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domingo, 25 de setembro de 2011

ACESSIBILIDADE: A lei da selva vai mudar...

25.09.2011
Do BLOG DE JAMILDO 
Por Manuel Dantas
Postado por Daniel Guedes




Esperteza, Paciência
Lealdade, Teimosia
E mais dia menos dia
A lei da selva vai mudar
Todos juntos somos fortes
Somos flecha e somos arco
Todos nós no mesmo barco
Não há nada pra temer
- Ao meu lado há um amigo
Que é preciso proteger
Todos juntos somos fortes
Não há nada pra temer
E no entanto dizem que são tantos
Saltimbancos como nós
(Chico Buarque)
Não há nada pra temer... Disse a minha mãe ao me dirigir rapidamente, sobre as minhas rodas recentemente adquiridas, a um homem forte e alto que pelo modo que se vestia parecia oriundo de classe privilegiada, mas apesar disso tinha estacionado o seu BMW em vaga reservada para deficientes em Shopping no Recife.
Você sabia que a vaga em que estacionou é destinada para deficientes? Ele me respondeu, com um olhar visivelmente pedante e orgulhoso da sua condição financeira, que era amigo do dono do Shopping e iria resolver uma questão importantíssima e que rapidamente voltaria para retirar o veículo.
Fui paciente, meus amigos sabem que estou me esforçando para manter essa postura.
Meu amigo você sabia que temos apenas 2% das vagas destinadas em estacionamentos para deficientes e que essas vagas estão próximas as entradas porque temos dificuldade de locomoção, como também essas vagas têm dimensões superiores às estabelecidas para não deficientes, porque precisamos de espaço para posicionamento da cadeira de rodas?
Ele ignorou o que disse e continuou andando apressadamente em direção a entrada do Shopping, bom aí não tive como controlar o meu instinto natural de luta contra as injustiças e procurei o fiscal do andar de estacionamento que acompanhava o nosso diálogo à distância como se assistisse a um filme antigo pela décima vez, lembrei então de uma cena do filme de Mel Gibson em que Pôncio Pilatos lavava as mãos diante da crucificação de Cristo.
O fiscal me disse que esse evento era normal no Shopping e me falou para procurar o coordenador do estacionamento para fazer a reclamação, assim o fiz. Para minha decepção o coordenador do estacionamento não se achava capaz de resolver a questão e me pediu para procurar o gerente do Shopping.
Lá se ia meu domingo de lazer... Bom, mas vou até o fim, eu dizia a minha mãe, visivelmente incomodada com aquela situação e repetindo que tinha me avisado que a cidade era um vão... Eu seguia cantarolando “A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando essa chama...”.
Senhor gerente, você tem conhecimento da legislação federal, estadual e municipal que rege o direito a vagas de estacionamento para idosos (5%), deficientes (2%) e gestantes (2%)? Ele me explicou que as vagas estavam sinalizadas para esse fim, retruquei que a fiscalização era insuficiente e complacente com os desvios de condutas diários.
Ele me pediu com um sorriso pálido para fazer uma reclamação no SAC do Shopping e que eles me retornariam com urgência, ora, conclui que os padrões dele de urgência são bem diferentes dos meus, já que se passaram 6 meses desde esse evento e ainda não obtive resposta do Shopping para esse pleito, totalmente embasado em leis estabelecidas há mais de 10 anos.
Diálogos como os relatos nesse artigo se seguiram praticamente todas as vezes que sai para locais públicos em Recife, desde o meu retorno em abril de 2011, em Shoppins, em lojas de departamentos, em bancos, em instituições públicas e pasmem! Até em hospitais.
Outro dia, uma moça me falou que estacionou o carro por não ver a sinalização, apesar de a vaga em questão ter uma sinalização enorme no chão, uma placa na frente do estacionamento e outra acima da vaga reservada para deficientes. Expliquei a ela a determinação legal e a necessidade para a existência daquelas vagas e tentei orientá-la quanto à sinalização e a acessibilidade dessas vagas, a mesma não me deixou terminar a explanação partiu em disparada com o carro, por isso segue a orientação engasgada para melhorar a compreensão da moça:
Sinalização: conjunto de sinais e dispositivos de segurança instalados na via pública para orientar e garantir a sua utilização adequada por motoristas, pedestres e ciclistas.

Acessibilidade: possibilidade e condição de alcance, para a utilização com segurança e autonomia, de edificações, espaços, mobiliárias e equipamentos urbanos.

Isso posto, a única conclusão que posso retirar dessa experiência é que a legislação está esquecida, não aplicada e não fiscalizada... Assim sendo, em favor da utilidade pública segue um breve relato das principais leis e decretos que regem os direitos de deficientes, idosos e gestantes quanto à definição de vagas exclusivas para estacionamento:
·         Lei 9.503, de 23 de setembro de 1997
             Institui o Código de Trânsito Brasileiro.
·         Lei 10.741, de 1 de outubro de 2003
Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências.
·         Decreto Federal nº 5.296, de 02 de dezembro de 2004
Dispõe sobre os critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, estabelece a obrigatoriedade, nos estacionamentos públicos e privados, de destinação de vagas especiais para deficientes físicos e visuais.
·         Lei nº 10.098 de 19 de dezembro de 2000
Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências.
·         Resoluções 303 e 304 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicadas no dia 22/12/2008
Dispõem, respectivamente, da regulamentação das vagas de estacionamento de       veículos destinas ao uso exclusivo de pessoas idosas e portadoras de deficiência com dificuldade de locomoção.
·         Norma Brasileira ABNT  NBR 9050
Refere-se à acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.
·         Pernambuco, Lei 12.809, de 10 de maio de 2005
Obriga às empresas administradoras de estacionamentos públicos e privados no estado de Pernambuco, a reservar no mínimo, 5% (cinco por cento) das vagas nos estacionamentos, para os idosos e dá outras providências.
·         Recife, Lei 17.116, de 20 de setembro de 2005
Dispõe sobre a reserva de vagas de estacionamento, para idosos, na cidade do Recife.
·         Recife, Decreto 21.761, de 03 de março de 2006
·         Recife, Lei 17.298/2007
Refere-se às gestantes e às mães com criança de até 02 (dois) anos, a Lei nº 17.298/2007 dispõe que, nas áreas municipais e nas de propriedade particular, com ou sem cobrança de serviço de estacionamento, o número de vagas reservadas deve atender à proporção de 01 (uma) vaga para cada 50 (cinqüenta) vagas disponibilizadas.
·         Recife, Lei 16.292/97
Dispõe sobre as vagas que devem ser destinadas aos veículos com portadores de deficiência de locomoção, no Município de Recife, que determina, em seu art. 76, a reserva de vagas para deficiente, na seguinte proporção: a) de 11 (onze) a 100 (cem) vagas: 01 vaga e b) acima de 100 (cem) vagas: 1% (um por cento) do total das vagas.
Outrossim, pode ser notado um crescimento de pessoas com deficiência conduzindo seus próprios veículos. Isso tem ocorrido, principalmente, por conta de uma série de vantagens concedidas na compra desses veículos e principalmente pela ausência de transporte acessível compatível à necessidade dessas pessoas. Por outro lado, também temos um número enorme de pessoas que portam alguma deficiência, mas que não conduzem seus veículos.
Ademais, pode-se afirmar que seja qual for à situação do portador de deficiência ter condições ideais para entrar ou sair do veículo é tão importante quanto entrar e sair de uma edificação, é a garantia da cidadania para aquelas pessoas já tão habituadas a conviverem com inúmeras barreiras.
Oxalá, foi com os olhos brilhando que assisti no dia 21/09/11 no NE TV a reportagem que preconizava o aumento da fiscalização ao direito as vagas exclusivas para deficientes, idosos e gestantes a partir do dia 1 de outubro de 2011, após uma campanha de conscientização da população quanto a esse direito e necessidade.
O programa foi lançado com pelo menos 5 anos de atraso, mas se bem estruturado e com continuidade garantida pode colaborar muito para conscientização da população e a garantia dos direitos estabelecidos por lei.
Por fim, como diria Hemingway "O meu objetivo é colocar no papel aquilo que vejo e aquilo que sinto da mais simples e melhor maneira." Assim, o que vejo é um desrespeito imenso aos direitos dos deficientes, idosos e de uma maneira mais ampla do direito universal dos Seres Humanos e o que sinto é uma necessidade crescente de abandonarmos a lei do Gérson e a vontade de trocarmos a esperteza pela esperança, de trocarmos as infrações pelo amor, de trocarmos a corrupção pela honestidade, de trocarmos a complacência pela ação em favor da justiça.
Sonhar
Mais um sonho impossível
Lutar
Quando é fácil ceder
Vencer
O inimigo invencível
Negar
Quando a regra é vender
Sofrer
A tortura implacável
Romper
A incabível prisão
Voar
Num limite improvável
Tocar
O inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar esse mundo
Cravar esse chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã, se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu delirar
E morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
(Chico Buarque)

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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/artigos/2011/09/25/a_lei_da_selva_vai_mudar_113765.php

EDUARDO CAMPOS: Voando alto e com vento a favor

25.09.2011
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO
Por MANOEL GUIMARÃES


Mais do que o resultado em si, a eleição da deputada federal Ana Arraes (PSB) para o Tribunal de Contas da União (TCU), na última quarta-feira, representou uma vitória do governador Eduardo Campos (PSB), filho da parlamentar. O episódio serviu para que articulistas destacassem o poder de articulação - e de fogo - do gestor pernambucano, à medida em que o mesmo se consagraria ainda mais como liderança de peso no cenário nacional, ganhando mais credenciais para vir a disputar a Presidência da República. Uma possibilidade que, mesmo negada tantas vezes pelo próprio Eduardo, não deverá sair das páginas políticas, principalmente, quando episódios como o da última quarta-feira tornarem a ocorrer.

Nos bastidores da Câmara dos Deputados, palco da eleição de Ana Arraes, que obteve 222 votos contra 149 do segundo colocado, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), várias versões circulam sobre o trabalho de articulação desempenhado pelo governador. Campos conciliou, nas últimas semanas, agendas administrativas com compromissos políticos em Brasília. Na reta final da campanha ao TCU, conversou com diversos deputados. “Ele mostrou habilidade e saiu fortalecido após a eleição da deputada Ana Arraes. Uma curiosidade é que ele tratou diretamente com os deputados, tanto para pedir votos quanto para agradecer pelos votos. Não tratou só com os líderes dos partidos, mas com os deputados. Isso estabeleceu uma relação pessoal, ele passou a conhecer mais a Câmara e suas nuances”, conta o deputado Wolney Queiroz (PDT), um dos principais articuladores da campanha de Ana Arraes.

Tal articulação rende destaque na mesma medida que gera ciumeira, em especial de caciques do PMDB, segundo rumores na Casa. Isso porque a sigla começa a se sentir ameaçada de perder a presidência da Câmara e ser retirada da chapa presidencial em 2014. No primeiro caso, foi costurado um acordo para o PMDB comandar a Câmara no biênio 2013-14, sucedendo o petista Marco Maia (RS). O líder Henrique Eduardo Alves (RN) é o mais cotado, embora seu nome tenha ficado desgastado na eleição porque o candidato peemedebista, deputado Átila Lins, só obteve 47 votos, dos quais menos da metade da sua própria bancada. Já a vice-presidência da República é exercida por Michel Temer.

“Quando você ocupa uma determinada posição estratégica, e surge alguém que é capaz de ameaçar aquele posto, fica ligado para prestar atenção. É um pensamento natural. Não é que a partir de agora Eduardo Campos vai ser mal visto. O PMDB vai ficar de olho. Assim, uma ou outra nota política que surgir poderá ter o dedo do PMDB, ou até de uma parcela do PT que também esteja receosa”, revela um deputado, em reserva.

Uma ressalva feita por parlamentares ouvidos pela Folha de Pernambuco é que a eleição teria tido outros rumos, se não houvesse a participação do governador. “Se Ana fosse candidata sozinha, teria cerca de 50 votos, no máximo. E não é um desprezo a seu desempenho como deputada, que aliás é muito bom. Mas ela está iniciando seu segundo mandato. Os outros adversários, como Aldo e Átila Lins, têm seis mandatos cada um. Eduardo trabalhou para que ela tivesse 250 votos, e fez um trabalho tão bom que a ciumeira só tirou de 20 a 30 votos. Ele saiu ganhando muito mais do que a ciumeira que ocorreu”, destaca outro deputado, que também pediu para não ser identificado.

A participação do governador recebeu rasgados elogios dos aliados e até os oposicionistas consideram que, apesar de um certo exagero na dose, ele passa a ser visto com outros olhos. “Logo após ser anunciada a vitória de Ana Arraes, o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra, foi enfático: “Quando alguém tem projeção, tem o contraditório. Alguém não gostou do que Eduardo fez, mas a maioria permitiu”. E foi claro que o socialista é, sim, uma alternativa para a disputa presidencial de 2014, e como só tem 46 anos, poderia até esperar para 2018.

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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/666559-voando-alto-e-com-vento-a-favor

m Porto de Galinhas, Eduardo abre congresso internacional sobre água

25.09.2011
Do BLOG DE JAMILDO,
Postado por Daniel Guedes

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), abre logo mais, às 18h deste domingo (25), o 14º Congresso Mundial da Água da Associação Internacional de Recursos Hídricos (IRWA, na sigla em inglês). O evento acontece no Enotel, em Porto de Galinhas, na Região Metropolitana do Recife.

O Congresso Internacional das Águas vai destacar novos instrumentos de gerenciamento de recursos hídricos inclusive mudanças climáticas, crescimento populacional, expansão urbana e mudanças demográficas, desenvolvimento econômico, degradação da qualidade da água e requisitos do ecosistema água, inclusive para manter a biodiversidade.

"Cada um deles vai alterar o modo como a água vai ser gerenciada e, ao mesmo tempo, vai requerer novas prioridades na tecnologia e na infra-estrutura, no gerenciamento e nas políticas, na alocação e na precificação, nas leis e instituições, e acima de tudo uma nova abordagem dos profissionais de recursos hídricos", aponta a organização do evento.
O congresso vai até quinta-feira (29). Veja o site do evento.

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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/09/25/em_porto_de_galinhas_eduardo_abre_congresso_internacional_sobre_agua_113751.php

Moradores de rua voltam a ter esperança em abrigos públicos no Recife

25.09.2011
Do BLOG DE JAMILDO, 
Postado por Daniel Guedes




DIGNIDADE Depois de retirar população da rua é preciso ensinar a viver em sociedade
Por Daniel Guedes (fotos, vídeos e texto)
Deslumbrado com um Eldorado chamado Suape, Gilberto Rogato Rondon, 54 anos, paulista da cidade de Jaú, veio tentar a vida em Pernambuco. Deixou casa, esposa, filho. Largou tudo no interior de São Paulo. No dia em que o serralheiro industrial planejava se inscrever para uma vaga de trabalho, o destino achou por bem dar uma rasteira nele. O sonho de prosperidade terminou num atropelamento que lhe comprometeu a coluna. Pouco a pouco, as economias acabaram. Sozinho no Recife, a rua foi tudo o que restou como (falta de) opção de moradia.
Depois do acidente, não teve mais endereço fixo. Derby, Cais de Santa Rita... Não fazia diferença. Era tudo rua e as consequências de nela viver. No meio de uma briga de seus “vizinhos”, quase morreu. “É a porta do inferno”, resume. “Quem vive na rua não tem como tomar um banho direito. Não come porque simplesmente não tem o que comer. As pessoas olham e falam ‘Olha um vagabundo, jogado no meio da rua’. Mas não veem que ali tem uma pessoa trabalhadora, mas que não pode trabalhar, não tem como”, lamenta o homem.
 A vida de Gilberto começou a mudar quando foi convidado a deixar de ser estatística. Pode sair da lista de 1.600 pessoas que, no ano passado, viviam nas ruas do Recife. Hoje tenta recomeçar numa casa de acolhimento no Cordeiro, na Zona Oeste da capital. Agora tem um teto, comida, banho e voltou a dormir numa cama. Recuperou a dignidade e a capacidade de sonhar. Faz questão de dar entrevista no quarto que divide com outros três homens que viviam na mesma situação.
Na casa, mantida pela Prefeitura, são 40 ex-moradores de rua, entre 18 e 60 anos, que lá podem ficar até voltar para casa ou então até terem condições de andar com os próprios pés. Enquanto isso, têm seis refeições, acompanhamento psicossocial e médico. Na enfermaria, uma lousa marca os exames e especialistas que cada um deve buscar.

ORGANIZAÇÃO Quadro traz horários de médicos e exames dos moradores dos centros
Gilberto está juntando documentos para buscar o benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Com o dinheiro, pretende ir a São Paulo procurar o filho que não vê há 14 anos, quando saiu para ganhar o mundo. Depois, diz, voltará. “São Paulo não dá mais. Volto para cá e monto alguma coisinha para mim. Como trabalho com madeira, pretendo abrir uma marcenaria e botar um menino para me ajudar, já que não posso mais carregar peso”, planeja o serralheiro.
Quem também já voltou a sonhar foi Alexandre Barata de Melo, 40, que foi parar na rua depois que a mãe morreu e ele ficou sozinho. Prefere não lembrar do tempo que passou dormindo em papelão na beira do canal de Setúbal, em Boa Viagem, na Zona Sul. Hoje se afastou da bebida, sua companhia de noites sob a chuva, e agora só quer olhar para frente. “Vida de rua é vida de bicho. Não é vida pra ninguém não. Quero ir para uma casa e fazer curso de pintura porque agora tem muita oportunidade para isso”. 
Mas nem todas as 900 pessoas que habitavam as ruas recifenses até agosto deste ano pensam do mesmo jeito que Gilberto e Alexandre. Muitos dos que são abordados pelas equipes do Instituto de Assistência Social e Cidadania (Iasc) não querem sair da selvageria em que vivem e serem levados para um dos 12 centros de acolhimento do município. “Esse é um desafio grande. Nessas casas, a gente precisa estruturar uma rotina. Na rua, há uma liberdade muito grande. A gente cria uma ideia de que todo mundo quer proteção, quer abrigo. E não é assim”, revela a diretora de Proteção Social Especial de Alta Complexidade, Edna Granja.
Quando chegam aos abrigos, é necessário reeducar os até então moradores de rua. O trabalho de manutenção é intenso para evitar sujeira e depredação. Levantamento do Ministério de Desenvolvimento Social de 2005 mostra que de 30% a 40% da população de rua são usuárias de álcool e outras drogas, o que dificulta o processo de ressocialização.
De acordo com Melissa Azevedo, diretora de Proteção Social Especial de Média Complexidade, maus tratos, violação de direitos e crescente dívida de tráfico são as principais causas que levam pessoas às ruas. “Como forma de proteção, eles se desterritorializam”, aponta ela.
Apesar de não haver números oficiais, os técnicos começam a perceber outros dois novos fatores têm levado a população a morar nas calçadas da cidade. Há cada vez mais casos como o de Gilberto, que buscam uma oportunidade em meio ao desenvolvimento vivido pelo Estado. Muitos não conseguem uma oportunidade e acabam ficando desamparados. A tal onda desenvolvimentista, observada principalmente na Região Metropolitana da capital, também provoca um considerável aumento nos valores dos aluguéis. Sem condições, só resta a rua como moradia.
Também há casas específicas para crianças e adolescentes e para mulheres.
CENTRO DE TRIAGEM - A assistência a moradores de rua é algo recente no Recife. A Prefeitura só tomou essa responsabilidade para si em 2001 - assim, o trabalho ainda apresenta muito de empirismo. Dentre as novidades, está o Centro de Referência Especializado de Assistência Social para pessoas em situação de rua (CreasPop), na Rua Cândido Lacerda, 354, Torreão, na Zona Norte do Recife. 
A unidade será uma espécie de posto de triagem para os moradores que são chamados pelas equipes de abordagem. “Para realizar atividades socioeducativas, fica o tempo que julgar necessário. Já o repouso é pontual. O foco é nas pessoas em vulnerabilidade social”, explica Melissa. O telefone do centro é (81) 3355.3063 e o local deve ser inaugurado até a primeira quinzena de outubro.

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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/09/24/moradores_de_rua_voltam_a_ter_esperanca_em_abrigos_publicos_no_recife_113722.php

Projeto tenta recuperar jornalismo local reincorporando profissionais desempregados

25.09.2011
Do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 
Por Carlos Castilho em 20/09/2011



Um grupo de oito veteranos jornalistas, apoiados por quase 200 colegas demitidos das redações de jornais e revistas da cidade de San Francisco (EUA) desde 1980 lançam até o fim do ano um inédito projeto de recuperação do interesse público pela imprensa local e comunitária.

A ideia surgiu da cabeça de David Weir, criador do respeitado Center for Investigative Reporting (Centro de Jornalismo Investigativo) e vai comparar o jornalismo local e comunitário praticado pela imprensa da chamada Bay Area (região que inclui as cidades de San Francisco, Oakland e San José), nos anos 1970 e 80, com o que é feito hoje nessa região onde vivem oito milhões de pessoas.

Os resultados da pesquisa servirão para mostrar com números e estatísticas o que já é percebido na prática pela população e, principalmente, pelos jornalistas: a brutal redução na cobertura dos assuntos locais nas principais cidades. No caso da Bay Area, houve uma redução estimada em quase 80% na produção de notícias sobre as cidades da região, provocada por um encolhimento médio de 150% nas redações de jornais e revistas área.

O jornal San Francisco Chronicle, um dos cinco líderes de vendagem na Bay Area, tinha em 1975 uma redação de 575 repórteres, editores, diagramadores, fotógrafos e revisores. Hoje o jornal é feito por menos de 180 profissionais e sua seção local não é mais publicada diariamente. Fenômeno idêntico aconteceu com o San José Mercury e com o Oakland Tribune.

O que o projeto pretende é mostrar ao público como isso aconteceu ao longo dos últimos 40 anos, para tentar identificar o tipo de notícia que as pessoas recebiam sobre as cidades e os bairros onde moram e qual o tratamento que recebem hoje da imprensa convencional. A maioria dos leitores de jornais que chegam hoje à idade adulta nunca tiveram contato com um jornalismo local e comunitário como o praticado antes da crise do modelo de negócios da imprensa.

O projeto de David Weir visa também promover a reincorporação de jornalistas experientes e que foram dispensados na sequência de cortes orçamentarios promovidos pela esmagadora maioria de jornais no mundo inteiro. A proposta é iniciar com oito linhas distintas de investigação, mostrando o passado e o presente na perspectiva da oferta de notícias ao público.

A recuperação da importância do noticiário local e comunitário é hoje a principal tendência em debate na imprensa mundial porque é considerada a que pode oferecer alternativas mais concretas e imediatas para a queda de circulação nos jornais e revistas impressas.

Hoje quase todo o espaço que era ocupado pelos jornais e emissoras de rádio e TV na cobertura local foi tomado por blogs e páginas web independentes. Os veículos eletrônicos têm, obviamente, mais versatilidade e diversificação na produção de informações comunitárias e hiperlocais. Eles são imbativeis na atualidade, no monitoramento de ações governamentais, na produção coletiva de notícias e na interatividade entre produtores e consumidores de informações.

A grande lacuna está no jornalismo investigativo local — que requer mais constância, experiência profissional e recursos financeiros. E é ai que a mídia impressa não tem concorrentes e pode encontrar um novo espaço no ambiente informativo da era digital. Weir disse numa entrevista ao site San Francisco Weekly que há duas décadas a presença de reportagens investigativas sobre a prefeitura, empresas públicas e privadas da cidade era quase diário. Com isso a população tinha elementos para interferir de forma muito mais intensa e frequente nas decisões municipais. Hoje esta participação caiu a níveis sem precedentes por conta da desinformação, entre outros fatores.

O caso da imprensa local em San Francisco não é exclusivo da cidade e nem dos Estados Unidos. Na Europa, dados estimativos recolhidos pelo European Journalism Center (Centro Europeu de Jornalismo) mostram que com exceção dos países do antigo bloco socialista, todos os demais registraram umaredução de pelo menos 40% na cobertura local pela imprensa convencional.

No Brasil , o noticiário local é dominado pela combinação sexo, drogas, violência e corrupção, responsável pela circulação dos chamados jornais populares. Reportagens investigativas sobre temas municipais são raras e quando acontecem geralmente são produzidas por emissoras de televisão. A cobertura local promovida por blogs independentes é fortemente influenciada pelo denuncismo e pelas retaliações por interesses politico-partidários.

Mas também aqui a população está carente de informações sobre o seu entorno imediato. Há portanto espaço e demanda por notícias locais porque, mais do que nunca, a população depende de serviços fornecidos pelo poder público, como saúde e segurança. E para que a cidadania promova a cobrança desses serviços e a utilização correta dos recursos governamentais, ela precisa de informações que os jornais atuais não oferecem. Aí está o novo nicho para a imprensa local e comunitária.

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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/posts/view/projeto-inedito-tenta-recuperar-jornalismo-local-reincorporando-profissionais-desempregados

Santayana está em busca da santa loucura

25.09.2011
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim



São Francisco, de Bellini (Frick Collection): os Iluministas chamavam de Razão
Conversa Afiada reproduz dois textos de Mauro Santayana, extraídos do JB:

Em busca da razão perdida (2)


As grandes revoluções humanas não surgem espontaneamente. Elas, de certa forma, existem como possibilidade desde o início da História, mas são contidas pelas forças reacionárias. As idéias que as suscitam permanecem latentes, na obra de um ou outro pensador, seja nos ensaios, no teatro, nas narrativas épicas ou na poesia. Em alguns momentos, ganham força, mediante a discussão e o debate, e triunfam, mesmo que, algumas vezes, de forma efêmera.


As idéias, sem embargo de sua energia própria, dependem da ação. Os intelectuais, dizia, sem muita justiça, um dos precursores do Iluminismo, Erasmo de Rotterdam, são naturalmente medrosos. Isso só é válido para uma minoria, e de menor dimensão. A regra tem sido outra. Foram numerosos os homens de pensamento que tombaram em pleno combate, nas prisões ou nas terríveis condições da clandestinidade. Sem ir longe no passado, o século 20 foi exemplar nessa necessidade da inteligência em se fazer ação, como ocorreu na  na memorável resistência contra os nazistas, os fascistas e os franquistas – e na luta pela autodeterminação dos povos contra o totalitarismo imperialista. A política é a práxis da razão, e, sem ela, o pensamento permanece encapsulado na teoria, ou, seja, na contemplação.


O grande motor do século 19, o do fulgor do Iluminismo, foi L’Enciclopédie, Dictionnaire Raisonné des Sciences, des Arts et des Métiers. Tratou-se de uma empresa, que nasceu com o interesse comercial de editores franceses – chefiados pelo maior deles, na época, Le Breton – empenhados na tradução da Cyclopaedia, dicionário universal inglês de Ephraim Chambers. Le Breton convidou D’Alembert e Diderot para a tarefa. Ambos entenderam que não bastava a tradução de um dicionário que, circulando desde 1728, já se encontrava perempto, e se limitava a uma erudição de natureza clássica, distanciada das inquietações práticas de 1747. Se o dicionário de Chambers tratava das artes e das ciências, Diderot acrescentou, para a sua enciclopédia,  os verbetes sobre os ofícios profissionais. Dedicou grande parte às ilustrações, que, sobretudo no caso dos ofícios, contribuíram para que a obra servisse como  manual de instruções.


Perseguida pela Igreja, uma vez que era essencialmente materialista, e incluída no Índex;   mal vista pela monarquia, por reivindicar as liberdades políticas, a Enciclopédia passou por inúmeras dificuldades e chegou a ser proibida. Diderot foi preso por algum tempo, D’Alembert desistiu de ser o co-editor, a partir do volume oitavo, e os últimos tomos foram impressos e distribuídos clandestinamente. O custo era altíssimo. Quando relembramos que a composição, tipo por tipo, era manual, e as chapas, armadas uma a uma, em operação demorada, podemos imaginar o dinheiro necessário apenas para o trabalho tipográfico. Mais de dois mil gráficos trabalharam durante os vinte e um anos de edição, transcorridos entre o primeiro e o último dos 28  volumes, 11 deles só de ilustrações.


A Enciclopédia foi empreendimento revolucionário, e disso Diderot tinha plena consciência. A publicação serviu para derrubar os pilares do poder feudal de uma nobreza ociosa e parasitária, que consumia a maior parte dos recursos obtidos com o trabalho dos franceses; serviu como fermento da Revolução Francesa e a derrocada da monarquia; combateu a Igreja, que, sócia privilegiada da opressão e monitora do pensamento, ameaçava os intelectuais com os dogmas e mantinha os néscios submissos, mediante a ameaça do inferno. Como as luzes vinham de várias fontes, Diderot escolheu para o subtítulo da obra a trilogia do inglês Francis Bacon,  que assim resumia as operações da mente: Memória, Razão e Imaginação.


Diderot foi mais do que seu diretor intelectual. Coube-lhe buscar os subscritores – o que representava para cada um deles a aplicação de uma pequena fortuna – entre os ricos mais esclarecidos, os pioneiros da indústria e do comércio e alguns banqueiros, como o mais eminente financista de Paris, Jacques Necker, que viria a ser a figura chave na Queda da Bastilha. Durante muito tempo, os enciclopedistas foram acolhidos no salão de Madame Necker, onde as novas idéias eram livremente debatidas.


O autor de “A Religiosa” agiu, ao mesmo tempo, como pensador, militante político e ativo empreendedor. Usando recursos que hoje encontramos na internet, como a remissão dos assuntos a outros verbetes, a inclusão das fontes de informação e referências bibliográficas, o que hoje chamamos de hiperlink. O texto incitava à ampliação crítica da informação, com o fantástico resultado que a História registra. E a empreitada fascinou todos os que a ela se associaram. O caso mais notável desse empenho foi o de Louis de Jacourt, um intelectual muito rico e de grande saber, que se formara em teologia, em Genebra, ciências naturais em Cambridge e medicina, em Leiden, na Holanda. Jacourt, sozinho, redigiu um quarto de todos os verbetes da Enciclopédia, sem cobrar um centavo pelo seu trabalho. Ao contrário, contratou vários assessores, que o ajudaram na exaustiva pesquisa daqueles tempos, e lhes pagou com seu próprio dinheiro.


Mesmo quando sua distribuição teve que ser clandestina, a Enciclopédia era discutida em todos os salões. Suas idéias estimularam o aparecimento de novos pensadores, que se somaras à elite da razão daquele tempo, formada por homens muitos deles nobres, como foram como Montesquieu, Grimm e Holbach. Eles se somaram a livres pensadores, como Voltaire, D’Alembert, Condorcet, Daubeton, Rousseau, Turgot e Quesnay, e a mulheres como Mme. D’Epinay, Sophie Volland, Mme Necker – e a notável proteção financeira a Diderot, de Catarina, a imperatriz da Rússia, para abrir o caminho do século seguinte.


Leia também a continuação:

Em busca da razão perdida (3)


O Iluminismo conduziu o mundo, durante o século 19 e a maior parte do século 20. A oposição que sofreu, no início dos oitocentos, com o Romantismo, foi débil, e só se manifestou de forma mais forte nas artes, sobretudo na literatura. Hegel e Marx, nas  idéias sociais, ou seja, políticas, são dois dos maiores frutos do século 18. Um se seguiu ao outro, e de seu pensamento surgiram os grandes movimentos revolucionários do século passado. Apesar disso, os resultados mais espetaculares das luzes parecem ter ocorrido na ciência e na tecnologia.


O espírito do mundo moderno é o da ruptura de todos os limites, na investigação do cosmos, na velocidade das comunicações e dos transportes,  na duração da vida.


Galileu tem uma frase inquietante: muita prudência, muitas vezes, quer dizer muita loucura. A razão, sendo o uso da mente para a construção da autonomia, já representa, em si mesma, uma violação da natureza instintiva da espécie: talvez nessa intuição, Chesterton tenha afirmado que louco é aquele que perdeu tudo, menos a razão – o que significa entender que a aparente loucura pode também significar muita prudência.


No que se refere à política – que é a mais necessária das atividades humanas – o século passado foi o da exacerbação de um confronto milenar, que está nas glândulas da espécie, e que constitui o eixo das civilizações: o do egoísmo contra o altruísmo, dos ricos contra os pobres, dos fortes contra os débeis. É assim que poderemos ver em São Francisco de Assis a constatação de Chesterton – de resto um de seus grandes devotos – de que o louco é aquele que perdeu tudo, menos a razão. Não havia outra forma para que a sociedade de Assis do século 13 pudesse ver a conduta do jovem Bernardone, ao renunciar à vida confortável que a riqueza lhe permitia, romper com o pai, e lhe devolver as roupas luxuosas que vestia e, com o manto pobre de monge que o bispo de Assis lhe deu para cobrir a nudez, partir para outros atos de aparente loucura, nos quais se escondia a mais pura razão. No século 20 tivemos testemunhos desta conduta, tida como insana, na solidariedade radical, em nome do humanismo – que é sempre cristão, ainda que se identifique como agnóstico ou ateu- e tanto mais cristão quanto menos acredite na recompensa eterna.


Foi assim que tivemos, entre outros, o forte testemunho de Simone Weil, nascida judia, convertida ao marxismo e, em seguida ao cristianismo, e que ao Vaticano conviria mais fazê-la beata e mártir do que conferir santidade ao espanhol Balaguer. Simone abandonou, ainda menina, as comodidades da família, viveu entre os oprimidos, quis participar da luta na Espanha, um acidente a excluiu da atividade revolucionária, e sua renúncia a viver melhor do que viviam os mais pobres a levou à morte prematura, aos 34 anos, com tuberculose. São loucos, como Francisco e Simone, e muitíssimos outros, anônimos, que, no decorrer da História, perdem tudo, menos a razão.


O Iluminismo, que significara um outro salto da razão, não só trouxe  os movimentos de solidariedade, como não conseguiu impedir  a evolução industrial, graças à inteligência técnica e a ascensão da burguesia capitalista, e a exacerbação do imperialismo britânico e do colonialismo europeu, e a submissão da maioria da população do mundo aos opressores. Em nome de equivocada interpretação biológica, surgiu o mito da superioridade racial, e levou à estupidez do fascismo e do nacional-socialismo, com as duas grandes guerras mundiais, os milhões de mortos, e os conflitos continuados, sempre conduzidos pelos mais fortes contra os mais débeis. Entre a invasão da Etiópia pela Itália, em 1935,  e recente intervenção militar na Líbia pelos países europeus, não há diferença essencial: é a arrogância dos que se acham superiores e que, por tal razão, se sentem com o direito aos bens naturais do mundo, sobretudo as fontes de energia, como o petróleo.


A luta contra o totalitarismo dos anos 30 convocou os intelectuais do mundo inteiro, a partir da Guerra Civil da Espanha. O engajamento da inteligência ainda continuou, na Resistência contra os nazistas e, ainda mais dura, contra os  capitulacionistas e traidores, como ocorreu na França, nas lutas contra os golpes militares na América Latina, no combate aos crimes cometidos pelos Estados Unidos no Vietnã, no combate contra o novo racismo europeu. Embora muitos ainda permaneçam nas trincheiras da razão, o novo liberalismo dos anos oitenta,  conseguiu encabrestar a inteligência e afasta-la das preocupações políticas. É assim que se explica que a França de Clemenceau e Leon Blum, de De Gaulle e Mitterrand, esteja hoje entregue ao pigmeu Sarkozy, e que os Estados Unidos de Roosevelt e Eisenhower, depois da tragédia dos Bush, assista à erosão veloz da grande esperança que foi Obama. Lembre-se a Espanha, condenada a se entregar novamente à direita, saudosista do franquismo, depois da claudicação de Zapatero. Não falemos na Itália, governada por um bufão, e, ainda assim, com a petulância de nos dar lições morais e recorrer ao Tribunal de Haia contra o exercício da soberania brasileira.


Enfim, o mundo, sendo sempre o mesmo, piora – e reclama nova articulação da inteligência para a restauração do compromisso da espécie humana com sua própria  sobrevivência, que os materialistas atribuem à razão, e os cristãos radicais identificam na santa loucura  do amor solidário, como o do Poverello de Assis.



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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/09/25/santayana-esta-em-busca-da-santa-loucura/