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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Recife está longe de ser o lugar mais perigoso para um banho de mar. EUA lideram número de ataques de tubarão

19.08.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Valdecarlos Alves 

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Apesar do número de ataques de tubarão (54 casos desde 1992), o Recife está longe de ser o local mais perigoso para se aventurar em um banho de mar. Os incidentes estão aumentando em todo o mundo. De acordo com a International Shark Attack File (ISAF), foram registrados 115 ataques, sendo que 79 deles consistiram em casos ocorridos nos habitats naturais dos tubarões sem que os animais tivessem sido provocados por humanos. Para se ter uma idéia, em 2009 foram 63 ataques não provocados.


A ISAF contabiliza os relatos de ataques de tubarões em todo o mundo desde o século 16. Ao todo foram 2.320 ataques relatados. Os Estados Unidos são o lugar onde mais ocorreram estes incidentes com 1049 casos, sendo 44 fatais. No segundo lugar está a Austrália com 417 casos, sendo 131 fatais, seguido pelo continente africano com 299 casos (78 fatais). Na América do Sul foram 101 ataques (23 fatais).


De acordo com o relatório da ISAF o aumento da interação de tubarões com humanos está relacionado com o aumento do tempo que os humanos passam no mar. “Como a população e o aumento do interesse em atividades aquáticas é esperado o crescimento no número de ataques de tubarões”, afirma o relatório.


A ISAF afirma que a população de tubarões está em declínio em muitas pastes do mundo por causa da sobrepesca, perda de habitat, o que teoricamente diminuiria o número de ataques. No entanto, não é o que os índices estão mostrando. O ISAF recomenda, no caso de um ataque, bater no nariz do peixe, pois isto restringe seu ataque, abrindo espaço para fugir da água.

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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/23691-recife-esta-longe-de-ser-o-lugar-mais-perigoso-para-um-banho-de-mar-eua-lideram-numero-de-ataques-de-tubarao

Gestão 2011/2014:Nova diretoria do Sindsprev tomou posse no dia 12 de agosto

19.08.2011
Do site do SINDSPREV/PE, 12.08.2011
Por  Wedja Gouveia da Redação. do Sindsprev/PE

           Irineu Messias, (diretor licenciado), também participou da festa de posse


solenidade de posse da nova diretoria e conselho fiscal do Sindsprev de Pernambuco aconteceu no último dia 12/08. Realizado em frente à sede da entidade, o evento reuniu servidores da Saúde e Previdência Social de várias unidades de trabalho, gestores, secretário de Transporte do Estado, Isaltino Nascimento e representantes dos seguintes sindicatos: Sindupe, Sindsepe, Sindacs, Sindicato dos Bancários, Sindsaúde, Sindicato dos Enfermeiros e o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Goiana.



Nova diretoria do Sindsprev/PE tomou posse no dia 12/08           


Eleitos com 97% dos votos válidos na eleição realizada em junho, os novos diretores vão representar mais de dez mil servidores na luta diária nos locais de trabalho. José Bonifácio foi reconduzido à coordenação geral da entidade para o triênio 2011/2014. Na nova composição, o dirigente Luiz Eustáquio assume a secretaria geral do sindicato.

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Confira acima quem são os componentes da direção do Sindsprev-PE



Secretário de Transportes e Deputado Estadual licenciado,  Isaltino Nascimento prestigia a posse da diretoria e relembra seus anos de militância à frente do sindicato. Ele foi Coordenador Geral ,entre 1999 e 2000.Nesta gestão ,Irineu Messias, foi Secretario Geral.

“É uma responsabilidade muito grande coordenar um dos maiores sindicatos do país. Vamos trabalhar muito para corresponder a toda confiança depositada em nós, continuar lutando para melhorar cada vez mais a vida do previdenciário”, declarou José Bonifácio.   

  
Vereador do Recife, Luiz Eustáquio, foi empossado como Secretário Geral. Ao lado José Bonifácio do Monte, reeleito para mais um  mandato , 2011/2014.

  
Irineu Messias, deseja a nova direção um mandato de muitas vitórias e se coloca à disposição para continuar na luta em prol da categoria
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Fonte:http://www.sindsprev.org.br/index.php?categoria=noticias_principais_01&codigo_noticia=0000002032&cat=noticias

Caminhos virtuais do triunfo de Humala

19.08.2011
Do blog de Altamiro Borges
Por Brunna Rosa, na Revista Fórum:

Com apenas 3% de vantagem, a vitória do candidato progressista Ollanta Humala sobre a candidata da direita Keiko Fujimori evitou, nas palavras do prêmio Nobel de literatura Mario Vargas Llosa, o retorno “de uma gangue voraz aliada a negócios sem moralidade, jornalistas desonestos, bandidos e assassinos”, ou ainda do “fascismo do século XXI” no Peru.

O uso de palavras tão fortes não era mero acaso. Keiko Fujimori é filha do ex-presidente e ditador Alberto Fujimori, que comandou o país entre 1990 e 2000, e, apesar de tentar desvincular a sua imagem da de seu pai, não conseguiu se desvincular politicamente do seu legado. “Não se trata apenas de pedir desculpas em uma conjuntura eleitoral para ganhar votos. Trata-se de reconhecer os fatos e se comprometer que estes não vão se repetir. Mas quando se está rodeada das mesmas pessoas, corruptas e cúmplices de todos os crimes da ditadura de Fujimori, acho que não mudou nada”, denuncia Gisele Ortiz, parente de um dos desaparecidos políticos durante o governo fujimorista.

Em abril, o resultado do primeiro turno das eleições peruanas apontava a disputa final entre Ollanta Humala, candidato pela Gana Perú, que havia conquistado 33% dos votos, e Keiko Fujimori, da Fuerza 2011, com 21%. Começava a batalha pelos votos no segundo turno, e Lima, a capital peruana, seria o palco principal. Ali se concentram quase 35% dos habitantes do país, e nenhum dos dois candidatos havia conseguido maioria no primeiro turno. Quase 25% dos eleitores locais haviam optado pelo candidato da Alianza por el Gran Cambio, Pedro Paulo Kucinsky, seguido por Keiko, com quase 21% e Humala, com 19%.

A principal trincheira para a campanha de Humala também estava definida, a internet. Aproximadamente 5.280 milhões de peruanos têm acesso à rede, sendo que 77% possuem uma página pessoal no Facebook. Destes, 50,5% estão localizados em Lima, ou seja, a internet passava a ser mais do que estratégica para o candidato da Gana Perú diminuir a sua rejeição. À época, a primeira pesquisa divulgada após o primeiro turno, pelo instituto de pesquisa Ipsos – o mais confiável no país –, apontava para um cenário indefinido, no qual a vitória de um ou de outro candidato seria “cabeça a cabeça”. Humala entrava, então, em seu purgatório e passava a enfrentar o jogo sujo de uma significativa parcela dos meios de comunicação. Pesava também outro fator contra o candidato: a sua baixa popularidade entre a juventude peruana. Segundo o levantamento do Ipsos, Keiko Fujimori tinha 45% das preferências entre pessoas de 18 a 24 anos, enquanto Humala contava com 38%.

Plan Sabana

No segundo turno, Humala precisou enfrentar a avidez dos viúvos do poder, que contavam com o apoio de uma verdadeira ofensiva midiática, que se esmerava na fabricação de factoides para desestabilizar sua imagem. Era o “Plan Sabana” sendo colocado em marcha, jogando o candidato no meio de uma verdadeira avalanche de boatos, que, ainda que fossem continuamente desmentidos, na manhã seguinte seriam reproduzidos como verdade pelas manchetes dos jornais. O objetivo era imobilizar o candidato e associar de vez sua figura à do presidente Hugo Chávez – “o caudilho histérico”, de acordo com a mídia local.

De acordo com Rosa Maria Alfaro, diretora da Associação de Comunicadores Sociais Calandria, tais práticas estimularam o medo e a desconfiança em boa parte dos eleitores no país. “Tenho a impressão de que em muitos meios existia um grande temor de que Humala reproduzisse o que Chávez fez na Venezuela. O medo não era ideológico, nem político, o medo era de quem detém os meios”, avalia a especialista. A organização não governamental foi uma das instituições que apresentaram estudos que comprovam o apoio da imprensa à candidata da direita.

“Não há análises sérias na imprensa peruana, o processo eleitoral é apresentado como se Humala representasse o inferno. Apenas dois veículos de comunicação impressos – o La Republica e o La Primeira – estavam com Humala, os demais, estavam todos com Keiko. É impressionante a sua força”, aponta. Foi justamente através do jornal La Primeira, que as primeiras denúncias sobre o “Plan Sabana” vieram a público. Por conta disso, o jornal recebeu em sua sede coroas fúnebres com os nomes dos editores, em 12 de maio.

Já nos veículos de rádio e TV, a opção à direita também era escancarada, o que resultou no pedido de demissão de vários jornalistas. Três repórteres da Rádio Líder, por exemplo, deixaram seus empregos depois de serem pressionados a favorecer Keiko. Federico Rosado Zavala, Jorge Álvarez e Jesús Coa debatiam como se dava a manipulação da mídia no governo de Alberto Fujimori quando receberam um telefonema do gerente da rádio, mandando que parassem de falar sobre o assunto. Federico Rosado, que comandava o programa havia 12 anos, não aceitou e se demitiu no ar.

Outro caso envolveu Patricia Montero e José Jara, produtores do canal a cabo “N”, do grupo El Comércio, que foram demitidos sob a “acusação” de “humanizar” Humala. Já a apresentadora Josefina Townsend, do mesmo canal, protestou ao vivo contra a decisão da emissora de interromper a transmissão do “juramento pela democracia”, feito pelo candidato.

Enquanto alguns jornalistas protestavam, outros dedicavam seu tempo na TV para promover campanhas difamatórias. Jaime Bayly, apresentador da América TV, dedicou quatro programas, de uma hora cada, para criticar o candidato da Gana Perú. Em um deles, Bayle pronunciou 40 vezes o nome de Humala (sempre de forma negativa), com acusações como a de que ele fingiria “ser um democrata, mas, no fundo, é um golpista, um capanga mascarado, um conspirador contra a democracia e a propriedade privada”. Como contraponto, o escritor Mario Vargas Llosa se ofereceu para produzir gratuitamente um programa específico para análise das eleições. A proposta foi encaminhada por Gustavo Mohme, que detém 30% das ações da rede, mas foi recusada pelo acionista majoritário, que é o próprio grupo El Comercio.

Faltando quatro semanas para o fim do segundo turno, o país estava em meio a uma guerra na comunicação. Organizações sociais e de direitos humanos, estudantes e vítimas do governo autoritário do pai de Keiko lançaram a campanha “Fujimorismo nunca mais”, com o objetivo de evitar que a filha repetisse a trajetória paterna. “Seria a reedição de um governo semelhante ao governo de Fujimori de 1992, quando deu o golpe, até 2000, quando já havia ‘comprado’ quase todos os meios de comunicação”, avalia Rocio Silva Santisteban, secretária executiva do Conselho Nacional de Direitos Humanos do Peru. A declaração é uma alusão ao que ocorria na era Fujimori, quando muitos veículos de comunicação foram subornados e/ou extorquidos para que o regime não sofresse oposição na imprensa.

“Fujimori encontrou um meio mais moderno de manter os veículos de comunicação ao seu lado. Em vez de ameaçar os jornalistas, ele comprou todas as opiniões”, opina Ângelo Páez, jornalista investigativo peruano. Fujimori contava com Vladimiro Montesinos, diretor do Serviço de Inteligência Nacional (SNI) e principal responsável pela estratégia de compra das opiniões e pela política dos factoides, que consistia na avalanche de notícias com um único objetivo: destruir qualquer adversário político em escândalos fabricados.

As imagens de Montesinos entregando US$ 15 mil ao congressista Alberto Kouri, episódio que foi o estopim da crise que levou à queda do ex-presidente, representavam bem como o governo baseava suas relações com parlamentares, empresários e mídia. O local onde se deu o flagrante foi uma das salas do Serviço de Inteligência Nacional (SIN), onde o dirigente recebia políticos, membros das Forças Armadas, autoridades do Executivo e Judiciário, além de donos de empresas privadas e de veículos de comunicação. O próprio Montesinos realizou as gravações que ficariam conhecidas como “vladivídeos”, hoje sob custódia do Congresso peruano. Em 2004, o Congresso transcreveu e publicou seis volumes chamados de “Na sala da corrupção: vídeos e áudio de Vladimiro Montesinos” (1998-2000). Disponíveis no YouTube, os vídeos revelam diálogos como o de Montesinos entregando “350 mil, para dois meses” nas mãos do então dono da Panamericana Televisión, Ernesto Schutz.

“Nós matamos menos que os outros”

A campanha de Humala passou a usar intensamente a internet para divulgar as denúncias das vítimas de Fujimori e contribuir para as mobilizações de rua. O movimento faria sua última manifestação em 26 de maio, o que na internet também ficaria conhecido como #26M, em alusão às manifestações dos “indignados” na Espanha. “Temos a firme convicção de que um futuro governo de Keiko dará as estruturas estatais a um grupo de pessoas que já esteve no poder na década de 1990 e que articulou um Estado corrupto, violou direitos humanos e realizou uma série de latrocínios”, discursou Rocio Silva Santisteban durante o lançamento do movimento.

Com as pesquisas apontando crescimento de Keiko perante Humala, associar de vez a imagem de Keiko à de seu pai Alberto Fujimori foi a principal estratégia da campanha do esquerdista na reta final. A coordenação do candidato elegeu as redes sociais como uma das principais frentes para a conquista de voto e produziu material específico sobre a era Fujimori e os desaparecidos políticos. “Muitos diziam que as redes sociais eram apenas para difundir temas, mas, na prática, elas foram o grande diferencial da campanha e por meio delas conseguimos atingir setores que estavam mais contidos”, avalia Elvis Mori, coordenador das redes sociais da campanha.

Mas a mudança de cenário contou com uma ajuda do outro lado. Faltando 15 dias para a eleição, o porta-voz da campanha de Keiko, Jorge Trelles, quis defender o governo de Alberto Fujimori com uma argumentação curiosa. “Em todo caso, nós matamos menos que os dois governos que nos antecederam”, afirmou. A frase gerou uma onda de críticas, que continuou mesmo após a candidata condenar as declarações. O porta-voz foi destituído, mas o estafe de Humala sabia que ali estava a oportunidade de fortalecer a ligação da candidata com seu pai. Foi promovida uma série de ações que culminaram na presença de mais de 20 mil pessoas no #26M, empunhando o “Não a Keiko”.

Faltando poucos dias para a eleição, Vargas Llosa enviou uma carta ao diretor do El Pais solicitando que sua coluna ‘Piedra de Toque’ não fosse mais reproduzida no jornal peruano El Comercio. Segundo Llosa, o diário havia se convertido “em uma máquina de propaganda de Keiko Fujimori”, fazendo de tudo para prejudicar a candidatura de Ollanta Humala, ao “violar as mais elementares noções de objetividade e da ética jornalística”. A carta, enviada, em 31 de maio foi mais uma forma de protesto, com o intuito de mobilizar a sociedade. Um dia depois, mais de 40 intelectuais peruanos lançaram um manifesto afirmando que a chegada de Keiko ao poder seria o pior ao país e que isso significaria dar o poder novamente ao pai.

Em 5 de junho, data do pleito final, o jornal La Republica publicou um editorial que fazia uma “menção especial” aos quase 200 mil jovens que, mesmo não se conhecendo, se associaram por ideias comuns em mobilizações nunca vistas no país. “Hoje os cidadãos contam com ferramentas que lhes permitem exercer diretamente seu direito a se expressar e ser informado. As redes sociais foram uma façanha eleitoral que transformou os fluxos de informação, criando sua própria corrente de opinião.”

No final desse mesmo dia, Ollanta Humala iniciou seu discurso da vitória. “Chegamos com êxito ao fim de uma campanha. A grande transformação que hoje chega ao Palácio do Governo é o resultado do trabalho de milhões de peruanos, homens e mulheres, que lutaram para defender a democracia e seus valores”, discursou, perante uma multidão na Plaza Dos de Mayo. Mas, sem a internet, a história poderia ter sido outra

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/08/caminhos-virtuais-do-triunfo-de-humala.html

O fim dos modelos

19.08.2011
Do site da CARTACAPITAL
Por Cynara Menezes*

“O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”. Como se grande coisa fosse, a frase saiu da boca do general Juracy Magalhães, então ministro da Justiça, no início da ditadura militar. Com a sinceridade típica de direitista bem à vontade em sua própria pele, Juracy desnudava não só a subserviência do regime a Washington como a adoção de um modelo pelo Brasil: era preciso macaquear o grande irmão do Norte, a Nação mais poderosa do planeta. Econômica ou mesmo cotidianamente, os Estados Unidos eram o exemplo a seguir. O “american way of life” era tudo o que poderíamos pretender para nós no mundo.


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À esquerda, o modelo não era muito melhor. Devíamos emular a opção estatizante e nacionalista da União Soviética, de Cuba ou da China, sem dar a devida importância ao nefasto desrespeito às liberdades individuais, à falta de democracia e à perseguição e execução de dissidentes pelos regimes comunistas. Houve, inclusive, quem se pautasse pelo ridículo modelo albanês de Enver Hoxha, que chegou a proibir até o uso de barba no país. Sem falar em outros tiranos sanguinários como o cambojano Pol Pot e sua amalucada estratégia das transferências forçadas para o campo.
Pouco antes da queda do Muro de Berlim, o Brasil, tal qual a formiguinha tonta da fábula, volta-se para a social democracia europeia, sempre em busca do modelo ideal, capaz de tirá-lo do atoleiro dos países subdesenvolvidos e levá-lo, se não ao primeiro, ao mundo dito “civilizado”. A social democracia era um capitalismo edulcorado que poderia angariar simpatias também à esquerda, mas não chegou a se estabelecer por aqui, a não ser em termos de papo furado. Neste período, o mais próximo que chegamos de uma concepção de esquerda genuinamente brasileira foi o “socialismo moreno” de Darcy Ribeiro, a quem ninguém deu bola e, talvez por isso mesmo, nem ele levou adiante teoricamente.
Caído o muro, mais uma vez o modelo americano triunfa e mergulhamos no neoliberalismo na década de 1990. Era preciso fazer o oposto dos regimes comunistas: privatizar e “globalizar”. Não é à toa que a solução econômica para os países atormentados pela inflação foi a dolarização da economia (entre nós, camuflada). Passou a ser considerado imprescindível ganhar dinheiro, e dinheiro fácil. O tal deus mercado iniciava seu reinado. Na América do Sul, os bem-sucedidos estavam ao lado. O Brasil precisava ser “como a Argentina” ou “como o Chile” –deste último, de tão bem que andava, passou-se a dizer que era “uma casa boa numa vizinhança ruim”.
Com a vitória de Lula, em 2002, temeu-se a “venezuelização” do Brasil. Ou seja, o País, sob o PT, copiaria a Venezuela de Hugo Chávez. De novo a busca pelo modelo de Nação, desta vez mais imaginada pela imprensa do que real. O que aconteceu foi o  contrário: nos últimos nove anos, com tudo que ainda falta fazer, é inegável que finalmente nos colocamos em nossa própria trilha. Estamos a anos-luz do país que queremos, mas paramos de tentar copiar o modelo alheio. Somos um país mestiço, desigual e rico, um gigante tropical cheio de contradições. Únicos. Não cabemos em nenhum figurino.
Agora, a absoluta falência dos Estados Unidos e da Europa, vem comprovar que, ainda que quiséssemos seguir algum, os modelos acabaram. O ideal de país a perseguir não existe mais. Referências, sim. Idéias que deram certo lá fora podem e devem ser replicadas. Replicar modelos, não. Se continuarmos acertando, quem sabe algum dia chegue a haver um “modelo brasileiro”? Para ser seguido por países que ainda precisam percorrer um longo caminho, mas que acreditam que é possível crescer sem abrir mão de ser fiéis a si próprios.
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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/politica/o-fim-dos-modelos

Convidado de Alckmin, FHC termina só na mesa do Brasil Sem Miséria

19.08.2011
Do  site da Rede Brasil Atual
Por  João Peres, Rede Brasil Atual


Sem perder cordialidade, Dilma recobre Lula de elogios e enaltece as diferenças

Convidado de Alckmin, FHC termina só na mesa do Brasil Sem Miséria
Na cerimônia, estiveram presentes a presidenta Dilma, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e governadores das principais capitais do país (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
São Paulo – A presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na cerimônia do Brasil sem Miséria para o Sudeste teve contornos de surpresa no Palácio dos Bandeirantes. Os convidados, em boa parte políticos aliados do governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), não esperavam, e se entusiasmaram com o anúncio do tucano na composição da mesa oficial da cerimônia.
Trata-se de um encontro pouco comum. Estiveram na sede do governo paulista a presidenta Dilma Rousseff, os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), e de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), além do anfitrião. Foi do tucano de São Paulo o convite a Fernando Henrique Cardoso, segundo informaram assessores do Palácio do Planalto.
Todos os políticos manifestaram clima de grande cordialidade, e exaltaram o "espírito republicano" do encontro.
Dilma, no mesmo tom, registrou durante seu discurso a presença do ex-presidente no local, mas fez questão de tecer elogios a seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. E fez isso buscando evitar o tom de falta de cortesia – sem, por isso, deixar de sublinhar algumas diferenças.
Ao comentar décadas e décadas de governos que ignoraram os verdadeiros problemas do povo brasileiro, entre eles o da miséria, a presidenta não hesitou: “Esse problema só não é maior porque tivemos um presidente e um governo que foram capazes de levar 40 milhões de brasileiros à classe média."
Enquanto Lula passou parte de seus dois mandatos criticando o legado de FHC, Dilma vê o mandato de seu padrinho político com bons olhos. "Esta (ascensão social) é, sem dúvida, a herança bendita que entre tantas coisas o governo Lula me legou”, afirmou. A plateia aplaudiu a lembrança do petista, mas as mãos de FHC pareceram particularmente pesadas. Ele não realizou mais que três breves – senão chochos e quase silenciosos – encontros das palmas das mãos.

Dos porquês

Nos bastidores, houve três leituras possíveis para o convite feito pelo governador ao ex-presidente. A primeira é a tentativa de mostrar distância de José Serra (PSDB), ex-governador de São Paulo e candidato derrotado à Presidência da República em 2010. Ao mesmo tempo, poderia provocar ciúmes em um adversário político dentro do próprio partido, cujo destino, cedo ou tarde, se cruzará com o dele em alguma eleição – ainda que indiretamente.
Nesta leitura, cabe também a possibilidade de que Alckmin tenha tido a intenção de promover novo desagravo a FHC, cuja imagem fora praticamente escondida por Serra durante a campanha do ano passado – logo após a derrota, o PSDB deu ao ex-presidente todo o espaço do seu programa partidário gratuito. 
A segunda tese indica que Lula fora o alvo de Alckmin, que em seu discurso exaltou as qualidades de Dilma. “Ultrapassamos um período de disputas para unir esforços em prol dos que mais precisam no Brasil. Isso se deve em grande parte a seu patriotismo (o de Dilma), a sua generosidade, a seu espírito conciliador”, afirmou o tucano, que conviveu politicamente com o ex-presidente durante sua primeira passagem pelo Palácio dos Bandeirantes.
A terceira versão é mais simples: o governador quis irritar duplamente a Serra e a Lula.
Os fatos ainda mais singelos. FHC saiu sem discursar. No momento da foto entre presidenta, governadores e a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campelo, restou só à mesa de cerimônias, a lembrar o convidado de um casamento que, na hora dos registros para a posteridade, não é o pai dos noivos, não é o padrinho, não é um parente. 

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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/multimidia/blogs/blog-na-rede/alckmin-convida-fhc-e-dilma-elogia-lula

Golpe de Estado nos Estados Unidos

19.08.2011
Do site da Revista Carta Maior
Por Norman Birnbaum (*) - El País
Publicado em português na página do IHU Online/Unisinos
A tradução é do Cepat



“O que às vezes se passa por alto em nossa situação é o fator propósito: a democracia norte-americana sofreu um golpe de Estado encoberto. Seus autores ocupam os postos mais altos dos negócios e das finanças, seus leais servidores dirigem as universidades, os meios de comunicação e grande parte da cultura, e igualmente monopolizam o conhecimento profissional científico e técnico”, escreve Norman Birnbaum em artigo publicado no jornal espanhol El País.

Já se escreveu muito sobre a crise dos Estados Unidos. Aludiu-se à complacência e ao fracasso de nossas elites, à ignorante fúria de um segmento de cidadãos espiritualmente plebeus, à importância intelectual e política de boa parte do resto, à ausência de uma conexão entre uma intelligentsia crítica e os movimentos sociais que no passado deram suas ideias à esfera pública, à fragilização da própria esfera pública e à consequente atomização do país. Esses diagnósticos são corretos. O que às vezes se passa por alto em nossa situação é o fator propósito: a democracia norte-americana sofreu um golpe de Estado encoberto. Seus autores ocupam os postos mais altos dos negócios e das finanças, seus leais servidores dirigem as universidades, os meios de comunicação e grande parte da cultura, e igualmente monopolizam o conhecimento profissional científico e técnico.


Seus dispostos seguidores se encontram em toda parte, especialmente entre aqueles que sentem que são ignorados, inclusive desprezados, e experimentam uma desesperada necessidade de compensação íntima. Incapazes de atuar de forma autônoma, negam em voz alta que sejam dominados e explorados. Identificam como inimigos os grupos sociais a serviço do bem público, cuja existência rechaçam como princípio. Sua hostilidade ao Governo é tão grande quanto sua falta de conhecimento de como este realmente funciona, ou a história de seu próprio país.


Evidentemente, há uma substancial coincidência entre aqueles que deram sua aquiescência ao golpe de Estado e os muitos que pretendem a recristianização do país, que acreditam que o aborto e a homossexualidade são ao mesmo tempo crimes civis e pecados religiosos, que respondem à imigração com xenofobia. Esses são os brancos, principalmente no sul e no oeste, e nas cidades menores, que ficaram escandalizados pela eleição de um presidente afro-americano e que se criaram (e ainda se criam) muitas das falsidades sobre sua pessoa, desde o seu nascimento no Quênia até sua adesão ao islamismo.


Os iniciadores do golpe de Estado são, geralmente, muito sofisticados para essas vulgaridades, embora indubitavelmente não sejam muito escrupulosos na hora de utilizá-las para conseguir o apoio para os seus objetivos primários. Que não são outros senão reduzir as funções e poderes redistributivos e reguladores do Estado norte-americano, revogando, privatizando ou, ao menos, limitando importantes componentes do nosso Estado de bem-estar: Seguridade Social (pensões universais), Medicare (seguro público de saúde para os maiores de 65) e todo um espectro de benefícios e serviços nos campos da educação, emprego, saúde e na manutenção de ingressos. A possibilidade de uma regulação ambiental em grande escala, ou de um projeto para reconstruir toda a infra-estrutura de modo que seja mais compatível com um futuro benévolo com o meio ambiente, provoca igualmente sua sistemática oposição. Os obstáculos administrativos e legais à atividade sindical são outra parte do programa.


Os esforços do capital politicamente organizado para manter o controle do sistema político são tão velhos quanto a república norte-americana. De modo algum excluíram a utilização do Governo em muitas ocasiões em todas as épocas da nossa história. O que distingue a recente situação é a propagação explícita e resoluta de uma ideologia que declara o mercado como superior ao Estado, que busca transferir para o setor privado funções governamentais até agora reservadas ao Estado, e que não permite que a consideração de um maior interesse nacional (como no comércio com outros países) interfira nos interesses imediatos do capital.


A obra de inumeráveis economistas, as simplificações de um grande número de comentaristas e jornalistas, a intromissão nos sistemas escolares e sua manipulação, e, sobretudo, o fato de que os meios de comunicação e o que temos de discurso público fiquem excluídos da discussão séria de alternativas, culminaram na fervorosa obsessão com que os congressistas republicanos fizeram sua a crença de que os déficits orçamentários são uma ameaça para o país.


Em 1952, John Kenneth Galbraith publicou sua primeira obra-primaCapitalismo americano: o conceito do poder compensatório (Novo Século Editora). Nela sustentava que a busca do benefício sem limite, a cegueira de curto prazo do capitalismo, havia sido corrigida pelo Governo, apoiado por uma cidadania consciente de seus diferentes interesses, por grupos de interesse público, por sindicatos e por um Congresso (e Governos estatais) com um grau notável de independência política.


Em 1961, Galbraith pediu ao presidente Kennedy que não o nomeasse chefe do Conselho de Assessores Econômicos: era um alvo muito visível. Durante alguns anos o ponto de vista de Galbraith seguiu sendo convincente. No entanto, também foi se produzindo um gradual enfraquecimento das forças compensatórias com as quais Galbraith contava para tornar permanente o new deal; e um enfraquecimento, assim mesmo, das elites capitalistas com maior formação e visão de longo prazo, dispostas a aceitar um contrato social.


As razões deste duplo declive seguem sendo objeto de discussão para os historiadores. A absorção dos recursos materiais e morais do país pela guerra fria, que se converteu em um fim em si mesma, desempenhou certamente um papel. Tornou-se muito mais difícil desenvolver programas de reconstrução social em grande escala pela composição racial dos pobres nos Estados Unidos, embora os brancos – de modo geral, brancos do sul – fossem uma maioria entre eles. A própria prosperidade proporcionada pelo contrato social do pós-guerra socavou a combatividade e a militância da força de trabalho sindicalizada, que ficou relativamente indefesa diante da competição da indústria estrangeira e da fuga do capital norte-americano para outros países.


Os efeitos que essas mudanças estruturais tiveram foram magnificados à medida que o capital financeiro (o reino da pilhagem e a liquidação de empresas produtivas, dos derivados, dos hedge funds e da especulação arcana) se fez quantitativa e qualitativamente dominante.


Este tipo de capitalismo, especialmente, requeria a abstinência política do Estado, que somente se poderia obter se pouco a pouco se comprasse o Estado. O novo capitalismo fez sérios avanços no Partido Democrata, reduzindo a uma insistente atitude defensiva os herdeiros do new deal que havia em seu interior. Quando, em 2008, o presidente Obama mobilizou milhões de afro-americanos, latinos, jovens e velhos, mulheres e os restos do movimento sindical, não foi menos solícito com o novo capitalismo, que tinha muito menos votos, mas muito mais dinheiro. A singular insignificância das iniciativas da Casa Branca em 2009, 2010 e este ano em matéria de estímulo econômico, emprego e reconstrução nacional poderiam ser explicadas como um reflexo do real equilíbrio de forças políticas do país.


Deixando de lado o furor provocado pelo Tea Party e pelo limite da dívida, a explicação também poderia estar nessa quinta coluna constituída pelos agentes ideológicos e políticos do novo capitalismo, que está ocupando a própria Casa Branca. Deste ponto de vista, a extraordinária boa disposição do presidente ao acordo mútuo não é o resultado de um novo alinhamento da política norte-americana, mas uma parte previsível do mesmo


(*) Norman Birnbaum é professor emérito na Faculdade de Direito da Universidade de Georgetown.

Fotos: The Mad Tea Party (2005) Ilustração de Mark Bryan (EUA) 

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Fonte:http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18284

O perdedor

19.08.2011
Do BLOG DO ALON

Na política leva vantagem quem acha respostas simples para perguntas complicadas. “Quem deixou acumular tanta sujeira, ao ponto de obrigar Dilma a fazer uma verdadeira faxina?” A resposta simples para essa pergunta simplíssima é “Lula” 

O estado das relações entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem tudo para virar pauta permanente.

Porque Lula, como ex-presidente, será sempre notícia. Porque Lula elegeu Dilma e sugeriu a nomeação de boa parte do ministério. Porque a tensão entre ambos, mesmo suposta, é um vetor da disputa política.

Mas principalmente porque Dilma acumula capital político à custa do antecessor.

Por exemplo a tal faxina. O governo notou que dá ibope remover da administração os núcleos problemáticos. A base parlamentar também já percebeu que bater de frente com o Palácio do Planalto é pouco inteligente.

Se a presidente vai bem, o governo também vai. E no fim das contas será bom para todos os passageiros do barco.

Menos para os indivíduos ejetados. Mas não se faz omelete sem quebrar ovos. E a regra no jogo na política é clara: ninguém tem o direito de ceder à tentação de socializar o próprio infortúnio.

Há porém um problema. Se alguém está acumulando capital político, outro vem perdendo.

A oposição? Pouco provável. As pesquisas mostram até um ligeiro declínio da avaliação presidencial. Não parece haver movimentação tangível no eleitorado, até pelo eleitor não estar prestando maior atenção à política.

Apesar de surgir aqui um problema potencial para a oposição, cujo discurso não mais poderá se apoiar apenas no udenismo fácil. Essa bandeira Dilma já neutralizou.

A operação que apresenta Dilma Rousseff como a comandante da faxina que vai limpar a Esplanada e permitir maior eficiência ao governo, inclusive para combater a miséria, tem por enquanto um só perdedor: Lula.

Na política leva vantagem quem acha respostas simples para perguntas complicadas. Mas se o sujeito precisa dar respostas complicadas para enfrentar perguntas simples então tem um problema.

“Quem deixou acumular tanta sujeira, ao ponto de obrigar Dilma a fazer uma verdadeira faxina?”

A resposta simples para essa pergunta simplíssima é “Lula”. A saída que poupa o ex-presidente pede mais elaboração.

Em defesa do ex, pode-se argumentar que Dilma reúne mais condições políticas de sanear o próprio governo. Inclusive por ter mais apoio parlamentar.

Ou que Lula indicou Dilma por saber que ela faria o que ele próprio não pudera fazer.

A primeira linha é frágil. Se Dilma tem uns deputados e senadores a mais na base, comparado ao período anterior, nem de longe alcança a liderança política e popular do padrinho.

Que, se quisesse, poderia ter reunido ele próprio as condições para livrar-se da sujeira agora alvo de faxina. Um pensamento óbvio.

Da segunda fica a pulga atrás da orelha. Por que exatamente Lula não pôde fazer?

A verdade é que, no popular, dá impressão de Dilma ter arcado com o ônus de corrigir desvios instalados no período anterior, instalados sob o olhar complacente de quem mandava.

Mas a própria Dilma não é parte desse “período anterior”? Sim e não. Ela estava lá, mas a palavra final não era dela, poderão argumentar.

E vai mais uma fatura para o colo de Lula...

Novidade

A chave em qualquer eleição está em identificar a divergência fundamental.

Na disputa paulistana de 2012 pinta que o desejo mais íntimo do PSDB é derrotar o prefeito Gilberto Kassab (PSD), e vice-versa.

Daí que a eleição esteja completamente indefinida. Coisas antes impensáveis correm o risco de acontecer.

Por exemplo o PSDB apoiar o PT num eventual segundo turno contra o candidato de Kassab. Se Gabriel Chalita (PMDB) tiver ficado fora da final.

Ou o próprio Kassab estender a mão ao PT, caso o ungido pelo prefeito não vá ao segundo turno.

É duvidoso o efeito que essas heterodoxias poderiam vir a ter sobre um eleitor habituado à polarização PT-PSDB.

Mas não deixa de ser uma novidade.

Falar e fazer

Reportagem de Paulo de Tarso Lyra no último fim de semana trouxe o debate interno na oposição sobre como fazer oposição.

É como em outras atividades, inclusive nas mais importantes para a vida a dois.

Quanto mais se discute, menos tempo sobra para fazer. 

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Fonte:http://www.blogdoalon.com.br/2011/08/o-perdedor-1908.html

Pesquisa comprova: mídia demoniza o MST

19.08.2011
Do blog de Altamiro Borges
Por  sítio do Intervozes:


Uso de termos negativos, pouca relevância dada às bandeiras do Movimento e exclusão do MST como fonte. O que já era percebido pelos movimentos sociais agora foi comprovado em pesquisa que analisou cerca de 300 matérias sobre o MST em TV, jornal impresso e revistas. O resultado desse trabalho será lançado nessa quarta-feira, dia 24, às 19h, na Tenda Cultural do Acampamento Nacional da Via Campesina (Estacionamento do Ginásio Nilson Nelson), em Brasília.


O relatório, intitulado “Vozes Silenciadas”, analisou as matérias que citaram o MST em três jornais de circulação nacional (Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo); três revistas também de circulação nacional (Veja, Época e Carta Capital); e os dois telejornais de maior audiência no Brasil: Jornal Nacional, da Rede Globo, e Jornal da Record. O período pesquisado foi de 10 de fevereiro a 17 de julho, duração das investigações de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o MST.


O lançamento contará com a presença de Mônica Morão, professora da UFC e responsável pela pesquisa, de Leandro Fortes, jornalista da revista Carta Capital, e da Coordenação do MST. O relatório foi realizado pelo Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert e da Federação do Trabalhadores em Radiodifusão e Televisão (FITERT).


O estudo


MST é retratado como violento e suas bandeiras recebem pouco destaque. A pesquisa concluiu que o movimento, na maioria dos casos, não era central nas matérias que o citam. O tema predominante foi as eleições (97 inserções), com uma grande diferença em relação ao segundo lugar, o Abril Vermelho (42 inserções). A CPMI foi tema apenas de oito matérias (ou 2,6% do total). Nas matérias sobre eleições, o MST não apareceu nos debates sobre políticas agrárias, mas sim como ator social mencionado de forma negativa pelos dois principais candidatos do pleito nacional. O Movimento aparece em segundo lugar no ranking de fontes ouvidas (em primeiro lugar estão matérias que não ouvem nenhuma fonte). Porém, essa colocação representa apenas 57 ocorrências num universo de 301 matérias.


Quase 60% das matérias utilizaram termos negativos para se referir ao MST e suas ações. O termo que predominou foi “invasão” e seus derivados, como “invasores” ou o verbo “invadir” em suas diferentes flexões. Ao todo, foram usados 192 termos negativos diferentes, entre expressões que procuram qualificar o próprio MST ou suas ações.


A maioria dos textos do universo pesquisado cita atos violentos, o que significa que a mídia faz uma ligação direta entre o Movimento e a violência. Não bastasse essa evidência, dentre as inserções que citam violência, quase a totalidade (42,5% do total de matérias) coloca o MST apenas como autor.


Serviço


Lançamento do relatório “Vozes Silenciadas – A cobertura da mídia sobre o MST durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito”.


Data: 24/08/2011


Horário: 19h


Local: Tenda Cultural do Acampamento Nacional da Via Campesina (Estacionamento do Ginásio Nilson Nelson) – Brasília/DF.


Mais informações: Gésio Passos – 61 3341-3637 – comunicacao@intervozes.org.br
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/08/pesquisa-comprova-midia-demoniza-o-mst.html

Reino Unido apresenta texto que propõe ampliação de sanções à Síria

19.08.2011
Da Agência Brasil
Por Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os representantes do Reino Unido apresentarão hoje (19) a brasileiros e demais integrantes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Ibas (grupo formado pelo Brasil, a Índia, Rússia e África do Sul) o texto da resolução propondo a ampliação de sanções à Síria. A ideia é aumentar a pressão sobre o governo para que o presidente Bashar Al Assad atenda às recomendações de fim da violência e de busca pelo diálogo.
Nesta manhã, representantes da Rússia informaram que são favoráveis à saída de Assad. O Itamaraty, no entanto, disse à Agência Brasil que os representantes brasileiros querem conhecer em detalhes a proposta dos britânicos sobre as sanções para depois assumir uma posição.
Os representantes da Espanha se uniram hoje ao Reino Unido, à França, à Alemanha, a Portugal e aos Estados Unidos em defesa de mais rigor nas restrições ao governo da Síria. Para os líderes, Assad não cumpriu sua palavra de encerrar os confrontos no país, e a violência aumenta por toda parte.
Ontem (18), o Conselho de Segurança ratificou a análise apresentada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas sobre Direitos Humanos denunciando que a repressão aos manifestantes sírios pode representar “um crime contra a humanidade”. Amanhã (20) deverá chegar a Damasco, capital síria, uma missão humanitária para analisar a situação.
De acordo com o relato apresentado, cerca de 2 mil pessoas foram mortas pelo regime, além dos casos de torturas e agressões de diversos tipos. O documento destaca o assassinato de um adolescente de 13 anos e a execução de 26 pessoas com os olhos vendados em um estádio.
Ontem, os Estados Unidos, a Alemanha, a França, o Reino Unido e a União Europeia defenderam a saída do presidente da Síria. O governo dos Estados Unidos anunciou, inclusive, a adoção de sanções individuais envolvendo o comércio de petróleo e negociações financeiras e econômicas entre sírios e norte-americanos.
Há cerca de cinco meses, Assad é alvo de protestos generalizados na Síria. Os manifestantes exigem a renúncia do presidente, a adoção de um sistema político, econômico e social mais democrático e garantias das libedades de expressão, de opinião e manifestação. Os ativistas reclamam ainda das violações aos direitos humanos na região.
*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa, e da emissora pública de notícias da França, RFI//Edição: Graça Adjuto

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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-08-19/reino-unido-apresenta-texto-que-propoe-ampliacao-de-sancoes-siria