terça-feira, 4 de outubro de 2011

Eduardo tenta atrair estaleiro italiano líder de segmento militar

04.10.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Valdecarlos Alves



Roberto Pereira/SEI


O governador Eduardo Campos reuniu-se hoje (04) em Roma com o CEO do Grupo Fincantieri, Giuseppe Bono, para oferecer Pernambuco como porta de entrada do grupo italiano no Brasil. Um dos maiores produtores de navios militares do mundo, o estaleiro mantém entendimentos com a Marinha brasileira há dois anos para a construção de 18 fragatas.


Este foi o segundo contato entre o Governo de Pernambuco e a Fincantieri. Em março deste ano, Eduardo apresentou Pernambuco ao grupo, sediado em Gênova. “Nossa proposta é oferecer um intercâmbio tecnológico ao Brasil para que o país possa voltar a construir navios em grande escala para operação no seu mercado interno e também para exportar embarcações e concorrer com a China e com a Coreia”, disse Giuseppe Bono. 


Durante a reunião, na sede da embaixada brasileira em Roma, o governador destacou que Suape será o terceiro porto concentrador de cargas do país e que a indústria naval terá no equipamento pernambucano o local ideal para a consolidação de um grande cluster. “A exploração da camada Pré-sal vai requerer uma modernização do sistema de defesa brasileiro e, para isso, colocamos Pernambuco à disposição do Fincantieri e da recuperação da indústria naval brasileira”, afirmou Eduardo. 


O grupo naval italiano também atua no reparo e na produção de grandes navios mercantes. Em 52 anos de atuação, o estaleiro já entregou mais de sete mil embarcações. No segmento militar, além de fragatas, o Fincantieri fabrica e presta consultoria técnica à produção de submarinos, porta-aviões, corvetas, entre outras embarcações para países de diversas partes do globo como Estados Unidos, Índia, Iraque, Alemanha, Arábia Saudita, Turquia, entre outros países.


Agenda
Nesta quarta-feira, Eduardo participa da V Conferência Itália-América Latina para apresentar as potencialidades de investimentos em Pernambuco a diplomatas e funcionários de governo.

****
Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/25436-eduardo-tenta-atrair-estaleiro-italiano-lider-de-segmento-militar

Com acordo entre diretoria e funcionários, greve dos Correios pode acabar quinta-feira

04/10/2011

Economia Nacional
Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil


Brasília - Depois de mais de quatro horas de reunião e cinco intervalos para negociações, a direção dos Correios e representantes dos funcionários da empresa chegaram a um acordo para acabar com a greve deflagrada há 21 dias. 


A proposta negociada na tarde de hoje (4), durante audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), será encaminhada amanhã (5) para avaliação em assembleias dos 35 sindicatos dos funcionários, com indicativo de aprovação pelo comando de greve. Se as condições forem aceitas, a greve será encerrada na próxima quinta-feira (6).


A categoria abriu mão do abono de R$ 500 que foi oferecido pela empresa em troca do pagamento do aumento real de R$ 80 a partir de outubro. Esse aumento estava previsto para ser pago só a partir de janeiro. Também foi mantida a proposta de reajuste linear do salário e dos benefícios de 6,87% retroativo a 1º de agosto, além de um benefício para ressarcir o valor gasto pelos empregados com medicamentos.


Em relação ao desconto dos dias parados, a proposta acordada prevê que a empresa devolva os seis dias que já foram descontados dos trabalhadores em folha de pagamento suplementar até a próxima segunda-feira. Posteriormente, a empresa poderá fazer novamente o desconto na proporção de meio dia de trabalho por mês, mas o trabalhador terá a opção de ter o desconto em um prazo menor.


Os outros 15 dias de greve que não foram descontados dos trabalhadores deverão ser compensados com trabalho extra nos fins de semana e feriados, de acordo com a necessidade da empresa, até o segundo domingo de maio de 2012. A empresa deverá convocar os funcionários para o trabalho extra com no mínimo 72 horas de antecedência.


Edição: João Carlos Rodrigues

**** 
Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-10-04/com-acordo-entre-diretoria-e-funcionarios-greve-dos-correios-pode-acabar-quinta-feira

Brasil é o mais promissor na América Latina, mostra pesquisa

04.10.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Valdecarlos Alves

O Brasil é o país mais promissor para investimentos em ações da América Latina. É o que mostra pesquisa feita pelo banco JP Morgan com 40 investidores norte-americanos e europeus que administram US$ 57,3 bilhões em papéis de empresas da região. De cada 10 entrevistados, 7 afirmaram que o Brasil é o país que vai oferecer as melhores oportunidades de negócios até, pelo menos, 2014, ano da Copa do Mundo. Entre os fatores citados para a preferência, estão a expansão da classe média e o peso maior do Brasil na economia mundial.


A Colômbia ocupa a segunda posição na preferência dos investidores (38%) e vem seguida de Chile e México empatados no terceiro lugar (25%). Na pesquisa, era possível mais de uma resposta. O JP Morgan perguntou ainda que países da América Latina têm as melhores práticas de relações com investidores e de governança corporativa. Nos dois casos, o Brasil apareceu em primeiro.

Segundo Ivan Peill, vice-presidente da área de relações com investidores do JP Morgan, a criação do Novo Mercado pela Bolsa levou a uma maior transparência. No entanto, o Brasil também foi o país mais mencionado quando o banco perguntou sobre as piores práticas de governança. Investidores disseram que as empresas fora do Novo Mercado não protegem adequadamente os acionistas minoritários.

A pesquisa foi feita durante os meses de junho e julho deste ano, pouco antes da forte deterioração da crise financeira global. Segundo Peill, mesmo que tivesse sido realizada depois, os resultados seriam parecido
****
Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/25400-brasil-e-o-mais-promissor-na-america-latina-mostra-pesquisa

“ESSE MODELO DO LULA NOS TROUXE ATÉ AQUI, MAS TEMOS QUE BUSCAR ALGO MAIS AVANÇADO”

04.10.2011
Do blog FAZENDO MEDIA
Por  Eduardo Sá, Gabriel Bernardo e Jean Oliveira


Rodrigo Vianna, editor do blog ESCREVINHADOR


Rodrigo Vianna é um dos blogueiros políticos independentes mais reconhecidos atualmente no Brasil. Seu Escrevinhadorchegou a ter 30 mil visitas diárias nas últimas eleições. Mesmo sendo um profissional do mercado, ele tem várias críticas às grandes empresas de comunicação. Trabalhou mais de 10 anos na Globo e hoje está na Record, que, segundo ele, curiosamente surgiu como um espaço de contraponto na televisão nacional. Na entrevista ao Fazendo Media ele conta como os blogueiros vêm se organizando e analisa a mídia brasileira.
Começando pela sua experiência profissional, hoje você está na Caros Amigos e na Record?
Na Caros Amigos é uma coluna mensal, e na televisão eu sou repórter do Jornal da Record. Eu faço reportagem especial, séries que entram de segunda a sexta-feira com um assunto. Sou apresentador de um programa da Record News, às segundas-feiras, sobre temas internacionais. Estou na emissora desde o começo de 2007, e tenho o blog.  Antes disso, trabalhei 12 anos na Globo, em São Paulo e no Rio. Trabalhei também na TV Cultura de São Paulo durante três anos, que foi onde eu aprendi a fazer televisão. E trabalhei três anos na Folha de São Paulo no final dos anos 80, foi o meu primeiro trabalho.
Como é que foi sua saída traumática da Globo para depois arrumar emprego?
A impressão que eu tive, e foi mais do que uma impressão, é o que chamam nos Estados Unidos de “assassinato de reputação”. Eles tentaram espalhar que eu tinha sido demitido por razões profissionais, para não divulgar a questão política. Fizeram uma carta inclusive, ou seja, passaram o recado de que esse cara não serve para trabalhar. Porque eu fiz uma carta, divulgada internamente para os colegas, em que eu descrevia por que eu tinha entrado em choque com a empresa. Eles responderam de uma maneira mais concisa com essa ideia embutida, e depois plantaram notas pela imprensa falando mal. Então eu tinha o risco de ficar marcado como um cara que tinha brigado com a Globo. Se não existisse a Record com a expectativa de fazer um contraponto à Globo, eu podia ter tido muita dificuldade. Na época eu tive convites para trabalhar em alguns lugares, e acabei aceitando esse da Record, que me pareceu interessante. Eu fui e está dando certo.
Você pode nos explicar qual a razão política da criação do seu blog Escrevinhador e a parte técnica também?
Escrevinhador vai fazer três anos. Ele começou um pouco por insistência do [Luiz Carlos] Azenha que já fazia um blog [Vi o mundo]. No começo eu fui tocando de maneira muito simples, e em 2010 teve um momento de pico. Acho que os blogs em geral tiveram um papel importante no período da eleição. Mais de 30 mil pessoas acessaram por dia. É muita coisa se você pensar num blog feito por uma pessoa. Eu tenho alguém que me ajuda, mas não é uma funcionária. É a Juliana Sada, que toca no período da manhã enquanto eu vou fazendo minhas coisas.
Depois das eleições houve uma queda acentuada no acesso de todos os blogs de linha política, e agora em alguns momentos ele volta a subir muito. Nesse episódio do Celso Amorim a audiência subiu tanto que a empresa que estava hospedando o blog não conseguiu suportar a carga de visitas no mesmo momento. Mas, desses 30 mil do ano passado, eu posso dizer que caiu para talvez menos de 1/3 disso. Nunca me dediquei integralmente. Sempre conciliei com o meu trabalho na Record, e não tenho nenhum retorno financeiro.
Você falou do estímulo do Azenha, mas não sentiu também sua motivação pessoal para escrever? Essa coisa de faltar um espaço para se expressar…
Quando eu saí da Globo, em 2006,  percebi também o papel estratégico que a internet tem. Naqueles episódios dos aloprados, o Azenha conseguiu e jogou em seu blog a íntegra da fala do delegado em que ele combinava com os jornalistas o vazamento daquelas fotografias. A partir disso a Carta Capital fez uma matéria e a revista vendeu bastante, mas a repercussão na internet foi brutal. Então eu reparei que a internet podia ter esse papel estratégico nesses momentos muito agudos de disputa. Em 1982, na época do Brizola e das diretas, você não tinha pra onde correr: se a imprensa toda se fechasse em torno de uma tese, era difícil você quebrar aquele pensamento hegemônico.
Você acha que o perfil do cidadão hoje procura esse tipo de informação ou é uma coisa mais segmentada?
Eu acho que é segmentado sim, falamos com um público mais politizado. A gente tem dificuldade de sair desse nicho. Você cumpre um papel importante, porque é uma turma que 10 anos atrás não tinha para onde correr. No Rio de Janeiro ainda teve um período que tinha o Jornal do Brasil, mas depois você perdeu isso. O nosso desafio é falar um pouco mais para fora. Nos momentos de eleição até falamos um pouco mais, porque os textos começam a circular pelas redes sociais, listas de e-mail etc. Existe gente que está lendo o seu texto e você não tem a menor ideia.
Você e os blogueiros têm pensado em alguma forma de ampliar essa gama de leitores?
Há muitas estratégias. Eu acho que, para você conseguir falar com um público mais geral, precisa ter menos comentário. Hoje a gente comenta as notícias que os outros produzem, é o “metajornalismo”. Para você conquistar um público um pouco mais geral tem que ter produção própria de conteúdo. Precisa ter repórter, porque as pessoas querem informação. A gente até faz contraponto, mas é preciso reconhecer que dificilmente conseguimos estabelecer uma pauta. Temos discutido e há alguns projetos. Eu acho que o que pega as pessoas é a cobertura local. Por incrível que pareça, a internet serve para você conhecer o mundo, mas ainda tem espaço para o site que fala da cidade. Ninguém cobre bem o noticiário local aqui em São Paulo, por exemplo. Os jornais cobrem muito Brasília e o governo federal porque fazem oposição. E tem uma avenida aberta para cobrir não só questões políticas, mas também comunitárias, a cobertura do dia-a-dia. É fácil fazer esse diagnóstico, mas é difícil montar porque tem que ter recursos. Uma equipe de cinco pessoas, no mínimo, pra começar. Eu acho que, daqui a pouco, os grandes meios vão começar a fazer isso, segmentar, porque têm capital para isso. A gente ouve falar nas reuniões de blogueiros que, em muitas cidades do interior, alguns blogs são o principal veículo de comunicação.
Hoje você enxerga uma possibilidade de vida inteligente, crítica e mais ou menos independente na grande imprensa?
Acho que ainda tem alguns espaços, mas não está fácil não. Eu não gosto de generalizar também, tem gente boa nesses veículos, e nem tudo é política. Tem momentos em que há a cobertura local, em que os controles são um pouco menores. Então tem algum espaço. Mas é difícil, o quadro é um pouco desanimador. Não é só no Brasil, você viu o que aconteceu agora na Inglaterra com essa história do Murdoch. E essa concentração dos meios também, esse cruzamento de interesses de grandes corporações com jornais. Você não sabe mais onde é negócio e onde é entretenimento, onde é informação, mistura tudo nos EUA e na Europa. Na França tem aquela questão da indústria de arma Dassault que é dona da revista L’Éxpress, que é semanal. Então vai tudo se misturando e eu acho que este é um momento muito difícil para fazer jornalismo.
Qual a sua participação nesse movimento dos blogueiros? Em que estágio está a organização?
A gente tem duas instâncias.  O Centro de Estudos Barão de Itararé, que é uma entidade com diretoria e tudo, teve um papel de organizar os encontros dos blogueiros. E, para organizar os encontros nacionais, criamos uma comissão nacional ampla, e agora no terceiro encontro trouxemos mais gente. Haverá um encontro internacional em Foz do Iguaçu. Este tem o apoio do Barão de Itararé e da Altercom, que é outra associação de pequenos empreendedores de comunicação, junto com algumas editoras de pequeno porte, com o apoio de Itaipu para o evento por lá. Mas eu não estou acompanhando de perto.
Esse grupo está começando a articular mecanismos para o autofinanciamento desses projetos que já estão consolidados?
Essa questão da grana a gente chegou a conversar um pouco, mas é complicado você fazer uma ação unificada. Tem blogueiros que são profissionais de comunicação, tem outros que têm um caráter mais militante. Conheço gente que fala que não quer ter remuneração, que diz “eu quero poder falar o que eu quiser de qualquer um”. Então é muito difícil, é caso a caso. Tem outros que já estão vendendo espaço e ganhando algum dinheiro. Os de maior visibilidade, como o Paulo Henrique Amorim e o [Luis] Nassif, têm uma estrutura profissional mesmo, de venda de anúncio, de espaço, e assim vão conseguindo sobreviver e até montar equipes para trabalhar nos blogs. O restante vai tocando do jeito que dá. É um trabalho mais voluntário do que profissionalizado. Eles têm uma articulação política mais do que financeira, mas que também não tem unificação.
Você pode falar sobre a sua denúncia em relação à imediata reação da mídia sobre a entrada do Celso Amorim no Ministério da Defesa?
O que aconteceu é que eu recebi um telefonema de um antigo colega da Globo, que me ligou muito indignado. Não é um amigo, é um cara com quem eu trabalhei. Ele desabafou, dizendo que não sabia mais o que fazer na emissora, porque a situação estava cada vez mais complicada. “E agora nesses dias a gente teve a orientação de cobrir o Celso Amorim sempre com uma perspectiva de crise, porque a sua nomeação vai trazer descontentamento entre os militares”, e me contou a história que estava vivendo dentro da TV Globo. Eu publiquei em off, porque ele trabalha lá ainda, então eu não podia revelar o nome. Eu tinha um relato pessoal, mas quem assistiu à TV e leu os jornais viu como foi a cobertura: parecia que com o Celso Amorim nós tínhamos voltado para a guerra fria.
Você gostaria de fazer mais alguma observação em termos de meio de comunicação no Brasil, que foi o foco da nossa entrevista?
Eu acho que, em 2010, houve um acirramento muito grande nas eleições. Depois disso, a Dilma tentou baixar a bola, tirar a fervura. Foi visitar a Folha, a Globo, fez omelete com a Ana Maria Braga, mas a impressão é de que eles continuam os mesmos. Aliás, eu até preciso fazer umpost sobre isso. O FHC reuniu os economistas da época dele para um seminário aqui em São Paulo no Instituto Fernando Henrique. Rapaz, eles vieram com a receita de privatizar mais, cortar mais, vender tudo, vender o Estado. Eles continuam os mesmos, a gente não pode se iludir. AVeja continua a mesma, vimos nessa semana [matéria sobre José Dirceu] o que eles fizeram. A Globo eu acho que ainda está ensaiando, pelas informações que a gente tem há um movimento interno de rever um pouco o que eles fizeram nos últimos anos. Não sei até onde vai.
Você acha que esses princípios editoriais da Globo têm alguma relação com a crise do Murdoch na Inglaterra?
Não. O [Octávio] Florisbal, que é o diretor geral da Globo abaixo da família Marinho, deu uma entrevista interessante para o Maurício Stycer, no Uol, em que ele reconhece que a Globo perdeu o pé de falar para a classe C. A Globo tem dificuldade de falar para esse novo Brasil que surgiu. Ele não faz uma leitura política, é de TV, de comunicação. Quando você assiste a alguns telejornais da Globo, a impressão é que é algo um pouco elitizado. Então ele fez essa espécie de autocrítica, de maneira muito suave, e, na prática, eles estão fazendo alguns movimentos internos de mudança. Eu acho que eles reconhecem que erraram na avaliação de que o Lula era um horror, de que ele ia cair em 2005/2006. Quando tentaram empurrar o Alckmin nas eleições, perderam. Passaram o segundo mandato achando que o Lula ia fracassar. Quando teve a crise de 2008 acharam que o Brasil ia quebrar. Eles perderam todas.
(*) Entrevista publicada originalmente na edição impressa de setembro/outubro do Fazendo Media

****
Fonte:http://www.fazendomedia.com/%E2%80%9Cesse-modelo-do-lula-nos-trouxe-ate-aqui-mas-temos-que-buscar-algo-mais-avancado%E2%80%9D/

PREFEITO JOÃO DA COSTA: “OS NÚMEROS DESMENTEM AS CRÍTICAS”

04.10.2011
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO

O prefeito João da Costa (PT) prefere não rebater diretamente as últimas críticas desferidas - pelo deputado federal Silvio Costa (PTB) e pelos membros da Mesa da Unidade (MDU) - à sua gestão, contudo faz questão de imprimir um discurso de alinhamento político-econômico com o Governo Eduardo Campos (PSB), capaz de deixar a Capital no mesmo patamar da bem avaliada administração estadual. Ele ressalta que os percentuais relativos à criação de emprego, por exemplo, indicam que o Recife é peça fundamental para o crescimento que Pernambuco exibe. Silvio Costa, em entrevista à Folha de Pernambuco, afirmou que a atual gestão recifense não deu certo, e a oposição atacou o tratamento dado pela PCR à manutenção do Centro da cidade.

“As críticas são desmentidas pelos números. O PIB da cidade cresce no mesmo ritmo do Estado. Isso é fato. Temos números expressivos na criação de emprego, o menor desemprego da História, investimentos de bilhões em áreas como mobilidade, 15 novos hotéis para se instalarem, lotação completa dos leitos existentes. O Recife é o coração desse novo Pernambuco”, assegurou João da Costa. 

Para fortalecer seu discurso, o prefeito relacionou os efeitos de investimentos realizados no Porto de Suape com dados verificados no Recife. “Para cada emprego gerado em Suape, dois são criados no Recife. A presidente Dilma Rousseff (PT) veio aqui, recentemente, para a inauguração de uma empresa que emprega 14 mil pessoas. Mais do que um estaleiro. Apresentamos um crescimento de 30% na construção civil. São dados contra os quais não se pode brigar”, garantiu Costa. O Estaleiro Atlântico Sul, em Suape, por exemplo, tem cerca de sete mil trabalhadores entre empregos diretos e indiretos.

No que diz respeito aos investimentos em mobilidade urbana, João da Costa cita a Via Mangue, que está sendo construída para desafogar o trânsito da Zona Sul do Recife, e as ações que serão implementadas em parceria com os Governos Federal e Estadual. “Estamos investindo muito. Com o PAC, são mais de R$ 3 bilhões, temos a Via Mangue, temos também os corredores Norte/Sul, Les­te/Oeste. São cerca de R$ 3 bilhões empregados na mobilidade, para dar mais qualidade de vida as pessoas”, observou.

Essa ligação entre as ações da Prefeitura do Recife com as empreendidas, além dos indicadores que influenciam diretamente as duas instâncias de governo, têm sido constantemente citadas pelo prefeito João da Costa em seus eventos públicos. Há pouco mais de dois meses, o petista tem sempre encaixado em seus discursos a fala de que a cidade e o Estado caminham juntos, crescendo em ritmo semelhante. Costa tem procurado mostrar que, se a gestão não apresentasse bons números, o Estado não poderia gozar dos índices que ajudam a garantir um alto percentual de aprovação do Governo.

Na última pesquisa realizada pelo Instituto Exatta e publicada pela Folha de Pernambuco, em setembro, a gestão do governador Eduardo Campos registrou 85% de aprovação no Recife, enquanto a do prefeito João da Costa (PT) ficou na casa dos 45%.
****
Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/edicao-de-hoje/668690-os-numeros-desmentem-as-criticas

MENSALÃO DO PBSD PAULISTA: Vassouras Vermelhas e Pretas

04.10.2011
Do blog BRASIL QUE VAI
Postado por Luiz Cezar



Caiu a máscara. Tanto diz que diz com relação ao fato de haver ou não complacência com a corrupção no Governo federal ou ter ou não havido  herança maldita do Governo Lula ao atual com respeito a colaboradores pouco probos, e lá vem como numa onda tomando a forma de vagalhão a denúncia de que, faz 7 anos, deputados da base governista estadual vendem continuadamente  emendas parlamentares para empreiteiras.

Olhem só o tamanho da hipocrisia. A principal bandeira da oposição nos últimos anos vem sendo o chamado “mensalão” e o que é considerado como “leilões de cargo” aos aliados do PT para apoio a matérias de interesse do Governo Federal no Congresso. Ocorre que  durante todo esse tempo, e até antes, o Governo estadual vem dando brindes à  terça parte da Assembléia Legislativa como forma de angariar respaldo parlamentar. É o que diz o deputado Roque Barbiere, que promete anunciar  o nome dos envolvidos nos próximos dias.

A denúncia atinge em cheio as últimas gestões paulistas e mostra um grau de corrupção que torna o precocemente desbaratado mensalão do PT fichinha, já que o presente esquema envolve não apenas apoio a temas isolados levados a votação naquela Casa legislativa , mas a instalação mesmo de um “modus operandi” de relacionamento entre o poder Executivo e o Legislativo no Estado com base na permuta de votos por dinheiro, que é retirado do caixa estadual por empreiteiras prestadoras de serviços ao governo, para posterior restituição de comissões a deputados "amigos".

Desde já está implicado o Promotor Marrey que vem servindo a sucessivos governos estaduais faz 30 anos e que, segundo o denunciante, teria sido avisado quando à frente da Casa Civil do Govero Serra sobre o esquema. Iniciado, segundo ele, para beneficiar a eleição do então presidente da Assembléia Edson Aparecido.

Sabíamos que as vassouras verde-amarelas haviam sido confeccionadas na vassouraria do PSDB para serem dispostas na esplanada dos ministérios em Brasília. Só não sabíamos que vassouras vermelhas e pretas fariam tanta falta no mercado paulista. Por acaso haverá igual ânimo para buxixo na avenida paulista?

Segue matéria publicada no Estadão em que Roque Barbieri  faz seu debut de Roberto Jefferson estadual.

Deputado Questionou Governo Paulista sobre Emendas da ALESP

O deputado estadual Roque Barbiere (PTB), pivô das acusações que envolvem a Assembleia Legislativa de São Paulo há uma semana, questionou oficialmente a Casa Civil há dez meses sobre o funcionamento das emendas parlamentares no Estado.
Em requerimento enviado em 22 de dezembro de 2010 – e recebido pelo protocolo da secretaria –, endereçado ao então secretário-chefe Luiz Antonio Guimarães Marrey, o parlamentar faz quatro perguntas sobre pontos que não lhe pareciam claros a respeito das emendas, como valores, autores, beneficiários, endereços de empresas e motivos das liberações de emendas.
Pela ordem, foram, na grafia original: “1 – Neste Governo (período Serra/Godman), foram liberados Emendas Parlamentares para Fundações, Obras, Sindicatos e Associações? 2 – Em caso positivo informar a este Parlamentar os valores, nome e endereços de tais entidades e a razão da liberação e quem as solicitou. 3 – Existiram para as entidades acima mencionadas liberações sem serem via Emendas Parlamentares? 4 – Em caso positivo quais e quem?”.
O chefe de gabinete de Barbiere, Jair Braz Pereira, confirmou que o documento foi efetivamente elaborado pelo deputado e afirmou que a Casa Civil nunca respondeu às perguntas do parlamentar. Pela legislação estadual, as secretarias de Estado têm 30 dias, prorrogáveis por mais 30, para responder aos questionamentos de deputados.
CPI. A bancada do PSDB na Assembleia decidiu nesta quarta-feira, 28, não assinar o pedido de CPI apresentado pelo PT para investigar as denúncias de Barbiere. O líder do partido na Casa, Orlando Morando, avalia que o Conselho de Ética é o órgão que primeiramente tem a competência de avaliar o caso.
“A proposta do PT tem cunho eminentemente político e não de apurar as denuncias feitas pelo deputado Roque Barbiere”, sustentou Morando. “Se o Conselho de Ética é o único órgão capaz de apurar denúncias feitas por ou contra deputado, não tem razão de você ter uma CPI. Pode se tornar a CPI do fim do mundo”.
A única possível dissidência da bancada é o deputado Carlos Bezerra, que estuda assinar a proposta petista desde que os termos sejam mudados. “Este é um pedido de CPI que é feito como peça político-partidária-eleitoral”, disse.

****
Fonte:http://brasilquevai.blogspot.com/2011/10/vassouras-vermelhas-e-pretas.html

Em crise, PSDB segue desnorteado na “era Dilma”

04.10.2011
Do BLOG DE POLÍTICA, 03.10.11
Por Josué Nogueira

tucanoTratado desde já pelo PSDB como pré-candidato a presidente da República, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) previu, na última terça-feira, que o governo Dilma enfrentará “muitas dificuldades, terá anos difíceis pela frente, que será uma gestão pálida de realizações”.


Pois bem. Três dias depois, pesquisa da CNI-Ibope atestou crescimento na aprovação do governo e também da imagem da presidente – 51% e 71% respectivamente, contra 48% e 67% verificados em julho.


A expectativa externada pelo senador numa semana em que Dilma apareceu em ascensão dá a medida do descompasso do PSDB nesse terceiro governo consecutivo do PT.


Se nos oito anos do período Lula os tucanos perderam discurso e quadros – situação intensificada com o surgimento do PSD – na era Dilma segue sem “norte”.


Enfrenta nova crise interna que envolve um racha na construção da chapa para disputa da Prefeitura de São Paulo em 2012 e o descontentamento do ex-governador José Serra com uma pesquisa encomendada pelo partido.


Serra teria entendido que o comando da legenda trabalha para isolá-lo e colocar Aécio na vitrine. Paralelamente a isso, o PSDB se mostra perdido com a aproximação de Dilma de Fernando Henrique Cardoso.


Muito se falou da falta de habilidade política da presidente, mas ao estreitar laços com o “guru” tucano, Dilma enfraqueceu críticas da oposição e acabou sendo, inclusive, elogiada publicamente pelo ex-presidente.


Deixou o PSDB sem tribuna e ainda mais deslocado. Embora o governo tenha pontos fracos, a exemplo da volta do crescimento da inflação, Aécio e companhia não conseguem fazer o contraponto. A sigla tucana, conclui-se, precisa urgentemente de um divã para reencontrar a identidade.
****
Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/politica/?p=14569

CRISE ECONÔMICA MUNDIAL: Ajuda aos ricos

04.10.2011
Do blog CRÔNICAS DO MOTTA




Parece incrível, mas o planeta Terra mudou tanto que o Brasil, até outro dia apenas mais um integrante do chamado, perjorativamente, Terceiro Mundo, hoje é solicitado para dar conselhos e até para prestar ajuda aos ricos do Primeiro Mundo, que passam por momentos difíceis. 



Hoje, terça-feira, a presidenta Dilma Rousseff disse que a comunidade internacional deve buscar a união no combate aos impactos gerados pela crise econômica internacional e que o Brasil está à disposição dos europeus para colaborar nas medidas que forem necessárias a fim de impedir uma piora na situação.

No momento, vários países da Zona do Euro, como a Grécia e a Espanha, esforçam-se para evitar que a crise acentue os problemas internos de desemprego e alta de impostos e tarifas. 



“Essa associação é mais urgente”, alertou a presidenta durante a 5ª Cúpula Brasil-União Europeia. “Estamos agora diante do aumento do risco soberano. Acredito que é fundamental a coordenação política entre os países para fazer face [ao agravamento da crise]”, acrescentou ela.

Dilma se reuniu por cerca de duas horas, durante a cúpula, com os presidentes do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, além de ministros brasileiros. No encontro, os temas que dominaram os debates foram o agravamento da crise econômica internacional, a violência na Síria e os conflitos nos países árabes, além de acordos multilaterais. “É necessário que se busque o combate ao desemprego para que as populações não percam a esperança no futuro. A recessão traz o aumento das desigualdades sociais”, disse.


Segundo ela, é possível conciliar o estímulo à geração de emprego com a responsabilidade fiscal. Dilma lembrou que há 20 dias a América Latina era “sinônimo de crise” e agora mostra que é capaz de superação. Em seguida, Dilma acrescentou que é preciso “evitar sombrios desdobramentos políticos" e que "o Brasil está pronto para assumir suas responsabilidades”. 



“Somos parceiros da União Europeia e [os europeus] podem contar com o Brasil”, destacou.

Para a presidente, a solução para a crise econômica internacional passa por uma reavaliação do sistema financeiro mundial. Segundo ela, classificado como um “sistema ineficaz”, que se comprovou com o fato de a crise ter se acentuado. 


Dilma disse também que é fundamental aliar políticas macroeconômicas com a geração de emprego e renda. Dilma disse ainda que os ministros da Fazenda da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) vão se reunir nos próximos dias para coordenar ações para a Cúpula do G-20 (que reúne as 20 maiores economias do mundo). O encontro ocorrerá nos dias 3 e 4 de novembro, em Cannes, no Sul da França. “As Nações Unidas precisam estar à altura de um mundo multipolar”, advertiu.


(Informações da Agência Brasil)
****
Fonte:http://cronicasdomotta.blogspot.com/2011/10/ajuda-aos-ricos.html

PORTAL DO BRASIL: O novo portal do governo brasileiro

04.10.2011 Do Canal do Palácio do Planalto no Youtube 03.03.10 

**** Fonte:http://www.youtube.com/watch?v=8R_TUcWHPUA&feature=player_embedded#!

SÁTIRA: Merval ou Tiririca?

04.10.2011
Do blog ESQUERDOPATA
****
Fonte:http://esquerdopata.blogspot.com/2011/10/merval-ou-tiririca.html

Estatística de homicídios em São Paulo despreza mortes decorrentes de roubos

04.10.2011
Do site da Revista Brasil Atual, 03.10.11

Latrocínios crescem no estado e apesar das mortes, secretaria de Segurança Pública exclui número em estatística de crimes contra a vida

São Paulo – “Estatística é papel e os números da segurança pública não chegam à realidade dos fatos”, aponta a presidenta da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp), Marilda Pinheiro, sobre dados da Secretaria de Segurança Pública paulista que indicam queda no número de crimes contra a vida no estado.

Embora o órgão aponte queda de 12,2% no número de homicídios dolosos (cometidos com a intenção de matar) no primeiro semestre de 2011, em comparação com o mesmo período do ano passado, Marilda questiona a metodologia empregada pela secretaria, que deixa de registrar os latrocínios – roubos seguidos de morte - entre os crimes contra a vida. “Comemora-se que não está se matando tanto por homicídio e se esquecem que muita gente está morrendo por latrocínio, ou seja na mesma proporção”, diz. “A sociedade não quer saber a tipologia do crime, quer segurança pública, que é dever do Estado.” 

Segundo a assessoria de imprensa da secretaria de Segurança Pública, o fato de não incluir latrocínios entre os crimes contra a vida deve-se às diferentes motivações que levam às ocorrências. O órgão trata latrocínio como crime contra o patrimônio, embora haja morte de cidadãos. Nos seis primeiros meses do ano, houve dois mil crimes contra a vida (homicídios), em relação aos 2.278 de período equivalente do ano anterior.

De acordo com dados divulgados pela própria secretaria, os latrocínios cresceram 20% nos primeiros seis meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2010, quando passaram de 134 para 161 casos. O total de crimes violentos - homicídio doloso, roubo, latrocínio, estupro - em geral cresceu 1,9%, indo de 158.437 a 161.453 ocorrências. “Todos os dias, alguém é morto no seu estabelecimento comercial, na rua, em roubos de carro”, lista a presidenta da Adpesp.

Distorções

Os dados também são distorcidos por falta de atualização na tipificação das ocorrências, explica a delegada. Casos registrados inicialmente como desaparecimentos, após investigação podem se tornar homicídios, mas não há atualização no registro inicial, alerta. Outro caso é o de homicídio tentado que pode se tornar homicídio doloso com o falecimento da vítima. “Por vezes, a estatística é uma forma de tentar enganar a sociedade, mas no caso de segurança pública, é impossível, porque a sociedade sente a realidade”, dispara.

Ela credita os erros à falta de experiência dos gestores de segurança pública de São Paulo. “Quem cuida da segurança está fora da realidade social: anda de carro blindado. Tudo que a sociedade sente, quem comanda não está sentindo.”

As distorções nos dados, sugere a especialista, podem ser resolvidas com ações simples como mudanças de metodologia e atualização dos dados. “O estado tem condições. Talvez falte vontade política ou talvez seja para vender um dado falso que não corresponde à realidade”, adverte. Já a política de segurança pública precisa de investimentos maciços em recursos humanos e materiais. “A segurança pública de São Paulo está falida”,decreta.

Abandono

Dados da Adpesp indicam que a cada 15 dias um delegado pede demissão no estado. São Paulo é o 25º colocado no ranking de salários de delegados do país. Também faltam materiais nas delegacias. Entre os resultados da falta de verba destinada à segurança pública, as investigações criminais só ocorrem em casos de “clamor social”, descreve a delegada.

Neste ano, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) investiu, até agosto, apenas 11% dos R$ 470,2 milhões destinados à pasta, de acordo com dados do Sistema de Informação e Gerenciamento do Orçamento (Sigeo).

Os principais cortes ocorreram em programas de inteligência policial, reaparelhamento da polícia e de formação e capacitação dos policiais civis também foram afetados pela redução de investimentos. A inteligência policial perdeu R$ 20 milhões de orçamento, e até agosto teve 22,8% do orçamento utilizado. O reaparelhamento da polícia teve 11,7% de execução orçamentária e a capacitação de policiais civis executou 31,8% do valor destinado ao trabalho.


****
Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidades/2011/10/estatistica-de-homicidios-em-sp-despreza-mortes-decorrentes-de-roubos

Quatro dos maiores bancos mundiais estão em risco de falência?

04.10.2011
Do blog português ESQUERDA.NET, 29.09.11
Por Oscar Ugarteche e Leonel Carranco



Tendo em conta a situação que os bancos norte-americanos e europeus têm passado, destaca-se o nome de quatro bancos que poderão estar à beira da falência ou de ser salvos novamente pelos governos nacionais, já que são “demasiado grandes para falir”. Extracto do artigo “Estamos perante a segunda crise bancária?” 
Bank of America - Foto de lewisha1990/Flickr
Bank of America - Foto de lewisha1990/Flickr
A má situação do Bank of America
O Bank of America, - o banco mais importante dos Estados Unidos em activos e empréstimos – está a passar por graves problemas financeiros em tal grau que pode ser comprado pelo JP Morgan, assim anunciou a 23 de Agosto de 2011 o Wall Street Journal através do seu blogue 24/7 Wall St. 1 com base em rumores que estão a ganhar força dentro da praça financeira norte-americana. A transacção de compra seria feita com a ajuda do governo norte-americano o qual desembolsaria cerca de 100 mil milhões de dólares.
O blogue do WSJ refere que o Business Insider calcula que o Bank of America necessitará entre 100 e 200 mil milhões de dólares para reforçar as suas contas2. Isto significa uma falência técnica do Bank of America, mas como se viu na primeira crise bancária de 2008-2009, os grandes bancos não vão à falência, fundem-se porque são demasiado importantes para falir.
Notemos que o Bank of America no seu informe do segundo trimestre publicou as maiores perdas da sua história num montante de 9.127 milhões de dólares. Estas perdas estão associadas, em grande medida, com hipotecas de segunda geração.3 Trata-se de hipotecas que foram boas mas que se deterioraram pelo elevado desemprego e pelas más remunerações norte-americanas, em especial a partir de 2008.
No início do ano o preço das acções do Bank of America era de 14,19 dólares e a 22 de Setembro (no fecho da bolsa), - um dia depois da declaração de Bernanke sobre a gestão da política monetária dos Estados Unidos4 -, o preço das acções foi de 6,06 dólares o que significa uma queda de 57,3% em cerca de nove meses, sem deixar de mencionar que no dia 8 de Agosto houve uma forte queda, de 20,32%, causada pela baixa do rating da dívida dos Estados Unidos.
O preço de 6,06 dólares por acção significa que os investidores não acreditam no preço das acções dos livros de contabilidade do Bank of America (21,45 dólares), dado publicado no segundo informe do balancete financeiro deste banco. Isto é, os investidores crêem que o verdadeiro preço das acções do Bank of America vale menos de um terço do que os livros de contabilidade deste banco dizem.
Jonathan Weil, colunista da Bloomberg, disse que o mercado percebe que “mais de metade do valor da empresa que está nos livros é falso, por que os activos estão sobrevalorizados ou os passivos subestimados, ou por uma combinação dos dois”5.
A má situação financeira do Bank of America levou-o a tomar a decisão de começar a vender activos que, segundo o banco, lhe são complementares. Entre estas decisões está a venda de uma carteira de investimentos imobiliários por um valor de mil milhões de dólares assim como outra de hipotecas vendida por 500 milhões de dólares à empresa estatal de hipotecas Fannie Mae. Também vendeu o TD Bank Group um negócio de cartões de crédito avaliado em 8.600 milhões de dólares6. Os dois últimos anúncios foram a 30 de Agosto quando vendeu as acções que possuía do Banco de Construção da China por um valor de 8.300 milhões de dólares7, e o segundo é a muito possível venda da sua participação na Pizza Hut por um montante de 800 milhões de dólares.8
Warren Buffet no resgate
No dia 25 de Agosto, e tendo como ambiente uma maior desconfiança dos investidores na solidez financeira deste banco, Buffet, um dos mais poderosos investidores do mundo, participou no resgate do Bank of America comprando acções preferenciais (que não se vendem a qualquer um) num valor de 5.000 milhões de dólares9, o que representa aproximadamente 6,5% do capital social do banco10. Isto levou a que as acções aumentassem 20% de 25 a 29 de Agosto mas este momento de subida mudou a 30 de Agosto registando-se uma queda de 13,6% em relação ao preço de fecho de 2 de Setembro. O saldo geral do impacto da injecção de capital por parte de Buffet a 2 de Setembro foi um aumento de 3,8% do preço das acções.
Este facto mostra-nos que o maior banco dos Estados Unidos está a passar por grandes problemas financeiros, muito ligados à sua carteira de investimentos imobiliários. Recordemos que há dois processos relacionados com este tema, um da parte da AIG e o montante pedido é de 10.000 milhões de dólares11 e o outro por parte da Agência Federal de Financiamento à Habitação (FHFA, segundo as suas siglas em inglês) num montante de 24.800 milhões de dólares12.
O peso do Bank of America
O valor dos activos do Bank of America no primeiro trimestre de 2011 foi de 2,3 biliões de dólares (triliões em inglês) enquanto que em derivados foi de 72,7 biliões de dólares. Uma gestão de valores em derivados equivalente a 32 vezes o montante dos seus activos13. Este banco representa aproximadamente 22,6% do mercado de derivados e 17% do total dos activos bancários dos Estados Unidos.
Se compararmos o valor dos activos do banco em 2010 com o Produto Interno Bruto da zona euro, teríamos que os activos do Bank of America em 2010 representam 88% do PIB da França e 68% do PIB da Alemanha. O valor destes activos é de 7,4 vezes o PIB da Grécia, 9,9 o PIB de Portugal, 1,1 o da Itália e 1,6 vezes em relação ao de Espanha.
Os problemas do Goldman Sachs e da UBS
A 15 de Setembro de 2008 foi dada a notícia da falência do Lehman Brother's; novamente a 15 de Setembro, mas deste ano, surgiam duas notícias muito importantes no âmbito financeiro. A primeira do encerramento do que foi o mais importante hedge funddo Goldman Sachs e a segunda das perdas declaradas pelo banco suíco UBS, as quais ascendem ao montante de 2.000 milhões de dólares.
O Goldman Sachs anunciou o encerramento, entenda-se como uma falência, do seu hedge fundAlpha Global14, que fora catalogado como a jóia da coroa daquele banco15. Este fundo tinha perdido, durante este ano, 12% do seu valor16, o que representava uma segunda queda em quatro, uma vez que em Setembro de 2008 teve uma queda de 22%17, sendo um dos acontecimentos que iniciou o caminho para a Grande Recessão18.
A esta notícia sumou-se a de que um operador estabelecido em Londres e pertencente ao banco UBS tinha incorrido numa fraude que provocara perdas do banco no montante de 2.000 milhões de dólares19, algo que relembra a fraude no banco francês Societé Générale em Janeiro de 2008 num montante de 5.000 milhões de dólares20.
A fraude de 2.000 milhões de dólares, segundo a versão do banco UBS, levanta dúvidas sobre como o operador pôde ultrapassar os controles internos num montante de tal tamanho. Se este montante em vez de ser perdas fossem lucros então, como menciona o editor principal da CNBC John Carney, não lhe estariam a chamar desonesto mas teria ascendido a vice-presidente ou director geral de algum departamento do banco suíco21. Tduo isto levanta a interrogação: Quantas destas fraudes haverá na banca mundial? Recordemos Barinas, falecido em 1994 numa operação análoga em que os controlos internos não funcionaram22.
Os problemas do Commerzbank
À situação de deterioração do Bank of America não é estranha o banco alemão Commerzbank – o segundo mais importante da Alemanha – que está a passar por graves problemas financeiros, mas diferentemente do banco norte-americano, o Commerzbank tem problemas pela sua elevada exposição em valores emitidos pelos países europeus altamente endividados.
No início do ano o preço das acções do Commerzbank era de 5,636 euros e a 22 de Setembro (no fecho) o preço das acções foi de 1,56 dólares o que significa uma queda de 72,3% durante este ano. É importante mencionar que a 10 de Agosto este banco anunciou que os seus lucros do segundo trimestre, comparados com os do primeiro, tinham caído 93% devido aos problemas que tem a sua carteira de investimentos relacionados com a dívida soberana da Grécia.23
A alquimia dos bancos alemães
Um dos problemas que a desregulação financeira e a contabilidade creativa trouxeram, foi o de esconder os problemas financeiros de qualquer empresa, temos exemplos clássicos disso no Long-Term Capital Management e no Enron que faliram em 1998 e 2001, respectivamente.
Yalman Onaran escreveu um importante artigo na Bloomberg intitulado “Global bank capital regime at risk as regulator spar over rules”24, onde fala sobre os problemas existentes nos bancos europeus e norte-americanos, para que eles cumpram as normas escritas em Basileia III. Destaca-se o caso da banca alemã onde existe um elevado uso dos valores híbridos (também conhecidos como “silent participations”), os quais se contabilizam como dívida e capital ao mesmo tempo mas que estruturalmente são passivos. Estes valores híbridos em certas ocasiões chegam a representar 50% do capital das entidades financeiras dentro da Alemanha; temos um caso concreto no banco Landesbank Hessen-Thuering que foi retirado em 2010 dos testes de stress devido a ter um elevado montante de capitais híbridos.
No caso do banco Commeszbank estes valores estão contabilizados como activos.25 É importante mencionar que durante a crise bancária de 2008 este banco vendeu ao governo alemão 2.750 milhões de euros em valores híbridos que foram convertidos em acções.26 Isto é os alquimistas do governo alemão a partir da contabilidade creativa e da engenharia financeira (parecidos neste caso com a pedra filosofal) fizeram uma transmutação de um valor que pela sua estrutura espresenta um passivo numa acção financeira convertendo empréstimos em entradas de capital.
A França e a sua banca com problemas
Depois da baixa de qualificação dos Estados Unidos por parte da Standard and Poor's, a pergunta é: Que país se segue?, os rumores começaram a surgir de que o seguinte seria a França. No dia 10 de Agosto de 2011, as acções francesas foram afectadas pelo rumor de uma possível baixa do triplo AAA27 na notação financeira da dívida do governo francês por parte da Moody's mas isto não aconteceu, nesse mesmo dia tanto a Moody's como a Standard and Poor's vieram ratificar o nível de qualificação28.
Estes rumores levaram a que, no dia 24 de Agosto, o governo francês tenha anunciado um plano para reduzir o seu défice fiscal. O plano consiste num aumento das receitas em 10.000 milhões de euros por meio de aumentos de impostos assim como cortes nas isenções e incentivos fiscais que estavam a ser utilizados para estimular o crescimento económico.29 A França finalizou o ano de 2010 com um défice fiscal no valor de 7% do PIB,30 enquanto que a sua dívida actual é de 86,7% e a privada externa de 208%31.
Ao problema da notação da dívida pública francesa há que sumar a má situação da sua banca privada. A 14 de Setembro a Moody's anunciou a baixa da notação dos bancos Societé Générale e Crédit Agricole e pôs em revisão a notação do BNP Paribas; estes são os três mais importantes bancos dentro do país. A causa do abaixamento da notação financeira deve-se à deterioração financeira provocada pelas dívidas soberanas que mantêm nos seus balancetes, principalmente à dívida grega.32 Entre 3 de Janeiro e 22 de Setembro deste ano o preço das acções do BNP Paribas caíu 53,2% o Société Générale 63,4% e o Crédit Agricole 57%.
Os despedimentos no sector bancário
A 12 de Setembro, Brian Moynihan, director geral do Bank of America anunciou o corte de 30 mil postos de trabalho a nível internacional33, isto com base no seu plano de reestruturação chamado “New BAC” apresentado em Abril deste ano para tentar aumentar a rentabilidade e o capital deste banco34. Enquanto que os bancos europeus anunciaram 67.000 despedimentos entre Janeiro e Agosto deste ano, dos quais 50.000 foram da banca do Reino Unido35. Então temos que durante este ano, (Janeiro-Setembro) a banca europeia e norte-americana cortaram 97.000 empregos.
Estes números fazem-nos recordar duas situações já vividas, a primeira foi o despedimento de 116.000 trabalhadores do sector bancário durante a crise financeira do ano 2001. A segunda tem a ver com o despedimento de 130.000 pessoas entre Janeiro e Outubro de 2008. Recordemos que nesse ano, mas no dia 15 de Setembro, o banco de investimentos Lehman Brother's declarou-se em falência, facto que detonou uma crise bancária e a sua consequente recessão económica.
Considerações finais: Os bancos candidatos à falência, à fusão ou a serem novamente salvos
Tendo em conta a situação que os bancos norte-americanos e europeus têm passado, destaca-se o nome de quatro bancos que poderão estar à beira da falência ou de ser salvos novamente pelos governos nacionais, já que são “demasiado grandes para falir”. Os seus nomes são: Bank of America, Crédit Agricole, Commerszbank e Societé Générale. Os últimos dois bancos apresentaram uma importante queda do preço das suas acções, nos nove meses deste ano, 72,3% e 63,4%, respectivamente (ver quadro 1). Quando os preços das acções têm quedas de dois dígitos, começam a soar os alarmes nos investidores e ainda mais quando se apresenta a situação de uma tendência de forte baixa.
Quadro 1: preço das acções dos bancos (2011)
Os bancos que poderão falir ou ser novamente salvos

3 de Janeiro
22 de Setembro
Var. %
Bank of America*
14,190
6,060
-57,3
Commerzbank
5,636
1,560
-72,3
Crédit Agricole
9,839
4,220
-57,1
Societé Générale
41,840
15,310
-63,4
Fonte: Elaborada por Oscar Ugarteche e Leonel Carranco com base nos dados publicados por google Finance
* O preço das acções do Bank of America estão em dólares, todos os demais estão em euros.

Recordemos que a agência de rating Moody's anunciou a 21 de Setembro o corte da notação da dívida de curto prazo de três dos mais importantes bancos dos Estados Unidos: Bank of America, Citigroup e Wells Fargo36.
A forte queda dos preços das acções do sector bancário nos Estados Unidos e na Europa é muito parecida com a crise bancária desencadeada pela falência do Lehman Brother's em Setembro de 2008.
Três anos depois desta data, encontramo-nos novamente em vésperas de uma nova crise bancária e portanto financeira a nível internacional, assim o assinala a empresa PIMCO, a qual é a maior a nível internacional na comercialização de títulos.37
Extracto do artigo “Estamos perante a segunda crise bancária? - Notícias da crise 2011” de Oscar Ugarteche38 e Leonel Carranco39, que foi publicado no site do Observatório Económico da América Latina (obela.org). Tradução de Carlos Santos para esquerda.net

3 Bank of America, Supplement information, Second Quarter 2011, Disponível emhttp://phx.corporateir.net/External.File?item=UGFyZW50SUQ9MTAwNDAzfENoaWxkSUQ9LTF8VHlwZT0z&t=1
13 “Office of the comptroller of the currency , OCC´s Quarterly report on bank trading and derivatives activities first quarter 2011”. Disponível emhttp://www.occ.treas.gov/topics/capitalmarkets/financial-markets/trading/derivatives/dq111.pdf
14 Este hedge fundactuava no comércio quantitativo o qual utiliza modelos computacionais altamente sofisticados para aproveitar rápidamente as oportunidades nos mercados
25 Ibidem
38 Oscar Ugarteche – Economista peruano e investigador do Instituto de Investigações Económicas da Universidade Nacional do México (UNAM)
39 Leonel Carranco - Colaborador do Observatório Económico da América Latina da UNAM

****
Fonte:http://www.esquerda.net/artigo/quatro-dos-maiores-bancos-mundiais-est%C3%A3o-em-risco-de-fal%C3%AAncia