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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A velha mídia e a velha piada

05.09.2011
Do blog de Rodrigo Vianna,Escrevinhador
Por Izaías Almada



A velha mídia brasileira, ou a sua parte mais suja se quiserem, comporta-se como o menino da velha piada da minha infância, aquela em que o pirralho entra no rio e a determinada altura começa gritar que está se afogando. Alguém corre para salvá-lo e ele se diverte dizendo que era só fingimento. Na quinta ou sexta vez  em que repetiu a “brincadeirinha” ninguém se importou e, claro, dessa vez era a valer.


O caso da matéria publicada pela revista Veja sobre o ex-ministro José Dirceu, tem – na minha modesta opinião – o sabor do final da velha piada. Já ninguém mais acredita nesse tipo de jornalismo, pelo menos entre os que ainda conseguem – no meio de tanta e proposital confusão – pensar o país com olhos no futuro e não no passado.


Não tenho procuração do ex-ministro e nem do seu partido o PT, mas sou capaz de avaliar, não só nesse episódio, mas desde a constrangedora campanha do chamado “mensalão”, quando a mídia brasileira em nome de valores discutíveis de moralidade e ética, decidiu qua a corrupção no Brasil – se não teve início – chegou ao ápice com o governo Lula da Silva, sou capaz de avaliar o sentido da matéria. Não é preciso ser nenhum Sherlock para ver que o jornalismo de esgoto servirá sempre às causas mais conservadoras e (essas sim) imorais para a manutenção de privilégios corporativos que fazem a balança pender sempre para o lado dos mais favorecidos na escala social.


Algumas gangues políticas, regionais e nacionais, governam o Brasil há anos, sempre permeáveis aos mais lucrativos negócios feitos nos porões da nossa democracia represent ativa.


Em 2005, tive a coragem (ou para muitos a insensatez?) de tentar defender o governo Lula, seu ex-ministro e outros integrantes do governo da tentativa de linchamento político e fui duramente criticado por alguns companheiros de viagem, pois há uma tendência, paradoxalmente em alguns nichos de esquerda, em acreditar nas denùncias da mídia que dizem combater.


É sempre bom lembrar o tom da campanha presidencial do ano passado, onde figuras que já se alinharam com a esquerda no passado optaram por um discurso dos mais obscuros e tenebrosos dos últimos tempos entre nós. Discurso repercutido e incentivado pela mídia que insistiu e insiste em considerar o cidadão brasileiro um boçal, incapaz de distinguir e separar o joio do trigo.


O novo episódio jornalístico envolvendo José Dirceu e a Veja, com a revista a insistir em seu jornalismo paranóico, pode significar o início de um novo marco na historia da mídia brasileira: um novo marco re gulatório.
E é bom que pensemos no assunto com seriedade, antes que a democracia se afogue entre nós…

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Fonte:http://www.rodrigovianna.com.br/colunas/reflexoes/a-velha-piada.html

Kassab e PSB se acertam para ter 2ª maior bancada na Câmara

05.09.2011
Do site da FOLHA DE S.PAULO
Por FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA 
Poder
Aliança de prefeito de SP com Eduardo Campos terá 81 cadeiras 

O PSD, do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e o PSB, do governador Eduardo Campos (PE), deram o primeiro passo formal para a união das legendas no Congresso, formando a segunda maior bancada na Câmara.

Kassab fez articulações e, na sexta, prometeu a Campos que o PSD deixará o caminho livre e até apoiará a deputada Ana Arraes (PSB-PE), mãe do governador, na disputa por uma vaga no TCU (Tribunal de Contas da União).

Ana Arraes disputa a vaga com deputados de outros partidos. Sua vitória seria uma prova de força do filho, que pensa em ser candidato a presidente ou a vice em 2014.

"Acho que temos todas as chances de fazer uma aliança na Câmara com o PSD", diz Campos. "O PSD surgiu integrado ao PSB em muitos lugares. Esse gesto do prefeito Kassab só nos aproxima."

O PSD deve estrear com bancada próxima a 50 deputados. Com os 31 do PSB, as legendas somariam 81 cadeiras, atrás das 86 do PT e à frente das 80 do PMDB.


É dado como certo no Planalto que, em reforma ministerial na virada do ano, a presidente Dilma Rousseff deve contemplar o PSD com uma vaga no primeiro escalão.


Na semana passada, Kassab almoçou com o deputado Júlio César (DEM-PI, mas de malas prontas para o PSD). A pedido de Kassab, o piauiense telefonou a Campos e anunciou sua desistência de disputar a vaga no TCU.

Segundo Kassab, o pedido "não significa que a bancada do PSD será conduzida ao voto automático na disputa pelo TCU. Mas é uma forma de abrir o caminho para que o governador Eduardo Campos possa conversar com todos os deputados e fazer uma reflexão a respeito da candidatura de Ana Arraes".

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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po0509201107.htm

REGULAÇÃO EM DEBATE: Exemplos úteis de controle da mídia

05.09.2011
Do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Por Carlos Eduardo Lins da Silva em 29/08/2011 na edição 657



O mês de agosto foi pródigo em exemplos internacionais de intenções e gestos de controle do conteúdo dos meios de comunicação. Para os que defendem que medidas com este objetivo sejam adotadas também no Brasil para proteger a sociedade da sanha da mídia, há um variado cardápio de alternativas à disposição.
Um dos mais significativos é a nova legislação para imprensa proposta pelo governo do Sudão, que apareceu menos de um mês após a divisão do país e criação do Sudão do Sul.
O regime do presidente Omar Bashir, no poder desde 1989, manteve rigorosa censura prévia a quase todas as informações que a população podia receber nos 20 anos iniciais de seu domínio sobre o país.
Rádio e TV sempre foram completamente estatais, como eram nos bons tempos da União Soviética, e, portanto, nunca tiveram como criar problemas para Bashir e seus aliados. Mas alguns jornais impressos pertencem a grupos privados e se arriscavam eventualmente a publicar informações críticas ou independentes, o que exigia a ação dos censores para exercer o controle considerado devido.
Liberdade e responsabilidade
Em 2009, em meio à polêmica sobre a questão de Darfur e às vésperas do plebiscito que cindiu o país, os editores de todos os meios impressos se comprometeram com um “código de ética” sugerido pelo governo, que – em recompensa – suspendeu a censura prévia por mais ou menos um ano.
Como jornalistas em geral não conseguem alcançar os altíssimos níveis de ética pública que regimes como o de Bashir exigem deles, é possível que algumas infrações ao código tenham sido cometidas, o que levou o governo a introduzir as novas leis em nome do bem estar coletivo.
Embora os detalhes das novidades ainda não tenham sido divulgados ao público, supõe-se que os poderes do Conselho Nacional de Imprensa e Publicações (que já decide quem pode ou não poder ter periódicos) e do Sindicato dos Jornalistas (que seleciona quem são as pessoas que podem receber a carteirinha de jornalista profissional sem a qual não se pode exercer a atividade) sejam expandidos.
O Sudão usufrui de um regime político estável, o que permite que se institucionalizem fórmulas estruturadas de controle da mídia, como leis, conselhos, registros, todas – evidentemente – concebidas para garantir que ninguém cometa crimes contra a população, que de outro modo poderia ser enganada pelos perigosos jornalistas.
Já na Síria, o regime de Bashar al-Assad, que está no poder desde o início do século 21 (quando o assumiu no lugar do pai, que governara o país por 29 anos, até morrer), se defronta com dificuldades (certamente causadas pelo comportamento irresponsável dos meios de comunicação) e tem às vezes de recorrer a métodos mais improvisados e antigos para controlar a mídia.
Assim, na semana passada, aliados de Assad atacaram um dos mais famosos cartunistas políticos do país, Ali Farzat, que havia feito uma charge em que o presidente sírio pegava uma carona com o seu ex-colega líbio Muammar Gadhafi para fora de uma cidade qualquer.
Os agressores quebraram dedos das mãos e um dos braços de Farzat (meio que poderá ser muito eficaz para que ele não volte a desenhar nada ofensivo contra a honra de Assad pelo menos por algum tempo), além o terem espancado em diversas partes do corpo.
Antes de chegar a essa maneira antiquada de lidar com a crítica incômoda, Assad também mudou leis. No começo de agosto, ele editou novos regulamentos para os meios de comunicação para proibi-los de publicar qualquer conteúdo capaz de afetar “a unidade nacional e a segurança nacional”, de “incitar lutas sectárias, crimes ou ódio”. Objetivos bastante nobres, como se percebe, e – aliás – muito similares aos que motivaram o premiê britânico David Cameron, após os quebra-quebras em Londres a propor também no Reino Unido restrições aos meios de comunicação.
Quando o governo de Assad anunciou as novas regulamentações para imprensa (que também incluem uma “comissão independente” para lidar com abusos da imprensa caso a caso), uma declaração garantiu à população síria que elas eram necessárias pela “necessidade de balancear liberdade de expressão com responsabilidade”, como argumentam muitos dos que defendem “controle social da mídia” no Brasil.
Benchmark global
Não foi só do mundo árabe que vieram exemplos edificantes de como devem ser tratados os meios de comunicação para que sejam responsáveis em vez de abusar da liberdade, como o fazem de modo contumaz.
Na vizinha Venezuela, um semanário chamado Sexto Poder fez o que Assad tenta impedir que se faça na Síria – “instigação ao ódio”, segundo a acusação da Justiça que proibiu por medida cautelar a edição e distribuição do periódico e iniciou ação judicial contra seus diretores.
O crime de instigação ao ódio se caracterizou numa fotomontagem humorística em que o rosto de algumas autoridades do governo de Hugo Chávez, no poder há 12 anos, aparece colado ao corpo de bailarinas de um cabaré fictício chamado “Revolução”. Uma das autoridades que puniram o semanário justificou sua decisão: “Não vamos permitir que nós nem nossas famílias sejam vilipendiadas ou ofendidas de nenhuma maneira”.
Esses são alguns exemplos que podem ser úteis ao primeiro-ministro David Cameron em sua cruzada para impedir que o Reino Unido volte a sofrer convulsões sociais por causa da irresponsabilidade da mídia.
Eles, é claro, também poderão ser de grande valia para os que propugnam que o Brasil também trate de prevenir problemas terríveis que a excessiva liberdade de expressão pode causar a uma sociedade.
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*Carlos Eduardo Lins da Silva é jornalista

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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/-exemplos-uteis-de-controle-da-midia

Câmara pode decidir sobre cassação por fato anterior ao mandato em votação aberto

05.09.2011
Do blog PODER ON LINE,04.09.11
Por Jorge Félix e Tales  Faria



Miro Teixeira (Foto: Beto Oliveira / Agência Câmara)
 Ex-ministro das Comunicações no governo Lula, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) levantou questão de ordem — durante a votação da cassação da deputada Jaqueline Roriz — questionando se a Câmara pode entrar com processo por quebra de decoro parlamentar devido a desvios éticos cometidos antes do mandato.   
Segundo ele, se a resposta do presidente da Casa, Marco Maia, for negativa, os deputados terão de deliberar sobre o assunto por meio de votação aberta.  
Em entrevista ao Poder Online, Miro afirmou que é necessária essa definição para evitar que a absolvição de Jaqueline Roriz se torne uma regra para outros casos, e alertou que criminosos podem disputar as eleições apenas para gozar do foro privilegiado e protelar processos que correm na Justiça.  
Poder Online — O senhor é a favor do voto secreto?  
Miro Teixeira – Não. Eu votei pela PEC que acaba com o voto secreto, apesar de achá-lo importante em caso de processo eleitoral. Mas sou a favor de arcar com os custos do voto aberto em processos eleitorais para acabar com o secreto. O povo tem o direito de saber o que seus representantes andam fazendo. No STF, no STJ, a votação é aberta, qualquer que seja o tema.  
Poder Online – A deputada Jaqueline Roriz alegou que não pode ser punida por ato cometido antes do mandato. O que o senhor acha?   
Miro Teixeira — Se a filha de qualquer figura relevante casar-se com um rapaz rico, formoso, e depois descobrir que o mesmo tinha matado quatro pessoas e roubado um banco, ela pode anular o casamento. Quando o eleitor toma conhecimento do fato apenas depois das eleições, ele foi tão enganado quanto a moça do exemplo.   
Poder Online – Com a absolvição de Jaqueline, pode se tornar uma regra no Parlamento não punir atos cometidos antes do mandato?   
Miro Teixeira – Ai mora o perigo.  A absolvição pode, sim, levar à compreensão de que a Câmara criou uma jurisprudência sobre o assunto. Como a tese da defesa foi exatamente essa, a decisão poderia ser aplicada, por analogia, para outros casos. Por isso, é fundamental definir de uma vez por todas se o deputado pode, ou não, ser processado internamente por um desvio ético anterior ao mandato. Eu levantei, inclusive, uma questão de ordem — e vou reiterá-la por escrito – na votação do processo da Jaqueline pedindo ao presidente Marco Maia para definirmos isso, se atos praticados anteriormente contaminam o mandato.   
Poder Online – E se o presidente responder que não contamina o mandato?    
Miro Teixeira – Se isto acontecer, recorro da decisão ao Plenário. Então, a Comissão de Constituição Justiça vai se manifestar, e a deliberação será submetida ao Plenário, tudo por voto aberto. Além disso, serei o primeiro a mudar de opinião em relação ao foro especial por prerrogativa de função.    
Poder Online – Mas o que o foro especial tem a ver com isso?   
Miro Teixeira – O foro especial faz com que parlamentares sejam julgados diretamente no Supremo Tribunal Federal. É uma defesa da sociedade, porque dá mais visibilidade aos processos e não permite recursos protelatórios; inclusive, não é pequeno o número de pessoas com foro especial que renuncia antes de julgamentos, para cair na primeira instância e ter recursos judiciais à disposição para esperar a prescrição. Pois bem. Imagina um criminoso indiciado em inquérito, ou mesmo denunciado em processo, que, para fugir de condições adversas, disputa uma cadeira na Câmara dos Deputados. Ele ganha as eleições, assume o mandato, e o processo que estava respondendo é remetido ao STF, sob novo rito e novos prazos. Ai, teremos o foro especial servindo para acobertar criminosos. E isso não dá.   
Poder Online – O senhor assinou requerimento para instalar a CPI da corrupção?     
Miro Teixeira — Não assinei. Estou cansado de ver coletarem assinaturas para, no último dia, parlamentares as retirarem e a CPI não ser instalada. Além disso, estão funcionando instituições como a Polícia Federal e o Ministério Público. Na Casa, eu participei da CPI do Collor e a dos Anões. E assinei a CPI dos Correios.   
Poder Online – O PDT vai apoiar algum candidato à vaga no TCU?   
Miro Teixeira — O PDT tem um candidato, que é o deputado Damião Feliciano. Vou votar nele. Se ele retirar a candidatura, meu voto será da Ana Arraes. Agora, o voto é secreto. O máximo que pode acontecer é o líder do partido dar declaração de apoio. Mas garantir o voto da bancada, não tem como.
Notas relacionadas:
  1. Silvio Costa: “Cassar mandato por caixa 2 aqui na Câmara é hipocrisia”
  2. Reguffe critica ‘voto secreto’ em cassação de Jaqueline Roriz
  3. Partido de Jaqueline Roriz libera voto no processo de cassação de seu mandato
Autor: Ana Paula Leitão
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Fonte:http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2011/09/04/camara-pode-decidir-em-votacao-aberta-sobre-cassacao-por-fato-anterior-ao-mandato/

Marcos Domich: Começou a partilha da Líbia

05.09.2011
Do portal VERMELHO
Por Marcos Domich*


A guerra de agressão e a invasão colonialista da Otan contra a Líbia não terminou. Kadafi está vivo, talvez em Sirte, sua localidade beduína natal e no comando de uma tropa que resiste, junto à população civil, aos ferozes bombardeios da Otan e ao assédio daqueles que se converteram em peões desta coalizão agressiva. 


Os filhos de Kadafi, em particular o que se chama Saif al Islam, apareceram na TV conclamando a expulsar da Líbia os rebeldes e os invasores. Kadafi também apareceu na TV de Misrata; supõe-se que transmite a partir de um caminhão, onde fez um chamamento a organizar a luta popular, luta de guerrilhas, na cidade e nos povoados... Para vencer o inimigo em todas as partes. Ele também disse: A Líbia não se renderá. A Líbia não será colonizada. Haverá guerra durante muito tempo e o governo fantoche de transição não tem futuro nem será reconhecido por dezenas de países soberanos. 

A resistência de Kadafi é tenaz e ele não se entregará; talvez morra com a metralhadora nas mãos. Tem estirpe de mártir e quer ficar na história como tal. Algum meio de imprensa o chamou de “Che Árabe”. Parece mais que passará à posteridade, guardadas as proporções, como o “Allende do Magreb”. Chegou ao poder quando tinha 27 anos e ostentava a patente de coronel. Também é advogado. Nunca quis ascender a general, embora pudesse ser até marechal. Aceitava com muito agrado o título de “Líder da Revolução Líbia” ou também “Irmão e guia da Revolução”. Instalou um governo, sem dúvida autoritário, pessoal e com culto à personalidade. Chamou seu país de República Árabe Yamahiryia (de massas) Socialista. Socialismo muito peculiar, envolto em um manto de autoritarismo que excluía, na prática, partidos e outros órgãos deliberativos. Esta é uma das diferenças com os verdadeiros socialistas.

O socialismo a la Kadafi, de todo modo, produziu resultados inéditos na África. A Líbia até agora tinha no continente a renda per capita mais alta, a educação de maior nível, a saúde com os melhores índices e outros aspectos mais que mostram o alto nível de vida que tinha alcançado. Inclusive havia conquistas próprias de uma ciência altamente desenvolvida. Conquistou um aproveitamento de águas fósseis que estava transformando seu imenso deserto em um vergel e com capacidade para produzir alimentos, ter segurança alimentar. Tudo isto é efeito da nacionalização do petróleo nos primeiros tempos da revolução que em 1º de setembro completou 41 anos. Possui a maior riqueza petrolífera da África, de qualidade muito elevada e que significa 3,5% das reservas mundiais. Esta é a causa da desgraça da Líbia, além de talvez os erros e ziguezagues de Kadafi. 

Na quinta-feira passada começou em Paris a divisão do petróleo e das riquezas líbias. Outra vergonha do século 21, originada pela ambição e a prepotência imperialista. A França já garantiu a metade dos hidrocarburantes. Dizem que devolveram à Líbia a liberdade e a democracia. Democracia? A mesma do Afeganistão ou a do Iraque, onde a Otan segue matando civis há 10 anos? Quais liberdades? Até os bilhões de dólares e euros estão à disposição de Sarkozy, Berlusconi e outros desonestos que algum dia receberam ajuda de Kadafi. 

Mas este não é nem Al Maliki nem Hamid Karzai, resistirá até morrer e se ele tombar outros empunharão sua bandeira.

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Marcos Domich é secretário de Relações Internacionais do Partido Comunista da Bolívia
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Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=163160&id_secao=9

Grupo de governadores defende nova fonte para financiar saúde

05.09.2011
Do site da FOLHA.COM,PODER
Por NA FLOR
DE BRASÍLIA


Governadores lançam nesta semana uma nota em que pedem "maior aporte de recursos" para a saúde e apoiam o pleito da presidente Dilma Rousseff para que o Congresso aponte novas fontes de recursos para a área.


Na prática, eles decidiram encampar o discurso do governo sobre a necessidade de um novo imposto, nos moldes da extinta CPMF, ou aumentar a taxação de produtos como cigarros e bebidas para custear a saúde.


Será sobre os cofres estatuais o maior golpe caso a emenda constitucional 29, que aumenta as verbas para a saúde, seja regulamentada conforme o texto atual, sem nova fonte de verbas.


A carta, à qual a Folha teve acesso, tinha até ontem 12 assinaturas --os governadores do Nordeste e os do PT. Outros sete já haviam se comprometido a assiná-la.


Na última semana, com a pressão crescente no Congresso para votar a regulamentação da emenda 29, o Planalto cobrou dos Estados uma posição. Segundo um ministro, os governadores estavam de "braços cruzados" nessa discussão.


Para mostrar a boa fase dos Estados com o Planalto, a resposta veio na sexta-feira, um dia depois de a presidente defender, em Minas, uma nova fonte de financiamento para a saúde.


Os governadores começaram a se movimentar para lançar uma nota em apoio. Tomaram a frente Cid Gomes (Ceará) e Ricardo Coutinho (Paraíba), ambos do PSB.


O Planalto queria que a articulação partisse de governadores que não fossem do PT. Segundo o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), o tema da saúde "não pode ser uma questão partidária".


HERANÇA BENDITA


Segundo Cid Gomes, já há assinaturas de governadores da oposição. "O problema do financiamento da saúde não é só do governo federal, é de todos os Estados", disse ele.


Em uma sinalização para os governadores de oposição, a nota enfatiza "os avanços obtidos pelo SUS ao longo das últimas duas décadas" --o que engloba governos anteriores ao do PT.


O texto fala da convicção de que os problemas da saúde não se resolvem apenas com gestão dos recursos existentes e cita o "baixo investimento per capita" --ponto ressaltado por Dilma na sexta à noite, em discurso no Congresso do PT.


Até o dia 28, data em que foi marcada a votação da emenda 29 na Câmara, os governadores irão se reunir com o presidente da Câmara, Marco Maia, e do Senado, José Sarney.


Como dão como certa a aprovação, na Câmara, da regulamentação da emenda 29, preparam para, em conjunto com o Planalto, trabalhar para modificar o texto no Senado, de forma que se inclua a fonte de recursos.
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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/poder/970271-grupo-de-governadores-defende-nova-fonte-para-financiar-saude.shtml

Congresso nacional do PT: Petistas pernambucanos avaliam bem o congresso, com ressalva para determinação "meio troncha"

05.09.2011
Do BLOG DE JAMILDO
Postado por Helder Lopes



"No geral, foi um congresso muito bom", disse o vereador e presidente da Câmara Municipal do Recife, Jurandir Liberal, sobre o 4º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, nesse final de semana, em Brasília.
Jurandir, entretanto, não fez questão de ocultar sua insatisfação com algumas deliberações do Congresso. Para o vereador, a mais confusa foi a decisão de limitar a quantidade de reeleições para os parlamentares do partido.
"Isso de limitar as reeleições é meio troncho. A democracia prevê a liberdade de se disputar tantas vezes quanto se queira, os eleitores escolhem", falou  vereador, se queixando ainda pelo fato de os limites não serem uma orientação do partido, mas uma determinação.
Porém, Jurandir disse que a grande maioria dos ítens revistos no estatuto do PT foram consensuais. Já que, segundo o vereador, o partido se mostra cada vez mais forte e próximo às minorias. Jurandir lembrou que foi de congressos como esse que se estabeleceu a necessidade da inclusão mais efetiva das mulheres no PT, o que resultou, mais adiante, na cota obrigatória exigida pelo STE para todos os partidos.
Já para o deputado federal Fernando Ferro, o encontro foi importante e significativo, pois se reafirmou o PT como "um partido de esquerda e progressista, com a grande missão de contribuir na construção de uma sociedade brasileira mais justa e mais digna". Ferro destacou ainda as relevantes participações do ex-presidente Lula e da presidente Dilma.
Ferro disse ainda que ficou claro para os petistas a necessidade de, em todos os municípios em que seja possível, o PT tentar candidatura própria.
"Entendemos a importância de ampliar e consolidar o PT nos munícipios. Temos uma avaliação muito positiva da sociedade dos mandatos petistas e do partido como um todo, porém em alguns lugares sabemos da resistência que há ao PT", explicou o deputado.
Fernando Ferro reforçou a importância da revisão do estatuto petista e, principalmente, avaliar bem os critérios das alianças para 2012.

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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/09/05/petistas_pernambucanos_avaliam_bem_o_congresso_com_ressalva_para_determinacao__meio_troncha_111574.php

"Lamento que pessoas sejam estreitas e que se recusem até de conversar", devolve André de Paula

05.09.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por José Accioly 



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Adotando a conhecida postura e evitando polemizar o debate, o presidente estadual do PSD, o ex-deputado André de Paula, preferiu não bater de frente com os comentários do ex-presidente regional do PT, Jorge Perez, e disse que todo mundo tem direito a exprimir sua opinião. Ontem, no Twitter, o petista criticou os pessedistas, afirmando que os militantes do novo partido pertencem ao bloco oposicionista derrotado na última eleição e avisou que "quem quiser que se alie ao PSD", um recado direto ao PT e partidos que compõem a Frente Popular em Pernambuco.

"Todo mundo tem o direito de exprimir sua opinião. A maioria do PT pensa numa aliança com o PSD. Nossa disputa é na base principal do PT, que é em São Paulo. Porém, mesmo com essa disputa, a grande maioria do PT optou por não incluir vedação (a uma aliança). É uma opinião isolada, de quem é ex-presidente e não mais presidente de um partido", devolveu André de Paula, que acrescentou mandando um recado a Jorge Perez, mesmo sem citar nome: "Lamento que pessoas sejam estreitas e que se recusem até de conversar. Política é a arte de construir pontes".

André de Paula ressaltou que a declaração do petista Perez não necessariamente possa a vir a "azedar" a aliança entre os partidos. "Tive uma conversa democrática e civilizada com Pedro Eugênio (presidente estadual do PT). Ele me pediu para que estejamos juntos em alguns municípios, como Águas Belas e Tupanatinga, onde o PT pretende lançar candidatos. Não me parece que o PT esta abrindo mão de nosso apoio", disse o dirigente do PSD, em entrevista à 
Rádio Folha FM.

Indagado se espera uma definição do PT quanto à candidatura no Recife para anunciar aliança ou não aos petistas na cidade, André de Paula respondeu que o partido está procurando se fortalecer com lideranças expressivas para disputar as eleições. "Ninguém sabe quem é candidato no Recife. João da Costa diz que é ele e João Paulo também. Não dá para conversar com um partido que não sabe quem é candidato", alfinetou.

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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/24286-qlamento-que-pessoas-sejam-estreitas-e-que-se-recusem-ate-de-conversarq-devolve-andre-de-paula

Queda dos juros: reflexões sobre o jornalismo econômico

05.09.2011
Do BLOG DO DENNIS DE OLIVEIRA
Por Dennis de Oliveira


Analisando rapidamente a cobertura da decisão do corte da taxa de juros por parte do Copom em 31/08, na revista Veja e nos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo levantamos as seguintes fontes que foram entrevistadas pelos órgãos de comunicação:
1 – Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-ministro das Telecomunicações no governo FHC e atual sócio da consultoria de investimentos Quest Investimentos empresa que atua no mercado de títulos mobiliários;
2 – Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central entre 1980 e 1983, proprietário da Projeta Consutoria Econômica e membro do conselho administrativo da empresa de consultoria empresarial Marfrig Group e da Cia. Vale do Rio Doce.
3 – Mônica Baumgartten de Bolle – sócia da Galanto Consultoria, chefiou a área de Pesquisa Macroeconômica Internacional do Banco BBM de 2005 a 2006. Trabalhou no Fundo Monetário Internacional em Washington, D.C. entre 2000 e 2005, tendo participado em missões para diversos países. Participou ativamente na renegociação da dívida externa do Uruguai em 2003, e foi colaboradora de diversas notas técnicas do FMI sobre crises financeiras e reestruturação de dívidas soberanas.
4 – Alexandre Schartzman – economista do Banco Santander
5 – Juan Jelsen – economista da empresa de consultoria Tendências que tem, entre os seus clientes, bancos como o Santander, Banco do Brasil, HSBC e a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). Jelsen tem defendido ardorosamente a concessão de serviços de infra-estrutura públicas para a iniciativa privada, conforme se verifica nesta entrevista (clique aqui para ler).
6 – Guilherme Maia, da consultoria M. Safra;
7 – Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central no governo FHC.
8 – Cristiano Souza, economista do Banco Santander
9 – Jornal Financial Times
10 – Banco Bradesco
11 – Ministro Guido Mantega.
Destas onze fontes presentes no noticiário sobre a queda dos juros, apenas a fonte oficial do governo (ministro Guido Mantega) foi favorável a medida do Copom e mesmo assim, o foco da entrevista com o ministro foi no sentido dele defender o governo da acusação de “intromissão política na ‘autonomia’ (sic) do Banco Central”. O jornal Financial Times, citado pela agência Estado e pela revista Veja também aparece como uma fonte favorável à medida com a argumentação da “coragem” do BC de enfrentar a recessão.
Todas as fontes apresentadas como “analistas” e “economistas técnicos” são ligadas direta ou indiretamente ao mercado financeiro ou ao grande capital. Também é sintomático a presença de ex-ministros ou ocupantes de cargos no governo tucano, como o famoso Luiz Carlos Mendonça de Barros ou os economistas da PUC-RJ e da Tendências Consultoria, pertencentes a um grupo de pensamento ortodoxo que teve presença marcante no governo tucano (como, por exemplo, os economistas Edward Amadeo, Pedro Malan, entre outros).
O que se percebe é um claro alinhamento ideológico do noticiário econômico por meio da seleção de fontes, um mecanismo comum no jornalismo já detectado pelo pensador norte-americano Noam Chomsky na sua clássica obra Manufacturing Consent (O consenso fabricado). De forma sub-reptícia, o noticiário econômico esconde os interesses particulares das fontes entrevistadas que atuam como consultores de players do mercado financeiro e especulativo sobre a manta de “analistas”, “mercado” e “economistas”. Uma omissão de informação que transforma o interesse particular de um segmento da economia – o mercado especulativo – como algo exato, lógico e universal para todos.
Economistas que estão fora do espectro de influência do mercado financeiro são ignorados. Ou mesmo consultores de outros segmentos sociais, como economistas vinculados ao movimento sindical (o Dieese, por exemplo) sequer são lembrados para, pelo menos, oferecer contrapontos a estas análises. O noticiário não é plural, portanto.
Sobrou como contraponto a visão do colunista José Paulo Kupfer: “Se a coordenação de expectativas do BC se limitasse às do mercado financeiro, não haveria dúvida de que este é um momento de ampla falta de sintonia. Mas, se tal coordenação deve englobar os outros segmentos da economia e, enfim, a sociedade em geral, a conversa da credibilidade precisa de qualificação e ir bem mais longe.” (grifos meus, texto retirado da coluna do Estadão). Este alerta de Kupfer passa muito distante da concepção de cobertura econômica dos jornais, principalmente quando o caderno de economia do jornal Folha de S. Paulo um dia chamou “Dinheiro” e hoje tem o nome de “Mercado”.
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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/dennisdeoliveira/2011/09/05/queda-dos-juros-reflexoes-sobre-o-jornalismo-economico/