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sábado, 24 de setembro de 2011

Homem substitui olho por câmera de vídeo

24.09.2011
Do site da Revista Superinteressante, 29.09.11
Por Cláudia Fusco



Aos treze anos, Rob Spencer sofreu um acidente e perdeu seu olho direito. Há três anos, o olho foi removido – o que mudou todos os conceitos de Spencer. Primeiro, o diretor de vídeos colocou um projetor de LED vermelho no lugar. Não foi uma decisão permanente: agora, em vez do projetor, Spencer tem uma câmera de vídeo no lugar do olho.
Como o aparelho não é conectado ao cérebro, Spencer não recuperou a visão. Contudo, o aparelho funciona com a mesma lógica de um microfone de lapela: acompanha os movimentos do americano com base em um transmissor e um receptor. Tudo o que o olho de Spencer registra aparece em tempo real em um computador. De acordo com Spencer, “não foi um projeto fácil de desenvolver, mas é tão parecido com ficção científica que se tornou algo divertido”. Clique aqui para assistir a uma entrevista em inglês com o “ciborgue”.
Rob foi convidado para participar de um documentário sobre o assunto para os desenvolvedores do videogame Deus Ex: Human Revolution, que trata de um mundo repleto de ciborgues. Para ele, a tecnologia está se preparando para conceber humanos com partes do corpo robóticas. “As pessoas atualmente não pensam em cortar o próprio braço para substituí-lo por um mecânico. Mas se a tecnologia continuar nesse caminho… elas vão pensar sobre isso”.

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Fonte:http://super.abril.com.br/blogs/nerdices/homem-substitui-olho-por-camera-de-video/

Pedido de juiz sobre nomes de jornalistas que escrevem sobre inflação causa polêmica na Argentina

24.09.2011
Do OPERA MUNDI,23.09.11
Por Monica Yanakiew
Repórter da EBC


Buenos Aires - Os jornalistas dos principais jornais da Argentina, que escreveram sobre a inflação no país desde 2006, serão investigados pela Justiça. A decisão, do juiz Alejandro Catania, da Vara Penal Econômica, foi criticada hoje (23) pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), por juristas e políticos da oposição. Segundo eles, o pedido é uma violação da liberdade de expressão.
A polêmica foi desencadeada ontem (22) por um requerimento, enviado pelo juiz Catania aos jornais ClarínLa NaciónÁmbito FinancieroEl CronistaBAE e Pagina 12. No documento, ele pedia os nomes, telefones e endereços de todos os jornalistas que escreveram sobre inflação nos últimos seis anos. O juiz também solicitou da Comissão de Liberdade e Expressão da Câmara dos Deputados os relatórios mensais sobre inflação, com base nos cálculos de consultoras privadas.
Catania é o responsável pelo processo, iniciado pelo secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, que envolve uma consultora privada que calcula a inflação bem acima dos índices divulgados pelo governo.
Na Argentina, 12 consultoras e seis províncias divulgam que a inflação anual gira em torno dos 20% - ou seja, o dobro do índice divulgado pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), ligado ao Ministério da Economia.
O índice oficial de inflação na Argentina está sendo questionado desde janeiro de 2007, quando o governo substituiu antigos funcionários do Indec e modificou seu sistema de cálculo da inflação.
Este ano, Moreno deu um passo além. Valendo-se da Lei de Lealdade Comercial - proíbe qualquer apresentação, publicidade e propaganda enganosa que possa confundir o consumidor -, ele multou as consultoras que divulgavam índices inflacionários considerados incorretos pelo governo.
Algumas consultoras, como a Orlando Ferreres e Associados, pagaram multas de 500 mil pesos (mais de US$ 400 mil) e deixaram de publicar seus cálculos. Outra consultora, a M&S, foi processada por Moreno. Segundo ele, os economistas exageraram no cálculo da inflação para favorecer os bancos.
Na Argentina, a investigação de um crime fica a cargo de um juiz, e coube ao juiz Catania decidir se a denúncia tem procedência. Para tanto, ele pediu informações ao Banco Central sobre as taxas de juros desde 2006; explicações do Indec e do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre os métodos de cálculo da inflação argentina; e também a lista de todos os jornalistas que escreveram sobre o tema nos seis principais jornais do país.
“Voltamos às listas negras da ditadura”, disse a presidente da Comissão de Liberdade de Expressão da Câmara de Deputados, a deputada Silvana Giudici, da União Cívica Radical (UCR). Em entrevista à imprensa, os membros da comissão acusaram o governo de estar usando a Justiça para intimidar os jornalistas e as consultoras privadas, atentando contra a liberdade de expressão. Os parlamentares disseram que continuarão divulgando os índices de inflação, das consultoras que foram obrigadas a deixar de publicá-las.
Edição: Aécio Amado

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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-09-23/pedido-de-juiz-sobre-nomes-de-jornalistas-que-escrevem-sobre-inflacao-causa-polemica-na-argentina

COBERTURA DO ENEM:A mídia abaixo da média

24.09.2011
Do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA, 
Por Luís Nassif* em 19/09/2011 na edição 660



Poucas vezes se viu um episódio coletivo de mídia tão nonsense quanto o da divulgação dos resultados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Os resultados foram dentro do esperado: melhoria de 10 pontos na média geral. Em 2009, o Enem estava em 500 pontos. A meta era chegar ao longo da década a 600 pontos – o que significaria melhorar 10 pontos por ano. Apesar do aumento de inscritos – de 828 mil para 1,011 milhão – chegou-se aos 10 pontos.
De repente, o noticiário online foi invadido por estranhas manchetes: a de que a maioria dos alunos do Enem tinha ficado “abaixo da média”. O jornal O Globo foi fulminante: “Mais da metade dos estudantes ficou abaixo da média do Enem 2010”. Na UOL, não se deixou por menos: “Enem `reprova´ 63,64% das escolas”. Esse número equivale àquelas que ficaram abaixo da média.
Criou-se um samba do crioulo doido. Na maioria absoluta das estatísticas, a tendência é se ter uma maioria abaixo da média. Se todos melhoram, a média melhora, mas sempre continuará tendo uma parte abaixo da média e outra acima. Suponha uma classe de sete pessoas, com três notas 5, duas notas 4 e uma nota 3. A média será 4,28. Logo, 43% (três alunos) estarão acima da média e 57% (quatro alunos) abaixo da média. Suponha agora que a classe melhore e fique com duas notas 10 e cinco notas 7. A média será 7,86. Mas 71% dos alunos estarão abaixo da meta contra 29% acima.
Quando explicou, a confusão aumentou
Na entrevista coletiva sobre o Enem, praticamente todos os jornalistas insistiam na informação de que a maioria das notas tinha sido abaixo da média. O samba endoidou tanto que a presidente Dilma Rousseff chamou o ministro Fernando Haddad ao Palácio para saber que loucura era aquela.
O diálogo foi mais ou menos assim:
Dilma: Haddad, como é isso? Eles estão dando que há muitas escolas abaixo da média. Como surgiu essa confusão? Não sabem o que é a média em uma estatística?
Haddad: Presidente, o que posso fazer? Passei a tarde explicando para eles o conceito de média na estatística. Tentei explicar o que era uma distribuição estatística, que em geral forma uma curva, que a média (média aritmética de um conjunto de números) e a mediana (maior frequência de números na amostragem) são muito próximas, mas pareciam não entender. Cheguei a sugerir que ligassem para um matemático, um estatístico para se informarem porque daqui a vinte, trinta, cinquenta anos vão fazer a mesma conta (do percentual de notas abaixo da média) e vai dar a mesma coisa.
Foi em vão. Dilma encerrou a conversa dizendo que iriam especular que a convocação de Haddad ao Palácio teria sido para se explicar. Chamou o líder do governo na Câmara, Cândido Vacarezza, presente à reunião, e pediu que desse uma entrevista informando que a presidente tinha ficado satisfeita com o resultado e manifestava sua preocupação com a confusão que a imprensa fizera com o conceito de média.
Pediu ainda que Vacarezza fizesse uma última tentativa de explicar o que era média aritmética. Vacarezza explicou. Mas a confusão aumentou mais ainda.
*Luis Nassif é jornalista]

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Fonte:http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/-a-midia-abaixo-da-media

ATO DENUNCIA A CORRUPÇÃO DA MÍDIA E DEFENDE URGÊNCIA DE MARCO REGULATÓRIO

24.09.2011
Do blog FAZENDO MEDIA,20.09.11
Por Cecilia Figueiredo


O vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, foi palco na tarde deste sábado (17) de mais uma manifestação em favor da democratização da comunicação no Brasil, com a aprovação de um marco regulatório, o fim da imparcialidade nas coberturas, e do golpismo midiático.
A mobilização na capital reuniu aproximadamente 200 pessoas e foi organizada pelo MAV (Militantes em Ambientes Virtuais) e o Movimento dos Sem Mídia (MSM). Com faixas exigindo “uma mídia livre, plural, ética e responsável” e “Pela democracia da informação e contra a corrupção da mídia golpista”, representantes de blogs, da Frentex (Frente Paulista pelo Direito à Comunicação e Liberdade de Expressão), de entidades sociais e sindicais, denunciaram as benesses dos detentores dos meios de comunicação de massa no País, da falta de instrumentos que assegurem a diversidade e de leis ultrapassadas como o Código Brasileiro de Telecomunicações, que data da década de 1960.
Manifesto dos Sem Mídia
Um manifesto do MSM foi lido por Antonio Donizete da Costa, um dos que contribuíram na organização da atividade. O abaixo-assinado, que está recebendo novas adesões para ser encaminhado à Frente Parlamentar pela Democratização da Comunicação, apresentava: “a manifestação deste sábado é contra a corrupção, mas não como aqueles que estiveram neste mesmo local no último dia 7 de setembro”. “Orquestrado por grandes impérios de comunicação e que teve como objetivo favorecer partidos políticos”, acrescentou, ao citar a Rede Globo, os jornais Folha de São Paulo e Estado de São Paulo e a revista Veja, como os incentivadores da manifestação dez dias atrás.
Sob o verniz da democracia
O documento também resgata episódios recentes, como a campanha tendenciosa da mídia contra a então candidata à presidenta Dilma Rousseff, nas eleições de 2010, a discriminação ao ex-presidente Lula desde 1989 e ao Partido dos Trabalhadores, classificando o ato do dia 7 de setembro como um “ato político disfarçado de `marcha contra a corrupção’”.
Na opinião do petista, José Dirceu, todas as manifestações são bem-vindas, “mas a luta contra a corrupção tem que começar com a reforma política”.
Na opinião de Dirceu, o que alguns setores defendem para eliminar a corrupção fechando o Legislativo ou valorando uma mesma ação para todos os políticos, escamoteia um discurso autoritário e não levará a lugar algum na opinião do petista. “O Brasil já fechou o Legislativo, no período da ditadura, e a corrupção nunca foi tão grande”, lembrou o petista.
Quanto a manifestação deste sábado, ele acha primordial para fomentar o debate no País.
O panfleto, distribuído pelo Movimento pela Democratização da Comunicação, afirma: “nosso protesto é contra o PIG (Partido da Imprensa Golpista), que ao mesmo tempo em que ataca governos, persegue movimentos populares e desqualifica a política, ‘esquece’ de divulgar escândalos dos tucanos e faz campanha aberta em favor de políticos e partidos de direita”.
O engavetamento de mais de cem pedidos de CPIs na Assembleia Legislativa do Estado de SP, as denúncias de superfaturamento nas obras do Rodoanel ou de limpeza do Rio Tietê, foram alguns dos exemplos citados que contam, segundo os manifestantes, com a omissão dos grandes veículos de comunicação. “Eu exijo que a imprensa divulgue a relação de seus anunciantes”, pontuou o blogueiro, Gerson Carneiro, referindo-se aos R$ 9 milhões que acabam de ser gastos com dinheiro público pago pelo Governo do Estado, para a aquisição de assinaturas da Folha de SP, Estado de SP e Veja.
Direito ao contraditório
Quanto à censura, os organizadores e pessoas que fizeram uso do microfone negaram qualquer intenção em silenciar a grande mídia, mas assegurar aos que pensam diferente o direito ao contraditório em grandes emissoras de tevês e rádios, por elas utilizarem concessões públicas.
Adolfo Pinheiro, do MAV-SP, disse que é preciso pressionar o governo para aprovar a regulação dos meios de comunicação. “Temos uma mídia que está sempre pronta para dar o golpe”, justificou.
“Se na Europa, Estados Unidos e países vizinhos do Brasil, os meios de comunicação cumprem regras, por que no Brasil é diferente? Temos que pressionar para fazer esse debate”, afirmou Bia Barbosa, da Frentex, ao convidar a todos a participarem da consulta pública pela internet, que inclui 20 pontos centrais para criar uma plataforma da sociedade para o novo marco regulatório.
O petista, José Dirceu, concorda com a necessidade da regulação da mídia, mas é radicalmente contra qualquer tipo de cerceamento. “A mídia confunde, quer levar a sociedade crer que isso é censura. Estados Unidos tem, Portugal, Austrália, Canadá, Grã-Bretanha e França, a regulação está bem avançada. Há TVs públicas nos países europeus, que detêm mais da metade da audiência. Existem muitos modelos, mas nenhum é como o Brasil, onde há uma desregulação total da mídia. Isso nada tem que ver com censura”.
Ele lembrou que, diferente do que setores da mídia vêm denunciando sobre a “censura”, algumas emissoras de TV tentaram cercear o debate ao não participarem da 1ª Conferência Nacional de Comunicação. “Alguns canais como Record e Bandeirantes participaram, mas as entidades como ANJ (Associação Nacional de Jornais), Associação Nacional das Revistas e Abert boicotaram a Confecom”.
Ao não ter a regulação, a sociedade hoje encontra-se sem respaldo legal até mesmo para a preservação do direito de imagem ou de reposta. “Como foi revogada a Lei de Imprensa em boa hora [entulho da ditadura militar que data de 1937], mas junto o direito de resposta, que poderia ter ficado. O País precisa pelo menos do direito de resposta, preservação da imagem, mas também da regulação”, salienta Dirceu.
Encerramento
Pouco antes de encerrar o ato, Max Cristian, amigo de Johni Raoni Galanciak, o jovem punk morto a facadas durante uma briga entre punks e shinkeads em Pinheiros, se somou aos sem mídia para reclamara do comportamento desrespeitoso da imprensa ante um crime hediondo. Junto com outros amigos e familiares de Raoni, o grupo que esteve na tarde deste sábado, no vão livre do Masp para prestar uma homenagem ao jovem assassinado há pouco mais de 10 dias, se solidarizou com a luta pela democratização da informação e pediu justiça no caso do amigo.
Clique aqui e conheça o MAV

Clique aqui e leia a íntegra do Manifesto do Sem Mídia “Abaixo a corrupção da mídia”
Clique aqui e leia Movimentos lançam consulta pública sobre novo marco regulatório
Clique aqui e saiba mais sobre a Frentex-SP
(*) Matéria publicada originalmente no Linha Direta.

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Fonte:http://www.fazendomedia.com/ato-denuncia-a-corrupcao-da-midia-e-defende-urgencia-de-marco-regulatorio/

REFORMA POLÍTICA: LULA PEDE O FIM DAS COLIGAÇÕES

24.09.2011
Do blog PAULISTA EM 1° LUGAR, 23.09.11
Postado por Francisco Marques




Em reunião ontem com líderes de partidos governistas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que, se não houver acordo para votar a reforma política no Congresso, a base aliada deve se empenhar pela convocação de uma Assembleia Constituinte para mudar o sistema eleitoral. Lula trabalha pela aprovação do financiamento público de campanha, voto proporcional misto e fim das coligações proporcionais.

Diante do vice-presidente Michel Temer e de parlamentares e dirigentes de PMDB, PT, PSB, PDT e PC do B, Lula disse, em encontro no Palácio do Jaburu, que a corrupção "diminui bastante" com o financiamento público, mas admitiu haver dificuldades para a aprovação da proposta.

Depois de afirmar, na véspera, que "político tem de ter casco duro" e não pode "tremer" quando for acusado de fazer "coisa errada", Lula disse que 90% das denúncias hoje divulgadas pela imprensa têm como base investigações da Controladoria-Geral da União (CGU), da Polícia Federal e do Ministério Público.

Apesar da animação de Lula, o deputado Henrique Fontana (PT-RS), relator da reforma, admitiu não haver consenso entre os partidos, em especial sobre o novo modelo de votação. Contudo, Fontana e o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), citaram avanços nas negociações para a aprovação do financiamento público, principal bandeira do PT.

Raupp declarou que o PMDB aceita o financiamento público, principalmente se a reforma contemplar o fim das coligações nas eleições proporcionais. No entanto, advertiu: "O PMDB não aceita o voto em lista defendido pelo PT". O PMDB defende o voto majoritário nas eleições proporcionais (deputados e vereadores), o chamado "distritão". "Se complicar demais, a reforma política não sai", disse.

O modelo que Fontana defenderá em seu relatório é o voto proporcional misto, em que o eleitor escolhe um deputado pelo voto em lista partidária fechada, e outro pelo modelo atual, em lista aberta. Fontana admitiu que precisa avançar no diálogo sobre esse tema e adiantou que nos próximos dias vai procurar DEM e PSDB para discutir o assunto.

Votação. Mesmo diante da falta de consenso sobre o modelo de votação, Fontana acredita que as negociações estejam evoluindo para que seu relatório seja votado na comissão especial da Câmara no dia 5 de outubro. Segundo ele, os participantes da reunião de ontem prometeram somar esforços pela votação.

O PT pretende realizar uma manifestação da sociedade civil a favor da reforma. "Está se criando um clima positivo para que se melhore a política nacional. O pior dos mundos é ficar com esse sistema que tem gerado todas as distorções que vocês têm divulgado", disse Fontana.

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Fonte:http://www.paulistaem1lugar.com/2011/09/lula-pede-o-fim-das-coligacoes.html

A multidinha contra a corrupção. Dias na Carta. É isso: Golpe

24.09.2011
Do blog CONVERSA AFIADA,23.09.11
Por Paulo Henrique Amorim




Saiu na Carta Capital, na imperdivel seção “Rosa dos Ventos”, assinada por Mauricio Dias

A Marcha da Insensatez


No Rio de Janeiro, na tarde de 20 de setembro, houve a segunda rodada de manifestações contra a corrupção no País. A primeira, no dia 7, foi simultânea às solenidades da Independência. Em Brasília, calcularam 25 mil pessoas presentes na marcha pela Esplanada dos Ministérios. O número pode ter sido engordado por aqueles que foram ver o desfile oficial.


De qualquer forma, na capital do País, nas imediações do Congresso Nacional, ocorreu o movimento mais numeroso, simultaneamente ao que ocorria também em outros estados da federação.


No Rio, desta vez, o palco dos manifestantes foi a praça da Cinelândia, no centro da cidade. Os organizadores, confiantes nas redes sociais, anunciaram que haveria cerca de 30 mil pessoas. Compareceram, aproximadamente, 2,5 mil, segundo cálculos do comando da Polícia Militar.


Nessa “multidinha”, antônimo popular de multidão, alguns erguiam vassouras, símbolo da faxina moralista de Jânio Quadros, aquele cidadão conturbado que ocupou a Presidência da República por sete meses, antes de renunciar. Outros empunhavam cartazes propondo a transformação da corrupção em crime hediondo e pregando o fim do voto secreto no Congresso, onde, por sinal, acaba de ser criada a Frente Parlamentar em Defesa do Voto Aberto, cuja vanguarda é o PSOL, partido nascido da costela do PT, formado em reação moral ao “mensalão”.


Essas manifestações, à direita e à esquerda, expressam em conjunto uma insensata demonização da política.


O “voto aberto” entrou em pauta em 2005, após os episódios do chamado “mensalão” e “sanguessugas”.


Depois de amputado o ritual da presunção de inocência com a lei chamada de “Ficha Limpa” atacam, agora, o voto secreto no Parlamento, implantado para garantir a independência dos integrantes do Legislativo diante de tentativas de interferência e pressões do Executivo. Eventualmente, esse sistema pode livrar parlamentares da camisa de força da própria disciplina partidária, como pode ocorrer em casos de objeção de consciência.


No Brasil, o voto secreto foi introduzido pela Constituição de 1934 para garantir, essencialmente, deliberações sobre vetos e contas do presidente da República. Não por outra razão, a Carta Autoritária de 1937, outorgada por Getúlio Vargas, proibiu o voto secreto. O sistema foi restabelecido na Constituição de 1946, após o Estado Novo.

Essas idas e vindas indicam com clareza que o sistema é uma conquista democrática. Com ele o parlamentar fica imune às pressões da mídia ou mesmo da “opinião pública” que, como mostra a história, segue, às vezes, caminhos alternativos à democracia política.


Um dos episódios mais marcantes na trajetória do voto secreto ocorreu, em 1968, durante a ditadura. A Câmara dos Deputados negou pedido de licença para o governo processar o deputado Marcio Moreira Alves. Mais da metade da Arena, partido da base de sustentação política dos militares, acompanhou o MDB, partido de oposição. O resultado só foi possível pelo voto secreto malgrado, na sequência, ter sido editado o AI-5 e fechado o Congresso.


Essa cínica pregação moralista, promovida por interesses variados, arrasta pessoas de boa-fé desatentas às lições da história do Brasil. Manifestações semelhantes, em 1954 e 1964, por exemplo, fizeram parte do funeral da democracia no País.


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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/09/23/a-multidinha-contra-a-corrupcao-dias-na-carta-e-isso-golpe/

MÍDIA COLONIZADA: OMG! JORNALISTAS DA TUCANOLÂNDIA DEVIAM ESTUDAR MAIS .

24.09.2011
Do blog ANAIS POLÍTICOS,23.09.11




Este desatualizado e arcaico blogueiro demorou um certo tempo para entender o que significava a sigla-expressão "OMG" postada eventualmente nas redes sociais.

Ficou sabendo depois que era a abreviação de "Oh, My God". Achou curiosa e engraçada.

Sendo assim, dela fará uso pela primeira vez. E numa postagem sobre a tão tradicional vassalagem na mídia brasileira. É quase incacreditável que um jornal que se diz tão credibilizado como a Folha de S. Paulo continue insistindo na besteira de querer parecer americanizado. Só a Veja sendo assim, já basta. Não precisamos de outros imbecís a mais para figurar em nosso escalão de tontos.

Na manhã primaveril de hoje eis que leio nas ranhetices de notícias matinais publicadas no site do diário oficial da tucanolândia, que Ahmadinejad atacou o "ocidente" em seu discurso na ONU. Mas que ocidente, cara pálida? Ele atacou com todas as letras Estados Unidos, Israel e alguns vassalos da Europa, mas não, não atacou Brasil, Argentina, Paraguai. Nem Cuba, nem Venezuela, nem México ou o Canadá, todos países que fazem parte sim, dona Folha, do ocidente.

Essa expressão, o "ocidente", foi forjada pela imprensa americana nos tempos da Guerra Fria para dizer que a então União Soviética era contra a tal liberdade existente no nosso lado do mundo*. Era uma forma de nos cooptar sem percebermos. Coisa de dialética. Com as palavrinhas queriam dar a entender que eramos todos do mesmo time e se portanto atacassem um, atacavam a todos.

Óbvio que besteira maior não existia. Nós estavamos aqui para os EUA, muito servís, claro, mas eles nunca estiveram lá para conosco. Nem FHC, com todo seu estudo "conseguiu" ver esta coisa tão básica da política internacional.

OMG, Folha! O iraniano não quer briga conosco, não. Ele tá é (faz tempo) chamando a América pra um téte à téte; coisa que ela tem refutado pois como sabemos, os EUA só atacam países que disponham de bastante petróleo e NENHUMA arma potente para revidar. Do contrário, qual a explicação para jamais terem bombardeado a China (quando ainda era pobrinha), a então URSS, a Coréia do Norte, o Paquistão e outrros integrantes do "eixo do mal", que desrespeitam tão reiteradamente os direitos humanos?

A Folha perde novamente mais uma oportunidade de não falar besteira. Na outra ponta, não falou absolutamente nada significativo sobre seu país do coração, os EUA, terem condenado à morte mais um homem que tinha todas as chances de ser inocente e estar na prisão por engano. Ah, se fosse na China, ah, se fosse a Sakineh, no Irã. Que  não lembra do carnaval que fizeram sobre a condenação daquela mulher à morte? Era injusto? Sem dúvida. Mas e um homem inocente ser eletrocutado** na América, não é igualmente injusto?

Mas não.

É demais pedir para os jornalistas da Folha fazerem um intensivão de política internacional em alguma escola fora do Higienópolis?

* A "liberdade" defendida pelos EUA na América era uma piada de mal gosto. Lembremos que ela falava de democracia mas ajudou a fundar e financiou TODAS as ditaduras da América Latina. Inclusive a do Brasil.
** Na verdade a América não mata mais por choque elétrico, é muito "cruel". Mata por injeção letal. Eles respeitam os direitos humanos.

Clique aqui para ver que tucano só fala de CPI quando não atrapalhar suas negociatas.
Clique aqui para ver os cansados denunciando o próprio país na OMC.
Clique aqui para ver os ricos (de fora) pagando 1 milhão de dólares pra jantar com Dilma.
Clique aqui para ver um tucano fritando outro na disputa pelo poder. 

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Fonte:http://anaispoliticos.blogspot.com/2011/09/omg-jornalistas-da-tucanolandia-deviam.html

NAZIFASCIMO:Sem piedade, extremistas de direita são banidos na Alemanha

24.09.2011
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 22.09.11



O combate aos grupos neonazistas que se proliferam na Alemanha, com organização de ultradireita
Neonazismo ainda é problema na Europa. Mas não só lá
A Alemanha baniu a principal associação neonazista do país, a Organização de Ajuda para Prisioneiros Políticos Nacionais (HNG), que apoia extremistas de direita presos e suas famílias, informou o Ministério do Interior nesta quarta-feira, na mais recente ação do governo para coibir a influência de grupos radicais. As autoridades alemãs dizem que o HNG é uma ameaça à sociedade e atua contra a constituição do país.

Sob o slogan “uma frente dentro e fora”, o grupo busca reforçar o ponto de vista dos prisioneiros de extrema direita e motivá-los a continuar sua luta contra o sistema, diz o ministro.


“Não é mais aceitável que extremistas de direita presos sejam fortalecidos pelo HNG em sua posição agressiva contra a ordem livre e democrática”, disse o ministro do Interior, Hans-Peter Friedrich, em um comunicado.

“Ao rejeitar o estado constitucional democrático e glorificar o Nacional Socialismo, o HNG tenta manter os criminosos radicais de direita em seu ambiente”, diz a nota do ministério.

O grupo foi fundado em 1979 e tem cerca de 600 membros. A decisão de torná-lo ilegal ocorreu depois de algumas ações policiais nas quais foi apreendido material de dirigentes do HNG em toda a Alemanha. Embora organizações de extrema direita tenham mais apoio nos Estados alemães do leste, onde o desemprego é elevado e há menos perspectivas de vida, as incursões da polícia foram feitas na parte ocidental do país, incluindo a Baviera e Renânia do Norte Vestefália.

O serviço interno de inteligência da Alemanha diz que os grupos extremistas de direita vêm procurando se aproveitar nos últimos anos da crise financeira e da dívida na zona do euro para provar que o sistema capitalista fracassou.

A proscrição do HNG se dá duas semanas depois de o Partido Democrático Nacional (PDN), de direita, que defende o fim da democracia parlamentar, ter novamente obtido assentos na Assembleia do Estado de Meclemburgo-Pomerânia Ocidental. A legenda também tem representação no Legislativo da Saxônia.

O órgão alemão de proteção da Constituição descreve o PND como racista, anti-semita e revisionista, e diz que sua inspiração vem do nazismo.

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Fonte:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/09/sem-piedade-extremistas-de-direita-sao.html