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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

CONTRA TRABALHO ESCRAVO, PROTESTO FECHA RUA DE GRIFES EM SP

01.09.2011
Do blog FAZENDO MEDIA
Por Por Redação, 29.08.2011


Manifestantes tomam rua Oscar Freire para protestar contra trabalho degradante na confecção de roupas de grife. Foto: Daniela Souza/Folhapress.


O Sindicato dos Comerciários de São Paulo fez, na manhã desta sexta-feira (26), uma manifestação na Rua Oscar Freire, onde estão concentradas lojas de grifes famosas na capital paulista, para protestar contra a exploração de trabalhadores bolivianos e de outras nacionalidades da América do Sul que são submetidos a condições insalubres e desumanas em confecções no interior do estado e do Brasil.
Os manifestantes chamaram a atenção para as marcas Zara, Ecko, Gregory, Billabong, Brooksfield, Cobra d’água e Tyrol, que segundo a Procuradoria Regional do Trabalho, são produzidas em condições semelhantes à escravidão.
“Queremos conscientizar os comerciários das lojas e os consumidores, porque muitas vezes eles pagam dez vezes mais do que o valor inicial da mercadoria e não sabem que esse produto está maculado com trabalho escravo ou mão de obra infantil. Essa atividade que desenvolvemos aqui na Oscar Freire é exatamente para que todos nós estejamos conscientes de que não podemos mais permitir que o povo, além de ser pobre, tenha esse tratamento, em um país que está se tornando cada vez mais rico,” disse o presidente dos Comerciários, Ricardo Patah.
O presidente do Instituto de Cultura e Justiça da América Latina e Caribe, René Cesar Camargo, disse que a situação da comunidade boliviana em São Paulo está muito ruim porque as oficinas e lojas de roupas de grande porte estão explorando os trabalhadores, passando da terceirização para a escravidão, com jornadas que chegam a 16 horas diárias.
“As marcas se preocupam em lucrar e não com as pessoas. Os trabalhadores não recebem por salário e sim por produção, por peça. As lojas encomendam às oficinas que façam 300, 400 peças por semana. Só que o valor que pagam é muito baixo”.
O modelista boliviano Horácio Jorge, contou que chegou ao Brasil há dez anos e permaneceu três anos trabalhando nessas condições. Ele disse que o ambiente de trabalho é degradante e normalmente o mesmo da moradia. Famílias inteiras são colocadas em habitações minúsculas. A alimentação é fornecida pelo empregador, mas descontada do salário, assim como o aluguel. Segundo ele, não há uma norma padronizada para o sistema de trabalho e cada oficina tem a sua maneira.
“O que para os brasileiros significa o sonho americano, ir para os Estados Unidos trabalhar, para nós é igual, nós temos o sonho brasileiro. Nós chegamos ao Brasil para trabalhar e ganhar dinheiro para mandar para nossas famílias em nosso país. Mesmo nessas condições, quando trocamos a moeda, a quantia é boa para nós, pois não há muito trabalho na Bolívia, assim como no Paraguai e no Uruguai”, disse Jorge.
Algumas empresas recrutam trabalhadores em países vizinhos, ou procuram um estrangeiro para fazer o aliciamento. Jorge disse que, normalmente, os estrangeiros não sabem das condições precárias a que serão submetidos.
“Eles são iludidos antes de vir. Todos podem sair dessa situação, mas a realidade é difícil de mudar, porque há muitas pessoas que trabalham assim. Com essa manifestação conseguimos mostrar o que há por trás dessas grandes grifes, mas para mudar vai demorar. As pessoas (em condições de escravidão) têm medo de denunciar porque essa é a única fonte de trabalho”.
(*) Reportagem publicada originalmente na Rede Brasil Atual. Com informações da Agência Brasil.

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Fonte:http://www.fazendomedia.com/contra-trabalho-escravo-protesto-fecha-rua-de-grifes-em-sp/

BC corta juro e ação de banco sobe. Bye-bye Neolibelês

01.09.2011
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim



Martinho Lutero no iFHC condena indulgências aos neolibelês

Saiu no Valor: 

Corte da Selic estimula forte alta da Bovespa; volume já soma R$ 5 bi


Por Beatriz Cutait


SÃO PAULO – O corte inesperado da taxa Selic de 0,50 ponto percentual ontem, de 12,50% para 12,00% ao ano, atua como driver para a forte valorização da bolsa brasileira nesta quinta-feira. Neste início de setembro, o Ibovespa caminha para sua quinta alta consecutiva e retoma níveis de fechamento não vistos há um mês.


Diante do impulso ao crescimento econômico brasileiro e às melhores condições para os financiamentos, ações de empresas de consumo, construção e bancos lideram os ganhos do mercado acionário nesta jornada.


Papéis de companhias atreladas às commodities também sobem, porém com ganhos menores. Já as ações mais defensivas, como do setor elétrico, estão entre as poucas quedas do Ibovespa.


Por volta das 13h20, o índice subia 3,05%, aos 58.220 pontos, com giro financeiro de R$ 5 bilhões. O expressivo volume está sendo impulsionado pelas tradicionais ações da Vale e da Petrobras, e também por bancos, como Itaú Unibanco e Bradesco.

Navalha
É hoje que a Urubóloga (e seus descendes na Globo) corta os pulsos.
Os juros caem e as ações do Bradesco e do Unibanco sobem.
Falta um Lutero para rasgar a Teologia da Urubóloga !

Paulo Henrique Amorim


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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/economia/2011/09/01/bc-corta-juro-e-acao-de-banco-sobe-bye-bye-neolibeles/

MÍDIA VERSUS COTAS NAS UNIVERSIDADES

01.09.2011
Do blog FAZENDO MEDIA
Por Fabio Nogueira*


O papel da mídia na construção da democracia é vital, ninguém questiona. Cabe a ela organizar e promover um debate amplo e transparente, onde todas as vozes contrárias ou a favor sejam ouvidas. Acima de tudo a mídia precisa ser honesta.


Na questão das cotas universitárias o tema está ligado principalmente às questões étnicas (negros e índios) e periféricas, mas estamos assistindo um debate desigual. Somente um grupo privilegiado, que justamente é contrário às cotas, tem voz e esse desequilíbrio não faz bem para quem durante anos lutou a favor da liberdade de expressão nos meios de comunicação. Claro que o outro lado tem todo o direito de ser contra, mas aonde entra o outro lado da moeda, a opinião para equilibrar o debate?


Para citar um exemplo, um famoso sociólogo muito apreciado pela direita conservadora e a burguesia apareceu divulgando o seu livro na mesma emissora de ampla cobertura nacional mais de dez vezes num período de uma semana. Independente do livro ser bom ou não, um outro sociólogo não teve o mesmo tratamento que deveria ser dado. Uma pena, quem perde é a própria democracia.


Numa democracia toda a mídia burguesa e corporativista precisa ter seu conteúdo diversificado, mesmo tendo uma opinião contrária a determinados assuntos, como por exemplo as cotas raciais, deve dar vez também aos grupos favoráveis. Mas a tendência geralmente é defender seus interesses, que vão contra às cotas e as políticas afirmativas como um todo.


Cabe a mídia divulgar o assunto e levar adiante, para deixar o público entender melhor o tema e assim chegarmos a um denominador comum sobre a situação. Quem está bem informado sabe muito bem que o sistema de cotas é um mecanismo que pode muito bem se ampliar e abrir várias oportunidades para aqueles que sempre foram marginalizados. Este, infelizmente, é o cenário que por séculos numa sociedade sustentada pelo poder econômico, machista, racista e patriarcal, dominou e ainda manda nesse país.


O Estado brasileiro é perverso por si só, a luta pelas cotas é um esforço de toda uma sociedade que quer dar um basta nas injustiças tão gritantes da nossa história. A democratização do ensino, nesse sentido, é fundamental. Falar em cotas ou ações afirmativas é lutar por um país mais igual, ninguém em sã consciência quer transformar o Brasil numa nação binária ou dividida (apesar de já nascermos sob uma divisão). E não vai ser a grande mídia burguesa que irá dizer qual será o nosso rumo, pautando o que devemos fazer ou não.


É muito importante nossa participação em todos os debates, botando a nossa cara a tapa, e não se amedrontar pelas notícias de um futuro tenebroso por causa das cotas. Vamos à luta por um país onde as vozes minoritárias sejam ouvidas, e se transformem em protagonistas de suas histórias.


(*) Fábio Nogueira é coordenador de pré-vestibular comunitário na Vila Aliança, no Rio de Janeiro, e militante da Educafro.
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Fonte:http://www.fazendomedia.com/midia-versus-cotas-nas-universidades/

ASSASSINATOS: Pará, terra de ninguém

01.09.2011
Do site da Revista CartaCapital
Por Gabriel Bonis



No Pará, onde 621 pessoas foram mortas em conflitos no campo desde 1985, entre eles José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo (foto), casos de ameaças se multiplicam. Foto: AFP
Sempre presente na lista dos estados que mais devastam a região amazônica, loteado por grileiros e no cerne de assassinatos em massa de líderes locais, o Pará parece se esforçar para manter o estigma de terra sem lei, uma versão faroeste brasileira. Nos últimos 25 anos, 621 pessoas foram mortas no local em conflitos no campo. Porém, apenas 24 responsáveis pelos crimes acabaram presos, segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), organização ligada à Igreja Católica. Um panorama que permanece igual em 2011, com seis militantes camponeses “eliminados”, o último deles em 25 de agosto.
Além disso, outras 30 pessoas do estado figuram na lista de 2010 de ameaçados da CPT, um documento que trazia, entre os 125 nomes presentes, os extrativistas José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo, assassinados em maio, em Nova Ipixuna.
Três meses após a morte do casal e com o fim das investigações do caso pela Polícia Civil, os pistoleiros Lindonjonhson Silva Rocha e Alberto Lopes do Nascimento, suspeitos do assassinato, e o pecuarista José Rodrigues Moreira, mandante do crime, estão soltos e a família das vítimas tornou-se alvo de pistoleiros. “Sabemos demais”, diz Laisa Santos Sampaio, irmã de Maria do Espírito Santo, em entrevista a CartaCapital, por telefone. “Éramos confidentes e tinha conhecimento de todas as ameaças”, completa, apontando que Claudelice Silva dos Santos, irmã de José Cláudio, também registrou boletim de ocorrência após sofrer ameaças.
Na última semana, a casa de Sampaio no Assentamento Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna, foi invadida e um de seus cachorros baleado. Por isso, em meio a tamanha paralisia da Justiça parense, o Ministério Público teve de exigir “investigações sérias e comprometidas”, além da inclusão das famílias dos extrativistas em programas de proteção. Medida também adotada em Altamira, onde a vida de Raimundo Belmiro já tem preço: 80 mil reais. O morador da Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio tem denunciado a extração ilegal de madeira na região.
Segundo o procurador da República em Marabá Tiago Rabelo, as ameaças aos familiares de José Cláudio e Maria do Espírito Santo começaram após o fim das investigações e há ligações “óbvias” entre os casos. “Essas pessoas contribuíram com as averiguações e são testemunhas chave no processo”, afirma a CartaCapital. “Precisamos protegê-las e garantir que possam depor em juízo, mantendo o processo viável”.
Enterro de José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo reuniu cerca de mil pessoas em Marabá. Foto: Rodolfo Oliveira/Agência Pará
“Não é para restar ninguém da raça” dos ambientalistas
Em Nova Ipixuna, Laisa diz que as ameaças circulam pela cidade em forma de boatos, assim como ocorreu com sua irmã. “Dizem que não é para restar ninguém da ‘raça’ de José e Maria no assentamento”. A educadora, que desenvolve projetos de conscientização ambiental e sustentabilidade na região, se diz apreensiva com os telefonemas a “mandando tomar cuidado”. “Estamos na linha de frente pedindo por Justiça e segurança para a reserva. Estamos nos expondo e precisamos do mínimo de segurança”.
Sampaio conta ter recebido telefonemas de representantes do governo federal para incluí-la em programas de proteção, mas afirma querer analisar as opções antes de decidir. “O melhor seria não estar nessa situação”, desabafa. Para evitar um choque de realidade com as restrições desses projetos, Rabelo pediu maior flexibilidade aos familiares dos extrativistas mortos, para que ainda possam manter laços com a região.
Orçamento inóquo para os direitos humanos
Enquanto a inserção em um dos programas do governo parece próxima de Laisa e sua família, os cambaleados Provita e Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos enfrentam problemas estruturais e a incapacidade de atender a enorme demanda do País, algo confirmado pela própria ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, uma semana após a morte dos extrativistas. O último, por exemplo, conta com um exíguo orçamento de 2 milhões de reais e a adesão de meras 7 das 27 unidades da Federação: Pará, Espírito Santo, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
O Provita detém uma receita de 14 milhões de reais para 2011, mas ainda abaixo do necessário, segundo o próprio Secretário Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Ramaís de Castro Silveira, em entrevista a CartaCapital em abril. Além disso, a burocracia na liberação dos recursos à inicitiva causa turbulências em 20% dos 17 Estados que fazem parte do sistema. As instituições conveniadas, responsáveis por providenciar abrigo e alimentação aos participantes do programa, entre outros aspectos, chegam a ficar meses sem receber o pagamento, o que em risco a vida daqules que deveriam ser protegidos.
É nesse cenário que o procurador da República em Altamira, Bruno Alexandre Gütschow, responsável pelo caso de Raimundo Belmiro, afirma a CartaCapital que as denúncias de ameaças estão aumentando. “As pessoas procuram mais a nossa ajuda, porque a ousadia dos ameaçadores cresce cada vez mais”. Ele conta, referindo-se a Belmiro, que o ambientalista foi ameaçado de morte dentro de uma reserva controlada pela União e com uma equipe própria do Instituto Chico Mendes.
Segundo Gütschow, a situação exemplifica a presença quase nula também do Poder Público na região, que não possui efetivo suficiente nas polícias Federal, Civil e Rodoviária e até mesmo no Ministério Público. “No Pará há muitas regiões em que o Estado não chega, ou quando o faz, é tarde demais”.
Mesmo assim, Sampaio continua lutando por Justiça e afirma que já fez um pedido verbal pela federalização do caso e monta um abaixo assinado para implantar no Assentamento Praialta-Piranheira guaritas de controle. “Só com o policiamento conseguiremos eliminar esse problema e se nos silenciarmos tudo ficará pior”.

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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/politica/um-estado-abandonado-pelo-poder-publico

Cientistas desenvolvem vírus que ataca células cancerígenas

01.09.2011
Da BBC BRASIL, 31.08.11


Célula cancerígena. SPL
Até agora, vírus eram injetados diretamente no tumor e não administrados na corrente sanguínea


Até agora, vírus eram injetados diretamente no tumor e não administrados na corrente sanguínea

O implante na corrente sanguínea de um vírus modificado que combate especificamente células cancerígenas pode ser a nova promessa da ciência no combate ao câncer. A descoberta é fruto de uma pesquisa internacional conjunta liderada pela Universidade de Otawa, no Canadá.

O estudo publicado pela revista Nature mostra que uma versão modificada do vírus vaccinia, intitulada JX-594, combate exclusivamente células doentes, deixando incólume o tecido saudável.

A pesquisa ainda não é conclusiva, já que apenas 23 pacientes foram submetidos aos testes. Mas o artigo, assinado por pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, do Canadá e da Coreia do Sul, diz que a descoberta “transformará” de maneira efetiva o tratamento da doença do futuro.

O JX-594 (modificado a partir do vírus usado na vacina contra a varíola) foi aplicado em diferentes dosagens nos 23 pacientes, portadores de tipos de câncer que se espalham rapidamente por vários órgãos do corpo humano.

No grupo de oito pessoas que recebeu alta dosagem, o tratamento teve resultados positivos em sete pacientes, nos quais o vírus modificado atacou apenas as células cancerígenas após introdução via corrente sanguínea.

Os pesquisadores observaram que o vírus interrompeu momentaneamente o crescimento dos tumores em seis pacientes após a aplicação. Por questões de segurança, apenas uma dose foi administrada.

Otimismo

Para o professor John Bell, da Universidade de Otawa, que liderou o time de pesquisadores, “a administração intravenosa (do vírus) é crucial para o tratamento do câncer porque permite atacar tumores espalhados pelo corpo”.

A terapia viral no combate ao câncer não é novidade. Até agora, no entanto, o vírus era diretamente aplicado no tumor, e não na corrente sanguínea.

"Estamos muito empolgados porque pela primeira vez uma terapia viral se mostrou consistente e efetiva com o vírus replicando no tecido cancerígeno após aplicação intravenosa em humanos", diz Bell.

Apesar do estágio inicial da pesquisa, o cientista diz acreditar que "um dia vírus e outras terapias biológicas podem transformar efetivamente nossa maneira de lidar com o tratamento do câncer".

Ouvido pela BBC, o diretor do Barts Cander Institute da Grã-Bretanha, Nick Lemoine, considera a descoberta "uma promessa real" para "cânceres de difícil tratamento".

"O estudo é importante porque mostra que um vírus previamente usado na vacinação contra varíola em milhões de pessoas pode, uma vez modificado, atingir o câncer por meio da corrente sanguínea, mesmo quando o câncer já se espalhou pelo corpo do paciente", diz.
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Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/08/110831_cancer_virus_mm.shtml

Africa do Sul procura o "caçador" de negros do Facebook

01.09.2011
Do blog O Encrível Exército  Blogleone, 30.08.11


Johannesburg * Rep África do Sul

Uma foto publicada no Facebook de um rapaz branco que tem às mãos um rifle e exibe a seus pés, como se fosse um troféu de caça, o corpo de um menino negro provocou um enorme alvoroço na África do Sul. De fato, o corpo de elite da Polícia, os Hawks, está atrás do autor da foto que diz-se chamar na rede social "Eugene Terrorblance", em alusão ao líder da extrema-direita sul-africana assassinado no ano passado Eugene Terreblanche. 

Vejam o texto original em SARE ANTIFAXISTA ou uma tradução livre no blogNEBULOSA.DE.ÓRION

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Fonte:http://blogoleone.blogspot.com/2011/08/africa-do-sul-procura-o-cacador-de.html

Arqueólogos do México localizam vestígios da civilização maia que tem mais de 2 mil anos

01/09/2011 
Internacional
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil


Brasília - Arqueólogos do México descobriram vestígios do que parece ser um palácio maia de 2 mil anos atrás. Os restos foram localizados na região de Chiapas. A informação foi divulgada pelo Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah) do México. As ruínas pré-colombianas do edifício indicam que havia antigas cidades maias na região há mais tempo do que se imaginava.


O diretor do Projeto Arqueológico Plano Ayutla, Luis Alberto Martos López, disse que até essa descoberta as evidências de ocupação na região de Chiapas apontavam para cerca de 250 anos depois de Cristo. A civilização maia, até então remontava a 1.000 anos antes de Cristo, e se caracterizava pelos avanços nos ramos da escrita, matemática e astronomia.


Até hoje as influências dos maias estão presentes em países como o México, Honduras, a Guatemala e El Salvador. Segundo pesquisadores, a civilização nunca desapareceu por inteiro. Alguns dialetos dos maias ainda são falados em regiões da América Latina.


O resultado das investigações revelados foram ontem (31), na Cidade do México. Os arqueólogos Susana Rivera Cruz e Karina Hernandez Gonzalez disseram que uma das estruturas localizadas reúne ossos, vasos, tigelas e pedras de moagem.


Na área foram localizados um esqueleto que parecer ser de um homem de 40 anos de idade e um de um animal do sexo feminino - cujos ossos foram fragmentados devido à passagem do tempo – e deve ter sido usado como oferenda.


López disse ainda que os vestígios localizados correspondem a quartos com paredes de 3 metros de largura, com cantos arredondados, caracterizando a arquitetura mais antiga do povo maia.


De acordo com os arqueólogos, os vestígios devem ser de um antigo complexo residencial, descoberto em um pátio localizado na área norte de Chiapas, indicando o período dos anos 50 depois de Cristo. Segundo eles, no local havia sinais da existência de salas e cofres, assim como vários elementos arquitetônicos considerados de elevado nível.


Os arqueólogos investigam o provável nome da cidade maia localizada. Uma das hipóteses é que se chamava Sak T'zi – por causa de algumas gravações encontradas - ou cidade de Ak'e. Sak T'zi, em referência a uma batalha retratada nos murais de Bonampak. De acordo com os especialistas, no local há prédios em cima de outras estruturas e subestruturas. Há uma área que contém três edifícios e três praças.


Edição: Juliana Andrade
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-09-01/arqueologos-do-mexico-localizam-vestigios-da-civilizacao-maia-que-tem-mais-de-2-mil-anos

"O povo de quem fui escravo não será mais escravo de ninguém"

01.09.2011
Do BLGO DO EMIR, 24.08.11
Por Emir Sader



A polarização na crise que desembocou no suicídio do Getulio foi a que comandou a história brasileira desde 1930 e, de certa forma, continua a polarizá-la ate hoje. Getulio foi o estadista que colocou as bases da construção de um Brasil nacional, popular, democrático, quebrando a espinha dorsal das oligarquias agrário-exportadoras, que mandavam no pais ha séculos. E isto nao lhe perdoaram nem essa direita radicada aqui, nem os EUA.

A crise de 1954 se deu em torno de denúncias de corrupção atribuídas ao governo, mas nao era preciso olhar muito a fundo a situação para saber que o elemento estratégico fundamental do segundo governo do Getulio foi a insistência na existência de petróleo no Brasil – contra a posição de Rockfeller e dos EUA – e a fundação da Petrobras, no bojo da campanha “O petróleo e’ nosso”, levada a cabo pelas forcas populares, especialmente sindicatos e movimento estudantil.

Com tantos ditadores corruptos vinculados aos EUA, se concentraram na luta contra o Brasil e a Argentina, pelas lideranças nacionalistas desses países e pelo potencial econômico e politico dos dois países.

A direita – o tucanato da época – se concentrava no tema da corrupção agregando setores de classe media do centro e sul do país, tentando se contrapor ao enorme apoio popular que as políticas econômicas nacionalistas e sociais populares do governo. Por isso a direita perdia todas as eleições. Apelava então para os quarteis, buscando, desde 1945, quando fundaram a Escola Superior de Guerra – Golbery e Castello Branco entre eles – e foram os representantes aqui da Doutrina de Seguranca Nacional, promovendo tentativas de golpe ao longo de toda a década de 1950 até conseguirem em 1964.

Em 1954, Getulio Vargas impediu, num dia como hoje, 24 de agosto, que triunfassem sobre ele. Entregou sua vida e reverteu uma situação armada para derrubá-lo e instalar governos repressivos e entreguistas, como os da ditadura militar.

A releitura de 1954 ajuda a pensar a historia brasileira desde então. As bandeiras da direita e da esquerda seguem similares. O denuncismo moralista e golpista de um lado, a defesa dos interesses nacionais e sociais, de outro. Setores conservadores de um lado, setores populares de outro.

Vale a pena a releitura da Carta Testamento do Getulio. Ela dá sentido à continuidade da história do movimento popular brasileiro desde 1930 até hoje, 80 anos depois, e projetado no futuro do Brasil no novo século. A grandeza que Lula conseguiu ter como presidente veio, em boa medida, dessa compreensão.

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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=739

Roberto Carlos prega a paz mundial

01.09.2011
Da Revista CARAS


Em encontro com o presidente do Estado de Israel, Shimon Peres, cantor Roberto Carlos conta quais são suas músicas preferidas e pede paz para todo o mundo




Paz, música e bem-estar. Estes foram os temas do encontro do Rei Roberto Carlos (70) com o presidente do Estado de Israel, Shimon Peres (88), realizado na manhã desta quinta-feira, dia 1, em Jerusalém, onde o cantor está para um show no próximo dia 7.
Em encontro com o presidente do Estado de Israel, Shimon Peres, cantor Roberto Carlos conta quais são suas músicas preferidas e pede paz para todo o mundo
O Rei foi até a residência oficial do representante israelense, em Talbia, onde permaneceu por 30 minutos. As primeiras palavras de Peres, segundo o próprio Roberto, foram poéticas: "Sua voz chegou a Jerusalém antes do seu corpo".
"Gostei muito, é uma honra e um privilégio estar com um Prêmio Nobel da Paz. Ele é muito simpático e tem o dom da palavra. Diz coisas muito bonitas. Enfim, tudo correu muito bem. Eu estava nervoso, mas não tinha como não estar", disse o cantor.
Roberto retribuiu a gentileza para o líder, que é conhecido mundialmente pelos esforços pela paz no Oriente Médio, dizendo, em hebraico, shalom aleinu veal kol haolam, cuja tradução é "paz para todos nós e para todo o mundo".
Sobre o tema, o presidente frisou também que "todas as pessoas devem ter direito de serem felizes" e falou sobre a importância do futebol no Brasil, que une o povo.
O encontro ocorreu em clima descontraído. Os dois conversaram também sobre suas idades. Roberto parabenizou o presidente, que fez 88 anos na semana passada, e comentou sua "excelente forma". Peres ficou surpreso ao saber a idade de Roberto.
Música
"Israel é um país unido pela música e desunido pelas palavras", disse Peres, que emendou querendo saber do cantor quais são as canções preferidas do próprio artista. Roberto apontou Detalhes e Emoções, cantarolou um trecho da segunda à capela e ainda relembrou sua infância, em Cachoeiro de Itapemirim, onde cantou pela primeira vez aos 9 anos em uma rádio local.
O Rei, que foi reconhecido como um dos maiores cantores do mundo pelo presidente, ainda contou que suas músicas falam de amor e explicou que, atualmente, elas são dirigidas a todas as mulheres.
O encontro foi acompanhado por Dody Sirena (50), empresário e amigo pessoal do Rei que teve a ideia do projeto em Jerusalém.

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Fonte:http://caras.uol.com.br/noticia/roberto-carlos-prega-paz-mundial