sábado, 17 de setembro de 2011

TCU:Se Dona Ana Arraes não acreditasse na vitória, nem tentaria', afirma assessor de Brasília

17.09.2011
Do  BLOG DE JAMILDO
Postado por Helder Lopes

Em conversa exclusiva com o Blog de Jamildo, o assessor da deputada federal Ana Arraes (PSB), Gustavo Souza, de Brasília, afirma que a mãe do governador Eduardo Campos está muitíssimo confiante para a eleição no TCU. Segundo o assessor, a deputada tem trabalhado bastante o seu pronunciamento de apresentação que acontecerá antes da votação.
"Estamos nos preparando juntos para esse pronunciamento. Dona Ana terá cinco minutos para apresentar-se e apresentar suas propostas, que são tornar o TCU um órgão mais orientador e abrir espaço para as mulheres no Tribunal", afirmou Gustavo.
Quanto a primeira proposta, a deputada, caso eleita, pretende fazer do TCU um órgão que esteja mais diretamente ligado às pessoas, à população. Pois, na opinião de Ana Arraes, muitos dos entraves e irregularidades nas gestões públicas se devem não à má fé dos gestores, mas ao desconhecimento das normas e trâmites. Já em relação à segunda, já houve, sim, uma ministra mulher no Tribunal de Contas, porém ainda durante o regime militar e sob a indicação do então presidente Castelo Branco.
"Não se trata, portanto, apenas de uma questão de gênero, mas de um passo importante no processo democrático", enfatizou o assessor.
Diferentemente do que disse outro assessor da deputada ao Blog de Jamildo, Gustavo Souza informou que Ana Arraes ficará em casa, e não se reunirá mais com parlamentares. Tarefa que atribuio a sua equipe.
Concorrência
Questionado se a deputada Ana Arraes ainda considera possível a retirada de outras candidaturas da base de sustentação do Governo Dilma, para que seja a única "candidata do governo", o assessor foi bastante claro:
"Trabalhamos a campanha considerando todos os candidatos inscritos. A essa altura do campeonato não acreditamos que ninguém mais retire candidatura".
Perguntado sobre a animação de sua chefe, Gustavo, também animado, responde:
"Dona Ana não entra para desanimar. Se ela não acreditasse na vitória não entraria na disputa. Se Dona Ana não acreditasse na vitória, nem tentaria!"
Processo eleitoral
Na terça-feira (20), será lido na Câmara o relatório de aceitação das candidaturas. Já na quarta-feira (21), às 9h, será dado início ao processo eleitoral propriamente dito. Os candidatos farão pronunciamento sobre si e sobre suas propostas para, só depois os deputados votarem na urna eletrônica.

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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/09/17/se_dona_ana_arraes_nao_acreditasse_na_vitoria_nem_tentaria_afirma_assessor_de_brasilia_112922.php

Dirceu X Veja: ponto de inflexão

17.09.2011
Do blog DIALÓGICO
Por Por Eugênio Neves

Capa da edição nº 1 da revista Mídia com Democracia - FNDC: trata do Capítulo V da Comunicação Social de CF88.
Não escrevo este texto para participar dessa campanha de repúdio a conduta da "revista" Veja. Me recuso a fazer parte, mais uma vez, desse coro de indignados que canta em uníssono a cada nova armação da mídia golpista. Aliás, falar em mídia, golpe e capitalismo, é uma redundância. Me recuso a participar dessas ações pontuais, desses apaga incêndios que a mídia ateia por todo canto, a todo o instante. Escrevo sim, para dizer ao Zé Dirceu que ele deve ir às comemorações do aniversário dos "90 anos" da Veja e agradecer, penhorado, pela "honra" de ser sacaneado pela "revista" do Murcita.

Acho que ele deve fazer como Dilma e mostrar sua "magnanimidade" com aqueles que o querem ver pelas costas. Pois Dirceu não se prestou a ir à TV Cultura, aparelho do tucanato paulista, para ser sovado por pelo Augusto "Nules" e as outras nulidades do Roda Viva? O que Dirceu esperava conseguir ao submeter-se voluntariamente ao sacrifício naquela "fogueira" inquisitorial? Pelo visto, todas as explicações que deu ali não produziram o menor resultado, já que, como ele mesmo diz, Veja volta a carga com "o claro objetivo de destruir" sua"imagem".

Dilma foi massacrada na campanha, foi arrastada para lá e para cá como um pano de chão, difamada, incriminada por documentos falsos, chamada de poste. No entanto... 

Em 12/08/10 escrevi:  

"O Lula, na minha opinião, é possuído por uma espécie de soberba em relação a Globo. Ele acha que seu carisma resolve tudo e se recusa, estupidamente, a meter o dedo na cara da mídia cobrando compostura. Esse excesso de confiança pode ter consequências funestas. 

E a esquerda, em geral, vive dessa fantasia imbecil de que o povo é depositário de toda a sabedoria e está imune as maquinações midiáticas. Que bom seria se assim fosse. Mas a realidade é bem outra. Só o fato de termos que disputar uma eleição com um nada como o Serra, da bem a medida do quanto nosso povo é "çábio".

O que veremos é a velha choradeira de que a mídia manipulou pesquisas, fez isso e aquilo, se perdermos a eleição. Por que o Lula não fez, até agora, um comentário sobre as discrepâncias das pesquisas dos vários institutos? Ele se acha acima dessas "picuinhas"?

E se ganharmos, a primeira coisa que a Dilma fará é ir correndo sentar no colo da Globo, para pedir a benção e dar uma exclusiva. Pode apostar". Só errei de colo.

E tudo isso em nome de uma suposta "distensão. O que a presidenta ganhou indo aos 90 anos da Folha? Os mais otimistas dirão que ela foi promovida de poste a faxineira. Claro, sempre se pode ver o lado bom das coisas. E como "faxineira" Dilma inicia seu governo, completamente refém da máfio mídia, obrigada a cortar cabeças no rastro de uma campanha "moralizante" que os Murcitas lhe empurraram goela abaixo. 

Mesmo cumprindo a "agenda" midiática que lhe foi imposta, Dilma cai nas pesquisas, pois a mídia, cínica e habilmente, consegue colar em seu governo a pecha de "mar de lama". Não preciso, imagino, repetir aqui o enfadonho discurso sobre a hipocrisia da mídia e sua moralidade seletiva, quando trata-se de denunciar corrupção. O Brindeiro que o diga.

Acreditar piamente que a mídia é passível de ser cooptada, parece um pensamento que domina uma boa parte do PT, inclusive suas cabeças "coroadas". Tá aqui o Palocci, todo solícito, dando explicações aos "porteiros" do Instituto Milenium. Esse foi outro que não precisou esperar para ver que a mídia não tem "amiguinhos". Dizem as más línguas que ele teria sido o padrinho daquele gesto de "distensão" que a Dilma teve com a Folha. 

Falou-se até em "lua de mel" do governo com a mídia, quando na verdade era só uma pausa tática, para estudar qual seria o ponto frágil a ser explorado pelos fabricantes de factóides. E, ironia das ironias, foi justamente o padrinho desse "casamento" bizarro que teve sua cabeça posta a prêmio pelo "noivo" ingrato, que refugou a mão estendida de Dilma. A presidenta acabou abandonada em plena "lua de mel", encerrando de forma abrupta e traumática aquilo que parecia ser um "viveram felizes para sempre". E Palocci, montado em seu jerico, que provavelmente foi quem lhe deu essa brilhante idéia da "distensão" com a mídia, voltou para o mercado, de onde jamais deveria ter saído.    

A falta do limite

A mídia, só tem feito, no final das contas, aquilo que se permite que ela faça. Não há na nossa sociedade qualquer instância que a regule. Toda vez que se tentou algo nesse sentido, a mídia fez uma campanha feroz em defesa de seu privilégio de manter-se como um ente paralelo ao estado, que atua sem prestar contas a ninguém. Usa seu poder para intimidar a sociedade, o legislativo e até o judiciário. Não se furta a cometer todo tipo de crimes, desde a criação de documentos falsos a invasões de domicílio. Assassina reputações por qualquer da cá aquela palha. 

Eu gostaria de ter o direito, como cidadão (já que a lei, ou a falta dela, deveria ser igual para todos), de produzir um documento falso fazendo todo tipo de acusações ao Murcita. Para mim seria muito fácil: é só abrir meu "fotoxópi" e mandar ver. Usaria até aquele tom sépia, característico dos documentos antigos, para dar ares "credibilidade" a picaretagem. E ainda teria o cuidado de não colocar nenhum CPF, como fez a Globo nos documentos da "compra" da TV São Paulo, num tempo em que esse instrumento fiscalizador sequer existia.

Mas se eu cometesse tal ousadia, teria na minha porta uma legião de advogados ou o ministério público para me processar. Como aconteceu com os blogueiros da "Falha" de São Paulo, por terem feito um trocadilho com o nome daquele pasquim. Isso é um bom exemplo do quanto a relação mídia X sociedade é totalmente assimétrica, quando tratam-se de deveres e direitos. Estamos sempre pisando em ovos, medindo as palavras pra não desencadear a divina ira dos donos da mídia. Se, inadvertidamente, dissermos qualquer coisa que os desagrade, lá vem processo. E, claro, sem contar com as tuitadas do Zé Dirceu para nos defender. Imagine se ele iria se "queimar" com a mídia por causa de uns eleitores que resolvessem querer jogar o mesmo jogo sujo que é o "mudus operandi" da mídia? 

Ainda sobre a impunidade da mídia, em texto publicado no Ponto e Contraponto , seu autor observa:
"Antes de publicar a edição dessa semana, a revista VEJA já tinha se complicado com a  denúncia de José Dirceu. Foi aberto boletim de ocorrência no 5º distrito policial de Brasília, que conta com o depoimento da camareira e do chefe de segurança do hotel. Na edição dessa semana, por burrice ou amadorismo, a revista produz prova robusta contra si mesma". Burrice, amadorismo? Ou soberba, de quem sente-se acima da lei e tem convicção de que jamais será enquadrado por ela?

Ausência de regulação

É bom recuar no tempo para entender melhor como chegamos a esse estado de coisas. Lá na constituinte de 1988, a sociedade civil mobilizada, atuou no capítulo que diz respeito a comunicação social. Essa ação garantiu o dispositivo que proíbe o monopólio das comunicações. Cabe lembrar que foi nesse período que as várias entidades que atuaram na constituinte, pela democratização das comunicações, fundaram o FNDC. Mas isso não se materializou em resultado prático, pois até hoje, o executivo recusa-se a enviar o projeto de lei ao legislativo. Que tal regulamentação não tenha ocorrido até o final da era FHC, dispensa comentários. Mas e o que aconteceu nos oito anos do mandato de Lula? O relatório que o professor Venício A. de Lima produziu sobre esse período é desalentador. De concreto, Lula deixou o tal Marco Regulatório. Produzido pelo ministro Franklin Martins, até o momento continua estacionado no Ministério das Comunicações, dando a impressão de que o ex-presidente empurrou para a Dilma o abacaxi que não queria descascar. 

Cabe lembrar, também, que foi no penúltimo ano do governo Lula, depois de uma grande pressão da militância ligada a democratização das comunicações, que aconteceu a CONFECOM. Até agora não foi elaborado o relatório dessa conferência e parte das demandas aprovadas, em tese, teriam sido incorporadas ao tal marco regulatório. Em tese, por que ninguém sabe, ninguém viu.

Mesmo assim, Lula não se furtou a dar declarações bombásticas do tipo "não se deve ter medo da mídia", quando a platéia era de blogueiros ou estava abaixo do palanque. Diante dos barões da mídia, um silêncio obsequioso, enquanto ouvia a ladainha do "nelsinho" sobre "liberdade" de imprensa, quando este era presidente da ANJ. 

No governo Dilma, as coisas não estão melhores. O ministro Paulo Bernardo, se dá até ao luxo de ironizar os blogueiros quando cobrado sobre o projeto da banda larga universal, uma promessa de campanha da Dilma. Sem falar, que na última licitação de concessões de radio difusão, até cabeleireiras serviram de laranja para políticos e empresários do setor. 

O "terror noturno"

Como eleitor e não participante do círculo do poder, tudo o que posso fazer é especular sobre determinadas coisas, mesmo correndo o risco de passar por ingênuo. Não canso de querer entender por que essa questão da regulação da mídia é tratada com tamanha negligência pelos governos do chamado campo progressista. 

Uma razão possível, é a de que a comunicação não é um um tema merecedor de atenção, dada a sua "pouca" importância. Afinal, vendo as coisas por essa ótica estreita, existem outros problemas a serem encarados, tais como crescimento econômico, saúde, educação, segurança, etc. Outra razão possível, seria a incapacidade de compreender em profundidade o que é esse fenômeno da midiatização e seu poder de produzir subjetividade e consensos, ao bel prazer de quem tem o controle dos meios de comunicação de massa. Uma outra hipótese possível, seria o "terror noturno" que assombra as esquerdas. Ou seja: o medo da mídia possuir um grande trunfo, um mega mensalão no bolso do colete para ser usado na hora certa. A bala de prata, a bolinha de papel definitiva que dará um cheque mate no governo e em todo o campo progressista.

Mas, se a última hipótese fosse plausível, por que a mídia se arriscaria a operações rocambolescas e ilegais (como essa contra o Dirceu), para golpear o governo Dilma, se pudesse acabar com ele, apenas utilizando o seu "grande trunfo"? Por que a mídia continua "testando hipóteses"?

A resposta óbvia é que ela não tem trunfo algum. Assim, o tal "terror noturno", não tem a menor razão de ser. 

Isso nos coloca diante do que poderia chamar-se de "ponto de inflexão" na postura do governo e da sociedade em relação a conduta da mídia. Esse episódio é um divisor de águas entre o passado e o futuro da história desse país. Luis Nassif chama a atenção exatamente para isso

  
Da indignação à ação

Daqui para adiante, fica impossível para o governo, refugiar-se na sua costumeira omissão (ou covardia mesmo), no "faz de conta que não está vendo o que a mídia está aprontando". 

Acabou-se o tempo dessa retórica do Zé Dirceu sobre como Veja abandonou "os critérios jornalísticos e a legalidade,...abriu mão também dos princípios democráticos". Ou suas recorrentes lamúrias sobre a revista ter "o claro objetivo de destruir" sua "imagem e pressionar a Justiça pela" sua "condenação. Sua campanha contra mim não tem limites. Mas a Veja não fere apenas os meus direitos. Ao manipular fatos, ignorar a Constituição, a legislação e os direitos individuais, a revista coloca em risco os princípios democráticos e fere toda a sociedade". 

Acabou-se, também, o tempo da indignação e do voluntarismo dos anônimos militantes internéticos e dos blogueiros, que viram noites escrevendo e tuitando para tentar reverter os efeitos das patifarias da mídia. É preciso haver mudanças. Agora, não há outra solução que não o enfrentamento aberto. Mas não o enfrentamento Dirceu X mídia. 

Não! Quem tem a obrigação de enfrentar esse gangsterismo midiático é o governo que nós colocamos no poder. Dilma nos deve isso. Chega de dissimulação, chega de fazer de conta que a mídia não é um estado paralelo dentro do estado e que não atenta contra a democracia a cada editorial.

É importante levar em conta que o que acontece aqui, tem muitos pontos em comum com ao crimes que o tablóide sensacionalista do Murcita praticou na Inglaterra. Enquanto lá, devido a comoção que tais crimes causaram, o magnata da desinformação foi obrigado a fechar seu pasquim, aqui, o desdobramento do caso Dirceu X Veja é uma verdadeira incógnita. Considerando-se outros episódios que envolveram a mídia na história recente do país, passada a indignação do momento, tudo tende a voltar a conhecida estagnação. 

Foi assim com a manipulação do debate entre Lula e Collor, com a Escola de Base, com o pânico da febre amarela, com os documentos falsos contra Dilma, com a bolinha de papel e tantos outros casos, que marcam a sanha golpista da mídia cabocla. 

Do varejo ao atacado

Se o governo precisa abordar essa questão de uma forma como nunca fez antes, a militância internética, por sua vez, também precisa fazer algumas reflexões sobre o seu papel em relação as decisões que o governo venha a tomar sobre esse episódio. Assim como o governo deve entender que esse é o "ponto de inflexão, os militantes da comunicação não podem deixar as coisas no patamar em que estão. 

Continuaremos emprestando nosso apoio incondicional ao governo? Continuaremos limitando nossa ação a difusão de piadinhas tipo o "poderoso gebão" e textos sobre uma realidade que estamos fartos de conhecer? Ou partiremos para o enfrentamento, também? Mas não com a mídia, dessa vez, mas sim com o próprio governo, forçando-o a usar o peso das instituições republicanas para dar um paradeiro nesse permanente terror golpista que os Murcitas nos impõem?

Não estaria na hora de provar se a militância que usa a internet tem realmente o poder de mudar alguma coisa? Até acho que tem, pois se não fossemos nós segurando a onda da bolinha de papel, a candidatura da Dilma dançava. E se não estamos com essa bola toda, nossa solidariedade ao Dirceu também não faz diferença. 

Não estaria na hora de dizer que nosso esforço tem um preço e que queremos mais do que uma reunião de final de campanha, para o eleito da vez nos adoçar com o "vocês foram muito importantes para essa vitória, blá, blá, blá", para logo em seguida, seu ministro dizer que não tem tempo para perder com blogueiros? Não estaria na hora de dizer que não seremos engambelados por paliativos como a tal auto regulação da mídia, que na Inglaterra provou ser uma farsa colossal?

Não estaria na hora de, ao invés de ficar no varejo fazendo coro com as lamúrias do Dirceu e atacando a Veja pela sua enésima patifaria, começar a atuar no atacado, exigindo do governo que ajudamos a eleger, nada menos que a implantação do tal Marco Regulatório das Comunicações?

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Fonte:http://dialogico.blogspot.com/2011/08/dirceu-x-veja-ponto-de-inflexao.html

Sanguinho Novo

17.09.2011
Do blog DoLadoDeLá
Por Mauro Santayana

informação de que as remessas de lucros e dividendos por parte de multinacionais – especialmente do setor financeiro e de telecomunicações – atingiram mais de 34 bilhões de dólares nos últimos 12 meses dá uma idéia da sangria com a qual estamos alimentando - com a nossa força de trabalho e de consumo - nossas ex-metrópoles coloniais, cada vez mais parecidas com um bando decrépito de vampiros lutando para não voltar ao pó.

Essa soma, de 34 bilhões de dólares, representa mais de 60% do total do déficit em conta corrente, que deve passar de 50 bilhões de dólares neste ano, apesar do aumento – que mais uma vez colocou em xeque as agourentas “previsões” dos “agentes” do “mercado” – de mais de 70% no superávit comercial deste ano.
Um caudaloso amazonas de dinheiro, que está indo para o exterior, todos os anos, em troca de absolutamente nada.

De lá, como nos tempos das caravelas, as naus só tem trazido duas coisas:

Espelhinhos, em forma de press-releases, que depois são publicados aqui pelos mesmos enganadores que continuam defendendo, na mídia, que fizemos um excelente negócio entregando para os estrangeiros nossas empresas estratégicas e nosso mercado interno nos anos 90.

E centenas de “técnicos” e “executivos”, que estão invadindo, todas as semanas, nosso mercado de trabalho - ao ritmo de mais de 50 mil licenças expedidas pelas autoridades nos últimos meses - vindos de países em crise que, como é o caso da Espanha, estão com uma taxa de desemprego de mais de 20%.

Isso quer dizer que, enquanto o Brasil luta, desesperadamente, para desvalorizar o real e aumentar as exportações, minadas por um dólar artificialmente baixo, nosso dinheiro vai para o ralo, para salvar da quebra empresas incompetentes de países idem, que só conseguiram aportar aqui nos anos 90, graças a dinheiro subsidiado da União Européia e a financiamentos - pasmem - do próprio BNDES.

Para citar apenas um caso - de uma empresa não necessariamente européia, mas de um país que está hoje com uma dívida de mais de 4 trilhões de dólares, por estar sustentando duas guerras perdidas - a American Southern Energy comprou a Eletropaulo, que tinha centenas de milhões de reais em caixa, com financiamento a juros subsidiados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Não satisfeita de botar a mão nesse dinheiro, e de não investir o que devia na expansão da infra-estrutura da empresa, a AES atrasou várias prestações durante o Governo Fernando Henrique Cardoso, a ponto do Governo Lula ter sido obrigado a entrar na justiça em Nova Iorque para recuperar ao menos parte do prejuízo, conseguindo fazer isso com a constituição da Brasiliana, holding que reúne os ativos desse grupo no Brasil, e da qual o BNDES teve de ficar sócio.

E o que ganhamos com o maior processo de esquartejamento, desmonte e desnacionalização da economia brasileira em 500 anos de história, feito a toque de caixa e vendido como a grande panacéia para a situação do país naquele momento?

A dívida líquida praticamente dobrou em oito anos. O dólar estava a quase quatro reais em 2002. No mesmo ano, o salário mínimo valia cerca de 80 dólares. Um saco de arroz chegava a custar 12 reais no supermercado da esquina. A SELIC estava em quase 25% ao ano. Devíamos 40 bilhões de dólares ao FMI. Nossas reservas internacionais líquidas eram de menos de 20 bilhões de dólares. E isso sem contar a dívida externa do setor privado e o que devíamos ao Clube de Paris.

Para completar o descalabro, pagamos, hoje, graças a essas competentes privatizações, as mais altas tarifas do mundo em telefonia celular e internet, segundo pesquisa feita em 187 países pela União Internacional de Telecomunicações.

Agora, cada vez que um brasileiro que cai no conto das multinacionais compra um chip da Vivo, da OI, da TIM ou da Claro, paga uma conta de luz – dependendo da distribuidora – ou faz uma operação bancária com o Santander, estamos mandando esse dinheiro para uma viagem sem volta, com passagem só de ida, para países que na época não tinham nenhuma empresa que pudesse se comparar à Telebras, e que, como desenvolvedores de tecnologia de telefonia celular, eram excelentes produtores bacalhau e azeitonas.

Povos que ostentam uma renda per capita 3 ou 4 vezes maior do que a nossa – o que muitos brasileiros acham uma grande vantagem - mas que tem uma dívida per capita 4 ou 5 vezes superior à sua renda.

Controlados por governos tão competentes e avançados na administração de sua economia que estão agora, com a discutível exceção do México, literalmente quebrados, e dependendo, para continuar em pé, do nosso dinheiro e dos nossos mercados.

E agora, o que fazer para sair dessa armadilha?

Como desmontar mais essa bomba-relógio financeira - a outra é a dos juros - que montaram para nós, alegre e despreocupadamente, nos últimos anos do século passado?

Fazer uma campanha na internet para que os brasileiros consumam com um mínimo de consciência e boicotem produtos e serviços das empresas multinacionais que estão sangrando o país ?

Exigir que parte dessa fabulosa quantia fique no Brasil, onde poderia, não fosse a criminosa irresponsabilidade de quem vendeu a nação a preço de banana, estar gerando renda e emprego para milhões de brasileiros?

Por muito menos, quando se falou em taxar a remessa de lucros das multinacionais, os Estados Unidospromoveram e financiaram o Golpe Militar de 1964.

Criar grandes estatais brasileiras para conquistar ao menos uma parcela desse mercado e segurar parte desse dinheiro dentro do Brasil?

Isso seria um deus nos acuda! Basta ver a reação hidrófoba com que foi brindado o governo quando se falou em colocar a Telebras para trabalhar direto com o público na prestação de serviços de banda larga.

Emprestar dinheiro do BNDES para as empresas de capital nacional, para diminuir o tamanho da sangria?

Isso também não pode, como se viu no caso da OI. Atrapalha a “livre” concorrência. Para os “agentes” do “mercado”, o normal é o BNDES fazer o contrário: emprestar dinheiro para grupos estrangeiros comprarem nossas empresas dentro do Brasil.

O Governo, como sempre acontece, vai ser acusado de estar re-estatizando a economia e interferindo no mercado, como se, no mundo em que a China está prestes a dominar, as maiores empresas não fossem estatais, e cada país não defendesse, descaradamente, os interesses de seus grupos e marcas em seus mercados internos ou no exterior.

Como a questão é urgente – a Nação não agüenta um rombo maior do que esse no balanço de conta corrente no ano que vem - sugiro o caminho mais curto e mais contundente.

Se não for possível aplicar várias dessas saídas ao mesmo tempo, aproveitar a baixa das bolsas para a compra direta de participação nessas empresas, dentro ou fora do Brasil, usando recursos do fundo soberano ou das reservas internacionais, para recuperar ao menos uma parcela dos gigantescos recursos que estão nos seqüestrando, à base de quase 100 milhões de dólares a cada dia.

Não podemos continuar tirando dinheiro do bolso de milhões de brasileiros para sustentar, em Madrid ou Barcelona, a boa vida dos acionistas da Vivo ou as estripulias e as fraudes do Sr. Emilio Botin.

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Fonte:http://maureliomello.blogspot.com/2011/09/sanguinho-novo.html

Brasil paga mais por internet e celular que Rússia, Índia e China

17.09.2011
Da BBC BRASIL,15.09.11


Serviços de internet e celular estão em expansão no Brasil, mas a conta ainda é cara. Comparado aos habitantes de outras potências emergentes como Rússia, Índia e China, o brasileiro é o que mais paga pelas tecnologias, segundo relatório da União Internacional de Telecomunicações (UIT), agência da ONU para questões de comunicação e tecnologia.
Indiana com celular. BBC
Potências emergentes como a Índia registram o maior crescimento de usuários de internet

O relatório traz dois índices: o ICT Development Index (IDI), que mede a infraestrutura dos países no que se refere à oferta de serviços de internet e telefonia, e o ICT Price Basket (IPB), que mostra o preço dos serviços em relação à renda per capita.

Em termos relativos, a conta dos brasileiros é maior que a dos russos, cujo gasto com internet e celular equivalem a 1,1% do PNB (produto nacional bruto) per capita. Na China, o custo equivale a 3,1% e na Índia a 4,1% do PNB per capita.



No ICT Price Basket, o Brasil aparece em 96ª posição. Segundo o relatório, o brasileiro gasta, em média, 4,8% de sua renda no pagamento de serviços de comunicação. O ranking é liderado por Mônaco, cujos habitantes gastam uma proporção menor da renda com estes serviços. O último lugar é ocupado pelo Níger.


Os consumidores do Brasil também pagam mais que os da Argentina, Uruguai e Chile, países com renda aproximada.


No índice IDI, o Brasil se posiciona em 64º lugar (com nota 4,22 em uma escala de 0 a 10), praticamente no meio do caminho rumo ao patamar da Coreia do Sul (8,40), a primeira colocada.
Telefone e internet
O relatório mostra que o mercado de telefonia fixa continua em decadência, com a substituição das antigas linhas por celulares.
Nos países desenvolvidos, o mercado de telefonia móvel se encontra em saturação – atingindo quase 100% da população -, mas a demanda por aparelhos com banda larga está aquecida. Entre 2009 e 2010 o crescimento foi de 160%.
De acordo com o relatório, o mundo conta hoje com mais de 2 bilhões de usuários de internet. Os países desenvolvidos lideram o crescimento (14% entre 2009 e 2010), mas a maior parte dos novos usuários vem das grandes potências emergentes como Brasil, China, Índia, Rússia e também a Nigéria.
Em 19 países, no entant, o acesso à internet por banda larga permanece inacessível para muitos cidadãos, já que o gasto médio corresponde a mais de 100% da renda média. Na Guiné, por exemplo, a conta para ter banda larga equivale a 2.594% do rendimento médio da população, de US$ 370.
Segundo o relatório, quase 70% dos brasileiros com idade maior a 25 anos é usuário da internet. Na Coreia do Sul essa proporção atinge quase 100%.
O relatório também destaca o desempenho “dinâmico” de países que avançaram rapidamente na oferta de serviços de comunicação, tanto na oferta de infraestrutura quanto nos preços.
Entre os países destacados estão Rússia, Azerbaijão, Omã, Portugal e Vietnã.

Notícias relacionadas



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Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110914_celular_brasil_mm.shtml

Banda larga gratuita chega à área central Brasília

17.09.2011
Do site BRASÍLIA 247, 16.09.11
Por Maryna Lacerda_
CIDADES



Banda larga gratuita chega à área central BrasíliaFoto: Thyago Arruda

CONECTA DF É LANÇADO PELO GOVERNADOR AGNELO QUEIROZ EM EVENTO QUE MARCA A CONTAGEM DE MIL DIAS PARA A COPA

Brasília 247 — A partir de hoje (16), a área central de Brasília terá acesso gratuito a internet banda. O Estádio Nacional, o Parque da Cidade e a Rodoviária do Plano Piloto recebem sinal de conexão de velocidade de 2 gigabytes. A notícia foi dada durante visita do governador Agnelo Queiroz às obras do Estádio Nacional de Brasília.
A rede sem fio, chamada de Conecta DF, ainda está em fase de testes e deve ser estendida a todo Plano Piloto e a mais três regiões administrativas ainda não definidas. Cidades mais carentes terão vantagem. Segundo o secretário de Ciência e Tecnologia, Gastão Ramos, o serviço é uma forma de expandir o acesso a internet à população carente. "Os jovens poderão acessar a internet para fazer seus trabalhos e pesquisas escolares. É o filho do rico e do pobre nas mesmas condições", diz.
A promessa é que a rede esteja estendida para todo o DF até o início da Copa do Mundo de 2014.
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Fonte:http://www.brasilia247.com.br/pt/brasilia247/cidades/1704/Banda-larga-gratuita-chega-%C3%A0-%C3%A1rea-central-Bras%C3%ADlia.htm

MOBILIDADE:Na capital da Dinamarca, ciclistas e pedestres disputam espaço

17.09.2011
Do portal ÚLTIMO SEGUNDO
Por John Tagliabue, The New York Times 

Cidade tomada por bicicletas, Copenhague abriga associação que exige vigilância mais rigorosa sob ciclistas


Mikael Le Dous cansou dos ciclistas. O engenheiro elétrico de 56 anos usa uma bicicleta, assim como os seus filhos, embora também tenha um carro. Ele apenas gostaria que os ciclistas se comportassem. "Nós chamamos os ciclistas de praga do asfalto", disse.
Le Dous, um homem barbudo e animado, não costuma apenas reclamar dos ciclistas delinquentes. Como chefe da Associação Dinamarquesa de Pedestres, que fundou há seis anos, ele tem dedicado seu tempo livre para fazer algo a respeito.

Foto: NYT
Ciclovias tomam conta da capital da Dinamarca, Copenhague
Armado com uma câmera digital colocada no painel de seu carro, ele fotografa ciclistas que ignoram os faróis, entram na contramão ou passam por áreas de pedestres sem descerem de suas bicicletas, armazenando evidências para apresentar às autoridades como argumentos para uma vigilância mais rigorosa sob os ciclistas.
Às vezes, segundo ele, os resultados de mau comportamento de um ciclista podem ser fatais. "Às vezes acontece de você se deparar com uma mulher idosa, e não necessariamente colidir com ela, mas de surpreendê-la e assustá-la com a bicicleta de forma que ela caia e talvez até mesmo morra", disse. "Então eles dizem: 'Por acaso é culpa dos ciclistas que ela seja idosa?"'
Em uma nação dedicada ao ciclismo, Le Dous tem lutado em uma batalha difícil. A associação tem hoje em dia cerca de 160 membros, e conta com um escasso orçamento anual de pouco mais de US$ 2 mil. "Eu ando muito de bicicleta. Nós não temos problemas com ciclistas em geral," disse Le Dous, enquanto tomava um café. "Nós temos problemas com pessoas que não não respeitam as leis".
Andreas Rohl alega ter visto o futuro e está convencido de que ele andará em duas rodas. No imenso prédio neo-medieval da prefeitura da cidade, ele dirige um programa notavelmente bem-sucedido em fazer das bicicletas o meio de transporte dominante. Diariamente, 55% dos moradores de Copenhague se locomovem para o trabalho ou para escola em uma bicicleta, embora, no ano passado, ele admite, o número tenha caído um pouco devido a invernos rigorosos. Qual o motivo de tantas bicicletas? Simples, ele diz: "Elas são uma maneira fácil de se locomover."
Ciclovias amplas atravessam a capital dinamarquesa, que tem uma população de 1,2 milhão de pessoas, e os ciclistas utilizam cada uma delas. Algumas delas, incluindo em pontes sobre o porto, são exclusivamente para bicicletas. Em alguns dias, Rohl diz com orgulho, mais ou menos 36 mil ciclistas passam pela Norrebrigade, uma das ruas principais que levam ao centro da cidade, que agora conta com largas ciclovias que vão em ambas as direções, deixando pouco espaço para carros e ônibus.
Ullaliv Friis, 66, uma oficial municipal aposentada, que é a diretora administrativa da associação de pedestres, diz que ela aprecia tudo isso, mas que existe um outro lado da história. Muitos aposentados e idosos vivem em casas perto do subúrbio ao norte do centro da cidade, onde ela também mora. As calçadas se tornaram um risco para eles, ela diz, devido aos ciclistas. "Eles tomaram conta de tudo", disse.
Le Dous tem uma certa inveja de um grupo que ele considera muitas vezes como seu inimigo, a Federação dos Ciclistas da Dinamarca. Fundada em 1905 e contando com cerca de 17 mil membros em todo o país, a federação exerce uma enorme influência no país quando se fala de tráfego de bicicletas.
Com 25 funcionários em sua sede, a federação tem crescido cada vez mais nos últimos anos, com o objetivo de tornar a bicicleta um bem exportável. E não apenas os aparelhos e equipamentos relacionados a ela, mas também a consultoria e assessoria para outras cidades que procuram tornar a bicicleta um meio de transporte mais utilizado. Em 2009, a federação elogiou o prefeito Michael R. Bloomberg pelos seus esforços em promover o ciclismo em Nova York - mesmo com o protesto de alguns grupos de nova-iorquinos contra a remoção das ciclovias ao longo da Avenida Bedford, no Brooklyn.
Frits Bredal, 46, um jornalista de televisão que é ex-porta-voz da federação, disse estar ciente da raiva contra os ciclistas. "Existe uma resistência das pessoas que estão frustradas com o fato de que as cidades estão ficando inundadas pelas bicicletas", disse. "Eu sou um motorista de carro e também um ciclista", acrescentou. "Se eu dirigir meu carro para a cidade, eu fico invariavelmente frustrado."
No entanto, ele ressalta: "As bicicletas não são apenas agradáveis e bonitas, pois elas são, e devem ser, uma parte central da política de transportes dinamarquesa, tanto local quanto nacional".
A segurança para ciclistas tem melhorado recentemente, segundo ele, graças a uma série de medidas, incluindo ciclovias mais amplas e programas para alertar da necessidade da disciplina. "No ano passado, tivemos o menor número de acidentes de trânsito, incluindo o menor número de mortes envolvendo bicicletas", disse. "Em 2010, o número de ciclistas seriamente feridos caiu para 92, incluindo três mortes, em comparação com o número de 252 feridos gravemente apenas cinco anos atrás.".
Como muitos, em Copenhague, Natalia Privalova, 37, uma gerente de escritório, tem duas bicicletas, incluindo uma estruturada para o transporte de seus filhos. Ciclistas respeitam os pedestres, ela disse, acrescentando, "quando seguem as regras". "É claro", disse, "a hora do rush é outra história."
Na sua loja localizada no centro da cidade, onde vende cerveja e vinho, Simon Barfoed, 32, foi mais duro sobre o assunto envolvendo os ciclistas. A raiva dos pedestres pode ser "justificada", disse ele. "Eu acho que muitos dos ciclistas pedalam como se fossem donos das ruas". Ele não possuía carro e utilizava uma bicicleta para o trabalho, mas disse que as bicicletas trouxeram desvantagens para as negócios como o dele. "Se você quiser comprar uma caixa de cerveja, é difícil de transportá-la em uma bicicleta ", disse ele.

Foto: NYT
Durante a hora do rush, população da Dinamarca prefere usar bicicleta
Na Prefeitura da cidade, Rohl ouve as reclamações dos pedestres e diz que a cidade tem tomado medidas para melhorar o comportamento dos ciclistas. Ocasionalmente ele envia trabalhadores para pesquisa de campo, por exemplo, parando os ciclistas que demonstram um comportamento exemplar, como o de fazer sinais com as mãos adequadamente ou respeitar os pedestres, e os recompensam com pequenas caixas de chocolate.
Ayfer Bayka, 35, a vice-prefeita do departamento de tecnologia e meio ambiente, minimiza a guerra entre os ciclistas e os pedestres. "Queremos que as pessoas andem também", disse ela. "Não existem faixas, uma para os pedestres e uma para andar de bicicleta."
Bayka, que nasceu em Copenhague de pais imigrantes turcos, tem orgulho do que a cidade tem realizado. Quando os seus parentes da Turquia, onde o automóvel continua sendo um símbolo de sucesso, a visitam eles ficam chocados com o fato de que ela utiliza uma bicicleta como meio de transporte. "Eles perguntam: 'Você não tem dinheiro para comprar um carro?'" Ela disse com uma risada.
O abuso dos ciclistas aos pedestres, acrescentou ela, "acontece, mas, acontece também dos pedestres andarem nas ciclovias. Eles têm que respeitar uns aos outros. Não é tão ruim assim".
Le Dous, apesar de não desanimar, é realista sobre suas chances de direcionar a discussão para os direitos de pedestres. Sua situação, ele disse, "não é encarada como algo sério, simplesmente não é algo que os interesse".
Então, referindo-se aos ciclistas, acrescentou, "o novo garoto do pedaço é que tem recebido toda a atenção".

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Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/nyt/na-capital-da-dinamarca-ciclistas-e-pedestres-disputam-espaco/n1597212866182.html