terça-feira, 11 de outubro de 2011

Escândalo paulista enfim chega às manchetes

11.10.2011
Do blog  BALAIO DO KOTSCHO, 05.10.11
Por Ricardo Kotscho



roque ok Escândalo paulista enfim chega às manchetes
Roque Barbiere nas manchetes, dois meses depois
Não foi fácil. Levou quase dois meses para que as denúncias feitas pelo deputado estadual Roque Barbiere (PTB) sobre o escândalo das propinas pagas por emendas parlamentares na Assembleia Legislativa rompesse o silêncio e ganhasse as manchetes dos jornalões paulistas.
A anatomia deste descaso jornalístico foi apresentada na terça-feira pelo colega Luciano Martins Costa em sua coluna no "Observatório da Imprensa", sob o título "Um escândalo entediante".
A história começa no dia 10 de agosto, quando a "Folha da Região", de Araçatuba, no interior paulista, publica uma entrevista com Barbiere na qual ele afirma que pelo menos 30% dos integrantes da Assembleia Legislativa recebem propina para aprovar emendas ao orçamento que interessam aos prefeitos.
Cada deputado tem direito a uma bolada de R$ 2 milhões por ano concedida pelo governo paulista para que ele aplique onde e como quiser.
É uma verbinha respeitável, de fazer inveja a qualquer "mensalão". Por mais de vinte anos, os governos estaduais tucanos mantém desta forma uma maioria confortável na Assembleia, sem qualquer perigo de instauração de CPIs.
Só no dia 24 de setembro, ou seja, seis semanas depois da "Folha da Região", a "Folha de S. Paulo" rompeu o silêncio para registrar a denúncia de Roque Barbiere, o Roquinho, muito ligado ao ex-governador Orestes Quércia, já falecido.
Registrou e tirou o time, para abrir espaço ao seu concorrente "Estadão", que foi atrás da história e deu entrevista de Barbiere, com direito a manchete, em sua edição da última segunda-feira.
"Mas, em nenhuma hipótese, os dois diários manifestaram um interesse sequer aproximado do que sempre demonstraram por outros escândalos (...). O enredo começa a revelar aspectos intrigantes, capazes de estimular a curiosidade do mais distraído dos repórteres. Mas os grandes jornais ainda não manifestaram interesse em procurar gravações, depoimentos, sinais exteriores de riqueza", estranhou o colunista do "OI".
Em sua edição desta quarta-feira, finalmente a "Folha" abre sua manchete principal para o caso _ "Para deputado, cada colega de SP tem um preço" _ como se tratasse de uma grande novidade.
Tirado do anonimato em que vivia, Roquinho deu na véspera uma entrevista coletiva para explicar o modus-operandi dos colegas, comparou a Assembleia a um camelódromo em que "cada um vende de um jeito", mas se recusou a dar nomes aos bois. "Não vou entregar nenhum nome, nem com o revólver na cabeça".
Pois é exatamente isto que o governador Geraldo Alckmin espera para dar início às rigorosas investigações, como informou na véspera e reiterou em nota oficial distribuída ontem: "O deputado tem o dever de apontar casos concretos que sustentem suas graves denúncias. Até agora não o fez".
E, pelo jeito, não fará. Diante do impasse, a "Folha" resolveu fazer suas próprias investigações e constatou que pelo menos seis deputados indicaram parte da verba de R$ 2 milhões para cidades onde não tiveram um único voto, o que reforça a denúncia de Barbiere sobre a "venda" de emendas a prefeitos.
Da lista não consta o nome do deputado Bruno Covas, licenciado para assumir a Secretaria de Meio Ambiente do Estado e um dos candidatos do PSDB à Prefeitura paulistana.
No dia do lançamento da sua pré-candidatura pelo governador Geraldo Alckmin, Bruno deu uma desastrosa entrevista ao "Estadão" em que levantou a lebre de Barbiere, ao afirmar que um prefeito lhe perguntou a quem deveria entregar a propina de 10% sobre os R$ 50 mil de uma emenda do deputado.
Bruno conta que mandou o prefeito entregar a "comissão" à Santa Casa local, mas também não revelou o nome do prefeito. Depois tentou desmentir suas declarações, que foram gravadas pelo jornal, alegando que houve um "mal-entendido".
Convocado para prestar depoimento na Assembléia Legislativa, Bruno foi "desconvocado" ontem pela Comissão de Meio Ambiente.
Agora que o assunto dos "emendões" paulistas se tornou público, o próximo passo deverá ser um depooimento por escrito que Barbiere prometeu apresentar na quinta-feira ao Conselho de Ética (e não é que existe?) da Assembleia Legislativa.
"Alguns escândalos são feitos para mobilizar, outros são administrados para fazer o leitor cochilar", conclui Luciano Martins Costa, que não parece muito otimista sobre os efeitos práticos da denúncia.

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Fonte:http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2011/10/05/escandalo-paulista-enfim-chega-as-manchetes/

OCUPEM WALL STREET: Banqueiros à sombra da mídia, e de Keynes

11.10.2011
Do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 
Reproduzido do objETHOS, 10/10/2011
Por Samuel Lima em 11/10/2011 na edição 663


A palavra de ordem é precisa e clara: “Occupy Wall Street” (Ocupem Wall Street, em tradução literal). O movimento começou dia 17 de setembro em Nova York e ocupa muito mais que o parque Zuccotti, entre o centro financeiro e o Marco Zero. Literalmente, ganhou ruas e praças dos EUA, incluindo-se Washington, o centro do poder político. O protesto, focado na crítica aos banqueiros, tem sido tratado de maneira superficial e enviesada pela mídia nativa, à exceção do Valor Econômico.
A tentativa de desqualificação, a bem da verdade, vem da própria cobertura dos acontecimentos na origem, como assevera o pesquisador John Hanrahan, no site Nieman Watchdog: “A cobertura inicialmente foi depreciativa e mínima – e, mea culpa, eu mesmo não dei muito atenção a elas”.
Com a feição dos jovens desempregados novaiorquinos, o protesto começou com uma convocação veiculada pela revista canadense Adbusters. Sem um modelo de organização tradicional (exceto a realização diária de assembleias e passeatas), nos cartazes nota-se a inspiração na chamada “Primavera Árabe” pela democracia, especialmente os protestos na Praça de Tahrir no Cairo que resultaram na Revolução Egípcia de 2011:
– “Ocupem Wall Street, desocupem a Palestina!”
– “Nós somos os 99% que pagam impostos, junte-se a nós!”
– “Quando a injustiça impera, resistir é nosso dever” (Thomas Jefferson)
– “Vocês viram a Primavera Árabe, venham conhecer o Outono Americano”
– “Bem-vindos aos Estados Soviéticos da América”.
JN, 20 dias depois...
Um exemplo evidente de invisibilidade do protesto vem da TV Globo. O Jornal Nacional só transformou o acontecimento em notícia 19 dias depois.
Na reportagem da jornalista Giuliana Morrone, a constatação: “Estudantes, aposentados, desempregados e trabalhadores inconformados com a crise saíram em passeata por uma das principais ruas de Nova York. A multidão ocupou as calçadas”. Pelos cálculos da correspondente, cinco mil “inconformados com a crise” tinham um alvo em comum inequívoco: “Os manifestantes, que há 19 dias protestam contra o sistema financeiro”.
Mudou Giuliana ou mudaram os fatos? Uma semana antes, no Bom Dia Brasil, edição de 29/09, ela assegurava que os jovens defendiam “maior distribuição de renda e que os ricos paguem mais impostos”, ainda que registrasse uma palavra de ordem sem contexto: “Bancos ganham ajuda financeira e o povo fica quebrado”.
Mais que a ausência de fontes plurais e especializadas para refletir sobre o fato, o tom da matéria reflete uma contaminação por um viés ideológico conservador. É a hipótese dos “mercados perfeitos”, dominante nos últimos 30 anos de teoria econômica, hoje em estado adiantado de decomposição a céu aberto, nas ruas, praças e palácios do mundo global. É ironicamente incompreensível seu vaticínio, no Bom Dia Brasil. Conclui Giuliana: “Os manifestantes avisam que podem ficar semanas, até meses, no local, protestando contra o sistema financeiro”.
Duas notas na Folha Online
O portal noticioso da Folha de S.Paulo, entre 17/09 a 9/10, registra tão-somente duas pequenas notas sobre o movimento, ancoradas ambas em textos de agências de notícias.
Já na terceira semana dos protestos, a Folha.com publica (2/10) uma notícia de 1.765 caracteres, chamando no título a atenção dos leitores para o conflito: “Detidos em Wall Street são soltos, enquanto protestos se multiplicam”. O texto, ancorado na Agência EFE, dá conta de que “cerca de 700 pessoas foram presas no sábado em um protesto que bloqueou a ponte do Brooklyn”.
Quatro dias depois, a Folha.com volta a insistir no conflito:
“Com a ocupação em Wall Street já ingressando em seu 20º dia, a polícia de Nova York confrontou manifestantes usando spray de pimenta e cassetetes em barricada próxima à entrada do centro financeiro americano na noite de quarta-feira. Ao menos 28 pessoas foram presas, incluindo um acusado de agressão depois de um policial ser derrubado, segundo o porta-voz da polícia Paul Browne.”
Quanto ao “alvo” dos cidadãos, o site do jornal paulista escolheu temas diversos: “Contra a desigualdade de renda, ganância corporativa e outras questões sociais”. Trocando em miúdos, quase três semanas depois dos acontecimentos, sem cobertura própria, a Folha “descobriu”, através de textos de agências internacionais, a existência do movimento.
Ainda assim, as duas notas publicadas cobriam conflitos com a polícia, o que em tese caracterizaria os manifestantes como “baderneiros”. Com extremo zelo de classe, o diário paulista tira de foco os banqueiros, escroques e especuladores que dominam os mercados financeiros, nos EUA, União Europeia e economia global.
Valor Econômico, exceção à regra
Não obstante ter entrado tardiamente na cobertura dos fatos, o Valor foi o único que destacou um jornalista, Eduardo Graça, que esteve durante três dias no parque Zuccotti, ouvindo os líderes do movimento, sindicalistas, especialistas e personalidades que foram ao local hipotecar apoio: o cineasta Michael Moore, Joseph Stiglitz (Nobel de Economia), o produtor musical Russell Simmons, a atriz Susan Sarandon, o pensador Noam Chomsky e o músico Peter Yarro – do grupo de folk “Peter Paul and Mary”.
A reportagem (ver "Na praça, contra tudo") ganhou chamada de capa (“Rebelião americana”, edição de 7 a 9/10/11) e foi destaque do caderno “Eu & Fim de Semana”, intitulado “O outono americano”. Trata-se de alusão aos ventos da “Primavera Árabe” e outros protestos que se espalham pelo mundo, colocando o centro do modelo econômico em xeque: o poder tirânico do capital financeiro, e dos banqueiros.
Graça ouviu múltiplas fontes e passou a noção mais completa desse inusitado fato histórico, em curso. Do sociólogo Stephen Duncombe, da Universidade de Nova York (NYU) ouviu: “Ainda não podemos sequer afirmar se tratar de uma federação. Eles são cidadãos comuns que perceberam não fazer mais parte da engrenagem da sociedade americana. (…) O que se dá em Manhattan, hoje, é o nascimento de um novo tipo de movimento social, multivocal, sem ícones, conectado”.
A reportagem do Valor destaca a análise do colunista Andrew Ross Sorkin, do New York Times, nome de peso do jornalismo econômico. Sorkin foi taxativo: “A mensagem desses meninos é clara – eles querem que Wall Street e as corporações americanas paguem o que devem pela crise financeira e o aumento da desigualdade social do país. E se a economia continuar o ciclo negativo por mais tempo, poderemos evoluir para algo mais próximo de uma desobediência civil em massa”.
O jornal especializado em economia fechou sua cobertura parcial com uma nota publicada no portal na segunda-feira (10/10): o movimento realizou mais uma grande passeata (Valor não a quantifica) no sul de Manhattan, que ao contrário dos sábados anteriores, terminou sem nenhuma prisão.
Entre a exceção e a regra, a cobertura do “Outono Americano” nas páginas da mídia brasileira transitou errática. À sombra generosa de John Maynard Keynes, considerado o maior economista do século 20, os banqueiros globalizados continuam se alimentando de sigilo e “sombra” de informação, sobretudo fugindo dos lampejos emanados do jornalismo. A ver os desdobramentos do movimento “Occupy Wall Street” e a atuação da imprensa, lá e cá.
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*Samuel Lima é docente da FAC/UnB, professor-visitante do curso de jornalismo da UFSC e pesquisador do objETHOS]

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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_banqueiros_a_sombra_da_midia_e_de_keynes

Partido da Imprensa Golpista, saiba o que é e como funciona

11.10.2011
Do site Wikipedia, de Portugal




Partido da Imprensa Golpista, charge deCarlos Latuff.
Partido da Imprensa Golpista (comumente abreviado para PIG ou PiG) é uma expressão usada por órgãos de imprensa e blogs políticos de orientação de esquerda para se referir a órgãos de imprensa e jornalistas por eles considerados tendenciosos, que se utilizariam do que chamamgrande mídia como meio de propagar suas ideias e tentar desestabilizar governos de orientação política contrária.[1]

Índice

  [esconder

[editar]Uso do termo

A expressão foi popularizada pelo jornalista Paulo Henrique Amorim em seu blog Conversa Afiada, mas, segundo ele, foi inspirada em um discurso do deputado petista Fernando Ferro.[2] Amorim, quando utiliza o termo, escreve com um i minúsculo, em alusão ao portal iG, do qual foi demitido em 18 de março de 2008, no que descreve como um processo de "limpeza ideológica". De acordo com ele, até políticos teriam passado a fazer parte do PIG: "O partido deixou de ser um instrumento de golpe para se tornar o próprio golpe. Com o discurso de jornalismo objetivo, fazem o trabalho não de imprensa que omite; mas que mente, deforma e frauda.[3]
O termo também é utilizado pelos jornalistas Luiz Carlos Azenha e Rodrigo Vianna em seus blogs, em referência a eventos ocorridos no Brasil e no exterior.[4][5] De maneira geral, hoje a expressão é bastante usada em parte dos sites e blogs de esquerda no Brasil.[6]
O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva dá respaldo à ideia contida no termo quando reclama: "Quem faz oposição nesse país é determinado tipo de imprensa. Ahhh, como inventam coisa contra o Lula. Se eu dependesse deles para ter 80% de aprovação, teria zero."[7]

[editar]Definição e contextualização

Protesto contra o jornal Folha de S. Paulo, realizado em 2009.
O termo é utilizado para se referir à qualidade do jornalismo praticado pelos grandes veículos de comunicação do Brasil, que seria, segundo seus criadores e utilizadores, demasiadamente conservador e que teria o intuito de prejudicar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e membros de seu governo de forma constante.
De acordo com Amorim, o termo PIG pode ser definido da seguinte forma:
Em nenhuma democracia séria do mundo jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político — o PiG, Partido da Imprensa Golpista[8]
Paulo Henrique Amorim
Amorim afirma ainda que a imprensa brasileira seria golpista sempre que o presidente da república é de origem trabalhista, ao mesmo tempo a imprensa nunca publicaria absolutamente nada contra presidentes de origem não trabalhista. O PIG, segundo ele, teria sua origem com Carlos Lacerda, que ajudou a "matar Getúlio Vargas"; teria continuado travando sua luta contra Juscelino Kubitschek eJoão Goulart, até se aliar à ditadura militar; teria perseguido o governo Brizola; e agora conspiraria contra o governo Lula.[3]
O cientista político Wanderley Guilherme dos Santos declarou, em entrevista à revista Carta Capital em 2005: "A grande imprensa levou Getúlio ao suicídio com base em nada; quase impediu Juscelino de tomar posse, com base em nada; levou Jânio à renúncia, aproveitando-se da maluquice dele, com base em nada; a tentativa de impedir a posse de Goulart com base em nada."[9]. Na opinião de Santos o papel da imprensa livre é o de "tomar conta, sim. Desestabilizar, não. A estabilidade não pode depender de militar, nem da Igreja, nem da imprensa".[9].
A expressão também fez parte de um discurso do deputado federal pernambucano Fernando Ferro, do Partido dos Trabalhadores (PT), em que sugeriu que Arnaldo Jabor assumisse o cargo de presidente do PIG.[10]
Na opinião de Marcus Figueiredo, cientista político ligado ao Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ) os grandes jornais de circulação nacional do Brasil "adotam um híbrido entre dois modelos de pluralismo: formalmente, no discurso ético de autoqualificação diante dos leitores, procuram associar-se aos conceitos e rituais de objetividade do jornalismo americano, como é possível constatar nos slogans, diretrizes oficiais, manuais de redação, cursos de jornalismo. No entanto, na produção do impresso diário, o que vimos são diferenças no tratamento conferido aos candidatos, de amplificação de certos temas negativamente associados a Lula, contraposto à benevolência no tratamento de temas espinhosos relacionados aos seus adversários".[11]
O jornalista Maurício Dias, colunista de Carta Capital, expressa opinião semelhante ao dizer, traçando um paralelo entre a grande imprensa brasileira e a FOX News (acusada pela diretora de Comunicações da Casa Branca de operar "como um setor de comunicações do Partido Republicano") que a mídia brasileira é dirigida por uma única orientação: "o candidato do PT não pode vencer".[11]
Críticas semelhantes foram feitas pelo jornalista Mário Prata em entrevista ao Diário de Natal:
"A imprensa brasileira está podre. Os grandes jornais, as coisas que são consideradas grande imprensa no Brasil, como Folha de S. Paulo, Globo, Estadão, Jornal Nacional, Veja, para mim são piadas. Todos esses que eu citei têm ódio do Lula, é um ódio doentio, é uma coisa que me dá medo. Outro dia peguei o Estadão e tinha oito chamadas na capa falando mal do governo, algumas coisas que ocorreram há sete anos. Meu filho casou-se agora com uma repórter da editoria de política do Estadão, e o Serra ligou para ela antes do casamento. "Julia, eu soube que você vai se casar, mas você não vai ter lua de mel, né? Você não pode ter lua de mel agora." Por aí você vê como Serra está dentro do jornal."[12]
Em entrevista concedida ao portal TerraCláudio Lembo, vice-governador de São Paulo eleito pela coligação PSDB-DEM e governador desse estado entre março e dezembro de 2006 (após a renúncia de Geraldo Alckmin para concorrer à presidência), também criticou o engajamento político da imprensa no contexto da eleição presidencial brasileira de 2010:
"A mídia está engajada, tem um candidato que é o Serra e com isso se perdeu o equilíbrio, vem o desequilíbrio, é desse embate que nasce a intranquilidade... mas ela é transitória. Havendo só um grande vencedor no pleito, que é o movimento social, e estando a mídia engajada como que está... disso nasce essa intranquilidade."[13]
Em 30 de setembro de 2010 o periódico francês Courrier International publicou uma matéria sob o título "Une presse très remontée contre Lula", em que opina que o presidente Lula enfrentaria uma oposição por parte da imprensa liderada por quatro grupos: Folha de S. Paulo, Grupo Abril, O Globo e O Estado de S. Paulo.[14] No artigo, o autor Paul Jürgens chega a acusar o tom da oposição de caricatural.
Levantamento nos três jornais mais vendidos do Brasil, de 28/8 a 27/9.[15] Das 90 capas publicadas, estudo de blog de esquerda concluiu que 61 eram negativas para candidatura presidencial do PT, enquanto apenas 3 eram positivas.
O portal de orientação de esquerda Brasil de Fato realizou um levantamento sobre o comportamento dos três jornais de maior circulação no Brasil ante a campanha de Dilma Rousseff, candidata do PT para a Presidência da República em 2010.[15] O estudo foi feito a partir das manchetes de primeira página publicadas em 30 dias que antecederam a votação de primeiro turno, (entre os dias 28 de agosto e 27 de setembro). Constatou-se que a maior parte dos temas abordados foram ligados às eleições, com a grande maioria das manchetes adotando um enfoque desfavorável para a candidata do PT.
No período analisado, O Globo não teria publicado nenhuma manchete positiva à candidata do PT, contra 21 manchetes negativas. Foram ainda três neutras e seis tratando de outros assuntos, como Economia ou Internacional. Já a Folha de S. Paulo teria veiculado duas manchetes positivas à campanha petista ("Lula vai à TV e afirma que Serra partiu para baixaria", no dia 8, e "Desemprego é o menor, e renda é a maior em 8 anos", no dia 24). No entanto, foram dezoito manchetes negativas, além de uma neutra e nove sobre temas diversos. O Estado de S. Paulo, (único dos três a declarar, em editorial, apoio ao candidato José Serra), teria sido o campeão em negativas com relação a Dilma: foram 22 capas negativas em apenas um mês. O Estado trouxe uma manchete positiva à petista ("Inquérito da PF esvazia tese de crime político na receita", no dia 16), três neutras e quatro abordando outros assuntos.
Após relutar em aceitar a idéia de termos como o "PIG",[16] o jornalista Luís Nassif hoje defende que parte da mídia brasileira vem atuando, sim, de forma a alcançar o protagonismo político-partidário. Nassif enxerga essa atuação política mais incisiva como parte de uma tendência mundial, iniciada por Rupert Murdoch, fundador da emissora americana FOX News. O jornalista afirma que, no Brasil, esse movimento se manifestou num pacto entre quatro grandes grupos de mídia para fazer oposição ao governo trabalhista do PT. Para Nassif, são esses quatro conglomerados - Globo, Abril, Estadão e Folha – que vêm comandando a oposição política brasileira de 2005 até hoje.[17][18]

[editar]Ato "Em defesa da democracia e contra o golpismo midiático"

Em 23 de setembro de 2010 representantes de partidos políticos e entidades de esquerda fizeram, em São Paulo, um ato intitulado "Em defesa da democracia e contra o golpismo midiático". Nessa ocasião, o presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Altamiro Borges, leu o documento "Pela ampla liberdade de expressão", em que defende a mídia alternativa e propõe solicitar a abertura dos contratos e contas de publicidade de grandes empresas de comunicação.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e secretário-geral da Federação Nacional dos Jornalistas(Fenaj), José Augusto Camargo, também leu uma nota, intitulada "Em defesa dos jornalistas, da ética e do direito à informação".
Distorcer, selecionar, divulgar opiniões como se fossem fatos não é exercer o jornalismo, mas, sim, manipular o noticiário cotidiano segundo interesses outros que não os de informar com veracidade. Se esses recursos são usados para influenciar ou determinar o resultado de uma eleição configura-se golpe com o objetivo de interferir na vontade popular. Não se trata aqui do uso da força, mas sim de técnicas de manipulação da opinião pública. Neste contexto, o uso do conceito “golpe midiático” é perfeitamente compreensível.
José Augusto Camargo.[19]

[editar]Composição

Conforme a opinião daqueles que se utilizam do termo, seriam três as famílias que manipulariam a opinião pública, dominariam e condicionariam o noticiário de todo o país, através dos seus órgãos de imprensa: os Marinho (Organizações Globo), os Frias (Grupo Folha) e os Mesquita (Grupo Estado).[3]. Estas três famílias controlam alguns dos principais orgãos da impressa no Brasil, tais como os jornais O GloboFolha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo, e o portal UOL. Também são incluídos os Civita (Grupo Abril), que publicam a revistaVeja. Paulo Henrique Amorim também limitou a esses quatro grupos a composição do "PIG" em entrevista à revista Imprensa em junho de 2011.[2]
Em artigo de março de 2010, o jornalista Gilberto Maringoni, colaborador da agência de esquerda Carta Maior, sugeriu que o Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, promovido pelo Instituto Millenium, entidade brasileira que afirma defender o "Estado de Direito, liberdades individuais, responsabilidade individual, meritocracia, propriedade privada" como valores,[20] reuniria a imprensa golpista.[21]

[editar]A Internet e o PIG

Para o jornalista e escritor Fernando Soares Campos,[22] "sem a internet, dificilmente Lula teria sido eleito; se fosse, não assumiria; se assumisse, teria sido golpeado com muita facilidade. O PIG é forte, é Golias, mas a internet [está] assim de Davi!".[1] Para Campos, a existência da Internet interferiria com o monopólio da informação por parte dos grandes grupos midiáticos, e essa interferência dificultaria os golpes.[1]
Segundo o Observatório da Imprensa, a Internet teria criado dificuldades para a grande mídia brasileira dar o suposto golpe no Governo Lula[carece de fontes], como ocorreu com Jango (presidente da República entre 1961 e 1964, quando começou a ditadura militar). Na atualidade, com múltiplos meios de comunicação — muitos baseados em livre troca de informações entre as pessoas — controle da informação teria se tornado mais complexo, devido à grande facilidade de se buscar informações de fontes diversas sobre o assunto.
O jornalista Luís Nassif afirma que existe um pacto entre quatro grandes grupos de mídia – Globo, Abril, Estadão e Folha – que tem comandado a oposição política brasileira desde 2005. Ele defende que o reverso desse movimento é o desabrochar da sociedade civil na Internet. Para Nassif, estruturas como blogs, ONGs, OSCIPs, sindicatos e movimentos sociais, estão entrando na rede e passando a disputar, com os grandes grupos midiáticos, pela audiência e pelas opiniões políticas.[17]

[editar]Defesa dos veículos de comunicação

Como um dos maiores divulgadores do termo "PIG", Paulo Henrique Amorim é acusado por Reinaldo Azevedo de promover duas campanhas eternas: uma seria eleitoral, a outra seria contra a Folha de S. Paulo e seu diretor de redação. Azevedo afirma que tudo isso seria feito com o patrocínio do Governo, através da Caixa Econômica Federal.[23]
Segundo os oponentes do termo, a imprensa apenas denunciaria irregularidades nas administrações públicas. J.R. Guzzo, colunista deVeja, questionou o termo "PIG", afirmando que quando a imprensa publica denúncias é acusada por governistas de "desestabilizar" o Brasil.[24] A revista, em editorial de agosto de 2004 criticando a tentativa de criação do Conselho Federal de Jornalismo (classificado pela publicação como um "ataque à liberdade de imprensa" por parte do Governo Lula[25]), escreveu que "a qualidade da imprensa deve ser sempre medida por seu grau de independência nas relações com os governos", que seriam "tanto melhores quanto mais [preservassem] a liberdade de seus críticos".[26]
Para o jornalista Pedro Doria, editor-chefe do jornal O Estado de S. Paulo, a manifestação de uma polaridade ideológica intolerante é incapaz de explicar a realidade social complexa.[27][28]
Por sua vez, Sergio Leo julga que a grande imprensa é excessivamente complexa para poder ser rotulada desta maneira, pois abarcaria opiniões e pautas muito variadas.[29]
Para Roberto Romano, filósofo da Unicamp, "toda vez que é cobrado e criticado, [o presidente Luiz Inácio Lula da Silva] volta à cantilena das elites golpistas, da imprensa golpista e apela para a sustentação entre as massas e os movimentos sociais".[30]
Jânio de Freitas, em coluna na Folha de S. Paulo, afirma que "os meios de comunicação brasileiros nunca deixaram de ser parte ativa nos esforços de conduzir o eleitorado. Sua origem e sua tradição são de ligações políticas, como agentes de facções ou partidos, tanto de direita quanto de esquerda. Só em meado do século passado dá-se a primeira e derrotada tentativa, no Jornal do Brasil, de prática desconectada de segmentos políticos."[31]

[editar]Declaração de Maria Judith Brito

Em entrevista ao jornal O Globo a presidente da Associação Nacional de Jornais e executiva da Folha de S. PauloMaria Judith Brito, afirmou que o governo se incomoda com a imprensa, criticou fortemente o terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos e fez a seguinte declaração:
A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo.
Maria Judith Brito, presidente da Associação Nacional de Jornais.[32]
A declaração de Maria Judith Brito foi bastante criticada por repórteres e intelectuais, bem como por autoridades ligadas ao governo. As críticas focaram no aparente reconhecimento de que a imprensa estaria, de fato, assumindo um papel de oposição. Em artigo publicado naCarta MaiorJorge Furtado afirmou que a presidente da associação teria assumido que a grande imprensa do país "virou um partido político" e a criticou por não questionar a "moralidade de seus filiados [ao] assumirem a 'posição oposicionista deste país' enquanto, aos seus leitores, alegam praticar jornalismo"[33]. Luciano Martins Costa, do Observatório da Imprensa, fez crítica semelhante, afirmando que "o risco maior para a imprensa vem da própria imprensa, quando os jornais se associam para agir como um partido político".[34] O ministro Paulo Vannuchi, titular da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, também criticou a declaração, afirmando que a imprensa "vem confundindo um papel que é dela — informar, cobrar e denunciar — com o papel do protagonismo partidário".[35] Washington Araújo, no Observatório da Imprensa, questiona: "será papel dos meios de comunicação substituir a ação dos partidos políticos no Brasil, seja de situação ou de oposição? (...) Em isso acontecendo... não estaremos às voltas com clássica usurpação de função típica de partido político? E não seria esta uma gigantesca deformação do rito democrático?".[36]

[editar]Opinião do ex-presidente Lula

No contexto da campanha eleitoral de 2010, o então presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva havia tecido várias críticas à atuação de parte da imprensa brasileira que, segundo ele, estaria agindo como um partido político de oposição.
No dia 18 de setembro, logo após as primeiras declarações de Lula, a Associação Nacional de Jornais havia lançado nota que afirmava:[37]"É lamentável e preocupante que o Presidente da República se aproxime do final de seu segundo mandato manifestando desconhecimento em relação ao papel da imprensa nas sociedades democráticas."

[editar]Manifesto "Pela democracia e liberdade de imprensa"

Poucos dias depois, em 22 de setembro de 2010, num ato em frente à faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), juristas, artistas e intelectuais lançaram um documento que proclamava ser "um manifesto em defesa da democracia e da liberdade de imprensa e de expressão". A manifestação, iniciativa de intelectuais ligados à oposição, contou com a presença do ex-ministro do Supremo Tribunal FederalCarlos Veloso, e de juristas como Miguel Reale Júnior, ex-ministro de FHC, e Hélio Bicudo.[38]
Hélio Bicudo fora vice-prefeito da cidade de São Paulo na gestão de Marta Suplicy, tendo se afastado do Partido dos Trabalhadores em 2005.[39] Foi ele quem leu, ao microfone, o texto do manifesto, que fala em riscos de autoritarismo:
É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais em valorizar a honestidade[40]
Há também critica à ação de grupos acusados de atuar contra a imprensa:
"É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e de empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses."
O ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior disse que jornalistas estão sendo ameaçados:
Basta entrar nos sites do PT para ver as ameaças que estão sendo feitas a jornalistas, para saber qual o órgão de imprensa que tem que ser empastelado primeiro. Ou seja, há um clima de radicalização.[38]
Não existe mais liberdade de se denunciar aquilo que envergonha o país, que é a maracutaia dentro do Palácio do Planalto[41]
Na opinião dele, o ato que iria acontecer em 23 de setembro de 2010, promovido por centrais sindicais e pelo PT, de crítica à imprensa, é "um processo imensamente perigoso de radicalização". Reale Júnior afirmou:
Na medida em que ele passou a denunciar a imprensa, a dizer que não precisa de formador de opinião, a dizer que a opinião somos nós, esta é uma ideia substancialmente fascista. Ele com sua posição de presidente da República, sai de sua cadeira da presidência para ser insuflador contra a imprensa. Isto é perigoso[41]
Hélio Bicudo também disse que Lula é presidente em horário integral e criticou o presidente por supostamente usar seguranças da Presidência em comícios:
Ele tenta desmoralizar a imprensa, tenta desmoralizar todos que se opõe ao seu poder pessoal. Ele (Lula) tem opinião, mas não pode usar a máquina governamental para exercer essa opinião — disse Bicudo, para quem o Brasil está à beira do risco de um governo autoritário[42]
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou em 22 de setembro de 2010, em entrevista, que há no país hoje "uma chantagem sobre a imprensa brasileira". Segundo ele, a liberdade de imprensa "é a condição para a existência da democracia".[43]
Em matéria na revista IstoÉ, os repórteres Octávio Costa e Sérgio Pardellas criticaram as acusações do ato e afirmaram que seria o manifesto, e não o presidente, que teria inclinação antidemocrática:
O que parece ter sido esquecido no manifesto oposicionista de tendências golpistas é que a democracia é exercida pelo voto. O temor de uma vaga autoritária por parte do governo é deslocado da realidade. Não reflete o momento que o Brasil vive. Não há sinais concretos de que o presidente Lula tenha atentado contra a liberdade de imprensa. Ele vem fazendo apenas críticas pontuais, direito que não pode ser negado a qualquer cidadão, muito menos ao presidente. De resto, desde a luta contra a ditadura, Lula mostrou-se defensor intransigente das liberdades democráticas.[44]
Considerando esse acirramento dos ânimos com a proximidade da votação em primeiro turno, Bresser Pereira (PSDB), ex-ministro nos governos de Fernando Henrique Cardoso e de José Sarney, afirmou que argumentos como o desse manifesto não tinham base na realidade.[45] Após o resultado das urnas, Bresser voltou ao tema. O cientista político afirmou que falar em riscos à democracia durante as eleições de 2010 foi atitude "profundamente antipolítica e antidemocrática":
Quando setores da sociedade e militantes partidários afirmaram que a candidata eleita representava uma ameaça para a democracia, para a Constituição e para a moralidade pública, estavam retomando uma prática política que caracterizou a UDN (União Democrática Nacional), o partido político moralista e golpista que derrubou Getulio Vargas em 1954.[46]
Em resposta ao manifesto supramencionado, foi também elaborado outro manifesto, intitulado "Carta ao Povo Brasileiro", assinado por juristas de renome como Celso Antônio Bandeira de Mello e Dalmo de Abreu Dallari, bem como por vários presidentes regionais da OAB. A carta afirma que o governo Lula vem preservando a democracia e também promovendo a consolidação dos valores democráticos. Quanto ao tema específico da liberdade de pensamento, o manifesto afirma:
Nos últimos anos, com vigor, a liberdade de manifestação de idéias fluiu no País. Não houve um ato sequer do governo que limitasse a expressão do pensamento em sua plenitude. Não se pode cunhar de autoritário um governo por fazer criticas a setores da imprensa ou a seus adversários, já que a própria crítica é direito de qualquer cidadão, inclusive do Presidente da República.[47]

[editar]Ver também

Referências

  1. ↑ a b c [1]
  2. ↑ a b Igor Ribeiro e Flávio Costa (junho de 2011). "O amolador".Imprensa (número 268): 26-31. São Paulo: Imprensa Editorial Ltda..
  3. ↑ a b c UCB. Paulo Henrique Amorim fala sobre “PIG” e jornalismo na Internet. Brasília: Oficina de Produção de Notícias, Curso de Comunicação Social, Universidade Católica de Brasília, 27 de outubro de 2009
  4.  Rodrigo Vianna. Imprensa golpista ontem e hoje: como enfrentar o PIG?. Página visitada em 30-01-2010.
  5.  Azenha, Luiz Carlos (26 de abril de 2009). O PIG apanha nas urnas. Desta vez no Equador. Vi o Mundo. Página visitada em 29 de abril de 2009.
  6.  http://www1.folha.uol.com.br/poder/797895-o-pt-pode-ser-salvo-de-si-mesmo-diz-sociologo.shtml
  7.  Josias de Sousa (17 de setembro de 2010). Lula sobre mínimo de Serra: ‘Pensa que povo é tonto’. Folha Online. Página visitada em 18 de setembro de 2010.
  8.  Amorim, Paulo Henrique (28 de abril de 2009). O PiG a caminho do túmulo. Conversa Afiada. Página visitada em 29 de abril de 2009.
  9. ↑ a b Dias, Mauricio. FHC apoiaria “Golpe Branco.: Wanderley Guilherme dos Santos, entrevista à Carta Capital, 10 de junho de 2005. São Paulo: Revista Carta Capital, 10 de junho de 2005
  10.  Deputado sugere Partido da Imprensa com Jabor na presidência. Vermelho (20 de setembro de 2007). Página visitada em 29 de abril de 2009.
  11. ↑ a b Dias, Maurício. "A guerra de sempre", Carta Capital, ano XV, n.º 596, 19 de maio de 2010, p. 14
  12.  Fernanda Zauli. Entrevista - Mário Prata. Diário de Natal. Página visitada em 7 de setembro de 2010.
  13.  Bob Fernandes. Lembo: não temos partidos, só um movimento coordenado por Lula. Portal Terra. Página visitada em 15 de setembro de 2010.
  14.  Paul Jürgens (30 de setembro de 2010). Une presse très remontée contre Lula (em francês). Courrier International. Página visitada em 27 de outubro de 2010.
  15. ↑ a b http://www.brasildefato.com.br/node/3320
  16.  Referência direta à relutância em aceitar a idéia do PIG pode ser vista aos 3 minutos do segundo vídeo disponível emhttp://www.advivo.com.br/node/265849
  17. ↑ a b http://www.advivo.com.br/node/269877
  18.  http://www.advivo.com.br/node/265849
  19.  http://www.fpabramo.org.br/artigos-e-boletins/artigos/em-defesa-dos-jornalistas-da-etica-e-do-direito-informacao
  20.  Linha editorial. Instituto Millenium (29 de maio de 2011). Página visitada em 29 de maio de 2011.
  21.  Gilberto Maringoni (6 de março de 2010). O rosnar golpista do Instituto Millenium. Carta Maior. Página visitada em 26 de maio de 2011.
  22.  Biografia: Fernando Soares Campos
  23.  Paulo Henrique Amorim trabalha pro PT
  24.  (22 de julho de 2009) "Danos menores". Veja (2 122): 142. São Paulo: Editora Abril. ISSN 01007122. Página visitada em 25/7/2010.
  25.  Malu Gaspar (18 de agosto de 2004). "O fantasma do autoritarismo". Veja (1 867): 40-51. São Paulo: Editora Abril. ISSN01007122.
  26.  (18 de agosto de 2004) "O valor da liberdade de imprensa". Veja(1 867): 9. São Paulo: Editora Abril. ISSN 01007122.
  27.  Pedro Doria (9 de janeiro de 2008). Intolerância ideológica e o mundo como ele é. Pedro Doria Weblog. Página visitada em 1º de fevereiro de 2010.
  28.  Pedro Doria (8 de março de 2009). Corporativista, não. Pedro Doria Weblog. Página visitada em 1º de fevereiro de 2010.
  29.  Sergio Leo (1º de fevereiro de 2009). Blogues e jornalismo, um não pode ser outro. Ou não.Sítio do Sergio Leo. Página visitada em 1º de fevereiro de 2010.
  30.  Juliana Linhares e Camila Pereira (27 de setembro de 2006). "'Pior do que o Watergate'". Veja (1 975): 80-82. São Paulo: Editora Abril. ISSN 01007122.
  31.  Freitas, Jânio. Além do último sinal. Folha de S. Paulo, 23 de setembro de 2010.
  32.  Farah, Tatiana. Entidades de imprensa e Fecomercio estudam ir ao STF contra plano de direitos humanos. Rio de Janeiro: O Globo, 18 de março de 2010.
  33.  A antiga imprensa, enfim, assume partido. Furtado, Jorge.Carta Maior, 2 de abril de 2010.
  34.  Imprensa versus governos, Costa, Luciano Martins. Carta Maior, 25 de março de 2010.
  35.  "Ministro Paulo Vannuchi diz que imprensa age como 'partido de oposição'", Portal Imprensa, 31 de março de 2010.
  36.  Araújo, Washington. INVERSÃO DE PAPÉIS: A imprensa como partido político. São Paulo: Observatório da Imprensa, 20 de abril de 2010
  37.  Associação Nacional de Jornais lamenta crítica de Lula à imprensaG1 (20 de setembro de 2010). Página visitada em 23 de setembro de 2010.
  38. ↑ a b Lançado em SP manifesto pela democraciaG1 (22 de setembro de 2010). Página visitada em 23 de setembro de 2010.
  39.  de Sousa, Josias (primeiro de setembro de 2010). Título não preenchido, favor adicionar. Folha de São Paulo.
  40.  Bicudo, Hélio (22 de setembro de 2010). Manifesto em defesa da liberdade de imprensa. O Globo. Página visitada em 22 de setembro de 2010.
  41. ↑ a b Reale Júnior, Miguel (22 de setembro de 2010). Manifesto em defesa da liberdade de imprensa. O Globo. Página visitada em 22 de setembro de 2010.
  42.  Bicudo, Hélio (22 de setembro de 2010). Manifesto em defesa da liberdade de imprensa. O Globo. Página visitada em 22 de setembro de 2010.
  43.  Serra, José (22 de setembro de 2010). Serra critica chantagem sobre a imprensa. O Globo. Página visitada em 22 de setembro de 2010.
  44.  http://www.viomundo.com.br/politica/istoe-a-onda-vermelha-toma-conta-do-pais.html
  45.  "Nestas eleições, não posso deixar de ver com perplexidade, de um lado, a tese de que tudo começou no governo Lula, que jamais em tempo algum houve um governo como esse, e, do outro lado, o renascimento do udenismo liberal-autoritário segundo o qual o governo atual desrespeita a Constituição e a candidatura Dilma Rousseff é uma ameaça para a democracia brasileira. Manifestações partidárias e apaixonadas desse tipo, sem base na realidade, não honram quem as faz. Não contribuem para a democracia brasileira." [2]
  46.  http://www.advivo.com.br/node/265867
  47.  http://www.vermelho.org.br/pe/noticia.php?id_secao=1&id_noticia=138033

[editar]Ligações externas


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Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_da_Imprensa_Golpista