Pesquisar este blog

domingo, 14 de agosto de 2011

João da Costa promete programa de combate às drogas no Recife

14.08.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado  por Valdecarlos Alves 
Foto PCR

alt

O prefeito do Recife, João da Costa, prestigiou, no início da noite deste sábado (13), o evento “Recife sem Drogas”, que marca o Dia Municipal de Combate às drogas, instituído pela Lei Nº 17.442/2008, de autoria do vereador Luiz Eustáquio. A iniciativa foi uma parceria entre a Prefeitura da capital pernambucana e a Associação Oásis da Liberdade (AOL) e aconteceu no parque Dona Lindu, zona sul do Recife, contando com diversas atrações artísticas do universo gospel.

“Hoje é um dia muito importante, em que é preciso mobilização contra esse grande mal que afeta a nossa sociedade. A Prefeitura está apoiando as iniciativas que visam combater às drogas, que são responsáveis pelo fim de tantas famílias, por isso estamos aqui hoje, fortalecendo o movimento e chamando a atenção de todos para esse problema”, disse Costa. Ele enfatizou, ainda, que “este é o primeiro passo para a construção de um programa de combate às drogas, que lançaremos em breve, contando com diversas secretarias do município”.

Também presente no evento, o secretário municipal de saúde, Gustavo Couto, destacou que a gestão está “trabalhando políticas públicas específicas e preparando toda a Rede Municipal de Saúde para tratar da questão”. Para o vereador Luiz Eustáquio, o evento marca um desafio de toda a sociedade. “Lançamos a campanha e sabemos da dificuldade de combater esse mal. Mas quem é do bem, que quer fazer o bem, vai se engajar a ela e vai lutar por pessoas, vai lutar por uma Cidade livre das drogas”, disse.

Com entrada gratuita, o “Recife sem Drogas” teve início às 14h, com uma exposição de serviços específicos realizados na área de prevenção, tratamento e recuperação de usuários e dependentes de drogas. Dez estandes foram instalados no local, onde o público pôde conhecer os serviços disponibilizados pela Prefeitura do Recife, ONGs e Polícia Militar à sociedade recifense.

Dentre os presentes, que prestigiaram a ação, estavam o secretário de Governo, Henrique Leite, os vereadores Sérgio Magalhães, Gilvan Cavalcanti, Almir Fernando, André Ferreira, o deputado federal Pastor Eurico, Simone Figueiredo - Coordenadora do Parque Dona Lindu e Valdson Marcos, representante da AOL.

*********
Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/23460-joao-da-costa-promete-programa-de-combate-as-drogas-no-recife

Toni Negri: O poder demolidor da risada dos indignados

14.08.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Ed Emery[1], Le Monde DiplomatiqueCounterpunch e You Tube
Tradução do coletivo da Vila Vudu

Nós vamos rolar de rir”
Sobre Toni Negri, 


Quando Toni Negri, agora aos 78 anos, escreve e fala, há sempre algum latim na sua fala profunda, mas o discurso é claro, disciplinado, lúcido e prazeroso. É como um abraço viril, muscular e poderoso, como tudo que sua formidável inteligência produz. Precisamos muito desse tipo de pensamento, porque os modelos esquerdistas do passado já não funcionam e algo novo tinha, sim, de ser inventado.
Seu livro Empire não sai das listas de mais vendidos nos EUA, mas Negri não tem partido,nem organização, nem legiões de seguidores. Diz ele: “Sinto-me um pouco isolado, porque sou e sempre fui extremista. Quem queira fazer carreira, ou manter relacionamento ‘estável’ com o mundo da política ordinária, evita envolver-se comigo.” Seu trabalho é teorizar as práticas passadas e as possibilidades futuras da revolução. Já há mais de vinte anos, escreve que as “classes” deram lugar à “multidão” como conceito e termo analítico. Seus adversários e detratores dizem que as massas não estão nas ruas, nas barricadas, aos gritos de “Somos a multidão”.
A Primavera Árabe pareceu bom momento para visitar Negri, uma vez que o que se vê nas principais praças de várias capitais em torno do Mediterrâneo é bem semelhante a multidão em ação, o que Negri disse em inúmeros artigos para vários jornais. Conversar com Negri é diferente de ler o que ele escreve, sobretudo no meu caso, que traduzo seus escritos para o inglês.
Num trem para Veneza, no trevo ferroviário de Mestre, esse espaço paradisíaco de terra, vento e água, dou-me conta de que já fazem 40 anos que traduzo o que o Negri escreve. Vejo-me outra vez em Londres, no início dos anos 1970s, ambos ativistas recém saídos da universidade, vivendo numa comuna frequentemente visitada pela polícia. Tínhamos uma sala de impressão montada no porão (ainda sinto saudades do chug-chug da impressora Multilith 1250 Offset e do cheiro acre dos panfletos recém impressos). Um grande mapa da Itália na parede, porque a Itália era o coração do território da revolução da classe trabalhadora, para todas as fábricas da Europa.
Acabaram por concluir que éramos parte de uma conspiração internacional, o que, em certo sentido, éramos. Mostraram especial interesse por um documento que encontraram na minha gaveta, os papéis da Conferência da organização Potere Operaio (Poder Operário), que revolucionou o modo como entendíamos a luta de classes, pela periodização histórica das lutas trabalhistas, dividindo-as em ciclos. Negri foi uma das vozes no Potere Operaio que teorizou o “trabalhador-massa” que levou às lutas dos anos 1970s. Foi a fonte inspiracional que me pôs a traduzir tudo que ele escrevesse, embora meus esforços iniciais tenham sido descartados pela polícia e por ‘patrulhas’ ideológicas.
Aquela paisagem política do “trabalhador-massa” empregado em sistemas de trabalho medido por dia, fora ocupada por trabalhadores da indústria automobilística, estivadores, mineiros, operários da construção civil e seus sindicatos: um ciclo internacional de lutas trabalhistas capazes de derrubar governos. Tudo aquilo mudara. O capitalismo industrial baseado em classes trabalhadoras fabris dera lugar a um novo capitalismo, baseado em serviços financeiros, na economia digital, na produção e no comércio do conhecimento: “capitalismo cognitivo”. No território capitalista, já não se veem bancadas de ferramentas, mas manipulam-se, criam-se e valorizam-se dados e redes digitais. Facebook e Google são maiores que a General Motors. As novas massas, de “trabalho imaterial”, são a “multidão” de Negri.
Quando a onda de lutas fabris recuou, derrotada, a Itália entrou nos “anos de chumbo” (anni di piombo), o terrorismo político dos anos 1970-80s. Negri foi preso, com centenas de outros da esquerda autonomista (autonomia operária) no primeiro dos movimentos de massa que começaram dia 7 de abril de 1979. Passou quatro anos na prisão, a partir de 1979, depois em exílio na França e depois novamente a prisão, na Itália. Negri conta a história desses anos em Diario di un’evasione (1985, Hachette) e Pipe-line. Lettere da Rebibbia (2009, Feltrinelli). Com o fim do sistema soviético, havia carência absoluta de reflexão forte que explicasse o novo estado do mundo. Negri embarcou em seu maior trabalho, com Michael Hardt na Duke University, e publicaram Império (2000), Multidão (2004) e Commonwealth(2009).
A ideia do “comum”
Escapando ao bloqueio histórico a que a experiência soviética condenara o comunismo, Negri voltou à ideia do “comum” que sempre esteve na raiz daquele pensamento. Discute uma realidade gêmea de “commons”. Identificando a raiz da atual crise econômica, vê um “comum” capitalista, uma unificação e comunalidade (comunanza) dos interesses capitalistas, sobretudo nas finanças. “Às vezes, usando as palavras com excessiva imprecisão, há quem veja nisso ‘o comunismo do capital’. Aí está um ‘comum’ do qual temos de dar conta. E que temos de expropriar.”
O conceito fundamental da tradição do operaísmo italiano é que o capitalismo sempre mapeia seus desenvolvimentos segundo as lutas e a resistência dos trabalhadores. Hoje, como efeito das lutas do trabalho nos anos 1970-80s, há uma comunalidade no trabalho, caracterizada pela imaterialidade, pelos conteúdos cognitivos e pela comunicação implícita em todas as áreas do trabalho em mundo capitalista. Nesse quadro, é indispensável modificar o modo como pensamos a organização da mudança social. Nas palavras de Negri: “A revolução já não visa a ocupar o Palácio de Inverno, como no tempo dos bolcheviques. Em vez disso, temos hoje essas formas de comum, essas formas de interação, a potência das redes, a pluralidade, a policontextualidade, que se vão expandindo cada vez mais amplamente”.
Mas como se pode organizar a fúria, a urgência e a agressividade que se viu no norte da África e na Espanha, Portugal e Grécia? Em Commonwealth Negri discute essa questão.
Chama à fúria indignação e encontra raízes em Spinoza, que diz que na indignação descobrimos nossa força para agir contra a opressão. Mas o problema é como transformar esses momentos de fúria popular em instituições duráveis do poder do povo? Para Negri e seus companheiros, nessa fase do capitalismo todas as metrópoles tornaram-se arenas de produção e de resistência.
Vivemos sob um sistema “biopolítico” (toda o campo da vida é político). A teoria revolucionária tem de ser desenvolvida no contexto biopolítico: inserir Marx no pensamento de Foucault. Assim sendo, qual a tarefa dos revolucionários? “Nossa tarefa é investigar o quadro organizacional das subjetividades antagonistas que nascem de baixo, baseados na indignação manifestada pelos sujeitos ante a opressão (…) a exploração (…) e a expropriação” (Michael Hardt e Toni Negri, Commonwealth).
Indignação talvez pareça conceito vago, mas, no instante em que escrevo, vejo pela televisão imagens da praça Sintagma, em Atenas, com milhares de manifestantes cercando o Parlamento grego, em protesto contra novas leis de ‘austeridade’. Numa enorme faixa, lê-se a palavra que simboliza o movimento: Aganaktismeni. Os indignados. Como, antes dos gregos, os espanhóis, Los indignados. Negri lá estava, de pleno direito.
Negri é sempre muito acessível. Nos anos 1980s, traduzi e publiquei um volume dos escritos de Negri, Revolution Retrieved (Toni Negri, Revolution Retrieved: Writings on Marx, Keynes, capitalist crisis and new social subjects (1967-83), ed. e trad. Ed Emery e John Merrington, Londres: Red Notes, 1983), em colaboração com John Merrington. Ainda tenho algumas cópias; da venda, recolho dinheiro que azeita as engrenagens da revolução.
Semana passada, descobri que o livro foi scaneado por “Libertarian Communists” e distribuído pela rede gratuitamente, o que explica que minhas vendas, de repente, tenham caído a zero. Pedi que tirassem de lá o meu livro, mas não tiraram.
Portanto, como presentinho meu aos leitores, aqui vão as instruções para baixar e imprimir, gratuitamente:
e imprimir. O livro leva o título de “Negri — Revolt at Trani Prison”. Aproveitem.
Viajando para entrevistar Negri, também tinha planos de capturar algumas das histórias engraçadas que ele conta, de uma longa e profícua vida como filósofo, teórico, ativista, exilado e prisioneiro. O resultado são 13 curta-metragens que se encontram em YouTube; o primeiro é “The Revolt at Trani Prison”(1980) (Racconti curiosi no 13: “The Revolt at Trani Prison”). A tragédia e as gargalhadas contêm um segredinho para a decifração do último parágrafo da trilogia. O coração e a alma da revolução, diz Negri, serãao o riso.
“Nossa risada é, afinal, a risada da destruição, a risada de anjos armados que acompanha o último combate contra o mal. Na luta contra a exploração capitalista (…) todos sofreremos terrivelmente, mas, seja como for, haverá risos de alegria. Nós os enterraremos por rir deles.” Ou, mais poeticamente, em italiano, Sarà una risata che vi seppellirà.
[1] Ed Emery é um dos animadores da Free University, Universitas adversitatis, “Universidade da Adversidade” (http://thefreeuniversity.net/)
 

******
Fonte:http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/toni-negri-o-poder-demolidor-da-risada-dos-indignados.html

PROGRAMA TRÂSITO LIVRE: Trânsito livre para os pernambucanos

14.08.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Ed Wanderley


Parceria entre os Diários Associados e a SegSat tem início neste domingo, com o lançamento do site TransitoLivre.com



Imagem: ALCIONE FERREIRA/DP/D.A PRESS


Em um estado com 1,9 milhão de veículos, mais da metade deles em uma região metropolitana, fugir de congestionamentos parece ser um sonho distante para a maioria dos motoristas. Agora imagine sair de casa para trabalhar, todas as manhãs, e ser informado, em tempo real, sobre qual caminho tomar e o tempo esperado para chegar mais rapidamente ao seu destino. A partir deste domingo, o site TransitoLivre.com será sua mais nova arma contra as longas horas preso no trânsito. 


Na plataforma, é possível escolher os caminhos mais livres e acompanhar o comportamento do tráfego a qualquer hora do dia e da noite. E a partir do dia 22 de agosto, a facilidade chega ainda mais perto de você, com o lançamento do Programa Trânsito Livre, na Rádio Clube AM (720 khz), trazendo o conteúdo das vias, ao vivo, nas primeiras horas da manhã.

“Mais uma vez, os Diários Associados Pernambuco demonstram sua vocação em servir e facilitar a vida dos pernambucanos. Desta vez, buscamos parceiros com tecnologia de última geração e vamos usar nossos veículos de comunicação para amenizar um dos principais problemas da Região Metropolitana do Recife, o trânsito”, destaca o diretor geral dos Diários Associados no Nordeste, Guilherme Machado.

Na web, o site, parceiro do Portal Pernambuco.com, convida o internauta a monitorar o trânsito. As principais vias da Região Metropolitana do Recife são apresentadas sob quatro cores, que indicam o quão livre está o tráfego. Na página também é possível acompanhar as imagens das câmeras da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), atualizadas minuto a minuto, bem como observar, em uma única tela, a situação dos mais relevantes corredores viários do Grande Recife. A partir daí, fica mais fácil decidir qual caminho o condutor deverá tomar.

De acordo com o diretor-presidente da empresa SegSat, Sérgio Baptista, que concebe o projeto junto com os Diários Associados, o grande diferencial do recurso é justamente a personalização. Para ter acesso aos dados, o usuário deve realizar um cadastro simples no site, informando seu CEP e, então, poderá adicionar seus endereços preferenciais, como residência, trabalho e escola dos filhos. Além de informar os possíveis caminhos, o TransitoLivre.com calcula, de acordo com a velocidade desenvolvida na via, no horário da consulta, o tempo esperado para que a pessoa chegue ao seu destino. “Dessa forma, você personaliza a busca de trajetos e recebe informações definidas sobre qual caminho tomar no dia específico da consulta. Por ser muito dinâmico, isso muda com facilidade. Um dia, será melhor seguir pela Imbiribeira, outro, pela Avenida Conselheiro Aguiar. O site é que vai ajudar nessa decisão”, explica Sérgio.

Na página inicial do site, também será possível compreender os motivos das retenções do trânsito, acompanhando as notícias especificamente voltadas ao assunto de transportes, da seção de Últimas Notícias do portal Pernambuco.com. Além disso, será disponibilizada uma lista das mais recentes atualizações dos usuários da rede mundial de microblogs, o Twitter, utilizando a conta @transitolivrepe. Todo o conteúdo é livre e gratuito e também pode ser acessado por aparelhos móveis.

Na Rádio Clube, a partir do dia 22 de agosto, o serviço será ainda mais completo. Diariamente, das 7h às 9h, toda a equipe dos Diários Associados participam de uma programação especial voltada a informar, ao vivo, todas as fugas das retenções de tráfego, notícias sobre trânsito e acidentes, bem como atendimento aos motoristas, que atuarão não apenas como ouvintes, mas como repórteres cidadãos, em tempo real. Com apresentação de Kaká Filho e produção de Flávia Cruz e Luciano Max, o programa abrirá espaço para dicas de segurança no trânsito, entrevistas semanais com especialistas e a intervenção da equipe do Vrum, especialista no setor automotivo.

De acordo com o diretor da Rádio Clube, Leo Gangana, o programa será composto por informações gerais do trânsito, seguros, balanço de acidentes, oferecimento de rotas alternativas, além de muita informação noticiosa, com o conteúdo das manchetes do dia dos jornais Diario de Pernambuco e AquiPE. “A ideia é prestar um serviço de utilidade pública para facilitar a vida da população, permitindo que as pessoas passem o menor tempo possível presas no trânsito”, conclui.

*******
Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/08/14/vidaurbana10_0.asp

POLÍTICA: Ameaça de racha na principal ala do PT pernambucano

14.08.2011
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO
Por GILBERTO PRAZERES


Um partido fracionado em 11 correntes nacionais e mais alguns agrupamentos regionais. Assim é o PT, que volta a assistir à possibilidade de divisão da sua principal tendência, a Construindo um Novo Brasil (CNB). Desta vez em Pernambuco. Estabelecido como o campo majotirário da legenda no Estado, o grupo apresenta divergências sobre a relação da agremiação com os movimentos sociais e com os seus já tão característicos setoriais. Os petistas ainda estão no aguardo do provável surgimento de uma nova ala, que pode ser comandada pelo prefeito João da Costa. O gestor tem se movimentado para garantir o apoio da segmentos da base da sigla à sua administração e, principalmente, ao seu projeto de reeleição.


Os primeiros rumores de que a deputada estadual Teresa Leitão e o ex-presidente regional do PT, Jorge Perez, costuram a formação de um grupo dentro da CNB, em Pernambuco, corre, nos bastidores do partido, há pelo menos dez dias. Na semana passada, a Folha de Pernambuco revelou a insatisfação dos dois petistas com o modo como a legenda vem se relacionando com os movimentos sociais. Ambos defendem que o PT se reaproxime desses segmentos, resultando num descolamento do grupo liderado pelo senador Humberto Costa.


A ideia é formatar uma ala ligada ao comando nacional da Construindo um Novo Brasil, mas em separado dos seus representantes no Estado. Assim, nos próximos dias, poderemos ver a coexistência de duas CNBs em terras pernambucanas. Assim que essas notícias foram ventiladas, Teresa Leitão e Humberto Costa negaram a existência de uma possível discordância entre eles.


O senador, inclusive, assegurou que o PT mantém inalterado o seu compromisso com os movimentos sociais, face ao engajamento que esses setores tiveram na campanha que levou Dilma Rousseff à conquista, no ano passado, da Presidência da República. Porém os comentários do fracionamento da tendência comandada por Humberto seguem fortes, tanto que ele, a deputada e o ex-presidente Jorge Perez acordaram que nenhum deles falará mais publicamente sobre o assunto.
A insatisfação de Jorge Perez com o atual comando da CNB ainda se acentuaria com o não posicionamento oficial do PT à possível aliança entre PSB com o PSDB em Pernambuco. O ex-dirigente tem utilizado as redes sociais para cobrar do partido uma posição frente à aglutinação do seu maior aliado no Estado com o arquirrival em âmbito nacional. Procurado pela reportagem, Perez não retornou às ligações.


A divisão que deve ocorrer na CNB pernambucana já é verificada em alguns estados. Minas Gerais, Rio de Janeiro e Maranhão são os melhores exemplos disso. Um dos grupos mineiros da corrente pavimentou o apoio do partido à candidatura do tucano Antonio Anastasia ao governo estadual, no ano passado, contrariando a ala liderada pelo ex-ministro Patrus Ananias. No caso maranhense, a Construindo um Novo Brasil se divide entre as alianças com partidos tradicionalmente de esquerda e com o PMDB, de Roseana Sarney.


A tendência também demonstra fracionamento em Alagoas, Espírito Santo, Paraíba e Goiás. Em Pernambuco, a CNB se mantém, desde a fundação do partido, sob a liderança de um grupo que tem o senador Humberto Costa como sua maior referência. Também compõem a cúpula da ala o deputado federal Pedro Eugênio (presidente regional do partido), o secretário estadual Maurício Rands (Governo), o deputado estadual Isaltino Nascimento e os próprios Jorge Perez e Teresa Leitão.


O grupo que forma atualmente a CNB é o mesmo que compunha a extinta Unidade na Luta (UL). A tendência mudou de nome após o escândalo do mensalão, que foi protagonizado por medalhões da corrente, entre os quais o ex-ministro José Dirceu.
******
Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/657575-ameaca-de-racha-na-principal-ala-do-pt-pernambucano

Do que a Dilma se livrou: Johnbim queria substituir o Itamaraty

14.08.2011
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim 



No terceiro telegrama, Sobel (o embaixador americano com quem o Johnbim costumava despachar – PHA) afirma que, embora o MRE (Itamaraty) continuasse a ser o líder incontestável da política externa brasileira, o crescimento internacional tendia a erodir seu controle. Apesar da falta de hábito das instituições brasileiras em lidar diretamente com governos estrangeiros, alguns ministérios como o do Meio Ambiente e, principalmente, o da Defesa estabeleceram relações diretas (SIC !) com a embaixada norte-americana em Brasília, relata.


Um telegrama enviado em 31 de março de 2009, depois da visita do presidente Obama ao Brasil, dá um exemplo prático da eficiência dessa estratégia. Pedindo sigilo absoluto de fonte, o embaixador conta que Jobim pretendia contribuir com o combate ao narcotráfico na região, possivelmente através do Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS) criado pela União Sul-Americana de Nações (Unasul). “Ele disse que o CDS poderia ser o canal perfeito para conseguir o engajamento dos militares dos outros países sem passar pelo MRE”, escreve, acrescentando que o então ministro da Defesa estaria disposto a envolver os militares no combate ao tráfico nas fronteiras brasileiras. “O plano de Jobim sinaliza um grande passo, uma vez que o assunto é altamente sensível internamente, no governo, e para o público brasileiro”, comenta.


Também durante as tratativas frustradas de compra dos caças, Jobim e os líderes militares agiram longe do Itamaraty, como mostram os cerca de 50 telegramas sobre o tema. Em um deles, Sobel relata a visita da comitiva presidencial à França e comenta, com ironia, as reportagens da imprensa brasileira que afirmam o apoio de Lula, Amorim e Jobim à aquisição dos caças Rafale: “Talvez isso seja mais um marriage blanc do que amour veritable”, diz. E explica: “Nos encontros privados com o embaixador, Jobim minimizou a relação com a França e manifestou um claro desejo de ter acesso à tecnologia americana. O obstáculo é o Ministério das Relações Exteriores”.


Sobel também se reuniu com os comandantes das Forças Armadas para pedir “conselhos” sobre as chances de os caças da Boeing vencerem a concorrência de quase 10 bilhões de reais. Ficou entusiasmado com o resultado: “Os apoiadores mais fortes do Super Hornet (o F-18 americano) são as lideranças militares, em particular o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito”, relata em telegrama de janeiro de 2009.


O embaixador também obteve “uma cópia não oficial” de uma Requisição de Informações da Aeronáutica (passada eletronicamente para Washington), que “permite planejar os próximos passos para os Estados Unidos vencerem a negociação”. Além de garantir que o preço não seria o principal critério da escolha, o documento informa que a Embraer, “principal beneficiária de qualquer transferência de tecnologia”, consideraria “desejável a oportunidade de estabelecer uma parceria com a Boeing”, principalmente se houvesse “a intenção de oferecer uma cooperação adicional na área da aviação comercial”.


À luz dos telegramas do WikiLeaks, o relatório apresentado em janeiro de 2010 pela FAB ao ministro Jobim, colocando a aeronave sueca como melhor opção, exatamente por causa dos custos, traz novas indagações. O Rafale francês foi classificado em terceiro lugar, atrás dos caças americanos, esse sim apontado como o de melhor tecnologia. Mas não era o preço que importava, não é?

Navalha
Está muito claro.
Johnbim e a Embaixada americana queriam que o Ministério da Defesa substituísse o Itamaraty e Celso Amorim.
Está claro, também, por que a especialista em AR, a colonista (*) Eliane Catanhêde, da Folha (**), sempre defendeu os caças suecos.
Neste domingo, na Folha (**), Catanhêde defende a candidatura de Johnbim à Presidência da República.
Tomara.
Vai ser muito engraçado – clique aqui para ler “Oposição não tem quem enfrente a Dilma” – ver a Dilma, num debate, chamar o Johnbim de entreguista.
De funcionário (part-time) da Embaixada americana.
Muito engraçado !
Só não é melhor do que o Padim Pade Cerra em 2014 !
Esse PiG (***) tem cada uma …




Paulo Henrique Amorim


(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

(***) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

*****
Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/08/14/do-que-a-dilma-se-livrou-johnbim-queria-substituir-o-itamaraty/

Simplismo da Globo contra jovens ingleses é desmontado por especialista, ao vivo

14.08.2011
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO, 12.08.11



Leia mais:
 

O sociólogo Sílvio Caccia Bava (foto) foi convidado pela GloboNews para falar dos últimos acontecimentos em Londres, mas acabou contrariando a matéria da emissora e constrangendo os jornalistas. Sílvio fez uma análise aguçada das verdadeiras causas que envolvem o levante dos jovens britânicos. Enquanto os jornalistas insistem em criminalizar os protestos, o sociólogo os contradiz, afirma que a reação violenta é uma resposta à falta de políticas públicas e à criminalização da juventude pobre, negra e marginalizada da Inglaterra. Vencida a polêmica, só restou à Globo encerrar a entrevista. Nos bastidores, é provável que Silvio passe a integrar a lista dos especialistas que nunca mais devem ser consultados porque contrariam a 'linha editorial da emissora' 

Confira a íntegra no vídeo abaixo:


Leia também:


Vermelho & Pragmatismo Político

*****
Fonte:http://pragmatismopolitico.blogspot.com/2011/08/simplismo-da-globo-contra-jovens.html