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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Justiça de Honduras desiste de julgamento contra militares envolvidos em golpe

20.10.2011
Do portal OPERA MUNDI, 00.10.11
Por Ansa | Tegucigalpa



A Suprema Corte de Honduras decidiu pela suspensão definitiva do processo contra ex-membros das Forças Armadas do país acusados pelos crimes de abuso de autoridade e expatriação do ex-presidente Manuel Zelaya, deposto em junho de 2009.

Leia mais: 

Dos 15 magistrados que compõem a Suprema Corte, 12 votaram a favor da suspensão definitiva que beneficia os ex-militares.

Os ex-membros que estavam sendo processados são os generais Romeo Vásquez Velásquez, Venâncio Cervantes, ex-chefe e ex-subchefe do Estado Maior Conjunto, respectivamente, Miguel Angel García Padget, ex-comandante do Exército, Luis Javier Price Suazo, ex-comandante da Força Aérea, Juan Pablo Rodríguez, ex-comandante da Força Naval, e Carlos Cuellar García, inspetor das Forças Armadas.

A acusação contra eles foi apresentada em janeiro de 2010 pelo procurador-geral da República, Luis Alberto Rubi. A Frente Nacional de Resistência Popular, no entanto, denunciou que ele, assim como os atuais juízes da Suprema Corte apoiaram os militares durante o golpe de Estado.

Zelaya classificou como uma "injustiça" a decisão em favor dos militares. "Hoje decidiram pela suspensão definitiva, mas estão perseguindo os 'golpeados' e protegendo os outros. Isto é injustiça", declarou.

O ex-presidente referiu-se a seu ex-ministro da Presidência Enrique Flores, acusado de apropriação indevida de recursos públicos e condenado à prisão domiciliar e ao pagamento de uma fiança de 27 milhões de lempiras (cerca de R$ 2,5 milhões).

Na ocasião, Flores afirmou que a fiança é injusta e que esse valor nunca foi imposto a nenhum cidadão hondurenho. O ex-ministro ainda revelou que teme ser enviado para a cadeia diante da impossibilidade de pagá-la.

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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticia/JUSTICA+DE+HONDURAS+DESISTE+DE+JULGAMENTO+CONTRA+MILITARES+ENVOLVIDOS+EM+GOLPE_16099.shtml

Transporte e Mobilidade Urbana

20.10.2011
Do site do  MINISTÉRIO DAS CIDADES



A Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana – SeMob foi instituída no Ministério das Cidades com a finalidade de formular e implementar a política de mobilidade urbana sustentável, entendida como “a reunião das políticas de transporte e de circulação, e integrada com a política de desenvolvimento urbano, com a finalidade de proporcionar o acesso amplo e democrático ao espaço urbano, priorizando os modos de transporte coletivo e os não-motorizados, de forma segura, socialmente inclusiva e sustentável”.


As atuais condições de mobilidade e dos serviços de transporte público no Brasil direcionam a atuação da SeMob em três eixos estratégicos que agrupam as questões a serem enfrentadas, quais sejam:


Promover a cidadania e a inclusão social por meio da universalização do acesso aos serviços públicos de transporte coletivo e do aumento da mobilidade urbana;


Promover o aperfeiçoamento institucional, regulatório e da gestão no setor; e


Coordenar ações para a integração das políticas da mobilidade e destas com as demais políticas de desenvolvimento urbano e de proteção ao meio ambiente.


Os Programas Estratégicos e as Ações da SEMOB, integrados com as demais Políticas Urbanas, visam mudar radicalmente a atuação do Governo Federal, aliando-o aos Estados e Municípios para desenvolver e implementar uma Política Nacional de Mobilidade Urbana Sustentável, centrada no desenvolvimento sustentável das cidades e na priorização dos investimentos federais nos modos coletivos e nos meios não motorizados de transporte.


Para acessar o PLANMOB, é só clicar: http://www.cidades.gov.br/images/stories/ArquivosSEMOB/Biblioteca/LivroPlanoMobilidade.pdf

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Fonte:http://www.cidades.gov.br/index.php?option=com_content&view=section&layout=blog&id=8&Itemid=65

Premiê líbio confirma morte de Muammar Khadafi

20.10.2011
Do MSN NOTÍCIAS
Do MSN Brasil*


Getty Images


O primeiro-ministro interino da Líbia, Mahmoud Jibril, confirmou nesta quinta-feira (20), que o ex-ditador Muammar Khadafi morreu após ser capturado e ferido perto de sua cidade-natal, Sirte.
Além dele, Abdel Hafiz Ghoga, vice-presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), que governa a Líbia, confirmou em entrevista coletiva realizada em Benghazi a morte do ex-ditadori. 'Kadafi foi morto em poder dos rebeldes', disse Ghoga.
A informação, porém, ainda não foi confirmada pelos Estados Unidos, nem pela Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Imagens de um vídeo divulgado pela TV árabe Al Jazeera mostra o corpo do ex-ditador sendo carregado pelas ruas da cidade, reduto do ex-líder que ainda resistia aos avanços dos rebeldes.
Muammar Khadafi tinha 69 anos de idade, e comandou a Líbia por mais de 40 anos.
Segundo a agência de notícias Reuters, Abdel Majid Mlegta, do Conselho Nacional de Transição (CNT), disse que Khadafi foi capturado e ferido nas duas pernas quando tentava fugir em um comboio atacado por caças da Otan.
"Ele também foi atingido na cabeça. Houve muitos disparos contra seu grupo e ele morreu", disse a autoridade.
Supostas imagens de Khadafi gravemente ferido após ser detido foram capturadas por um celular e divulgadas por agência internacionais.
Segundo a TV árabe, o corpo de Khadafi está em uma mesquita em Misrata.
No mesmo confronto que culminou com a captura do ex-líder, um dos filhos de Khadafi, Mo'tassim, teria sido capturado vivo.
* Com informações das agências internacionais
Leia mais:

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Fonte:http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=31085140

José Serra tinha razão

20.10.2011
Do blog TIJOLACO
Por Brizola Neto

É duro admitir, mas a campanha de José Serra teve um momento brilhante. Foi quando, na CBN, ele soltou aquele famoso “que bobagem, Miriam”, para a colunista de economia de O Globo.
De fato, a capacidade da moça de fazer afirmações sem pé nem cabeça é difícil de igualar.
Hoje, com a divulgação dos índices de inflação, as bobagens que ela andou dizendo há poucos dias ficaram evidentes.

Escrevi, para o blog Projeto Nacional:

No dia 22 de setembro, a vidente Miriam Leitão proclamava no Bom Dia, Brasil:

“Com o dólar em alta e mais pressão sobre os preços, a inflação deve subir mais. O gráfico abaixo fala por si: a moeda americana subiu 17% em 14 dias; ontem, mais de 4%. Em julho, estava em R$ 1,50; e agora, em R$ 1,86.
Ontem, bancos e consultorias começaram a enviar para seus clientes uma revisão total das previsões de inflação. Acham que, se continuar nesse nível, a inflação realmente estoura a meta este ano e está comprometida para 2012.”
Várias vezes a gente tem alertado aqui que, em lugar de análise econômica, temos em boa parte dos comentaristas econômicos algo que mais bem seria traduzido como terrorismo inflacionário.

Hoje saíram dois índices, de instituições respeitáveis: o IGP -2º decêndio, da Fundação Getúlio Vargas, e o IPCA-15 do IBGE. Os dois saem no meio do mês, mas refletem a variação de preços num período de 30 dias. Portanto, começaram a ser apurados justamente na época em que a D. Miriam previa que a inflação deveria “subir mais”.

Montei um gráfico do IGP-M duplo: mês a mês e acumulado em 12 meses, para que se tenha uma ideia mais precisa do que ocorre.

Fica evidente que há uma dupla incorreção no que diz a D. Miriam.

A primeira é a de que a inflação já não subia, embora estivesse – e está – acima do desejável. Dizer que que ela subia é como dizer que sobe um elevador cujo visor vai mostrando sucessivamente: 11, 10, 9….

Continue lendo no Projeto Nacional. Se quiser assistir D. Miriam falando o que está citado, clique aqui.

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Fonte:http://www.tijolaco.com/jose-serra-tinha-razao/

Delegado acusa juiz de dirigir bêbado e sem habilitação em SP

20.10.2011
Do site da FOLHA.COM, 12.10.11
Por ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO



Dirigir sem habilitação, embriaguez ao volante, desacato, desobediência, ameaça, difamação e injúria. Esses crimes, segundo o delegado da Polícia Civil de SP Frederico Costa Miguel, foram cometidos após uma briga de trânsito, domingo à noite, pelo juiz Francisco Orlando de Souza, 57. Ele nega (leia abaixo).

O magistrado atua como auxiliar dos desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado e, desde anteontem, é alvo de uma apuração da Corregedoria (órgão fiscalizador).

Juiz há 26 anos, Souza é considerado por alguns de seus companheiros de profissão como um magistrado firme e um exemplo a ser seguido, isso por ter começado a militar na Justiça como escrevente de fórum e, depois de muito batalhar, ter se tornado magistrado.

As acusações do delegado contra o magistrado estão no boletim de ocorrência nº 13.913/2011, do 1º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

De acordo com o documento, registrado pelo delegado Costa Miguel, o magistrado dirigia seu carro pela avenida Armando Ítalo Setti quando começou a discutir com um outro motorista.

Quando os carros passavam pela porta da delegacia, o magistrado e o outro motorista (cujo nome não consta no boletim de ocorrência) pararam os veículos.

Ao ouvir as buzinas dos carros, os investigadores Zenobio Viana de Barros, 59, e Alexandre Cavalheiro de Britto, 51, foram à rua e viram quando o juiz esmurrava o vidro do carro do motorista com quem discutia.

Os policiais abordaram os dois motoristas com as armas em punho, mas dizem que elas estavam na chamada posição sul (apontadas para baixo, junto ao corpo).

Nesse momento, segundo os policiais, o juiz começou a agredir verbalmente os dois.
Pela distância a que estava da briga, o delegado Costa Miguel disse ter sido "enérgico" ao determinar que todos os envolvidos na confusão entrassem na delegacia.

Ainda segundo o delegado, o juiz levantou o dedo em sua direção e gritou várias vezes: "Você não grita assim comigo, não!"

"Imediatamente, o averiguado [juiz] subiu as escadas encarando o delegado de polícia, que imaginou que iria até mesmo ser agredido pelo averiguado. O averiguado já se aproximou desta autoridade de maneira totalmente descontrolada e, com o dedo em riste, mais uma vez gritou com esta autoridade:'você não grita assim comigo, não! Eu sou um juiz, eu sou um juiz!' (sic), escreveu o delegado Costa Miguel, que pediu para o magistrado se identificar como tal.

"E aí, você vai me prender?", foi, de acordo com o delegado, o que o juiz disse quando ele pediu para se identificar. "Sim, o senhor está preso por desacato!", respondeu o delegado.
Por lei, apenas o presidente do Tribunal de Justiça pode prender em flagrante um juiz.

Quando deu voz de prisão ao magistrado, o delegado o fez na modalidade "prisão captura".

"O delegado já tinha dado voz de prisão ao autor [juiz] que, percebendo que a situação não seria resolvida com uma simples e abjeta carteirada, tentou se evadir por diversas vezes", relatou o delegado Costa Miguel.

"Tendo este delegado tendo que impedir a fuga do averiguado, sendo que este por diversas vezes se recusou a entregar as chaves do seu veículo à autoridade policial", continuou o policial.

Já dentro da delegacia, o delegado ficou incomodado com a "maneira ameaçadora como o juiz o encarava e dizendo que aquilo não iria ficar assim".


DEBOCHE

O delegado Costa Miguel também afirmou que o juiz debochou da Polícia Civil.

O policial disse que "convidou" o magistrado a fazer o teste do bafômetro, já que ele exalava "forte hálito etílico", mas o juiz não aceitou ser examinado e negou que tivesse bebido.

Após o delegado Victor Vasconcellos Lutti, chefe do 1º DP de São Bernardo do Campo, ser chamado para acompanhar o registro do boletim de ocorrência do caso, o juiz foi liberado e, assim como o outro motorista envolvido na briga de trânsito que deu início ao problema com os policiais, ele foi embora dirigindo seu carro, escoltado por policiais civis até sua casa.


OUTRO LADO


O juiz Francisco Orlando de Souza disse à reportagem que não estava embriagado quando se envolveu na briga de trânsito. "Infelizmente, o delegado deu uma proporção muito maior a tudo isso. Não ofendi ninguém. Mas eles [policiais] me trataram com rispidez", disse Souza.

"Já prestei os primeiros esclarecimentos sobre o que aconteceu à Corregedoria do Tribunal de Justiça", continuou. "Tudo o que consta no boletim de ocorrência é a versão do delegado que o escreveu. Ele terá a chance de provar ou não o que está ali. O senhor acredita que o delegado titular iria me liberar se eu estivesse bêbado ou sem carteira de motorista?", disse o magistrado.

Ao ser questionado se pretende tomar alguma medida contra o delegado na Corregedoria da Polícia Civil, o magistrado disse que irá consultar sua entidade de classe, a Apamagis (Associação Paulista de Magistrados), para tomar essa decisão. "Pelo que percebi, isso deixou de ser uma questão pessoal e virou algo entre classes. Por isso preciso consultar minha entidade de classe", falou o juiz.

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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/989292-delegado-acusa-juiz-de-dirigir-bebado-e-sem-habilitacao-em-sp.shtml

Monumento da USP: Falta de transparência trai a memória das vítimas da ditadura

20.10.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Conceição Lemes

Em 3 de outubro, o Viomundo publicou: A USP homenageia as vítimas da “Revolução de 1964″?
Monumento da USP: Falta de transparência trai a memória das vítimas da ditadura
Na placa do monumento  às vítimas da ditadura na USP, que está em construção na Praça do Relógio, ao lado do bloco A do CRUSP, estava escrito: Monumento em Homenagem a Mortos e Cassados na Revolução de 1964
A ministra Maria do Rosário, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, indignada, detonou:  Essa placa na USP é um absurdo.
Em seguida, a sua assessoria de imprensa nos enviou e-mail a sua posição:  Farei contato com o reitor para mudar imediatamente a inscrição na placa”.
A Petrobras, também por e-mail, informou que o nome do projeto que patrocina era outro.
No dia 4 à tarde, a Reitoria da USP, por meio da sua assessoria de imprensa, nos enviou por e-mail, o seguinte esclarecimento:
“Houve um erro na inscrição da placa. O nome correto é: Monumento em Homenagem aos Mortos e Cassados no Regime Militar. Trata-se de um projeto do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP. A correção da placa será feita o mais breve possível.
Por favor, peço a gentileza de que inclua este esclarecimento em sua matéria, pois o NEV é um grupo de pesquisa reconhecimento nacional e internacionalmente e não pode ser exposto dessa forma por um erro na placa da obra”.
NOTA DE ESCLARECIMENTO DO NEV, QUE SE NEGA A ESCLARECER DÚVIDAS
Criado em 1987, o Núcleo de Estudos da Violência da USP (NEVUSP) tem como um dos seus coordenadores o professor Sérgio Adorno. O professor Paulo Sérgio Pinheiro, especialista em direitos humanos, também integra o núcleo, onde atua como pesquisador associado. Foi ele quem nos endereçou em 6 de outubro, através da assessoria de imprensa do NEV, uma nota de esclarecimento, da qual destacamos abaixo alguns trechos (a íntegra está no final desta matéria)
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Memorial aos Membros da Comunidade USP
Vítimas do Regime da Ditadura Militar – 1964/1985
Em 2010, o Núcleo de Estudos da Violência da USP (NEV/USP) teve a iniciativa de propor à Reitoria da Universidade de São Paulo a construção de um Memorial em homenagem aos membros da comunidade USP que foram perseguidos durante o regime autoritário que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985. A Reitoria manifestou apoio ao projeto, inclusive comprometendo-se a ceder a área em terreno da Universidade.
…….
Em resposta a esta sinalização de apoio, o NEV/USP, com a ajuda de arquitetos formados pela USP – que trabalharam voluntariamente –, formulou um pré-projeto arquitetônico que foi apresentado ao então Ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), Paulo Vannuchi, com vistas à obtenção de financiamento.
…….
Assim a Universidade de São Paulo ao promover uma homenagem a essas vítimas, dá um passo necessário e muito aguardado. Ainda que numerosas homenagens parciais tenham tido lugar em diferentes departamentos – como, por exemplo, aquela realizada na Faculdade de Medicina, a sete professores cassados entre 1964 e 1969 – é necessário que seja ouvida a voz oficial da instituição acadêmica, em respeito às vítimas e à própria história desta Universidade de São Paulo.
……
Para viabilizar esta homenagem o NEV/USP, com apoio da Reitoria, associou-se à Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, à FUSP e à Petrobrás. Esse consórcio forneceu os fundos necessários à obra física do Memorial.
……
A inauguração do Memorial está prevista para dezembro de 2011.
Como a nota de esclarecimento era insuficiente para certos pingos nos is, solicitei mais esclarecimentos, enviando estas perguntas por e-mail ao professor Paulo Sérgio Pinheiro:
“Li o texto que nos enviou por intermédio do Itã [assessor de imprensa do NEV]. Gostaria de esclarecer várias dúvidas, já que a Reitoria não o fez.
1) Na placa estava escrita uma coisa, a Reitoria nos informou outra. E aparentemente o que estará escrito será terceira. Mais precisamente o título que consta na nota de esclarecimento Memorial aos Membros da Comunidade USPVítimas do Regime da Ditadura Militar – 1964/1985. É isso mesmo?
2) De acordo com a placa, a obra começou em 16 de agosto. Por que decorridos quase 50 dias ninguém da Reitoria nem do NEV havia percebido o equívoco? Segundo a Scopus, a solicitação de alteração só foi feita na manhã seguinte à publicação da reportagem do Viomundo.
3) Já que é um projeto importante do NEV por que os senhores não estavam acompanhando todos os passos? Não houve nem a curiosidade de passar por lá para ver o início das obras?
4) Na nota de esclarecimento, é dito: “Para viabilizar esta homenagem o NEV/USP, com apoio da Reitoria, associou-se à Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, à FUSP e à Petrobrás. Esse consórcio forneceu os fundos necessários à obra física do Memorial”.
Só que quem efetivamente forneceu os fundos para a obra física do Memorial foi a Petrobras, que fechou um contrato com a FUSP, correto?
5) Na placa são citadas ainda a Scopus, a Dezoito Arquitetura e Coordenadoria do Espaço Físico (Coesf). Qual o papel delas?
6) Na nota de esclarecimento é dito também: “o NEV/USP, com a ajuda de arquitetos formados pela USP – que trabalharam voluntariamente –, formulou um pré-projeto arquitetônico”. A Dezoito Arquitetura não recebeu nada pelo projeto?
7) Segundo a placa, a obra ficará em 89 mil e poucos reais. Como foi distribuído esse valor repassado à FUSP?  Quanto cabe à Scopus, à Dezoito e demais envolvidos? Qual a taxa de administração que a FUSP cobra? Quem contratou quem?
8) Como foi contratado o projeto? E a sua execução?
9) Normalmente obras desse porte em órgãos públicos exigem licitação. E segundo a Reitoria foi feita licitação. Qual o número da licitação?
10) Como é efetuado o pagamento? Mensal? No final da obra?
11) O memorial vai ficar pronto na data prevista?
Como não houve retorno, contatei o assessor de imprensa do NEV. Foi, aí, que soube por ele que nem o professor Paulo Sérgio nem o NEV iriam responder mais nada.
Enviei-lhes novo e-mail, reiterando a demanda, acrescentando:
“Caro Professor Paulo Sérgio,
Como até o início da tarde desta sexta-feira, 7 de outubro, não obtive qualquer retorno do senhor, liguei para o assessor de imprensa do NEV.
Foi então que ele me disse que nem o senhor nem o NEV se manifestariam mais sobre o assunto. Tudo o que a instituição tinha a dizer estava na nota de esclarecimento.
Pedi-lhe, então que me enviasse um e-mail, informando exatamente isso, pra eu documentar a posição dos  senhores. Ele concordou.
Porém, como passou algum tempo e o e-mail não veio, liguei novamente para o assessor de imprensa do NEV. Foi aí que ele me disse que o NEV não encaminharia mais nada.
Ou seja, se eu não tivesse insistido, nem a resposta de que NEV não encaminharia mais nada, eu teria. É uma pena, pois eu só quero a verdade”.
Renovei a solicitação mais duas vezes. Nenhuma resposta.
FALTA DE  TRANSPARÊNCIA É UMA TRAIÇÃO À MEMÓRIA DAS VÍTIMAS
O fato é que há mais mistérios em torno da “placa da USP” do que somente o nome errado:
1) A Reitoria da USP, por meio da sua assessoria de imprensa, nos informou que para a contratação do projeto “foi feita licitação, sim. Porém, não disponho do número. Verificarei”. Só que essa informação não chegou  a esta repórter até hoje.
2) NaMaria, do NaMariaNews, uma das maiores especialistas em Diário Oficial do Estado de São Paulo, arregaçou as mangas para nos ajudar a desvendar mistério. Não encontrou nenhuma ocorrência no DO para a obra do memorial. Pelo menos entre as licitações feitas pela FUSP, Coesf e USP, a menos que tenha um lapso do DO.
3) A obra teria começado em 16 de agosto, segundo a “placa” maldita. Questionada por que decorridos quase 50 dias (na época da denúncia) ninguém da reitoria ou da Coordenadoria do Espaço Físico havia percebido o erro, a Reitoria afirmou: “A placa é recente. O erro já havia sido percebido e já havia sida solicitada a correção”.
Só que, segundo a Scopus, empresa encarregada da construção do memorial, o pedido para retificação da placa só foi feito na manhã do dia 4 de outubro, portanto muitas horas após a denúncia feita peloViomundo.
4) O memorial está sendo construído na Praça do Relógio, na Cidade Universitária. O NEV fica ao lado do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e em frente à Escola Politécnica.  Para se ir até o NEV, passa-se a uns 100 metros da Praça do Relógio.
Considerando que o memorial é importante para o NEV, por que ninguém do núcleo, ao menos por curiosidade, deu uma passada lá para saber como estava o andamento da obra? Se tivesse feito isso, certamente descobriria o erro da placa antes da denúncia.
A “placa” já era assunto entre os  estudantes quase uma semana antes da matéria do Viomundo. Será que foi desinteresse? Descaso? Esquecimento ou sei lá o quê?
5) A Petrobras fechou contrato de patrocínio de R$ 89.013, 13 com a Fundação  Universidade de São Paulo (FUSP) para a execução do memorial.
O “percurso” completo desse dinheiro é uma incógnita, já que não nos foi fornecido o documento público de licitação nem qualquer informação sobre a execução  da obra. Como foram distribuídos os 89 mil reais, descontada a taxa de administração da FUSP? Será que foi tudo para a Scopus, já que a Dezoito Arquitetura fez o pré-projeto voluntariamente?
6)Aparentemente o memorial será um “biombão” de concreto. Os nomes serão escritos aleatoriamente, sem obedecer ordem alfabética. Abaixo imagens dos croquis:
A nota de esclarecimento do NEV encaminhada a esta repórter, a pedido do professor Paulo Sérgio Pinheiro, afirma:
“A lista dos nomes que irão figurar do Memorial será produto da pesquisa em andamento, realizada pelos pesquisadores do NEV/USP, a partir de diversos levantamentos prévios, como aquele feito na publicação O Controle Ideológico na USP, editada pela Associação dos Docentes da USP em 2004. Para melhorar a qualidade das informações estão sendo realizadas entrevistas e pesquisas nos Departamentos de Pessoal das unidades de ensino da USP”.
Isso significa que obra foi iniciada sem que o NEV tivesse pronta a lista dos nomes a serem homenageados, já que essa nota nos foi enviada no dia 6 de outubro. Como se começa uma obra sem que a “alma” dela esteja pronta?  O NEV receberá por isso?
7) Na verdade, até mesmo o nome definitivo ainda é uma incógnita.
A placa original dizia: Monumento em Homenagem a Mortos e Cassados na Revolução de 1964.
A reitoria da USP reconheceu o erro e disse que o nome correto é: Monumento em Homenagem aos Mortos e Cassados no Regime Militar.
Porém, segundo a nota de esclarecimento do NEV, o nome é outro: Memorial aos Membros da Comunidade USP Vítimas do Regime da Ditadura Militar – 1964/1985.
A Reitoria teria informado incorretamente ao Viomundo o nome do monumento? Ou o correto é realmente esse da nota de esclarecimento do NEV? Ou será que o correto é A Repressão na USP: Monumento em Homenagem a Mortos e Cassados, já que este é o nome do projeto que a Petrobras está financiando. Foi uma das perguntas que  fiz ao professor Paulo Sérgio Pinheiro e não obtive resposta.
Certamente os mortos e os torturados da USP pela ditadura civil-militar não aceitariam que em nome deles se fizesse algo tão pouco transparente. Eles que já haviam sido vítimas do golpe de 64, foram, de novo, traídos, na própria “casa”.
Por isso, repito aqui o final da mensagem que enviei ao professor Paulo Sérgio Pinheiro e ao NEV, questionando a não resposta:
“Num e-mail que me enviou o senhor disse: ‘
Conceição,
espeto que vs ajudem a salvrbo mmorial depois da controversia  se conta que nunca na Usp e a primeira vez que um reitor faz um homenagem aos cassados,mortos e presos professores,alunos e funcipnaros da Usp 21 anos depois do fim d ditadura…”
Como ajudar a salvar o memorial, se a Reitoria, o NEV e o senhor me sonegam as informações necessárias para esclarecer definitivamente essa história?”
Íntegra da nota enviada ao Viomundo pela assessoria de imprensa do NEVUSP, a pedido do professor Paulo Sérgio Pinheiro
Leia também:
 
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