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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Recife: João da Costa garante que João Paulo não preocupa

08.09.2011
Do JC ON LINE
Por Ayrton Maciel

 / Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem

Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem

Com uma definição a ocorrer até 6 de outubro próximo, prazo final no calendário da Justiça Eleitoral para mudança de partido, o prefeito do Recife, João da Costa (PT), afirmou, na quarta-feira (7), que não trabalha com a hipótese - nem está preocupado com a possibilidade - de vir a disputar a Prefeitura com o seu padrinho político e hoje desafeto pessoal, o ex-prefeito e deputado federal João Paulo, caso o mesmo decida sair do PT para ser candidato por outro partido da Frente Popular. Isolado na legenda, João Paulo tem menos de 30 dias para decidir se fica ou se sai do PT, e já tem a sinalização de que seria festejado no PTB, no PCdoB e até no PSB. "Não estou preocupado. Meu foco é em governar bem o Recife. Não posso ter minha cabeça focada em eleição, agora", rebateu o prefeito ao participar do desfile do Dia da Independência.

João da Costa revelou acreditar na construção final de uma unidade no PT estadual para a eleição municipal do Recife em 2012. Em sentido contrário significa dizer que não crê na saída do ex-prefeito da legenda, que os próprios petistas dizem ser "a cara do PT". João da Costa recorreu à histórica marca do partido da disputa interna entre correntes para argumentar sua crença na unidade final. "Unidade é sempre uma construção. É a cultura do PT. Não é só aqui (que está acontecendo confronto). Há disputa, hoje, em São Paulo, Belo Horizonte e Fortaleza. Isso é a riqueza do partido, que tem correntes com posições e que debatem as suas ideias. O PT já aprendeu que, quando constrói politicamente a sua unidade, tem sempre grande possibilidade de sair vitorioso (das eleições)".

Ao lado do governador Eduardo Campos (PSB), do vice João Lyra Filho (PDT), do ex-governador e 1º suplente de senador Joaquim Francisco e do comandante militar do Nordeste, general-de-Exército Odilson Sampaio Benzi, o prefeito acompanhou o desfile. Em entrevista, reconheceu ter desafios na cidade do Recife, que definiu como "grandes, novos e complexos", citando a mobilidade urbana como a ponta-de-lança, mas ressaltou estar disposto a enfrentá-los. "Estamos enfrentando, mas sabendo que temos de buscar parcerias com os governo federal e estadual e a sociedade. Esse desafio é a minha prioridade hoje".

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Fonte:http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/politica/pernambuco/noticia/2011/09/08/joao-da-costa-garante-que-joao-paulo-nao-preocupa-15344.php

BLOG MOBILIDADE URBANA: A iluminação e a mobilidade,por Tânia Passos

08.09.2011
Do blog MOBILIDADE URBANA
Por Tânia Passos




Iluminação pública é uma das formas de garantia de uma mobilidade segura. Claro, que se vier acompanhada de uma calçada em boas condições, melhor ainda. O fato é que temos ainda uma iluminação pública precária. Com exceção dos principais corredores de tráfego do Recife, as vias de bairros periféricos são mal iluminadas, o que deixa prejudicada a mobilidade. 


O projeto Reluz, lançado desde 2006, ainda não surtiu o efeito esperado. Este ano, a Prefeitura do Recife anunciou a troca de lâmpadas em 108 ruas da cidade. Com isso, o Reluz pretende atingir nove mil pontos de luz. O objetivo, até março de 2012, é alcançar 53 mil postes de iluminação. O Recife tem mais de 93 mil pontos de iluminação. Quase metade vai ficar de fora. 


Confira as vias beneficiadas nesta etapa do Reluz: 


AV. DOMINGOS FERREIRA - BOA VIAGEM 
RUA ALFREDO PEREIRA BORBA – PRADO 
RUA DINIZ BARRETO – PRADO 
RUA DR. ALFREDO NADER – PRADO 
RUA PROF. FRANCISCO FIGUEIREDO – PRADO 
RUA ANTONIO PAES DE ANDRADE – PRADO 
RUA ENGENHEIRO JOAQUIM CAMERINO – PRADO 
RUA POTYRA – PRADO 
RUA PANDIA CALOGERES – PRADO 
RUA SECUNDINO CARNEIRO – PRADO 
RUA RAMIRO COSTA – PRADO 
RUA AGRICOLANDIA – VARZEA 
RUA RIACHAO – VARZEA 
RUA DES ADOLFO CIRIACO – PRADO 
RUA XAVIER SOBRINHO – PRADO 
RUA FELIX CAVALCANTE ALBUQUERQUE – PRADO 
RUA ULISSES PERNAMBUCANO – PRADO 
RUA LEOPOLIS – PRADO 
RUA VERMELHA – TORRE 
RUA BENJAMIM CONSTANT – TORRE 
RUA SEIS DE JANEIRO – TORRE 
RUA FRANCISCO CORREIA DE ARAUJO – VARZEA 
RUA EXP DAMASIO GOMES – VARZEA 
RUA CORONEL DJALMA LEITE – VARZEA 
RUA MARECHAL MANOEL LUIS OSORIO – VARZEA 
RUA ALMIR AZEVEDO – VARZEA 
RUA DEPUTADO CUNHA RABELO – VARZEA 
RUA ANTONIO VALDEVINO COSTA – CORDEIRO 
RUA ANAJANOPOLIS – TORRE 
RUA ARAGUACUI – TORRE 
RUA ARARENDA – TORRE 
RUA BOM JESUS DA SERRA – TORRE 
RUA BARRA DO RIACHAO – TORRE 
RUA TAMBE – TORRE 
RUA BARRA FELIZ – TORRE
RUA BACATUBA – TORRE ]
RUA APIACA – TORRE 
RUA AROAZES – TORRE 
RUA AIRITUBA – TORRE 
RUA BATAIPORA – TORRE 
RUA ARAGUATINS – TORRE 
RUA DES FRANCISCO LUIZ CORDEIRO - 
RUA CONS SILVEIRA DE SOUZA – CORDEIRO 
RUA PAUINI – CORDEIRO 
RUA ENVIRA – CORDEIRO 
RUA DIOGO ALVARES – CORDEIRO 
RUA RIBEIRO ROMA – CORDEIRO 
RUA RIO OIAPOQUE – AREIAS 
RUA FREI MANUEL CALADO – AREIAS 
RUA ANTONIO VAZ – AREIAS 
AV. TENENTE FELIPE B DE MELO – AREIAS 
RUA CARUARU – AREIAS 
RUA CAMBUCA – AREIAS 
RUA CAPITAO JOAO PONTES – AREIAS 
RUA VITORIANO EBLA – JARDIM SAO PAULO 
RUA ATOR ELPIDIO CAMARA – JARDIM SAO PAULO 
RUA OSORIO BORBA – JARDIM SAO PAULO 
RUA PAULO PARISIO – JARDIM SAO PAULO 
RUA FREI FELIX DE OLIVOLA – JARDIM SAO PAULO 
RUA ALFREDO DUARTE FILHO – JARDIM SAO PAULO 
RUA DR GUSTAVO PINTO – JARDIM SAO PAULO 
RUA DOM PEDRITO – AREIAS 
RUA SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE – AREIAS 
RUA DR VILAS BOAS – AREIAS 
RUA ARRUDA BELTRAO – AREIAS 
RUA PARENTE VIANA – AREIAS 
RUA MIL NOVECENTOS E ONZE – JARDIM SAO PAULO 
RUA DR DEVALDO BORGES – JARDIM SAO PAULO 
RUA JOAO ALVES CARNEIRO – JARDIM SAO PAULO 
RUA JOSE DE ALMEIDA SEIXAS – JARDIM SAO PAULO 
RUA DO TROLEY – MANGUEIRA 
AV. IZABEL DE GOES – AREIAS 
RUA PEDRO MELO - SAN MARTIN 
RUA PANGARE – JARDIM SAO PAULO 
RUA IMACULADA – JARDIM SAO PAULO 
RUA JOAO DE ANDRADE – JARDIM SAO PAULO 
RUA ITAI – JARDIM SAO PAULO 
RUA REAL – JARDIM SAO PAULO 
RUA REALEZA – JARDIM SAO PAULO 
RUA LUIZ GUIMARAES – POÇO 
RUA JOAO CAUAS – POÇO 
RUA DR LUIZ RIBEIRO BASTOS – POÇO
RUA ENGENHEIRO OSCAR FERREIRA – POÇO 
RUA PAULO DE PAULA LOPES – POÇO 
RUA OLIVEIRA GOES – POÇO 
RUA MONSENHOR LOBO – POÇO 
RUA JOAO TEOBALDO DE AZEVEDO – POÇO 
RUA JORGE DE ALBUQUERQUE – POÇO
RUA GIL CARNEIRO DA CUNHA – CASA FORTE 
RUA FERNANDOPOLIS – CASA AMARELA
RUA MANOEL CAVALCANTE DE ALBUQUERQUE – CASA AMARELA
RUA CURUPAITI – CASA AMARELA 
RUA DR TOME DIAS – CASA AMARELA 
RUA JORNALISTA TRAJANO CHACON – ILHA DO LEITE 
RUA DES ANTONIO GUIMARAES – ILHA DO LEITE 
RUA ESPERANTO – ILHA DO LEITE 
RUA MINAS GERAIS – ILHA DO LEITE 
RUA SENADOR JOSE HENRIQUE – ILHA DO LEITE 
RUA DR JOAO ASFORA – ILHA DO LEITE 
RUA ELVIRA CARREIRA DE OLIVEIRA – ILHA DO LEITE 
RUA PACIFICO DOS SANTOS – PAISSANDU 
AV. PORTUGAL – PAISSANDU 
RUA SAO FRANCISCO - PAISSANDU 
RUA DOS PRAZERES – COELHOS
RUA BISPO CARDOSO AYRES – BOA VISTA 
RUA MARQUES AMORIM – BOA VISTA .
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Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/mobilidadeurbana/index.php/2011/09/a-iluminacao-e-a-mobilidade/

STF: Impeachment de Gilmar Mendes volta à pauta do Supremo

08.09.2011
Do BLOG DE JAMILDO
Postado por Jamildo Melo

Do Radar Político
O Supremo Tribunal Federal (STF) volta a discutir nesta quinta-feira, 8, o impeachment do ministro e ex-presidente do tribunal Gilmar Mendes. Na última seção, do dia 17, o ministro Marco Aurélio Mello pediu vista do processo, o que atrasou a decisão do caso. Na pauta, consta que o julgamento iniciará com o voto de Mello.
A denúncia do advogado Alberto de Oliveira Piovesan contra o ministro já havia sido arquivada em maio pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mas o advogado entrou com dois recursos no STF. O primeiro já havia sido negado pelo ministro Ricardo Lewandowski, que votou pelo mesmo fim para o último na última seção.
O voto foi seguido por Luiz Fux e pela própria Cármen Lúcia, mas a atitude de Marco Aurélio Mello impediu o fim da tramitação. A ministra, no entanto, descartou a possibilidade do colega ter pedido vista do processo para acirrar os ânimos internamente. “Esses pedidos às vezes decorrem exclusivamente por causa de um ponto que a pessoa prefere esclarecer melhor. Pedido de vista é regimental e não cria nenhum tipo nem de constrangimento nem de nada”, disse a ministra.
Piovesan questiona a isenção de Gilmar Mendes e o acusa de favorecer advogados. Cármen Lúcia, porém, classificou o caso de “político”. “O ato que era questionado era um ato político, que não se sujeita a nossa jurisdição”, declarou.

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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/09/08/impeachment_de_gilmar_mendes_volta_a_pauta_do_supremo_111894.php

Com um século de atraso, energia elétrica chega à comunidade quilombola do Rio

08/09/2011
 Nacional Isabela
 Vieira Repórter da Agência
 Brasil


 Rio de Janeiro- Com cerca de 100 anos de atraso, a energia elétrica chegou, a partir de hoje (8), para parte dos moradores da comunidade quilombola da Ilha da Marambaia, na Baía de Sepetiba. Como o sistema inaugurado só foi instalado nas casas mais antigas, ficaram fora as famílias constituídas pelos jovens, que não são reconhecidos como novos núcleos pela Marinha, administradora da ilha. 


 Acessível somente pelo mar, a comunidade de descendentes de escravos tem cerca de 270 famílias, das quais 95 foram contempladas pelo programa Luz para Todos, do Ministério de Minas Energia. 


 Apesar de comemorar a possibilidade de retirar da sede do órgão militar os freezeres que eram usados para o pescado, os moradores querem que sistema funcione para todos. 


 "Eu vou querer instalar uma geladeira, um rádio e uma televisão. Aí, a minha filha vai querer fazer isso na casa dela e meu filho também. Não sei como vai ficar porque, com certeza, o relógio [monofásico] não vai aguentar", reclamou a representante da associação de moradores, Vânia Guerra. Ela divide uma casa, com dois "puxadinhos", com os filhos. 


 Até a chegada da eletrificação, a comunidade era abastecida por um gerador a óleo da Marinha. Sem geladeira em casa, ferro elétrico e computador, a energia era suficiente para assistir à televisão e ligar um rádio. Mas só até às 22h para quem não tinha aparelhos funcionando à bateria ou com minigeradores. Para carregar o celular, era preciso caminhar cerca de 1 quilômetro até o quartel. 


 Apesar da certificação da Fundação Palmares e do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o quilombo de Marambaia trava uma disputa pela regularização de 1,6 mil hectares dos 8,1 mil hectares da ilha com a Marinha. Os militares querem instalar uma base de submarinos no local e recorreram à Justiça para expulsar os quilombolas, além de impedir reforma nas casas. 


 Para intermediar a situação enquanto não sai a decisão judicial, a Secretaria de Políticas de Igualdade Racial (Seppir) investe em programas como a eletrificação, disse a secretária de comunidades tradicionais, Ivonete Carvalho. "De um lado, temos os quilombolas e, de outro, a Marinha. Respeitamos todos os argumentos, sem deixar a comunidade de lado." 


 A regularização fundiária de comunidades quilombolas está prevista na Constituição Federal. Porém, como o caso envolve divergências com órgão do próprio governo, passa por uma reavaliação na Câmara de Conciliação da Advocacia-Geral da União, sem prazo final. 


 A eletrificação em Marambaia custou R$ 10,5 milhões e foi possível com investimento dos governos federal e estadual, em parceria com a Ampla, concessionária de energia. O sistema levou cerca de três anos para ser implantando e teve um alto custo porque precisou de 9 quilômetros de cabos submarinos. Edição: João Carlos Rodrigues *** Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-09-08/com-um-seculo-de-atraso-energia-eletrica-chega-comunidade-quilombola-do-rio
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-09-08/com-um-seculo-de-atraso-energia-eletrica-chega-comunidade-quilombola-do-rio

Joaquim Barbosa revela força-tarefa para tirá-lo do STF, mas promete resistir

08.09.2011
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO,06.09.11



Ao voltar ao STF após dois meses de licença, ministro identifica uma campanha para tirá-lo da Corte, mas garante que permanecerá no cargo até o limite de 70 anos.

Ao regressar ao Supremo Tribunal Federal na quarta-feira 31, depois de mais de dois meses de licença, o ministro Joaquim Barbosa, 56 anos, convocou assessores para uma conversa importante em seu gabinete. Na reunião de mais de duas horas de duração, o ministro manifestou um grande aborrecimento. Não bastasse ter perdido relatorias de processos rumorosos, afirmou ter percebido no tribunal um ambiente envenenado, principalmente por rumores sobre sua aposentadoria precoce. 


Disse enxergar uma "conspiração" para mandá-lo de vez para casa. Nos diálogos reservados, Barbosa desabafou: "Isso acontece com quem incomoda." Aos que desejam vê-lo fora do Supremo, no entanto, Barbosa foi taxativo. 

Nas mesmas conversas particulares, o ministro garantiu que não tem intenção de se aposentar. Foi além. Disse que vaitransformar o seu gabinete num bunker de resistência."Só saio do Supremo antes dos 70 anos se eu morrer", afirmou, referindo-se à idade limite para todos os servidores públicos. 

Quem conhece Barbosa sabe o que o move. Filho de um pedreiro com uma dona de casa, ele passou a sustentar a mãe e seus sete irmãos aos 16 anos, quando o pai foi embora. Deixou no passado seus dias de auxiliar gráfico para se tornar um dos 11 membros da mais alta Corte da Justiça brasileira. Hoje, Barbosa tem nas mãos uma das principais relatorias do STF, que trata do mensalão do PT, e prevê que, apesar das dificuldades, seu parecer estará pronto no início de 2012. Ele suspeita que talvez seja exatamente esse o motivo da boataria a seu respeito. O próprio ministro considera que estão criando pretexto para retirar do caminho "quem não agrada".

A pressão para que Barbosa deixe o cargo é imensa. Mesmo que velada. Os outros ministros reclamam pelos corredores e dizem estar sobrecarregados com a doença do colega, que durante a licença ficou de fora da distribuição dos processos com pedidos de liminar. Os mais prejudicados seriam Ricardo Lewandowski e Celso de Mello. Além disso, depois que a ministra Ellen Gracie se aposentou, no início de agosto, o STF passou a contar com apenas nove ministros. E, embora tenha voltado a despachar no seu gabinete e a trabalhar em seus processos, ele avisou ao presidente Cezar Peluso que não tem data certa para participar das sessões plenárias. "São exaustivas e demoradas num momento delicado do meu pós-operatório", explicou aos demais ministros. Pelo quórum reduzido, não será possível votar processos polêmicos no plenário, como a constitucionalidade das cotas raciais e a possibilidade de aborto dos anencéfalos. 

Apenas quando a presidente Dilma Rousseff indicar a sucessora de Ellen Gracie, os temas mais polêmicos poderão voltar à pauta.

Cunha Lima (PSDB-PB) depende de Barbosa para assumir cargo
Outra frente de ataque contra Barbosa parte de advogados de clientes de peso. O advogado José Eduardo Alckmin – representante de Jader Barbalho e Cássio Cunha Lima – chegou a requerer a substituição de Barbosa da relatoria para que seus clientes pudessem assumir os mandatos no Senado o mais rapidamente possível. Os réus do mensalão também reclamam que o processo está atrasado. Temem que o julgamento às vésperas das eleições municipais os prejudique.

O ministro já se afastou do STF por 138 dias desde dezembro de 2009 para se tratar dos problemas de coluna. Seus desafetos dizem que, caso os pedidos de licença somem 180 dias, ele será obrigado a passar por perícia médica e se aposentar. "É uma bobagem sem precedentes", reagiu Barbosa quando soube da intriga.

Leia também:
TSE mantém ex-governador da PB, Cássio Cunha Lima (PSDB), inelegível
STJ elimina provas e inocenta banqueiro Daniel Dantas
Cezar, o Peluso – Um czar no STF?


De fato, o cargo de titular do STF é regulamentado pela Constituição e o ministro só é forçado a sair em três casos: aos 70 anos, por crime, se condenado pelo Supremo, ou se sofrer impeachment do Senado. Por isso, doa a quem doer, Joaquim Barbosa garante que fica.


Istoé
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Fonte:http://pragmatismopolitico.blogspot.com/2011/09/joaquim-barbosa-revela-forca-tarefa.html

ARRASTÃO NA PRAIA

08.09.2011
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO


Quem aproveitava o feriado do Sete de Setembro na orla de Casa Caiada, em Olinda, tomou um susto no início da tarde de ontem com um arrastão registrado na área. Isso porque, por volta do meio-dia, vários jovens teriam se reunido para praticar uma série de roubos no calçadão da avenida Beira-Mar. Segundo as vítimas, cerca de 50 pessoas teriam cometido o delito. Cinco meninos menores de 18 anos foram levados para a Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA) suspeitos de participação no crime. Um jovem de 19 anos também foi encaminhado para o plantão da Delegacia de Casa Caiada.


 Três estudantes com idades de 16 e 17 anos, moradores do município de Camaragibe, resolveram aproveitar o dia de folga na praia de Olinda. O trio contou que estava sentado no banco que fica no calçadão da orla quando percebeu que vários jovens passaram pelo menos três vezes por eles. Uma das vítimas teve um brinco roubado e ainda sofreu agressões. “Sen­ti um chute e caí. Foi muito rápido”, contou. 


 Outra vítima contou que teve vários objetos levados e que identificou um dos suspeitos porque este usava o boné que havia sido roubado. “Quando a gente viu tinha umas 60 pessoas correndo para todos os lados. Sei que arrancaram minha corrente, meu documento, dinheiro e, também, meu boné. Por isso o reconheci de imediato”, contou. De a­cordo com ele, R$ 35 foram levados. 


 Depois da abordagem, as vítimas procuraram os policiais militares que faziam rondas pela localidade e contaram o que havia acontecido. Algumas testemunhas já haviam informado ao Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciods), por meio do Disque-190, que estavam ocorrendo vários arrastões na praia. Por isso, algumas viaturas já haviam sido direcionadas para a área. 


 Alguns suspeitos foram levados para o Posto de Policiamento Mó­vel que fica na orla de Casa Caiada. “Quando as vítimas nos encontraram já estávamos cientes do que havia ocorrido e fazíamos rondas para tentar identificar mais suspeitos. Então, fomos com eles até o posto móvel e lá estavam os suspeitos que haviam sido capturados por outros policiais“, contou o soldado do 1° Batalhão de Polícia Militar (BPM), Marcílio José. 


Assim que avistaram o grupo apreendido, as vítimas identificaram todos eles como participantes do crime. No entanto, até o fechamento desta edição, a Polícia Civil ainda estava em diligências na apuração desta ocorrência. Caso seja confirmado o crime, os menores poderão cumprir medida socioeducativa por conta dos atos infracionais de roubo e lesão corporal. O mesmo acontecerá com o rapaz de 19 anos que também é suspeito de participação no crime.
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 Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/edicao-de-hoje/663032-arrastao-na-praia

A dialética da independência

08.09.2011
Do blog de JADER RESENDE, Via Jornal do Brasil
Por Mauro Santayana 


Entre muitos outros danos causados pelo regime militar, houve o da banalização, no pior sentido, dos símbolos nacionais, entre eles as festas da Independência. Mais do que um dia de desfiles e de discursos repetitivos, 7 de setembro deveria ser — como em algum tempo foi — motivo de reflexões sobre a nossa história e o destino que pretendemos. 


Como tudo na vida dos homens, a independência das nações nunca é situação completa, conquista definitiva. Trata-se de um processo, do qual a declaração de autonomia, como a de Pedro I na beira do Riacho do Ipiranga, é apenas um episódio. A independência se faz em nossos atos cotidianos, da mesma forma que ela pode ser negada diariamente, na corrupção, na timidez, no medo, na falta de crença em nossa gente ou na submissão aos outros povos.


 “A independência pode ser negada na corrupção, na timidez, no medo” 


Ao aceitar a presumida superioridade de outras nações, renegamos a nossa, da mesma forma que diminui a nossa dignidade imaginar que somos superiores a qualquer outro povo. Não podemos obrigar ninguém a amar a própria pátria, mas é do direito de qualquer nação desprezar os que a desprezam.


Não é independente a nação que, para manter o bem-estar e a segurança de seus membros, explora outras, militarmente mais débeis. Atenas e Roma foram dois impérios importantes, e os mais conhecidos da Antiguidade clássica, mas seria impróprio considerar sua soberania como independência. Independentes são os povos que mantêm, com os vizinhos, relações de igualdade, ainda que possam obter vantagens comerciais, graças ao engenho de seus homens de negócios ou à singularidade de seus recursos naturais. 


Quando, no entanto, sua prosperidade se assenta nas armas, por mais poderosas pareçam, elas dependem dos povos que exploram. Tomemos exemplos mais recentes dessa negativa dialética do que convencionamos chamar Independência, o dos Estados Unidos. Como pode ser independente um país que, de acordo com seu então presidente, George Bush filho, é “viciado em energia”, e deve mover guerras distantes, a fim de garantir o suprimento de petróleo? Como se vê, não são os países árabes que dependem dos Estados Unidos. 


Nenhum país do mundo foi tão bem dotado pela História, com imensos recursos naturais, entre o Pacífico e o Atlântico. Mas o sistema de vida que adotaram os fez dependentes do saqueio dos bens naturais e do trabalho semiescravo de outros povos. Assim o fizeram na América Latina, na Ásia, na África e no Oriente Médio. Não se trata de um juízo moral — embora também caiba — mas da constatação de um movimento histórico destes dois últimos séculos. Essa análise sucinta não exclui a liderança natural de alguns povos, quando ela se exerce mediante a solidariedade, embora isso seja raro. 


A Realpolitic histórica mostra que, quase sem exceção, o império se exerce mediante a força ou a ameaça da força. É esta realidade que obriga as nações ao desenvolvimento científico e tecnológico e à manutenção de corpos militares bem armados e adestrados, com a esperança de que o seu emprego nunca venha a ser necessário. Enquanto o mundo não for, em si mesmo, independente, isto é, enquanto o egoísmo, pessoal e das nações, mover os homens, vale a advertência de que a paz só se obtém mediante a expectativa da guerra. O processo de independência, que se iniciou quando começamos a ter consciência de nação, chega, no início do século 21, a um bom momento. 


Daqui a onze anos fará dois séculos da criação formal do Estado brasileiro, embora a data seja apenas marco simbólico. Ainda enfrentamos dificuldades, mas já podemos considerar que o processo vem avançando, na medida em que se exerce, embora compulsoriamente pela ação do governo, a solidariedade nacional. O destino nos dotou de uma natureza rica, o que nos poupa de sonhos expansionistas Com isso, ampliou-se o mercado interno, com a evolução mais rápida da economia e da cultura. É aqui que mora o perigo: os que sempre exploraram os nossos recursos e o nosso trabalho, com a cumplicidade de maus brasileiros, não titubearão em tentar conter o nosso avanço. 


Não podemos, confiados no êxito destas horas, baixar a guarda. Temos que empregar os recursos obtidos pela inteligência e pelos esforços de nossos trabalhadores, nos investimentos produtivos, na ciência, na tecnologia, na educação — mas, sobretudo, no fortalecimento de nosso poder bélico. O destino já nos dotou de uma natureza suficientemente rica, o que nos poupa de sonhos expansionistas, mas nos obriga a defender o nosso solo e o nosso povo com todos os recursos das armas e da honra. 


É assim que devemos ver, no simbolismo da data, o compromisso da nação consigo mesma e com o destino da humanidade. Isso significa reforçar os pactos de ação solidária com os países que compartilham da mesma visão do mundo futuro que nos estimula. Buscado no Gilson Sampaio 
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Fonte:http://jaderresende.blogspot.com/2011/09/dialetica-da-independencia.html

Relato da "marcha contra a corrupção"

08.09.2011
Do blog de Altamiro Borges
Por Clara Roman, na CartaCapital:


Era a estreia da estilista Giovana Dias, de 41 anos, em uma manifestação de rua. Uma estreia com estilo: não foi por uma causa qualquer, mas contra a corrupção que, dizem por aí, corrói os bons hábitos nacionais. Como parte do coro dos indignados, ela estacionou numa área próxima da concentração e seguiu os manifestantes a pé.

A marcha, contou ao fim do passeio, foi “emocionante”. Aliás, pontuou ela, será “a primeira de váááááááááááááááááárias” que ainda vai participar.

“Eu sinto a emoção de ser cidadã, a energia”, diz Giovanna, antes de tentar explicar que a corrupção, essa coisa que deixa tanta gente indignada, é tipo “uma bola de neve”. E o protesto, explica a estilista, fará com que os políticos acordem. Quando questionada sobre quais propostas poderiam fazer os políticos, e o País, despertar, ela responde “Ter leis, é tanta coisa”, diz, sem especificar, a estilista, que nas últimas eleições votou em José Serra, um político, segundo ela, de boa conduta.

Sua amiga Tânia Berni, que a acompanhava, era mais radical: “Comemorei a morte do Itamar Franco e do Alencar. Ele não morria nunca! Não vejo a hora do Sarney morrer”, disse ela, que, apesar de protestar contra a corrupção no Brasil, mora em Bolonha, na Itália. “Aqui é o paraíso. Que país do futuro é esse? O país do futuro não pode protestar. A Europa sim, é decadente, pode protestar”, afirma a publicitária.

Graças a rebeldes como Giovana e Tânia, a manifestação contra a corrupção deu novas cores ao passeio no feriado pela avenida Paulista neste 7 de setembro, Dia da Independência. O protesto, que reuniu cerca de 3 mil pessoas no cartão-postal paulistano, foi organizado por diversos grupos e reuniu as mais variadas causas. A principal, claro, o específico combate geral contra a corrupção política.

Em sintonia com movimentos organizados em outros locais do país, o protesto reuniu manifestantes de todos os tipos, das indignações mais específicas (pela PEC 300, que cria um piso salarial para policiais, contra o projeto da Nova Luz e até contra desapropriações no Jabaquara) até as mais generalistas. Às 9h, o primeiro grupo já se reunia no vão livre do Masp, onde se concentravam os “Caras Pintadas”, em referência ao movimento que participou do processo de impeachment de Fernando Collor em 1992. Em seu ápice, reuniram 800 pessoas.

Por falta de autorização da CET, a caminhada pela avenida teve que ser interrompida. O que não frustrou os organizadores. “O que eu queria, consegui”, disse Felipe Mello, um dos organizadores. “Foi um pontapé inicial”, afirma ele, deixando claro que era organizador, e não “liderança”. Isso porque o movimento não tem líderes e é apartidário, disperso em várias frentes, conforme definiu. “Tem que espalhar, não tem que concentrar”.

“A manifestação não tem definição política, não tem um partido que seja acima do bem e do mal. É contra a corrupção”, afirma Saulo Resende, 28 anos.

Sarney, Jaqueline Roriz, Ficha Limpa são os nomes que circulam entre as frases de protesto. À primeira vista, não há causas a serem abraçadas, como fizeram os espanhóis em 15 de maio, na Porta do Sol, em Madri, quando se reuniram em protesto contra as medidas de austeridade do governo José Luis Zapatero – e o desemprego e as condições de trabalho da juventude. Na Paulista, a principal meta era criar uma “cultura da manifestação”, um modo apolítico de se fazer política.

Além do “Caras Pintadas”, outros grupos se organizaram pela internet para marchar contra a corrupção no Dia da Independência. O Anonymous, por exemplo, marcou sua marcha para as 14h. Aos poucos, anônimos e cobertos pela máscara do personagem do filme “V de Vingança”, os manifestantes se uniram aos pintados para a rodada vespertina de protestos. O grupo tornou-se famoso depois que hackers ligados a eles atacaram sites do governo há alguns meses.

“É importante não falarmos groselha para a mídia”, afirmou um dos mascarados durante uma breve reunião para definir a atuação. As máscaras servem justamente para a anulação das identidades. Com o lema de que “somos um grupo e não um ideal” e cansados dos protestos apenas via internet, o Anonymous resolveu partir para a rua. Participaram do manifesto contra a usina hidrelétrica de Belo Monte em julho. Mas é a primeira vez que encabeçam um processo. Dois amigos-anônimos de 15 anos contam que não sabem exatamente o que o movimento trará de mudanças. Mas que a influência grega e de outros países onde mobilizações começaram a surgir, como Espanha e Egito, fez com que eles próprios pensassem em uma atuação política. “A causa é contra corrupção. As pessoas são conformadas”, afirmam.

No megafone, as mais variadas falas. Um professor reivindicando mais verbas para a educação alternava-se com o clássico “O povo unido jamais será vencido”. Em meio à multidão, alguns militantes do PSDB infiltrados geraram polêmica. Isso porque o apartidarimo é um dos pilares de toda a movimentação. Ao iniciar a panfletagem, os tucanos causaram uma indignação geral que poderia ter acabado em violência se não tivessem ido embora rapidamente. Fernando Delpozzo, do movimento “Dia do Basta” que compõe o mosaico de grupos, afirmou que nenhum partido se infiltraria enquanto ele estivesse lá. Mesmo depois de rechaçados, a assessoria de imprensa do partido divulgou nota anunciando que sua juventude estava mobilizada contra a corrupção, mas lá na zona norte de cidade.

Inseridos no caldo de protestos que ocuparam a Paulista, alguns militantes “veteranos” de protestos de rua também se juntavam aos estreantes. A união era expressa nos mais variados dizeres em faixas e até mesmo estilos – anarcopunks, peruas, crianças, adolescentes, nerds, idosos e ciclistas. Todos expressavam algum tipo de indignação generalizada, um mal estar ainda não canalizado em propostas concretas.

No feriado, foi uma alternativa de programação. Rebeca Ribeiro, por exemplo, veio almoçar na região com seu pai e acabou aderindo à marcha. “Já tínhamos visto antes no Facebook”, diz. A família acredita que a mobilização em massa gerará o combate às práticas ilegais na política. E Maisa Alves trouxe sua amiga recém-chegada da Colômbia para participar do manifesto. “Na Colômbia, as pessoas são mais violentas. Aqui todo mundo é pacífico”, comenta a colombiana Yerly Camacho.

No emaranhado de visões, a marcha talvez sinalize que esta talvez seja a tendência da mobilização popular a partir de agora: sem lideranças formais, sem interferência de partidos e entidades sindicais, mas com causas indefinidas e um apanhado ideias de todo tipo. Pode ser confuso. Mas não deixa de ser um recado aos mandatários da nação.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/09/relato-da-marcha-contra-corrupcao.html

Os marchadeiros querem o voto distrital. A mesma turma de sempre

08.09.2011
Do blog  CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim

O Conversa Afiada recebeu o seguinte e-mail do sempre vigilante João(que não quer dar o IP ao Dantas): 

Olá PHA.


Fiquei “cabreiro” com as manifestações contra a corrupção ocorridas ontem. Ninguém aqui é a favor da corrupção, mas por que este discurso voltou a tona agora??


Estava eu navegando pelas águas turvas e perigosas dos organismos do PIG, quando entrei no blog do Reinaldo Azevedo (é sempre necessário conhecer o adversário) e li uma matéria na qual aquele blogueiro clama aos seus leitores para assinarem a petição a favor do voto distrital – transcrevo abaixo parte da mesma


“O “Eu Voto Distrital” também pertence ao MSP — só que, nesse caso, deve-se ler “Movimento dos Sem-Partido”. Trata-se de  uma parcela da sociedade civil que considera que uma das raízes estruturais do males do país é o sistema proporcional para a eleição de parlamentares. O Legislativo brasileiro, com as exceções de sempre, transformou-se num aglomerado de corporações, boa parte delas interessada em assaltar os cofres públicos”.


- Vamos por partes: no site do Brizola Neto há uma matéria na qual este deputado prova que o domínio “euvotodistrital.org.br”  pertence à Associação Comercial de São Paulo


- Agora, diz o blogueiro de Dois Córregos, que há um  “Movimento dos Sem-Partido”, mas que o movimento “euvotodistrital” também pertence ao MSP. Por sua vez, o domínio do “euvotodistrital” está em nome da Associação Comercial de Sao Paulo, que já foi presidida pelo Guilherme Afif Domingues.


Mais uma vez estão querendo, com o discurso lacerdista, desacreditar o Governo Federal. Sim, porque do governo de São Paulo e Minas o PIG nada fala, nada ouve, nada vê.


Abraços


João


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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/09/08/os-marchadeiros-querem-o-voto-distrital-a-mesma-turma-de-sempre/