ministro. “Está se potencializando o cargo ocupado [por Dirceu] exatamente para se imputar a ele a formação de quadrilha”, afirmou.

Enrique Ricardo Lewandowski, 58, foi o quinto ministro do STF nomeado por Lula, em fevereiro do ano passado, para o lugar de Carlos Velloso. Antes, era desembargador do Tribunal de Justiça de SP.

No geral, o ministro foi o que mais divergiu do voto de Barbosa: 12 ocasiões. Além de não acolher a denúncia contra Dirceu por formação de quadrilha, também se opôs ao enquadramento do deputado José Genoino nesse crime, no que foi acompanhado por Eros Grau.

No telefonema com Marcelo, ele deu a entender que poderia ter contrariado o relator em mais questões, não fosse a suposta pressão da mídia. Ao analisar o efeito da divulgação das conversas sobre o tribunal, disse que, para ele, não haveria maiores conseqüências: “Para mim não ficou tão mal, todo mundo sabe que eu sou independente”. Ainda assim, logo em seguida deu a entender que, não fosse a divulgação dos diálogos, poderia ter divergido do relator em outros pontos: “Não tenha dúvida. Eu estava tinindo nos cascos”.

Lewandowski fez ainda referência à nomeação de Carlos Alberto Direito, oficializada naquela manhã pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Negou ao interlocutor que fizesse parte de um grupo do STF contrário à escolha do ministro do Superior Tribunal de Justiça para a vaga de Pertence, como se depreende da conversa eletrônica entre ele e Cármen Lúcia. “Sou amigo do Direito. Todo mundo sabia que ele era o próximo. Tinha uma campanha aberta para ele.”

Ainda em tom queixoso, gesticulando muito e passando várias vezes a mão livre pela vasta cabeleira branca enquanto falava ao celular, Lewandowski disse que a prática de trocar mensagens pelos computadores é corriqueira entre os ministros durante as sessões. “Todo mundo faz isso. Todo mundo brinca.”

Já prestes a encerrar a conversa, o ministro, que ainda trajava o terno azul acinzentado e a gravata amarela usados horas antes, no último dia de sessão do mensalão, procurou resignar-se com a exposição inesperada e com o resultado do julgamento. “Paciência”, disse, várias vezes. E ainda filosofou: “Acidentes acontecem. Eu poderia estar naquele avião da TAM”.

Além dos trechos claramente identificados pela reportagem, a conversa teve outras considerações sobre o julgamento, cuja íntegra não pôde ser depreendida, uma vez que Lewandowski caminhou para um lado e para outro durante o telefonema.

Logo após desligar, ao voltar para o salão principal do restaurante, Lewandowski se deteve para cumprimentar um dos proprietários, o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, figura muito conhecida em Brasília e amigo de vários advogados e políticos -entre eles o próprio Dirceu, citado na conversa.

Lewandowski ficou pouco mais de uma hora no restaurante. A Expand Wine Store by Piantella é um misto de loja de vinhos, restaurante e bar localizada na quadra 403 Sul, no Plano Piloto.

Pertence ao mesmo grupo de proprietários do Piantella, o mais tradicional restaurante da capital federal, ponto de encontro de políticos.

Só depois da conversa com Marcelo é que Lewandowski sentou-se e fez os pedidos: uma garrafa de vinho argentino Santa Júlia, R$ 49 segundo o cardápio, uma porção mista de queijos e outra de presunto, cada uma ao preço de R$ 35. No telão localizado às costas do ministro, eram exibidos DVDs musicais -um show do grupo Simply Red e uma apresentação da cantora Ana Carolina.
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Como se vê, não é de hoje que se enxerga o poder único no mundo que tem a mídia brasileira. Um poder que não existe igual em nenhum outro país que se consiga lembrar e que mantenha sob seu tacão o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. Claro que a mídia é poderosa em toda parte, mas, no Brasil, ninguém ousa desafiá-la de frente.

Ontem, por exemplo, o portal do jornal O Estado de São Paulo publicou matéria em que relata que “O governo ficou surpreso com a rapidez com a qual o STF abriu inquérito para investigar denúncias de envolvimento do ministro [do Esporte, Orlando Silva] em esquemas de corrupção no Esporte”, apesar de que quem instou o procurador-geral da República a provocar o Supremo foi o próprio ministro, de quem a mídia anunciou a demissão ao fim da manhã desta quarta-feira.

Faca e pescoço voltam a se encontrar.

Olhemos ao redor de nós, aqui nas Américas. Em que país a mídia demite ministros por capricho ou “hierarquiza” o debate público, por exemplo, sem qualquer oposição? Há tantas agendas que é impossível inserir no debate público por a mídia não querer que sejam discutidas que mal dá para contar. A mais cara aos leitores desta página, aliás, é a do marco regulatório das comunicações, que jamais foi discutido com seriedade e profundidade.

O procurador-geral da República e o Supremo Tribunal Federal trataram de investir contra o ministro Orlando Silva com uma rapidez incompatível com os indícios contra si. Mesmo que seja absolvido, materializou-se uma situação de absoluta inviabilidade para qualquer ministro deste governo exercer o cargo, pois qualquer irregularidade em sua pasta provocará o processo a que, como em 2007, o país está assistindo outra vez.

Claro que dirão que o ministro só caiu porque há fortes suspeitas de irregularidades em sua pasta, mas o que não será dito é que nenhuma administração pública, no Brasil, pode dizer que não tem contra si ao menos denúncias e indícios iguais e, no entanto, só o que vem à baila com intensidade são denúncias e escândalos contra governos do PT. Apesar disso, ainda há vida no lado “errado”.

Na próxima quinta-feira, por exemplo, em um esforço desesperado de setores da sociedade para evitar que o país sucumba de vez diante da censura e da ditadura midiáticas haverá um ato público diante da Assembléia Legislativa de São Paulo para exigir que aquela Casa instaure Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar denúncia de venda de emendas que afeta diretamente o governo Geraldo Alckmin e o PSDB.

Abaixo, o anúncio de manifestação à qual este blogueiro comparecerá.


Apesar de a esquerda mostrar que parte dela não se rende à seletividade ética da mídia, que passou a minimizar ou a esconder como pode escândalos envolvendo seus aliados enquanto carnavaliza as acusações destes em relação aos seus adversários, o horizonte parece sombrio. Dilma não conseguirá governar, assim. País nenhum funciona com ministros caindo a cada dois meses, se tanto. É administrativamente inviável.

A situação sociopolítica do Brasil é inédita. Não se conhece experiência igual em qualquer outra parte. Não há um só país de relevo nas três Américas em que a mídia faça e desfaça como aqui. E não é porque não tem obtido vitórias eleitorais que isso significa que ela não governa. O voto popular já foi massacrado bem mais de uma vez, neste país. O momento, pois, é de profunda reflexão. Jogar a toalha, porém, não resolverá nada
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/10/o-unico-pais-governado-pela-midia/

Álvaro Dias pode sair do PSDB?

27.10.2011
Do blog de Altamiro Borges, 25.10.11
Por Altamiro Borges




O blogueiro Esmael Morais, sempre antenado e bem articulado, acaba de dar uma notícia curiosa. O senador Álvaro Dias, um dos mais raivosos da direita nativa, ameaça sair do PSDB. Se concretizar a ameaça, o abandono do ninho à deriva representará mais um duro golpe na oposição demotucana.

Para lembrar uma frase recente do ex-senador Arthur Virgílio, outro direitista convicto e bravateiro, a saída confirmaria que “a casa [da direita, e não do governo Dilma] está caindo”.



Segundo informa Esmael Morais, que conversou com o senador descontente na segunda-feira (24), ele afirma que não tem mais espaço no PSDB do Paraná. O motivo da desavença seria local – o que significa que manteria sua linha de oposição hidrófoba ao governo Dilma. Mas sua alternativa partidária seria o PV, que mantém uma relação pragmática com o Palácio do Planalto. O mundo dá muitas voltas!


Punhalada nas costas


O relato de Esmael indica que a briga é feia no ninho tucano. “Adversário político do governador Beto Richa, presidente estadual do PSDB, Álvaro se vê sem espaço na legenda do Paraná. Hoje, por exemplo, o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Valdir Rossoni, que é o vice do partido, afirmou em entrevista na rádio BandNews que está a disposição dos tucanos para disputar o Senado”.


Esta “disposição” do fiel aliado do governador é uma punhalada nas costas do atual senador, que afirma que sofre “censura” do grupo de Beto Richa. “Há cinco eu não sou convidado para participar nos programas de TV do PSDB”. Diante dos riscos para sua sobrevivência política, Álvaro Dias sinaliza que deixará o partido de Richa, FHC, Serra e Aécio Neves.

As ameaças do “censurado”


“Perguntado pelo blog se poderia trocar o PSDB pelo PV, como se cogita nos bastidores da política paranaense, Álvaro Dias afirmou que ‘mudar de partido é um transtorno, mas o PV é um partido que gosto porque é um partido limpo’”. Para irritar o atual governador, o senador ainda ameaçou: “Quem disse que disputarei o Senado? Pode ser o governo…”.

Conforme lembra Esmael, em 2010, Álvaro Dias perdeu para Richa a indicação no partido para concorrer ao governo do Paraná. Na época, ele liderava as pesquisas em todos os cenários possíveis. “O namoro de Álvaro com os verdes começou na troca de partido do ex-deputado federal Gustavo Fruet, que pulou fora do ninho tucano”.

Aparelhamento e nepotismo


As críticas de Álvaro Dias ao hegemonismo do governador têm base no real – o que revela que a falsidade dos ataques tucanos ao “aparelhamento petista”. No caso do Paraná, o tal “aparelhamento” se expressa, inclusive, num caso grave de nepotismo. Beto Richa já emplacou em postos chaves do governo estadual sua mulher, Fernanda, e seu irmão, José “Pepe” Richa.


Fernanda, filha de um dos fundadores do Bamerindus, banco que quebrou durante o Plano Real, é Secretária de Assistência Social e responsável pela gestão de programas federais no Paraná. O irmão Pepe responde pela secretaria de Infra-estrutura e Logística, que cuida de portos, estradas e aeroportos, administrando grandes obras e mantendo relação privilegiada com as empreiteiras.

Além da esposa e do irmão, o “clã Richa” também já abriu caminho seu filho primogênito Marcello, de 25 anos. Na prefeitura de Curitiba, ele ganhou a Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude. Marcelo também preside a juventude do PSDB. Há boatos de que o objetivo é cacifá-lo para disputar a prefeitura de Curitiba em 2016.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/10/alvaro-dias-pode-sair-do-psdb.html#more

Argentina condena membros do maior campo de concentração da ditadura

27.10.2011
Do site da Rede Brasil Atual,
Por  João Peres, Rede Brasil Atual

Internacional

Sentença sai oito anos após o país dar fim às leis de anistia. Ativista entende que julgamentos terão de dar lugar a outras lutas

Buenos AiresA Justiça da Argentina anunciou a condenação à prisão perpétua de 12 integrantes da Escola de Mecânica da Marinha (Esma, na sigla em castelhano), o maior e mais conhecido campo de concentração da última ditadura argentina (1976-83).


O caso, definido na quarta-feira (26) após mais de dois anos de debates, apresenta uma série de avanços na luta argentina pela chamada Justiça de Transição, entre os quais o de ser o primeiro relacionado à Esma, uma estrutura de terrorismo de Estado mantida na área norte da cidade de Buenos Aires, e hoje convertida em um memorial em homenagem às 30 mil vítimas do regime repressor.


Além disso, foram condenados os responsáveis pela morte do jornalista Rodolfo Walsh, assassinado após publicar uma carta no "aniversário" de um ano do governo autoritário na qual denunciava as atrocidades que vinham sendo cometidas. O juiz Daniel Obligado reconheceu ainda que o suicídio cometido pela militante Maria Cristina Lennie não se tratou de tal, mas de um homicídio. Lennie tomou pastilhas de cianureto no momento do sequestro, uma prática acordada entre os militantes para evitar que, sob tortura, fossem dadas informações relevantes que colocassem em risco grupos inteiros de resistência. Por fim, foram condenados os responsáveis pela morte de Azucena Villaflor, fundadora do grupo Mães da Praça de Maio.


Ainda sem contabilizar estas últimas condenações, 16 ao todo, a Argentina tem 210 repressores condenados. "Seguramente vão aparecer novos repressores porque do universo de pessoas imputadas não dá para acreditar que apenas estes comandavam os 350 centros clandestinos", lembrou Carolina Varsky, diretora da área de ações judiciais do Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS), uma das entidades que moveram a ação no caso Esma. A causa judicial teve ainda o peso de responsabilizar duas das figuras mais sinistras da repressão: Jorge "El Tigre" Acosta, chefe da Esma, e Alfredo Astiz, o anjo da morte, que se infiltrou nas organizações de direitos humanos para delatar as vítimas e é responsável pela morte de duas freiras francesas.


Em entrevista concedida à Rede Brasil Atual antes da divulgação da sentença, Carolina ponderou, no entanto, que a Justiça de Transição terá de ser encerrada em algum momento para dar início a novas lutas. "Chega um momento em que pelas vítimas, ou porque os acusados falecem, ou porque a agenda de trabalho precisa se concentrar em outros aspectos. Usar outros mecanismos que não sejam exatamente a justiça e o castigo."


A transição argentina teve início logo no primeiro governo da redemocratização, quando o presidente Raúl Alfonsín determinou a criação da Comissão Nacional de Desaparecidos Políticos (Conadep), que pode ser entendida como a comissão da verdade da nação vizinha. O informe conhecido como "Nunca Mais" vale-se do trabalho de várias entidades, entre elas organizações brasileiras de direitos humanos ancoradas na Arquidiocese de São Paulo, que haviam realizado o primeiro levantamento sistemático das listas de mortos pela ditadura argentina.


Logo em seguida, no entanto, esta luta sofre um refluxo com as leis Obediência Devida e Ponto Final, que restringem os casos em que pode haver julgamento e condenação dos culpados. Na década de 1990, as entidades de luta por reparação moral sofrem problemas com o governo conservador de Carlos Menem, e recorrem a organismos supranacionais. Em 2003, Néstor Kirchner decide colocar a política de direitos humanos no centro de seu mandato, e revoga os dispositivos que davam guarida a torturadores. Até hoje, 1.774 repressores foram processados. Além dos 210 condenados, há 273 denunciados, mais de 700 que estão em fase de processo, 17 que foram absolvidos, 39 foragidos e 278 falecidos.


A seguir, trechos da conversa com Carolina Varsky, do CELS, a respeito das ditaduras da Argentina e do Brasil.


Neste momento, que dificuldades opõem-se ao avanço das lutas para apurar os crimes da ditadura?
O processo de justiça em relação aos crimes do passado avançou muito na Argentina. Os debates em 2006 eram dois, e estamos com l9 no ano passado. Há questões que têm a ver com que a reabertura de um processo não teve um desenho de processamento penal. De 2003 em diante, não teve quem olhou o mapa das causas e montou uma estratégia – vamos investigar por centro clandestino, por regimento, por acusado. Cada jurisdição abriu suas causas.


Há jurisdições com 100 casos individuais abertos. Há outras que investigam pelos centros clandestinos. Um dos grandes déficits que se tem agora é que algumas jurisdições têm um número enorme de causas acumuladas. Precisaria se pensar em como evitar a repetição de testemunhos. Um dos grandes problemas que temos é que as vítimas, os parentes, estão cansados de declarar. Precisamos evitar que sejam chamados 'sete' vezes.
Outra questão é pensar em como fazer a integração dos tribunais. Precisa-se pensar em não fazer novos julgamentos sobre os mesmos casos. Isso tem a ver com a designação de juízes. Avançou-se na digitalização de muitas causas. Seguem havendo problemas sobre os lugares onde se farão os debates. Há julgamentos feitos em lugares fechados.

Há um momento em que acaba a transição?


O termo Justiça de Transição é muito complexo. Teremos julgamentos por mais alguns anos, mas não é nossa intenção como organismo de direitos humanos seguir indefinidamente com isso. Chega um momento em que pelas vítimas, ou porque os acusados falecem, ou porque a agenda de trabalho precisa se concentrar em outros aspectos. Utilizar outros mecanismos que não sejam exatamente a justiça e o castigo. Seguramente vão aparecer novos repressores porque do universo de pessoas imputadas não dá para acreditar que apenas estes comandavam os 350 centros clandestinos. Não me imagino em uma situação como a da Alemanha, que segue investigando os criminais nazistas.


Por quê?


Acredito que tem a ver com que tudo o que se avançou até agora, que foi muito. Tendo em conta que é um processo penal, para condenar uma pessoa é preciso ter provas. Só uma menção à pessoa não é prova. Precisam surgir novos arquivos. Esta prova, como se constrói? Também pelo testemunho das vítimas, mas elas estão cansadas.


Alguns dos ministros do Supremo Tribunal Federal do Brasil entendem que a decisão deles se sobrepõe à da Corte Interamericana no sentido de garantir que a Lei de Anistia mantenha impunes os repressores.
Se pensamos em termos do caso argentino, a primeira vez em que um juiz declarou a inconstitucionalidade das leis foi em 4 de março de 2001. Em 14 de março, a Corte Interamericana se pronunciou no caso do Peru, no qual disse que o Estado peruano não poderia interpor qualquer questão de anistia para deixar de julgar o caso Barrios Altos. Esta decisão ajudou muito a que a Câmara Federal e logo a Corte Suprema se pronunciassem sobre a necessidade de se investigar estes fatos porque de fato a Argentina poderia incorrer em uma falta internacional.
Enquanto não se investiga, que risco se corre?
Se não se investiga não se conhece a verdade dos fatos, e todo este trabalho de limpar as instituições é difícil de fazer. Os julgamentos permitem conhecer partes da verdade que não se conhecem.
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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/internacional/2011/10/argentina-condena-membros-do-maior-campo-de-concentracao-da-ditadura

Aldo Rebelo é o novo ministro do Esporte

27.10.2011
Do portal MSN NOTÍCIAS
Por Estadao.com.br


"Aldo Rebelo chega para reunião com a presidente Dilma no Palácio da Alvorada".Andre Dusek/AE

Único nome apresentado pelo PC do B à presidente Dilma Rousseff, o deputado Aldo Rebelo foi oficializado para chefiar o Ministério do Esporte. Em reunião na manhã desta quinta-feira, 27, a presidente acatou a indicação do partido para substituir Orlando Silva, que pediu demissão nessa quarta-feira, 26, após 12 dias sob denúncias de desvio de dinheiro público na pasta.


Ao sair da reunião, Rebelo falou rapidamente com a imprensa mas evitou falar sobre temas polêmicas, como a aprovação da Lei Geral da Copa. 'Vamos começar a fase de transição e só então posso falar sobre outras questões', afirmou.


O PC do B estudava também a indicação da deputada Luciana Santos (PE) e o presidente da Embratur, Flávio Dino (MA). Na reunião desta manhã, no entanto, o presidente do partido, Renato Rabelo, apresentou somente o nome do deputado, que no fim da manhã participou do encontro da sigla com Dilma. Momentos antes, o ex-ministro Orlando Silva, no Twitter, sinalizou, nesta pela manhã, a indicação de Aldo para o ministério, ao lhe desejar bom trabalho.

Aldo Rebelo, de 54 anos, é deputado por São Paulo e foi relator do projeto do novo Código Floresta. Foi também ministro da coordenação política e líder de governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

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Fonte:http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/aldo-rebelo-%c3%a9-o-novo-ministro-do-esporte