segunda-feira, 22 de agosto de 2011

PAULISTA:Três corpos são encontrados em uma casa no Janga

22.08.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
Com informações do repórter Raphael Guerra



Três pessoas - um casal e um homem - foram encontrados mortos nesta segunda-feira em uma casa na Avenida Cláudio Gueiros Leite, no Janga, em Paulista. Imagem: Raphael Guerra/DP/D.A Press

Corpos de dois homens e uma mulher foram encontrados pelo caseiro em casa na beira mar no bairro do Janga, em Paulista. Vizinhos ouviram tiros nas proximidades no sábado. Imagem: Raphael Guerra/DP/D.A Press

Os corpos de dois homens e uma mulher foram encontrados nesta segunda-feira (22) numa casa na beira mar do bairro do Janga, município de Paulista, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Segundo as primeiras informações da Força Tarefa Norte do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), as mortes possivelmente aconteceram no último sábado (20), pois os vizinhos relataram terem ouvido tiros. As vítimas ainda não foram identificadas.

De acordo com a polícia, as vítimas seriam paulistas e teriam alugado a casa há cerda de cinco meses. Dois carros estão estacionados no jardim da residência, cujo valor do aluguel é de R$ 2 mil. A casa, que é grande e tem primeiro andar, está com os móveis revirados
Corpos de dois homens e uma mulher foram encontrados nesta segunda-feira numa casa na beira mar do bairro do Janga, em Paulista. Mortes podem ter ocorrido no sábado. 

Segundo as informações da Polícia Militar, o caseiro chegou à casa nesta manhã e estranhou a pouca movimentação e o fato do cachorro não estar no quintal. Ao entrar na residência, ele teria visto manchas de sangue e acionou a polícia.

Os policiais militares quando chegaram na casa, que fica na Avenida Doutor Cláudio José Gueiros Leite, localizaram os corpos do casal na sala e do outro homem em um dos quartos. Os PMs isolaram o local para a perícia.

As investigações estão sendo comandadas pelo delegado Flávio Pessoa, do DHPP.

*****
Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?materia=20110822152033

Ferro pede "calma" a João Paulo e lança ex-prefeito para disputa em 2014. Mas avisa: 'No Recife, 2012 é de João da Costa'

22.08.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Valdecarlos Alves


Muito mais afinado hoje com o prefeito João da Costa, o deputado federal Fernando Ferro (PT) saiu em defesa do correligionário, visto por ele como o candidato natural do partido para 2012. Sobre a postura do ex-prefeito e também deputado federal João Paulo - que na semana passada declarou que "o PT quer perder as eleições no Recife"-, o parlamentar disse que o colega deveria "ter calma em 2012", pois seria o candidato da legenda para 2014.


"Um quadro político como João Paulo é muito importante para o PT. Porque não ter um pouco de calma? Ele é um candidato nosso para 2014", avisou Ferro, em entrevista nesta segunda-feira à Rádio Folha FM. O parlamentar explica que essa discussão deveria ser iniciada na legenda para "acalmar e distensionar" a disputa (entre os Joões). Ferro ressaltou que o ex-prefeito tem sido disputado por muitos partidos por ter credibilidade e poder de votos.


Candidato
Para o deputado Fernando Ferro, o prefeito do Recife não tem reagido a nenhuma provocação ou colocação de adversários nos jornais.


"Não cabe ao prefeito ficar discutindo eleição agora. insisto em dizer apoiei (João da Costa) desde a primeira hora quando João Paulo o apoiou para prefeito", lembrou o parlamentar petista, que se proximou ainda mais do gestor após ter recebido apoio do correligionário na sua campanha para a Câmara Federal.


João da Costa é visto por Ferro como "um guerreiro" e nao não irá se abater na disputa do próximo ano. Será? Aguardem cenas do próximo capítulo.
*****
Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/23771-ferro-pede-qcalmaq-a-joao-paulo-e-lanca-ex-prefeito-para-disputa-em-2014-mas-avisa-no-recife-2012-e-de-joao-da-costa

Desabamento mata ex-presidente do BNDES Antônio Barros de Castro aos 73

22.08.2011
Do site da FOLHA.COM
Por LUIZA SOUTO
DO RIO


Morreu, neste domingo (21), o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Antônio Barros de Castro, 73, vítima de um desabamento, no Rio.


Segundo o Corpo de Bombeiros, por volta das 11h a laje da casa onde morava, na rua Icatú, no Humaitá, zona Sul da cidade, desabou sobre ele, que morreu na hora. Castro deixa quatro filhos, uma neta e a mulher.


A filha mais nova de Barros, Ana Clara, 24, disse que o teto da casa não apresentava nenhum problema nem passava por obras. "Não havia nenhum indício de que isso poderia acontecer. A gente encontrou o gesso inteiro."


Ana disse que sua mãe, a também economista Ana Célia Castro, trabalhava em outro cômodo da casa e ouviu um barulho, mas não imaginou que fosse em sua residência.


Fernando Rabelo-8.mar.11/Folhapress
Antonio Barros de Castro, que morreu aos 73 anos, em sua casa no Rio de Janeiro
Antonio Barros de Castro, que morreu aos 73 anos, em sua casa no Rio de Janeiro


"Quando eu cheguei em casa um vizinho, que mora no apartamento que dá para os fundos da casa, avisou do desabamento e eu imediatamente chamei os bombeiros. Quando eles conseguiram tirar o meu pai ele já estava sem vida", relatou Ana Clara.
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, divulgou nota lamentando a morte de Barros de Castro.


"O professor Barros de Castro foi capaz de conciliar uma brilhante carreira acadêmica, tornando-se uma referencia no pensamento econômico brasileiro, com o enfrentamento de grandes desafios como homem publico. Ele deixa para todos nos um legado de compromisso com o desenvolvimento do Brasil, e sem duvida fará muita falta ao nosso país", afirmou.
O velório acontecerá nesta segunda-feira no átrio da capela da UFRJ, no campus da Praia Vermelha (zona sul do Rio), ainda sem horário definido.


CARREIRA


Doutor em economia pela Unicamp, Castro foi presidente do BNDES entre outubro de 1992 e março de 1993, no governo Itamar Franco (1992-1994). Mais recentemente, foi diretor de Planejamento do banco entre 2005 e 2007.


O economista era professor emérito da UFRJ e consultor do Conselho Empresarial Brasil-China. Ele considerava que o desenvolvimento do país asiático alterou radicalmente a economia mundial e que o Brasil tinha que se reinventar para se manter competitivo.


"Se o câmbio e o custo Brasil forem neutros, boa parte da indústria brasileira não é competitiva porque o sistema industrial chinês é mais eficiente", disse ele em entrevista àFolha em abril (clique aqui para ler a íntegra).

*****
Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/mercado/963131-desabamento-mata-ex-presidente-do-bndes-antonio-barros-de-castro-aos-73.shtml

Rodrigo Vianna: Pelas costas, Estadão “crava” espada em Dilma

22.08.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador


Rodrigo Vianna: Pelas costas, Estadão
A foto está na página A-7, na edição impressa do Estadão. Dilma surge levemente arqueada, e a espada de um cadete parece trespassar o corpo da presidenta. Abaixo da foto, o título “Honras Militares” – e um texto anódino, sobre a participação de Dilma numa cerimônia militar.
Faço a descrição minuciosa da foto porque a reprodução acima é de má qualidade, tive que fotografar a página do jornal. Até porque, estranhamente, a foto sumiu da edição digital. Se alguém encontrar, por favor, me avise.
O editor do Estadão deve ter achado genial mostrar a presidenta como se estivese sendo golpeada pelas costas. É a chamada metáfora de imagem. Mas, expliquem-me: qual a metáfora nesse caso? O que a foto tinha a ver com a solenidade de que fala o jornal? Há, no meio militar, quem queira golpear Dilma pelas costas? O jornal sabe e não vai contar?
Ou, quem sabe, a turma do “Estadão” tenha achado 
graça em “brincar” com a imagem. No mínimo, um tremendo mau gosto com uma mulher que já passou por tortura na mão de militares, e hoje é a presidenta de todos os brasileiros.
Sintomático que a foto não apareça ao lado da mesma notícia na edição digital. Alguém deve ter pensado melhor e concluído: isso não vai pegar bem.
Por isso tudo, sou levado a pensar que Freud talvez explique a escolha da foto: a mão militar, na foto, cumpre a função de eliminar a presidenta. E, com isso, talvez agrade a parcela dos leitores do jornal. Passeando pelo site do Estadão, é comum ver a presidenta chamada de “terrorista”.
PS do Viomundo: Aparentemente a mídia corporativa acalenta um mesmo sonho: ver a presidenta Dilma fora de combate. Quem não se lembra daquela capa da revista Época em que Dilma, de olhos fechados, num fundo negro, parece que está morta num caixão? Naquela ocasião, ela seria vítima de sua saúde, que, como se soube depois, pelo relatório médico, estava muito bem, obrigada. Agora, o Estadão escolhe “eliminá-la” com uma espada. Só Freud talvez explique essa obsessão da mídia corporativa, já que pelo voto o seu candidato, o ex-governador José Serra (PSDB), não conseguiu tirar Dilma do caminho (Conceição Lemes).

*****
Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/rodrigo-vianna-estadao-crava-espada-em-dilma.html

CONDSEF: Angústia de mais de 420 mil servidores é outra vez prolongada pelo Ministério do Planejamento

22.08.2011
Do site da CUT NACIONAL, 19.08.2011
Escrito por: Condsef
Com ou sem proposta, servidores vão votar rumos e ações de pressão em Plenária na próxima segunda (22)
Aumenta a ansiedade de servidores públicos do PGPE, CPST e carreiras correlatas para a formalização de uma proposta referente à extensão de tabela salarial da Lei 12.277/10. Dizendo que oficializaria a proposta nesta quinta-feira (18), o Ministério do Planejamento volta a deixar mais de 420 mil servidores sob suspense. Ao longo do dia a Condsef participou de uma série de reuniões para tratar temas específicos de setores como Tecnologia Militar, INPI, Inmetro, Area Ambiental, readmitidos do governo Collor e Ciência e Tecnologia. Em todos os encontros a Condsef pressionou a Secretaria de Recursos Humanos (SRH) para que, finalmente, fossem apresentadas propostas concretas para avaliação dos servidores em assembleias. Com uma plenária nacional agendada para segunda, 22, a Condsef espera que a categoria possa debater a partir de dados concretos. Com ou sem proposta os servidores vão votar rumos e ações de pressão decisivas para assegurar atendimento de demandas urgentes e propostas firmadas pelo governo.

Na próxima semana os servidores da base da Condsef virão de todo o Brasil para participar da 4ª marcha em defesa dos servidores e serviços públicos na Esplanada dos Ministérios. Ao todo, as demandas eleitas como prioritárias pelo Planejamento e negociadas com a Condsef devem atingir cerca de 500 mil servidores entre ativos, aposentados e pensionistas. Os processos de negociação visam a reestruturação dessas carreiras em busca de melhores proventos para remunerações defasadas e fortalecimento de carreiras importantes para assegurar atendimento público a população brasileira.

No limite –Os discursos sobre a crise e a necessidade de conter “gastos públicos” seguem dificultando os processos de negociação. Apesar de não dizer em momento algum que os servidores públicos ficarão sem reajustes, o Planejamento tem feito questão de sinalizar que está trabalhando no “seu limite” para a apresentação de uma proposta.

Os servidores da base da Condsef precisam estar preparados e atentos. A maioria irá votar e decidir se vai aceitar ou não o que propõe o governo. A Condsef vai defender aquilo que a maioria de sua base determinar como essencial para cada setor
******

JORNALISMO POLÍTICO No tempo das raposas felpudas

22.08.2011
Do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Por Luciano Martins Costa em 22/08/2011 na edição 655


Houve época em que os principais protagonistas da política nacional eram atores do porte de Ulysses Guimarães, Leonel Brizola, Franco Montoro e Teotônio Vilela. Era comum, então, o uso da expressão “raposa felpuda” para identificar aqueles mais argutos no jogo do poder.


José Sarney é desse tempo, e a longevidade de sua carreira na política dá conta de sua capacidade de articulação sem limites.


Os lances de então eram comparados a um jogo de estratégias – o xadrez político, dizia-se. O cenário era o da reconstrução da democracia, após o processo interrompido pela ditadura militar, e esses personagens buscavam moldar o país conforme suas crenças ideológicas.


Outro jogo


No centro da disputa, balançando de lá para cá, atuava o chamado “Centrão”, que teve como figura emblemática o deputado Roberto Cardoso Alves, que se celebrizou com a frase “é dando que se recebe”. Em torno de “Robertão” vicejou a matilha que os repórteres e analistas da política batizaram de “baixo clero”.


Esses viviam de pequenos favores, restos de verbas orçamentárias para suas bases eleitorais e um espaço atrás dos ombros das verdadeiras celebridades nas fotografias dos jornais e imagens da TV. Não costumavam ocupar o tempo das tribunas, reservado para os bons oradores, capazes de criar “bordões” que a imprensa reverberava pelo país afora.


Hoje os tempos são outros.


O único exemplar da espécie das “raposas” que ainda pode ser visto no Cerrado é o velho cacique do Maranhão – que acabou agregando outra capitania hereditária, a do Amapá. Em torno dele, e com sua ajuda, o “baixo clero” evoluiu para o cardinalato.


Figuras miúdas como o senador Renan Calheiros habituaram-se ao topo do poder – com tudo que já lhe foi imputado, Calheiros ainda manobra para ser o sucessor de Sarney na presidência do Senado.


O velho xadrez foi substituído por outro jogo, menos sofisticado e mais bruto – uma espécie de Banco Imobiliário. O “é dando que se recebe” virou uma ameaça: “se não der, voto contra, aumento os gastos públicos e derrubo a economia”.


E a imprensa?


Nesse período, a imprensa fez uma sequência de movimentos para dentro do campo. Primeiro deixou as cabines de transmissão e se apropriou do apito. Depois, largou o apito e vestiu um dos uniformes. Agora, tenta assumir o lugar do treinador.


Lei da Ficha Limpa


Assim é que o noticiário político se apresenta nestes dias: a imprensa publica denúncias de corrupção, os acusados abandonam seus cargos em troca de um anonimato que imaginam temporário, na esperança de retornar ao poder numa próxima eleição, e as peças se movem continuamente no tabuleiro.


Aliados do governo ameaçam pular para o lado da oposição, mas ali a ração é parca – e tudo cheira a blefe.


Os outrora renhidos oposicionistas recebem a presidente e lhe fazem agrados, tudo em nome do combate à corrupção e da eliminação da miséria. As intenções não poderiam ser melhores, mas o leitor atento não pode se esquecer de que nem tudo é o que parece.


Na segunda-feira (22/8), o estranho bailado dos políticos é assunto de muitos dos analistas da imprensa. O tema subjacente é a possibilidade de uma nova aliança entre o governo e parte da oposição, capaz de colocar limites à corrupção e estabelecer um controle restrito aos gastos públicos.


Em alguns artigos, a presença da presidente Dilma Rousseff no Palácio dos Bandeirantes, ninho de tucanos, é puro jogo de cena, apenas retórica na qual os oposicionistas “caem como patinhos”. Em editorial, dá-se uma força à chefe do Executivo diante do dilema entre cortar gastos e ceder à fome de recursos dos aliados.


Nas entrelinhas dos textos, observe-se a ilusão recorrente da imprensa de que são os jornalistas que conduzem os movimentos na política. Mas a realidade não permite muitas ilusões: a verdadeira mudança não ocorre no centro do poder, mas na periferia, a partir do voto consciente.


O Brasil começará a mudar quando os eleitores deixarem de mandar para Brasília “raposas felpudas” ou reles gambás. Retomar a campanha pela efetividade da Lei da Ficha Limpa já seria um bom ponto de partida.
*****
Fonte:http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/no-tempo-das-raposas-felpudas

Conselheiros fazem Protesto em Paulista

22.08.2011
Do blog Paulista em 1° Lugar
Postado por Francisco Marques

Na ultima sexta-feira os conselheiros Tutelares da Regionais Centro realizaram um protesto em frente da entidade, segundo os conselheiros a situação está difícil para quem precisa trabalhar e representar a criança e ao adolescentes do Município, pois no prédio está faltando vários equipamentos que são necessários para o funcionamento, segundo o conselheiro Toninho já realizamos varias reuniões com o secretário de Ação Social Rubens Conde, mais até agora nada e feito, nos aqui não temos, água para beber, cadeiras para acomodar as pessoas que vem ao conselho, os carros estão com os pneus carecas, podendo causar um acidente tanto com agente ou com a própria criança que se caso for necessário transportar para um abrigo, nos não agüentamos mais está situação, realizamos este protesto para chamar a atenção das autoridades pois do jeito que vai vamos ficar sem local de trabalho.
*****
Fonte:http://www.paulistaem1lugar.com/2011/08/conselheiros-fazem-protesto-em-paulista.html

TÂNIA PASSOS: As lições da chuva

22.08.2011
Do BLOG MOBILIDADE URBANA
Por Tânia Passos

Trânsito engarrafado, rotas alternativas e tudo por água abaixo quando a cidade alaga. Se existe um fator que atrapalha a mobilidade urbana é a chuva. E às vezes, a gente se pergunta se o motorista não sabe dirigir em vias alagadas. Mas nesse caso, é preciso saber também o tamanho do alagamento. Em alguns, não é possível mesmo trafegar. E então uma das lições que não podem ser esquecidas pelos gestores públicos é que as políticas de mobilidade precisam ser integradas. De que valem a construção de viadutos, mudanças nas rotas, sem o dever de casa do sistema de drenagem ? Outra lição da chuva, os gargalos estão principalmente onde a drenagem não funciona. E ai não tem jeito, o trânsito trava mesmo. Agora, antes de sair de casa é bom acessar o site do transitolivre.com e olhar também para o céu, rezar também ajuda.
*****
Fonte:
http://blogs.diariodepernambuco.com.br/mobilidadeurbana/index.php/2011/08/as-licoes-da-chuva/

Rosane Bertotti destaca papel estratégico da conformação da rede de comunicação cutista

22.08.2011
Do site da CUT NACIONAL,19.08.11
Por CUT

I Encontro de Comunicação e Memória da CUT/ES e Fetaes dá maior envergadura à luta pela democratização, afirmou


Rosane Bertotti
Teve início na manhã de quinta-feira, em Nova Almeida, Serra, o I Encontro de Comunicação e Memória da CUT/ES e Fetaes. Com participação da Secretária Nacional de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti, a abertura e a primeira mesa de discussões mostraram uma radiografia sintética da comunicação sindical, seus problemas e suas virtudes. Entre as principais, a alimentação da resistência dos trabalhadores frente à opressão e as lutas diárias do conjunto dos Ramos para garantir direitos e ampliar conquistas.
O encontro é uma iniciativa da Secretaria de Comunicação da CUT Espírito Santo e tem como tema “A comunicação e a memória que fazemos e a que queremos”.
Na avaliação do secretário de Comunicação da CUT-ES, Ernani Pereira Pinto, o evento desde já é um marco na conformação de estratégias comunicacionais para a CUT estadual e seus sindicatos filiados, além de se firmar ainda como pontapé inicial para a construção do centro de documentação do trabalhador capixaba. 
Para Ernani, fica cada vez mais claro que a comunicação é um instrumento de luta estratégico, pois soma formação e informação. Diante disso, ressaltou, “o evento possibilita agregar valor à nossa ação, com a troca de experiências, e ver novas formas para construir um modelo de comunicação que queremos, com o uso de ferramentas de mídia que possibilitem uma interação verdadeira”.
De acordo com José Carlos Nunes, presidente da CUT-ES, ao reunir secretários de comunicação e profissionais da área focados no movimento sindical, a Central dá mais um passo na efetivação de uma rede, fundamental para o crescimento político e ideológico do sindicalismo, para dar a necessária visibilidade às bandeiras da classe trabalhadora e à realidade do mundo do trabalho.
Palestrante no evento, a secretária Nacional de Comunicação da CUT e membro do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Rosane Bertotti, destacou o protagonismo da CUT-ES no que diz respeito à mobilização e envolvimento do conjunto das entidades filiadas, no campo e na cidade, nos serviços públicos e na iniciativa privada, para a efetivação de uma rede de comunicação.
Citando a Marcha das Margaridas, que havia levado cem mil trabalhadoras a Brasília naqueles dias, Rosane denunciou como atua a grande mídia, sempre em favor dos interesses do capital, de grandes latifundiários, banqueiros e transnacionais, e sublinhou o papel libertário da comunicação. “Este é um tema estratégico para a organização, na disputa sindical e na construção de uma nova hegemonia. A mídia fez de tudo para ignorar a Marcha das Margaridas e quando citou falou no caos que causou ao trânsito da capital federal, sem dar nenhuma visibilidade às nossas bandeiras. Cabe a nós colocar para a sociedade brasileira, enquanto movimento social organizado, que representa ribeirinhas, agricultoras, qual o nosso projeto para a reforma agrária, para a defesa da agricultura familiar e seu significado para o desenvolvimento nacional e a justiça social”, esclareceu.
Rosane alertou ainda para a importância dos cutistas se somarem a fim de garantir avanços no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), ameaçado pelo acordo feito pelo Ministério de Comunicação com as empresas de telecomunicações e com a falta de diálogo com os movimentos sociais. Entre outros retrocessos, a dirigente cutista denunciou a lentidão do atendimento à área rural, "que ficou para um futuro leilão" e a "velocidade tartaruga". "Lutamos por uma banda larga barata e de qualidade para todos e todas", concluiu.
O assessor de Comunicação da CUT-ES, Edilson Lengue, citou a música Notícias do Brasil, de Fernando Brant e Milton Nascimento, para denunciar a postura manipuladora da grande imprensa diante das reivindicações dos trabalhadores por avanços sociais: “não deu no rádio, no jornal nem na televisão”.
Participaram das mesas de debate o historiador e arquivista, Antônio José Marques (Toninho) coordenador do Centro de Documentaçãoe Memória Sindical da CUT e Leonardo Severo, assessor de Comunicação da CUT Nacional e membro do Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé.
*****
Fonte:http://www.cut.org.br/destaques/21122/rosane-bertotti-destaca-papel-estrategico-da-conformacao-da-rede-de-comunicacao-cutista

Trabalhador rural é empossado superintendente do Incra

22.08.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR



Trabalhador rural é empossado superintendente do Incra. Imagem: Arquivo Fetape


O novo superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) Recife Luiz Aroldo Rezende Lima toma posse esta manhã. A cerimônica acontece no auditório da Superintendência Regional, na Avenida Conselheiro Rosa e Silva. À tarde será celebrada uma missa em ação de graças reservada às pessoas mais próximas do superintendente.


Luiz Aroldo foi nomeado no dia 17 deste mês. Ele tem 41 anos e é trabalhador rural, natural de Águas Belas, no Agreste do estado. Ele estava à frente da Delegacia Regional do Ministério do Desenvolvimento Agrário em Pernambuco, desde 2008; e foi também assessor da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco (Fetape), no período de 2002 a 2006. A nomeação conta com o apoio do Fórum da Agricultura Familiar do Estado.
******
Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/vidaurbana/nota.asp?materia=20110822083440

Após 8 anos PSDB se rende ao Bolsa Família

22.08.2011
Do site da CNTSS/CUT, 19.08.11
Por Escrito por: Alexandre Gamón
CUT/SP

Crédito:  
Após 8 anos PSDB se rende ao Para combater a miséria em São Paulo e em toda região sudeste, Dilma e governadores assinam acordo para unificar programa de distribuição de renda

O programa Bolsa-Família, implantado no governo Lula como forma de diminuir a desigualdade social, distribuindo renda e elevando o poder de consumo das famílias de baixa renda, foi duramente criticado pela oposição, principalmente por líderes do PSDB.

Porém, nesta quinta-feira, (18), o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, decidiu aceitar ajuda para acabar com a miséria que afeta 2,7 milhões de pessoas na região sudeste do país.

Em um evento realizado no Palácio dos Bandeirantes, a presidenta Dilma Roussef e Alckmin assinou um acordo de cooperação e unificaram os programas sociais Bolsa-Família (governo federal) e Renda Cidadã (governo estadual), medida que segundo o governador irá atender mais 300 mil famílias, ampliando o benefício para 1 milhão.

A cerimônia fez parte do lançamento do Plano Brasil sem Miséria, em que os governadores dos quatro estados: Antônio Anastasia (MG), Geraldo Alckimin (SP), Renato Casagrande (ES) e Sério Cabral (RJ), se comprometeram a cooperar com a iniciativa federal, que foi lançada em julho e é voltada para atender as pessoas que tem renda mensal inferior a R$ 70.

Ao lado de Dilma estavam governadores da região sudeste e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Um dos críticos deste modelo de programa social, que chegou a batizar de “bolsa-esmola”, o tucano José Serra, não estava presente.

Alfinetadas

Em seu discurso, Alckmin elogiou a presidenta pelo seu patriotismo, caráter conciliador e protagonismo. Entretanto, fez questão de destacar que o ex-presidente FHC foi o responsável pela criação de programas sociais, que abrangia 5 milhões de famílias, como bolsa-escola e auxílio gás, e que posteriormente Lula teria transformado essas distintas verbas em bolsa-família.

Dilma não poupou elogios ao antecessor e com muita diplomacia rebateu. “O governo Lula me legou uma `herança bendita` --elevamos 40 milhões de pessoas à classe média; é uma Argentina", comparou. Indiretamente Dilma fez menção sobre as substituições de Ministros em seu governo, fato que a grande mídia noticia como faxina. “A verdadeira faxina que tem de fazer é a faxina contra a miséria", destacou.
O Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, revelou que o fato de ter aderido inicialmente ao programa social do governo federal fez com que o Estado desse um salto de qualidade. “A política de distribuição de renda liderada pelo ex-presidente Lula ajudou na dinamização da economia e fortaleceu nosso programa de inclusão – Renda Melhor”.

FALTA UNIDADE 

O Deputado Estadual, Luiz Cláudio Marcolino (PT/SP), acompanhou a solenidade e ficou satisfeito com a assinatura do acordo. O deputado paulista afirma que é necessária uma maior sinergia entre os programas do Governo federal e Estadual para sanar problemas. “O que acontece é uma disputa para saber quem faz mais. Muitas vezes, vemos o governo federal e estadual construir dois hospitais públicos em algumas cidades, e o município sequer tem recurso para gerenciar. Precisamos acabar com essa competição e unir esforços”, enfatiza Marcolino.

Para o Presidente da Central Única dos Trabalhadores do Estado de São Paulo, Adi dos Santos Lima, lamenta o fato do governo paulista ser um dos últimos a incorporar o bolsa-família. “Em oito anos poderíamos ter dado um salto significativo para erradicar a pobreza no Estado de são Paulo que afeta um milhão de pessoas na capital, sem falar da região do Vale do Ribeira que concentra uma parcela significativa de cidadãos que necessitam de políticas de inclusão social”. O Presidente da CUT/SP destaca que a adesão do PSDB ao programa capitaneado por Lula, é uma prova de que distribuição de renda está atrelada ao crescimento econômico.
******
Fonte:http://cntsscut.org.br/pagina.asp?pagina=noticia&acao=lerNoticia&id=3804

O Estadão ressuscitou a “Tartaruga Touché”

22.08.2011
Do blog TIJOLAÇO
Por Brizola Neto

Quarta-feira, a gente publicou aqui que a compulsão da má-noticia podia levar a mídia às fronteiras da idiotia.
O Estadão dizia que a geração de empregos no Brasil tinha passado a ser uma tartaruga e que as demissões deixavam para trás as contratações.
Leia:
“”Nos últimos cinco meses, a velocidade do crescimento das demissões superou a das contratações, mas, como a geração de vagas mantém vantagem o ano inteiro, o desemprego ainda não é rápido o suficiente para ultrapassar o emprego. Em outras palavras, a criação de vagas de trabalho passou de lebre a tartaruga”.
Hoje, o mesmo Estadãoconta a história da engenheira civil Almudena Olivares Piñera, de 25 anos, trocou a Espanha por Salvador. Para trabalhar nas obras da Arena Fonte Nova, estádio que vai abrigar os jogos da Copa de 2014 na Bahia.
A matéria diz que há cada vez mais trabalhadores estrangeiros loucos pelas vagas “tartarugas” de emprego no Brasil.
E não se pense que é só trabalhador qualificado que nos procura, pela falta de mão-de-obra:
“Entre as cinco regiões brasileiras, o crescimento de trabalhadores estrangeiros é maior no Norte. Nos primeiros seis meses de 2011, a alta foi de 248% ante o mesmo período do ano passado. Em 2010, o número de trabalhadores estrangeiros por lá já havia dobrado. A região tem recebido muitos trabalhadores com baixa qualificação e que vêm de países mais pobres. Somente no Acre, foram concedidos 162 vistos para haitianos. “
Portanto, ou o panorama da economia brasileira mudou vertiginosamente nos últimos cinco dias, ou o Estadãoressuscitou o velho personagem dos desenhos, a Tartaruga Touchê. E fica como aquele seu companheiro, oDum-Dum, dizendo que tudo vai dar errado.

*****
Fonte:http://www.tijolaco.com/o-estadao-ressuscitou-a-tartaruga-touche/

O dia em que a polícia de San Francisco imitou Mubarak

22.08.2011
Do site da Revista Carta Maior, 20.08.11
Por Amy Goodman - Democracy Now*

Quando os governos temem o poder do povo, reprimem, intimidam e tentam silenciá-lo, seja na Praça Tahrir ou no centro de San Francisco. Charles Blair Hill morreu dia 3 de julho depois de ser atingido por um tiro disparado pelo policial James Crowell na estação Centro Cívico do sistema de transporte público da cidade de San Francisco, conhecido como BART. Quando iria acontecer um segundo grande protesto, dia 11 de agosto, a polícia do BART tomou uma medida sem precedentes na história dos EUA: desabilitou a telefonia celular dentro do metrô. O artigo é de Amy Goodman.

O que há em comum entre o assassinato pela polícia de um morador de rua em San Francisco (EUA) e os protestos populares da Primavera Árabe, da Tunísia a Síria? A resposta é: a tentativa de eliminar os protestos que se seguiram a esses acontecimentos. Neste mundo digitalizado, a liberdade de comunicação é visualizada cada vez mais como um direito fundamental. 

A comunicação aberta provoca revoluções e pode derrubar ditadores. Quando os governos temem o poder do povo, reprimem, intimidam e tentam silenciá-lo, seja na Praça Tahrir ou no centro de San Francisco.
Charles Blair Hill morreu dia 3 de julho depois de ser atingido por um tiro disparado pelo policial James Crowell na estação Centro Cívico do sistema de transporte público da cidade de San Francisco, conhecido como BART. 

Aparentemente, a polícia do BART havia respondido a chamadas de denúncia acerca de um homem embriagado na plataforma de trens subterrâneos. Segundo a polícia, Hill jogou uma garrafa de vodka nos policiais e ameaçou-os com uma faca, o que teria feito Crowell disparar. Hill morreu no hospital.

O assassinato de Hill provocou imediatamente fortes protestos contra a polícia do BART, similares aos que se seguiram ao assassinato de Oscar Grant por parte do mesmo corpo policial no dia de Ano Novo de 2009. Grant estava algemado, com a cabeça contra o chão em uma plataforma do metrô. Um policial já tinha o agarrado quando outro oficial disparou a queima-roupa pelas costas e o matou. O incidente foi filmado por, ao menos, dois telefones celulares. O oficial do BART que fez o disparo, Johannes Mehserle, cumpriu uma condenação de pouco mais de sete meses de prisão pelo assassinato.

No dia 11 de julho, um massivo protesto interrompeu o serviço na estação do Centro Cívico, em San Francisco. Quando iria acontecer outro grande protesto, dia 11 de agosto, a polícia do BART tomou uma medida sem precedentes na história dos Estados Unidos: desabilitou o serviço de telefonia celular dentro do sistema de trens subterrâneos.

“Sem dúvida o que aconteceu em San Francisco estabelece um terrível precedente. É o primeiro incidente conhecido em que o governo desabilita uma rede de telefonia celular para impedir que as pessoas participem de protestos políticos”, me disse Catherine Crump, da União Estadunidense pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla em inglês). “Todos dependemos das redes de telefonia celular. As pessoas as utilizam para todo tipo de comunicação que não tem nada a ver com um protesto. Esta é realmente uma reação excessiva e exagerada da polícia”.

O corte de serviços de celulares foi defendido pelas autoridades policiais, que afirmaram se tratar de uma questão de proteção da segurança pública. As reações de ativistas pela liberdade de expressão em todo o mundo não demoraram. Aqueles que se opõem à censura começaram a utilizar a etiqueta #muBARTak no Twitter para vincular o incidente ao que aconteceu no Egito.

Quando o sitiado ditador egípcio Hosni Mubarak interrompeu o serviço de telefonia celular e de internet, os manifestantes que estavam na Praça Tahrir desenvolveram novas formas para fazer circular as notícias sobre o que estava acontecendo. Um grupo de ativistas denominado Telecomix, uma organização de voluntários que apoia a liberdade de expressão e defende uma internet livre e aberta, habilitou 300 contas de internet através da telefonia fixa e mediante conexão discada, o que permitiu a militantes e jornalistas egípcios ter acesso à internet para publicar posts, fotos e vídeos da revolução.

“Na Tunísia, Egito, Líbia e Síria estivemos muito ativos para manter a internet em funcionamento, apesar dos enormes esforços dos governos por interromper o serviço”, me disse Peter Fein, ativista da Telecomix. “A Telecomix acredita que a melhor forma de apoiar a liberdade de expressão e a livre comunicação é mediante a construção de ferramentas que possamos utilizar para assegurar o acesso a esses direitos, em lugar de esperar que os governos os respeitem”.

Assim como os grupos de ativismo hacker (popularmente conhecido como ‘hackativismo’) apoiam revoluções em diversos países, podem ajudar também os movimentos de protestos nos EUA. Como represália pela desabilitação dos celulares feita pela polícia, um coletivo de hackers descentralizado chamado Anonymus hackeou a página da BART na internet. Em um lance polêmico, Anonymus também publicou informação sobre mais de 2.000 passageiros do BART para expor as lamentáveis normas de segurança informática deste serviço.

A polícia disse que o FBI está investigando o ataque de Anonymus. Entrevistei um membro do grupo que se apresentou como “Comandante X” no Democracy Now! Sua voz foi distorcida para garantir seu anonimato. Ele me disse por telefone: “Uma pequena organização como BART mata gente inocente, duas ou três pessoas nos últimos anos, e depois ainda tem a ousadia de cortar o serviço de telefonia celular, imitando um ditador no Oriente Médio. Como se atrevem a fazer isso nos Estados Unidos da América?”.

(*) Denis Moynihan contribuiu com a pesquisa para a produção desta coluna.

(**) Amy Goodman é apresentadora de "Democracy Now!" um noticiário internacional diário, nos EUA, de uma hora de duração que emite para mais de 550 emissoras de rádio e televisão em inglês e em 200 emissoras em Espanhol. Em 2008 foi distinguida com o "Right Livelihood Award" também conhecido como o "Premio Nobel Alternativo", outorgado no Parlamento Sueco em Dezembro.
 

Tradução: Katarina Peixoto

*****
Fonte:http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18291

Faxina faz Oposição perder o rumo de casa

22.08.2011
Do blog CONVERSA AFIADA, 21.08.11
Por Paulo Henrique Amorim


O jornal O Globo publica na pág. 12 notável enquete na nova seção “Escândalos em série”. (Os do Ricardo Teixeira aí não se incluem.) 

A pergunta da enquete é “até onde vai a faxina para varrer a corrupção ?”

Segundo a opinião unânime, segundo o Globo, dos brasileiros – dez entrevistados, ao todo – Dilma “precisa do apoio da sociedade para desmontar esquemas (sic) do Governo”.

Ou seja, sem o Globo, a faxina não avança.

O mais notável dos entrevistados é o Eisenstein da elite brasileira, o José Padilha.

Diz ele: “A Presidenta Dilma sempre esteve muito perto da corrupção. Não se sabe se por vontade própria (sic), ou devido ao contexto político (sic) do Governo anterior.”

Sem a ajuda do Wagner Moura fica difícil entender o rapaz.

Mas, presume-se que ele queira dizer o seguinte: a Dilma rouba e o Lula também.

Navalha“Por vontade própria”, a Presidenta avisou, na primeira reunião ministerial, que não admitiria o malfeito.

O Palocci não levou a sério.

O Nascimento também não.

Com a ajuda do Gilberto Carvalho, o Pagot achou que, apesar de tudo, ia ficar.

O PMDB achou que podia malfeitar.

O PMDB tem o (vice) Presidente, o Eduardo Cunha, o Henriquinho Alves, o Wellington e, agora, o varão da Moral tucana, o Eliseu Padilha (o primeiro suplente do PMDB do Rio Grande do Sul).  

E o Rossi, apesar de toda essa retaguarda, caiu.

A Firjan e a FIE P (*) aderiram à faxina.

O Pedro Simon lidera uma bancada no Senado para apoiar a Dilma e a faxina.

O Jarbas Vasconcelos, que não pode ouvir falar em Lula (nem em Eduardo Campos, que lhe aplicou uma goleada de 70% dos votos), apóia a faxina da Dilma, na pág. 14 do Globo.

O Farol de Alexandria aderiu e mandou o Álvaro Dias acabar com essa história de CPI.

Antes, FHC era a favor da leniência, senão, como diz filosofo da USP, se não fizer vista grossa, dança.

Já não acha mais isso.

O Farol não quer ficar do outro lado da estrada.

Aécio não tem nada a declarar, mas, agora, no Globo, na pág. 14, diz que a faxina é apenas slogan da campanha da Dilma.

Os tucanos e seus corifeus precisam chegar a um acordo.

Ou a Dilma é a candidata em 2014 ou é o Lula.

Gaspari dos muitos chapéus diz em sua coluna de “Livros”, aos domingos, na Folha (**) e noGlobo, que o candidato é o Lula.

Afinal, de todos os chapéus do Gaspari, o que ele mais usa é o do Padim Pade Cerra.

E o Padim quer mesmo é detonar a Dilma. 

Porque sabe que a candidata é ela.

(O Gaspari e o Padim tiveram no passado outra obsessão. Que o Nunca Dantes queria o terceiro mandato. Quem quis e não conseguiu foi o Farol de Alexandria.)

Aguarda-se, ainda a manifestação oficial do Padim Pade Cerra sobre a faxina.

Com as férias da Catanhêde – clique aqui para ler “O Golpe sai de férias” – talvez só se saiba da opinião do Cerra na volta das férias da notável colonista (***).

O que se percebe é que a Presidenta tirou o rumo de casa da Oposição.

A Oposição está sem bandeira que possa empunhar em público.

Basta ler a urubóloga para perceber que nem ela acredita mais que o tsunami da economia inundará o Brasil. 

O furor urubológico dura um dia.

Dura um pregão da Bolsa.

Se o índice Dow Jones desaba, a Urubologia se robustece.

Se o Dow Jones volta ao normal, a Urubologia fica anêmica.

Como diz o Vladimir Safatle, na Carta Capital desta semana os trabalhistas conseguiram montar um capitalismo de Estado que concentra.

Mas que toca as obras, também.

Então, fica difícil botar os empreiteiros – o dínamo da política brasileira – contra o Governo trabalhista.

Neste sábado, o Alexandre Maluf Garcia chamou no jornal nacional as manifestações fervososas contra a Usina de Belo Monte – a terceira maior hidrelétrica do mundo, que os empreiteiros brasileiros começam a construir.

Quando as câmeras abriam, era um fiasco. 

Só dava para ver meia dúzia de gatos pingados.

(O Ali Kamel parece ter um viés verdista. Interessante.)

O que a Oposição tem a oferecer ao distinto público ?

Além do xiismo ?  Clique aqui para ler “Não se pode subestimar a direita”, diz o Santayana.

O que sobra no bornal dos conservadores ?

A boa e velha moralidade udenista, ou o udenismo varejista.

O mar de lama do Vargas.

O petebo-peleguismo do Jango.

Como se os tucanos fossem imaculados.

Como se a Alstom fosse uma ONG, como diz o Bessinha.

O que a JK de Saias fez foi furar o bornal do Cerra.

E a água venenosa começou a vazar.

Não é à toa que a Catanhêde acha que a Dilma passou a perna nos tucanos.

Não passou a perna.

A Dilma furou o bornal.

Tomou a vassoura da UDN, do Jânio.

Devolveu a vassoura ao PT, que, até o mensalão, se propunha a ser o partido que denunciava os aditivos.

A Dilma toma a vassoura de volta.

E o PMDB e o PT que saiam da frente.

Porque, como diz o Mino, faxina dá voto.


Paulo Henrique Amorim


(*) FIE P – Este ansioso blog se refere à FIESP desta forma, sem o “$”. Porque, ao liderar a campanha contra a CPMF, que contou com a brava participação do farol de Alexandria e de um ignoto senador pelo Amazonas, Virgilio Cardoso, a FIE P preferiu dar prioridade ao $ em detrimento do remédio das crianças. A CPMF, como se sabe dificultava o emprego do “por fora”, que, em São Paulo, se chama de “bahani”.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(***) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

*****
Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/08/21/faxina-faz-oposicao-perder-o-rumo-de-casa/