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domingo, 11 de setembro de 2011

Brizola Neto, FrancoAtirador e Anônimo: A campanha pelo voto distrital

11.09.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha,
Por Brizola Neto, deputado federal, no Tijolaço, via FrancoAtirador


Dize-me com quem andas e direi o que queres


Quem disse que o ex-governador tucano de São Paulo José Serra ficou sem bandeira, depois que teve sua candidatura à Presidência derrotada por Dilma?Serra já tem uma nova palavra de ordem: voto distrital já para 2012.


Queridos leitores, vejam que coisa interessante; O ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), se reuniu com a bancada do PSDB em 11.05, em Brasília e o assunto em pauta foi; A defesa do voto distrital já para as eleições para vereador em 2012.Ele disse que tem o apoio de seu partido, o PSDB e que a  ideia é aprovar o projeto antes mesmo da conclusão dos trabalhos da comissão da reforma política.

Veja  só que coincidência a nota publicado hoje  na coluna do Merval Pereira  no jornal O Globo

"O movimento contra a corrupção, que vai ganhando corpo em todo o país através da convocação de manifestações pelas redes sociais, está tendo um efeito colateral imediato: o fortalecimento da campanha pela adoção do voto distrital, que também está sendo feita através da internet.No manifesto, o voto distrital aparece como o oposto ao voto em lista fechada, que está na proposta de reforma política do deputado Henrique Fontana, do PT." 

Mais coincidências? A manchete do jornal O Globo do dia  07/04 : "Serra defende mobilização pela aprovação do voto distrital na reforma política"

Não entendi. O leitor entendeu?

Mas espera ai, a Marcha contra a Corrupção, não é um movimento apartidário, como andam divulgado seus idealizadores nas redes sociais?
Ou estaria então  a tal marcha está a "serviço" dos interesses de José Serra e do PSDB?.

Agora veja a defesa do Serra no voto distrital
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Nova York relembra vítimas do 11 de Setembro

11.09.2011
Da Agência Brasil
Da BBC Brasil



Brasília - A cidade de Nova York lembra neste domingo os dez anos dos atentados de 11 de setembro de 2001 sob o temor de novos ataques e um forte esquema de segurança.
As cerimônias de homenagem às vítimas começaram antes das 9h (horário local), com discursos do prefeito Michael Bloomberg, do presidente Barack Obama, com um minuto de silêncio no horário em que a primeira Torre do World Trade Center foi atingida (8h46) e com a leitura dos nomes das quase 3 mil pessoas mortas naquele dia.
O reforço no policiamento da cidade - assim como em Washington e Shanksville (no Estado da Pensilvânia), onde os atentados também deixaram vítimas e onde também são realizadas cerimônias neste domingo - já era previsto em razão dos eventos. A segurança, no entanto, foi redobrada nos últimos dias, depois que o governo recebeu informações de que a rede extremista Al Qaeda planejava novos ataques.
O aumento da presença policial é visível em toda a cidade. Na Penn Station, estação ferroviária por onde passam trens de todo o país, é possível ver vários policiais e até militares armados. Cães farejadores da polícia podem ser vistos em estações de metrô à procura de possíveis artefatos explosivos.
A área em volta do Marco Zero - local onde ficavam as Torres Gêmeas do World Trade Center, derrubadas nos atentados – é palco da principal cerimônia. As principais ruas da região estão fechadas para o tráfego, com grandes restrições à passagem de pedestres.
A cerimônia no marco zero começou às 8h35 (horário de Nova York, 9h35 em Brasília) e está sendo acompanhada por Obama e pelo ex-presidente George W. Bush (que governava o país na época dos atentados), além de outras autoridades, artistas e parentes das vítimas.
O prefeito Michael Bloomberg disse, em discurso, que o momento é tanto de lembrar o ocorrido como de seguir adiante. "Desde [11 de setembro de 2001], vivemos na luz e na sombra. Crianças cresceram e netos nasceram." Obama falou em seguida, lendo uma passagem da Bíblia.
Depois de encerrada a cerimônia, os parentes das vítimas poderão, pela primeira vez, visitar o Memorial do 11 de Setembro, construído no Marco Zero, que será aberto ao público a partir desta segunda-feira (12).

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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-09-11/nova-york-relembra-vitimas-do-11-de-setembro

Não se acaba com a escuridão com mais escuridão

11.09.2011
Do blog ESQUERDOPATA
Por Ariel Dorfman 

Epitáfio para outro 11 de setembro

Naquele 11 de setembro letal --lembro que era uma terça-feira--, acordei pela manhã com um som de angústia, a ameaça de aviões que sobrevoavam nossa casa. E quando, uma hora mais tarde, vi uma nuvem de fumaça que subia do centro da cidade, eu soube que minha vida e a vida de meu país tinham mudado de forma drástica e taxativa, para sempre. 

 O ano era 1973, o país era o Chile e as forças armadas acabavam de bombardear o palácio presidencial em Santiago, deixando claro desde o início a ferocidade com que responderiam a qualquer tentativa de resistir ao golpe contra o governo democrático de Salvador Allende. Esse dia, que começou com a morte de Allende, terminou convertendo em matadouro a terra onde tínhamos tentado uma revolução pacífica. Quase duas décadas, que vivi principalmente no exílio, se passariam antes que pudéssemos derrotar a ditadura e recuperar nossa liberdade. 

 Vinte e oito anos depois daquele dia inexorável de 1973 aconteceu um novo 11 de setembro, também numa manhã de terça-feira, e agora foi a vez de outros aviões, foi outra cidade que também era minha a que recebeu um ataque; foi um terror diferente que desceu do ar, mas de novo meu coração se encheu de angústia, de novo confirmei que nunca mais nada seria igual, nem para mim, nem para o mundo. Desta vez o desastre não afetaria a história de um país apenas, nem seria apenas um povo que sofreria as consequências do ódio e da fúria --seria o planeta inteiro. 

 Me causou sobressalto, nos últimos dez anos, essa justaposição de datas. É possível que minha obsessão por procurar um sentido oculto por trás dessa coincidência se deva ao fato de que eu era residente de ambos os países no momento em que sofreram a dupla investida, a circunstância adicional de que essas duas cidades agredidas constituem os fundamentos gêmeos de minha identidade híbrida. Porque cresci aprendendo o inglês em Nova York, ainda criança, e passei minha adolescência e juventude apaixonando-me pelo espanhol em Santiago, porque pertenço tanto à América do Norte quanto à do Sul, não posso deixar de sentir de forma pessoal a paralela destruição dessas vidas inocentes, e tenho a esperança que da dor e da confusão ardentes nasçam algumas lições, quiçá alguma aprendizagem. 

 De fato, Chile e Estados Unidos oferecem modelos contrastantes de como se pode reagir diante de um trauma coletivo. 

 Uma nação submetida a uma adversidade tão brutal inevitavelmente se vê diante de uma série de perguntas básicas que interrogam seus valores essenciais, sua necessidade de obter justiça para os mortos e reparação para os vivos sem fraturar ainda mais um mundo já perturbado. É possível restaurar o equilíbrio desse mundo sem nos entregarmos à compreensível sede de vingança? Não corremos o risco de ficarmos parecidos com nossos inimigos, de nos convertermos em sua sombra perversa --será que não corremos o risco de terminar governados por nossa raiva, que costuma ser tão má conselheira? 

 Se o 11 de setembro de 2001 pode ser entendido, então, como uma prova em que se avalia a sabedoria de um povo, me parece que os Estados Unidos, infelizmente, se saiu mal no exame. O medo gerado por um grupo pequeno de terroristas conduziu a uma série de ações devastadoras que excederam em muito o dano causado pelo estrago original: duas guerras desnecessárias; um colossal desperdício de recursos destinados ao extermínio, mas que poderiam ter sido investidos para salvar nosso planeta de uma hecatombe ecológica e nossos filhos da ignorância; centenas de milhares de pessoas mortas e mutiladas, e milhões de outras deslocadas; uma erosão dos direitos civis e o uso da tortura pelos norte-americanos, o que avalizou outros regimes para que abusassem ainda mais de suas populações cativas. E, finalmente, o fortalecimento em todo o mundo de um Estado de Segurança Nacional que exige e propaga uma cultura de espionagem, mendacidade e medo. 

 O povo chileno também poderia ter respondido à violência com mais violência. Sobravam razões que justificavam levantar-se em armas contra o déspota que traiu e derrubou um presidente legítimo. Não obstante, os chilenos democráticos e os líderes da resistência --com algumas exceções lamentáveis-- decidiram desalojar o general Pinochet do poder mediante uma não-violência ativa, recuperando, parte por parte, uma organização atrás de outra, o país que nos haviam roubado, até derrotar o tirano em um plebiscito que ele tinha tudo para ganhar. O resultado não foi perfeito. Mas, apesar de, décadas mais tarde, a ditadura derrotada continuar a contaminar a sociedade chilena, a forma em que travamos nossa batalha continua a ser um exemplo definitivo de como é possível criar uma paz duradoura depois de tantas perdas, tanto sofrimento persistente. O Chile demonstrou uma determinação cuidadosa e ajuizada para assegurar que nunca haverá outro 11 de setembro de morte e destruição. 

 Me parece maravilhoso e até mágico que, quando os chilenos tomaram a decisão de lutar contra a malevolência por meios pacíficos, estavam, sem saber disso, fazendo eco a outro 11 de setembro. De fato, nesse exato dia em 1906, Mohandas Gandhi, no Empire Theatre de Johanesburgo, convenceu milhares de seus compatriotas indianos a usar a não violência para contestar um conjunto de leis discriminatórias que, concretamente, já preparavam o futuro regime do apartheid na África do Sul. Essa estratégia incipiente de "satyagraha" levaria, com os anos, à independência da Índia e a muitos outros movimentos para conseguir paz e justiça no mundo, incluindo a luta de Martin Luther King pela igualdade racial e contra a exploração. 

Cento e cinco anos depois daquela memorável exigência do Mahatma para imaginar uma maneira de sair do delírio e da armadilha da cólera, 38 anos depois de aqueles aviões me despertarem pela manhã para me avisar que eu nunca mais poderia escapar do terror, dez anos depois de a Nova York de minha infância ter sido dizimada pelo fogo, tenho a esperança de que o epitáfio final para cada um e todos os possíveis 11 de setembros seja dado pelas palavras suaves e imortais de Gandhi: "A violência vai prevalecer contra a violência apenas quando alguém puder provar que o modo de acabar com a escuridão é com mais escuridão". 

O último livro de Ariel Dorfman é "Entre Sueños y Traidores: un Striptease del Exilio". 

Tradução de Clara Allain 
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OS GOLPISTAS DE 64: Se o cavalo do golpe passar selado, a direita monta

11.09.2011
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

Ninguém que tenha cinqüenta anos ou mais e for sincero, seja de direita ou de esquerda, dirá que inexiste a possibilidade de a direita brasileira desfechar outro golpe de Estado. Poderia até ser um golpe “institucional” como o que houve recentemente em Honduras, que misturou elementos do golpismo latino-americano tradicional com um verniz “legal”, mas a direita latina foi, é e duvido de que um dia deixe de ser golpista por excelência.
Não é por outra razão que são quase sempre jovens os que vêm discordando com maior veemência da premissa de que esses movimentos moralistas que ganharam força no Brasil há alguns meses encerram excelente matéria-prima para o tradicional golpismo que flagelou este país durante todo o século XX. Não viveram a ditadura, não a viram funcionar. Não sabem do que a direita brasileira é capaz. Ouviram falar, leram, estudaram, mas não viram.
Quando o correspondente do periódico espanhol El País no Brasil, Juan Arias, provavelmente por encomenda da mídia tupiniquim e dos seus aliados políticos exortou os brasileiros a saírem às ruas “contra a corrupção” como vem acontecendo na Espanha e em vários outros países europeus, este blogueiro viu, ali, um sinal de alerta.
Por quê? Simples: o amplo espaço que a mídia brasileira deu àquele questionamento que o jornalista europeu fez, cobrando que a população brasileira (que vê seu país ir de vento em popa) agisse como os europeus (que vêem seus países mergulharem cada vez mais no caos econômico e social), já revelava que viria alguma coisa como o que de fato acabou vindo, com “os brasileiros” saindo às ruas “contra a corrupção”.
Mesmo quem não viu a ditadura militar em ação mas tem maior sensibilidade e clarividência certamente se lembra de que o comportamento da direita brasileira durante a crise do mensalão teve um viés claramente golpista. Isso quem diz não é o Eduardo Guimarães. O ex-presidente Lula disse e o cientista político Fábio Wanderley Reis, professor da UFMG, proferiu, certa vez, esta frase: “Se o cavalo do golpe passar selado, a direita monta”.
O tira-teima dessa questão está no comportamento da mídia durante a recente crise em Honduras, após o golpe de Estado que retirou o ex-presidente Manuel Zelaya da cama no meio da noite e o levou de pijamas ao aeroporto e o deportou. A mídia passou meses dizendo que era ele o golpista e que não teria havido golpe algum. Aí a prova do golpismo latente que povoa os devaneios de Frias, Mesquitas, Marinhos, Civitas e seus leões-de-chácara midiáticos.
Agora analisemos a conjuntura política. Após aquela conversa de Juan Arias sobre os brasileiros terem que ir à rua “contra a corrupção”, a mídia começa a bater na tecla, reproduzindo e comentando seu artigo sem parar e, do nada, surgem movimentos nessa direção. Movimentos insipientes, de início, mas que eram comemorados pela mídia a cada passo que davam.
A ampla publicidade que esses movimentos receberam da mídia, impressiona. Tudo ia ficando cada vez mais claro. Jornais, revistas, rádios, tevês, portais de internet e, sobretudo, os blogs que a direita midiática usa para fustigar o PT e Lula, incentivando adesão aos movimentos “contra corrupção”, dando informações sobre “como participar” etc.
Claro que o objetivo mais visível é o de jogar o governo Dilma contra os aliados, sobretudo contra o PMDB, de forma que este deixasse a base aliada, o que significaria a morte prematura desse governo. Mas, como disse o professor Fábio Wanderley Reis, ainda hoje, meio século após a eclosão da ditadura, se a oportunidade aparecer a direita abraça.
A juventude precisa entender que a direita midiática não quer democracia porque só quer no poder os partidos identificados com a sua ideologia e interesses. Por isso, há quase nove anos que a escandalização generalizada da política se tornou uma prática que só os cegos ou mal-intencionados não enxergam ou dizem não enxergar.
O governo Dilma vem contemporizando com essa direita, tirando-a, aos poucos, do estado de pé-de-guerra em que entrou durante a era Lula. Mas que Dilma não se engane: a direita midiática não se converteu aos cânones democráticos. Para acalmá-la, portanto, Dilma flerta com a rendição. Sem falar que, se a centro-esquerda perder o poder, sem regulação da mídia a direita não sairá do poder nunca mais estando o país fortalecido como está e com a mesma mídia apoiando.
Diante disso, quem tem idéia do que é a política no Brasil e na América Latina e não aceita esses estratagemas obscuros da direita midiática, não pode ficar parado vendo crescer um movimento moralista que, sob determinadas condições, pode se transformar no cavalo selado que a direita não hesitaria em montar se lhe passasse à porta.
Espanta-me que alguém não enxergue que um país em que chefes e clubes militares vivem exaltando a ditadura e fazendo ameaças jamais estará imune a novas aventuras golpistas. Jair Bolsonaro só pode fazer o que faz impunemente porque este país ainda é refém dos militares golpistas, muitos dos quais ainda não vestiram o pijama.
Aliás, esses que não acreditam no golpismo tupiniquim deveriam ir assistir jornalistas da grande mídia como Reinaldo Azevedo ou Merval Pereira se reunindo publicamente com militares golpistas defensores da ditadura quando todos eles, juntinhos, fazem ameaças veladas à democracia.
O ato público contra a corrupção da mídia golpista que o Movimento dos Sem Mídia programou para o dia 17 de setembro próximo, às 14 horas, no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), portanto, constitui um antídoto e um elemento de dissuasão aos delírios golpistas que povoam as mentes embotadas dessa direita que manteve este país de joelhos por duas décadas. E que pode ter recaída a qualquer momento.
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Para confirmar presença no Ato Público Contra a Corrupção da Mídia Golpista, clique aqui ou, se não tiver conta no Facebook, deixe neste blog, em forma de comentário, sua concordância com a iniciativa e, se for o caso, sua disposição em dela participar.

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/09/se-o-cavalo-do-golpe-passar-selado-a-direita-monta/

Popularidade de Humala sobe para 70% em apenas dois meses

11.09.2011
Do portal OPERA MUNDI,10.09.11
Por Agência | Ansa | Lima


A aprovação do governo do presidente do Peru, Ollanta Humala, subiu para 70%, segundo a última pesquisa divulgada nesta sexta-feira (09/09) pela empresa Datum Internacional. O índice revela um aumento de 8% com relação a agosto e 15% com relação a julho, mês em que Humala assumiu, já com uma aprovação de 55%.
  
O levantamento, realizado entre 4 e 7 de setembro com 1.222 pessoas, assinala que, no sul, o mandatário conta com um respaldo de 78% dos cidadãos. No centro, o índice de aprovação é de 75%, e no note e no leste, de 71%. Os índices mais baixos são registrados na capital, Lima, e em Callao, a terceira mais populosa do Peru e com o principal porto do país, com 63%.

Leia mais:
Peru nomeia diplomata Jorge Bayona Medina embaixador no BrasilPeru suspende programa de erradicação de plantações de coca
Keiko Fujimori reconhece vitória de Humala e diz que fará 'oposição sólida'  Eleição peruana pode mudar a geopolítica nas Américas e preocupa Washington 

  
A pesquisa também revela que 45% dos peruanos preferem o estilo de um presidente discreto e que não fale muito, e apenas 16% consideram importante que o presidente deva se mostrar sempre e falar muito. Já 35% dos entrevistados afirmaram que o chefe de Governo deve falar "quando deve fazê-lo".
  
Além disso, metade disse ter muita esperança de que o Peru melhore até o fim do atual governo. A margem de erro da pesquisa é de 2,9% para mais ou para menos. 

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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticia/POPULARIDADE+DE+HUMALA+SOBE+PARA+70+EM+APENAS+DOIS+MESES_15104.shtml?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Promotor da editora abril humilha garotas negras na Bienal do Livro

11.09.2011
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO,09.09.11

"Pretas do cabelo duro" e "Não gosto de mulheres negras" foram expressões usadas pelo representante da Editora Abril para impedir que as meninas participassem de promoção
Meninas vão à delegacia registrar queixa
Alunos da Escola Estadual Guilherme Briggs, em Santa Rosa, Zona Sul de Niterói, sentiram na pele, na tarde da última segunda-feira, ador do preconceito racial, que supostamente para muitos não ocorreria mais em nosso país, muito menos nas dependências de uma feira literária, onde nossa cultura é expressada das mais variadas formas, nas páginas publicadas por inúmeras editoras. Preconceito e injúria racial são crimes passíveis de prisão, no artigo 9º da Lei 7716/89.

De acordo com a diretora da escola, Alcinéia de Souza, o fato entristeceu e chocou os alunos da unidade, uma das mais conhecidas do município, foi registrado ontem da Delegacia Legal de Icaraí (77ª DP), e formalmente encaminhado à Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos.

Leia mais:

De acordo com a diretora do estabelecimento de ensino, na tarde de segunda-feira ela levou um grupo de 45 alunos que cursam o Ensino Médio da escola até a Bienal do Livro 2011, que se realiza no pavilhão do Riocentro, na Zona Oeste do Rio. No local, entusiasmados os alunos, com idades entre 15 e 17 anos, se espalharam para apreciar os vários estandes. Segundo os alunos e a diretora, num deles da Editora Abril ocorria uma promoção, onde eram distribuídos uma espécie de senha para que os jovens prestigiassem a tarde de autógrafos do ator e apresentador Rodrigo Faro. 

Entusiasmadas, duas alunas do colégio, de 16 e 17 anos, se dirigiram até um dos promotores, inicialmente identificado apenas como "Pedro" ou "Roger" - no intuito de conseguir uma das senhas. Do promotor as alunas ouviram (incrédulas) insultos do tipo: "Não vamos dar a senha porque vocês são pretas do cabelo duro", e também "não gosto de mulheres negras, por isso não darei senhas para vocês". Segundo uma das alunas, indignada com a ofensa ainda tentou argumentar com o promotor - "isso é um tipo de bullying, e pode te trazer problemas". Com resposta o promotor rebateu, afirmando que isso não daria problema nenhum para ele".

Como o grupo estava espalhado pelo pavilhão de exposições, a diretora da escola afirmou que só tomou conhecimento do fato quando os alunos já estavam deixando o evento. Revoltada, Alcinéia retornou ao estende da Editora Abril, à procura do responsável pela representação da empresa, que de acordo com ela pediu-lhe desculpas (omitindo a identificação do promotor) e alegando que tomaria providências. "Sentindo-se humilhada, uma das alunas disse que sequer conseguiu dormir de segunda para terça-feira", explicou Alcinéia, que no início da tarde de ontem, acompanhada dos alunos, pais, e de um advogado (que também é professor da unidade), José Carlos de Araújo, registrou queixa de crime de Injúria e Preconceito Racial na 77ª DP. A distrital encaminhou o procedimento para a Delegacia Legal do Recreio dos Bandeirantes (42ª DP).

Leia também:
Nunca sorria de um preconceito, pois preconceitos sempre matam pessoas

"Ensinamos os princípios da cidadania para os alunos, explicando inclusive que independe de quem sejam, e agora eles passam por uma experiência terrível dessas ? Os alunos da escola estão chocados com o que aconteceu. Fiz questão de comparecer junto com os pais desses estudantes na DP para relatar esse triste fato. Esses estudantes são como filhos pra mim", disse Alcinéia. "Em pleno século XXI isso ainda acontece em nosso país. Esse fato não se esgota na esfera criminal. Não desejamos isso para nosso país", disse José Carlos de Araujo, que junto com a diretora, os alunos, e com a cópia do registro levou também ontem o fato ao conhecimento da Secretaria Estadual de Assistência Social de Direitos Humanos para que providências sejam tomadas.

Representantes da Editora Abril não quiseram se pronunciar.

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Fonte:http://pragmatismopolitico.blogspot.com/2011/09/promotor-da-editora-abril-humilha.html

A MÍDIA E O PT: Muito barulho por nada

11.09.2011
Do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Por Por Alberto Dines em 06/09/2011 na edição 658



A grande imprensa ainda não consegue comportar-se com naturalidade em assuntos que lhe dizem respeito. Exemplo disso foi a cobertura do 4º Congresso do PT, realizado de sexta-feira a domingo (2-4/9), em Brasília.
O acompanhamento do evento foi customizado, isto é, adaptado às posições dos jornais e acrescido de um clima de tensão visivelmente forçado. A imprensa só se preocupou consigo mesma esquecida de que o conclave teve uma vasta e variada pauta.
Congresso de partido político é imperiosamente buliçoso, animado. Se a militância não se agita, o evento fracassa. O PT vive um momento complicado que a desastrada matéria de capa da edição da semana passada de Veja exacerbou (ver “Jornalismo político volta à Era da Pedra Lascada”). Natural o movimento de solidariedade ao principal denunciado pela matéria, José Dirceu. Impossível evitar que setores mais radicais não se movimentassem para armar represálias.
Mas entre os congressistas preocupados com a mídia circularam idéias pertinentes, sequer contempladas pela cobertura da mídia. Convocar o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para julgar casos de propriedade cruzada foi uma delas. Outra foi a criação de uma agência reguladora nos moldes da americana FCC, concebida pelo presidente Franklin Roosevelt, em 1934. Registraram-se propostas para a criação de conselhos de comunicação regionais (para comprovar o clima de radicalização), mas omitiram-se as justas reclamações contra o desaparecimento do Conselho de Comunicação Social.
Desgaste inútil
A cobertura dos jornalões durante o fim de semana preparava os leitores para um documento final xiita, extremado, que funcionaria como rastilho para um novo round na briga governo-mídia. Mas assim como houve ânimos exaltados, também houve pressões moderadoras, oriundas principalmente da presidência da República. Felizmente vitoriosas.
Na segunda-feira (5/9) a reação da imprensa ao documento final foi de retumbante apatia: apenas oEstado de S.Paulo, velho cruzado navarrista, manteve o clima de confronto com uma manchete rigorosamente chocha e desproporcionada: “PT defende mobilização para regular ação da mídia”. O PSDB ou o PPS também defenderiam.
Folha de S.Paulo abafou as conclusões do congresso petista enfiando-as dentro de uma matéria política mais ampla (pág. A7) e o Globo – seguindo as normas editoriais recentemente adotadas – registrou-as de forma álgida, distante (pág. 5) Como mereciam.
Muito barulho por nada, diria Shakespeare. Desgaste inútil é o que se constata. Hora de retomar questões vitais da agenda midiática, convenientemente esquecidas: a criação do prometido órgão de autorregulamentação, reativação urgente do Conselho de Comunicação Social, fim das concessões de rádio e TV para parlamentares e entidades religiosas.
Por ora, como aperitivo.

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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/muito-barulho-por-nada-1

A reação da mídia à posição do PT

10.09.2011
Do blog de Altamiro Borges, 09.09.11
Por Venício A. de Lima, noObservatório da Imprensa:



A cobertura jornalística do 4º Congresso Extraordinário do Partido dos Trabalhadores, realizado em Brasília de 2 a 4 de setembro, e a reação homogênea da grande mídia em relação ao que foi dito e decidido sobre a regulação do setor de comunicações, mereceria um “estudo de caso” não fosse a eterna e enfadonha repetição do “mesmo de sempre”.

Um Congresso onde se discutiu uma enorme variedade de temas de interesse público foi praticamente reduzido a “propostas de controle da mídia” e a cobertura “jornalística” muitas vezes ignorou as falas e documentos concretos para “noticiar” seus próprios fantasmas, tendo ao final que criar um “recuo” inexistente do PT para dar conta da sua própria “cobertura antecipada” de algo que sequer estava proposto.

Nada, absolutamente nada, de novo no comportamento da grande mídia.

O que de fato foi dito e aprovado

No discurso de abertura do Congresso o presidente do PT, Rui Falcão afirmou:

“Para concluir, quero mencionar dois temas da agenda petista que reputo de importância capital: o da democratização dos meios de comunicação e uma campanha pública pela aprovação de leis cidadãs, com o concurso de iniciativas populares, proposições congressuais e do próprio Executivo.

“Entre as nossas convicções mais arraigadas, inscritas como princípios em nosso ideário, a livre expressão de pensamento, o direito de opinião, a liberdade de imprensa e o repúdio a todas as formas de censura são valores fundamentais. Mas o jornalismo marrom de certos veículos, que às vezes flerta com práticas ilegais, deve ser responsabilizado toda vez que falsear os fatos ou distorcer as informações para caluniar, injuriar ou difamar.

“A inexistência de uma Lei de Imprensa, a não regulamentação de artigos da Constituição que tratam da propriedade cruzada de meios, o domínio midiático por alguns poucos grupos econômicos tolhem a democracia e criam um clima de imposição de uma única versão para o Brasil. E a crescente partidarização, a parcialidade, a afronta aos fatos preocupam a todos os que lutam por meios de comunicação que sejam efetivamente democráticos. Por tudo isso, o PT luta para votar e aprovar, no Congresso Nacional, um marco regulatório capaz de democratizar a mídia no País.”


Na Resolução Política aprovada ao final do Congresso está escrito:

“Para o PT e para os movimentos sociais, a democratização dos meios de comunicação é tema relevante e um objetivo comum com os esforços de elaboração do governo Lula e os resultados da I Conferência Nacional de Comunicação, que evidenciou os grandes embates entre agentes políticos, econômicos e sociais de grande peso na sociedade brasileira. É urgente abrir o debate no Congresso Nacional sobre o marco regulador da comunicação social – ordenamento jurídico que amplie as possibilidades de livre expressão de pensamento e assegure o amplo acesso da população a todos os meios – sobretudo os mais modernos como a internet. Daí o nosso repúdio ao projeto de lei 84/99 que se originou e tramita no Senado Federal, o AI-5 digital, pois pretende reprimir a livre expressão na blogosfera.

“Para nós, é questão de princípio repudiar, repelir e barrar qualquer tentativa de censura ou restrição à liberdade de imprensa. Mas o jornalismo marrom de certos veículos, que às vezes chega a práticas ilegais, deve ser responsabilizado toda vez que falsear os fatos ou distorcer as informações para caluniar, injuriar ou difamar. A inexistência de uma Lei de Imprensa, a não regulamentação dos artigos da Constituição que tratam da propriedade cruzada de meios, o desrespeito aos direitos humanos presente na mídia, o domínio midiático por alguns poucos grupos econômicos tolhem a democracia, silenciam vozes, marginalizam multidões, enfim criam um clima de imposição de uma única versão para o Brasil. E a crescente partidarização, a parcialidade, a afronta aos fatos como sustentação do noticiário preocupam a todos os que lutam por meios de comunicação que sejam efetivamente democráticos. Por tudo isso, o PT luta por um marco regulatório capaz de democratizar a mídia no País.

“As reformas institucionais não estarão completas se não forem acompanhadas da mais profunda democratização da comunicação. Além de tudo isso, as mudanças tecnológicas e a convergência de mídias precisam ser acompanhadas de medidas que ampliem o acesso, quebrem monopólios e garantam efetiva pluralidade de conteúdos".


Além disso, o Congresso aprovou também, como “moção”, um documento específico sobre as comunicações com o título “PT: compromisso com uma agenda estratégica para as comunicações no Brasil”. Esse documento não sofreu qualquer modificação e a versão aprovada é ipsis literis a versão original que circulou no primeiro dia do Congresso. Na sua parte final o documento afirma:

“O Partido dos Trabalhadores entende que deve contribuir na elaboração e na implantação de políticas de universalização do acesso aos diferentes serviços de comunicação – em especial à internet em banda larga, que deve ser entendida como um serviço essencial, ao qual todo cidadão tem direito, independentemente das disparidades sociais e regionais. Para tanto, é necessário:

“** Fortalecer o papel regulador do Estado no setor de telecomunicações, de modo a promover e proteger a diversidade cultural brasileira, ampliar o intercâmbio cultural com todos os povos do planeta, possibilitar maior competição entre agentes de mercado, redução do preço ao usuário, aumento da qualidade e multiplicação dos investimentos privados na infraestrutura que dará suporte às demandas de um Brasil efetivamente conectado.

“** Aprofundar políticas públicas que garantam o acesso das populações de baixo poder aquisitivo ou de regiões distantes das grandes cidades aos serviços de comunicações. Para tanto, o Estado deverá garantir recursos para equipamentos públicos de acesso, provimento do serviço e terminais.

“** Ampliar o investimento em grandes redes radiodifusão pública e de telecomunicações, a exemplo da EBC e da Telebrás, que fujam da lógica imediatista de mercado, podendo assim voltar a sua atuação a regiões e públicos de menor potencial econômico; atender aos órgãos da administração pública, o que, além de gerar impactos econômicos positivos, potencializa os resultados dos mais diferentes serviços básicos, da educação à segurança e à saúde, e tornarem-se alternativas às redes privadas, gerando competição e pluralidade.

“** Garantir que o Sistema Brasileiro de Televisão Digital, em parte desenvolvido em nossos laboratórios e já adotado por diversos países, realize todo o seu potencial inovador por meio do middleware Ginga – ou seja, que ele de fato utilize recursos interativos que demandem produção local e induzam à inclusão digital.

“** Afirmar a radiodifusão como um serviço público, de caráter universal, aberto e de alta relevância social.

“** Criar um ambiente normativo para o mundo digital que, por um lado, garanta os direitos individuais do cidadão, bem como possibilite o acesso isonômico aos conteúdos e aplicações.

“** Mobilizar o PT no debate e na aprovação do Marco Civil da Internet que se encontra no Congresso Nacional e na elaboração de um novo projeto para tipificar crimes e delitos cometidos no ciberespaço.

“** Defender a revisão da legislação referente ao Direito Autoral e Propriedade intelectual, considerando a cultura como bem comum e o nosso compromisso com a democratização da produção, fruição e acesso aos bens e serviços culturais.

“** Consolidar um sistema público de rádio e televisão, apoiar e descriminalizar a radiodifusão comunitária e dotar os processos de outorga de radiodifusão de mecanismos de transparência e de critérios objetivos.

“** Vedar a concessão e permissão de outorgas de radiodifusão a políticos e ocupantes de cargos públicos em exercício da função bem como formas de concentração empresarial, a exemplo da propriedade cruzada, que levem ao abuso de poder econômico.

“** Democratizar a distribuição das verbas públicas de publicidade visando o estímulo à pluralidade de fontes de informação nas diferentes esferas da federação.

“** Participar do diálogo da sociedade com os governos na elaboração das políticas de comunicações por meio da criação de conselhos de comunicação em todos os estados da federação e no Distrito Federal, fortalecimento do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional e dos processos participativos nacionais que envolvam todos os entes federados realizando a II Conferência Nacional de Comunicação.

“** Afirmar um novo paradigma de políticas públicas de estímulo ao desenvolvimento cultural, que alie o fortalecimento das empresas brasileiras ao desenvolvimento regional, que encontre espaço para a produção destinada ao mercado de massas, sobretudo internacional, aos processos criativos que operam segundo os princípios da Economia Solidária e fortalecem os laços de pertencimento comunitário.

“As grandes mudanças necessárias para a implantação de uma agenda estratégica para as comunicações no Brasil, contudo, ainda são barradas pelo anacronismo de nosso atual marco regulatório. No que se refere ao rádio e à televisão, nossa legislação atual data dos anos 1960 e não foi atualizada a ponto de regulamentar os artigos da Constituição Federal que tratam, por exemplo, da produção regional e independente e da vedação ao monopólio e aos oligopólios. No que se refere a telecomunicações, a legislação foi construída a partir de um modelo gestado antes da revolução digital, que aboliu as fronteiras entre os diferentes serviços e as diferentes redes.

“Nesse sentido, é necessário criar um novo marco regulatório para as comunicações no Brasil que venha a substituir as atuais normas sobre telecomunicações e sobre radiodifusão. Este novo marco deverá ter entre seus princípios:

a) A liberdade de expressão e de imprensa e a vedação à censura;

b) A garantia dos direitos do cidadão, da infância e da adolescência;

c) A pluralidade de fontes de informação;

d) O fortalecimento da cultura brasileira;

e) O fortalecimento da indústria nacional criativa, especialmente a produção audiovisual independente.

f) O direito de acesso às redes de comunicação;

g) O apoio às redes públicas e comunitárias de comunicações;

h) A participação social na elaboração de políticas de comunicação, por meio de instâncias democráticas e representativas do conjunto da sociedade; e

i) O desenvolvimento econômico regional e a desconcentração de oportunidades de negócio.

“A comunicação que temos hoje está longe da que precisamos para enfrentar os novos desafios. É urgente provocar a ampliação do debate sobre esse Marco Regulatório. Isso foi iniciado com a I Conferência Nacional de Comunicação, em 2009, mas precisa continuar envolvendo o Partido, os Movimentos Sociais, o Congresso Nacional e o Poder Executivo.

“Precisamos do debate público para sedimentar consensos na área das comunicações.

“Precisamos de um novo marco legal para acordar as regras da transição que está em curso.

“Precisamos da democracia para regionalizar a cultura e garantir a diversidade e a pluralidade.

“Precisamos dos cidadãos e das organizações sociais para injetar nas instituições brasileiras, seja na mídia, na sociedade ou nos governos, a idéia de que compartilhar é preciso.

“Por fim, precisamos retomar a mobilização histórica do PT em torno da pauta da comunicação para que os meios não se tornem fins em si mesmos, mas pontes que ligarão a informação ao conhecimento, a democracia à diversidade, a cidadania à cultura. Mais do que a mera convergência tecnológica, é preciso forjar as bases de uma verdadeira convergência de anseios sociais por um Brasil soberano e socialmente justo.”


O que o PT faz, basicamente, é explicitar seu compromisso: (1) com as liberdades e direitos fundamentais relacionados à comunicação; (2) com a regulação de normas e princípios que estão na Constituição Federal desde 1988, estendidos agora à mídia digital; e (3) com a necessidade de um debate público sobre o tema “para sedimentar consensos”.

Os “fantasmas” de sempre

Sem mencionar a reação quase histérica de dois ou três articulistas conhecidos, a tônica na “cobertura” da grande mídia foi de que o PT quer “controlar a mídia” (ver, neste Observatório, “Muito barulho por nada” e “A distorção dos fatos”)

Vou dar o exemplo da minha própria aldeia: o Distrito Federal.

O Correio Braziliense deu chamada de capa no domingo (4/9) com o título: “PT vai tentar recriar CPMF e controlar a mídia”. Na página 4, o título de página inteira dizia: “Carta inclui controle da mídia”.

[Curiosamente a mesma matéria, assinada pelos mesmos jornalistas, foi também publicada, no mesmo dia no Estado de Minas, da cadeia de jornais dos Diários Associados, da qual faz parte o Correio, e o título era “PT quer regular a mídia”.]

Na segunda-feira (5/9), a manchete do Correio Braziliense era “PT abre alianças e recua sobre o controle da mídia”; seguida de um pequeno lead onde se lia: “Resolução sobre a atuação da imprensa foi trocada por moção de apoio à criação de ‘agência (sic) estratégica’”. Na página 4, o título era “Controle da mídia é repensado”.

Imploro aos eventuais leitores que tirem eles próprios as suas conclusões.

O que fazer?

A saída parece ser colocar imediatamente para o debate público um projeto de marco regulatório. Onde está aquele que teria sido elaborado ao final do governo Lula?

Diante de uma proposta concreta de regulação democrática – a exemplo do que acontece nos países civilizados – seus eternos opositores terão que mostrar objetivamente onde de fato está a defesa da censura e onde se postula o controle autoritário da mídia. Não há alternativa.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/09/reacao-da-midia-posicao-do-pt.html?spref=tw