quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Washington declara guerra a seu povo

17.08.2011
Do blog O INCRÍVEL EXÉRCITO DE BLOGLEONE, 07.08.11
Por Alejandro Nadal

Em 1961 o presidente Dwight Eisenhower pronunciou um discurso de despedida e uma famosa advertência. Naquela ocasião preveniu sobre o poder desmedido do complexo industrial-militar. Segundo um de seus mais importantes biógrafos, Geoffrey Perret, o rascunho do discurso preparado por Eisenhower continha a frase complexo industrial-militar-congressional para evidenciar o papel negativo que desempenhava o Congresso como correia de transmissão do poder da indústria militar. No último instante, o presidente preferiu eliminar a referência ao Poder Legislativo para não irritar demais.

Hoje Eisenhower teria deixado a referência ao Congresso em seu discurso. E finalmente o Congresso ianque declarou abertamente uma guerra contra o povo desse país, obedecendo os desígnios dos 5 por cento mais rico de sua população. Ainda que, pensando bem, a guerra começou há muito.

O fetichismo reacionário conseguiu impor como verdade a idéia de que a causa do descalabro fiscal nos Estados Unidos está nos programas sociais, especialmente no sistema de seguridade social. Conseguiu que o povo norte-americano considere que os titulares de direitos do seguro social sejam considerados parasitas sociais, apesar de que uma parte importante de suas prestações esteja coberta com suas contribuições ao longo de sua vida laboral. Isso não importa: a ideologia reacionária insiste em que os pensionistas são como sanguessugas que consomem mais do que podem pagar e deixam de poupar para enfrentar a velhice. Essa é a maior mentira que o povo norte-americando acabaram de aceitar.   

Vejam o texto original em SINPERMISO ou uma tradução livre no blog NEBULOSA.DE.ÓRION
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Fonte:http://blogoleone.blogspot.com/2011/08/washington-declara-guerra-seu-povo.html

AS FALHAS DA 'FOLHA': COLABORACIONISMO

17.08.2011
Do blog NÁUFRAGO DA UTOPIA, 13.08.11

O marechal Pétain, pelo menos, havia sido
herói antes de se tornar colaboracionista
Há alguns meses, Suzana Singer, a ombudsman da Folha de S. Paulo, levantou um assunto muito interessante, ao escrever sobre o caderno comemorativo da última efeméride do jornal da  ditabranda:
"É verdade que o especial de 90 anos da Folha teve (...) a coragem de explicar o apoio do jornal ao golpe militar e o alinhamento da Folha da Tarde à repressão contra a luta armada. Trouxe também críticas duras feitas pelos ex-ombudsmans. Mas foram apenas notas dissonantes [grifo meu]".
Sim, no meio da overdose de auê, passou despercebido o texto 90 anos em 9 atos, de Oscar Pilagallo, cuja principal função foi a de servir como uma espécie de álibi para quando alguém acusasse o jornal de não ter autocrítica.

Enfim, vale a pena conhecermos o que a Folha finalmente admite sobre seu passado -- embora, óbvio ululante, não tenha admitido tudo, mas apenas o que já havia sido inequivocamente estabelecido por seus críticos e não compensava continuar negando.

E, claro, devemos discutir -- e muito! -- a chocante revelação de que o
Grupo Folha entregou um de seus jornais a porta-vozes de torturadores como retaliação a um agrupamento de esquerda que se infiltrara na Redação.
"A Folha apoiou o golpe militar de 1964, como praticamente toda a grande imprensa brasileira. Não participou da conspiração contra o presidente João Goulart, como fez o 'Estado', mas apoiou editorialmente a ditadura, limitando-se a veicular críticas raras e pontuais.
Confrontado por manifestações de rua e pela deflagração de guerrilhas urbanas, o regime endureceu ainda mais em dezembro de 1968, com a decretação do AI-5. O jornal submeteu-se à censura, acatando as proibições, ao contrário do que fizeram o 'Estado', a revista 'Veja' e o carioca 'Jornal do Brasil', que não aceitaram a imposição e enfrentaram a censura prévia, denunciando com artifícios editoriais a ação dos censores.
Assim a FT noticiou a morte do 'Bacuri',
preso 108 dias antes e triturado nas torturas.
As tensões características dos chamados 'anos de chumbo' marcaram esta fase do Grupo Folha. A partir de 1969, a 'Folha da Tarde' alinhou-se ao esquema de repressão à luta armada, publicando manchetes que exaltavam as operações militares.
A entrega da Redação da 'Folha da Tarde' a jornalistas entusiasmados com a linha dura militar (vários deles eram policiais) foi uma reação da empresa à atuação clandestina, na Redação, de militantes da ALN (Ação Libertadora Nacional), de Carlos Marighella, um dos 'terroristas' mais procurados do país, morto em São Paulo no final de 1969.
Em 1971, a ALN incendiou três veículos do jornal e ameaçou assassinar seus proprietários. Os atentados seriam uma reação ao apoio da 'Folha da Tarde' à repressão contra a luta armada.
Segundo relato depois divulgado por militantes presos na época, caminhonetes de entrega do jornal teriam sido usados por agentes da repressão, para acompanhar sob disfarce a movimentação de guerrilheiros. A direção da Folha sempre negou ter conhecimento do uso de seus carros para tais fins.
No início de 1974, Octavio Frias de Oliveira, publisher da Folha, foi procurado por Golbery do Couto e Silva, futuro chefe da Casa Civil do governo de Ernesto Geisel, prestes a tomar posse.
Os dois militares seriam os principais artífices do projeto de distensão e abertura política, e Golbery encontrou-se com donos de jornais para expor o plano. Sabendo que enfrentaria a resistência da linha dura, queria a imprensa como aliada natural.
No caso da Folha, Golbery deixou claro que ao futuro governo não interessava ter um único jornal forte em São Paulo [ou seja, estimularia quem disputasse leitores com O Estado de S. Paulo]. A conversa coincidiu com discussões internas na empresa, com vistas a aproximar a Folha da sociedade civil. A empresa tinha saldado as dívidas iniciais e se expandido. O passo seguinte seria transformar o matutino num jornal influente.
Eis a Folha mancheteando a Marcha
da Família
e criando clima para o golpe.
Em meados de 1974, uma reunião em Nova York entre Frias, Cláudio Abramo e Otavio Frias Filho foi decisiva para a definição da nova estratégia. Sob a inspiração de Frias pai, uma ampla reforma editorial foi concebida e executada nos anos seguintes por Abramo, que trabalhava na Folha desde 1965. As páginas 2 e 3 se tornaram espaços de opinião crítica. Passaram a fazer parte da equipe editorial colunistas renomados, como Paulo Francis e, mais tarde, Janio de Freitas.

A trajetória teve um desvio em 1977, quando, por pressão da linha dura do governo, Abramo foi afastado de seu cargo. O revés, no entanto, seria passageiro. Boris Casoy, que o substituiu, manteve a orientação e garantiu que o jornal tivesse um espaço relevante no processo de redemocratização".
A última afirmação chega a ser hilária. Me engana que eu gosto...

A  primavera da Folha  acabou no exato instante em que o jornal se vergou ao ultimato militar, afastando Cláudio Abramo da direção de redação e o despachando para Londres, demitindo vários colaboradores e impondo evidentes restrições aos que ficaram.

Durante cerca de três anos, a Folha teve a cara do Abramo. A partir de 1977, passou a ter a cara do Casoy (e, depois, a do Otávio Frias Filho).

Para quem conhece estes três personagens, eu não preciso dizer mais nada.
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Fonte:http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/2011/08/as-falhas-da-folha-colaboracionismo.html

Preso homem que estuprava filha há sete anos e a ameaçava de morte se contasse

17.08.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO.16.08.11


Um homem foi preso por estuprar a própria filha, uma adolescente de 14 anos, na manhã desta terça-feira (16), por policiais civis da Delegacia de Catende, na Mata Norte do Estado. O acusado Sebastião Cabral da Silva, de 54 anos, o “Duda”, teve o mandado de prisão preventiva expedida após a investigação chefiada pelo delegado Gustavo Garcia apurar que a garota vinha sendo estuprada pelo pai desde os sete anos de idade.


O crime era praticado na própria casa da vítima, que mora com a mãe e o autor do crime, em Catende. A mãe da adolescente disse, em depoimento, não ter conhecimento do que vinha acontecendo com a sua filha. Ela contou que, assim que soube, orientou a menina a denunciar o estupro na direção da escola. A diretoria do colégio procurou a polícia que iniciou as investigações.


Segundo o delegado, durante os anos de abuso a menina tinha medo de denunciar o pai, já que ele a ameaçava de morte caso contasse para alguém. Gustavo Garcia reuniu provas e solicitou na justiça a medida cautelar contra o acusado. Ele foi levado ao Presídio Rorenildo da Rocha Leão, em Palmares, onde aguardará julgamento.


Com informações da assessoria
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/33-destaque-noticias/658157-preso-homem-que-estuprava-filha-ha-sete-anos-e-a-ameacava-de-morte-se-contasse-a-alguem-

Reserva de emergência. Faça já!!!!

17.08.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Tatiana Nascimento

Colchões
















Você chegou lá. Ao contrário de muitos e muitos brasileiros, conseguiu equilibrar o orçamento e hoje não deve nada a ninguém. Paga suas contas em dia. Viaja com a família nas férias. Está tudo perfeito, enfim. Só tem um detalhe: você não tem reserva financeira de emergência. Acha que não precisa? Será mesmo? E se acontecer um vazamento no banheiro da sua casa? E se você ficar preso na chuva e o seu carro inundar? Ou se acontecer um problema de saúde na família? Ou você perder o emprego?
Não precisa perder a calma e amassar o jornal, desligar o computador ou deixar o iPad de lado. Ninguém aqui está lhe agourando. Só chamando atenção para a necessidade de manter um dinheiro extra guardado para ser usado na hora dos imprevistos. E, a menos que você seja o super-homem, não vai conseguir escapar de alguns deles durante a vida. Melhor montar a tal reservar do que ter de sair correndo e extrapolar o limite do cheque especial ou estourar o cartão de crédito, dois dos campeões nacionais de taxas de juros.
O economista Luiz Maia, professor da UFRPE e do City Business School e autor do blog Educação de Bolso (blogs.diariodepernambuco.com.br/educacaodebolso), diz que o que deve ser usado como base para a reserva de emergência é o próprio orçamento. “Quem guarda 10% do salário todo mês tem um orçamento de 90%. Quem não guarda nada, tem um orçamento de 100% dos rendimentos. Essa é a base de referência.” Segundo ele, a reserva mínima deve contar com um valor igual a pelo menos três meses de orçamento. Se ele é de R$ 2 mil, então são R$ 6 mil de reserva.
Mas isso é vale para quem é solteiro e não tem filhos. “Quem tem uma família maior, tem de ter uma reserva maior. Vai ter gastos maiores”, reconhece Luiz Maia. A empresa de serviços financeiros e finanças pessoais norte-americana The Motley Fool também defende que o tamanho da reserva varie conforme o perfil de cada pessoa. Quem é “arrimo de família” e tem um trabalho instável (vive de comissões, por exemplo) deve ter dinheiro guardado entre seis e 12 vezes o orçamento. Luiz Maia reforça que o colchão é proporcional aos riscos.
O economista lembra que uma pessoa que está no grupo familiar e não tem seguro saúde, se precisar se internar em um hospital privado, acaba qualquer reserva rapidamente. “A presença de pessoas idosas na família ou de crianças pequenas gera mais riscos também”, destaca. Deu para entender a importância do colchão? Agora é saber como guardar o dinheiro. A poupança, apesar de estar rendendo bem pouquinho há alguns meses, deve ser o primeiro destino. Mas jamais o único, recomendam os especialistas.
Para o gerente regional da Magnum Investimentos, João Henrique Albuquerque, uma parte pode até ficar na poupança, por conta da liquidez imediata da aplicação. Isto é, se você precisar do dinheiro de uma hora para outra, pode ir lá na conta e tirar, sem pagar nada por isso. Mas o ideal, segundo ele, é colocar parte da grana em fundos de renda fixa com carência baixa, com CDBs de resgate de 30 dias (com menos tempo paga-se IOF) ou outros fundos com taxa de administração máxima de 1% ao ano. “O importante é ter a reserva”, reforça. E então? Captou a mensagem?
* Matéria publicada na edição de 15/08 do Diario de Pernambuco
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Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/economia/?p=10283#more-10283

Assinaturas para proposta popular de reforma política começam a ser recolhidas

17.08.2011
Da AGÊNCIA BRASIL,16.08.11
Por Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil


Brasília –  Com a chegada de cerca de 70 mil mulheres para a 4ª Marcha das Margaridas, entidades empenhadas na elaboração de uma proposta de lei de iniciativa popular para fazer a reforma política no Brasil já começaram a colher assinaturas. A meta é chegar a 1,5 milhão de adeptos.
A Marcha das Margaridas começa amanhã (17) de manhã, no Parque da Cidade, onde as trabalhadoras rurais estão acampadas. Elas seguirão para a Esplanada dos Ministérios e vão realizar manifestação em frente ao Congresso Nacional. O encerramento da marcha está previsto para as 15h, na Cidade das Margaridas, no Parque da Cidade. 
A representante da Articulação das Mulheres Brasileiras, Carmen Silva, explicou que o texto inclui três eixos de atuação – o fortalecimento da democracia direta, a reforma do sistema eleitoral e o controle social do processo eleitoral. O objetivo, segundo ela, é mobilizar a sociedade e enfrentar o descrédito em relação à política brasileira.
Entre as propostas para o fortalecimento da democracia direta está a simplificação do processo da iniciativa popular, permitindo, por exemplo, que a coleta de assinaturas seja feita por formulário impresso, por meio de urnas eletrônicas e por assinatura digital via internet. Outras alteraçãos preveem a apresentação de qualquer documento expedido por órgão público oficial como comprovante para a assinatura de adesão e a redução de 1% para 0,3% no número de eleitores necessários para o processo.
O diretor do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, Osires Barboza, lembrou que, no caso da proposta de lei de iniciativa popular que tratava da chamada ficha limpa, a coleta de assinaturas demorou dois anos. Ele acredita que, caso as mudanças sejam aprovadas, o texto que trata da reforma política brasileira pode conseguir a adesão necessária em menos de seis meses.
As cerca de 60 entidades pedem também o fim das votações secretas no Poder Legislativo; o fim da imunidade parlamentar, exceto em casos de direito de opinião e de denúncia; e o fim do 14º e do 15º salários para parlamentares. “O momento é de indignação da sociedade brasileira. O parlamentar é um trabalhador como qualquer outro”, disse Barboza. Há ainda a exigência de que o financiamento de campanhas eleitorais seja feito exclusivamente com recursos públicos, em uma tentativa de reduzir casos de corrupção.
Edição: Nádia Franco

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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-08-16/assinaturas-para-proposta-popular-de-reforma-politica-comecam-ser-recolhidas

PR sai da base e entrega cargos

17.08.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Política


Após as denúncias de irregularidades no Ministério dos Transportes, partido decide adotar uma postura independente



Nascimento leu a nota do partido na tribuna do Senado: cisão no PR. Imagem: LUIZ ALVES/AGENCIA SENADO
O PR anunciou ontem, oficialmente, que deixa a base de apoio do governo, entrega todos os cargos que ainda tem no Executivo federal, mas não se tornará um partido de oposição. Em nota lida pelo presidente da legenda, senador Alfredo Nascimento (AM), elogiou a capacidade técnica do ministro Paulo Sérgio Passos, mas deixou claro que ele não representa uma escolha do partido. O PR sinalizou, contudo, que poderá retomar o diálogo com o Planalto caso os investigados no escândalo do Ministério dos Transportes sejam considerados inocentes.

A decisão causou uma cisão na bancada do PR no Senado e poderá levar à substituição do atual líder na Casa, Magno Malta (ES), que discutiu asperamente com seus companheiros de partido, considerando ser suficiente deixar o bloco parlamentar com o PT, sem a necessidade de sair da base de apoio ao governo. “Eu não sou moleque de dizer uma coisa em uma semana e outra coisa na semana seguinte. Eu disse que saíamos do bloco, isso zera a questão para mim”, esbravejou o senador, que não estava presente no plenário no momento do discurso de Nascimento. O senador tem um irmão - Maurício Pereira Malta - que é assessor parlamentar no DNIT.

Defensor da saída do bloco de apoio ao governo, o senador Blairo Maggi foi questionado sobre a ausência do líder capixaba. “A leitura que está sendo feita é exatamente esta, ele não estava. Amanhã teremos que fazer uma nova reunião para analisar o caso”, disse ele, sem adiantar se Malta será afastado da função.

Foi um dia tenso para o PR. Nascimento chegou a cogitar o adiamento do pronunciamento para hoje. O documento acabou sendo amenizado com a indicação de um possível reatamento no futuro.

A decisão do PR foi recebida com tranquilidade pelo Palácio do Planalto. Pelo menos esta foi a impressão passada pelo líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT), que fez questão de lamentar a decisão do partido. O petista acredita que a posição do PR pode ser reversível e que, pelo histórico de lealdade do PR, desde o governo do ex-presidente Lula, o partido não criará grandes dificuldades durante as votações de matérias de interesse do Executivo. “Existe uma grande identidade entre as propostas do PR e do PT. O PR, inclusive, participou da elaboração do programa de governo da presidenta Dilma. Acredito na responsabilidade do partido”, afirmou Humberto. (Do Correio Braziliense com agências) 

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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/08/17/politica4_0.asp

Reparo nas rodovias estaduais

17.08.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Vida Urbana


Secretaria de Transportes iniciou a recuperação de 60 PEs, investindo R$ 60 milhões



PE- 028, no Cabo de Santo Agostinho: obra para tapar os buracos e rede de drenagem. Imagem: RENATO VIEIRA/DIVULGACAO




As chuvas diminuíram. E o governo do estado decidiu correr contra o prejuízo. Depois de meses de reclamação dos motoristas, a ordem é acelerar os serviços de manutenção em rodovias de todas as regiões. Das 60 listadas no plano de conservação da Secretaria de Transportes, 30 terão as obras iniciadas este mês. A operação, orçada em R$ 60 milhões, destinará dois terços desse valor para acabar com os buracos que tiraram o sossego de centenas de condutores. Os outros R$ 20 milhões serão para a melhoria do sistema de sinalização.

Entre as rodovias incluídas no plano está a PE-015, um dos principais corredores da Região Metropolitana. O desgaste na via começou a se acentuar a partir de junho, devido ao período mais intenso do inverso. A meta é melhorar o tráfego nos 12,7 km que interligam o hospital de Paulista ao Memorial Arcoverde, no Recife. O mesmo ocorrerá nos 37,3 km da PE-103, elo entre as cidades de Palmares (Mata Sul), e Bonito ( Agreste). Segundo o secretário de Transportes, Isaltino Nascimento, a meta é finalizar 80% dos serviços previstos até o final de outubro.

A lista de prioridades contabiliza as rodovias que levam às praias. Por causa da proximidade do verão, detalhou Isaltino, os serviços de manutenção de grande parte dessas estradas começam no primeiro dia de setembro. Figura na operação a PE-060, no trecho entre o entroncamento para Porto de Galinhas (Ipojuca) à divisa de Pernambuco com Alagoas. Os acessos às praias do Litoral Sul ligados à PE-60 também passarão por melhorias. Entre eles, Muro Alto, Serrambi, Barra de Sirinhaém e Tamandaré. No Litoral Norte, consta na relação os serviços tapa-buracos na PE-049. São 25 km do entrocamento da BR-101 até Ponta de Pedras.
Embora a maior parcela dos trabalhos esteja prevista para começar este mês e em setembro, alguns começaram há semanas. São os casos do trecho da PE-005, da UPA Caxangá a Bicopeba; da PE-027, conhecida como Estrada de Aldeia; e da PE-028, que se estende da PE-060 a Gaibu, no Cabo de Santo Agostinho.

A PE-028 é um caso singular. No começo do inverno, motoristas e moradores da região protestaram contra o excesso de buracos, fechando a via. O objetivo agora é tapar os buracos, construir uma rede de drenagem próxima à entrada de Enseada dos Corais e, paralelamente, licitar o projeto para requalificação a rodovia. Isso porque a rodovia se transformou num dos principais caminhos do Complexo Portuário e Industrial de Suape a Jaboatão e Recife. A proposta, adiantou Isaltino, prevê o fortalecimento da estrutura física da estrada.

Saiba mais

Recuperação de estradas

62 rodovias estaduais passarão por serviços de conservação

8 acessos
a cidades e a praias, no mínimo, serão beneficiados

2.729,51km
é quanto medem, aproximadamente, as rodovias atendidas

R$ 60 milhões
serão investidos pelo governo do estado

R$ 40 milhões
são para recuperar as pistas asfálticas

R$ 20 milhões
destinam-se à sinalização

Cinco maiores trechos

PE-60

80 km, do acesso a Porto de Galinhas, em Ipojuca, à divisa do estado com Alagoas

PE-507

92 km, de Serrita a Moreilândia

PE-360

100 km, de Ibimirim ao município de Floresta

PE-275

101 km, de Sertânia à divisa de Pernambuco com a Paraíba

PE-585

118 km, da divisa de Pernambuco com o Ceará à BR-316 em Araripina

Fonte: Secretaria Estadual de Transportes

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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/08/17/vidaurbana10_0.asp

Telegraph: Há algo cheirando mal no Reino Unido

17.08.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha,Vi o Mundo,16.08.11
Por Luiz Carlos Azenha


Telegraph: Há algo cheirando mal no Reino UnidoEstou entre os que acreditam ser uma bobagem chamar a derrubada de Hosni Mubarak de “revolução do Facebook”. Ou atribuir o quebra-quebra londrino ao BBM, o mensageiro do Blackberry. Nada disso teria acontecido se não houvesse demandas sociais subjacentes. No caso do Egito, falta de comida, de emprego e de democracia. No caso da Inglaterra, gente que não tem compromisso com o status quo. Volto ao visionário John Kenneth Galbraith, que ainda nos anos 80 falava do surgimento de uma sociedade paralela no entorno das grandes metrópoles, resultante das políticas do então presidente Ronald Reagan do “there is no free lunch in America”. Você tritura os sindicatos, destrói empregos, criminaliza os movimentos sociais e depois espera que as pessoas apresentem suas demandas de forma organizada e politizada? Fora dos sindicatos e dos movimentos sociais organizados… é o fascismo.
Mas, voltando ao Facebook, ao Twitter e ao Blackberry, não há como negar que as pessoas conversam entre si muito mais nos dias de hoje do que num passado não muito longínquo. Quando desembarquei em Nova York, em 1985, para ser correspondente da TV Manchete,  uma transmissão de imagens via satélite para o Brasil, de dez minutos, custava 1.500 dólares. 
Hoje, via internet, é de graça.  Nos anos 80, quando trabalhei na TV Globo de Bauru, se a emissora não enviasse uma equipe de reportagem a uma cidade da região para cobrir uma manifestação era como se o protesto não tivesse acontecido; hoje, os próprios manifestantes sobem o vídeo no You Tube e dispõem desta e de outras ferramentas inclusive para pautar a mídia convencional.
Meu ponto: é uma mudança extraordinária em pouquíssimo tempo. E pode contribuir para abrir um imenso fosso entre a linguagem hierarquizada do poder e a linguagem das ruas, maior ainda da que já existe. O exemplo deste descompasso vimos na Grécia, no Chile, na Espanha. As instituições obedecem a ritos e ritmos divorciados de sociedades altamente conectadas e ansiosas por transparência, respostas e resultados.
Colhi um pequeno exemplo disso no jornal britânico Telegraph, que publicou um artigo que teve uma imensa repercussão nas mídias sociais do país. É um artigo que não teria um centésimo da repercussão que teve se a capacidade das pessoas de distribuí-lo não fosse tão grande quanto é. Não importa se você concorda ou não com o conteúdo. Eu, por exemplo, acho que o texto é moralista e simplificador. Mas foi lido por centenas de milhares de pessoas, a maioria das quais não comprou o jornal. Elas não tiveram de ir atrás do artigo, o artigo veio até elas.
Não é por acaso que a polícia britânica simplesmente considerou fechar o twitter durante os distúrbios de Londres ou que as sentenças mais pesadas dadas até agora na Inglaterra foram para dois jovens acusados de “organizar” quebra-quebras via Facebook. Na falta de compreensão, na incapacidade ou na falta de vontade política para lidar com as questões de fundo, a culpa é, literalmente, do messenger.
Fiquem com o artigo:
The moral decay of our society is as bad at the top as the bottom [A decadência moral de nossa sociedade é tão grave no topo quanto na base]
By Peter Oborne
August 11th, 2011
David Cameron, Ed Miliband e toda a classe política britânica se juntaram ontem para denunciar os amotinados. Eles naturalmente estavam certos ao dizer que as ações dos saqueadores, incendiários e assaltantes eram abomináveis e criminosas, e que a polícia deveria receber mais apoio.
Mas havia também algo muito falso e hipócrita sobre o choque e o ultraje expressos no parlamento. Os deputados falaram sobre os terríveis eventos da semana como se não tivessem nada a ver com eles.
Não posso aceitar que seja este o caso. Na verdade, acredito que a criminalidade em nossas ruas não pode ser dissociada da desintegração moral dos escalões mais altos da moderna sociedade britânica. As últimas duas décadas testemunharam um terrível declínio dos padrões da elite governante britânica. Tornou-se aceitável que nossos políticos mintam e enganem. Uma cultura quase universal de egoísmo e ganância surgiu.
Não foram apenas os jovens ferozes de Tottenham que se esqueceram que tem tanto deveres quanto direitos. Assim é também com os ricos ferozes de Chelsea e Kensington. Alguns anos atrás, minha mulher e eu fomos a um jantar numa mansão no oeste de Londres. Um segurança vigiava o lado de fora da rua e houve muita conversa sobre uma “divisão norte-sul” , que eu aceitei literalmente por um tempo até me dar conta de que os donos da casa estavam se referindo a uma divisão entre os que moravam ao norte e ao sul da Kensington High Street.
A maioria das pessoas desta rua caríssima estavam tão desenraizadas e distantes do resto do Reino Unido quanto os jovens homens e mulheres desempregados que causaram tantos danos terríveis nos últimos dias. Para eles, a repulsiva revista do Financial Times chamada “Como gastar” é uma bíblia. Eu arriscaria dizer que poucos deles se importam em pagar impostos se puderem evitá-los e que menos ainda sentem algum tipo de obrigação com a sociedade que apenas algumas décadas atrás era “natural” para os ricos e os de cima.
Ainda assim celebramos as vidas vazias de gente que vive assim. Algumas semanas atrás, li uma nota em um jornal dizendo que o magnata dos negócios Sir Richard Branson estava pensando em transferir seu quartel-general para a Suiça. A medida foi descrita como um golpe em potencial contra o ministro das finanças George Osborne, porque resultaria na redução da arrecadação de impostos.
Não consegui deixar de pensar que num mundo são e decente, tal mudança seria um problema para o Sir Richard, não para o ministro. As pessoas notariam que um importante e rico homem de negócios estava fugindo dos impostos britânicos e pensariam mal dele. Em vez disso, ele foi condecorado e é amplamente bajulado. O mesmo é verdadeiro quanto ao brilhante varejista Sir Philip Green. Os negócios do Sir Philip nunca sobreviveriam sem a famosa estabilidade política e social do Reino Unido, sem nosso sistema de transporte para despachar suas mercadorias ou nossas escolas para educar seus trabalhadores.
Ainda assim Sir Philip alguns anos atrás transferiu um bilhão de libras [equivalentes a 2,6 bilhões de reais] em dividendos offshore e parece que não está nem um pouco disposto a pagar por isso. Por que ninguém se irrita e o responsabiliza? Eu sei que ele emprega caros advogados tributaristas e que tudo o que faz é legal, mas tem de enfrentar questões éticas e morais tão grandes quanto as colocadas para o jovem bandido que invadiu uma das lojas de Sir Philip para furtá-lo?
Nossos políticos — apoiados como fariseus na perna de trás, ontem, no Parlamento — são tão ruins quanto o Sir Philip. Eles já demonstraram que estão preparados para ignorar a decência e, algumas vezes, para violar a lei. David Cameron está feliz em ter alguns dos piores exemplos no ministério. Considerem por exemplo o Francis Maude, que é encarregado de enfrentar o desperdício no setor público — o que os sindicatos dizem que é eufemismo para guerrear contra trabalhadores de baixa renda. Ainda assim o sr. Maude ganhou milhares de libras ao violar o espírito, embora não a lei, na ajuda de custo dada aos parlamentares.
Muito se falou nos últimos dias da cobiça dos saqueadores por bens de consumo, inclusive pelo deputado de Rotherham, Denis MacShane, que afirmou com justeza, “o que os saqueadores queriam eram alguns minutos no mundo do consumo da Sloane Street”. Isso dito por um homem que usou 5.900 libras [o equivalente a 15.400 reais] de sua ajuda de custo para comprar oito laptops. Naturalmente, como um parlamentar, ele obteve os computadores legalmente, usando dinheiro público.
Ontem, o veterano deputado Gerald Kaufman pediu ao primeiro-ministro para avaliar como os saqueadores poderiam ser “reconquistados” pela sociedade. Sim, este é o mesmo Gerald Kaufman que pediu o reembolso de 14,301.60 libras [equivalentes a 37 mil reais] em três meses, inclusive 8,865 libras [equivalentes a 23 mil reais] por um aparelho de TV da Bang & Olufsen.
Ou considere o deputado de Salford, Hazel Blears, que tem pedido medidas duras contra os saqueadores. Eu acho difícil fazer qualquer distinção entre os golpes de Blears na ajuda de custo e na sonegação de impostos e os roubos na cara dura perpetrados pelos saqueadores.
O primeiro-ministro não demonstrou sinal de que entendeu que alguma coisa cheirava mal ontem no debate do Parlamento. Ele falou em moralidade, mas como algo que só se aplica aos muito pobres: “Vamos restaurar uma sensação de moralidade e responsabilidade — em toda cidade, em toda rua, em toda casa”. Ele parece não ter entendido que isso deveria ser aplicado também aos ricos e poderosos.
A verdade trágica é que o sr. Cameron em pessoa é culpado de não passar no teste da moralidade. Fazem apenas seis semanas ele apareceu sorridente na festa de verão da News International [a empresa de Rupert Murdoch], embora o grupo de mídia estivesse àquela altura não apenas sob uma, mas duas investigações policiais. Mais notadamente, ele deu uma posição de destaque no governo ao ex-editor do tabloide News of the World Andy Coulson, embora soubesse àquele altura que Coulson tinha se demitido depois que atos criminosos foram cometidos por subordinados. O primeiro-ministro desculpou a incapacidade desprezível de Coulson alegando que  “todo mundo merece uma segunda oportunidade”. Foi interessante que ontem ele não falou sobre uma segunda chance, quando prometeu punição exemplar para os amotinados e saqueadores.
Este duplo padrão de Downing Street [sede do governo britânico] é sintomático dos duplos padrões que existem no topo de nossas sociedades. Deveria ficar claro que a maioria das pessoas (inclusive, eu sei, os leitores do Telegraph) continuam a acreditar em honestidade, decência, trabalho duro e em colocar de volta na sociedade tanto quanto se tira dela.
Mas há os que não pensam assim. Certamente, os assim chamados jovens ferozes não se importam com decência e moralidade. Mas também os ricos e poderosos venais — muitos de nossos banqueiros, jogadores de futebol, homens de negócio e políticos.
Naturalmente, a maioria deles é inteligente e suficientemente rica para obedecer as leis. O mesmo não pode ser dito dos jovens homens e mulheres, sem esperança ou aspirações, que causaram a confusão e o caos nos últimos dias. Mas os amotinados tem esta defesa: eles estão apenas seguindo o exemplo das figuras respeitadas de nossa sociedade. Vamos considerar que muitos dos jovens de nossas metrópoles nunca foram treinados em valores decentes. Tudo o que conhecem é a barbárie. Nossos políticos e banqueiros, por outro lado, estiveram em boas escolas e universidades e tiveram as melhores oportunidades na vida.
Alguma coisa terrivelmente errada aconteceu no Reino Unido. Se vamos confrontar os problemas expostos na semana que passou, é essencial levar em conta que eles não existem apenas nos núcleos habitacionais.
A cultura da ganância e da impunidade que temos testemunhado em nossas telas de TV se estende até as sedes de empresas e ao ministério. Chega à polícia e a boa parte de nossa mídia. Não é apenas a juventude danificada, é o Reino Unido em si que precisa de reforma moral.
http://blogs.telegraph.co.uk/news/peteroborne/100100708/the-moral-decay-of-our-society-is-as-bad-at-the-top-as-the-bottom/
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/telegraph-ha-algo-cheirando-mal-no-reino-unido.html

Assembleia venezuelana investiga suposto financiamento estrangeiro à oposição

17.08.2011
Do portal OPERA MUNDI
Por Ansa | Caracas


A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou a nomeação de uma comissão mista para investigar denúncias de interferência estrangeira e um suposto financiamento de partidos opositores por parte de grupos políticas dos Estados Unidos e da Espanha.

A representante do governista PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) e responsável pela proposta de investigação, Cilia Flores, recordou nesta quarta-feira (16/08) que esta "não é a primeira vez que existe interferência e agressões à pátria".

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Ela apresentou documentos sobre um financiamento de quatro milhões de dólares que o Departamento de Estado norte-americano teria feito à oposição entre os anos de 2007 e 2009 sob "a desculpa do suposto fortalecimento da liberdade de expressão e de democracia".

Flores ainda assegurou que a Fride (Fundação para as Relações Internacionais e o Diálogo Exterior), da Espanha, entregou mais de 50 milhões de dólares a grupos de oposição da Venezuela.

Em resposta a estas acusações, o deputado opositor Julio Montoya pediu à bancada governista que apresente provas concretas sobre a denúncia. Ele ainda citou uma suposta ajuda feita por parte do narcotraficante Walid Makled, que permanece detido no país, a alguns políticos e governadores.

O deputado governista e vice-presidente do PSUV, Diosdado Cabello, por sua vez, advertiu que a oposição "se diz democrática de um lado e depois promove uma conspiração".

Segundo ele, as forças políticas contrárias ao atual governo trabalham na desestabilização interna e no isolamento internacional e, para isso, "precisam de recursos estrangeiros".

O PSUV rechaçou nesta semana a sugestão do "ultradireitista" PP (Partido Popular) da Espanha para que o governo venezuelano apoiasse a aliança opositora do país para a aliança opositora, a coalizão MUD (Mesa de Unidade Democrática).

A legenda classificou a solicitação como uma "atitude descarada, abusiva e intervencionista" por meio de um comunicado. 

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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticia/ASSEMBLEIA+VENEZUELANA+INVESTIGA+SUPOSTO+FINANCIAMENTO+ESTRANGEIRO+A+OPOSICAO_14399.shtml

O candidato a porteiro que virou economista renomado

17.08.2011
Do blog CONVERSA AFIADA,15.08.11
Por Paulo Henrique Amorim



Smith: o ajuste fiscal ! o ajuste fiscal !!!

Julien Brierre é produtor da TV Record em Londres.

E contou uma história muito interessante sobre a fraude em que se transformaram os “especialistas”, especialmente os economistas.

Um dia, um cavalheiro se apresentou a uma unidade da BBC (a BBC, amigo navegante ! a BBC !) como candidato a uma vaga de porteiro.

Tem um nome comum, digamos, John Smith.

Fica no hall de entrada à espera da entrevista admissional.

Aí, sai do elevador, esbaforido, um produtor em busca de um entrevistado, que estava para entrar no ar naquele minuto.

Seria um “especialista” em internet, um economista que entende das implicações da “online music” para o B-to-B, ou, se for o caso, para o B-to-C: ou seja, business para business, ou business para consumidor.

Questão de alta complexidade, como se vê.

Algo como “ajuste fiscal”, por exemplo.

E pergunta ao candidato a porteiro: é o senhor o John Smith ?

Sim, sou eu, ele respondeu, sem entender por que tanta aflição.

Foi imediatamente arremessado para dentro do elevador e, num golpe só, para um estúdio.

Imediatamente, a entrevistadora lhe pergunta o que achava daquela fantástica inovação.

O candidato a porteiro pensou que já estava em plena entrevista admissional. 

Nunca imaginou que fosse assim, tão extravagante.

Mas, tudo bem.

Sem pestenejar, respondeu: muito importante.

Mais duas perguntas e ele, seguro, preciso e breve – como se exige na televisão – discorreu sobre a inovação de forma impecável. 

E lá foi ele embora.

O Julien não sabe se o candidato foi aceito na função que efetivamente pretendia.

Mas, a história veio à cabeça deste ansioso blogueiro depois de ler uma fluvial entrevista no Valor, de André Lara Resende, e de outro igualmente notável economista, de renomada obra acadêmica, que ilustra o programa “Manhattan Connection”, da GloboNews (como se não bastasse a urubóloga …).

A palavra de ordem agora é “ajuste fiscal”.

Já foi “câmbio”, na campanha presidencial.

Hoje, com o resultado fulgurante da balança comercial, “câmbio” será provisoriamente esquecida.

Mas, tem o “ajuste fiscal”.

E os especialistas – os John Smiths – dizem que vai tudo muito bem no Brasil, o Brasil pode enfrentar a mega-marola, mas só e só fizer o “ajuste fiscal”.

Como se a Presidenta não fizesse.

E não tivesse sancionado nesta segunda-feira o Orçamento da União com mais de vinte vetos, inclusive um que se refere à remuneração dos aposentados.

Aqui no Brasil é assim.

Pega-se o John Smith, candidato a porteiro e se pergunta:

O Brasil vai enfrentar o tsunami da urobóloga ?

Se o especialista disser que só e só fizer o ajuste fiscal, sairá do estúdio sob aplausos.

Embora, que pena !, não consiga o emprego de porteiro.

Mas, o de economista …

Sobre a farsa dos economistas brasileiros de linhagem neoliberal, sempre cabe ler o Delfim Netto, que, adormecido, é melhor do que todos os neoliberais despertos.

Delfim, outro dia, na Folha (*), mostrou que uma economista americana comprovou cientificamente que havia uma relação inquestionável entre o tamanho do pênis e a distribuição de renda.

Uma beleza !

Uma economista e tanto !

Ciência Pura.

Alta Matemática !

De fazer Descartes morrer de inveja !

A Ciência-Teologia dos neoliberais prova qualquer coisa.

Porque não é Ciência.

É Teologia.

O John Smith que o diga (o candidato a porteiro).

Ou o Delfim



Paulo Henrique Amorim

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

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Fonte: http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/08/15/o-candidato-a-porteiro-que-virou-economista-renomado/