terça-feira, 30 de agosto de 2011

Câmara do Recife discute mobilidade

30.08.2011
Do blog MOBILIDADE URBANA, 29.08.11
Por Tânia Passos

Com informações do repórter: Glynner Brandão
A mobilidade urbana está em pauta esta manhã na Câmara Municipal do Recife (CMR). Uma audiência pública proposta pelo vereador Maré Malta (PPS) vai discutir projeto de lei que determina o deslocamento do horário de pico no trânsito do Recife.
O projeto propõe que o horário das aulas das redes educacionais públicas e privadas comecem às 7h e que  o início dos trabalhos nos serviços públicos mude para as 9h. A matéria foi aprovada em primeira discussão, no dia 01 de agosto.
Participam do encontro o presidente da Comissão de mobilidade da Assembléia Legislativa de Pernambuco, o deputado Silvio Costa Filho; o presidente da Comissão de Mobilidade da Câmara do Recife, vereador Gilberto Alves; a presidente da CTTU, Maria de Pompeia; o superintendente da ATP Engenharia, Laércio Bezerra; Leonardo Meira, especialista em Transportes e Gestão de Infraestruturas Urbanas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); o presidente do Sindicato dos Rodoviários Patrício Magalhães; o presidente do Sindicato dos Taxistas de Pernambuco Evaldo Menezes; Mauricio Pina mestre em Engenharia Civil e o presidente do Sindicato dos Transportes Complementar (Simpetracope).
Nota do blog:
A audiência pública proposta pelo vereador Maré Malta abre um leque de discussão sobre a questão do escalonamento dos horários para impactar menos os engarrafamentos. Especialistas em trânsito apontam que a ideia não é má e também não é nova. Mas, precisa se adequar à realidade de cada região. Na opinião do professor de engenharia da UFPE, Oswaldo Lima Neto é preciso, antes de tudo, fazer um estudo e uma simulação para verificar a viabilidade de uma interferência desse tipo na vida das pessoas. Além disso, fazer um estudo do impacto do funcionalismo, que tem carro, no trânsito do município.
Outra questão, é  se a medida seria aplicada nas três esferas de governo. Há controvérsias quanto a isso. Embora, o vereador Maré Malta acredite que a lei municipal possa determinar o horário do funcionalismo das esferas estadual e federal, os especialistas afirmam que o município não teria esse poder.
Para a engenheira e também especialista em trânsito, Regilma Souza, que participou da elaboração do Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU), a proposta do vereador poderia ser ampliada para Suape.  “A PE-60 não está comportando mais o tráfego e as empresas funcionam no mesmo horário. Acredito que haveria um alívio muito grande, se fosse pactuado com as empresas um escalonamento de horário”, apontou Regilma Souza. Ou seja, o assunto é polêmico e cabe um grande leque de discussões e sooluções.
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Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/mobilidadeurbana/index.php/2011/08/camara-do-recife-discute-mobilidade/

Morto por ter negado um cigarro

30.08.2011
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO
Por RAPHAEL COUTINHO


Um homem foi assassinado no município de Paudalho, na Ma­ta Norte de Pernambuco, após se negar a dar um cigarro a outro homem. O crime ocorreu na noi­te do último domingo, véspera do Dia Nacional contra o Tabagismo. Segundo informações repassadas aos policiais, Sérgio Caetano de Lima, 29 anos, estava no Bar da Mandiva, que fica na rua do Matadouro, quando foi assassinado. Os policiais conseguiram identificar o suspeito como Suelinton José Luis do Monte, de 19 anos. Após o crime o suspeito fugiu.


De acordo com as investigações, os dois estavam em um bar. “O suspeito pediu um cigarro à vítima, que negou. O suspeito en­tão foi até a residência, pegou uma espingarda e efetuou um dis­paro no peito do rapaz, que morreu na hora”, disse o comissário Edson Ferreira, da Delegacia de Nazaré da Mata. Uma testemunha contou ainda que o acusado ainda fez uma pergunta à vítima após ela negar o cigarro.


“Ele disse: ‘o que é mais importante? a sua vida ou o cigarro?’ e o rapaz teria respondido ‘o cigarro’. Foi então quando ele foi pegar a arma”, acrescentou o policial civil. O caso começou a ser investigado pela Delegacia de Pau­dalho.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-policia/661136-morto-por-ter-negado-um-cigarro

O vexame dos transportes no Brasil

30.08.2011
Do site da Revista CartaCapital
Por Paulo Augusto Vivacqua

O Brasil é o quarto maior país em área continua do planeta: a distância entre o Rio de Janeiro e o Acre, ou entre o Rio Grande do Sul e o Ceará, equivale à de Lisboa a Moscou. São dimensões continentais que exigem grande esforço para serem vencidas e tornam nosso sistema de transportes fundamental para nossa integração e desenvolvimento.
Assim, os grandes países, como Canadá, China, Rússia, Estados Unidos, e a União Europeia, se esforçam continuamente para reduzir os custos de transporte, investindo e modernizando a infraestrutura e tornando as distâncias cada vez menos importantes na equação econômica. Porém, no Brasil, os longos trajetos são vencidos predominantemente por caminhão. Esta distorção nos impõe extraordinários prejuízos, dentre os quais uma ocupação territorial desequilibrada onde se destaca uma vasta região interior de acesso caro e difícil, pouco povoada, contrastando com uma faixa costeira abrigando quase 80% da população e da economia.
Para ilustrar a escala deste absurdo, imaginamos o Brasil possuindo um sistema de transporte semelhante ao do Canadá, com sua participação racional de rodovias, ferrovias e navegação, cada qual atuando em sua faixa própria: caminhões em distâncias curtas e médias, ferrovias e navegação nos trajetos maiores e nos troncos de grande densidade de tráfego). E calculemos os benefícios resultantes.
Um PIB a mais de benefícios
As contas foram efetuadas à luz da experiência que acumulamos no desenvolvimento dos grandes corredores ferroviários de Carajás, Norte – Sul, Ferronorte e Centroleste. Os resultados obtidos foram extraordinários: ao longo dos próximos 25 anos, o PIB brasileiro cresceria cerca de 3,8 trilhões de reais, o que equivale ao PIB atual. Ou seja, cresceríamos um PIB a mais no período considerado. Seriam arrecadados 660 bilhões de reais adicionais em impostos, economizaríamos 130 bilhões em manutenção rodoviária e 30 bilhões em acidentes. Além do fator financeiro, cerca de 360 mil mortes nas rodovias seriam evitadas.
As empresas também se beneficiariam muito. Elas fariam uma economia de por volta de 800 bilhões de reais em frete, uma fantástica quantia que seria reinvestida em suas atividades, aumentando a competitividade, reduzindo preços, ampliando mercados e aliviando pressões inflacionárias. O país deixaria de consumir cerca de 600 bilhões de reais em óleo diesel, energia equivalente a dez vezes a geração anual de Itaipu, evitando a emissão de 800 milhões de toneladas de dióxido de carbono, uma significativa contribuição à mitigação do aquecimento global.
As ligações ferroviárias e hidroviárias entre a vasta região central e a faixa litorânea do país, reduzindo os elevados fretes atuais, induziriam uma onda de desenvolvimento no interior, gerando mais de 30 milhões de empregos distribuídos por centenas de novas cidades. Tal ocorrência poderia absorver a sobrecarga dos grandes fluxos migratórios dos municípios costeiros. Por sua vez, as próprias cidades litorâneas, substituindo o caminhão pela navegação de cabotagem, estimulariam fortemente o comércio entre si, que é feito atualmente por estradas em condições precárias, sobretudo. Seriam inúmeras oportunidades de desenvolvimento, inclusive integrando os grandes centros litorâneos do País com as dos países vizinhos, desde a Patagônia até a Venezuela.
Ao contrário do que parece, para este resultado não seria necessária uma quantia muito alta de investimentos. O cálculo aponta para uma injeção entre 40 e 60 bilhões de reais, aplicados ao longo de dez anos na construção de troncos ferroviários, aquavias e portos. É uma quantia irrisória em face dos benefícios auferidos. E, como importante conseqüência do processo, planejando com inteligência e focando os interesses do País, poderíamos criar uma poderosa indústria ferroviária, portuária e de navegação próprias, como ocorre com nossa indústria aeronáutica.
A agricultura, uma das grandes vítimas do gargalo do transporte atual, seria grandemente beneficiada, como demonstrado pelos 600 milhões de reais economizados em fretes nos últimos 10 anos pelo Corredor Centroleste (entre Goiânia e Vitoria), onde 1800 quilômetros de ferrovias transportam cerca de quatro milhões de toneladas de grãos por ano, embarcando-as em navios de até 120 mil toneladas. Seria o efeito da transformação da matriz sobre o setor agrícola como um todo.
Como se vê, estamos diante de um projeto transformador do país, cuja realização depende da conscientização e do apoio do governo, da sociedade, dos usuários e dos investidores, contrapondo-se às forças que vem controlando nossa política de transportes por mais de meio século, sustentando uma idade das trevas em termos de logística. Uma era que parece não ter fim, indiferente a  ferrovias, hidrovias, navegação, eclusas, portos, estaleiros, laboratórios, centros de pesquisa e cursos de engenharia. Um período ao longo do qual órgãos públicos foram corrompidos e desestruturados, cargos técnicos ocupados por leigos ou coisa pior, portos tratados como feudos políticos, ferrovias privatizadas sem obrigação de redução de fretes, pulverização de usuários, ampliação da malha, desenvolvimento de novas regiões e eletrificação. A navegação de cabotagem permanece embrionária, e as rodovias, castigadas por excesso de trafego, pesos e manutenção precária.
Os custos do status quo são catastróficos, e seu esquema mantenedor aparenta ser indestrutível, capaz de absorver investidas periódicas e se recompor sempre. Parafraseando Cícero: quosque tandem?

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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/politica/o-vexame-dos-transportes-no-brasil

Herói indigesto: Imigrante ilegal mexicano salva menina de sequestro nos EUA

30.08.2011
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO


Antônio lamenta o fato de que imigrantes ilegais estejam se tornando cada vez mais alvo de iniciativas repressivas pela lesgistação dos EUA

Antonio salvou a garotinha, mas quem salvará Antonio?


O imigrante ilegal mexicano Antonio Díaz Chacón se transformou em um herói para a comunidade de Albuquerque no Novo México nos Estados Unidos, após resgatar uma menina de seis anos que estava sendo sequestrada.

Antonio é casado com Martha Diaz que  disse que o casal está com medo das conseqüências com Imigração Americana,  mas se sente realizado por estar no local exato e na hora certa para praticar uma ação que pode ter salvado a vida de uma menina.

O imigrante de apenas 24 anos estava na casa de parentes quando escutou uma pessoa que gritava na rua “deixe-a, deixe-a, ela não é sua”. Ao sair da casa encontrou uma mulher que disse que um homem estava levando uma menina à força. Sem pensar que poderia se expor quanto a sua condição ilegal, entrou na caminhonete e seguiu o sequestrador.
Leia mais:
“Acho que foram meus instintos de pai que me motivaram a ajudar a menina”, disse o também pai de uma menina de sete anos e de um bebê de cinco meses. Sem se preocupar com o perigo,  Antonio Díaz Chacón seguiu a caminhonete durante 15 a 20 minutos, até que o sequestrador bateu contra um poste e fugiu deixando a menina no local.

“Acho que no único momento que temi, foi na batida, pensei que ele poderia estar armado”, relatou o imigrante. A menina estava muito assustada enquanto as autoridades mais tarde detiveram o suposto sequestrador que foi identificado como Phillip García.

Díaz Chacón é um imigrante ilegal que conta com uma licença para dirigir graças a uma lei estadual no Novo México, que ainda outorga este documento a “imigrantes ilegais”. No entanto, o jovem mecânico está ciente dos esforços da atual governadora do Novo México, Susana Martínez, que anunciou que vai tirar as licenças de dirigir dos imigrantes ilegais.

O mexicano lamentou o fato de que os imigrantes ilegais estejam se tornando cada vez mais alvo de iniciativas de lei em nível estadual e federal.

O Novo México é um dos 50 estados dos Estados Unidos, localizado na Região Sudoeste do país. É o quinto maior estado em área do país, depois do Alasca, da Califórnia, do Texas e de Montana.
Leia também:
O Novo México foi inicialmente colonizado pelos espanhóis, tendo passado a controle mexicano em 1821, com a independência da mesma, tendo sido uma das províncias mexicanas. Em 1848, com o fim da Guerra Mexicano-Americana, o Novo México foi anexado pelos Estados Unidos.
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Imigrantes Brasil com Agências
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Fonte:http://pragmatismopolitico.blogspot.com/2011/08/heroi-indigesto-imigrante-ilegal.html

O futuro de Anderson Silva: quem para o campeão?

30.08.2011
Do blog RINGUE DIÁRIO 
Por Tiago Barbosa e Celso Ishigami



A vitória incontestável contra o desafiante Yushin Okami, no UFC Rio, aprofundou uma dúvida em relação à carreira do lutador brasileiro Anderson Silva: quem, hoje, tem condições de enfrentar e derrotar o atleta apontado por Dana White como o melhor peso por peso do mundo?
Invicto há 15 lutas, o Aranha já destroçou fortes adversários dentro da categoria, como Vitor Belfort, Chael Sonnen e Demian Maia. Aceitou subir de patamar e, ainda assim, impingiu uma derrota fragorosa ao ex-campeão Forrest Griffin – depois de ser nocauteado, o lutador saiu às pressas do octógono porque tinha deslocado a mandíbula.
No horizonte de confrontos para o brasileiro, surgem as revanches. O linguarudo norte-americano Chael Sonnen, finalizado por Anderson após espancá-lo por quatro rounds seguidos, luta contra Brian Stann, no UFC 136, em outubro. Se vencer, credencia-se novamente ao combate pelo cinturão. Mas é um oponente derrotado anteriormente. Caso perca, abre chance para a tentativa do também norte-americano Stann.
Há quem cogite a possibilidade de o veterano Dan Henderson – hoje no Strikeforce, torneio comprado pelo UFC – retornar para tentar derrubar Anderson Silva. A missão é mais difícil: Henderson possui 41 anos e, quando se atreveu a ficar diante do lutador brasileiro, acabou finalizado com um mata-leão.
A falta de oponentes considerados bons o suficiente para o confronto ressuscita os apelos por uma luta entre Silva e George St-Pierre, campeão do meio-médio. O canadense goza do mesmo prestígio do brasileiro na categoria até 77 quilos. Derrotou nomes fortes, como Josh Koscheck, Dan Hardy, BJ Penn e o brasileiro Thiago Alves, o Pitbull. O estilo de luta calculado, sem correr riscos, tornou-lhe imbatível. Pierre conserva invencibilidade de nove lutas.
A possibilidade do duelo voltou à baila depois do UFC Rio. Em entrevista coletiva, o presidente Dana White observou: “Ainda há alguns confrontos para Anderson. Mas está chegando um ponto em que essa luta talvez faça sentido para os dois”. O combate só seria possível se Anderson Silva perdesse peso – um obstáculo ainda maior porque já seria uma dificuldade para ele atingir os 85 quilos da própria categoria – ou George St Pierre ganhasse alguns quilos. O canadense já desconversou quando o assunto era um possível duelo contra o brasileiro.
Enquanto o UFC garimpa um adversário à altura do campeão do peso-médio, sobra espaço para brincadeiras. Na mesma coletiva após o UFC Rio, Forrest Griffin, nocauteado por Shogun, soltou: “Anderson devia lutar com dois ao mesmo tempo”. Alguém duvida de uma vitória do brasileiro?
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Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/ringuediario/index.php/2011/08/o-futuro-de-anderson-silva-quem-para-o-campeao/

Caso Veja/Dirceu revelará em que país você vive

30.08.2011
Do BLOG DA CIDADANIA,29.08.11
Por Eduardo Guimarães

Estou em Curitiba a trabalho, envolto em reuniões durante o dia e em intermináveis jantares de negócios à noite, de maneira que serei curto e grosso ao dizer um fato que peço que anote em sua agenda mental, leitor, caso queira saber em que país tem vivido.
A melhor coisa que poderia ter acontecido ao Brasil foi a Veja ousar tanto quanto ousou em seus delírios de poder. Pouco mais há o que dizer em relação a esse caso, apesar de a “grande” imprensa ter sonegado seus prestimosos serviços à Nação.
Isso porque a “pequena” imprensa deu conta do recado fazendo uma cobertura célere e objetiva do caso tanto em blogs como em sites, com análises claras e fundamentadas e até matérias informativas dignas de qualquer grande veículo.
Já na manhã de domingo (28), por exemplo, o site Brasil 247 saía com uma entrevista com Rogério Tonatto, gerente do hotel Naoum, onde ocorreram eventos dignos de folhetim de suspense. À tardinha, o site Viomundopublica nova entrevista do mesmo Tonatto.
Ficamos bem servidos de imprensa, os que temos internet e interesse pelo jogo do poder. Mas e o imenso “resto” da sociedade?
Bem, mas a questão não é essa. O que quero dizer muito rápida e claramente a você, caríssimo leitor, é que esse caso veio a calhar em um momento em que o governo Dilma já manifestava oficiosamente a intenção de engavetar qualquer projeto de regulação da mídia.
Com esse ato delirante de ousadia da Veja, um ato de crença absoluta na impunidade, na premissa inaceitável de que a “grande imprensa” está acima da lei e dos demais cidadãos, agora saberemos, de uma vez por todas, em que tipo de país vivemos.
A revista e seu repórter têm contra si acusações gravíssimas, clara e insofismavelmente inscritas no Código Penal e que contam com provas documentais, testemunhais e, se bobear, até uma confissão assinada publicada nos seus blogs de esgoto…
Se o que a Veja ousou não gerar os desdobramentos que enumero a seguir, portanto, esqueça. Voltemos à prancheta porque este país estará fadado à perda de mais esta janela de oportunidade. Eis o que tem que ocorrer:
1 – A Justiça tem que condenar a Veja. E não só penal e pecuniariamente, mas também a se retratar e a dar espaço equivalente às suas vítimas. E rápido, pois provas não faltam.
2 – O governo Dilma Rousseff tem que enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei que imponha regras a esse prostíbulo nojento que é a Comunicação no Brasil.

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/08/caso-vejadirceu-revelara-em-que-pais-voce-vive/

Descoberta sobre grafeno pode criar internet ultrarrápida

30.08.2011
Do portal TERRA 
TECNOLOGIA

Baterias melhores tornaram-se uma nova utilidade para o grafeno. Foto: TecMundo / AlexanderAIUS/ReproduçãoMaterial rendeu o prêmio Nobel de Física de 2010 a pesquisadores
Foto: TecMundo / AlexanderAIUS/Reprodução


Cientistas britânicos desenvolveram uma maneira de usar o grafeno, o material mais fino do mundo, para capturar e converter mais luz do que era possível anteriormente, o que abre caminho a avanços na internet de alta velocidade e outras formas ópticas de comunicação.
Em um estudo publicado pela revista Nature Communication, a equipe, que inclui Andre Geim e Kostya Novoselov, cientistas premiados com o Nobel no ano passado, descobriu que, ao combinar grafeno e nanoestruturas metálicas, o volume de luz que o grafeno é capaz de absorver e converter em energia elétrica aumentava em 20 vezes.
O grafeno é uma forma de carbono com espessura de apenas um átomo, e ainda assim cem vezes mais forte que o aço. "Muitas das maiores companhias de eletrônica estão considerando o grafeno para sua próxima geração de aparelhos. Esse trabalho reforça as chances do grafeno ainda mais", disse Novoselov, cientista russo que, com Geim, conquistou em 2010 o Nobel de Física por suas pesquisas sobre o grafeno.
Trabalhos anteriores tinham demonstrado que é possível gerar energia elétrica ao instalar duas estruturas metálicas de entrelaçamento fino sobre uma base de grafeno, e fazer com que todo o aparato receba luz, convertendo-o na prática em uma célula solar simples.
Os pesquisadores explicaram que, devido à mobilidade e velocidade especialmente elevada dos elétrons no grafeno, essas células produzidas com o material podem atingir velocidades incrivelmente rápidas, dezenas ou potencialmente centenas de vezes mais rápidas que as oferecidas pelos cabos de internet mais velozes hoje em uso.
O principal obstáculo a aplicações práticas até o momento vinha sendo a baixa eficiência das células, segundo os pesquisadores. O problema é que o grafeno absorve pouca luz - apenas cerca de 3%; o restante passa pelo material sem contribuir para a geração de energia.
Em uma colaboração entre as universidades de Manchester e Cambridge, a equipe de Novoselov constatou que o problema poderia ser resolvido por uma combinação entre grafeno e as minúsculas estruturas metálicas conhecidas como nanoestruturas plasmônicas, dispostas em padrão especial por sobre o grafeno.
Essa disposição permitiu que o desempenho de absorção de luz do grafeno melhorasse em 20 vezes, sem sacrifício de velocidade, a equipe afirmou no estudo. A eficiência pode ser ainda mais melhorada no futuro, afirmaram.

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Fonte:http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5321245-EI12884,00-Descoberta+sobre+grafeno+pode+criar+internet+ultrarrapida.html