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domingo, 18 de setembro de 2011

Marcos Coimbra: o Millenium e o voto distrital

18.09.2011
Do blog TIJOLAÇO
Por Brizola Neto

Do sociólogo e direto do Vox Populi, Marcos Coimbra, hoje, no Correio Braziliense:
“A recente campanha em favor do voto distrital tem uma história curiosa. Primeiro, foi divulgada com o estardalhaço que a mídia de direita dedica aos temas que considera prioritários, ocupando a capa de revistas e as colunas de seus comentaristas mais prestigiados. Depois, teve seu lançamento “sério” e “oficial”.
Aconteceu esta semana, em São Paulo, no Instituto Millenium, seu 7º Colóquio, com uma interrogação no título Voto Distrital ou Proporcional? Os participantes responderam em coro (quase unânime): distrital.
Várias coisas foram interessantes no evento. Uma, é que, praticamente tudo que havia sido publicado pela imprensa em defesa do voto distrital estava lá: os mesmos especialistas ouvidos eram os palestrantes, os números e cálculos divulgados tinham sido preparados para ele. Parece que a mídia conservadora teve acesso privilegiado e pode antecipar o que seria tratado no Colóquio.
Outra é que, nele, tudo estava mais claro do que na imprensa. Enquanto ela apresentou sua argumentação como se resultasse de reportagens e trabalhos “técnicos”, no colóquio a posição política da maioria dos convidados estava escancarada: o presidente do movimento Endireita Brasil foi o mediador dos debates, por exemplo. O evento foi realizado na sede da Federação do Comércio de São Paulo.
O Instituto Millenium congrega empresários, banqueiros, alguns intelectuais e muita gente da grande imprensa: os proprietários dos maiores veículos de comunicação, seus chefes de redação, alguns jornalistas e comentaristas, quase todos os personagens que costumam ouvir quando precisam da opinião de “entendidos” (em qualquer coisa, desde a crise da Líbia à musica popular). Não esquecendo diversos ex-integrantes do governo Fernando Henrique Cardoso.
Na sua apresentação, o instituto diz que é “referência na divulgação dos temas democracia, liberdade, estado de direito e economia de mercado”. Seu objetivo explícito é “atingir a opinião pública, conscientizando-a sobre os valores que considera primordiais para o fortalecimento da democracia e para o desenvolvimento do país”.
Trata-se de um think tank da direita brasileira, uma organização destinada a preparar e propagandear sua agenda para o país. A grande diferença que tem em relação a instituições semelhantes em outros países (como os Estados Unidos, onde existem diversas), é a super representação, em seus quadros, de dirigentes dos grandes grupos da indústria da comunicação. Enquanto suas congêneres no exterior precisam dar tratos à bola para levar suas ideias à mídia, aqui as coisas podem ser resolvidas amigavelmente, com todo mundo sentado em torno da mesma mesa.
Não é, no entanto, a primeira vez que, no Brasil, uma entidade como o Instituto Millenium existe e tem essa ligação orgânica com a grande imprensa. No início dos anos 1960, houve algo parecido: o Ipes (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais), de atuação nada irrelevante na criação das condições sociais e políticas que levaram ao golpe de 1964. (Chega a ser engraçado: os pais de alguns membros e mantenedores do Millenium fizeram parte do Ipes, confirmando a tese de que “filho de peixe, peixinho é”.) Mas isso não quer dizer que o Millenium, nem seus integrantes (certamente não todos), sejam golpistas.
É evidente que as pessoas de direita têm todo o direito de se reunir para discutir suas ideias. De procurar fazer com que elas sejam conhecidas pela sociedade. De usar suas empresas e seu dinheiro para isso.
É natural, na democracia, que apóiem os candidatos com que mais se identificam. Que façam oposição àqueles de que discordam: os esquerdistas, socialistas, progressistas. E que não gostem dos petistas e “lulopetistas” (palavra inventada pelos jornais dos empresários que integram o Instituto).
Seria bom para todos, no entanto, que houvesse mais transparência nas relações entre a direita e alguns grupos de mídia. Que elas fossem assumidas com franqueza.
Pode-se concordar ou não com a campanha pró-voto distrital. Mas é ruim quando a opinião pública não fica sabendo de onde vem, quem a inspira e organiza. O risco é que ela compre gato por lebre”.

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Fonte:http://www.tijolaco.com/marcos-coimbra-o-millenium-e-o-voto-distrital/

BLOG MOBILIDADE URBANA: Regulamentação para manobristas e flanelinhas, por Tânia Passos

18.09.2011
Do blog MOBILIDADE URBANA
Por TÂNIA PASSOS



No Paraná, o deputado estadual, Mauro Savi (PR), quer aprovar um projeto para regulamentar o serviço de manobrista e do guardador de veículo, também conhecido como flanelinha, pelo menos por essas bandas. O objetivo do projeto é atribuir responsabilidades aos prestadores desses serviços e segurança para quem necessita deles.
O projeto propõe ainda que a empresa prestadora desse tipo de serviço tem que ser regularmente constituída, ter em seus quadros motoristas devidamente registrados e habilitados e ainda possuir local adequado e seguro para o estacionamento dos veículos. Utopia?
No caso da Região Metropolitana do Recife para essa lei ser aplicada, seria necessária que outra já estivesse sendo cumprida: que os estabelecimentos oferecessem estacionamento de acordo com a demanda.
Um detalhe básico, que não pode ser esquecido, é que tudo acaba acontecendo na rua. Até mesmo os serviços das empresas com manobristas deixam os carros são estacionados em vias públicas, dificilmente em estacionamentos privados. O mesmo se aplica aos guardadores de veículos. Os flanelinhas de todos os dias.

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Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/mobilidadeurbana/index.php/2011/09/regulamentacao-para-manobristas-e-flanelinhas/

CHINA & BRASIL: Invasão de produtos chineses tem provocado fechamento de indústrias no Brasil, aponta levantamento

1809.2011
Do BLOG DE JAMILDO,17.09.11
Postado por Helder Lopes



Produtores nacionais estão preocupados com a desindustrialização provocada pela invasão dos produtos chineses nos últimos anos. Levantamento da Comissão de Defesa da Indústria Brasileira (CDIB) aponta que, na última década, várias indústrias fecharam as portas após o avanço das importações chinesas.

No segmento de escovas, por exemplo, das 40 empresas que há dez anos estavam no mercado, apenas duas mantêm as atividades industriais. Para o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Vassouras, Escovas, Pincéis e Similares (ABVEP) e membro fundador da CDIB, Manolo Canosa, a desativação do parque industrial significa a “morte” do setor com perdas irreparáveis, incluindo de empregos.

“Quando se desativa uma indústria, independentemente do setor, perde-se toda a mão de obra técnica porque o setor morreu. Daqui a pouco não vai existir indústria para gerar empregos. A cada produto comprado da China, se exclui um emprego aqui [no Brasil] e se cria um na China”, lamenta.

Das três empresas brasileiras produtoras de ímã de ferrite (material utilizado na fabricação de alto-falante), apenas uma continua com as atividades industriais. Segundo o diretor da companhia Roberto Barth, a valorização do real diante da desvalorização do yuan (moeda chinesa) torna a concorrência impraticável e desleal. “As nossas indústrias não têm como concorrer com essa invasão predatória chinesa. A defasagem cambial inviabiliza qualquer tipo de concorrência”, comenta.

Na tentativa de reduzir a entrada ilegal dos produtos chineses, Barth denunciou ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) a manobra feita por indústrias da China que declaravam produzir em Taiwan para driblar o pagamento de taxas antidumping. “O próprio exportador chinês me ofereceu a compra desses produtos com entrada ilegal a preços mais baratos”, conta.

Após investigação da denúncia, pela primeira vez, o governo federal proibiu a entrada de um produto estrangeiro utilizando as medidas de defesa comercial que fazem parte do Plano Brasil Maior, política industrial do governo federal lançada no início de agosto. “Já é um começo. Quando pensarem em burlar a lei, vão pensar mais de uma vez”, completa.

Para o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto Castro, a desindustrialização provocada pelo aumento das importações chinesas representa uma tendência. Com o dólar em baixa, os produtos importados ficam mais baratos e as mercadorias nacionais perdem espaço no mercado interno. “O governo deixou claro que a preocupação maior é manter a inflação baixa e não com o comércio exterior. As medidas de estímulo são bem-vindas, mas são insuficientes”, avalia.

Castro destacou ainda que o problema cambial é agravado pela falta de apoio governamental às indústrias nacionais. “O câmbio é um problema por causa da nossa infraestrutura insuficiente e onerosa. O sistema tributário arcaico, a elevada tributação, o alto custo financeiro e a burocracia são fatores que tornam o problema cambial ainda maior”, afirma.

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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/09/17/invasao_de_produtos_chineses_tem_provocado_fechamento_de_industrias_no_brasil_aponta_levantamento_112909.php

Obama deve propor novo imposto sobre os milionários

18.09.2011
Da BBC BRASIL

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai propor um novo imposto sobre as pessoas que ganham mais de US$ 1 milhão por ano.
Autoridades da Casa Branca dizem que a medida quer garantir que os americanos mais ricos paguem pelo menos uma proporção igual de impostos que a classe média.
A proposta será incluída no plano de longo prazo do presidente para reduzir o deficit orçamentário dos EUA, que ele anunciará na segunda-feira.
A oposição republicana no Congresso deverá se opor à medida, já que eles são contrários a quaisquer aumentos de impostos, argumentando que eles conteriam o investimento.
O novo imposto deverá ser chamado de "lei Buffett", em referência ao investidor bilionário Warren Buffett, que no passado reclamou repetidas vezes que ele pagava impostos em uma proporção menor do que os trabalhadores assalariados.
Nos EUA, os ganhos com investimentos têm uma alíquota de imposto muito menor do que os salários.

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Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/ultimas_noticias/2011/09/110917_eua_imposto_rp_rn.shtml

Sessão na Câmara de vereadores de São José do Hortêncio (RS) termina em briga

18.09.2011
Do BLOG DE JAMILDO
Postado por  Helder Lopes


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Na sessão da Câmara de Vereadores de São José do Hortêncio, do dia 14 de setembro, os vereadores João Adolar Petry (DEM) e Valdir Libório Dill (PMDB), após discussão entraram em luta corporal no meio da sessão. Demais vereadores tiveram que conter os ânimos dos dois.
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FALSA MORAL: Aécio abraçado com Ricardo Teixeira

18.09.2011
Do blog de Altamiro Borges,17.09.11
Por Lucas Figueiredo, em seu blog:



Três meses atrás, o blog noticiou que um relatório do Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG) apontava indícios de graves irregularidades nos contratos e na execução das obras do estádio do Mineirão. Os contratos foram fechados e iniciados na segunda gestão de Aécio Neves no Governo de Minas (2007-2010). O relatório do TCE-MG apontava ausência de licitação, pagamento por serviços não prestados e superfaturamento, entre outras irregularidades. No blog, quatro posts trataram do assunto:

1) A explosiva proximidade de Aécio com Ricardo Teixeira;

2) Exclusivo: trechos do relatório do TCE sobre as obras do Mineirão que pode complicar a vida de Aécio;

3) Ricardo Teixeira, Aécio Neves e as obra$ do Mineirão;

4) Vídeo mostra Aécio autorizando as obra$ do Mineirão apontadas como superfaturadas em relatório do TCE.

No primeiro post, eu dizia o seguinte:

“Quando governava o Estado, Aécio se aproximou bastante de Ricardo Teixeira, presidente do comitê organizador da Copa 2014, e se envolveu de forma pesada nas articulações para fazer de Minas uma das principais sedes do evento. O negócio é bruto. Só as obras do Mineirão deverão consumir algo em torno de R$ 1 bilhão.

Tanto dinheiro público, sabe-se agora pelo o relatório do TCE, é gasto de forma no mínimo nebulosa. Um exemplo: o escritório de arquitetura de um amigo de Aécio, Gustavo Penna, foi contratado sem licitação por R$ 17,8 milhões".


Pois bem, na segunda-feira passada, em seu artigo semanal na Folha de S.Paulo, Aécio escolheu como tema as obras públicas para a Copa de 2014. Colocando-se como juiz da partida jogada pelo governo federal na Copa, o senador criticou o polêmico regime especial de contratação das obras, o RDC. Escreveu o tucano:

“A falta de transparência nessas contratações e a urgência nos prazos poderão resultar em desperdício de dinheiro e em chances de corrupção. Infelizmente, outros dois velhos conhecidos do país.”

Quanto ao jogo jogado em Minas com o dinheiro público, do qual Aécio foi e ainda é cartola, nada. Nenhuma palavra também sobre relatório do TCE-MG. Apenas silêncio.

A severidade seletiva do tucano não foi perdoada pelo Movimento Minas sem Censura, que reúne opositores de Aécio no Estado ligados ao PT, PMDB e PCdoB. Em nota divulgada à imprensa, o MSC afirmou:

“Quem é Aécio Neves para elucubrar sobre gestão, planejamento e transparência? Há, inclusive, a proposta de uma CPI na Assembleia Legislativa de Minas para apurar tais irregularidades nas obras do Mineirão. Evidentemente, sua base parlamentar impede a instalação da mesma.”

Isto é Aécio: um discurso.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/09/aecio-abracado-com-ricardo-teixeira.html

Em meio a especulação da saída de João Paulo, PT busca novas filiações em Pernambuco

18.09.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Valdecarlos Alves  



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De olho numa maior musculatura partidária para as eleições de 2012, o PT pernambucano tem investido em filiações no Interior do Estado. Neste sábado (17), o senador e líder petista, Humberto Costa, prestigiou a entrada do odontólogo Danilson Gonzaga, que é pré-candidato a prefeito de Feira Nova, na Mata Norte. O evento contou com a presença de políticos locais como o ex-prefeito de Feira Nova Jairo Gonzaga, pai de Danilson, os ex-prefeitos, também de Feira Nova, Antônio Ramalho e Adauto Gonzaga, o prefeito de Limoeiro, Ricardo Teobaldo, o deputado estadual Henrique Queiroz, o ex-prefeito de Lagoa de Itaenga e pré-candidato de Carpina, Carlinhos do Moinho, vereadores de municípios da região e diversas lideranças da Mata Norte.

O senador Humberto Costa falou da alegria em ver o PT crescendo pelo interior de Pernambuco. “Estamos realizando plenárias regionais por todo o Estado. Nesses encontros fazemos um balanço do partido, apresentamos a gestão da presidenta Dilma Roussef e também fazemos debates sobre as eleições do próximo ano”.  Humberto avalia que a participação dos municípios está muito forte nesses eventos regionais e vê grandes perspectivas de vitória do partido em várias cidades.

Após o evento em Feira Nova o senador seguiu para Machados para participar da filiação de Argemiro Pimentel que atualmente é vereador do Rio de Janeiro, mas é filho natural de Machados. O vereador saiu de sua cidade natal aos 18 anos, mas nunca perdeu suas raízes. Argemiro já está no seu terceiro mandato de vereador no Rio e já teve várias experiências no Executivo, desde sub-prefeito de Campo Grande-RJ até secretário de Agricultura entre 2009 e 2010 do Rio de Janeiro. O novo petista estava filiado ao PMDB e hoje se filia ao PT deixando seu nome à disposição do partido para se candidatar a prefeito Machados.

O senador Humberto Costa disse que recebe o atual vereador do Rio de Janeiro de braços aberto. “Tenho certeza que Argemiro só tem a agregar e vai fortalecer o partido em Machados. Vejo aqui lideranças de todos os lados, de diversos municípios vizinhos, do PT aos partidos de oposição”, disse Humberto. O pré-candidato afirmou que quer transformar a cidade de Machados. Vai trabalhar para trazer o desenvolvimento para o município e toda a região. Estiveram presentes no evento lideranças regionais como ex-prefeitos, vereadores, presidentes de sindicatos locais e a deputada estadual Teresa Leitão.

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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/24775-em-meio-a-especulacao-da-saida-de-joao-paulo-pt-busca-novas-filiacoes-no-estado

Matheus Pichonelli: A ‘gangue das meninas’ provoca pânico

18.09.2011
Do blog de Luis Carlos Azenha,
Por Matheus Pichonelli, na CartaCapital

‘Gangue das meninas’ leva pânico à elite raivosa
15 de agosto de 2011 às 13:02h (desculpem o atraso, mas vale a pena a reflexão)
Distraído com o fone colado ao ouvido, não percebi que a abordagem, logo à saída da estação Brigadeiro do Metrô, era, na verdade, um assalto. O menino, de não mais de doze anos, acabava de colar em mim com uma garrafa de vidro quebrada. Com mãos ágeis que se multiplicavam, conferiu tudo o que eu tinha no bolso, enquanto outro, mais velho, fazia a cobertura em caso de reação. Foi quando o garoto encontrou, no bolso da frente, um aparelho de MP3, esticou o fio e arrancou.
Atordoado, estiquei a mão para a primeira viatura que apareceu. O soldado pediu que eu entrasse no banco de trás. Rodamos por cerca de dez minutos pela região, e mais lentamente por uma travessa da Paulista onde os meninos costumavam dormir. Ao vê-los, o policial perguntou: “são estes?” Tive quase certeza de que eram do mesmo grupo dos meninos que acabavam de me abordar.
“Não”, falei, àquela altura mais calmo, e já pensando que um aparelho de MP3 não me valia a culpa que poderia carregar por ter jogado o menino aos leões. Os policiais, mais que educados comigo, pareciam sedentos para pegar os meninos que há muito causavam transtornos, segundo eles, naquela região. Só a lei os impedia…
Três anos mais tarde, e dois iPods depois, lembro desta história ao ver uma São Paulo em polvorosa por conta das ações de meninas que se organizam para cometer pequenos furtos nas redondezas da Vila Mariana – não muito longe, afinal, de um onde fui abordado. A “denúncia” ecoou por meio de reportagem dominical da tevê num fim de semana, e foi logo tratada como mais uma questão de segurança pública a assolar a vida da pobre e sofrida classe média que só se preocupa em nascer e morrer sem o sobressalto de ver levado o aparelho de som do carro que equipou a duras penas.
As reportagens que se seguiram por diversos veículos sobre “a gangue das meninas”, que promoveria arrastões pela capital, funcionaram como nitroglicerina pura para a ala raivosa da classe média que já não sabia o que fazer com os seus pedidos de redução da maioridade penal e higienização do centro expandido das grandes cidades. De repente, deram fôlego para a defesa da velha necessidade de se mudar a lei (veja um exemplo clicando aqui). Numa semana em que a economia mundial se derretia por conta da irresponsabilidade de banqueiros e especuladores, em que a muito custo um ditador sírio fazia a segunda milésima vítima fatal e a fome na Somália deixava um saldo de 20 mil crianças mortas, só se falava em outra coisa nas rodas de conversas das famílias paulistanas.
O perigo, de repente, era a gangue das meninas. E a revolta era justamente causada pelo flagrante da mãe de uma delas, que lamentava que as meninas, recém-detidas, haviam sido ingênuas o suficiente para voltar ao local do crime onde já estavam “marcadas”. A instrução foi a brecha para que meio mundo tirasse o pó do discurso sobre a necessidade de se degolar a mãe, as filhas, o pai ausente, os assistentes sociais e a polícia “que não prende, não me protege, não faz jus aos impostos pagos” e toda a baboseira que se diz em tempos de pavor coletivo.
No auge da revolta, sobrou até para duas jornalistas do portal iG que, durante 40 dias – antes, portanto, da “denúncia” –, pesquisaram e conviveram com grupos de meninas para escrever sobre liderança feminina nas ruas. O pecado delas foi mostrar justamente quem eram as vítimas da história. E mostrar que essas vítimas – do racismo, do abandono, da pobreza, da violência física e sexual – tinham sonhos e vaidades como quaisquer outras garotas da idade. Foi o suficiente para serem acusadas, por leitores desavisados, de apelar para futilidade no intuito de proteger as “marginais”. Estes não foram capazes nem mesmo de esboçar um certo pesar ao ler o depoimento de uma das meninas sobre o alívio que sentia quando eventualmente conseguia simplesmente tomar banho – e afastar o nojinho que as pessoas sentiam ao vê-la, suja e estropiada.
A manifestação gratuita em defesa da violência revela o fosso de ignorância ainda existente entre a simples “pena” e a vulnerabilidade das ruas de São Paulo – ou qualquer grande metrópole. É o que impede que a situação seja entendida antes de ser enfrentada, como pedem os higienistas de plantão. E mostra como, no Brasil, cada avanço obtido a duras penas com o trabalho de educadores e assistentes sociais é seguido de um novo retrocesso a cada novo festival de clichês que se expressam na velha linha: “os defensores dos direitos humanos não se importam com os humanos direitos”.
Pois os mesmos “humanos direitos” são no mínimo incapazes de reverter seus preconceitos de classe em soluções de fato. Quando li e ouvi a execração pública da mãe que relevava o crime das filhas, logo lembrei do discurso recorrente dos pais que, ao verem os filhos flagrados em casos de agressões gratuitas (“Puxa, batemos na empregada achando que era prostituta”), acidentes provocados por racha de playboys, crimes passionais e outros delitos, saem berrando em bom português: “Meu filho não é marginal”.
Nas escolas onde estudei, os alunos mais problemáticos eram exatamente os que contavam com a proteção dos pais no dia seguinte à transgressão – do espancamento de um colega à ameaça ao professor, passando pela explosão de bombas-caseiras nos banheiros da escola paga. “Não me importo que você arrume briga na escola, desde que não apanhe”, costumavam instruir os pais antes de dar carta branca para os meninos. (Muitos, depois de um tempo, ainda contam com os pais para limpar a barra em caso de molecagem).
A indignação que casos assim ainda promovem na opinião pública pode não ser diferente daquela provocada pela chamada “gangue das meninas”. Mas o pedido para que as autoridades tomem providências passam longe do linchamento a que está sujeita a fração de moradores de rua que, sem advogado ou banho tomado, são diariamente reduzidos a lixo quando tratados simplesmente como “noias”, “menores”, “meliantes” ou “elementos”. Porque, no imaginário popular, uns são “sujeitos”, vítimas de deslize, e outros, “marginais” – e um perigo para a segurança de quem pagou a duras penas a prestação do toca-fitas do carro.
A mesma rua que abre as porta como abrigo às pequenas vítimas da violência doméstica diária é também o palco de crimes diários que não distinguem raça e cor. Nem o furto nem o estupro nem o homicídio cometido por quem não se importa de andar a mil na contramão e atropelar ciclistas ou pedestres com as bênçãos do papai que bancou a gasolina. Ou oferecer suborno a policiais para simplesmente não cumprir a lei.
No caso das ruas, a inclinação ao crime às portas da infância é, quase sempre, patrocinada por adultos que se valem da lei para escapar de uma eventual condenação de um mundo que já os condenou aos pontapés desde o nascimento. Mas a orientação para que os filhos se deem bem a qualquer custo é privilégio de classes: ocorre antes dos pequenos furtos pelas ruas e também debaixo das abas dos “humanos direitos”. A diferença é que, no Brasil, ninguém coloca a mão na carteira quando vê um desses pelas ruas.
*Formado em jornalismo e ciências sociais, é subeditor do site de CartaCapital e colaborador da revista desde maio de 2011. Escreve sobre política nacional, cinema e sociedade. Foi repórter do jornal Folha de S.Paulo e do portal iG. Em 2005, publicou o livro de contos ‘Diáspora’.
Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/matheus-pichonelli-a-gangue-das-meninas-provoca-panico.html

Governo vai ampliar Bolsa Família

18.09.2011
Da Agência Brasil, 17.09.11
Por Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil


Brasília - A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, vai anunciar na próxima segunda-feira (19) uma ampliação no número de pessoas beneficiadas pelo Bolsa Família, principal programa de transferência de renda lançado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre as propostas está a de aumentar de três para cinco o limite de filhos beneficiados por família.
O ajuste no Bolsa Família tem o intuito de alinhar o programa de Lula ao Brasil sem Miséria, linha mestra da proposta social do governo da presidenta Dilma Rousseff. O impacto da medida ainda não foi anunciado. A meta, de acordo com o governo, é que, até o final de 2013, o Bolsa Família possa beneficiar 1,2 milhão a mais de crianças e adolescentes.
O governo trabalha com dados do Censo 2010 que apontou um perfil bastante jovem da população em situação de pobreza extrema no Brasil. De acordo com o levantamento, 40% da população extremamente pobre no país tem até 14 anos.
A ampliação não vai incluir o aumento dos valores pagos pelo programa, apenas do número de beneficiadoss. Atualmente, cada família recebe R$ 32 por filho.
Atualmente, 12 milhões de famílias recebem o benefício que se destina a lares com renda per capita de até R$ 70 - consideradas famílias em situação de extrema pobreza - e entre R$ 70,01 e R$ 140 - famílias consideradas pobres.
Para receber o benefício, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único, com os dados atualizados, além de cumprir uma série de contrapartidas nas áreas de educação, saúde e assistência social.
Edição: Lílian Beraldo

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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-09-17/governo-vai-ampliar-bolsa-familia

A campanha do voto distrital

18.09.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA
Por Marcos Coimbra



Pode-se concordar ou não com a campanha pró-voto distrital. Mas é ruim quando a opinião pública não fica sabendo de onde vem, quem a inspira e organiza. O risco é que ela compre gato por lebre

A recente campanha em favor do voto distrital tem uma história curiosa. Primeiro, foi divulgada com o estardalhaço que a mídia de direita dedica aos temas que considera prioritários, ocupando a capa de revistase as colunas de seus comentaristas mais prestigiados. Depois, teve seu lançamento "sério" e "oficial".Aconteceu esta semana, em São Paulo, no Instituto Millenium, seu 7º Colóquio, com uma interrogação no título Voto Distrital ou Proporcional? Os participantes responderam em coro (quase unânime): distrital.

Várias coisas foram interessantes no evento. Uma, é que, praticamente tudo que havia sido publicado pela imprensa em defesa do voto distrital estava lá: os mesmos especialistas ouvidos eram os palestrantes, os números e cálculos divulgados tinham sido preparados para ele. Parece que a mídia conservadora teve acesso privilegiado e pode antecipar o que seria tratado no Colóquio.

Outra é que, nele, tudo estava mais claro do que na imprensa. Enquanto ela apresentou sua argumentação como se resultasse de reportagens e trabalhos "técnicos", no colóquio a posição política da maioria dos convidados estava escancarada: o presidente do movimento Endireita Brasil foi o mediador dos debates, por exemplo.

O evento foi realizado na sede da Federação do Comércio de São Paulo.
O Instituto Millenium congrega empresários, banqueiros, alguns intelectuais e muita gente da grande imprensa: os proprietários dos maiores veículos de comunicação, seus chefes de redação, alguns jornalistas e comentaristas, quase todos os personagens que costumam ouvir quando precisam da opinião de "entendidos" (em qualquer coisa, desde a crise da Líbia à musica popular). Não esquecendo diversos ex-integrantes do governo Fernando Henrique Cardoso.

Na sua apresentação, o instituto diz que é "referência na divulgação dos temas democracia, liberdade, estado de direito e economia de mercado". Seu objetivo explícito é "atingir a opinião pública, conscientizando-a sobre os valores que considera primordiais para o fortalecimento da democracia e para o desenvolvimento do país".

Trata-se de um think tank da direita brasileira, uma organização destinada a preparar e propagandear sua agenda para o país. A grande diferença que tem em relação a instituições semelhantes em outros países (como os Estados Unidos, onde existem diversas), é a super representação, em seus quadros, de dirigentes dos grandes grupos da indústria da comunicação. Enquanto suas congêneres no exterior precisam dar tratos à bola para levar suas ideias à mídia, aqui as coisas podem ser resolvidas amigavelmente, com todo mundo sentado em torno da mesma mesa.

Não é, no entanto, a primeira vez que, no Brasil, uma entidade como o Instituto Millenium existe e tem essa ligação orgânica com a grande imprensa. No início dos anos 1960, houve algo parecido: o Ipes (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais), de atuação nada irrelevante na criação das condições sociais e políticas que levaram ao golpe de 1964. (Chega a ser engraçado: os pais de alguns membros e mantenedores do Millenium fizeram parte do Ipes, confirmando a tese de que "filho de peixe, peixinho é".) Mas isso não quer dizer que o Millenium, nem seus integrantes (certamente não todos), sejam golpistas.

É evidente que as pessoas de direita têm todo o direito de se reunir para discutir suas ideias. De procurar fazer com que elas sejam conhecidas pela sociedade. De usar suas empresas e seu dinheiro para isso.

É natural, na democracia, que apóiem os candidatos com que mais se identificam. Que façam oposição àqueles de que discordam: os esquerdistas, socialistas, progressistas. E que não gostem dos petistas e "lulopetistas" (palavra inventada pelos jornais dos empresários que integram o Instituto).

Seria bom para todos, no entanto, que houvesse mais transparência nas relações entre a direita e alguns grupos de mídia. Que elas fossem assumidas com franqueza.Pode-se concordar ou não com a campanha pró-voto distrital. Mas é ruim quando a opinião pública não fica sabendo de onde vem, quem a inspira e organiza. O risco é que ela compre gato por lebre. 

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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/09/campanha-do-voto-distrital.html

BLOG MOBILIDADE URBANA: Multa de graça, já viu?,por Tânia Passos

18.09.2011
Do blog MOBILIDADE URBANA
Por TÂNIA PASSOS



Na contramão das medidas para coibir as infrações no trânsito. Um projeto de lei do deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), estabelece regras e limites para o uso dos radares eletrônicos. A proposta pretende isentar de multas as infrações de trânsito registradas por radar móvel ou fixo. No caso, o infrator apenas perderia pontos na carteira.
O projeto do deputado vai de encontro ao que os especialistas em trânsito defendem de aumentar o número de equipamentos de monitoramento de velocidade e de avanço de semáforo. No Recife, cerca de 70% da frota que circula na capital não é multada porque nem todas as infrações conseguem ser vistas. O Recife tem apenas 48 equipamentos para uma cidade com uma frota circulante de um milhão de veículos. É quase nada.
Mais equipamento e controle dos motoristas infratores e mais tempo para os agentes de trânsito trabalharem  no gerenciamento do tráfego e não no eterno exercício da multa. Essa parece ser a lógica.
Pauderney Avelino afirma que a instalação e o manejo dos radares são feitos atualmente de forma indiscriminada, sem qualquer planejamento ou explicação convincente. “A pulverização desses instrumentos banalizou o sistema de educação no trânsito.”
Na opinião do deputado, muitas vezes o aparelho é fixado em vias onde não há riscos de acidentes ou em locais afastados, “em que a presença do radar revela a avidez na busca pelo produto das multas”.
Estabelecer critério para a instalação dos equipamentos é no mínimo razoável, mas tirar o pagamento da multa, aí já é demais. É bom lembrar, que o peso no bolso é decisivo no quesito educação. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a obrigatoriedade do uso de cinto do cinto de segurança, que só teve eficácia por causa do medo dos motoristas de serem multados.
A proposta do deputado tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Viação e Transportes; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/mobilidadeurbana/index.php/2011/09/multa-de-graca-ja-viu/

Partido de Marina pode esvaziar PSOL

18.09.2011
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO


SÃO PAULO - Sem espaço no PSOL, a ex-senadora Heloísa Helena decidiu embarcar no projeto de Marina Silva, que deixou o PV em julho e estuda criar um partido para se candidatar novamente à Presidência em 2014. A ex-senadora deve ser acompanhada por aliados como os presidentes estaduais do PSOL, Jefferson Moura (RJ) e Edílson Silva (PE), que se reuniram com Marina na última quarta-feira.

Heloísa renunciou à presidência do PSOL depois da eleição, e ago­ra autorizou a amiga a usar seu nome no movimento suprapartidário que deve dar origem a uma sigla sob sua liderança. A aliança seria formalizada na quarta-feira, em Brasília, mas Heloísa não pode ir por problemas de saúde - ela se recupera de um possível AVC (acidente vascular cerebral).

“É um momento muito especial. Espero estar com Marina na construção deste processo, que poderá culminar, como acho que certamente acontecerá, numa organização partidária para 2014”, disse Heloísa. A ex-senadora afirmou não se sentir presa ao PSOL, que ajudou a fundar depois de ser expulsa do PT por negar apoio a reformas do governo Lula. “Não tenho mais nenhuma relação mística com estruturas partidárias, como se elas fossem donas da verdade absoluta ou proprietárias das bandeiras ideológicas com que me identifico”, disse.

Heloísa ficou em terceiro lugar na corrida presidencial de 2006, com 6,5 milhões de votos. No ano passado, perdeu a eleição para o Senado por Alagoas. Ela é vereadora em Maceió e diz não saber se disputará a reeleição em 2012. Na terça-feira passada, ela quebrou o silêncio sobre o Governo Dil­ma Rousseff (PT), que comparou às gestões de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Lula (2003-2010). “É a mesma coisa. O mes­mo fatalismo neoliberal na política econômica e a mesma metodologia da rou­balheira política”, atacou.

A ex-senadora ironizou a faxina promovida pela presidente Dilma, que afastou ministros e servidores acusados de corrupção. “Acredito em fadinhas e bruxinhas, mas não acredito nisso. O sistema precisa que algumas partes podres sejam retiradas para que o odor não chegue de tal forma que a opinião pública queira destruir o sistema todo. Ao longo da história, esta prática já foi usada muitas vezes. Faz de conta que promove a limpeza para preservar o corpo putrefato”, afirmou.

Fonte: Folhapress

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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/665109-partido-de-marina-pode-esvaziar-psol

MÍDIA GOLPISTA: Manifestação na Paulista pede democratização da comunicação

18.09.2011
Do site da Agência Brasil, 17.09.11
Por Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil




São Paulo – Cerca de 100 pessoas, segundo a Polícia Militar, participaram hoje (17), no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, de uma manifestação pela democratização da comunicação no Brasil. Organizado pelo Movimento dos Sem-Mídia, o objetivo é cobrar dos veículos de comunicação uma cobertura imparcial dos casos de corrupção no Brasil, independentemente da esfera de governo e do partido envolvido nas denúncias.
De acordo com Antonio Donizete da Costa, um dos organizadores da manifestação, o movimento lançou também uma campanha nacional de apoio à democratização e regulamentação dos meios de comunicação. “Aqueles que quiserem apoiar a campanha poderão se manifestar por meio de um abaixo-assinado que ficará disponível no Blog da Cidadania”, disse Donizete. O documento será encaminhado para a Frente Parlamentar pela Democratização da Comunicação, da Câmara Federal.
O Movimento dos Sem Mídia reivindica ainda a descriminalização dos movimentos sociais. “A mídia trata muito a questão de movimentos sociais como se fosse caso de polícia e quem fazia isso era a ditadura militar. Hoje estamos em um regime de pleno Estado de Direito e democrático. Essa postura da mídia também é nociva para a sociedade”, declarou.
Edição: Lílian Beraldo

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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-09-17/manifestacao-na-paulista-pede-democratizacao-da-comunicacao

Partidos fecham acordo para reforma política

18.09.2011
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO,17.09.11


Financiamento público e fim das coligações são consenso



ENCONTRO promovido por Lula reuniu líderes de PT, PSB, PCdoB e PDT
ENCONTRO promovido por Lula reuniu líderes de PT, PSB, PCdoB e PDT
SÃO PAULO (AE) - Em encontro patrocinado pelo ex-presidente Lula, PT, PDT, PSB e PCdoB chegaram a alguns consensos sobre a proposta de reforma política em tramitação na Câmara dos Deputados. Entre os pontos que serão defendidos pelas bancadas no Congresso, estão o voto proporcional em 2014 e o financiamento público de campanha. “Houve muitos consensos entre nós. O principal deles é o financiamento público exclusivo de campanha, que é a melhor maneira de combater a corrupção”, disse o deputado estadual Rui Falcão (SP), presidente nacional do PT. As propostas farão parte do relatório do deputado federal Henrique Fontana (RS).

As lideranças dos partidos se reuniram para discutir o tema pela segunda vez num hotel em São Paulo. Sob o comando do ex-presidente, os líderes também concordaram em defender a redução do mandato de senador para 4 anos - a partir de 2018 - e da idade mínima de 35 para 30 anos (redução esta que também se estenderia para o deputado, que poderia assumir o mandato aos 18 e não 21 anos).

A proposta acordada sugere a mudança da data das posses (para 5, 10 e 15 de janeiro) e que cada senador passe a ter apenas um suplente, que seria o candidato a deputado mais votado do mesmo partido e Estado do senador. “Não é simples construir consensos, mas acho que avançamos”, comemorou o governador Eduardo Campos, presidente do PSB.

Os quatro partidos defenderão também o fim das coligações em 2016 e o aumento da participação popular, reduzindo a exigência de coleta de assinaturas de 1 milhão para 500 mil. Os projetos de iniciativa da sociedade passariam a ser votados com mais rapidez. “Ou terá o rito de urgência ou o rito das Medidas Provisórias (MPs)”, explicou Falcão.

Embora tenham unificado o discurso em pontos cruciais da reforma, PT e PCdoB insistem em criar um sistema de voto proporcional misto, o que seria o voto no candidato de livre escolha do eleitor e outro voto no partido (com formação de lista a ser definida em eleição interna na legenda). “Temos um acordo até o proporcional. Isso quer dizer não ao distritão, mas quando vai para o proporcional misto a gente tem um debate”, revelou Campos.

O próximo passo dos quatro partidos é buscar na próxima semana o apoio do PMDB e em seguida ouvir o PP. Os líderes promoverão uma grande reunião no dia 4 de outubro, em Brasília, com representantes dos partidos e da sociedade civil em defesa da reforma política.

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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/664993-partidos-fecham-acordo-para-reforma-politica