segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A guerra da mídia na Argentina

29.08.2011
Do site OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Por Luciano Martins Costa em 29/08/2011 na edição 656


Longa reportagem na edição de domingo (28/8) da Folha de S.Paulo relata o recrudescimento do conflito entre o governo da presidente argentina Cristina Kirchner e parte da imprensa do país, em especial o Grupo Clarín.


De acordo com o jornal paulista, a vitória de Kirchner, que foi apoiada por mais de 50% do eleitorado em votações primárias realizadas duas semanas atrás, consolida a aprovação da sociedade à sua reeleição e representa apoio direto em sua cruzada contra o monopólio da mídia. Essa é, pelo menos, a interpretação do governo, segundo a Folha.


Embora não tenha havido uma conexão explícita entre o conflito que coloca em lados opostos o governo Kirchner e a imprensa tradicional na Argentina, ao se submeter à votação primária a presidente colocou seu prestígio sob o crivo dos jornais, correndo o risco de ter sua popularidade afetada por artigos e editoriais com críticas ao seu governo.


Agora, estimulados pelo resultado eleitoral, assessores da presidente anunciam que irão levar até o fim o projeto de diversificação da propriedade dos meios de comunicação definido na Lei de Serviços Audiovisuais aprovada em 2009. O Grupo Clarín conseguiu suspender temporariamente na Justiça a aplicação das novas normas, mas a vitória de Cristina Kirchner está sendo interpretada como apoio da sociedade à sua proposta.


Futebol livre


O conflito entre o governo e o principal grupo de comunicação da Argentina tem ainda como elemento importante as acusações de que o Grupo Clarín apoiou a ditadura militar que dominou o país entre 1976 e 1983, apropriando-se de uma fábrica de papel e aproveitando a relação com o regime militar para ampliar privilégios.


O governo deu curso a novas medidas para reduzir o poder do grupo de comunicação, como um projeto que considera o papel-jornal um insumo de interesse nacional, além de estar ampliando e fortalecendo as emissoras de televisão aberta, para contrabalançar o poder da Cablevisión, principal operadora de TV a cabo da Argentina, pertencente ao Grupo Clarín.


Nesse conflito, o governo também resolveu estatizar o campeonato argentino de futebol, que antes era exibido apenas em um canal pago, de propriedade do Clarín, e agora passa na TV pública.


Cristina e Dilma


Qualquer comparação com a situação da mídia no Brasil seria pura maldade. No entanto, também não há como resistir a certas semelhanças entre a estratégia do Grupo Clarín e a das Organizações Globo, por exemplo.


Embora o Clarín exerça um verdadeiro monopólio, pela ausência de efetivos competidores na oferta de TV a cabo, sabe-se que a enorme vantagem da Rede Globo em relação às outras emissoras tem características que poderiam ser consideradas lesivas aos valores da livre concorrência.


A começar pela forma como são negociadas as cotas para transmissão dos jogos de futebol, que submetem a população à necessidade de pagar altas taxas para assistir determinadas partidas.


As Organizações Globo também têm largas vantagens no que se refere às redes de TV a cabo, mas o tamanho do território brasileiro dificulta a prática do monopólio, como acontece na Argentina.


O custo da infraestrutura de cabos já causou grandes transtornos ao Grupo Globo, exigindo o socorro do BNDES, que ajudou a reorganizar as dívidas da empresa em 2002.


Olho no vizinho


Os representantes da Globo costumam creditar seu sucesso ao chamado “padrão Globo de qualidade”, mas há controvérsias. No ramo da dramaturgia, por exemplo, a emissora ainda vive das caras e bocas e das tiradas de humor rasteiro inspiradas no teatro de revista – é o “padrão Carlos Manga” de interpretação.


Pode-se afirmar que as Organizações Globo não são o Clarin também porque mantiveram sua sede no Rio de Janeiro. Se fosse uma empresa dominante em São Paulo, onde o mercado é expressivamente maior, certamente seu poder seria mais efetivo.


Já nos anos 1990 sabia-se que a única saída da empresa era a Via Dutra e a associação com a Folha de S.Paulo para criar o jornal Valor Econômico foi vista por analistas como uma forma de explorar o mercado paulista.


Mas há também diferenças entre Cristina Kirchner e Dilma Rousseff.


A família Kirchner está no poder desde 2003 e Cristina tenta a reeleição, enquanto a presidente do Brasil procura consolidar seu primeiro mandato. De qualquer maneira, não deixa de ser instigante observar de perto o que acontece na Argentina.


Pelo menos pela possibilidade de, no domingo, poder assistir a partida de seu time predileto sem ter que pagar por isso um preço abusivo.
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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/a-guerra-da-midia-na-argentina

APRESENTADORES EM APUROS:Letterman ameaçado, Morgan abandonado

29.08.2011
Do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA,23.08.11



A semana passada foi agitada para alguns programas de entrevistas americanos. O apresentador David Letterman foi ameaçado em um fórum jihadista na internet por ter insultado, segundo um colaborador da página, Osama bin Laden e Ilyas Kashmiri, outro líder da al-Qaeda, em um quadro do Late Show, na CBS.
O colaborador, que se identificou como Umar al-Basrawi, disse que Letterman levou as mãos ao pescoço para simular um assassinato durante um quadro de humor. O apresentador teria feito o gesto em referência ao anúncio, em junho, da morte de Kashmiri no Afeganistão. Ele defendeu que a língua de Letterman seja cortada.
A ameaça foi descoberta pelo site Monitoring Service, rede privada de inteligência que alerta o governo americano sobre conteúdo online considerado perigoso. O fórum shumukh al-Islam é um popular ponto de encontro de muçulmanos radicais e, segundo um analista do site Monitoring Service, costuma ser usado pela al-Qaeda. O FBI afirmou que está levando a ameaça a sério.
Sobre isso eu não falo
Já o apresentador britânico Piers Morgan, que comanda um programa de entrevistas na CNN, foi abandonado por uma entrevistada que não gostou nada das perguntas feitas por ele. A política americana Christine O’Donnell, do Partido Republicano, abandonou o estúdio depois de Morgan insistir em questioná-la sobre casamento gay. Christine já havia falado sobre o assunto em outras ocasiões, e ele também aparece em seu livro, intitulado Troublemaker. Era para promover o livro, por sinal, que ela havia ido ao programa.
Queridinha do movimento de direita Tea Party, Christine perdeu a eleição para o Senado em novembro. Acredita-se que ela tenha sido derrotada, em parte, por conta de uma antiga gravação de TV em que aparecia falando de bruxaria e condenando a prática da masturbação.
Ao ser pressionada por Morgan para falar sobre casamento gay, Christine afirmou que ele estava sendo um pouco grosseiro. “Não acho que seja relevante. Não é um tema que eu escolhi adotar”, respondeu. O entrevistador disse ter ficado confuso. “Estou apenas fazendo perguntas com base em suas próprias declarações públicas, e no que você escreveu em seu próprio livro”, respondeu.
A política sugeriu que, por educação, Morgan deveria cobrir apenas temas que seus entrevistados quisessem discutir. Mais uma vez, o apresentador se mostrou surpreso. Christine, que estava em um estúdio separado, olhou para alguém que estava a seu lado, mas fora da câmera, e começou a tirar o ponto eletrônico. “Eu deveria estar falando no Clube Republicano de Mulheres às 18h, mas optei por me atrasar, não para aturar um apresentador grosseiro, mas para falar com vocês sobre o meu livro e as questões de que trato em meu livro”, afirmou antes de sair.
Morgan, parecendo bastante surpreso, respondeu à reação da política republicana no Twitter, repassando a seus 1,1 milhão de seguidores o tuíte de um jornalista que dizia: “Christine O’Donnell é a primeira autora na história a abandonar uma entrevista de TV porque o apresentador aparentemente leu seu livro”. Com informações do Guardian [18/8/11].

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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/letterman-ameacado-morgan-abandonado

Sudão do Sul: guerra étnica mais intensa e mortal

29.08.2011
Do site da Revista Fórum
Por Charlton Doki, da IPS, 25.08.2011 

Milhares foram sequestrados e mais de mil pessoas morreram este ano nas guerras que travam comunidades do Sudão do Sul por seu bem mais apreciado: o gado.

Milhares de mulheres e crianças foram sequestradas e mais de mil pessoas morreram este ano nas sangrentas guerras que travam comunidades do Sudão do Sul por seu bem mais apreciado: o gado. Neste novo país independente da África, que produz cerca de 395 mil barris (de 159 litros) por dia de petróleo, os combates entre as etnias recrudesceu.
Para os sudaneses do sul, possuir muito gado é sinal de riqueza. Nos últimos tempos, os roubos de animais ficaram mais frequentes e mortais. Crescem os apelos para que o governo do Sudão do Sul cuide das raízes do problema. Muitos temem que, se esses problemas não forem resolvidos, a violência continue afetando a estabilidade e o desenvolvimento do novo Estado.
O conflito é alimentado pela fácil aquisição de armas por parte da população, e pelas normas culturais que valorizam a propriedade de gado como sinal de sucesso. Ao terminar a guerra civil sudanesa de 21 anos, em 2005, o valor do gado cresceu rapidamente, pois muitos homens decidiram se casar para iniciar uma nova vida, sendo comum pagar com animais o dote da noiva.
James Amuor, um jovem do Estado de Jonglei, disse à IPS que um dote pode custar até cem cabeças de gado. “Alguns jovens estão envolvidos em roubos porque querem se casar e não têm animais suficientes. Precisam roubar para poderem apresentar um dote”, acrescentou Amuor. Na comunidade de Dinka, quanto mais alta é a jovem maior é o valor do dote. O mesmo se aplica ao nível de educação da noiva.
No último ataque, ocorrido no dia 18 deste mês no condado de Uror, no Estado de Jonglei, 640 pessoas foram assassinadas e 761 ficaram feridas, 285 crianças foram sequestradas, 38 mil cabeças de gado foram roubadas e 8.924 casas incendiadas. Todo o condado foi vítima da ofensiva. O comissário de Uror, Tut Puok Nyang, disse que os atacantes seriam cerca de 2.500 jovens, possivelmente do vizinho condado de Pibor. Outros estimam que os responsáveis seriam entre três mil e cinco mil, “armados como um exército regular”.
Um trabalhador da Organização das Nações Unidas (ONU) que pediu para não ser identificado disse que os atacantes portavam vários tipos de armas, incluindo metralhadoras, rifles de assalto Kalashnikov, escudos antiaéreos e granadas. O ataque foi em represália a outro cometido em junho pela comunidade de Lou Nuer, no condado de Uror, contra a comunidade de Murle, em Pibor. Nessa ofensiva mais de 400 pessoas morreram, dezenas de mulheres e crianças foram capturadas e centenas de cabeças de gado foram roubadas.
As mulheres raptadas são tomadas como “esposas” e as crianças se convertem em seus “filhos”, sendo obrigados a aceitar a nova cultura de seus sequestradores. Nos mesmos incidentes, a Missão da ONU no Sudão, com mandato de proteger os civis, e o Exército de Libertação do Povo do Sudão (SPLA), agora força armada regular do país, não intervieram argumentando falta de capacidade. Há crescentes apelos ao governo para que envie forças de segurança para impedir uma repetição da violência.
Porém, o ministro de Aplicação da Lei do Estado de Jonglei, Gabriel Duop Lam, disse que é difícil impedir os ataques “porque os civis com armas superam os agentes da ordem”. No entanto, o ministro de Assuntos Internos do Sudão do Sul, Gier Chuang Aluong, disse que a pobre infraestrutura do país dificulta a vigilância. “A polícia e o SPLA não têm a capacidade para resolver rapidamente esses incidentes de violência entre comunidades. Devido à falta de estradas, um exército pode demorar 72 horas para chegar a um lugar onde há insegurança. Quando chegasse seria tarde demais para deter os atacantes”, disse Aluong.
O ministro acusou os “inimigos” do Sudão do Sul de entregarem armamento a civis para desestabilizar o país. Durante a guerra contra o norte, muitas pessoas adquiriram armas. Informes indicam que ladrões de gado teriam obtido novos armamentos, e o governo do Sudão do Sul acredita que foram fornecidos por Cartum. O governo diz ter evidência de que Cartum forneceu armas a milícias para desestabilizar o Sudão do Sul antes e depois do referendo sobre sua independência.
O novo país do sul ficou com 85% das reservas de petróleo do território que antes formava um único Sudão. “Nossa gente não fabrica armas. Isto significa que alguém deliberadamente as entrega, estimulando os sudaneses do sul a se matarem”, afirmou Aluong. No entanto, muitos atribuem a insegurança ao fracasso do governo do sul para desarmar os civis. Nyang disse acreditar que um completo desarmamento civil é a única solução para acabar com os ataques no Estado de Jonglei, em particular, e no Sudão do Sul, em geral.
Ahmed Thurbil perdeu seus familiares no ataque de 18 deste mês e criticou o governo por não ter desarmado os civis depois de encerrada a guerra civil. “Todo o governo sabia que muitos civis estavam armados, mas não cuidou de desarmá-los nesses seis anos. O que esperam que façam os jovens ociosos? É óbvio que estarão tentados a ir roubar gado”, respondeu. Thurbil disse que a violência entre comunidades foi minimizada tanto pelo governo de Jonglei como pelo governo central do Sudão do Sul.
Moses Opio, da Campanha por um Mundo Melhor, da ONU, disse à IPS que se os civis não forem desarmados os combates continuarão e seguirão matando inocentes. “Deve haver um desarmamento sistemático. Qualquer um que não esteja autorizado a portar uma arma deve ser desarmado”, afirmou. Teoricamente, a população do Sudão do Sul necessita de licença para ter uma arma. Entretanto, é fácil comprar uma sem os documentos necessários.
Por Envolverde/IPS.

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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/conteudo/detalhe_noticia.php?codNoticia=9432/sudao-do-sul:-guerra-etnica-mais-intensa-e-mortal

A nova sociedade do compartilhamento

29.08.2011
Do site da Revista Fórum,26.08.11
Por Adriana Delorenzo 


Debate reúne nomes como Lawrence Lessig, um dos criadores da licença Creative Commons, e Gilberto Gil para falar sobre as transformações na cultura digital.




No dia em que o projeto de Marco Civil da Internet foi enviado ao Congresso Nacional pela presidenta Dilma, 24/08, um debate no auditório do Ibirapuera, em São Paulo (SP), apontou as mudanças tanto no campo da cultura como sociais, na era da internet. Lawrence Lessig, um dos criadores da licença Creative Commons, destacou a esperança que havia no Brasil em ser um dos países mais progressistas no que diz respeito ao direito autoral, antenado com as novas formas de compartilhamento. Porém, a atual gestão do Ministério da Cultura foi criticada, não só pelo ato simbólico da retirada do selo da licença no início do ano, como pela ausência de empenho do MinC na continuidade do programa Cultura Viva.


Com o tema “Música: a fronteira do futuro - Criatividade, Tecnologia e Políticas Públicas”, a roda de conversa durou cerca de três horas, e começou com a exibição do filme Remixofagia, dirigido por Rodrigo Savazoni. O vídeo trata das possibilidades da cultura digital, onde não mais apenas um interlocutor fala e muitos ouvem. Ou, como definiu Lessig, hoje se cria em cima do que outros criam, um inspira outro, e, por fim, todos podem ser criadores. Diferente da cultura no passado do século XIX e XX, quando, segundo ele, a maior parte da humanidade tinha um comportamento passivo.


“Não há como matar a criatividade, então as corporações a criminalizam, já que não podem nos fazer passivos, somos piratas”, disse Lessig. Com essa nova sociedade, a indústria, especialmente a fonográfica, tenta resistir aos downloads e trocas de arquivos peer-to-peer. É preciso um equilíbrio entre o respeito ao profissional e a liberdade de criar e compartilhar do amador, como explicou o defensor do Creative Commons.


“Nunca houve tanta possibilidade de compartilhar conhecimento e bens culturais como agora”, afirmou Sérgio Amadeu, especialista na cybercultura e professor da Universidade Federal do ABC. Segundo Amadeu, no século XIX não fazia sentido restringir a propriedade sobre a música, o que só aconteceu a partir de seu aprisionamento ao suporte físico. Quando ela passa a ser gravada, uma indústria da intermediação entre o músico e o ouvinte ganha poder. Com a rede, esse sistema mudou. No entanto, hoje há um outro tipo de intermediário: a própria rede.


Quem controla a rede hoje?


Diversos países vêm aprovando leis restritivas em relação à internet. Até governos considerados de esquerda como o da Espanha apoiaram a lei contra os downloads, proposta pela ministra da Cultura, Ángeles González-Sinde, daquele país. No Brasil, a Lei Azeredo, conhecida como AI-5 Digital, também visava à restrição da liberdade na rede. “O Marco Civil pretende justamente garantir a liberdade na rede e evitar que a indústria da intermediação a restrinja”, observou Amadeu.


Hoje quem detém os cabos de fibra ótica para a internet são as teles. O Plano Brasileiro de Banda Larga foi criticado pelo “acordo de bondades” feito com esses grupos. Segundo Amadeu, a velocidade de até 1 Mbps é baixa, e ele comparou com a Inglaterra, onde há uma velocidade de 6 Mbps por o equivalente a 21 reais.


“Nossa banda larga é de 1996, mas temos que olhar para 2050”, disse Ronaldo Lemos, do Centro de Ciência e Tecnologia da FGV. A banda larga na opinião dos participantes deve ser pensada como estratégica para o desenvolvimento do País e deveria, inclusive, fazer parte do PAC.


Em relação ao desenvolvimento, Ivana Bentes, diretora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, comparou o fato de que enquanto Europa e EUA estão em crise, o Brasil cresce seguindo o velho modelo de desenvolvimento econômico. Lá, disse ele, há uma classe média empobrecida, aqui, um precariado emergente.


Tanto lá como aqui, são esses os novos sujeitos das lutas, que cada vez mais são organizadas na rede. Ivana defendeu o combate à cultura proprietária e questionou onde estão as políticas públicas que foram gestadas no governo Lula. “Se a retirada do selo do Creative Commons foi um ato simbólico, a retirada do Cultura Viva do Plano Plurianual (PPA) é um retrocesso muito grande”, afirmou.


Gilberto Gil, ex-ministro da Cultura, em meio a filosofias, recomendou que é preciso amparar e colocar para caminhar aqueles que não se dispõem a se doar ao espírito do tempo.


O debate ainda contou com a participação de Danilo Miranda (Sesc), Claudio Prado (Casa de Cultura Digital) e a deputada Manuela D’Avila.


Leia comentário sobre o formato do evento no Blog do Rovai.

Foto página inicial: Adriana Delorenzo

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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/conteudo/detalhe_noticia.php?codNoticia=9437/a-nova-sociedade-do-compartilhamento-

Repórter não é Polícia; Imprensa não é Justiça

29.08.2011
Do blog BALAIO DO KOTSCHO
Por Ricardo Kotscho


Ao voltar de Barretos, o meu correio eletrônico já estava entupido de mensagens de amigos e leitores comentando e me pedindo para comentar a reportagem da revista "Veja" sobre as "atividades clandestinas" do ex-ministro José Dirceu, um dos denunciados no processo do "mensalão", que tramita no Supremo Tribunal Federal e ainda não tem data para ser julgado.


Só agora, no começo da tarde de segunda-feira, consegui ler a matéria. Em resumo, como está escrito na capa, sob o título "O Poderoso Chefão", ao lado de uma foto em que Dirceu aparece de óculos escuros e sorridente, a revista faz uma grave acusação:


"O ex-ministro José Dirceu mantém um "gabinete" num hotel de Brasília, onde despacha com graúdos da República e conspira contra o governo da presidente Dilma".


Para justificar a capa, a revista publica dez reproduções de um vídeo em que, além de Dirceu, aparecem ministros, parlamentares e um presidente de estatal entrando ou saindo do "bunker instalado na área vip de um hotel cinco-estrelas de Brasília, num andar onde o acesso é restrito a hóspedes e pessoas autorizadas".


Nas oito páginas da "reportagem"  _ na verdade, um editorial da primeira à última linha, com mais adjetivos do que substantivos _ não há uma única informação de terceiros que não seja guardada pelo anonimato do "off" ou declaração dos "acusados" de visitar o bunker de Dirceu confirmando a tese da "Veja".


Fiel a uma prática cada vez mais disseminada na grande mídia imprensa, a tese da conspiração de Dirceu contra o Governo Dilma vem antes da apuração, que é feita geralmente para confirmar a manchete, ainda que os fatos narrados não a comprovem.


Para dar conta da encomenda, o repórter se hospedeu num apartamento no mesmo andar do ex-ministro. Alegando ter perdido a chave do seu apartamento, pediu à camareira que abrisse o quarto de Dirceu e acabou sendo por ela denunciado à segurança do hotel Naoum Plaza, que registrou um boletim de ocorrência no 5º Distrito Policial de Brasília, por tentativa de invasão de domicílio.


Li e reli a matéria duas vezes e não encontrei nenhuma referência à origem das imagens publicadas como "prova do crime", o primeiro dos mistérios suscitados pela publicação da matéria. O leitor pode imaginar que as cenas foram captadas pelas câmeras de segurança do hotel, mas neste caso surgem outras perguntas:


* Se o próprio hotel denunciou o repórter à polícia, segundo "O Globo" de domingo, quem foi que lhe teria cedido estas imagens sem autorização da direção do Naoum?


* Se foi o próprio repórter quem instalou as câmeras, isto não é um crime que lembra os métodos empregados pela Gestapo e pelo império midiático dos Murdoch?


* As andanças pelo hotel deste repórter, que se hospedou com o nome e telefone celular verdadeiros, saiu sem fazer check-out e voltou dando outro nome, para supostamente entregar ao ex-ministro documentos da prefeitura de Varginha, são procedimentos habituais do chamado "jornalismo investigativo"?


As dúvidas se tornam ainda mais intrigantes quando se lê o que vai escrito na página 75 da revista:


"Foram 45 horas de reuniões que sacramentaram a derrocada de Antonio Palocci e durante as quais foi articulada uma frustrada tentativa do grupo do ex-ministro de ocupar os espaços que se abririam com a demissão. Articulação minuciosamente monitorada pelo Palácio do Planalto, que já havia captado sinais de uma conspiração de Dirceu e de seu grupo para influir nos acontecimentos que ocorriam naquela semana (6,7 e 8 de junho, segundo as legendas das fotos) _ acontecimentos que, descobre-se agora, contavam com a participação de pessoas do próprio governo".


A afirmações contidas neste trecho provocam outras perguntas.


* Como assim? Quem do governo estava conspirado contra quem do governo?


* Por acaso a revista insinua que foi o próprio governo quem capturou as imagens e as entregou ao repórter da "Veja"?


* Por que a reportagem/editoral só publica agora, no final de agosto, fatos ocorridos e imagens registradas no começo de junho, no momento em que o diretor de redação da revista está de férias?


Só uma coisa posso afirmar com certeza, depois de 47 anos de trabalho como jornalista: matéria de tal gravidade não é publicada sem o aval expresso dos donos da empresa ou dos acionistas majoritários. Não é coisa de repórter trapalhão ou editor descuidado.


Ao final da matéria, a revista admite que "o jornalista esteve mesmo no hotel, investigando, tentando descobrir que atração é essa que um homem acusado de chefiar uma quadrilha de vigaristas ainda exerce sobre tantas autoridades (...) E conseguiu. Mas a máfia não perdoa".


Conseguiu? Há controvérsias... No elenco de nomes apresentados pela revista como frequentadores do "aparelho clandestino" de Dirceu, no entanto, não encontrei nenhum personagem que seja publicamente conhecido como inimigo do ex-ministro Antonio Palocci.


O texto todo foi construído a partir de ilações e suposições para confirmar a tese _ não de informações concretas sobre o que se discutiu nestes encontros e quais as consequências efetivas para a queda de Palocci.


Não tenho procuração para defender o ex-ministro José Dirceu, nem ele precisa disso. Escrevo para defender a minha profissão, tão aviltada ultimamente pela falta de ética de veículos e profissionais dedicados ao vale-tudo de verdadeiras gincanas para destruir reputações e enfraquecer as instituições democráticas.


É um bom momento para a sociedade brasileira debater o papel da nossa imprensa  _ uma imprensa que não admite qualquer limite ou regra, e se coloca acima das demais instituições para investigar, denunciar, acusar e julgar quem bem lhe convier.


Diante de qualquer questionamento sobre as responsabilidades de quem controla os meios de comunicação, logo surgem seus porta-vozes para denunciar ameaças à liberdade de imprensa.


Calma, pessoal. De vez em quando, convém lembrar que repórter não é Polícia e a Imprensa não é  Justiça, e também não deveria se considerar inimputável como as crianças e os índios. Vejam o que aconteceu com Murdoch, o ex-todo-poderoso imperador. Numa democracia, ninguém pode tudo.


Censura e autocensura


Até me surpreendeu a manchete de hoje da "Folha", tratando de um assunto pouco usual nos nossos grandes jornais:


"Banco infla calote para sonegar, afirma Receita _ Autuações chegam a quase R$ 200 milhões; instituições negam ilegalidade".


Ao ler a matéria toda, outra surpresa: em nenhum momento, nem na primeira página, nem no caderno Folhainvest, aparece o nome de qualquer banco. Contaram o milagre sem falar do santo (ou dos santos).


Dos 30 processos em curso na delegacia especializada em instituições financeiras de São Paulo, "pelo menos três poderão gerar processos criminais". Fiquei curioso em saber quais são os bancos investigados.


Como já escrevi neste espaço outras vezes, o que ameaça o futuro da nossa imprensa não é a censura do Estado, mas a autocensura nas empresas, que gera, entre outros males, o denuncismo seletivo.


Rodolfo Fernandes


Neste final de semana, perdi um grande amigo e, a imprensa brasileira, um dos seus melhores profissionais: Rodolfo Fernandes, jornalista de muito talento e, principalmente, grande caráter, qualidades raras de se encontrar hoje em dia na mesma pessoa.


Em seu lugar, assumiu o cargo de diretor de redação de "O Globo" outro velho amigo, Ascânio Seleme.


Vida que segue.
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Fonte:http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2011/08/29/reporter-nao-e-policia-imprensa-nao-e-justica/

Giannoti: “O que pretendem fazer com essa gente?”

29.09.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha, Vi o Mundo
Por Edmilson Lopes Júnior
Em Terra Magazine, sugestão do leitor Morvan

A pergunta do Giannotti
De Natal (RN)
Na última semana, um encontro promovido pelo Instituto Fernando Henrique reuniu antigos dirigentes da área econômica e intelectuais tucanos para diagnosticar os principais problemas econômicos do país e, se possível, apontar propostas substantivas para uma alternativa ao que vem sendo feito desde que o Lula tomou posse em 2003. O título do evento não poderia ser mais pomposo: “Transição incompleta e dilemas da (macro) economia brasileira”.
Os “pais do Real”, hoje aboletados nas direções de bancos e fundos de gestão, não trouxeram a esperada luz que iluminaria o escuro caminho da oposição. Com a notável exceção de Pérsio Arida, que apontou a necessidade de uma revisão das regras de gestão e de aplicação dos recursos dos fundos dos trabalhadores (FGTS e FAT), os demais pisaram sobre terreno por demais batido. Queriam mais do mesmo: redução dos gastos públicos. Houve até quem propusesse que abandonássemos a perseguição do modelo de estado de bem-estar (welfare state) europeu.
Nós, que jamais tivemos welfare-state de verdade, deveríamos abandonar a ilusão de realizá-lo. Essa proposição, em um encontro de intelectuais de um partido que carrega no nome o peso da definição socialdemocrata, é, por si só, reveladora. Se a democracia social europeia não deve nos orientar como modelo, para qual direção devemos mirar? Para a China, onde o milagre do crescimento econômico se faz à custa de uma força de trabalho submetida a regimes de trabalho semiescravo? Ou, quem sabe, para os EUA, onde, trinta anos de enxugamento dos gastos sociais e de acentuada concentração de rendas não livraram o país de uma crise que ameaça arrastar o resto do mundo?
O melhor relato do encontro tucano foi feito pela jornalista Maria Cristina Fernandes, colunista de política do jornal Valor Econômico. Segundo ela, após Pedro Malan ter afirmado, certamente com a candura e objetividade de sempre, que “os que tinham a Europa como modelo vão precisar rever os seus conceitos”, o filósofo José Arthur Giannotti não conseguiu se conter e, dirigindo-se ao conjunto dos economistas, indagou: “Desde o último artigo que li de Gustavo Franco tive a impressão de que vocês descreem da impossibilidade de se prover o welfare state. Mas o que pretendem fazer com essa gente?”.
Ao que parece, os emplumados economistas preferiram dar de ombros diante da pergunta do filósofo. Giannotti, como bom filósofo, resumiu em sua pergunta o dilema que devora parte do campo político brasileiro. Ora, se a oposição não sabe o que pretende fazer com “essa gente”, por que diabos “essa gente” vai querer algo com essa oposição?
O que resta para essa oposição, já que não dá para nenhum político, em pleno domínio de suas faculdades mentais, sair por aí repicando as receitas de Pedro Malan e Gustavo Franco, é procurar casos de corrupção no Governo para denunciar. O moralismo, ao contrário do que muitos pensam, não é uma opção. É o que resta como discurso para uma oposição que, após oito anos, ainda não descobriu o que “fazer com essa gente”.

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/humor/giannoti-o-que-pretendem-fazer-com-essa-gente.html

BLOG MOBILIDADE URBANA: Comissão de mobilidade da Alepe visita blog,por Tânia Passos

29.08.2011
Do blog MOBILIDADE URBANA
Por Tânia Passos*


Deputado Silvio Costa Fillho(PTB), jornalista Tânia Passos(editora do Blog) e os deputados Ricardo Costa(PTC) e Zé Maurício(PP).

Ampliar o horizonte das discussões quanto à mobilidade urbana. A comissão de mobilidade da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) fez uma visita ao blog mobilidade urbana, no sentido de se colocar à disposição nas discussão das políticas públicas. De acordo com o presidente da comissão, Sílvio Costa Filho (PTB), o objetivo é ouvir os diversos segmentos da sociedade e até o fim do ano elaborar uma carta aberta com as propostas de melhoria de trafegabilidade não apenas para os carros, mas também para os pedestres. Uma das bandeiras levantadas é quanto a responsabilidade da conservação das calçadas.

Para o deputado estadual, Sílvio Costa Filho é preciso haver mudanças na legislação. “O Recife fez uma lei de calçadas, que muitos municípios da Região Metropolitana copiaram e na prática não funciona. A gente quer propor mudanças na lei e chamar os municípios para que reassumam a responsabilidade de preservação dos passeios”, declarou. A comissão também defende a melhoria da iluminação pública.

A visita ao blog, na sede dos Diarios Associados, contou ainda com a presença dos deputados Ricardo Costa (PTC) e Zé Maurício (PP), que também integram a comissão. “A comissão da Alepe pretende trabalhar diretamente com a comissão de mobilidade da Câmara do Recife, uma vez que entendemos que se trata de uma questão metropolitana”, avaliou.

As duas comissões têm encontro marcado com o prefeito João da Costa esta semana para discutir as prioridades do plano municipal de mobilidade urbana. A comissão da Alepe já visitou o Sindicato das empresas de Transportes (Urbana-PE) e fez uma audiência pública com os taxistas.

Comissão da Mobilidade Urbana – Alepe

Presidente: Sílvio Costa Filho
Vice: João Fernando Coutinho
Relator: Daniel Coelho
Sebastião Oliveira
Betinho Gomes
Suplentes:
Zé Maurício
Odacy Amorim
Ricardo Costa
Julio Cavalcanti
Aluísio Lessa

O email da Comissão:




*Tânia Passos, é jornalista e dirige o récem lançado blog MOBILIDADE URBANAhttp://blogs.diariodepernambuco.com.br/mobilidadeurbana/


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Fernando Bezerra Coelho lança filho candidato a prefeito de Petrolina em 2012

29.08.2011
Do BLOG DE JAMILDO
Posatdo por Jamildo Melo

Neste sábado, sem alarde, o ministro Fernando Bezerra Coelho, da Integração Nacional, liderabça do PSB no sertão do São Francisco, reuniu os 10 vereadores ligados a seu grupo e anunciou, oficialmente, que o deputado federal Fernando Bezerra Coelho Filho, do PSB, será o candidato a prefeito de Petrolina, nas eleições de 2012.











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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/08/29/fernando_bezerra_coelho_lanca_filho_candidato_a_prefeito_de_petrolina_em_2012_110906.php

A Rede da Legalidade está de novo no ar !

30.08.2011
Do blog CONVERSA AFIADA, 29.08.11
Por Paulo Henrique Amorim



Brizola quer a Ley de Medios


A partir de hoje, no Palácio Piratini, às 17 horas, começa em Porto Alegre a Semana dos 50 anos da Rede da Legalidade.

Nesta terça-feira, às 18 horas, no Memorial da Assembléia Legislativa, Brizola Neto e este ansioso blogueiro participarão do debate “Democracia e Liberdade de Imprensa”.

Este ansioso blogueiro defenderá duas teses.

Primeiro, que a maior homenagem à Resistência sem paralelo de Brizola contra o Golpe (é o mesmo de sempre) é lutar pela Ley de Medios.

Segundo, ele tratará da censura hoje: pela via via judicial.

Leia o texto de Neuza Cabarro, no site ‘50 Anos da Legalidade’:

Movimento da Legalidade e o Estado Livre


por Neuza Canabarro (*)


Brizola, Governador do Estado do Rio Grande do Sul, convencido que se tratava de um golpe de Estado, iniciou o mais importante movimento de resistência democrática do século XX, para garantir que Jango, vice-presidente da República, fosse empossado presidente.


Hoje, cinquenta anos se passaram e temos a lucidez de poder rememorar os fatos que assistimos as interpretações que ouvimos, muitas pró-movimento e outras contra, acusando Brizola de incendiário e de prejudicar ao cunhado Jango.


O desatino dos ministros militares do ex-presidente Jânio Quadros empurrou-os para o abismo da intolerância ao colocarem as Forças Armadas de prontidão no Brasil e o mais terrível, determinarem que Jango, ao regressar da viagem oficial a China,  fosse preso no desembarque, em qualquer aeroporto  do País.


A Rádio Guaíba, integrada a aproximadamente 100 emissoras de rádio, transmitia, diretamente do Palácio Piratini, dia e noite informações dos acontecimentos do Movimento da Legalidade com pronunciamentos de Brizola e do Marechal Teixeira Lott, alcançando uma mobilização extraordinária para a época.


As redes sociais, hoje tão badaladas, na realidade foram inauguradas por Leonel de Moura Brizola. Tiveram neste Movimento a grande constatação de sua eficácia na conscientização popular e engajamento para lutar na defesa do cumprimento da Constituição Federal do Brasil.


O mais fantástico é que Jânio e Jango foram eleitos por forças políticas diferentes, e por que não dizer antagônicas, enquanto Jânio representava a direita, o conservadorismo, as elites retrógadas, Jango era a esquerda com sua proposta progressista, as reformas de base, as grandes transformações.


Há meio século o eleitor tinha o direito de escolher o candidato a presidência e também de votar no vice. Atualmente é um retrocesso no processo democrático, aceitar quem não foi votado ser investido no cargo em caso de vacância.


O Movimento da Legalidade sem dúvida alguma, assume hoje uma dimensão maior pela visão, coragem e discernimento de Brizola ao empunhar a bandeira da defesa dos direitos constitucionais de Jango.


Acredito que as comemorações cumprem um importante papel na formação de gerações que não conhecem ou tem uma idéia distorcida da realidade deste episódio.


Reafirmo a convicção da necessidade de recuperação dos valores morais, éticos e principalmente da utopia e sonho de um estado livre, forte e igualitário.


(*) Conselheira do CDES-RS


Programação


29/08

Lançamento do site e foto-livro

Data: 29/08

Local: Palácio Piratini

Ato de celebração dos 50 anos da Legalidade

Data: 29/08 17:00

Local: Palácio Piratini

Debate com jornalistas

Data: 29/08 18:00

Local: Palácio Piratini

30/08

Debate “Democracia e Liberdade de Imprensa”

Data: 30/08 18:00

Local: Memorial da Assembleia

31/08

Sessão Comemorativa

Data: 31/08 14:00

Local: Plenario Assembleia Legislativa

Abertura da exposição

Data: 31/08 16:00

Local: Assembleia Legislativa

Debate sobre a Legalidade

Data: 31/08 18:00

Local: Memorial do Legislativo

01/09

Debate

Data: 01/09 19:00

Local: Plenário do Memorial do Legislativo

02/09

Abertura da exposição de documentos e fotografias

Data: 02/09

Local: Memorial do Rio Grande do Sul

03/09

Debate A Cadeia da Legalidade

Data: 03/09 14:30

Local: Sala A2B2 da CCMQ

Exibição de filme

Data: 03/09 19:00

Local: CCMQ

Musical Legalidade

Data: 03/09 20:00

Local: Palácio Piratini

04/09

Exibição de filme

Data: 04/09 19:00

Local: CCMQ

Musical Legalidade

Data: 04/09 20:00

Local: Palácio Piratini

05/09

Inauguração do Memorial

Data: 05/09

Local: Palácio Piratini


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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/08/29/a-rede-da-legalidade-esta-de-novo-no-ar/