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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O preconceito de classe da imprensa e da Justiça. A aula do Caco

02.09.2011
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim



E ela gozava, Excelência ?

O incomparável repórter Caco Barcellos, da Globo, participou do Seminário “Poder Judiciário e Imprensa”, promovido pela Escola de Magistratura da Justiça Federal da Terceira Região.

Caco deu uma aula magna.

Aqui se tenta reproduzí-la de forma não literal.

Há uma diferença essencial entre o jornalismo “investigativo” e o jornalismo “declaratório”, começou Caco.

O investigativo é o do repórter ativo, com luz própria, que investiga antes de a informação se tornar pública.

Que ouve os envolvidos e, a partir das declarações, começa a investigar, confrontar a declaração com os fatos que apurou.  

Declaratório é o jornalismo praticado na maioria das redações brasileiras.

Basta uma fonte da área publica ou privada e isso, por si só, se torna uma notícia.

(Frequentemente, a fonte é anônima – PHA.) 

Ao ouvir o “outro lado”, o que esse jornalismo declaratório consegue, na melhor das hipóteses é criar uma polêmica.

E se as duas declarações contiverem mentiras ?

Como agir ?

Investigar depois de colher as declarações.

Caco deu dois exemplos desastrosos de jornalismo declaratório.

Um ocorreu no lado direito do espectro político e outro, no lado esquerdo.

No lado direito, o impeachment do Presidente Collor se iniciou na imprensa com a entrevista de um irmão ressentido.

A imprensa não provou uma linha do que ele disse.

Collor sofreu uma punição política, mas não se provou nada contra ele. 

A denúncia judicial e a denúncia de imprensa devem ter sido, portanto, incompetentes.

No lado esquerdo, se fala de um mensalão.

A partir de uma declaração de um deputado advogado criminalista que disse existir um mensalão.

Cadê a prova ?

A imprensa não conseguiu produzir uma prova de que havia um mensalão.

(Ou como diz o Mino Carta, o mensalão ainda está por provar-se – PHA).

É no que dá o jornalismo “declaratório”.

Caco, em seguida, falou do preconceito de classe na Justiça e na imprensa.

Por exemplo, quando se denúncia corruptos e não se identifica, nunca, os corruptores.

(Quem corrompia o PC Farias ? Quem botava grana no valeriodantas ?– pergunta este ansioso blogueiro ao PiG (*). Ele sabe resposta …)

No Brasil existe o que se chama na linguagem policial – e da imprensa policial – o “auto de resistência”, explicou Caco.

É como se registra a morte de um civil que teoricamente entrou em confronto armado com a polícia.

Um em cada cinco mortos em São Paulo, numa pesquisa do Caco, morreu em “auto de resistência”, em tiroteio com policiais.

Outra maneira de se nomear os atos que resultam em autos de resistência, diz Caco, seria usar a expressão “esquadrão da morte”  – que todo brasileiro conhece.

A imprensa esconde os autos de resistência das estatísticas.

E as vítimas também.

Num levantamento que o Caco fez, de 4 mil e 200 vítimas da Policia de São Paulo, três eram de classe média.

Todos os outros, trabalhadores de São Paulo.

Nos últimos anos, no Rio, houve 5 mil mortes nas mesmas circunstâncias.

20% das mortes no Grande Rio são autos de resistência.

Os autores dos autos de resistência são provavelmente os autores da morte da Juíza de Niterói.

Caco desafiou a plateia: 

Dê o nome de uma única vitima de um auto de resistência.

Dê o nome de um dos 5 mil.

Estamos diante de uma manifestação de preconceito de classe, disse Caco.

O regime militar que tanto lamentamos matou 400 pessoas.

Em quatro meses, no Rio, as tropas de elite mataram 500 pessoas.

E ninguém sabe quem morreu.

Dê o nome de um único morto.

Você não verá na imprensa nem na Justiça.

(Aplausos !)

Em tempo: Caco contou que um Juiz se ofereceu para lhe dar uma informação em off. Dessas informações tão comuns na imprensa brasileira: quando alguém destrói o caráter de outro, sem sujar as mãos. O Juiz disse que a Juíza ia aos presídios de Niterói para ter relações sexuais com presos. Caco perguntou, também em voz baixa, no ouvido do Juiz: e ela gozava ? 

Clique aqui para ler “PHA em Escola da Magistratura: a censura agora é na Justiça !

Paulo Henrique Amorim

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/09/02/o-preconceito-de-classe-da-imprensa-e-da-justica-a-aula-do-caco/

Minha Casa Minha Vida beneficia aposentada de 101 anos no interior de Minas

02.09.2011
Do blog ONIPRESENTE



A aposentada Salviana Luiz de Carvalho, que completou 101 anos no último dia 9 de julho, afirmou ter recebido o melhor presente de aniversário da sua vida nesta terça-feira (30), quando adquiriu a sua primeira casa própria, graças ao programa Minha Casa Minha Vida, em Uberlândia (MG).
Dona Salviana e outras 499 famílias com renda bruta de até R$ 1.600,00 devem assinar os contratos e mudar nos próximos 30 dias. Atualmente a nova proprietária mora com a filha, Otila Inocência Teixeira, também aposentada, numa casa de dois quartos alugada por R$ 250,00, valor superior à sua prestação.

Dona Otila informou que ela e a mãe estão ansiosas para mudar para a casa nova. “Foram muitos anos de espera, mas agora é a nossa vez”, declarou assim que a mãe recebeu o documento com o novo endereço das duas.

O residencial Jacarandá 2 possui 500 casas e integra o maior empreendimento do Programa Minha Casa Minha Vida na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, que ao final irá beneficiar 3.631 famílias. Outras 500 casas do Residencial Jacarandá 1 foram sorteadas no início de agosto e devem ser entregues aos moradores em breve. As outras 2.631 unidades também estão em fase adiantada de construção. A previsão é que o empreendimento, localizado no Bairro Shopping Park, em Uberlândia (MG), esteja totalmente entregue até o final de outubro deste ano.
E tem blogueiro que “diz” que esse é um programa eleitoreiro...

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Fonte:http://blogdoonipresente.blogspot.com/2011/09/minha-casa-minha-vida-beneficia.html

O Banco Central e a confraria dos "juristas"

02.09.2011
Do blog de Luis Nassif
Por Luís Nassif

Antecipo a Coluna Econômica de domingo porque julgo que as informações aqui contidas são relevante. O que me chamou a atenção foi o Chrlez Nisz que pelo Facebook me alertou para uma "denúncia" de um blogueiro estreitamente ligado a um dos líderes dessa confraria:
"Se eu fosse da área de economia ou do tal “jornalismo investigativo”, já estaria tentando saber, a esta altura, quem, no mercado, ganhou com a redução dos juros. Convenham: dado o andar da carruagem, era preciso ser porra-louca ou vidente para apostar numa queda de meio ponto na taxa. Como porra-louca de mercado já virou mendigo, e como videntes não existem, seria interessante saber como foi que alguns poucos, pouquíssimos, ganharam com a aposta. “Ah, mercado é assim mesmo, é risco!” Uma ova! Nem os poucos economistas que defendiam a redução acreditavam que ela fosse acontecer. O padrão dos últimos anos é corresponder às expectativas. Sim, há boatos de vazamentos. Eu acho que é meter a enxada nesse terreno para ver pular as minhocas. Dito isso, sigamos".
Esse trecho ajudou a matar a charada, com uma única diferença: o exercício do "insider information" não estava com quem ganhou (como ventríloquo do blogueiro pretendeu insinuar), mas em quem perdeu. Pela significativa razão que, desta vez, pela primeira vez em muitos anos não houve vazamento da decisão do Copom.
Acompanhe o artigo:
A decisão do Banco Central de reduzir a taxa Selic em meio ponto desmascarou pela primeira vez um dos mais deletérios e antigos personagens da vida econômica brasileira: a confraria dos "juristas", um grupo que inclui algumas consultorias econômicas, alguns economistas ligados a bancos, aliados a alguns comentaristas econômicos formadores de opinião na velha mídia, que nos últimos anos conseguiu se apropriar completamente da política monetária do BC.
Não se trata do mercado como um todo, mas de um grupo que jogou com informações privilegiadas, ganhando em cima dos demais segmentos do mercado.
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Vamos por partes.
O mercado futuro de qualquer ativo embute uma aposta e dois apostadores. Digamos que o preço futuro esteja em 100. O apostador que acha que o preço vai a 105 "compra" o contrato a 100; o que acha que o preço vai cair, "vende" o contrato a 100. Se o preço for a 105, o que "comprou" a 100 ganha a diferença de 5; o que vendeu a 100, perde a diferença. Portanto, há sempre um lado que ganha e outro que perde.
O ponto central desse jogo, a ser garantido pelas autoridades reguladoras (BC), é a isonomia das informações. Ou seja, todos os agentes têm que ter acesso às mesmas informações. A desobediência a essa regra caracteriza o "insider information", a informação privilegiada, tipificada como crime financeiro, obrigando à interferência do Ministério Público e da Polícia Federal.
***
Nos últimos dias houve uma grita infernal da confraria dos juristas, sustentando que o BC tinha perdido a credibilidade, que não conseguiria mais articular as expectativas do mercado.
Como assim? Antes da reunião do Copom houve queda nas taxas futuras de juros, significando que o mercado, por maioria, havia assimilado os sinais do BC e apostado na queda de juros. Quem não apostou foi um segmento específico que poderia ter ganhado milhões caso o BC tivesse mantido a taxa Selic. E ganhado milhões em cima dos que achavam que a taxa ia cair.
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Por que essa minoria barulhenta achava que os juros permaneceriam imóveis, se a maioria do mercado, analisando os sinais do BC, apostava na queda? Porque essa minoria julgava ter informações que a maioria do mercado não tinha. Na verdade, sempre trabalhou com informações privilegiadas do BC.
No período de Henrique Meirelles, denunciei algumas vezes reuniões de diretores do BC com economistas de mercado. Não eram reuniões abertas a todo o mercado. Participavam dela o mesmo conjunto de economistas que têm maior vocalização na velha mídia, as fontes preferenciais, justamente aqueles que estão berrando contra a decisão do BC.
***
Com a decisão do Copom desta segunda-feira, desnudou-se o jogo. Há o mercado em si e, nele, a confraria dos "juristas". E os ganhos desse pessoal se dava em cima dos demais agentes do mercado, baseados em informações privilegiadas que recebiam do BC. 
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Portanto, a partir de agora não se fale mais do "mercado" genericamente, nem de "porta-vozes". Todo esse coro de lamentações ouvido nos últimos dias ajuda a mapear os elos dessa confraria de "juristas".
Seria bom que autoridades em geral começassem a olhar com mais presteza esse jogo. 

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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-banco-central-e-a-confraria-dos-juristas#more

Mantega dá uma de Serra: “que bobagem”, Miriam

02.09.2011
Do blog TIJOLAÇO
Por Brizola Neto

Diz o Valor Econômico que “o ministro da Fazenda, Guido Mantega, classificou como “bobagem” a visão de que foi sob pressão política que o Banco Central (BC) agiu ontem, ao reduzir a taxa básica de juros Selic para 12% ao ano.”Isso é bobagem”, disse Mantega ao deixar o ministério para embarcar para São Paulo, depois de ser questionado se a decisão-surpresa do Comitê de Política Monetária (Copom) teria sido por ingerência política.”
Embora não tenha sido grosseiro como Serra ao referir-se pessoalmente à musa da roda-presa, a colunista Miriam Leitão, o recado do ministro, que desde segunda-feira bufa nos seus comentários na CBN dizendo que o aumento de arrecadação foi circunstancialmente expressivo, sobretudo porque a Vale – que pecado! – pagou o que devia ao Governo, como foi determinado judicialmente.
Com todo o respeito, D. Miriam deveria ler os relatórios do Tesouro Nacional – disponíveis aqui - e ver que o resultado primário do Governo em julho foi apenas o terceiro maior do ano – perdeu para janeiro e para abril – e ficou só um pouquinho acima do de junho. Pode ter sido alto, mas outros meses também têm sido – e até maiores – do que ele.
É bom, porque aí evita que o Serra e o Mantega fiquem falando essas coisas.

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Fonte:http://www.tijolaco.com/mantega-da-uma-de-serra-que-bobagem-miriam/

Imagens da Veja não são do hotel. Aumenta o detrito na maré baixa

02.09.2011
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim




O amigo navegante Luis Claudio envia notícia do Brasil 247:

Imagens divulgadas por Veja não foram feitas por câmeras do Hotel Naoum
“Essa possibilidade já está descartada”, diz gerente-geral Rogério Tonatto

Evam Sena_247 em Brasília – O Hotel Naoum já descarta que as imagens divulgadas por Veja do ex-ministro José Dirceu e políticos nos corredores do estabelecimento tenham sido capturadas pelas câmeras internas e vazadas por algum funcionário. A Polícia Civil do Distrito Federal iniciou perícia para saber se as fotos foram resultado de grampo de imagem feito pela revista ou por terceiros.

“A possibilidade de as imagens terem saído de nossas câmeras está descartada. Está muito evidente que não foram captadas por nós. As imagens divulgadas são bem diferentes do nosso padrão”, disse ao Brasil247, o gerente-geral do Hotel Naoum, Rogério Tonatto.

Ele afirma que o enquadramento das imagens publicadas é diferente das capturadas pelas câmeras internas e que as imagens do hotel são coloridas, ao contrário das divulgadas.

Segundo Tonatto, o circuito interno não conseguiu capturar imagens de instalação de grampo. “Não estamos conseguindo enxergar isso”, disse. Ainda de acordo com ele, a Polícia Civil trabalha na busca de provas de instalação de uma câmera no corredor. O hotel vai esperar a perícia para decidir se aciona a Polícia Federal.

Reportagem da Veja deste fim de semana mostra o ex-ministro José Dirceu, senadores, deputados, o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, e o ministro de Desenvolvimento Econômico, Fernando Pimentel, nos corredores do Hotel Naoum, em momentos diferentes. Dias antes da publicação, José afirmou por meio de seu blog que o repórter Gustavo Ribeiro tentou invadir seu quarto no hotel, depois de ficar dias hospedado em uma suíte ao lado da do petista.

Na reportagem, Veja afirma que Dirceu ainda é ativo nas articulações do PT e o acusa de conspirar contra o governo da presidente Dilma Rousseff. A revista nega que o repórter tenha tentado invadir o quarto do ex-ministro.


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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/08/29/imagens-da-veja-nao-sao-do-hotel-aumenta-o-detrito-na-mare-baixa/

O campo de golfe que ameaça a Civilização cristã

02.09.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Andrew Ward em Estocolmo e Leslie Hook em Beijing
Do Financial Times, em 29.08.2011

Barão dos negócios chinês quer comprar pedaço da Islândia
Um homem de negócios chinês planeja comprar uma grande porção de terra da Islândia para um projeto de turismo de 100 milhões de dólares que críticos temem dará a Beijing uma posição estratégica no Atlântico norte.
Huang Nubo, um investidor imobiliário e ex-autoridade do governo chinês, fechou acordo provisório para ficar com 300 quilômetros quadrados de uma área selvagem no noroeste das planícies da Islândia, para construir um resort de ecoturismo e um campo de golfe.
Opositores tem questionado: por que um pedaço de terra tão grande — igual a 0,3% da área total da Islândia — é necessário para construir um hotel? Eles alertam que o projeto poderia dar cobertura a interesses geopolíticos chineses na ilha-nação do Atlântico, integrante da OTAN.
Embora tenha uma população de apenas 320 mil pessoas, a Islândia ocupa um lugar estrategicamente importante entre a Europa e a América do Norte e tem sido vendida como ponto de passagem em potencial para a carga cujo destino é a Ásia, se as mudanças climáticas abrirem as água do Ártico para a navegação.
O negócio foi fechado com donos privados da gleba, mas ainda tem de ser aprovado pelo governo islandês, que controla parte da propriedade, conhecida como Grímsstadir á Fjöllum.
Ögmundur Jónasson, o ministro do interior da Islândia, que seria o responsável pela decisão, demonstrou preocupação com o plano. “A China tem estado muito ativa na compra de terras em todo o mundo; então, devemos ficar alertas sobre as ramificações internacionais”, ele declarou ao Financial Times.
Além de sua proximidade em relação a portos de água profunda em potencial, a gleba também inclui um dos maiores rios glaciais da Islândia.
O sr. Huang, que trabalhou para o Departamento Central de Propaganda e para o Ministério da Construção da China, tentou tranquilizar os islandeses sobre suas intenções prometendo renunciar a todos os direitos sobre a água que atravessa a gleba.
Pessoas que tem familiaridade com o negócio dizem que o sr. Huang concordou em pagar quase 8,8 milhões de dólares e planeja investir entre 10 e 20 bilhões de coroas islandesas no projeto turístico.
O ministério de Relações Exteriores islandês disse que “dá boas vindas ao investimento estrangeiro e ao fortalecimento do turismo”, mas alertou que um cuidadoso estudo seria necessário antes de autorizar o projeto. Reykjavik busca investimento estrangeiro no momento em que batalha para se recuperar da crise bancária de 2008.
O sr. Huang ficou na posição 161 da lista dos mais ricos da China compilada pela revista Forbes, com um total de 890 milhões de dólares. A companhia dele, Zhongkun Group, controla resorts e instalações turísticas em toda a China. Ele se descreve como poeta e aventureiro, tendo escalado o monte Everest e chegado aos dois polos da Terra.
Gente próxima ao empresário disse que o interesse dela na Islândia é motivado pelo amor à natureza, não pela geopolítica.
O sr. Huang tem ligações com a Islândia desde que dividiu um quarto com um estudante islandês, Hjorleifur Sveinbjornsson, na Universidade de Pequim nos anos 70. O sr. Sveinbjornsson,cuja mulher é uma ex-ministra das relações exteriores da Islândia e prefeita de Reykjavik, atua como representante informal do sr. Huang na Islândia.
No ano passado, a China fez swap de moedas no valor de 500 milhões de dólares com a Islândia, numa operação que foi descrita como sinal de que Beijing pretendia fortalecer ligações com Reykjavik. Os dois países já estão discutindo cooperação em navegação no Ártico, como parte do interesse mais amplo de Beijing no potencial de enviar e receber mercadorias da Europa e da costa Leste dos Estados Unidos através do Polo Norte, acompanhando o recuo do gelo do Ártico [causado pelo aquecimento global].
A gleba que o sr. Huang pretende comprar fica na vizinhança de um porto de águas profundas, embora a gleba em si não inclua nenhuma porção costeira, de acordo com uma pessoa que tem familiaridade com o negócio.
PS do Viomundo: ‘Perigo amarelo’, versão 2011.
Leia também:

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/humor/o-campo-de-golpe-que-ameaca-a-civilizacao-crista.html

Coincidências nos casos Veja e Murdoch

02.09.2011
Do blog de Altamiro Borges
Por Antônio Mello, em seu blog:


As semelhanças entre os casos Veja e News of the World não ficam apenas no comportamento criminoso dos veículos. As reações dos governos brasileiro e britânico apresentam coincidências impressionantes.


Tony Blair, primeiro-ministro britânico por dez anos, só criticou a imprensa de lá no final do mandato, quando afirmou que ela agia "como uma besta feroz".


Comportamento semelhante teve o presidente Lula, que também sofreu nas mãos da "besta feroz", mas só enviou o projeto de Franklin Martins de regulação da mídia no final de seus oito anos de governo. E também só a partir daí adotou uma crítica mais incisiva às corporações midiáticas.


O substituto de Blair, Gordon Brown, acha que registros médicos, bancários e fiscais de sua família foram invadidos. Como se não bastasse, Rebekah Brooks (na época Wade e editora do Sun, do mesmo grupo do News of the World) lhe telefonou para dizer que o jornal ia revelar que o filho dele, de apenas 4 anos, tinha fibrose cística. Ainda assim, um tempo depois, Brown foi ao casamento de Rebekah.


Exatamente como Dilma (sucessora de Lula, como Brown de Blair) foi à festa dos 90 anos da Folha, que publicara em sua primeira página uma ficha criminal falsa da então candidata.


David Cameron, que veio a suceder Brown como primeiro-ministro, foi além "e contratou Andy Coulson, ex-editor do News of the World, como seu assessor de comunicações".


No final do ano passado, um dos nomes cogitados para presidir o Banco Central sob o governo Dilma era o de Fábio Barbosa. Coincidentemente, Barbosa assume este mês a presidência executiva da Abril (Veja), com plenos poderes (inclusive editoriais).


E se Fábio Barbosa vier a procurar a presidenta e propor um acordo do tipo vamos esquecer o passado e pensar no futuro? Dilma vai topar e empurrar com a barriga, com medo da mídia, como os primeiros-ministros ingleses, ou vai aproveitar a oportunidade do flagrante criminoso da reportagem desta semana sobre Dirceu para romper esse triste histórico de coincidências e determinar que a Ley de Medios é para já?
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Tribo da Amazônia utiliza MacBook Air para denunciar exploração da mata

02.09.2011
Do site OLHAR DIGITAL

A tribo Surui é ajudada pelo Google na criação do chamado "mapa cultural". Fotos de desmatamentos são postadas pelos próprios índios

Reprodução
Tribo com MacBook
Ao visitar a floresta amazônica, diversas paisagens chamarão a sua atenção. Mas a de um índio mexendo em um MacBook Air é, certamente, a mais curiosa. O Cacique Almir, da tribo Surui, usa a tecnologia para ajudar a proteger a Amazônia da extinção e do desmatamento que abalam o habitat de milhares de animais e plantas.
Mas o mais legal disso tudo é que o Google fechou uma parceria com a tribo para ajudá-los a usar o Youtube, smartphones e o Google Earth para lutar contra a exploração ilegal das suas terras, além de garantir a perpetuação de suas culturas. Com a parceria, a tribo tem as ferramentas essenciais para denunciar o abuso dos recursos naturais da Amazônia.
Segundo o OS X Daily, esse trabalho do Google é feito desde 2007. A empresa vem ajudando a tribo a criar o "mapa cultural", onde os limites territoriais ficam demarcados no Earth. Os Sarui ainda podem tirar fotos das atividades ilegais na floresta e postarem no sistema para que as autoridades tomem conhecimento.

Veja abaixo um vídeo do projeto:

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Fonte:http://olhardigital.uol.com.br/produtos/digital_news/noticias/tribo_da_amazonia_utiliza_macbook_air_para_denunciar_exploracao_da_mata

BLOG MOBILIDADE URBANA: Diagnóstico das rodovias de Pernambuco

02.09.2011
Do blog MOBILIDADE URBANA
Por Tânia Passos

A malha viária de Pernambuco corresponde a 9.978,3 kms de rodovias e mais 2.503,4 kms das federais que cortam o estado. O plano de mobilidade, anunciado pela Secretaria de Transportes do estado, aponta cinco linhas de ação para reverter o atual quadro. De acordo com uma pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), apenas 20,60% das estradas são consideradas em bom estado e 44,60% regular e 30,10% entre péssimo e ruim. Os investimentos orçados em R$ 2,42 bilhões têm prazo de implantaçãode até dois anos.


O plano de mobilidade está estruturado em cinco eixos:


1- Conservação – R$ 58 milhões -(serão aplicados em 82 -PE’s – ou 2.729 kms)
2- Restauração – R$ 560 milhões – (em 35-PE’s – 1.225,30 kms)
3- Implantação – R$ 424 milhões ( e implantação de 400 kms de rodovias)
4- Duplicação – R$ 957 milhões (em 3 BR’s,(totalizando 138,5 kms)
5- Requalificação – R$ 43 milhões (16,6 kms).


O diagnóstico elaborado pela Secretaria de Transportes também aponta dados curiosos: das 142 rodovias estaduais estão pavimentadas 4.897,3 kms e 2.900 kms estão em leito natural e outros 2.181 kms estão com a terraplanagem pronta. Ou seja, mais de 50% das rodovias do estado não têm nenhum tipo de pavimento
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Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/mobilidadeurbana/index.php/2011/09/diagnostico-das-rodovias-de-pernambuco/

PSDB e DEM são contra a queda de juros

02.09.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

No início do mês de julho, o ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB), divulgou em seu site documento no qual criticava o que ele chamou de "maior taxa de juros reais de todo o planeta".

Durante a campanha eleitoral em 2010, a taxa de juros também foi a bandeira do candidato Serra. Na época, Serra disse que: “o Banco Central não é a Santa Sé, ao comentar sobre a autonomia do BC, e completou, “ o presidente deve interferir e opinar: "O presidente tem que fazer sentir sua posição." E ainda prometeu redução das taxas de juros, se fosse eleito presidente da República.

O tempo passou, Serra foi derrotado, e hoje, o PSDB mudou sua visão Agora é contra a redução de juros..Ontem o  jornal nacional, a Globo (veja vídeo abaixo) procurou somente os políticos do PSDB para opinar sobre a decisão do Banco Central de reduzir os juros em 0,5 ponto percentual e para surpresa geral, todos eles, que durante a campanha eleitoral eram favoráveis, hoje com a derrotada de Serra, se mostraram contra a queda de juros.


José Agripino (DEM-RN) , achou melhor não discordar do povo, que é a favor da redução dos juros, tratou de culpar a presidente Dilma. “Fica claro que houve uma interferência do Palácio do Planalto. Passa para o mercado um fato muito ruim de que o Banco Central não é autossuficiente nem autônomo como se imaginava”, opinou o senador José Agripino (DEM-RN).

“O governo contaminou a decisão do banco central forçando uma redução de taxa de juros, num momento de alta inflação, de aumento de gastos do governo com um anúncio de que vai se formar um superávit de dez bilhões, no caso o superávit primário”, declarou o deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP), líder do partido.

O líder do PSDB, senador Álvaro Dias, afirmou se disse contra a decisão por que os especialistas não consideram o momento oportuno por causa da inflação

A opinião de quem entende


A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros (Selic) foi "muito surpreendente", mas não muda a avaliação sobre a autonomia da autoridade monetária brasileira, afirma o diretor executivo da Fitch Ratings, Rafael Guedes. "Essa visão foi construída a partir de um histórico, apenas a decisão de ontem não altera essa análise", diz. Guedes afirma que o colegiado do BC é composto por profissionais de perfil técnico, que podem ter uma avaliação divergente do mercado sobre o balanço de riscos para a economia. A Fitch elevou a classificação de risco (rating) do Brasil para "BBB" em abril deste ano.

Palavra da presidente


Nesta quinta, a presidente Dilma Rousseff disse à rádio Congonhas, de Minas Gerais, que o governo mantém uma relação de autonomia com o Banco Central, e que novas decisões sobre aumento ou queda de juros vão depender da conjuntura internacional.
“Pelo Copom, responde o Copom. Eu respondo pelo que o governo federal está fazendo”, disse a presidente.

Veja o vídeo dos tucanos se declarando contra o povo, que apoia a redução dos juros


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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/09/psdb-e-dem-sao-contra-queda-de-juros.html

Com exceções, mídia amplifica tese de que BC errou ao reduzir juro

02.09.2011
Do site da Revista Carta Maior, 01.09.11
Da Redação
Economia

Colunistas de economia dos principais grupos de mídia do país defenderam a visão do mercado financeiro de que o Banco Central perdeu credibilidade ao baixar Selic pela primeira vez no governo Dilma. Mas nem todos se renderam a esse "pensamento único".

SÃO PAULO - Com raras exceções, os principais colunistas econômicos da grande mídia amplificaram, nesta quinta-feira (1), a idéia de que o Banco Central (BC) cedeu à pressão política do Palácio do Planalto para reduzir a taxa Selic. A instituição anunciou na quarta-feira (31) o corte do juro básico da economia em meio ponto percentual, para 12%, pela primeira vez no governo Dilma. Apesar da queda, o país ainda possui uma das mais altas taxas do mundo.

Colunista do jornal O Globo, da TV Globo e da rádio CBN, a jornalista Míriam Leitão buscou no mercado financeiro a justificativa técnica para sustentar que a decisão do BC prejudica a economia brasileira. 

"Economistas que fazem análises nos departamentos de bancos e consultorias previam manutenção da taxa, porque era a melhor coisa a se fazer diante do cenário internacional e da pressão da inflação ainda forte no Brasil", escreveu em O Globo. "Todo mundo quer que os juros caiam, mas o problema é quando isso acontece quando não há condições técnicas e com tudo dizendo o contrário".

Apresentador e colunista da rádio CBN, Carlos Alberto Sardenberg também criticou a decisão do BC. Em seu comentário desta quinta-feira na edição matutina do Jornal da CBN, ele defendeu a importância da convergência de opiniões entre a instituição e o mercado. "O sistema de metas de inflação aplicado no Brasil e em mais 150 países com bancos centrais independentes funciona com alguns rituais, e um deles é que deve haver convergência de opiniões entre o Banco Central e o chamado mercado", afirmou.

Para Sardenberg, os sinais apontados pelo BC para reduzir a Selic – crise internacional e desaceleração da economia brasileira – não têm base na realidade. "A análise de que estamos na iminência de uma crise como a de 2008 só o BC está fazendo, e o Brasil está anunciando recorde no comércio externo", contestou.

No jornal O Estado de S. Paulo, o colunista Celso Ming optou pela ironia. Disse que há sinais de que “o Banco Central se transformou num derivativo do Ministério da Fazenda – ou do Palácio do Planalto” e que “as autoridades da área monetária terão de correr atrás do prejuízo infligido a sua credibilidade”.

“Ao Banco Central não basta que seja autônomo; é preciso parecer. A maneira como conduziu a baixa de juros, decidida quarta-feira, não cuidou da preservação da credibilidade de uma instituição que precisa conduzir responsavelmente as expectativas dos agentes econômicos”, analisou Ming, que também criticou que o PIB seja uma variável a ser considerada na definição da Selic.

Em sua crítica à decisão do BC, a colunista Thais Herédia, do portal G1, das Organizações Globo, respaldou-se em comentário do banco Morgan Stanley: “dadas as condições atuais da economia brasileira, o corte (de 0,50pp) pode se provar antecipado. Os riscos inflacionários continuam altos no país e, a não ser que ocorra uma brusca deterioração na economia mundial, a inflação vai continuar elevada”.

No Jornal do SBT, Carlos Nascimento aventurou-se pelo universo econômico e também deixou seu recado: “Se espera que a decisão tenha sido tomada apenas do ponto de vista técnico, sem inteferência política do governo que vinha buzinando na orelha do Banco Central para baixar o juro. Não que a notícia não seja boa, porque é, mas, além de boa, tem que ser a decisão certa”.

Contra a corrente
Apesar das críticas ao Banco Central terem se espalhado na mídia, em artigos e reportagens, nem todos os colunistas engoliram a tese de que foi um equívoco reduzir os juros. Em seu blogue no portal do Estadão, José Paulo Kupfer publicou um texto chamado “Exageros”, em que compara a reação anti-BC ao furação Irene que atingiu os Estados Unidos.

“Quando veio a decisão de cortar – e de cortar forte em 0,5 ponto porcentual – a reação contrária que se seguiu à surpresa generalizada teve a força de um furacão. E de tal intensidade que, se fosse possível comparar, o Irene, diante dela, não passaria de uma brisa”, escreveu.

Por um lado, Kupfer diz que “a presidente Dilma Rousseff, com ela própria no comando da ação interventora, extinguiu a norma institucional vigente e atropelou sem cerimônia a autonomia informal do Banco Central, determinando que se decidisse o que foi decidido”.

Por outro, porém, contestou a tese de que a credibilidade do Banco Central na coordenação do sistema de metas de inflação e o próprio sistema de metas de inflação foi arruinada.

“Se a coordenação de expectativas do BC se limitasse às do mercado financeiro, não haveria dúvida de que este é um momento de ampla falta de sintonia. Mas, se tal coordenação deve englobar os outros segmentos da economia e, enfim, a sociedade em geral, a conversa da credibilidade precisa de qualificação e ir bem mais longe”, apontou.

Outro colunista que remou contra a corrente foi Fernando Canzian, em artigo publicado na versão eletrônica da Folha de S. Paulo, chamado “Brasil vira o jogo”. No texto, o jornalista afirma que não faltará capital externo ao Brasil mesmo com o recuo da Selic, pois “o mundo rico pratica hoje taxas de juro negativas ou próximas de zero”.

Canzian também não descarta a justificativa do BC de que “os riscos de inflação são cada vez menores diante do desaquecimento no mundo rico”. Sobre isso, ele diz: “É uma aposta, mas factível. Os países desenvolvidos devem comprar menos, diminuindo pressões sobre preços”.

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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18381

Maurício Rands embarca para Índia em missão internacional para atrair novos investimentos

02.09.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por  José Accioly

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O secretário do Governo, Maurício Rands (PT), viaja hoje (2) para a Índia, em missão internacional, que se estenderá até o dia 12 deste mês. O objetivo é a atração de novos investidores para Pernambuco. Além disso, o secretário terá a companhia de empresas privadas interessadas em concretizar convênios de cooperação na área de educação junto com a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). 

A proposta é viabilizar a vinda de professores indianos para a rede pública de ensino de Pernambuco. O objetivo é de que eles possam lecionar matemática e inglês. A iniciativa já conta com o apoio da Secretaria de Educação por meio de seu secretário, Anderson Gomes.
 
Em contato com o diplomata Marco Antonio Diniz Brandão, embaixador da Índia, Nepal, Maldivas e Bangladesh no Brasil, Maurício Rands fechou audiências com os seguintes órgãos: Diretoria do Departamento de Educação da Universidade de Delhi, bem como com os responsáveis pela cooperação internacional (5 de setembro); Diretoria do Departamento de Comunicação da Universidade de Mumbai, bem como com os responsáveis pela cooperação internacional (9 de setembro).

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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/24218-mauricio-rands-embarca-para-india-em-missao-internacional-para-atrair-novos-investimentos