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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Inês: Lula é Dilma, Dilma é Lula ! Chora, PiG (*), chora !

12.09.2011
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim



Um estranho no ninho
Saiu na Carta Maior

Dilma é Dilma, Lula é Lula


Todo o temor dos setores de centro-esquerda nas eleições do ano passado residia no fato de a candidata ungida por Lula, Dilma Rousseff, não ter as mesmas qualidades do ex-presidente. Os primeiros nove meses de governo, todavia, mostram que, em alguns casos, ela transformou suas desvantagens em vantagens.


Maria Inês Nassif


O talento de Luiz Inácio Lula da Silva para lidar com as multidões; sua expertise em diálogo, adquirida nas mesas de negociação com os patrões como sindicalista; a ascendência sobre o PT, por ter sido, desde a criação do partido, a ligação entre os quadros de esquerda e as massas; e até um tendência ao pragmatismo acabaram concentrando todos os elementos de governabilidade em suas mãos, nos seus dois mandatos (2002-2010).


O carisma e o talento político, e algumas apostas bem sucedidas – que permitiram a inclusão de grandes contingentes pobres à sociedade de consumo – se sobrepuseram a condições extremamente desfavoráveis do seu mandato. Lula lidava com uma elite política rachada ao meio: na base de apoio, tinha que lidar com a política de clientela de partidos tradicionais, à direita ou ao centro; na oposição, com um udenismo que tinha grande potencial de instabilização do regime. Sem fazer o governo dos sonhos da esquerda de seu partido ou dos movimentos sociais, a guinada à direita do PSDB e o “lulismo” das bases acabaram limitando a ação dos grupos mais radicais. Seu vínculo com a CUT também neutralizou o movimento sindical.


Todo o temor dos setores de centro-esquerda nas eleições do ano passado residia no fato de a candidata ungida por Lula, Dilma Rousseff, não ter as mesmas qualidades. A presidenta eleita não tem vínculos históricos com o PT ou com os movimentos sociais, não tem prática de negociação – nem no movimento sindical, nem com os partidos políticos – e não é uma líder popular. Os primeiros nove meses de governo, todavia, mostram que, em alguns casos, ela transformou suas desvantagens em vantagens. Depois de oito anos de governo de um líder político como Lula, era obrigatória a reautonomização dos partidos e dos movimentos sociais.


A crise política e a radicalização à direita do PSDB e do PFL juntaram esses atores em torno de Lula. O governo Dilma acena para uma certa organização da vida institucional, pelo menos no que se refere às forças que deram apoio orgânico à sua candidatura. A disputa política tende a ser menor no cenário institucional e se desloca para a sociedade. Governo vira governo, partido vira partido, movimento sindical vira movimento sindical e movimentos sociais viram movimentos sociais.


O Congresso do PT, realizado no início de junho, é um exemplo. O partido saiu da toca e construiu sua própria agenda política, com itens que o governo não necessariamente assumirá, como a regulamentação da mídia. A reforma política, se comove governo e partido, está nas mãos do partido: a opinião pública precisa estar convencida disso e a luta se dá no Legislativo, entre os partidos políticos. A CUT reassumiu a bandeira da redução da jornada de trabalho sem o correspodente corte em salários. O MST aproveitou uma evidente preferência do governo por medidas destinadas ao incentivo da produção na propriedade familiar, tem sido ouvido nas suas reivindicações por crédito e tecnologia para assentados e deve colocar a reforma agrária no campo de luta social (até hoje não foi feita nenhuma desapropriação para fins de reforma agrária no governo Dilma).


Sem grandes vínculos com o partido e com os movimentos sociais historicamente ligados a Lula, Dilma tem gasto mais tempo com eles do que seu antecessor. O ex-presidente entendia esses setores como uma extensão de seu mandato. E tinha o “lulismo” como amortecedor de demandas mais radicais. Desde o episódio dos “aloprados” – em 2006, a Polícia Federal deu flagrante em petistas que tentavam comprar um dossiê contra o candidato ao governo pelo PSD, José Serra – , Lula botou a direção do PT na geladeira. O deputado Ricardo Berzoini, então presidente do partido, amargou o desgaste do episódio junto ao governo até o fim de seu mandato na presidência do PT. Quando José Eduardo Dutra, quadro da confiança de Lula, assumiu a presidência petista, a campanha eleitoral já estava em andamento. O PT se concentrou nas eleições; Lula, no governo e nas eleições.


Com uma composição muito elástica da base parlamentar, Lula evitou conversar diretamente com os movimentos sociais. O que garantiu um certo controle sobre os movimentos mais radicais foi a radicalização à direita da oposição. Não havia interesse desses setores me enfraquecer o governo, depois de terem sofrido um período negro de criminalização nos governos tucanos. A CUT também perdeu o poder de ação, embora os trabalhadores do setor público tenham mantido alguma militância.


Dilma devolveu poder à direção do PT, ao abrir um contato direto com o atual presidente da agremiação, Rui Falcão. Abriu sua agenda para políticos. E, além de ter conversado pessoalmente com líderes de movimentos sociais, manteve o canal aberto com esses setores via Gilberto Carvalho, nomeado secretário-geral, que tem um diálogo inquestionável com eles.


O racha do DEM, o PSD, também foi um grande presente para a presidenta. Com uma base parlamentar muito grande, os pequenos partidos de direita tendem a ser neutralizados com os novos integrantes da base. O governo também pode se dar ao luxo de abrir mão de parte dos votos do PMDB para aprovar matérias de seu interesse. Tanto é assim que a presidenta tem feito as mudanças no Ministério a cada escândalo, devolvendo aos partidos da base o ônus pelo desgaste dos malfeitos dos titulares das pastas por eles indicados.


É certo que muita água vai correr debaixo da ponte até terminar o primeiro mandato de Dilma – e mais água ainda se ela conseguir a reeleição. Mas o fato é que os primeiros meses de seu governo mostram que Dilma é Dilma e Lula é Lula. Cada um lida com as dificuldades de governo com as qualidades que possui.


PIG (*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/09/12/ines-lula-e-dilma-dilma-e-lula-chora-pig-chora/

“Vinculado” ao PSB, PSD chega com musculatura gigante

12.09.2011
Do BLOG DE POLÍTICA,11.09.11
Por Josué Nogueira

giganteO novato PSD prepara-se para entrar em atividade com uma bancada de cerca de 50 deputados na Câmara.
Como nasce como apêndice do PSB, que conta com 31 parlamentares, o partido liderado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, chega metendo medo nos grandes do Congresso.
Somados, os deputados das duas legendas formarão uma bancada de 81 integrantes. Maior que o contingente do PMDB (80) e apenas cinco a menos do total de petistas na Câmara.
O tamanho do bloco PSD-PSB tem por trás o crescimento da inserção do governador Eduardo Campos, presidente do PSB, no cenário nacional.
Desde quando começou o segundo mandato em Pernambuco, Eduardo tratou de se articular pelo país, numa cruzada sem censura.
Mantém laços com o governo da presidente Dilma Rousseff, transita com facilidade entre os tucanos (com quem tem alianças) e atua como padrinho do PSD, que vale lembrar, surge com DNA do Democratas (antigo PFL).
O governador segue, enfim, se cacifando para chegar como nome majoriário em 2014. PT e PMDB, os maiores da base governista, devem estar de cabelo em pé com o alargamento das fronteiras eleitorais socialistas.
Afinal, Eduardo pode se firmar como “fato novo” na próxima disputa presidencial. E do jeito que vai tende a se sobressair tanto na base governista quanto no bloco da oposição.
Resultado da capacidade de dialogar com gente de diferentes origens políticos – de núcleos oponentes, inclusive – e, principalmente, de engessar aliados que podem ameaçar seus planos. O PT de Pernambuco que o diga.

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Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/politica/?p=14120

MPF pede urgência nas punições civis

12.09.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Política

Prisão durante a ditadura: MPF quer punir agentes que violaram os direitos humanos.

Enquanto o governo não consegue aprovar a Comissão da Verdade, o Ministério Público Federal (MPF) determinou prioridade na punição civil de agentes responsáveis por mortes e torturas durante o Regime Militar, além da localização de corpos de desaparecidos políticos. Ofício encaminhado em agosto às procuradorias regionais dos Direitos do Cidadão afirma que o entendimento da Procuradoria Federal é de que as violações de direitos humanos devem ser objeto de investigação e de responsabilização. 

O documento da procuradoria já surtiu efeito. Na quinta-feira, o procurador da República do Espírito Santo, André Pimentel Filho, abriu inquérito para apurar fatos ocorridos no estado. Ele solicitou ao Arquivo Público Estadual que informe a existência, nos acervos, de material sobre o período e oficiou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) requisitando informações.

O MPF sugere um “roteiro” para a atuação dos procuradores. Entre os pontos, está a identificação das vítimas (mortos, desaparecidos e sobreviventes) e dos agentes públicos mais citados como responsáveis pelas violações. E ainda a elaboração de um diagnóstico para a busca dos corpos, o mapeamento de sepulturas ou cemitérios, as exumações e a produção de laudos. A presença das famílias em todo o processo é outra exigência da procuradoria. A lista de mortos e desaparecidos políticos por estados e municípios foi incluída no documento.

A circular, assinada pela subprocuradora-geral da República Gilda Pereira Carvalho, ressalta a preocupação de um grupo do MPF com o cumprimento da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que deu o prazo de um ano para o Brasil investigar e, se for o caso, punir “graves violações de direitos humanos” durante o período militar. Em 14 de dezembro, o Estado deverá apresentar relatório sobre as providências que foram tomadas em relação ao cumprimento da 

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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/09/12/politica3_0.asp

Acidentes de moto: saúde pública em alerta

12.09.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Ana Cláudia Dolores



Imagem: BERNARDO DANTAS/DP/D.A PRESS


Aumento na frota e imprudência elevam danos. Neste fim de semana foram duas colisões, com oito feridos e uma morte
O alerta já está sendo dado pelas autoridades de trânsito. Os acidentes com motocicletas são cada vez mais frequentes, consequência do vertiginoso aumento da frota e da imprudência dos condutores. No Nordeste, morrem, em média, sete pessoas, por dia, vítimas de acidentes dessa natureza. 

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, 571 pessoas morreram em acidentes com moto, no ano passado, no estado. Nesse fim de semana, dois acidentes graves ajudaram a elevar essas estatísticas. 

Ontem, três pessoas em uma mesma moto acabaram colidindo com um muro em Brejo da Guabiraba, na Zona Norte do Recife. Uma morreu e as demais ficaram feridas. No sábado, um casal também numa moto invadiu um canteiro, no Varadouro, em Olinda. Seis pessoas ficaram feridas.

Por volta das 7h30 de ontem, Dayvson Silva, 29 anos, retornava de uma festa com duas mulheres pela Rua Vila da Paz, no Brejo da Guabiraba, Casa Amarela. De acordo com relatos de testemunhas, o trio cometia uma série de infrações. Além de serem três numa moto, não usavam capacete. Todos pareciam alcoolizados e dançavam em cima do veículo. No momento do acidente, a moto estava em alta velocidade. 

A dona de casa Rosineide Salvino, 41, presenciou o acidente. “Eles estavam brincando em cima da moto. Pareciam ter bebido. Logo depois, aconteceu o acidente. O impacto no muro foi muito forte”, disse. Com o impacto, a mulher que estava na ponta morreu na hora. O corpo dela foi encaminhado ao IML, em Santo Amaro. 



Até o fechamento desta edição, ela não havia sido identificada e ninguém da família apareceu para fazer o reconhecimento do corpo. A outra mulher, identificada apenas por Vanessa, sofreu fratura no fêmur e foi levada para o Hospital Getúlio Vargas, onde foi submetida a cirurgia e permaneceu internada. Já Dayvson foi levado pelo Samu para o Hospital da Restauração (HR), onde está internado. 

Familiares de Dayvson estavam no hospital, mas não quiseram conversar com o Diario. De acordo com a polícia civil, Dayvson estava na moto Honda 125 de cor preta e placa PEJ-4889. Segundo moradores da localidade, os acidentes de motocicleta na área são comuns.

 Na tarde do sábado, outro acidente. Por volta das 16h, Daniel Ferreira, 26, também conduzia sua moto em alta velocidade quando perdeu o controle e virou numa curva na Avenida Sigismundo Gonçalves, no Varadouro. 



Ele e a mulher que estava no carona, Juliana Karine, 25, tiveram traumatismo craniano e foram levados para o HR. A moto ainda atingiu quatro pessoas que estavam no canteiro central da via, sendo duas crianças. A mãe dos garotos, Eide  Germano, é a única que ainda está internada no HR. Seu estado  é grave.

Saiba mais

Os acidentes com motos já se tornaram um problema de saúde pública. No Nordeste, uma média de 7 pessoas morrem, por dia, vítimas desse veículo

Na maior emergência do Norte/Nordeste, o Hospital da Restauração, o número de atendimentos a vítimas de moto supera o de armas de fogo. Em 2010, foram 1,5 mil vítimas do primeiro contra 538 do segundo

O tamanho da frota de motos em Pernambuco tem crescido cerca de 300% a cada década. Em 1990, haviam 33.381 motos no estado. Em 2000, esse número subiu para 144.804. Até julho de 2011, já são 701.139 motos habilitadas segundo o Detran

A frota de motos de Pernambuco só não é maior que a de automóveis, que é de 960.159. A frota do Nordeste é de 4.151.487, a segunda maior do país, ficando atrás do Sudeste, com 7.108.667

Infrações mais cometidas por motociclistas (2010)

Transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20%

Dirigir veículo sem possuir carteira de habilitação

Conduzir sem capacete

Conduzir transportando passageiro sem capacete

Conduzir usando calçados que não ficam firmes nos pés

Conduzir sem os documentos de porte obrigatório

Transitar em velocidade superior à máxima permitida em mais de 20%

Conduzir sem viseira ou óculos de proteção

Conduzir veículo que não esteja licenciado

628 pessoas vítimas de acidentes de moto morreram em 2010, em Pernambuco

189 delas no Recife, 64 em Caruaru e 33 em Petrolina

1,5mil atendimentos são realizados pelo Samu na Região Metropolitana do Recife por mês

Dos 50 atendimentos realizados por dia pelo Samu na RMR, até 30 são de motociclistas

De cada 10 acidentes envolvendo motociclistas, seis demandam uso de UTI móvel

Perfil das vítimas atendidas no Hospital da Restauração, entre janeiro/abril de 2011
98,6% dos condutores e 72% dos passageiros eram do sexo masculino

70% não haviam consumido bebidas alcoólicas

77% não tinham habilitação para conduzir motos

65% usavam a moto para transporte 
 
Como prevenir acidentes

O motociclista deve trafegar sempre com o farol aceso, mesmo durante o dia, e ocupar seu espaço na via de forma consciente

Para evitar colisões, deve se manter a uma distância segura em relação ao veículo da frente, não fazer ultrapassagens imprudentes e não trafegar por calçadas ou canteiros

O capacete deve proteger toda a cabeça, não pode se mover com o vento e nem ficar desconfortável. Também deve estar afivelado e com a viseira limpa e fechada

Na chuva, atenção redobrada a pisos molhados, com areia ou óleo. Também deve ficar atento a buracos e outras irregularidades na pista

A capacidade máxima de uma motocicleta é de duas pessoas. Todos devem usar equipamentos de segurança. Se o condutor beber, não deve conduzir a moto

Fontes: Detran-PE, pesquisa O consumo de álcool e os acidentes de trânsito, Samu e Comitê Estadual de Prevenção aos Acidentes de Moto, HR e Abraciclo

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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/09/12/vidaurbana1_0.asp

Ficha Limpa para servidores

12.09.2011
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO

Brasília (Folhapress) - O mi­nistro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, defendeu a adoção da Lei da Ficha Limpa na nomeação de servidores públicos condenados pela Justiça. “Deveríamos exigir a Ficha Limpa para qualquer cargo público”, afirma Hage. Pela primeira vez, um integrante do primeiro escalão defende a extensão do mecanismo, hoje restrito a candidatos, para aumentar o rigor nas nomeações.

Para Hage, é preciso aplicar a lei ao preencher os cerca de 21 mil cargos comissionados - nomeados sem concurso. Cobiçadas pelos partidos, essas vagas estão na origem de atritos entre Planalto e base aliada.

Projeto de iniciativa popular, a Ficha Limpa foi sancionada em 2010 e impede que condenados em julgamentos por mais de um juiz possam disputar eleições. Sua aplicação, porém, é incerta. Ao julgar um recurso, o Supremo Tribunal Federal entendeu que a lei teria validade apenas em 2012. Além disso, o tribunal não analisou se a lei é constitucional ou não. Deve fazê-lo apenas no ano que vem.

Para estender a Ficha Limpa à administração pública, é preciso aprovar projeto de lei com maioria simples no Congresso. Há duas propostas em tramitação na Câmara, dos deputados Paulo Bornhausen (DEM-SC) e Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR). 
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Idosa é presa transportando 10 kg de crack de Fortaleza para Recife e estava com o neto

12.09.2011
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO



Policiais do Departamento de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) apresentaram, durante a manhã desta segunda-feira (12), Maria do Socorro de Oliveira Silva, de 61 anos, presa sob acusação de tráfico de drogas. A idosa foi detida na última sexta-feira (09), quando transportava cerca de 10 quilos de crack da cidade de Fortaleza para o Recife.


A droga foi encontrada dentro do veículo da acusada, em uma blitz policial montada por um equipe de Denarc em conjunto a policiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na  BR-101, em Igarassu. Para despistar os agentes, Maria do Socorro viajava na companhia de seu neto, de apenas 6 anos de idade.

A criança foi encaminhada à sede do Conselho Tutelar, onde ficará à espera da um responsável, enquanto sua avó seguiu à Colônia Penal Feminina, depois de ser autuada em flagrante por tráfico de drogas.

Do Folha Digital, com informações de Diego Mendes, repórter de Grande Recife


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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/33-destaque-noticias/663831-denarc-apresenta-idosa-presa-na-br-101-transportando-10-kg-de-crack-de-fortaleza-pra-o-recife

Obras na PE-60 mudam trânsito no Cabo de Santo Agostinho

12.09.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR



A partir desta segunda-feira (12), têm início as obras de manutenção da PE-60, na área urbana do Cabo de Santo Agostinho. A intervenção será realizada no trecho que vai do Km 0 ao 10,2, começando pelas vias laterais, o que significará interdição de alguns trechos da pista. Por isso, policiais e agentes municipais de trânsito da cidade estarão na área, amanhã, para indicar os desvios que devem ser seguidos.
No sentido Recife-Suape, a pista lateral será interditada na altura da antiga Estrada de Gaibu, próximo ao semáforo 23. A opção, nesse caso, é pegar o retorno da 1ª Travessa da Rua 27, em frente a uma madeireira. No sentido contrário, a interdição é no retorno da Cohan, no semáforo anterior, o 22. A alternativa, nesse caso, é pegar o retorno da BR-101, localizado a 800 metros do viaduto. Além disso, também haverá interdição do anel viário da BR-101/PE-60, próximo ao viaduto.
Após as intervenções nas vias laterais, as obras passarão à pista principal, um lado de cada vez. A ideia é que os nove primeiros quilômetros da obra seja entregues em dezembro deste ano e os demais, em fevereiro de 2012. As obras estão orçadas em um total de R$ 15,7 milhões.
A partir desta segunda-feira (12), têm início as obras de manutenção da PE-60, na área urbana do Cabo de Santo Agostinho. A intervenção será realizada no trecho que vai do Km 0 ao 10,2, começando pelas vias laterais, o que significará interdição de alguns trechos da pista. Por isso, policiais e agentes municipais de trânsito da cidade estarão na área, amanhã, para indicar os desvios que devem ser seguidos.
No sentido Recife-Suape, a pista lateral será interditada na altura da antiga Estrada de Gaibu, próximo ao semáforo 23. A opção, nesse caso, é pegar o retorno da 1ª Travessa da Rua 27, em frente a uma madeireira. No sentido contrário, a interdição é no retorno da Cohan, no semáforo anterior, o 22. A alternativa, nesse caso, é pegar o retorno da BR-101, localizado a 800 
do viaduto. Além disso, também haverá interdição do anel viário da BR-101/PE-60, próximo ao viaduto.
Após as intervenções nas vias laterais, as obras passarão à pista principal, um lado de cada vez. A ideia é que os nove primeiros quilômetros da obra seja entregues em dezembro deste ano e os demais, em fevereiro de 2012. As obras estão orçadas em um total de R$ 15,7 milhões.
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Voz feminina usada pelo serviço de tradução do Google vira mania na web

12.09.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Carolina Vicentin do CORREIO BRAZILIENSE
Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR



Não é de hoje que vozes femininas seduzem os ouvintes. O mais novo timbre a integrar esse grupo vem de um serviço do Google. A mulher que empresta sua fala ao sistema de áudio do tradutor on-line da empresa caiu nas graças dos internautas e está protagonizando uma série de montagens que invadiram a web. A maioria dos vídeos explora a fala sensual da moça, aliada a seu sotaque robotizado. Para que a brincadeira exista, porém, um batalhão de especialistas se esforça para melhorar a chamada text to speech (texto para ser falado), uma técnica que deve estar cada vez mais presente em diversas aplicações.

A moça do Google Translate virou uma celebridade depois de passar um trote para o padre Fábio de Melo, no programa Direção espiritual, da TV Canção Nova. O sacerdote ora por fiéis que entram em contato com a emissora e pretendia fazer o mesmo na ligação protagonizada pela voz do tradutor. Melo pergunta o nome da interlocutora, que prontamente respondeu: “É a sua mãe. Você não reconhece a minha voz!”. O padre logo percebe que há algo errado, mas leva a situação com bom humor. Antes disso, uma outra montagem envolvendo apresentadores de tevê virou febre no YouTube. Yudi Tamashiro, do infantil Bom Dia & Cia., teria sido vítima de uma brincadeira mais pesada, que envolveu palavrões. A ligação, contudo, não existiu — foi apenas uma montagem no site de vídeos.

Embora o sucesso da voz do Google Tradutor tenha começado depois de trotes a atrações televisivas, a criatividade dos usuários do serviço pipocou mesmo na internet (veja quadro). Os vídeos incluem interpretações de músicas e poemas e montagens sobre a fala de outros interlocutores. Em uma das peças, por exemplo, uma menina discute com a voz robótica, argumentando que não quer dormir. Outra brincadeira foi com a telefonista de uma pizzaria, que precisou ouvir do cliente o pedido de uma pizza com o som do “z” bastante marcado.

O atendente de telemarketing Fábio Leandro Barros, 19 anos, é autor de um dos vídeos mais populares. O jovem aproveitou uma entrevista que já estava no YouTube e sincronizou as imagens com a fala do moça do Google Tradutor. Na produção, um homem que confessou o assassinato da própria mãe xinga o jornalista que tenta perguntar o motivo do crime: “Não interessa para você, palhaço”, responde a voz sensual do programa. “Já tinha tentado colocar várias coisas engraçadas no YouTube, mas essa foi a que teve mais acessos. Ficou muito engraçado, e as pessoas procuram por humor na internet”, diz Barros.

No vídeo editado pelo jovem, parte da comicidade se deve à voz feminina estar por cima da fala de um homem muito exaltado. Em outros casos, o hilário está no simples fato de o sistema de áudio não conseguir reproduzir características da linguagem falada — perguntas, exclamações ou a fonética de expressões homógrafas, por exemplo. “Um dos principais problemas desse tipo de programa é que o texto pode ser potencialmente ambíguo. Palavras como ‘colher’ (substantivo que indica o talher) e ‘colher’ (verbo que se refere à colheita) têm sua pronúncia determinada apenas pelo contexto”, observa o professor Aldebaro Klautau, do Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do Pará (UFPA).

Trabalhão
Para fazer com que a moça do Google Translate solte o verbo, há um longo processo. Primeiro, a locutora grava, em estúdio, diversas frases que deem boa cobertura dos diferentes sons de um idioma. Com esse material, os engenheiros criam os chamados difones, subunidades das palavras semelhantes às sílabas. Assim, em “abacate”, por exemplo, há um difone que representa a união do primeiro “a” com o “b”, outro difone para a junção da sílaba “ba”, com o “c” subsequente e assim por diante. “Grosso modo, um difone é um trecho entre dois fonemas, que é menor, em duração, do que uma sílaba”, explica Klautau.

Isso, contudo, não é suficiente para gerar todas as palavras de uma língua. O Google, então, adota um procedimento conhecido como prosódia. “Quando o serviço gera uma tradução, ele procura por padrões em centenas de milhões de documentos para ajudar a decidir sobre a melhor alternativa”, explica a companhia, em um site sobre o programa. Toda essa etapa faz parte do pré-processamento. Depois disso, resta ao sintetizador de som transformar os dados em áudio. “Na primeira etapa, o sistema cria fonemas e ‘marcas de entonação’ a partir do texto. A segunda parte é o som”, resume o professor da UFPA.

Segundo Klautau, as técnicas de text to speech devem ficar cada vez mais aprimoradas. Isso porque o imenso trabalho de codificação e decodificação não serve apenas aos tradutores, mas também a uma série de aplicações. Serviços de bank phone, por exemplo, nos quais uma máquina diz ao cliente qual é o saldo e o limite, adotam melhorias no método. Sistemas para pessoas com deficiência também utilizam vozes pré-gravadas para ler o que está escrito na tela. E há ainda mais possibilidades. “Nas guerras do Afeganistão e do Iraque, muitos soldados norte-americanos usavam recursos como esse para se comunicar em árabe”, diz Aldebaro Klautau.

Esforço brasileiro
Para a parte de pré-processamento, o Google adota uma técnica mais estatística, que, grosso modo, treina o sistema com exemplos, de forma quase automática. Há uma outra abordagem, “por regras”, que usa o conhecimento de especialistas para criar os padrões. “Esse método dá mais trabalho, mas permite tratar exceções”, diz o professor Aldebaro Klautau. É nesse sentido que muitas pesquisas brasileiras trabalham, entre elas, uma da UFPA, gratuita: www.laps.ufpa.br/falabrasil.

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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?materia=20110912082722

Dilma no Fantástico

12.09.2011
Do blog TIJOLAÇO
Por Brizola Neto



Posto aí em cima a segunda – e política – parte da entrevista da Presidente Dilma Rousseff ontem, aoFantástico, uma vez que a primeira versou , essencialmente, sobre os espaços e a rotina doméstica da presidente. Se desejar, assista a esta parte aqui.
Embora, como acontece com o “padrão global” de entrevistas, o repórter seja o centro do universo, a entrevista mostrou uma Dilma tranquila, absolutamente senhora da situação, além de extremamente atenta a armadilhas, como fez ao dar uma resposta dura – mas sem grosserias – à apresentadora Patrícia Poeta, quando esta afirmou haver um “toma lá, dá cá” nas relações da  Presidenta com a base de apoio no Congresso.
Assista e veja se, desta entrevista, o melhor que se extrai – além de sepultar de vez as explorações em torno de uma simples reedição da CPMF – não é a observação de que Dilma precisa se comunicar mais, porque é convincente – e que deve, porque tem essa capacidade – arriscar-se mais ao improviso e ao discurso “conversado”, mais acessível e penetrante à população.

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Fonte:http://www.tijolaco.com/dilma-no-fantastico/

PT de Jaboatão repudia declaração de secretário de Articulação Política de Elias Gomes

12.09.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por José Accioly


"O PT de Jaboatão vem a público execrar as afirmações do secretário de articulação política do prefeito Elias Gomes de Jaboatão, Ronildo Albertin, e também presidente do PSDB do município, de que o nosso pré-candidato a prefeito, Robson Leite(foto ao lado), é candidato apenas para formação da chapa proporcional.

A decisão de lançar candidatura é uma prerrogativa do partido, como também a escolha do nome a ser lançado para a disputa eleitoral. O PT de Jaboatão afirma o nome de Robson Leite como pré-candidato a prefeito para a disputa de 2012, bem como respalda seus questionamentos a respeito da promessas de campanha ainda não cumpridas faltando apenas um ano e três meses para o término do mandato do atual prefeito.

Qualquer cidadão jaboatonense e, principalmente, seus representantes políticos tem o direito "sim" de questionar promessas públicas não cumpridas. Portanto, continuaremos a debater e a esclarecer a população dos graves problemas que afligem nossa cidade e porque Jaboatão não acompanha o ritmo de crescimento que o nosso governo Lula/Dilma tem dado ao país e a Frente Popular de Pernambuco através do nosso governador Eduardo Campos, do qual somos aliados tem dado ao nosso estado.

Hamilton Alexandre
Presidente do PT de Jaboatão

Veja também
Robson Leite processará Elias Gomes pelo não cumprimento de promessas de campanha

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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/24496-pt-de-jaboatao-repudia-declaracao-de-secretario-de-articulacao-politica-de-elias-gomes

Cobertura viciada: O jornalismo, a corrupção e o PT

12.09.2011
Do blog de Rodrigo Vianna, 
Por Por Edmilson Lopes Júnior, no Terra Magazine



Uma narrativa recorrente em certos ambientes, e reproduzida à exaustão em não poucos veículos de comunicação, aponta a ascensão do Partido dos Trabalhadores a cargos de mando no país como o ponto inicial da corrupção no país. Tudo se passa como se tivéssemos vivido, até 2002, em uma ilha de administradores probos e políticos campeões da moralidade pública.


O estabelecimento de uma relação direta entre a ascensão do PT a postos de governos e a entronização da corrupção como pauta primeira da preocupação nacional é mais do que uma embromação histórica. E é também algo mais do que mera luta política, como apreendem, equivocadamente, os petistas. 


No curto prazo, é a única forma de garantir visibilidade pública para quem já não tem como garanti-la através da elaboração de alternativas políticas e econômicas para o país. Mas, e aí tocamos no que é fundamental: o apelo moralista contra a corrupção supostamente desencadeada pelo petismo (antes, por suposto, essa era uma prática inexistente no país) é a trilha mais fácil a ser seguida por setores jornalísticos que perderam a condição de mediadores culturais privilegiados no país.


O jornal Folha de São Paulo é a melhor expressão dessa derrocada cultural da imprensa brasileira. Antes, ponto de apoio para um jornalismo que expressava uma reflexão criativa e criativa da vida política nacional, o jornal paulista foi se deixando encurralar nesse triste e patético lugar social de um jornalismo que, sob a decoração modernosa, não se diferencia muito das “críticas” moralistas proferidas em programas popularescos de TV. Não fossem as referências esparsas a um ou outro pensador legitimado no mundo acadêmico, que distância existiria entre alguns dos textos produzidos pelos colunistas do jornal e os discursos do Pastor Malafaia?


Ora, não é o petismo o responsável pela sua ascensão da corrupção ao topo da pauta do jornalismo pátrio. Uma de suas causas está na própria configuração atual da atividade política. Dado que a midiatização da atividade é a via quase única para o resgate de alguma legitimidade, os políticos se tornaram prisioneiros da “imprensa”. Tanto é assim que não poucos dentre eles atuam e se pensam como celebridades. Que todos os principais legislativos tenham criado as suas próprias emissoras de rádio e tv, essa outra expressão da irresistível força da visibilidade midiática sobre a atividade política.


Paradoxalmente, maior visibilidade e pouca diferenciação no que diz respeito a propostas substantivas contribuíram para que a busca da distinção tivesse como referentes quase exclusivos a moral e a estética. Some-se a isso o cansaço geral para com as tarefas necessárias para o fermento da esfera pública e o que emerge? Uma forma de se “fazer política” (e jornalismo diário) que tem na denúncia do governo de plantão a sua única razão de ser.


Se um ator com veleidades de patrocinador de reformas sociais e econômicas ocupa um posto de governo, aí então estão dadas as condições para o cerco moralista ao “poder”. Não há muita novidade nisso, é bom que se frise. Repete-se no Brasil nestes últimos anos, com todas as tinturas de mais uma farsa tropical, o que ocorreu na Espanha na segunda metade da década de 1980. Quando da primeira ascensão do PSOE ao governo. 


Naquele tempo, determinado jornal espanhol conseguiu pespegar no partido do então Primeiro-Ministro Felipe Gonzalez a marca da corrupção. Com isso, pavimentou o caminho para a ascensão do direitista PP. Lá, como cá, a direita encontrou no moralismo a forma de aparecer na vida política. Que setores supostamente críticos tenham incorporado essa pauta nestas plagas, eis aí uma confirmação da assertiva definitiva de Lévi-Strauss: “os trópicos são menos exóticos do que démodés”.


Exemplar do que apontei mais acima é uma coluna de autoria do jornalista Fernando Barros e Silva, publicada no sábado passado no jornal Folha de São Paulo. Encimada pelo título “Toninho do PT, 10 anos depois”, a coluna consegue ser surpreendente, mas não exatamente pela argúcia analítica. Poucas vezes se leu em um grande jornal algo tão irresponsável e leviano. Tendo o assassinato de Toninho, então Prefeito de Campinas pelo PT, em 2001, como mote do texto, o jornalista lança insinuações sobre quem seria o verdadeiro responsável pela morte do saudoso político campineiro. E conclui atirando no seu alvo preferido: “Não sabemos ainda a resposta. Mas sabemos quem matou a honestidade quando chegou no poder em Campinas, em Santo André, no país”.

Parafraseemos o colunista. Qual o futuro de um jornalismo que, desacreditado no seu papel de mediador cultural, vai se reduzindo à condição de pregador moralista? Também não sabemos a resposta. Mas sabemos quem matou a objetividade analítica no jornalismo paulista.




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Fonte:http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/o-jornalismo-a-corrupcao-e-o-pt.html#more-9601

Inglaterra discute regulamentação da mídia

12.09.2011
Do blog de Luís Nassif, 
Do Diario do Centro do Mundo
Por Nilva de Souza


Reforma da mídia na Inglaterra pode ser útil para o Brasil 
Por Paulo Nogueira


O caso do tablóide News of the World gerou um intenso debate sobre a mídia no Reino Unido.

Martin Wolf, colunista do Financial Times, é um dos grandes jornalistas britânicos. Os cabelos brancos mostram sua senioridade, e  a forma e o conteúdo dos textos explicam sua reputação.
Li com atenção em dobro um artigo seu sobre um tema especialmente complicado: a regulamentação da mídia. Não à toa, espalha-se sempre a desconfiança de que o Estado esteja interessado em manietar a mídia quando fala em regulá-la.
Mas não há como evitar o assunto, por mais desagradável que seja. Deve haver regras para tudo, incluída a mídia. E elas podem e devem mudar de acordo com novas circunstâncias.
Wolf entende que o caso News of the World, com a violação da caixa postal de celulares de milhares de pessoas, é uma oportunidade de atualizar a legislação da mídia no Reino Unido. “Aproveitemos a chance para a reforma da mídia” é o título do texto.
Ele é franco para dizer, logo de cara, que é daqueles a quem incomoda o acúmulo de poder nas mãos de Rupert Murdoch. Tal poder é, para Wolf, “intolerável”. “Mídia diversificada exige propriedade diversificada”, afirma ele.
Sua análise sobre a natureza da mídia, se não é exatamente original, é clara e lúcida. “A mídia é um negócio”, diz ele. “Mas não só negócio. Ela não apenas reflete como molda a opinião pública, e por isso detém considerável influência política. É por isso que ditadores querem controlar a mídia e políticos democráticos tentam usá-la. Uma pessoa que controle negócios na mídia impressa e na televisão tem uma influência enorme na vida pública. É o caso, ou pelo menos era, de Rupert Murdoch.”
Murdoch, com suas mídias variadas e poderosas, exerce no Reino Unido (ou exercia, para seguir o raciocínio de Wolf) uma influência similar à que têm, no Brasil, as Organizações Globo. Com uma diferença: lá existe o contraponto da BBC, que é objeto de devoção entre os ingleses com seu soberbo jornalismo — sereno, cosmopolita e o mais próximo possível da objetividade e do interesse público. Wolf avisa que é a favor da manutenção do status-quo da BBC, financiada pelo Estado por meio do dinheiro que todo mundo paga no Reino Unido quando adquire uma televisão – a licence fee. Ele está certo. As publicações de Murdoch fazem permanente campanha contra a BBC.
A concentração na mídia, como nota Wolf, leva os políticos a dobrar os joelhos diante dos proprietários. “No pior cenário, o dono pode manipular e distorcer os fatos, de forma a transformar a vida pública”, escreveu Wolf. É o caso nos Estados Unidos, segundo ele, da Fox News, de Murdoch, com seu “populismo de direita”. “Isso não pode acontecer no Reino Unido”, diz ele.
(Os políticos britânicos se vergavam diante de Murdoch mais ou menos como os seus congêneres brasileiros diante de Roberto Marinho. Não nos primórdios da TV Globo, quando os militares estavam no poder e beneficiaram Roberto Marinho para que este, com a televisão que lhe deram, os apoiasse. A servidão voluntária a Marinho veio depois que os militares saíram. Foi o ápice da influência e do poder das Organizações Globo: pós-generais e pré-internet.)
Wolf assinala que qualquer legislação deve prever um ajuste futuro, dadas as extraordinárias mudanças que a internet está provocando na mídia. Cada país tem suas pecualiaridades e idiossincrasias. E é preciso levar em conta que na Inglaterra se formou um consenso em torno da necessidade de reforma na mídia depois que se soube que o News of the World, em busca de furos, grampeara a caixa de mensagens do celular de uma garotinha assassinada. Tal consenso não existe ainda no Brasil. Mas mesmo assim os brasileiros deveriam acompanhar de perto as discussões sobre a mídia que estão sendo travadas entre os britânicos. Muita coisa do que for feito lá poderá ser útil no Brasil.

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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/inglaterra-discute-regulamentacao-da-midia#more

Direita controla a imprensa no Chile

16.09.2011
Do blog de Altamiro Borges, 11.09.11
Por Christian Palma, no sítioCarta Maior:



Marcelo Castillo é jornalista há 25 anos. Sua trajetória é diversificada e extensa. Trabalhou em publicações tão diferentes como El Mercurio e a revista Punto Final, o Diário Financeiro e a revista Cauce, todas de diferentes enfoques políticos. Também foi repórter de agências de notícias como a UPI e a Reuters.

Foi diretor do jornal La Nación até março de 2010, quando Sebastián Piñera assumiu a presidência do Chile, o que terminou com mais de 60 jornalistas demitidos e o desaparecimento da versão impressa desse importante meio de comunicação chileno. Além disso, Castillo é professor na escola de Jornalismo da Universidade de Santiago há 16 anos. Há um ano foi eleito presidente do Colégio de Jornalistas do Chile. E desde esse posto, ele faz uma análise, para a Carta Maior, da situação da imprensa no Chile.


Como se compõe hoje a imprensa no Chile quanto às suas linhas editoriais?

A indústria dos meios de comunicação tem uma presença avassaladora da centro direita e da direita. Vejamos por cada setor. Considerando os jornais diários de circulação nacional, todos são de direita e pertencem a dois grupos empresariais que se identificam com o atual governo. Eles se diferenciam somente por seus distintos tipos de público. No segmento rádio, cerca de 70% das concessões são controladas pelo Grupo Prisa, da Espanha. É um setor um pouco mais progressista que a imprensa escrita.

No caso da televisão, hoje todos os meios de comunicação, por um lado ou por outro, seguem uma linha editorial de direita ou, no melhor dos casos, de centro-direita. O Canal 13 é do grupo empresarial Luksic, a Chilevisión é da Time Warner, Mega é do grupo Claro. Só se salva a TVN, TV pública, que tem um pouco mais de independência, mas é encabeçada por pessoas de confiança do presidente Sebastián Piñera.

A direita detém o poder na imprensa do Chile, então?

Não cabem muitas dúvidas sobre isso. Eles controlam as linhas editoriais, ainda que existam matizes entre um veículo e outro.

Há algum meio de comunicação de centro esquerda importante, que de alguma maneira faça um contraponto a La Tercera e El Mercurio (os dois maiores jornais de direita no Chile)? 

Creio que os que existem, alguns bastante bons, só confirmam a regra. Talvez os casos mais destacados pelo público mais massivo que atingem estejam na rádio: Cooperativa, que é de empresários democrata-cristãos, de centro. Depois vem Bio Bio, uma rádio que faz um jornalismo crítico, mas sem uma linha editorial definida. Não há meios de centro-esquerda ou de esquerda realmente poderosos, com alta audiência. Simplesmente nenhum deles tem recursos para serem considerados dentro da indústria midiática.

Há as revistas Punto Final, El Ciudadano, The Clinic, Cambio 21, El Periodista, etc, mas como disse, e se incomodam quando digo isso, deveriam se juntar todos e fazer uma única publicação. É preciso mencionar a irrupção dos meios digitais, onde há alguns que têm muitas visitas, como El Mostrador e CiperChile. Mas, se consideramos os números totais de visitantes únicos, novamente os ganhadores são, por larga margem, El Mercurio e La Tercera. Eles têm os meios tecnológicos e humanos para fazer jornalismo a sério, mas lamentavelmente estão carregados da ideologia neoliberal.

Qual sua opinião sobre o informe da organização Repórteres sem Fronteiras que diz que no Chile a Concertação (hoje oposição) manteve por vinte anos uma extrema concentração dos meios de comunicação com grandes obstáculos ao pluralismo e com conflitos de interesse?

É verdade que a Concertação não teve uma política de comunicação ativa para manter os meios que nasceram no final da ditadura e para desenvolver outros. Deixou livre o mercado para o surgimento de novos meios, mas, ao invés de nascer, muitos deles morreram: os jornais Fortín Mapocho, La Época e Siete. As revistas Análisis, Cauce e Apsi, entre outras.

Agora está na moda culpar a Concertação por tudo. O que não se diz é que a esquerda, fruto de seu sectarismo interno, também foi incapaz de criar meios poderosos. E isso se mantem até hoje.

Os conflitos sociais que estouraram no último período envolveram também protestos e críticas aos meios de comunicação. A tomada da Chilevisión por parte dos estudantes vai nesse sentido ou foi somente um fato conjuntural?

Não foi conjuntural de modo algum. Há uma reclamação muito forte contra os meios de comunicação que, a meu juízo, se volta muitas vezes de modo equivocado nas manifestações contra os jornalistas, que são só trabalhadores sem poder de decisão. A cidadania deve exigir seu direito de ser bem informada. Esse tipo de manifestações é uma forma. No entanto, creio que mais importante é criar novos meios, redes, alianças, associações para multiplicar conteúdos transformadores. Surgiu, por exemplo, a Televisão Pública, criada por estudantes de jornalismo da Universidade do Chile.

É verdade que hoje, no Chile, há menos imprensa escrita do que quando terminou a ditadura?

Creio que a circulação dos diários Fortín Mapocho, La Epoca, e das revistas Análisis, Apsi, Cauce, Página Abierta, Pluma y Pincel e El Popular, entre outras, era muito superior a das revistas de oposição que existem agora. Penso que havia mais influência editorial de centro esquerda do que a que se verifica hoje nos meios escritos, que é onde se gesta a influência política.

Por que isso ocorreu?

São as consequências da transição pactuada. Os chilenos elegeram em 1988 uma transição sem ruptura com a herança institucional pinochetista que ainda está vigente em muitos aspectos. Creio que foi um erro, mas de que vale chorar sobre o leite derramado. O que seria importante agora é gestar uma nova maioria, contundente, para uma nova Constituição. É o que eu queria em 1988 e tentei fazer até 1992. Fomos derrotados por aqueles que acreditavam “na medida do possível”. Sem dúvida, neste sentido, a Concertação saiu vitoriosa.

O que ocorreu com o diário La Nación, um meio 70% estatal?

O mesmo que ocorreu com todos os meios de comunicação sob a concertação. Não se deu importância à criação de uma política de comunicação que fortalecesse meios de comunicação públicos, de propriedade estatal, com a única exceção da TVN. Manteve-se uma figura de sociedade anônima que gerou uma série de ambiguidades, como a existência de acionistas minoritários com poderes extraordinários. Não se criaram os mecanismos institucionais necessários para dar independência ao jornal em relação ao governo.

Qual é o peso do sindicato de jornalistas no Chile?

É pequeno do ponto de vista quantitativo. Dos cerca de 12 mil jornalistas que existem no Chile, só quatro mil estão inscritos no Colégio de Periodistas. E os que participam ativamente são ainda menos. Os meios de comunicação colocam obstáculos para que os periodistas se filiem ao sindicato: se negam a descontar as quotas nos salários. Mas o mais lamentável é que muitos jornalistas optaram pela ideologia liberal.

Acreditam, sobretudo, na competição, em suas carreiras, e pensam que basta que eles sejam bons profissionais, de maneira isolada, para que a realidade da imprensa mude. Não enxergam os problemas estruturais dos meios de comunicação que nós denunciamos e dos quais os jornalistas são vítimas. É triste quando os jornalistas se transformam nos destruidores de sua própria organização. No Chile, não existe nenhuma organização jornalística mais poderosa que o Colégio, mas reconhecemos sua debilidade, similar a do movimento sindical que não agrupa mais do que 15% dos trabalhadores.

Qual é o nível de renda dos jornalistas?

Há estudos – recomendo os da acadêmica Claudia Melado em www.periodistasycomunicadoresdechile.cl – que indicam que a média salarial dos jornalistas está em torno de 450 mil pesos aproximadamente. Ou seja, menos de mil dólares por jornadas de tempo integral sem horário fixo e com turnos nos finais de semana. Hoje está se oferecendo trabalhos, com altas exigências, como falar inglês fluentemente, por 250 mil pesos, cerca de 600 dólares.

Os partidos políticos apoiam efetivamente a liberdade de expressão ou não?

Não. Não apoiam. Quando o diário La Nación fechou só um pequeno grupo de parlamentares, não mais do que cinco, fez uma luta cerrada para defender a existência desse meio, controlado pelo Estado. Os demais viraram o rosto e olharam para outro lado. Como eles precisam dos grandes meios de comunicação para suas campanhas, para difundir suas políticas, preferiram conciliar com as grandes cadeias empresariais de comunicação.

Por que você acredita que é mais fácil para um correspondente estrangeiro obter dados das autoridades que para um repórter chileno?

A sociedade chilena é altamente segmentada. Vivemos em mundos paralelos, como eu digo. Os que se sentem beneficiados pelo modelo econômico olham com o desprezo típico dos ganhadores para o resto da sociedade. Então, esses ganhadores só se sentem obrigados por forças mais poderosas, que vem de fora do Chile. Seguramente você se refere a meios de comunicação de nações mais poderosas: Estados Unidos, Europa, Brasil e até Argentina. Mas isso não vale para Peru ou Bolívia, por exemplo, países que a maioria dos chilenos veem como inferiores e que, a qualquer momento, vão nos passar uma conta que é muito cara, por nossa prepotência.

O país, a cidadania e a imprensa no Chile estão maduros para definir claramente sua linha editorial, como ocorre em outros lugares do mundo?

Certamente. Já temos 20 anos de democracia. Imperfeita, é certo. Mas já é hora de podermos reconhecer nossas diferenças sem nos odiarmos, sem querer destruirmos uns aos outros. Sem ofensas. Com argumentos.

* Tradução de Katarina Peixoto.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/09/direita-controla-imprensa-no-chile.html#more