domingo, 23 de outubro de 2011

Operação cumpre 20 mandados de prisão e 25 de busca para combater o crack

2310.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO, 21.10.11
Por Adaíra Sene
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR



As polícias civil e militar realizaram, nesta sexta-feira, uma operação conjunta para o combate ao tráfico de drogas, em especial o crack nas cidades de Floresta, Petrolina, Cabrobó, Orocó e Petrolândia, no sertão de Pernambuco. Os trabalhos visavam cumprir 25 mandados de prisão temporária e outros 25 de busca e apreensão.
De acordo com o delegado Oswaldo Morais, diretor de operações da Polícia Civil, todos os mandados de busca e 20 de prisão foram cumpridos. Durante a operação, outras duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma, mas foram liberadas em seguida, após pagamento de fiança. Os demais foram encaminhados para o Presídio de Salgueiro. Além das armas, uma pequena quantidade de crack foi apreendida.

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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?materia=20111021115749

POLO TÊXTIL DE PERNAMBUCO: Costurando um novo futuro

23.10.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Ana Cláudia Dolores, colaborou Juliana Colares
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR


O escândalo do lixo hospitalar ameaçou abalar a credibilidade dos produtos vendidos no Polo Têxtil de Pernambuco. Hoje, serve de lição para destacar a importância de uma atividade econômica que gera 150 mil empregos diretos e movimenta R$ 3,3 bilhões por ano. A população de 12 cidades do Agreste se mobiliza para vencer mais este desafio. A reportagem do Diario foi à região e, através das histórias de quem vive o dia a dia do local, fez um raio x do esquema invisível que já vinha sendo praticado há mais de 15 anos.

José de Arimatéia Silva, 40 anos, é um pequeno comerciante de Toritama, um dos 12 municípios que formam o polo têxtil do Agreste de Pernambuco. Na última semana, estava na calçada do seu estabelecimento, riscando e cortando moldes de tecidos, quando foi abordado pela reportagem do Diario. Desconfiado, queixou-se da queda nas encomendas ocorrida nos últimos dias. Um prejuízo de quase R$ 7 mil. O que ele jamais teria imaginado é que uma prática recorrente e antiga poderia ser a causa do esfriamento nas vendas. “Esse negócio de usar lençol de hospital já tem uns 15 anos. Hoje eu não pego essa mercadoria. Mas já peguei”, confessa.

José de Arimatéia Silva revela e sintetiza o que há anos vem acontecendo no polo de confecções do Agreste. Tecidos provenientes de hospitais dos Estados Unidos, produtos que não têm autorização para entrar no Brasil, eram reaproveitados integralmente ou como matéria-prima de bolsos de calças e bermudas por empresários do polo. Um esquema invisível aos olhos das autoridades e da fiscalização, mas organizado, ramificado e consolidado. Os tecidos com escritos em inglês estavam na cama de hotéis e clínicas e sobre o corpo das pessoas. Mas ninguém havia desconfiado de que algo estava errado. Foi preciso que o acaso se encarregasse de desvendar o que está sendo chamado de a máfia do lixo hospitalar.

No dia 11 de outubro, um contêiner com lençóis de hospitais norte-americanos manchados supostamente de sangue, além de seringas, agulhas, luvas e outros artigos médicos descartáveis, foi apreendido pela Receita Federal no Porto de Suape. A carga saiu do estado da Carolina do Sul e deveria seguir para o Agreste pernambucano, onde seria entregue a Altair Teixeira de Moura, dono da empresa Na Intimidade, que utilizava os tecidos como matéria-prima para a confecção de bolsos. Foi apenas a primeira de uma avalanche de denúncias que, no início, colocaram em xeque a credibilidade e o futuro do polo têxtil do estado.

A notícia de que roupas vendidas nas tradicionais feiras da sulanca de Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe poderiam estar contaminadas com lixo hospitalar norte-americano correu o país. Comerciantes e consumidores começaram a vasculhar suas peças à procura de rastros das unidades de saúde estrangeiras. Muitos encontraram. Foi preciso uma intervenção do governador Eduardo Campos para não deixar que o caso sujasse a imagem da principal cadeia produtiva do Agreste, que fatura R$ 3,3 bilhões por ano. Ele vestiu a camisa em defesa do polo e acionou o governo dos EUA, que enviou agentes do FBI para colaborar com as investigações. Os comerciantes do Agreste também reagiram, propondo a criação de um selo para atestar a qualidade dos seus produtos. Para o polo de confecções, que teve suas feridas expostas a partir desse fato, existe o desafio de não só conter a crise, mas de encontrar nela as lições de como construir uma economia justa e sustentável e o fôlego para retomar o ritmo de ascensão. 

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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?materia=20111023091838

PARTIDO DA MÍDIA GOLPISTA AMEAÇA GOVERNO DILMA: Última chance do governo Dilma

23.10.2011
Do BLOG DA CIDADANIA,
Por Eduardo Guimarães

Não foi por falta de aviso que o governo Dilma Rousseff mergulhou na crise política em que se encontra, com a inédita perda de cinco ministros em menos de um ano. Este blog, assim como o ex-presidente Lula, previram, já no início de 2011, que a demissão do ex-ministro Antonio Palocci por pressão da mídia e de setores do PT faria com que milhões de brasileiros que apoiavam o governo anterior deixassem de apoiar a este.
A diferença de apoio popular do governo anterior para o atual, segundo revelam as pesquisas, mostra que parte dos setores da sociedade dispostos a sustentar este governo contra o partidarismo político da mídia – assim como sustentaram o governo anterior –, pulou fora.  Apesar de este governo ainda ter bom nível de apoio, esse nível é pelo menos 1/3 menor do que o do governo Lula, o que significa dezenas de milhões de brasileiros.
Não é difícil entender a razão. Se você tem um crítico feroz e as acusações que ele lhe faz o obrigam a tomar medidas que ele prega que tome e que confirmam que suas escolhas foram erradas, você admite a própria incompetência. Daí que grande parte da sociedade deixou de apoiar este governo enquanto afirma que o governo anterior era melhor.
Pesquisa Ibope divulgada no mês passado mostra que o nível de aprovação pessoal de Dilma, neste momento, é de 71%, mas seu governo tem apenas 51% de avaliações como bom e ótimo enquanto que o governo Lula era aprovado por cerca de 80%. Mesmo sendo um governo de continuidade, milhões de cidadãos vêem o governo Dilma como inferior ao de Lula
Muitas pessoas de boa fé compraram a tese da mídia de que Dilma é uma coisa e seu governo é outra, o que é uma impossibilidade física. Quem acha o governo Dilma ruim pode até achar sua titular uma boa pessoa, mas o cargo de presidente da República não é preenchido por simpatia e bondade e, sim, pela expectativa popular de que seja exercido com competência, seriedade e honestidade.
Lula previra, no início do ano, que da queda de Palocci decorreria uma onda de demissões de ministros que, dito e feito, acabou se confirmando. E tudo à toa. Meses a fio após sua queda, só agora um obscuro procurador tenta investigá-lo, certamente para não dar tanto na vista que sua derrubada ocorreu por razões políticas e não por conta de algum crime comprovado. E todos os outros ministros derrubados “por corrupção” foram deixados em paz após desistirem.
A mídia aproveita a fragilidade do apoio popular ao governo Dilma – com 51% de aprovação, está a um passo de ser reprovado pela maioria – para fomentar um movimento “contra a corrupção” que a última capa da Veja mostra que é orquestrado. A revista estampou na capa a imagem da máscara que esse movimento usa como símbolo, a do revolucionário inglês Guy Fawkes, junto a chamada para matéria acusando o ministro “bola da vez”, Orlando Silva.
No próximo dia 15 de novembro, mais uma vez em um feriado, esse movimento oposicionista-midiático sai às ruas com a pretensão de reunir “um milhão de pessoas”. E certamente irá bradar contra o ministério do Esporte.
Apesar de “marchas contra a corrupção” anteriores terem sido um fracasso de público (diante da campanha martelada por todos os grandes meios de comunicação de massa), percebe-se que os fatos políticos gerados pela campanha de desmoralização do governo Dilma, através da temporada de caça aos ministros que a presidente da República nomeou, dão fôlego a esse movimento.
Como antes, mais uma vez vai retornando um discurso suicida entre a base de apoio do governo Dilma na sociedade, de que, apesar de não haver provas, o ministro “bola da vez” não teria mais “condições políticas” de permanecer no cargo. E lá se vai o quinto ministro derrubado “por corrupção”, ainda que, à diferença do ex-chefe da Casa Civil, Orlando Silva não tenha apartamento de milhões de reais para servir como “prova” de que é “corrupto”.
Como em qualquer ministério há milhares de convênios com entidades privadas, tais como ONGs etc., a mídia achou um manancial inesgotável de matéria-prima para novas denúncias. Qualquer irregularidade em qualquer ministério derrubará o titular da pasta e é fisicamente impossível que algum ministério ou secretaria de governo estadual ou municipal não tenha casos questionáveis a serem explorados.
A mídia oposicionista, pois, adquire uma arma para pressionar o governo Dilma que o colocará de joelhos pelos próximos três anos. Qualquer política pública que este governo tentar fazer vingar e da qual a mídia não goste, bastará ela ameaçar com novo escândalo para obrigar o governo a ceder.
A grande pergunta que se faz, portanto, é a seguinte: quanto tempo levará até que a mídia e a oposição decidam culpar a própria Dilma pela “corrupção” que dizem haver em seu governo? E como o cidadão poderá deixar de concluir que ela é a responsável pelo que se passa em seu próprio governo se a própria presidente elogia, afaga e obedece a esses detratores de sua administração?
A manutenção de Orlando Silva no cargo, portanto, é a última chance do governo Dilma de se manter autônomo. Se a Veja, a Folha, o Estadão e a Globo vencerem mais essa queda de braço, e se o PC do B cumprir a promessa de deixar a base de apoio do governo em caso de demissão de seu ministro, rejeitando indicar outro representante para o Esporte, a presidente não governa mais. Terá que pedir a benção da mídia e da oposição para cada medida.
Estamos no décimo mês do governo Dilma e, até agora, o que simboliza a sua administração é a incessante queda dos ministros que, não nos esqueçamos, foi a presidente que nomeou. Sem provas, sob esse mesmo “pragmatismo” que, inocentemente, até pessoas de boa fé acham que deixará o governo “livre para governar”, quando, na verdade, não passa de capitulação.
Agora lhe pergunto, leitor: você votou em Dilma Rousseff ou na mídia? Sim, porque quem está governando é a mídia, com esse poder de criar crises e paralisar o governo. Enquanto isso, as “marchas contra a corrupção”, infestadas por partidos de oposição e infladas pela mídia, caminham para se tornar o que fatalmente se tornarão: campanha pela queda do governo, provavelmente via impeachement.
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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/10/ultima-chance-do-governo-dilma/

A Petrobras e a mídia de hoje

23.10.2011
Do blog OBSERVATÓRIO DE OPINIÕES, 18.06.11
Publicado originalmente no Blog do Zé Dirceu


 
E a imprensa hoje e a nossa maior estatal, orgulho nacional, hein! Pois é, a Petrobras volta a berlinda. É a manchete das primeiras páginas hoje e das capas dos cadernos de Economia. A Folha faz uma matéria fria (análise velha): arruma uma conta de novembro até agora, para dizer que nos Estados Unidos, enquanto os papéis das outras empresas de energia subiram, os da Petrobras caíram 1,4% no período.

 
De acordo com o jornal as causas são as dúvidas de investidores sobre o desempenho da empresa e ingerência política. Que dúvidas são estas, se a empresa é só não só solida como bate recordes em seu campo? Que ingerência política, se a direção da estatal nunca teve direções que obtivessem tão bons resultados quanto nos últimos anos?

Já os demais jornais - o Estadãoà frente - exultam com uma decisão administrativa do conselho da empresa de adiar a ampliação do plano de investimentos da companhia para 2011-2015, que propõe investimento de mais US$ 25 bi acima do atual programado, de US$ 224 bi para o período.

Falei que a Petrobras volta a berlinda, mas nem é certo fazê-lo porque na verdade não a tiram do noticiário nesssa linha. É sempre a velha cantilena contra a empresa e seu caráter e natureza estatal e nacionalista. Não aprendem.

Enquanto isso ela avança e o país se consolida como um grande pólo de investimentos no setor de petróleo, gás e energia, absorvendo tecnologia e criando as condições para nossa auto-suficiência não apenas energética, mas também tecnológica e industrial. Sem falar nos benefícios da renda do petróleo e do gás para o desenvolvimento do Brasil.

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Fonte:http://observatoriodeopinioes.blogspot.com/2011/06/petrobras-e-midia-de-hoje.html

Qualquer semelhança é mera coincidência

23.10.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Cláudi Elói


De campos opostos, alianças eduardista e jarbista têm aspectos parecidos, como o inchaço da base



Imagem: ARTE/SAMUCA
Os três grandes partidos que compõem a Frente Popular de Pernambuco estão em “pé de guerra” e a qualquer momento pode haver um rompimento político, caso a tão sonhada unidade não seja retomada. O PSB, o PT e o PTB estão no limite da convivência. 


A tentativa de os candidatos do PSB ocuparem espaço para se fortalecer em cima dos redutos eleitorais dos aliados gerou uma insatisfação generalizada entre os caciques da base. 


Na época da aliança União por Pernambuco, o então governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) também dirigia uma ampla frente composta principalmente pelo PMDB/PSDB/DEM. Havia conflitos entre os tucanos e democratas, mas não houve nenhuma “guerra” com o PMDB como está acontecendo agora com o PSB e seus aliados.

Na disputa para a Prefeitura do Recife, em 2000, o PMDB chegou a abrir mão de indicar candidato próprio. Como condutor maior da aliança, Jarbas reduziu o espaço de sua legenda para preservar o DEM e PSDB. Ele eliminou as pretensões do deputado federal Raul Henry (PMDB) de concorrer como vice na chapa do ex-prefeito Roberto Magalhães (DEM) para contemplar o PSDB.



 O indicado na época para o cargo foi o deputado federal Sérgio Guerra (PSDB). Na eleição seguinte para governador, Jarbas cumpriu um acordo firmado com o DEM e lançou Mendonça Filho, seu vice, para concorrer ao governo do estado.

As semelhanças e diferenças das duas alianças vão muito além do “inchaço” das frentes e da heterogeneidade dos partidos (veja quadro). Na União Por Pernambuco, um racha começou com o surgimento do Grupo independente (GI), formado por cinco deputados federais, entre eles o senador Armando Monteiro Neto (PTB). 



Na Frente Popular, os conflitos também estão sendo externados. Recentemente, os deputados federais Silvio Costa (PTB), Carlos Eduardo Cadoca (PSC) e Eduardo da Fonte (PP) decretaram o fim da aliança no Recife e defenderam a rediscussão de nomes para 2012. Já o governador vem trabalhando nos bastidores para emplacar um candidato do PSB em 2014, o que vem desagradando os partidos da base.

Segundo o consultor da Contexto: Estratégias Políticas e de Mercado, Maurício Romão, o inchaço nas frentes governistas acontece porque, no sistema eleitoral brasileiro, há um sentimento de que quem está no poder favorece, em princípio, quem está ao seu lado. “As pessoas e os partidos políticos caminham para onde o poder está prevalecendo. O governo começa com determinado tamanho e as adesões vão se sucedendo. Há essa compreensão de que não dá para ficar fora das benesses do governo. Quando um gestor se elege, começa o ingresso de partidos que outrora foram contra a gestão. A falta de identidade política partidária é uma realidade no país”, criticou.

Quando a União por Pernambuco estava no poder, circulou a informação de que o grupo pretendia passar 20 anos comandando o estado. Romão, que na época foi secretário de Jarbas, diz não lembrar dessa decisão. “Nunca vi ninguém da aliança dizer isso. Não sei de onde partiu essa ideia. Mas é estapafúrdia. É muita arrogância pretender ficar anos a fio no poder sem combinar com a população. A vida é mutante. Tem variações políticas e partidárias que precisam ser levadas em consideração”, enfatizou. 

Saiba mais

Inchaço 

As alianças de Jarbas e Eduardo cresceram bastante ao longo dos governos. Compostas por partidos heterogêneos, as duas frentes foram formadas com uma diversidade de legendas, muitas delas oriundas da oposição.

Centralismo 

Os dois governantes mantêm um estilo centralizador de atuar, sendo que o senador Jarbas Vasconcelos dava um pouco mais autonomia para seus secretários. Já Eduardo mantém a rédea curta, com o monitoramento sistemático de cada pasta. 

Relação com a Assembleia Legislativa 

Na gestão de Jarbas, o então presidente da Casa, Romário Dias (DEM), tinha um pouco mais de autonomia. Hoje, o presidente Guilherme Uchoa (PDT) tem dito que é um “soldado” de Eduardo e a oposição tem receio de criticá-lo. 

Tensão política 

A aliança jarbista sofreu
um forte abalo com o rompimento político de cinco deputados federais e o surgimento do GI (Grupo Independente) no segundo governo (2003-2006). Outra baixa sentida foi a derrota do ex-prefeito Roberto Magalhães (DEM). No governo Eduardo, a unidade está sendo ameaçada com a invasão das bases entre os partidos aliados. Esse movimento pode gerar fissuras importantes com rebatimento na eleição de 2014. 

Sucessor 

O governador Eduardo tem fortes nomes tanto no PSB quanto na aliança para sucedê-lo em 2014. Entre as opções estão Humberto Costa (PT), Fernando Bezerra Coelho (PSB), Danilo Cabral (PSB) e João Paulo (PT). Na aliança jarbista houve um compromisso de toda a frente para fazer Mendonça Filho (DEM) seu sucessor, mas ele não se elegeu. 

Projeção nacional 

Jarbas foi sondado duas vezes para ser vice na chapa do presidenciável José Serra (PSDB) e chegou a ter seu nome especulado para vice do presidente Lula em 2005. As conversas, no entanto, não prosperaram. Eduardo tem planos nacionais para disputar cargos de relevância em Brasília. Especula-se que o socialista pode disputar como vice-presidente da República, presidente do Brasil ou senador.  

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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/10/23/politica5_0.asp

STF "GOLPEIA" LEI DO "VOTO PROTEGIDO", por Amilcar Brunazzo Filho: Vergonha!

23.10.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha, 22.10.11
Por Amilcar Brunazzo



 Decisão do STF: Vergonha!

O STF acaba de aprovar por unanimidade uma medida cautelar na ADI 4543, para suspender a vigência do Art. 5º da Lei 12.034, a Lei do Voto Protegido contra fraudes por software das urnas eletrônicas.
O argumento usado para considerar inconstitucional a lei é que a impressão do voto permitiria, de forma inevitável, a quebra do sigilo do voto.
Trata-se um argumento obviamente falso porque existem inúmeros contra-exemplos materiais, isto é,  máquinas de votar usadas em outros países, que imprimem o voto e não provocam a violação do voto.
A materialização do voto eletrônico caracteriza a 2ª geração de equipamentos eleitorais e sua adoção é uma tendência mundial, como na Venezuela (2004),  EUA (2007), Holanda (2008), Alemanha (2009) e Argentina (2011).
Apenas Brasil e Índia ainda se apegam a suas urnas eletrônicas de 1ª geração, ficando na rabeira de evolução eleitoral. E com essa decisão insensata, o Brasil vai se tornar chacota no exterior (entre aqueles que valorizam a transparência do processo eleitoral).
Revela-se, desnudo, o mal anti-democrático que é o acúmulo de poderes da Justiça Eleitoral brasileira, que atua como administradora, regulamentadora e juíza no mesmo processo e simplesmente decide revogar leis, regularmente aprovadas, apenas porque lhes desagrada.
Um processo do mesmo teor, na Alemanha em 2009, teve sentença exatamente oposta ao caso do STF brasileiro porque a Corte Constitucional alemã não acumula os poderes (administrativos) eleitorais e julgou que inconstitucional (contra o Princípio da publicidade) são as urnas eletrônicas do tipo das brasileiras que não permitem ao eleitor conferir o seu voto.
Saudações de um brasileiro envergonhado,
Eng. Amilcar Brunazo Filho
O TSE pode fazer mais. Além da APURAÇÃO RÁPIDA DOS VOTOS, que já nos oferece,
deveria propiciar uma APURAÇÃO CONFERÍVEL PELA SOCIEDADE CIVIL
Eu sei em quem votei. Eles Também.
Mas só eles sabem quem recebeu meu voto
Conheça o Relatório CMind sobre as urnas eletrônicas.
Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/amilcar-brunazzo-vergonha.html

FERNANDO MORAIS: LIVRO É UM FURO JORNALÍSTICO SOBRE A GUERRA DOS EUA CONTRA CUBA

23.10.2011
Do blog FAZENDO MEDIA
Por Por Redação, 22.10.2011



Em debate ocorrido ontem (20), no Teatro da Faculdade Paulista de Comunicação (Fapcom), Fernando Morais apresentou Os últimos soldados da Guerra Fria, seu novo livro. Promovido pelo Barão de Itararé, Revista Fórum e Circuito Fora do Eixo, o evento também contou com as presenças de Socorro Gomes, Lázaro Méndez Cabrera, Max Altman e mediação de Renata Mieli e Renato Rovai.
Em sua nova obra, lançada pela Companhia das Letras, Fernando Morais retoma a reportagem literária em torno de Cuba. O escritor mineiro ganhou notoriedade com a publicação do emblemático A Ilha, em 1976, quando em plena ditadura militar brasileira, desmistificou e escancarou uma realidade social totalmente diferente do que era passado pela grande mídia.
A obra é fruto de uma pesquisa minuciosa sobre a Rede Vespa, uma agência secreta cubana que infiltrou agentes em organizações estadunidenses de extrema-direita, na década de 90. O turismo era a indústria cubana que mais crescia e essas organizações recebiam dinheiro para promover ataques terroristas à ilha (por exemplo, jogar pragas em lavouras cubanas, interferir nas transmissões da torre de controle do aeroporto de Havana, plantar bombas e disparar rajadas de metralhadora em locais cheio de turistas e cidadãos cubanos).
“Em 1998, quando estava nos Estados Unidos, com a minha esposa, escutei na rádio um breve relato sobre agentes secretos cubanos presos. Na hora pensei: aí tem algo interessante”, afirma Morais. Depois disso, foram mais de 20 viagens para Miami e Cuba, análise de documentos secretos e centenas de entrevistas. O resultado é um extensa reportagem com os melhores elementos literários de um romance de espionagem.
Para o escritor, o que surpreende é que seu livro conta novidades do passado, e isso significa muito quando se trata de Cuba. “Essa história, na verdade, é um furo jornalístico. O que revela que a postura da grande imprensa em relação à ilha permanece inalterada mesmo após 52 anos de revolução”, diz.
Durante sua exposição, Fernando Morais fez questão de criticar a grande imprensa brasileira. O escritor, em começo de carreira, chegou a trabalhar na Veja, mas faz questão de ponderar, bem humorado: “naquele tempo, Fidel Castro dava capa positiva na Veja”. Segundo ele, o veículo ainda não publicou “uma sílaba” sobre o livro, mas diz gozar do privilégio de entrar na revista pela “porta da frente”, ou seja, pelas mãos dos leitores, já que o livro está entre os mais lidos.
Com uma boa recepção até o momento – Os últimos soldados da Guerra Fria terá diversas traduções e já foi negociado para virar filme. Fernando Morais justifica: “A história não precisa de adjetivo. É uma história com tutano, osso e pele. Nem o mais talentoso romancista daria conta de contá-la de forma tão rica como ela é na realidade”.
Para o cônsul de Cuba, Lázaro Mendes Cabrera, a obra é uma grande contribuição à luta da ilha e reflete o sentimento de solidariedade que há entre os povos latino-americanos. Socorro Gomes, a presidente do Centro Brasileiro de Luta Pela Paz (Cebrapaz), também ressalta essa questão, lembrando a cooperação internacional que Cuba promove na área da medicina e da educação.
Os cinco cubanos ignorados pela mídia
O tema dos cinco cubanos ignorados pela mídia também foi abordado pela mesa. Advogado, jornalista e membro do Comitê Brasileiro pela Libertação dos 5 Patriotas Cubanos, Max Altman comentou que o livro tem quebrado barreiras importantes para a divulgação do caso. “Levamos nossa luta à imprensa brasileira por diversas vezes, mas simplesmente não há interesse nenhum da parte deles”, afirma.
Altman chamou a atenção para o fato de que, enquanto os cubanos estão encarcerados em solitária, sem luz, água e incomunicáveis, Luis Posada Carriles caminha tranquilamente pelas ruas da Florida. Ele foi responsável por explodir um avião cubano com 73 passageiros em pleno vôo, no ano de 1976.
Para Fernando Morais e demais debatedores, o que os Estados Unidos não aceitam e os grandes veículos de comunicação, por consequência, também não, é que um país tão pequeno como Cuba esteja resistindo, há tanto tempo, à maior máquina econômica e militar da história. Os últimos soldados da Guerra Fria retrata, com primor literário, um capítulo importante e oculto dessa história.
(*) Reportagem publicada originalmente no Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé.

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Fonte:http://www.fazendomedia.com/fernando-morais-livro-e-um-furo-jornalistico-sobre-a-guerra-dos-eua-contra-cuba/

A ENQUETE CANALHA DO MSN – PORTAL SE HABILITA AO TROFÉU “JORNALISMO DE ESGOTO”.

23.10.2011
Do blog 007BOND E BLOG,00.10.11

A enquete que o MSN está realizando é uma demonstração inequívoca de que após se “juntar” ao Estadão para produzir “informação”, o portal dá razão ao dito popular: “quem com os porcos se mistura, farelo come”.

Vejam o tamanho da canalhice:

ENQUETE

Na sua opinião, qual deve ser o próximo ministro a sair do governo Dilma?

Obrigado por ser um dos primeiros a votar (Eu não votei). Os resultados estarão disponíveis em breve. Clique para ver os resultados

1. Pedro Novais2. Paulo Bernardo. 3. Afonso Florence4. Mário Negromonte

Pular para resultadosTotal de respostas 19.746

Sem validade científica. Resultados atualizados a cada um minuto.

Leia mais

• Ministros vão explicar irregularidades

A referida enquete não carece apenas de validade científica, falta-lhe credibilidade, e, eu pessoalmente duvido muito que esse número de 19.746 votantes seja verdadeiro, além do que, com esse tipo de postura, de “roleta russa”, pré-julgamento e generalização (Ministros vão explicar irregularidades ) o portal MSN se habilita ao troféu “jornalismo de esgoto”, com fortíssima chance de sair vencedor.

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Fonte:http://007bondeblog.blogspot.com/2011/08/enquete-canalha-do-msn-portal-se.html

Velha imprensa: de porta-voz da ditadura a porta-vez de bandidos

23.10.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 22.10.11


Agora virou moda. A velha imprensa porta-voz da ditadura, virou porta-voz de todos os picaretas que foram autuados pelo ministério do Esporte para devolver dinheiro público desviado, e se fazem de vítimas do "ministério", com qualquer denúncia inventada sem qualquer prova, sem materialidade, só na lábia.

Na hora que se exige provas, as únicas provas que existem são exatamente o contrário: é o ministério que tem provas contra os picaretas, através de relatórios comprovando irregularidades, fraudes, e cobrando a devolução do dinheiro público.

Neste sábado, o ministério do Esporte teve que emitir 3 notas oficiais desmentindo os 3 principais jornalões e a revista Veja, cada um com uma denúncia fraca, ou só na lábia, ou com sinais invertidos (interpretando provas de honestidade como se fosse desonestidade).

1) Folha de São Paulo:

Ministério exige retratação do jornal.

O jornal pegou uma pauta, não apurou, e fez uma matéria de capa com acusações pesadas: afirma que um político do PP, apresentado apenas como pastor David Castro, acusa de receber pressões de alguém do ministério para pagar 10% ao PCdoB de um convênio de sua Igreja Batista Gera Vida.

Tudo baseado apenas na lábia, com inconsistências graves que nenhum jornalista sério publicaria sem apurar:
- David Castro, o suposto "denunciante" se recusa a apresentar o nome do suposto servidor que o teria pressionado, e nem mesmo informa o cargo que seria ocupado por esse suposto servido;
- O pastor e político do PP é cobrado pelo Ministério do Esporte para devolver dinheiro desviados;
- David Casto já responde ao Ministério Público Federal por irregularidades em convênio;
- O jornal afirma na capa que quem assinou o convênio foi o ministro. Não apurou. O ministério desmentiu.

- Se era para repassar ao PCdoB por que fazer convênio com político do PP?

O link da nota oficial completa do ministério do Esporte:http://www.esporte.gov.br/ascom/noticiaDetalhe.jsp?idnoticia=7656

2) O jornal O Globo trouxe matéria “Esporte contrata ONG ligada a servidor da pasta”, pegando gancho no Estadão (abaixo). Eis o link da nota oficial do ministério:http://www.esporte.gov.br/ascom/noticiaDetalhe.jsp?idnoticia=7657

3) O jornal Estadão divulgou desde ontem uma notícia que atesta a honestidade da mulher de Orlando Silva, mas deturpa como se houvesse algo errado.

O ministério do Esporte respondeu no link:http://www.esporte.gov.br/ascom/noticiaDetalhe.jsp?idnoticia=7658

O ministério da justiça respondeu no link:http://portal.mj.gov.br/data/Pages/MJ7CBDB5BEITEMIDDFC7CDDBE2484810957F7286818B9E57PTBRNN.htm

 4) Revista Veja: Eis a íntegra da resposta do Ministério:

22/10/2011 às 20h19 - Resposta à edição de Veja de 22 de outubro   

A Veja segue veiculando acusações caluniosas, sem provas,  de uma única e desacreditada fonte:  João Dias Ferreira, denunciado pelo Ministério do Esporte por desvio de dinheiro de convênios.

A revista repete, esta semana, a mesma prática. Na edição passada, editou na capa que o ministro teria recebido dinheiro na garagem do ministério, fato nunca comprovado. Agora, utiliza uma suposta gravação e cita supostos trechos, partes de frases, palavras isoladas, com o intuito claro de induzir os leitores.

Manipulação

A manipulação começa já na abertura da reportagem. A revista faz uma montagem e cola sobre uma foto do ministro a frase entre aspas: “ A coisa fugiu do controle”, declaração que o ministro nunca fez. 

Providências

O ministro Orlando Silva determinou a imediata apuração das denúncias.

1 – O Ministério do Esporte vai requerer que essas supostas gravações sejam incorporadas ao inquérito aberto pela Polícia Federal;

2 – O Ministério do Esporte adotará os procedimentos administrativos cabíveis para apurar eventuais responsabilidades de servidores.

Insinuações e fantasias

Na edição desta semana, a revista faz nova calúnia. Afirma que assessores teriam ajudado João Dias a enganar a fiscalização do próprio ministério.  Essa insinuação é primária e leviana.

O jornalista, de forma fantasiosa, se refere a “reunião ocorrida em abril de 2008” como tendo sido uma reunião “inexplicável, inacreditável e reveladora”. Essa reunião é assunto requentado e fartamente tratado ao longo da semana pelos jornais diários.

De forma também fantasiosa, a revista diz que quatro dias depois da referida reunião o ministério “enviou à PM/DF um documento pedindo que ofício anterior fosse desconsiderado”. Assunto também amplamente discutido na semana que passou.

A reportagem omite ofício  (conhecido por Veja) encaminhado por  João Dias, no dia 7 de abril de 2008, pedindo  prorrogação de prazo para apresentar nova prestação de contas.

Veja informa de maneira imprecisa (“sobre a abertura de uma auditoria nos convênios’, esse teria sido o assunto do referido terceiro ofício segundo Veja”) sobre ofício enviado pelo Ministério do Esporte à PM/DF em agosto de 2009 quando foi determinada a abertura de Tomada de Contas Especial para a devolução de aproximadamente R$ 4 milhões por João Dias aos cofres públicos.

Quem está cobrando de João Dias é o ministério. Quem tem provas contra João Dias é o ministério. 

Todas Tomadas de Contas Especiais para reaver dinheiro desviado de convênios foram abertas por iniciativa do Ministério do Esporte, como determina a lei. É importante ressaltar que o processo de tomada de contas obedece ao seguinte fluxo: (1) o Ministério, ao tomar conhecimento de qualquer fato que possa resultar em prejuízo do erário, promove a apuração dos fatos, identifica os responsáveis e quantifica o dano causado; (2) providencia a inscrição da inadimplência; (3) promove o registro dos causadores do dano ao erário na conta “DIVERSOS RESPONSÁVEIS” do SIAFI; (4) encaminha o processo à Controladoria Geral da União (CGU) para análise e manifestação; (5) retornando o processo com manifestação favorável da CGU emite pronunciamento do Ministro do Esporte atestando haver tomado conhecimento dos fatos e determinando a remessa do processo ao TCU.

Informações obtidas no site da CGU, relativas ao período de 2002 até junho de 2011, indicam que foram instauradas 12.001 tomadas de contas no âmbito da Administração Pública Federal, sendo que, desse quantitativo, 67 foram instauradas pelo Ministério do Esporte, representando R$ 50.443.649,57, o que corresponde a 0,56% do total de processos, e 0,73% do valor total de recursos cobrados. Portanto, a informação veiculada na matéria não corresponde aos números constantes no site da CGU.

A Veja chegou velha às bancas 

Ao contrário do que diz a revista que “a presidente Dilma Roussef, desde o início do governo insatisfeita com o desempenho de Orlando...” na sexta-feira, 21 de outubro, em audiência com a Presidenta, o ministro Orlando Silva recebeu a recomendação de continuar trabalhando normalmente e ter paciência. Nesse ponto, também, a revista está desinformando os leitores. Veja chegou velha às bancas.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/10/velha-imprensa-de-porta-voz-da-ditadura.html

E quem é a favor da corrupção? Política é bom e eu gosto!

23.10.2011
Do blog de Rodrigo Vianna, 20.10.11
Por Pedro Abramovay, no Observador Político


Demorei pra conseguir escrever algo sobre essas manifestações que têm ocorrido no Brasil contra a corrupção. A demora se deve, sobretudo, a um sentimento ambíguo que tenho sobre esta movimentação.

É claro que todo movimento de rua me parece interessante. Revela a vibração democrática do país e, sempre, contribui para o fortalecimento do debate público. Democracia sem atos públicos é chata e, em geral, é uma farsa.

Mas no caso destas manifestações há um outro aspecto positivo. Elas se encaixam em uma nova série de atos gestados a partir das redes sociais. São manifestações que nunca ocorreriam se não houvesse essa esfera de comunicação na qual pessoas que nunca se conheceriam se encontram e descobrem interesses comuns.

Manifestações, até muito recentemente, só aconteciam quando organizadas por partidos, sindicatos ou associações. Ora, há temas que não interessam a esses grupos. O caso da marcha da maconha, para mim, é um ótimo exemplo. Apesar de alguns setores das esquerdas defenderem a descriminalização da droga, pela polêmica que a questão envolve, não interessa a um partido levantar esta bandeira. A comunicação por meio de redes sociais, sem a mediação de instituições tradicionais, permitiu que milhares de pessoas se mobilizassem sobre o tema no Brasil.

Mas há duas questões nas marchas contra a corrupção que me incomodam. A primeira é que uma manifestação, para ser relevante. precisa tratar de um tema polêmico. A energia da mobilização política deve servir para mobilizar em torno de um tema sobre o qual não há consenso. Uma manifestação que defenda temas sobre os quais ninguém é contra publicamente me parece um desperdício de tempo. E ninguém é a favor da corrupção.

Por isso fiquei feliz quando vi que haviam algumas bandeira concretas (mas me pergunto, sinceramente, se aquelas pessoas de fato estavam lá em torno destas bandeiras). No geral, bandeiras positivas. Apoio à implementação da Ficha Limpa, contra o esvaziamento do CNJ e a favor do fim do voto secreto no Congresso (para mim a melhor de todas as reivindicações). 

Mesmo sendo medidas interessantes, não são medidas que diminuiriam sensivelmente a corrupção no Brasil. Ou seja, a marcha contra a corrupção não propõe nada que tenha a robustez de lidar de forma mais ampla com o problema, que é sério e complexo.

Mas o que mais me incomodou neste movimento foi ouvir que, em alguns casos, se proibiu a presença de políticos (sobretudo parlamentares) e de pessoas com camisetas de partidos políticos. Acho isso muito grave. Por vários motivos.

C– e o parlamento – são instituições essenciais para a democracia . E a democracia é composta de instituições. A imprensa livre, o judiciário independente, o parlamento eleito em eleições diretas e universais e a liberdade partidária são imprescindíveis para qualquer democracia no mundo.

Vedar a presença de partidos e parlamentares em manifestações públicas (que não é o mesmo que não permitir que manifestações sejam cooptadas pelos partidos) é tão grave quanto impedir que a imprensa cubra determinado evento público.

Não sei se há por trás das manifestações o desejo de acabar com o Congresso ou com os partidos. O mundo já viu – e ainda vê- estruturas institucionais sem liberdade de atuação dos partidos e sem parlamentos. Não são exatamente exemplos de sociedades democráticas. Se as propostas forem estas é importante que fiquem claras, porque aí serei o primeiro a me opor.

Mas não parecem que sejam estas as propostas. Ao contrário, as reivindicações falam de leis que já foram (ficha limpa) ou que devem ser (voto aberto) aprovadas pelo Congresso. Portanto há aí uma contradição. Está se dirigindo uma mensagem para instituições ao mesmo tempo em que elas são tratadas como inimigas. As manifestações devem comemorar que deputados queiram participar e devem ver neles aliados em suas mobilizações.

Tratar todos os políticos como ladrões é criminalizar a política. E sem política não há transformação real da sociedade. O “que se vayan todos” na Argentina, por exemplo, não gerou nenhum elemento concreto de fortalecimento da democracia. Assim, não me parece que esta seja uma atitude produtiva ou inovadora.


É fundamental que as pessoas percebam que a rede deu à sociedade civil a possibilidade de construir movimentos sem precisar dos partidos. Este é um elemento novo e que fortalece a democracia. Mas imaginar que é possível construir esses movimentos contra os partidos e, mais grave, contra o parlamento é desperdiçar o potencial de mobilização dessas marchas e um atentado contra a democracia.

Leia outros textos de Outras Palavras

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Venda de lixo hospitalar: nojo, revolta e vergonha

23.10.2011
Do blog BALAIO DO KOTSCHO, 15.10.11
Por Ricardo Kotscho


Tecido vem com a inscrição "Department of Veterans Affairs", uma instituição de saúde norte-americana que atende veteranos de guerra  (IANA SOARES)

Tecido vem com a inscrição "Department of Veterans Affairs", uma instituição de saúde norte-americana que atende veteranos de guerra (IANA SOARES).Foto do jornal POVO ON LINE.

O que o caro leitor sentiu ao ler a manchete da "Folha" deste sábado: "Lixo hospitalar dos EUA é vendido em loja do país"?
Não, não era mais uma capa fake, a exemplo de tantas que vêm sendo publicadas ultimamente como informe publicitário. Relata o repórter Fabio Guibu:
"Lençóis com nomes de hospitais dos EUA - iguais aos apreendidos pela Receita Federal no porto de Suape e classificados como lixo hospitalar _ são vendidos por quilo em uma das principais vias de Santa Cruz do Capibaribe, cidade de 87,5 mil habitantes de Pernambuco".
Em mim esta inacreditável notícia provocou um sentimento misto de nojo, revolta e vergonha. Já era grave o fato de hospitais americanos mandarem para cá seu lixo hospitalar. Vendê-lo, então, revela a que ponto pode chegar a degração humana.
O repórter da "Folha" comprou nove peças numa loja de tecidos e retalhos chamada Império do Forro de Bolso. O quilo é vendido a R$10,00. Parte delas tinha manchas e referências a unidades de saúde dos EUA, como Baltimore Washington Medical Center ou Medline Industries Inc.
Nenhuma autoridade sanitária do governo de Pernambuco ou do governo federal apareceu até agora para informar as providências adotadas ou ao menos alertar a população sobre a ameaça deste lixo hospitalar à saúde pública.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) limitou-se a emitir uma nota burocrática  na qual informa que "não é permitida a reciclagem hospitalar", segundo norma estabelecida por uma resolução de 2004, e é proibida a entrada de lixo hospitalar no país desde o ano passado. Beleza. E daí? Fora isso, o Ministério da Saúde não vai tomar nenhuma outra providência?
Além da apreensão do lixo hospitalar encontrado por acaso em dois contêineres no porto de Suape, nada foi feito. Ninguém foi denunciado ou preso por este crime. Se o material estava sob a guarda da Receita Federal, como é que foi parar em Santa Cruz do Capibaribe?
Pior: segundo a Receita Federal, daqui a uma semana devem chegar mais 14 contêineres encomendados pela mesma empresa responsável pela importação dos lençóis, cujo nome, estranhamente, até hoje não foi revelado.
Não seria o caso de determinar à Marinha que aborde este navio assim que entrar em águas territoriais brasileiras e ordene seu regresso aos Estados Unidos?
Questão de soberania nacional é isso, não esta besteira de confronto com a Fifa por causa da meia entrada para os jogos da Copa 2014.
O que o mundo vai pensar de nós?

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Fonte:http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2011/10/15/venda-de-lixo-hospitalar-nojo-revolta-e-vergonha/