Pesquisar este blog

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

PCR diz que vai avaliar sugestões de trânsito dadas por leitor do blog

10.10.2011
Do BLOG DE JAMILDO
Postado por Daniel Guedes 


Em atenção ao post intitulado “Leitor atento dá sugestões para melhorar o trânsito na Zona Sul”, a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) informa que as sugestões apresentadas pelo leitor José Luiz Ferreira serão analisadas pela área técnica do órgão. A Companhia desde já agradece a preocupação do cidadão e reforça aos leitores do blog que a contribuição da população será sempre bem vinda. 

A CTTU informa ainda que vem promovendo uma série de intervenções importantes no trânsito da Zona Sul para melhorar a circulação na área, a exemplo da criação de uma nova rota utilizando a Rua Capitão Rebelinho e a transformação do 2º Jardim de Boa Viagem em mão dupla.

A mais recente foi a criação de um binário que compreende as ruas Francisco da Cunha e Ministro Nelson Hungria. A ação visa melhorar o tráfego interno da região do bairro e também desafogar um trecho da Av. Domingos Ferreira, entre as ruas José Maria de Miranda e Antônio Falcão. Também na Zona Sul, a CTTU realizou o trabalho de modernização da rede semafórica, colocando baterias nos equipamentos das vias mais importantes, evitando assim o desligamento dos sinais por falta de energia, principalmente nos períodos de chuvas mais intensas.
****

Brasil lidera ranking de combate à fome pela 3ª vez

10.10.2011
Do blog ESQUERDOPATA



O Brasil lidera pela terceira vez o levantamento da organização não governamental (ONG) ActionAid, divulgado nesta segunda-feira, que lista os países que mais combatem a fome. Desta vez, o anúncio de mais investimentos para a agricultura familiar levou o Brasil ao topo do ranking. 

O relatório lista resultados do Programa Fome Zero, que, segundo dados levantados, levou à redução da desnutrição infantil em 73% entre 2002 e 2008, e elogia a inclusão do direito à alimentação na Constituição Federal em fevereiro de 2010.

A iniciativa mais recente do País no combate à insegurança alimentar, segundo a ONG, foi o anúncio de R$ 16 bilhões para o Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012, para investimentos na produção de alimentos, geração de renda no campo e organização econômica de agricultores familiares, assentados da reforma agrária e povos e comunidades tradicionais.

Apesar dos bons resultados, segundo a ActionAid, o Brasil precisa avançar na distribuição de terras, uma das mais desiguais do mundo. De acordo com o relatório, 56% da terra agricultável estão nas mãos de 3,5% dos proprietários rurais. Os 40% mais pobres têm apenas 1% dessas terras.

"O País precisa resolver a profunda desigualdade no acesso à terra e assegurar que os novos processos de crescimento não gerem novas exclusões por meio do deslocamento das populações. E ainda há 16 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza, altamente vulneráveis à fome. Essas pessoas são profundamente excluídas, são necessárias políticas públicas muito específicas e desenhadas para esse grupo", avaliou o coordenador executivo da ActionAid Brasil, Adriano Campolina.

Segundo ele, pode ser compartilhada com outros países a experiência brasileira em iniciativas de transferência de renda e políticas de proteção social e segurança alimentar, como os programas de merenda escolar e de construção de cisternas em regiões semiáridas.

****
Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com/2011/10/brasil-lidera-ranking-de-combate-fome.html

Grupo inversor qatarí compra bancos franceses y belgas en problemas

10.10.2011
Do blog INFOBAE.COM AMERICA


La familia real adquirió la división de banca privada, la más deteriorada en su liquidez, de Dexia y KBC. La acción del primero cayó 36% tras su estatización



Un grupo de inversión qatarí que quiere adquirir a Banque Internationale Luxembourg (BIL), de Dexia, pertenece a miembros de la familia real al-Thani, que además van a comprar la banca privada de KBC, dijo el lunes Luc Frieden, ministro de Finanzas de Luxemburgo.

KBC había dicho antes que Precision Capital, una firma de Qatar con base en Luxemburgo, había acordado adquirir a KBL, la unidad de banca privada de KBC, por 1.050 millones de euros (1.420 millones de dólares). Dijo que el inversor catarí había solicitado anonimato.

La familia real al-Thani, cuyos miembros, además, dirigen grupos de inversión del país como el fondo soberano Qatar Investment Authority (QIA), ya ha invertido en bancos europeos en el pasado, incluyendo al banco británico Barclays en una recaudación de fondos de emergencia a finales del 2008.

Dexia acordó el lunes un acuerdo de rescate que incluirá la nacionalización de su división de banca en Bélgica y la venta de BIL. Probablemente Luxemburgo asuma una participación minoritaria en BIL, que se especializa en gestión de riqueza, aunque el tamaño de la inversión aún no acuerda, dijo Frieden durante una rueda de prensa. 

****
Fonte:http://america.infobae.com/notas/35373-Grupo-inversor-qatari-compra-bancos-franceses-y-belgas-en-problemas

Evo Morales acusa uso político de marcha popular

10.10.2011
Do site CORREIO DO BRASIL, 09.10.11
Por Redação, com Rede Brasil Atual- de São Paulo

O presidente da Bolívia, Evo Morales, voltou a acusar um uso político da marcha realizada há quase dois meses contra a instalação de uma rodovia dentro do Território Indígena Parque Nacional Isiboro Securé (Tipnis), no leste do país.
Bolívia
O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirma que os protestos contra construção de rodovia em reserva indígena são usados para propaganda política
-Os inimigos históricos do movimento indígena agora aparecem como grandes defensores do movimento indígena quando lhes interessa politicamente. Antes era inimigos dos direitos da Mãe Terra e agora aparecem como defensores da Mãe Terra-, afirmou o presidente, em referência aos partidos opositores da chamada Meia Lua, que abrange os departamentos (o equivalente a estados) do Oriente boliviano. 
“Nas épocas passadas era golpe de Estado militar. E agora usam a nossos irmãos e alguns grupos com qualquer pretexto para que eles se aproveitem disso e outra vez se apropriem de nossos recursos naturais”, acrescentou.

A marcha dos povos indígenas de Tipnis foi retomada na última semana após uma interrupção por conta de repressão policial. O episódio provocou forte desgaste no governo nacional, que se viu na obrigação de afirmar que a ordem para a atuação repressiva não partira de nenhum integrante do alto escalão. 
Ainda assim, quatro deles deixaram os cargos – dois em protesto contra os fatos, dois para permitir a investigação, para a qual Morales convidou integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU), da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Unasul, em uma tentativa de minimizar o mal-estar e a deterioração da imagem internacional.

Durante discurso neste sábado, o presidente comentou ainda o protesto organizado por bolivianos em frente à Casa Branca para pedir uma atuação dos Estados Unidos no caso de Tipnis. “Estão pedindo uma invasão à Bolívia e não é possível que nossos irmãos indígenas do Oriente boliviano sejam instrumentos para que a direita peça a invasão”.
Marcha se aproxima de La Paz
Enquanto isso, a marcha chegou a Caranavi, a 140 quilômetros de La Paz. Os cerca de 2 mil manifestantes estavam escoltados por motos e foram recebidos com aplausos e saudações dos habitantes da cidade.
Os moradores saíram ao encontro dos índios na cidade de Sapecho, 20 quilômetros antes de Caranavi, onde entregaram a eles cobertores, roupas, alimentos e medicamentos, já que a partir de agora se iniciará a subida até os 3.600 metros de altitude de La Paz.
“Esta extraordinária recepção nos enche de assombro e de felicidade. Agradecemos a solidariedade de nossos irmãos”, declarou Adolfo Chávez, principal dirigente indígena do oeste da Bolívia.
Por sua vez, uma das moradoras que deram as boas-vindas aos manifestantes, Daniela Alvarez, criticou a falta de esclarecimento do episódio da repressão. Ela ainda agradeceu “aos nossos irmãos pelo sacrifício que voltou a unir o nosso povo”.
****

Partido adesista de Kassab ultrapassa bancada tucana

09.10.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, 08.10.11



O partido de Kassab, o PSD, já filiou 54 deputados federais, ultrapassando o PSDB que ficou com 52.

O ranking, por hora, está assim:

PT: 86 deputados;
PMDB: 80
PSD: 54
PSDB: 52

A maioria dos deputados que se aliaram a Kassab vieram da oposição, e devem passar a apoiar o governo Dilma. O que não falta são adesistas vindo das bandas dos demo-tucanos. De qualquer forma é melhor para o Brasil ter adesistas fisiológicos do que gente que fica só atrapalhando, em vez de fazer oposição séria.

***
Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/10/partido-adesista-de-kassab-ultrapassa.html

Presidente da subcomissão parlamentar da Copa diz que mobilidade urbana pode ser entrave


10.10.2011
Esporte Política, 09/10/11
Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil


Brasília - Visitar as cidades que vão receber jogos da Copa do Mundo tem causado preocupação à senadora Lídice da Mata (PSB-BA). Presidente da Subcomissão Temporária Copa 2014, Olimpíada e Paraolimpíada 2016, Lídice acredita que a conclusão das arenas não será problema, mas outras questões como a mobilidade urbana e o controle financeiro das obras estão em risco. “Em todos os estados, as obras de mobilidade urbana estão andando com muita lentidão”, avalia a senadora, que visitou cinco das 12 cidades-sedes.


Ela sustenta que a Copa do Mundo é a “grande oportunidade” de o Brasil voltar a investir nos metrôs de suas cidades. Além disso, a senadora acredita ser preciso mudar o foco dos investimentos em transporte e optar por veículos leves e trens, mas acha que alguns projetos terão que ser priorizados. “Teremos que rever isso. Temo que a gente tenha um grande gargalo nessa área”, afirmou.


Segundo ela, há ainda o temor de que as obras saiam mais caras do que o previsto. “Não temo pelas arenas. Os jogos vão acontecer porque já passou a parte dos atrasos, das licenças. O que preocupa é o encarecimento das obras”, afirmou a senadora.


Ela também se preocupa com a pouca atenção que está sendo dispensada às redes de proteção social para a população mais vulnerável. “Quais as medidas que os governos vão tomar para inibir a prostituição infantil, o tráfico de drogas, o deslocamento das pessoas em busca de emprego para os centros onde os jogos vão acontecer? É preciso pensar nessas coisas”, explicou Lídice da Mata.


Apesar disso, a presidente da subcomissão disse estar satisfeita com os novos mecanismos de fiscalização desenvolvidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU). De acordo com ela, antes o TCU recebia projetos e dados sobre a realização das obras depois que elas já estavam concluídas. “Agora ele está fiscalizando os contratos de gestão, orientando os tribunais estaduais.”


Outro ponto positivo apontado por Lídice da Mata é o envolvimento dos estados nos projetos. Segundo ela, estão surgindo experiências interessantes como a Cidade da Copa em Recife (PE), a renovação do centro antigo de Salvador (BA) e o desenvolvimento de um transporte leve parecido com o veículo leve sobre trilhos, feito com tecnologia exclusivamente gaúcha. “Porto Alegre tem um bom projeto de mobilidade urbana aliado à tecnologia desenvolvida pelos gaúchos. Isso é um dado de inovação tecnológica que se acrescente ao legado da Copa”, apontou.


Amanhã (10), os parlamentares da subcomissão visitarão as obras no Rio de Janeiro. A última cidade a ser visitada é São Paulo. Os trabalhos continuarão depois das visitas por meio de audiências públicas.


Edição: Talita Cavalcante
****
Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-10-09/presidente-da-subcomissao-parlamentar-da-copa-diz-que-mobilidade-urbana-pode-ser-entrave

Serra: morreu politicamente em perfeito estado de saúde Serra morreu politicamente em perfeito estado de saúde

10.10.2011
Do BLOG DO AMORALNATO
Por Luis Nassif
Postado por René Amaral





A matéria abaixo, sobre José Serra, é um primor.

Desde que perdeu as eleições, Serra foi encolhendo dia a dia, semana a semana. Perdeu o PSDB de São Paulo, primeiro o do estado, depois o da capital. Perdeu o PSDB nacional. Mais que isso: viu-se escorraçado de qualquer decisão partidária. Perdeu o PSDB, o DEM, sem ganhar o PSD. Ficou apenas com o PPS. Ou seja, com quase nada.

Conseguiu apenas prêmios de consolação, um cargo sem mando no PSDB nacional, uma Secretaria da Cultura e a Fundação Padre Anchieta, no estadual. Mais nada. Rigorosamente: mais nada!

No plano nacional, está em tal petição de miséria que até seu aliado Roberto Freire ofereceu-lhe o albergue do PPS.

Mas a matéria diz que está ótimo, porquer tuita, palestra sobre temas nacionais e "sempre teve mais cabeça estratégica do que tática". Como assim? Qual a estratégia? Perder todas as batalhas nunca fez de ninguém um estrategista vitorioso. Em futebol existe a figura do "campeão moral", a que Telê fez jus. Mas Serra, nem isso.

O homem que, mesmo sendo candidato derrotado do partido nas últimas eleições, não logrou juntar mais do que três (!) seguidores com votos - Freire, Aloisio e Jutahi - é apontado como grande estrategista e político que pensa o Brasil.

De O Estado de S. Paulo
Serra, do 'até breve' ao 'aqui estou'
Ex-governador saúda fiéis no Círio de Nazaré
GABRIEL MANZANO

Diante da multidão, que se emocionava ao ver a imagem de Nossa Senhora Aparecida levada pelas ruas de Belém do Pará, no Círio de Nazaré, o ex-governador José Serra não economizou palavras. "É um grande ato de fé, que à distância a gente não tem ideia de como é. Milhões de pessoas na rua, que se organizam sem precisar de muita organização". 

Enquanto Aécio Neves passava o fim de semana descansando em Cláudio, no interior mineiro, Serra disparava mensagens pelo Twitter em que definia a procissão como "a maior manifestação religiosa do Brasil e talvez do mundo".

Estava claro, ali, o que o ex-governador paulista queria dizer com aquele "até breve" do final de seu discurso de 31 de outubro do ano passado, em que reconheceu a derrota para Dilma Rousseff. Ele mostrava que, para um derrotado, a campanha eleitoral começa na noite da derrota.

Nestes 11 meses e meio, Serra se dedicou a um minucioso exercício de visibilidade programada. Marcou presença em seu blog e fez do Twitter uma janela permanente. Definiu rapidamente seu foco, avisando logo ao PSDB que não quer saber da candidatura à Prefeitura paulistana em 2012. Ao mesmo tempo debruçou-se com vigor, na mídia e em palestras, sobre temas nacionais - drogas, reforma política, segurança, turismo, câmbio. Pode-se dar o desconto de que ele foi sempre uma cabeça mais estratégica do que tática. Olha mais a floresta que a árvore.

Mas esses são precedentes muito convenientes. Foi às lideranças nacionais do PT que ele se dirigiu, nos últimos meses, ao criticar a reforma política que corre na Câmara. Suas críticas à política econômica partem de declarações feitas por Mantega ou pela presidente Dilma. Numa recente crítica ao trem-bala, compara-o com cinco ou seis grandes projetos, todos de caráter nacional. No seu GPS só cabe o mapa do Brasil. Ou seja, a briga pela vaga do PSDB em 2014 está apenas começando.

COLABOROU CARLOS MENDES

****
Fonte:http://amoralnato.blogspot.com/2011/10/va-de-retro-sserranas.html

Deputados pedem explicações à McDonald´s sobre suposto trabalho escravo

10.10.2011
Do site da Revista Brasil Atual, 09.10.11
Por  Redação da Rede Brasil Atual


Empresa foi multada em R$ 13,2 milhões por irregularidades trabalhistas
São Paulo – A rede de restaurantes fast food McDonald´s terá de explicar aos deputados paulistas como funciona a jornada de trabalho e a remuneração de seus funcionários. O "convite" partiu da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais da Assembleia Legislativa de São Paulo, que debateu a questão na quarta-feira (5), após denúncias do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio e Serviços em Geral de Hospedagem, Gastronomia, Alimentação Preparada e Bebida a Varejo de São Paulo e Região (Sinthoresp).
Segundo a entidade, a empresa adota “jornada móvel e variável” de trabalho, que obriga os trabalhadores a ficarem todo o dia à disposição dela. No início deste ano, a empresa foi multada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) que determinou a realização de campanhas contra o trabalho infantil.
Na denúncia, o Sinthoresp aponta que os funcionários, majoritariamente jovens, ficariam o dia todo em uma “sala debreak” das lojas, aguardando serem chamados, sem receberem por isso. A empresa remuneraria apenas o tempo em que os trabalhadores estão em efetiva atividade.
Outro problema apontado pela entidade é o pagamento de salário abaixo do mínimo – por volta de R$ 300. Os trabalhadores também estariam sofrendo assédio moral e sexual na rede que emprega perto de 50 mil pessoas.
Também na quarta, a deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP) discursou no plenário da Câmara dos Deputados a respeito das condições degradantes de trabalho encontradas no McDonald´s. A deputada pediu providências às comissões da Casa e propôs que os brasileiros “façam seus lanches onde os jovens são respeitados e a legislação brasileira é obedecida”.
Procurada, a empresa não se manifestou até o fechamento da matéria, às 18h45 minutos.

Irregularidades conhecidas

Em janeiro de 2011, o Ministério Público do Trabalho multou o McDonald´s em R$ 13,2 milhões, depois de constatar irregularidades na empresa.
Entre os problemas, o MPT encontrou funcionários de franquias cujo expediente ultrapassava o limite legal de duas horas extras diárias, inexistência de descanso semanal previsto em lei, ausência de Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e da emissão de Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT), além da falta de vestuário e de fornecimento de alimentação inadequada aos funcionários.
A multa deverá ser paga em nove anos e foi dividida em R$ 11,7 milhões à promoção de campanhas publicitárias contra o trabalho infantil e R$ 1,5 milhões à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) para a aquisição de equipamentos de reabilitação física.


Antes, em 2008, o MPT e a empresa já haviam firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com prazos para a adequação das condições de trabalho dos funcionários da rede.
*****
Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/trabalho/2011/10/deputados-querem-explicacoes-de-mcdonalds-sobre-suposto-trabalho-escravo

O beco sem saída do PSDB

10.10.2011
Do BLOG DO AMORALNATO, 09.10.11
Por Luis Nassif
Postado por René Amaral 


Dilma vai para a Europa e faz recomendações aos governos nacionais. Em editorial, o Estadão critica sua postura professoral. Aí o senador Álvaro Dias ecoa as críticas no Senado, sem mencionar a fonte. E o mesmo faz José Serra no Twitter. Na entrevista de Aécio Neves ao Estadão, a falta absoluta de ideias.

E só. Consultem os jornais, rádios, as últimas declarações de políticos e lideranças tucanas. Resumem-se a isso, críticas pontuais, em geral pautadas pela mídia.

Há dois tipos de políticos que aspiram a presidência. Aquele que traz novas ideias que mudam primeiro seu partido, depois o país; ou aquele que reflete as ideias e valores de determinados grupos e, especialmente, de seu partido político.

Obviamente Aécio não é gerador de ideias próprias. Mas e o PSDB? Como solta assim no ar o balão do seu candidato, sem sequer ter se dado ao trabalho de costurar um programa, um conjunto mínimo de ideias que fosse? Cadê seus pensadores, seu estrategistas? Como é que se monta um discurso oco em cima de uma mera pesquisa de opinião?

Ouso supor que o partido está em um beco sem saída.

O núcleo financista do partido – hoje em dia encastelado na Casa das Garças – tem interesses próprios. O PSDB foi apenas a escada para se lançarem ao poder. Embarcaram de carona na onda neoliberal, traduziram os bordões e o jogo de interesses para o português, usaram o partido que tinham à mão. E nada mais.

O núcleo desenvolvimentista sumiu. Os irmãos Mendonça de Barros resolveram aderir ao mercadismo do dia-a-dia e núcleo FGV-SP – de Bresser-Pereira e Nakano- está fora do barco faz tempo.

De seu lado, Serra conseguiu transformar seu entorno no mais puro esgoto político. Jogou pelo ralo as ideias de um grupo de técnicos respeitáveis, assumiu sua própria ignorância econômico-político-administrativo, passou a exigir dos seguidores provas seguidas de vilania e trouxe à tona a cara de um partido que já não tinha ideias para oferecer. Nem o DEM, na fase mais iracunda, conseguiu chegar perto da imagem medieval que Serra conferiu ao PSDB.

Sempre torci para que o PSDB conseguisse se refundar, apresentar-se como uma oposição legitima e civilizada, exorcizando os fantasmas da última eleição.  Seria o amadurecimento final do modelo político brasileiro.

Apostei em Aécio como uma alternativa do partido ao cenário de trevas representado pelo Serra, muito mais pela concepção administrativa que seu governo desenvolveu. Não tem fôlego para se impor. A sorte do país é que, com Aécio ou sem Aécio, também não há retorno para Serra.

A cada dia que passa fica cada vez mais claro que o partido entrou em um caminho sem futuro. Perdeu massa crítica de pensadores. Com Serra, perdeu legitimidade junto aos meios intelectuais e à opinião pública esclarecida. Os sociólogos e cientistas políticos da USP desempenham apenas papel de viúvas de FHC, sem conseguir entender ou elaborar o novo. O próprio FHC recolheu-se à uma merecida aposentadoria. Faltava apenas o reconhecimento de fora para aplacar suas angústias. Dilma forneceu-lhe o reconhecimento.

Cumprir-se-á o vaticínio de José Sarney que, em 2009, previu que a oposição sairia do seio das forças coligadas à situação.

Jogo de xadrez

Passados mais de 20 anos da primeira eleição direta do país pós-64, é interessante notar como se deu o xadrez político.

Fernando Collor surgiu com o discurso novo, que mudou o país. Não colheu os frutos por ser um desastre político. FHC herdou o discurso modernizante de Collor, e atraiu – meramente pelo efeito imã do poder – as melhores ideias acumuladas ao longo dos dez anos anteriores.

Havia um genuíno sentimento centro-esquerda em curso, aspirando a modernização mas com responsabilidade social.

Fosse um político de visão, FHC teria avançado nas privatizações mas, ao mesmo tempo, fechado o campo para a oposição, entrando decididamente na área social. Tinha quadros, novas ideias amadurecidas pelo país e uma grande conselheira em casa, dona Ruth.

Mas limitou-se a entrar na onda financista mundial. Recebeu as ideias de mão beijada e não teve fôlego para elaborar em cima delas.

Não teve nem visão para perceber a armadilha cambial, montada pelo lado financista, nem sensibilidade para entender que a chave para os vinte anos de poder – ambicionados por Sérgio Motta – estava em dona Ruth, não nos Bachas da vida.

Como nunca teve visão apurada dos grandes Estadistas, deixou uma avenida aberta para o discurso social do PT.

Eleito, Lula deu as cabeçadas iniciais previstas. Mas a bandeira social foi tão forte que ajudou-o a resistir ao episódio do “mensalão”.

Depois, consolidou-se mapeando todos os diferenciais apregoados pela oposição e ocupando o espaço. 

Com sua intuição, fez o que FHC deveria ter feito no seu governo, para não abrir espaço para a oposição.

Com o Banco Central de Meirelles aplacou a oposição mercadista. Com as políticas sociais não populistas, consagrou-se mundialmente como o homem da inclusão. Com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) levantou a bandeira da gestão dos investimentos públicos.  Absorveu os movimentos sociais, trouxe o PT mais para o centro e foi jogando gradativamente o PSDB para a direita.

Esvaziou a campanha sistemática dos que o apontavam como ameaça à democracia, golpista etc.

Finalmente, indicou para a presidência uma candidata com todas as características apontadas pelos seus próprios críticos – características acessórias, que não mudavam a essência do governo.  Uma presidenta sem arroubos oratórios, classe média, estudada, mais comedida na política internacional, com mais gestão (em cima das bases plantadas), sem entrar em guerra com a mídia e encarnando a figura da “faxina” e pragmatismo nas questões de concessão e privatização.

Entende-se a sinuca de bico do PSDB.

*****

A mulher que enfureceu a mídia

10.10.2011
Do BLOG DA CIDADANIA,09.10.11
Por  Eduardo Amorim

Uma improvável “pesquisa de opinião” deste blog revelou um fato que não chega a ser surpreendente: não se encontra alma viva que não tenha tomado conhecimento da polêmica em torno da propaganda de lingerie da Hope na qual a “top model” Gisele Bündchen insinua oferta de sexo a um homem de forma a “compensá-lo” por bater seu “carro” e “estourar” o limite de seu cartão de crédito.
Além da enorme repercussão do caso, a veiculação de tal propaganda aumentou exponencialmente –  tanto na tevê aberta quando na tevê por assinatura – depois que a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), a mineira de Lavras Iriny Lopes, oficializou ao Conar  (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) um pedido de suspensão daquela peça publicitária, agindo em resposta a queixas que a Secretaria recebeu.
Parece desnecessário especular sobre a causa do aumento da veiculação da peça. Trata-se de afirmação de independência e poder não da empresa que financiou a produção, mas da categoria publicitária (de empresas a profissionais da área) e da própria mídia como um todo, que, há muito, classifica como “censura” qualquer tentativa de regulação do espaço público da comunicação por rádio e tevê.
Dessa iniciativa da SPM decorreu forte reação dos meios de comunicação de massa, reação que fica evidenciada na edição desta semana da revista IstoÉ, que afirma que Iriny  “tornou-se alvo de uma saraivada de críticas e virou tema para humoristas ao mexer num vespeiro”, tendo sido acusada pelos “críticos mais exaltados” de ter investido contra o comercial da Hope por conta de uma “reação feminina de inveja à beleza da Gisele Bündchen”.
Uma das charges encomendadas pela mídia para ridicularizar a titular da Secretaria do governo federal de Políticas para Mulheres mostrou-a seminua (só de lingerie), em franca desvantagem em relação às formas exuberantes e à juventude da “top model” da propaganda do fabricante de lingerie devido ao fato de a ministra ter idade para ser sua mãe.
Em um momento em que a presidente Dilma Rousseff vinha fazendo gestos de boa vontade para com a grande mídia, prestigiando suas autocongratulações festivas e programas destinados ao público feminino, além de fazer reiterados gestos de gentileza ao político mais celebrado pelos grandes meios de comunicação, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, essa mulher de meia-idade, de aparência comum, petista de carteirinha, ocupante do principal cargo em um órgão considerado “inútil” por esses veículos, cutucou a onça com vara curta.
Só o episódio envolvendo o fabricante de lingerie Hope já teria potencial para fazer a ministra refletir que não é promissor para a sua carreira política enfrentar a máquina de moer reputações da direita brasileira, sobretudo por conta da fragilidade do ministério do atual governo diante do noticiário, fato comprovado pela queda de cinco ministros neste ano após matérias da imprensa. No entanto, Iriny voltou à carga.
Além do caso da propaganda de lingerie, a SPM, provocada pelo sindicato dos metroviários de São Paulo, pediu providências à Globo em relação ao programa humorístico Zorra Total, que apresenta quadro em que uma mulher aceita ser apalpada por um estranho em um vagão de metrô lotado. A provocação do sindicato à SPM acusa o quadro do programa de incentivar o assédio sexual de mulheres no transporte público.
Em seguida, o mesmo órgão, por iniciativa da ministra, pediu à Globo que colaborasse com a divulgação da existência de instâncias do governo a que mulheres vitimadas por violência doméstica podem recorrer. A colaboração se daria através da inserção de informações nas cenas da novela Fina Estampa em que uma mulher e sua filha são reiteradamente agredidas pelo marido e pai.
Aguinaldo Silva, autor da novela Fina Estampa, bem como a própria Globo receberam mal o pedido de colaboração da SPM e, como de costume, passaram a brandir queixas sobre “censura” apesar de o órgão ter feito apenas um pedido, não tendo tomado nenhuma medida para obrigar a emissora e o autor a colaborarem com a campanha governamental para informar as brasileiras da existência de medidas oficiais de proteção à mulher.
Apesar de carregar nas tintas, a mídia deixa ver que Iriny Lopes, à diferença dos homens do ministério de Dilma que não resistiram às seguidas matérias veiculadas com enorme destaque acusando-os, pode vir a se mostrar um osso duro de roer. Uma matéria da revista Veja divulgada no fim do ano passado, quando da nomeação de Iriny por Dilma, e outra publicada na revista IstoÉ desta semana revelam uma mulher no mínimo tenaz.
Segundo a edição da revista Veja de 13 de dezembro do ano passado, “Iriny Lopes está no PT desde 1984″ e “Pertence a uma ala mais radical do partido”, tendo chegado a “Integrar a chamada bancada agrária, simpática ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)”.
Já a revista IstoÉ, na edição desta semana, classifica a ministra como “Militante dos direitos civis e fundadora do PT no Espírito Santo” e afirma que ela “Enfrentou momentos difíceis em seus 58 anos de vida”, já que, “Ao combater a corrupção e o crime organizado em seu Estado, foi ameaçada de morte e passou cinco anos sob proteção da Polícia Federal”.
Alguém com tal histórico provavelmente não se deixará intimidar por campanhas difamatórias na imprensa, mesmo que, previsivelmente, surja alguma acusação à sua honestidade, arma que tem sido altamente eficiente na derrubada incessante de ministros que vem marcando o atual governo. E é bom que seja assim mesmo, porque essa mulher de aparência frágil de fato enfureceu a mídia.

****
Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/10/a-mulher-que-enfureceu-a-midia/

BLOG MOBILIDADE URBANA: Acidente de trânsito com registro pela internet, por Tânia Passos

10.10.2011
Do blog MOBILIDADE URBANA
Por Tânia Passos

Pernambuco bem que poderia copiar essa ideia: Em São Paulo, os motoristas que se envolverem em acidentes de trânsito sem vítimas,  podem registrar a ocorrência pela internet, por meio da Delegacia Eletrônica da Polícia Civil.

Quem não tiver acesso à rede pode continuar registrando as ocorrências nas unidades da Polícia Militar. Somente no Recife são registrados uma média de 30 a 40 acidentes por dia.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o objetivo da medida é proporcionar mais conforto aos motoristas e reduzir as demandas nas unidades da PM que atualmente fazem esse tipo de registro.

No ano passado, o CPTran (Comando de Policiamento de Trânsito) registrou 143.788 ocorrências de acidentes de trânsito sem vítimas.

Além dessas ocorrências, a Delegacia Eletrônica registra furto de veículos, desaparecimento e encontro de pessoas, furto e perda de documentos, celulares e placas de veículos.

No registro online, o motorista deverá informa local, horário e endereço da ocorrência e indicar o tipo de acidente – choque, colisão, capotamento, engavetamento ou tombamento. Depois, deve cadastrar os dados das pessoas e veículos envolvidos. Por último, o motorista deve narrar como ocorreu a ocorrência.

De acordo com a SSP, a delegacia eletrônica, criada em 2.000, é responsável pelo registro de 23,3% dos boletins de ocorrência. Em 2010 foram mais de 580 mil ocorrências registradas por meio dessa ferramenta.

Fonte: R7
****

Ricaços e estrelas na máfia dos carrões

10.10.2011
Do blog de Altamiro Borges,08.10.11
Por Altamiro  Borges

Uma mega-operação da Polícia Federal resultou na prisão, nesta sexta-feira (7), de 13 pessoas suspeitas de usarem um esquema de lavagem de dinheiro para comprar carros de luxo. Entre os detidos, estão três agentes da Polícia Militar e um chefão da máfia israelense “Albergil Family”, procurado pela Justiça dos Estados Unidos por tráfico de drogas, contrabando, prostituição e jogo ilegal.

A operação Black Ops da PF descobriu que a quadrilha importava carros usados e vendia como novos para lavar dinheiro obtido no crime. Os veículos vinham dos EUA e eram importados ilegalmente. As investigações também já concluíram que jogadores de futebol, artistas e ricaços compravam os veículos e tinham plena noção da ação criminosa. Tanto que a maior parte dos pagamentos era feita em dinheiro.

119 mandatos de prisão

O esquema era comandado a partir do Rio de Janeiro, mas atingia outros Estados. A operação da PF, em conjunto com a Receita Federal, ocorreu em 13 Estados e no Distrito Federal. Os agentes vasculharam 30 revendedoras de importados, apreenderam 35 veículos de luxo e confiscaram R$ 50 milhões. A Polícia Federal também expediu 119 mandatos de prisão.

Entre os envolvidos no esquema, estão donos de revendedoras de veículos, ricos empresários e algumas celebridades. Entre os suspeitos, os jogadores Kleberson, do Atlético Paranaense; Emerson Sheik, do Corinthians, e Diguinho, do Fluminense. Os cantores Latino e Belo também foram acusados. Já os nomes dos empresários ainda não foram divulgados. Todos eles responderão a inquérito policial.

Se gritar pega ladrão

O episódio confirma que o crime organizado não atinge apenas as entranhas do poder público. Há muitos ricaços e celebridades metidos em sujeira da grossa – desde que o capitalismo é capitalismo. Alguns deles até criticam, cinicamente, a corrupção e o recente aumento do Imposto sobre Produtos Importados (IPI) dos automóveis de luxo.

Como seria saudável uma enorme “marcha contra a corrupção” para colocar todos estes bandidos na cadeia! Não é só no mundo da política que há corruptos, como a mídia corporativa tenta fazer crer. Entre os ricaços e as celebridades midiáticas, se gritar pega ladrão não fica um meu irmão!

*****
Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/10/ricacos-e-estrelas-na-mafia-dos-carroes.html?spref=tw

ELEIÇÕES 2012/RECIFE: Fórmula é diversificar postulações

10.10.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO, 09.10.11
Por Aline Moura
Política



O entra e sai nos partidos, na última semana, foi a primeira etapa de uma longa disputa que se desenha na aliança comandada pelo governador Eduardo Campos (PSB). Até o próximo ano, quatro candidatos governistas terão de se desdobrar para mostrar que têm condições de concorrer à Prefeitura do Recife. Este prazo será necessário para mostrar a capacidade de articulação política, a popularidade de cada um e os projetos para a cidade. A campanha será mais do que antecipada para o prefeito João da Costa (PT), o deputado estadual Silvio Costa Filho (PTB) e o deputado federal Paulo Rubem (PDT). O ministro Fernando Bezerra Coelho também entrou no páreo, na última sexta-feira, ao transferir o domicílio eleitoral para o Recife.

A falta de unidade não estava nos projetos de Eduardo e desgasta os partidos, segundo garantem pessoas próximas a ele. No meio político, entretanto, alguns acreditam que o governador liberou todo mundo para se apresentar ao eleitor, agora, demarcar seu terreno e testar as possibilidades. Essa seria uma das estratégias para evitar a derrota da Frente Popular em outubro do próximo ano e envolve diretamente a recuperação política de João da Costa. Recife é prioridade para Eduardo, porque ele pretende entrar na disputa presidencial, como candidato ou vice, e não quer sofrer uma derrota na capital do seu estado. 

O desejo de manter a aliança se choca com o receio de perder a disputa. Isso significa que, se o prefeito não conseguir resgatar a imagem política, corre o risco de não ter o apoio do governador. Ele pode ser substituído pelo nome do ex-prefeito João Paulo, enfrentar Bezerra Coelho, Silvio Costa ou Paulo Rubem. O secretário das Cidades, Danilo Cabral, também não pode ser descartado dessa disputa. Cada um deles, entretanto, tem caminhos a trilhar. 

Quem está na posição mais confortável é Bezerra Coelho, por depender apenas de um “sim” ou “não” do governador. João Paulo vai se manter na sombra de João da Costa, enquanto Rubem tem que vencer as resistências no próprio partido. Silvio foi até liberado para se articular, mas o PTB ainda não sabe o impacto desse gesto.

****

SOBRE MÉDICOS, MONSTROS E MILITARES

10.10.2011
Do blog NÁUFRAGO DA UTOPIA, 30.09.11
Por Celso Lungaretti

O jornalista e escritor Carlos Heitor Cony relembra na Folha Ilustrada suas seis prisões durante a ditadura militar e, lá pelas tantas, evoca a cordialidade entre adversários que ainda subsistia na segunda delas, exemplificada por esta reminiscência do Natal de 1968:
"...o comandante cujo nome não guardei, homem civilizado e gentil, surpreendeu a mim e ao Joel [Silveira] mandando vir, de sua casa, uma ceia completa, vinho, castanhas, fatias de peru, frutas, um cartão amável desejando não somente um feliz Natal mas uma rápida libertação".
Nas quatro prisões seguintes, entretanto, o clima mudou radicalmente:
"...ficamos conhecendo o outro lado daquela turma que nos prendia. Nem Joel nem eu fomos torturados, mas passávamos a noite ouvindo os gritos dos torturados. Na hora das refeições, antes de chegar a comida, chegavam dois tipos de homens diferentes, verdadeiros armários que apontavam as armas enquanto comíamos não a comida normal dos quartéis, mas uma pasta que parecia os restos de outras refeições.

Nenhum diálogo, apenas ameaças. Nem banho de sol, obrigatório pela Convenção de Genebra. Nem visitas, nenhum contato com o mundo exterior, nem mesmo com a família, que não sabia onde estávamos e se estávamos vivos".
Traçando um paralelo com a obra clássica de Robert Louis Stevenson, ele avalia que "a poção mágica do poder" transformou os militares, de médicos em monstros. Supostamente, a partir do AI-5, promulgado em dezembro/1968.

As minhas próprias lembranças me levam a considerar um tanto mecânica a análise de Cony. 

Sequestrado (aquilo lá não respeitava os trâmites legais de uma detenção) em abril/1970, eu só deveria ter conhecido monstros. Mas, restavam alguns médicos.

E não só os bons recrutas que, compadecidos de nossa situação, arriscavam-se a severas punições para nos prestar pequenos favores e até davam um jeito de aumentar a quantidade de comida no bandejão que nos serviam, por perceberem que estávamos desnutridos.

E mesmo entre oficiais encontrávamos um pouco de solidariedade; com maior frequência quando se tratava de  veteranos que tinham aprendido seu ofício em tempos menos bicudos. Para estes,  honra militar  não era uma expressão em desuso.

Quem passara pelos campos de batalha da 2ª Guerra Mundial, geralmente não via com bons olhos a brutalidade amoral dos novos capitães e tenentes, dispostos a tudo para conseguirem promoções e prêmios.

Davam a entender, contudo, que eram impotentes para evitar os excessos. A bestialidade viera para ficar. A velha guarda castellista torcia o nariz, mas era só o que podia fazer, pois perdera a parada nas disputas internas da caserna. A linha dura apertava cada vez mais o torniquete.

Quando foi relaxada a primeira das três prisões preventivas que me mantinham prisioneiro, transferiram-me do quartel da PE da Vila Militar, um dos piores que existiam, para o que, por contraste, pareceu-me um hotel: o Regimento Escola de Cavalaria.
TEMPO DE OGROS

Como companheiro de quarto -- não era exatamente uma cela, embora tivesse grades na janela --, um professor que não havia participado da luta armada mas, mesmo assim, levara choques tão terríveis na PE que tinha os ossos dos dedos à mostra.

Deduzi que ambos saíriamos em breve. Os militares se preocupavam com tais detalhes, como o de não despejar nas ruas pessoas que parecessem ter saído de um campo de concentração nazista. Representariam a prova viva do que sucedia nos porões. Então, costumavam recuperar um pouco os presos, fisica e psicologicamente, às vésperas da libertação.

Não fiquei agradecido pelo tratamento menos desumano. Refleti que os oficiais médicosestavam desempenhando um papel determinado pelos alto comando, da mesma forma que seus colegas do DOI-Codi esmeravam-se em representar ogros.

Como única ressalva, eu admitia que os oficiais se direcionassem para a Cavalaria exatamente por terem um perfil mais compassivo (tanto que gostavam de animais), ao passo que iam para a infantaria os naturalmente insensíveis; e os piores deles, para a Polícia do Exército. Então, em ambos os casos, aproveitara-se o  physique du rôle.

Mas, houve um oficial que me pareceu ir além do script: o comandante do regimento, cel. Castro.

Em dezembro/1969, ss visitas a presos políticos na Vila Militar do Rio de Janeiro estavam todas suspensas em função do sequestro do embaixador suíço. Ele abriu uma exceção no Natal. Fiquei com a impressão de ter sido uma decisão pessoal, não uma encenação a mais.

O jeitão, a forma de falar, o tratamento respeitoso adotado com seus subalternos, tudo nele compunha a imagem de um homem afável e nobre, capaz de uma atitude dessas.

Ademais, como deveria estar bem próximo da reserva, já se encontrava imune a represálias. È quando os oficiais não temem tanto desagradar os escalões superiores.

Voltando ao dr. Jeckyll e Mr. Hide, faz mais sentido supor que, mesmo no pior momento do terrorismo de estado, as Forças Armadas continuasse tendo seus médicos e seus monstros . 

E, principalmente, indivíduos comuns, que não eram uma coisa nem outra, mas perceberam que, naquele momento, seus interesses estariam melhor servidos se deixassem aflorar as componentes monstruosas de sua personalidade, pois era isto que deles se esperava.


****
Fonte:http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/2011/09/sobre-militares-medicos-e-monstros.html