quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Eduardo Campos recebe cumprimentos pelo aniversário

10.08.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
Com informações de Rosália Rangel


Eduardo Campos recebe cumprimentos pelo aniversário. O corte do bolo aconteceu durante visita ao Hospital Pelópidas Silveira.
Imagem: Roberto Pereira/SEI

Aniversário Eduardo Campos. 
Imagem: Roberto Pereira/ Palácio do Governo



O governador Eduardo Campos (PSB) recebeu na tarde desta quarta-feira os cumprimentos pelo seu aniversário de 46 anos no Palácio do Campo das Princesas. O socialista chegou ao local por volta das 16h40, onde já havia uma fila de lideranças políticas, integrantes do governo, amigos e populares. Os primeiros a cumprimentá-lo foram representantes das polícias Civil e Militar.


Chamou a atenção o presente que Eduardo recebeu dos secretários de estado. Eles se reuniram e o presentearam com uma viagem a Paris, na França, acompanhado da primeira-dama, Renata Campos. Às 17h30, ao lado da mulher e dos quatro filhos, o governador cortou o bolo.


Antes de chegar ao Palácio, o governador participou de um almoço com os trabalhadores do Hospital Pelópidas da Silveira, em construção no Curado. "Quando a obra termina, nós sempre fazemos um almoço de confraternização. Dessa vez, eles (os trabalhadores) disseram que iam fazer o almoço no dia do meu aniversário e cumpriram a promessa", comentou Eduardo.


Após a homenagem na sede do governo, Eduardo participa de missa campal em homenagem ao padroeiro de São Lourenço da Mata. Em seguida, embarca para São Paulo, onde, amanhã, é convidado de um evento da revista Exame.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?materia=20110810180521

Boicotar Murdoch é boicotar a Globo

10.08.2011
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim


Murdoch e Marinho adoram oligopólio convergente


Conversa Afiada reproduz texto de Venício A. de Lima, publicado no Observatório da Imprensa:

ESCÂNDALO MURDOCH

É possível boicotar a Fox no Brasil?


Por Venício A. de Lima


Em artigo publicado neste Observatório com o sugestivo título “Mexam-se, boicotem a Fox“, depois de afirmar que “o estrago que a Fox News está fazendo no mundo a partir dos EUA é muito mais grave do que o esgoto político-midiático produzido pela News Corp. no Reino Unido”, Alberto Dines recomenda ao cidadão e aos jornalistas o boicote do grupo comandado por Rupert Murdoch.


Dines pergunta: “E o que fazer?” E ele mesmo responde:


“Malhar Murdoch no Sábado de Aleluia de 2012? Melhor boicotar a Fox News. Agora. Ela está no menu oferecido aos assinantes brasileiros de TV por assinatura. O boicote é uma ação de autodefesa legítima. O cidadão tem o direito de escolher o serviço que melhor lhe convém. (…) Jornalistas não podem ser apáticos nem omissos: boicotar a Fox e o seu odioso canal de notícias é um desagravo aos mortos em Oslo e aos que serão desempregados nos próximos meses nos quatro cantos do mundo.”


Como boicotar a Fox?


Todavia, salvo para a ação específica de jornalistas especializados – será que ela é mesmo possível? – o cumprimento da autodefesa sugerida por Dines, por parte dos cidadãos, esbarra numa série de obstáculos práticos de difícil solução.


Os poucos que têm o privilégio de “ir ao cinema” no Brasil – são apenas 2.206 salas de exibição, concentradas nos shoppings das grandes regiões metropolitanas – não sabem previamente qual conglomerado de entretenimento (são pouquíssimos) produziu o filme a que se vai assistir. Por óbvio, não temos o hábito de perguntar “quem produziu este filme?” antes de entrar no cinema.


Já em relação à TV por assinatura as condições para boicote são ainda mais complicadas.


Quase 70% do mercado – que já atinge mais de 10 milhões de assinantes – está concentrado em apenas duas empresas, ambas vinculadas às Organizações Globo: a NET (em associação com a Telmex, mexicana) e a Sky (em associação com a DirecTV, americana). É o que os especialistas chamam de “oligopólio convergente”.


O quadro abaixo, com dados para novembro de 2010, revela uma participação de mercado de 69,2% para a NET e a Sky juntas.


No site da News Corporation constam alguns dos canais nossos conhecidos: Fox Movie, Fox News, Fox Sports, FX, Nat Geo Wild, National Geographic, Speed, Star, dentre outros (ver aqui).


Os assinantes da NET e/ou da SKY, qualquer que seja o pacote que escolham – e que de fato assistam –, estarão sempre comprando e pagando canais da News Corporation, vale dizer, da Fox. Basta verificar os diferentes pacotes que estão disponíveis para venda: NET e/ou Sky.


No caso da NET, o que ela comercializa é o chamado “triple play”, isto é, uma “oferta conjunta de serviços de TV por assinatura, Internet banda larga e voz transmitidos por um único cabo”. Isso dificulta, ainda mais, a escolha individual de canais por parte do assinante. Quem faz o pacote não é ele, é a operadora.


Sem regulação


Na verdade, boicotar a Fox no Brasil significa boicotar a Sky e a NET – vale dizer, o “oligopólio convergente” da TV por assinatura – ou a Globo. O setor de televisão paga constitui uma cadeia produtiva extremamente complexa, composta de pelo menos cinco elos (produção de audiovisual, programação de canais, agenciamento de compra de canais, franqueamento e distribuição), que escapa ao alcance da legislação existente, fragmentada e superada. Escapa também do eventual controle tanto da Anatel quanto do Ministério das Comunicações e, de certa forma, também do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).


Além de todas essas circunstâncias, há ainda outras. Um exemplo: no país do futebol, como boicotar o “oligopólio convergente” que detém os direitos de transmissão dos campeonatos brasileiros de futebol da primeira e da segunda divisão?


Como se vê, as possibilidades concretas de boicote dos produtos da Fox, por parte do cidadão, são bastante reduzidas. Até que tenhamos um marco regulatório que, por meio de mecanismos democráticos adequados, permita à sociedade exercer seu direito de defesa diante dos oligopólios de mídia divorciados do interesse público e estimuladores da intolerância e da violência política, não há muito que se possa fazer.


Apesar da santa indignação e do boicote sugerido por Alberto Dines.


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[Venício A. de Lima é professor titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, entre outros, de Regulação das Comunicações – História, Poder e Direitos, Editora Paulus, 2011]


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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/08/10/boicotar-murdoch-e-boicotar-a-globo/

PODE SER A GOTA D’ÁGUA

10.08.2011
Do blog FAZENDO MEDIA
Por Leandro Uchoas, 05.08.2011



“Deixem em paz meu coração / que ele é um pote até aqui de mágoa / e qualquer desatenção, faça não / pode ser a gota d’água”, dizia Chico Buarque, em uma de suas músicas. Assume, na canção, a persona feminina, como costuma fazer em alguns de seus lances mais geniais. Hoje, os versos bem poderiam representar o sentimento de comunidades tradicionais diante do avanço de grandes corporações e agências sobre o recurso natural. Mais estratégica que petróleo e eletricidade, e em crescente escassez, a água é fonte de preocupação de grupos econômicos por todo o mundo – e, por consequência, de seus vassalos agrupamentos políticos. A privatização do recurso avança em alguns países da América Latina e do mundo todo. Nos movimentos sociais e ongs progressistas, fixa-se a percepção de que resistir ao avanço liberal sobre a água signifi ca, hoje, resistir à própria sobrevivência do atual modelo econômico predominante.
Nos últimos dias 20 e 21 de julho, o Rio de Janeiro recebeu o seminário “Panorama político sobre estratégias de privatização da água na América Latina”. Organizado pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), contou com a participação de 120 pessoas de 50 organizações. Entre eles, representantes de 13 países, a maioria da América Latina. O fórum serviu como perfeito termômetro do avanço da privatização da água no subcontinente e nos países centrais – embora, em algumas localidades, haja recuo. Entre os principais debatedores, um conceito se demonstrou quase consensual. O capitalismo mundial vive uma crise social, econômica e ambiental, e busca se reconfigurar para sobreviver – como sempre ocorre em momentos de impasse do capital. Dessa vez, no entanto, o labirinto é tão grande que o êxito não é certo, e o sistema pode ruir. Pode ser a gota d’água.
O principal objetivo do poder econômico seria transformar a água em mercadoria internacional. Para isso, avançam não somente sobre as reservas estratégicas – rios, lagos, aquíferos – como também sobre os serviços de água. Qualquer empreendimento relacionado a uma das duas possibilidades está sujeito a se tornar propriedade privada. Para isso, a cooptação de grupos políticos é regra mundial. O mercado elabora leis, tratados, acordos que são legitimados em conferências e seminários direitistas e viram legislação nos parlamentos dos países. Às comunidades, resta adequar-se à força. Os relatos também dão conta de que a escassez e as secas servem de argumento ao capital para impor suas soluções.
Elemento estratégico
Corporações dos mais diversos ramos econômicos estabeleceram, muitas vezes de forma declarada, a água como elemento estratégico. O avanço se dá como em lances de xadrez. Empresas como a Nestlé, a Coca-Cola, a Vale, a Odebrecht e a Camargo Correa deixam clara em sua movimentação a preocupação com o controle do recurso – sobretudo no Brasil. Maria Teresa Freitas, a “Teca”, fez longa exposição sobre o avanço da Vale sobre a Serra do Gandarela. Trata- se de uma região de Minas Gerais farta em água. “A empresa quer fazer lá seu segundo maior empreendimento, depois de Carajás. Admitem, no EIA (Estudo de Impacto Ambiental), que querem substituir outros lugares ‘em fase de exaustão’. É o último reduto de recursos do estado de Minas. Minério não se bebe”, protesta.
O documento oficial do seminário é sintético e claro. “Neste momento percebemos movimento intenso de apropriação da água no saneamento, na geração de hidroeletricidade, no agro e hidronegócio, nos processos industriais e mineração, nas transposições, nas concessões dos rios e lagos, na apropriação e comercialização das reservas de águas minerais”, diz. Mesmo os países de governo progressista ou de esquerda enfrentam o problema. Houve relatos de insegurança hídrica e avanço do mercado em regiões de países como Bolívia e Equador. Isso se deve, sobretudo, segundo os participantes do seminário, porque os movimentos econômicos estão submetidos a uma rede global.
No saneamento, a estratégia se dá de forma específica, comprovando um sentimento crescente – as privatizações não se dão apenas através da tradicional desestatização. As empresas do setor têm buscado a capitalização através de abertura de capital, além de terceirizar ramos das atividades. Também buscam estabelecer parcerias público-privadas. “Independente da privatização, o setor privado vai estar em todos os ramos. As terceirizações, por exemplo, que reduzem a qualidade do serviço prestado, são cada vez mais frequentes”, defendeu Edson Aparecido da Silva, da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU-CUT), que apresentou ricos dados sobre a água no país.
Impacto do agronegócio
É consenso que o agronegócio é o principal responsável pela contaminação da água em diversos países, ao lado do hidronegócio. No Brasil, a agroindústria busca terras localizadas próximas das reservas, superficiais e subterrâneas. Ao mesmo tempo que é o recordista mundial de consumo de agrotóxicos, o país também contém 27% da água doce do planeta. O resultado é simples questão de relacionar os dois elementos – boa parte da reserva hídrica mundial está sendo crescentemente comprometida. “A análise dos dados confirma o que temos debatido. Temos a consolidação da incorporação completa da vida à lógica de mercado. O desafio é romper essa lógica”, defende o mexicano Gustavo Castro.
A construção de hidrelétricas, sobretudo na América do Sul, também é um fator de preocupação. No Brasil, há o avanço sobre os grandes rios amazônicos, em outros momentos impensável. Nos países fronteiriços, atuam as mesmas empresas brasileiras, protagonistas, aqui, da preponderância do modelo. Muitas vezes, pressionam governos locais para a adoção de hidrelétricas, supostamente menos poluentes. Contam, para isso, com o suporte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que estimula não só essa política como a criação de grandes corporações brasileiras. Recém eleito presidente do Peru, Ollanta Humala tem se esforçado por frear o avanço desregulamentado de algumas empresas brasileiras em seu território. “Foi firmado, agora, um acordo energético entre os dois países. Estamos atentos”, avisa Rômulo Torres, do Fórum de Solidariedade do Peru.
Estas estratégias, coincidentes em países distintos, são elaboradas por intelectuais ligados ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Mesmo após o fracasso da devastação neoliberal, as organizações estariam recuperando prestígio ao moldar suas políticas com um falso verniz progressista. Há desconfianças de que existiria a intenção de transformar a água em commodity, com o preço unificado internacionalmente, proposta já apresentada pela Nestlé. Nada animador é o saldo da privatização já efetivada: baixa qualidade dos serviços, zonas de exclusão, tarifas elevadas, diminuição da produção de alimentos pela dificuldade de acesso, contaminação.
(*) Matéria publicada originalmente no Brasil de Fato

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Fonte:http://www.fazendomedia.com/pode-ser-a-gota-d%E2%80%99agua/

Rede Globo ordena perseguição à Celso Amorim para estimular militares

10.08.2011
Do blog PRAGMATISMO POLÍTICO
Por Francisco Bicudo, em seu blog


E a Globo, quem diria, rendeu-se à blogosfera 

Rede Globo morre de saudades de 1964

Quem diria... a vênus platinada acusou o golpe, teve de render-se aos ventos dos novos tempos e apressou-se em dar resposta a um texto que nasceu, cresceu, multiplicou-se e ganhou corpo e repercussão... na blogosfera! Claro, sem ufanismos, alcances e audiências continuam a ser gritantemente distintos, sem termos de comparação, com vantagem ainda enorme para a TV Globo. Mas foi-se o tempo do monopólio da verdade - e a gigante ardilosa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro já não pode mais simplesmente ignorar o que se passa no andar de baixo, nesse mundinho virtual.

Para resgatar a linha do tempo: na sexta-feira, 05 de agosto, no blog "O Escrevinhador", o jornalista Rodrigo Vianna, que conhece as entranhas do dito jornalismo global, publicou um texto que citava uma fonte anônima da Globo que dizia ser cada vez mais insuportável trabalhar na emissora, por conta dos desmandos e das pressões, e revelava ainda que a ordem era bater firme no novo ministro da Defesa, Celso Amorim, que a vênus não suporta, para criar clima de instabilidade nas esferas militares.

Leia mais:

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A Globo e a ditadura militar, segundo Walter Clark

Alertava Vianna: "O jornalista, com quem conversei há pouco por telefone, estava indignado: 'é cada vez mais desanimador fazer jornalismo aqui'. Disse-me que a orientação é muito clara: os pauteiros devem buscar entrevistados – para o JN, Jornal da Globo e Bom dia Brasil – que comprovem a tese de que a escolha de Celso Amorim vai gerar 'turbulência' no meio militar. Os repórteres já recebem a pauta assim, direcionada: o texto final das reportagens deve seguir essa linha. Não há escolha. Trata-se do velho jornalismo praticado na gestão de Ali Kamel: as 'reportagens' devem comprovar as teses que partem da direção".

Pois eis que, coincidência, 24 horas depois da circulação do texto (que se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais), a Globo veio a público, na edição do Jornal Nacional deste sábado, 06 de agosto, para cantar em verso e prosa um documento que estabelece "os princípios editoriais que norteiam o trabalho das redações das Organizações Globo". A tal carta de intenções fala em "independência, isenção, correção, lealdade com a notícia e não sensacionalismo, garantia de contraponto" e reafirma que "para a Globo, não há assunto tabu"; faz questão também de reforçar o "espírito pluralista e apartidário".

Amorim incomoda os conservadores
Logo na Introdução do documento, texto assinado pela santíssima trindade Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho diz que "com a consolidação da Era Digital, em que o indivíduo isolado tem facilmente acesso a uma audiência potencialmente ampla para divulgar o que quer que seja, nota-se certa confusão entre o que é ou não jornalismo, quem é ou não jornalista, como se deve ou não proceder quando se tem em mente produzir informação de qualidade". O apelo parece claro, não? Só faltou dar nome aos bois e implorar "por favor, não acreditem no que andam por aí escrevendo o senhor Rodrigo Vianna e seus asseclas". Como escreveu o cineasta, jornalista e blogueiro Mauricio Caleiro no twitter, "declaração de princípios da Globo é vitória incontestável da blogosfera. Está na cara que é reação ao post do Rodrigo Vianna".

Aliás, agora que a Globo resolveu mesmo fazer jornalismo, poderia estabelecer um mea culpa público a respeito do apoio irrestrito dado à ditadura militar e repudiar as versões históricas levianas que ajudou a construir e consolidar, usando seus pressupostos críticos e cidadãos para destacar a importância da Comissão da Verdade, certo? E, já que não existem mais assuntos tabus, poderia veicular algumas reportagens a respeito das negociações que resultaram nas assinaturas de contratos com os clubes brasileiros para garantir transmissões do Campeonato Brasileiro, não é mesmo? E que tal produzir uma série especial dedicada exclusivamente a debater as falcatruas na CBF e na FIFA? Ajudaria a começar essa "nova era".

Leia também:
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Tudo discurso vazio, jogo de cena. Sim, porque a mesma edição do JN silenciou sobre pesquisa feita pelo Instituto Datafolha e divulgada neste sábado que mostra que a aprovação do governo da presidenta Dilma Rousseff continua elevadíssima (48% de ótimo e bom, 39% de regular e apenas 11% de ruim ou péssimo), mesmo depois das turbulências e recentes denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes. É, talvez tenha sido apenas um lapso... a Globo faz jornalismo "apartidário"...

Para além dos desvios jornalísticos globais, a mensagem que o episódio deixa é que a Globo não nada mais de braçada, não fala mais sozinha, não tem mais o poder que ousou acumular em décadas passadas. Entre 2000 e 2010, a audiência média do Jornal Nacional caiu mais de dez pontos percentuais (de 39,2% para 28,9%). Penso que um momento marcante recente e emblemático desse processo de decadência foi o episódio do "atentado com bolinha de papel" cometido contra José Serra na campanha presidencial do ano passado. A farsa tucana já tinha sido desmontada e desmentida na blogosfera. Mas, para tentar mantê-la, o Jornal Nacional usou cerca de nove minutos de uma de suas edições, recorrendo a depoimentos de "legistas especialistas".

Ora, se a web fosse mesmo tão irrelevante, pouco importante, sem capacidade de irradiação e repercussão, sem impacto e condições de dialogar com a opinião pública de forma ampla, por que raios o telejornal de maior audiência da principal emissora do país precisaria ter usado quase dez minutos para contestar o que nas esferas virtuais se dizia? Por que gastar um tempo tão precioso e prestar atenção ao que inofensivos tuiteiros e blogueiros escreviam? Sinal evidente, me parece, de que havia algo de podre no reino do (superado) monopólio da verdade.

Para Antonio Lassance, cientista político e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a "velha mídia está derretendo". Exagero? Talvez. É certamente um processo complexo, longo, marcado por conflitos, idas e vindas, avanços e recuos. A Globo continua a ser extremamente poderosa, uma gigante da comunicação. Não vai deixar de sê-lo da noite para o dia, num passe de mágica. Por outro lado, parece evidente que já não é mais proprietária do samba de uma nota só. Há fraturas, diálogos e dissonâncias, contestações, resistências, outras versões - que em boa medida encontram-se na web (embora não residam apenas nela).

Sim, a blogosfera conversa o tempo inteiro com os descaminhos vividos pelo ser humano, de forma mais geral, e com os desvios de rota do jornalismo, mais especificamente. Não é o paraíso dos puros - nem o inferno dos demônios. Não estará equivocado assim quem disser que a internet abriga aventureiros, oportunistas, pilantras, gente que faz pseudo-jornalismo, e até mesmo criminosos. Mas acertará na mosca quem bancar que é possível encontrar na web matérias sérias e responsáveis, textos jornalísticos que levam à reflexão e que cumprem o papel de estabelecer contraponto e de prestar serviço público.

Na miscelânea chamada blogosfera, espaço democrático de contradições, há afinal bom exercício de jornalismo analítico sendo feito - que em alguns momentos, cada vez mais frequentes, consegue inclusive inverter a mão de direção. E pautar a agenda da velha mídia. Consegue incomodar a vênus platinada. Nessas horas, que falta faz o engenheiro Leonel Brizola... 

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Fonte:http://pragmatismopolitico.blogspot.com/2011/08/rede-globo-ordena-perseguicao-celso.html

Luciano Huck é multado em R$ 50 mil por obras irregulares em Angra

10.08.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


O apresentador da Globo Luciano Huck foi multado pela Secretaria do Ambiente do Rio em R$ 50 mil, por irregularidades na realização de obras no entorno da Ilha das Palmeiras, em Angra dos Reis, onde ele tem uma casa.


A punição é de 2006 e foi ratificada pela Secretaria na terça-feira. Na época, a multa foi aplicada por irregularidades na construção de um muro de arrimo com cerca de dez metros além de diques para a formação de uma praia artificial.


No mês passado, Huck também foi multado pela Justiça de Angra em R$ 40 mil por conta da colocação de boias em torno da ilha para criação de camarão. O apresentador pode recorrer da decisão nos dois casos.


Huck tirou o muro e cercou a casa com boias


A juíza da 1ª Vara Federal de Angra dos Reis, Maria de Lourdes Coutinho Tavares, condenou o apresentador Luciano Huck a pagar R$ 40 mil por cercar de boias a faixa costeira ao longo de sua casa na Ilha das Palmeiras, em Angra dos Reis, sem autorização ambiental, “sob o propósito de exercício futuro de atividade de maricultura”.


Huck é alvo de uma ação do Ministério Público, que sustenta, no processo, que a motivação da colocação do cerco "é outra que não a atividade de maricultura, ou seja, a maricultura seria um instrumento, um pretexto para legitimar a pretensão não acolhida pela lei, de apoderamento de bem de uso comum do povo".  Leia aqui
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/08/luciano-huck-e-multado-em-r-50-mil-por.html

Caos Aério: culpa do Amorim ou do Fantástico?

10.08.2011
Do  blog DoLaDoDeLá




O Fantástico tem até o próximo Domingo para dar resposta à manifestação do Comando da Aeronáutica, que desqualificou a reportagem que foi ao ar no último programa, reproduzida na manhã do dia seguinte, no Bom Dia Brasil.

Com a experiência que acumulei nas redações dos principais telejornais do país vou contar para os leitores como as coisas funcionam internamente.

Assim que nota chegou à emissora desencadeou-se um processo de apuração, para saber quem eram os responsáveis pelos erros cometidos. Fossem outros tempos seria simples: bastava demitir o editor e dizer que foi um equívoco. Já vi isso acontecer em ao menos duas ocasiões.

Na mais acintosa delas, no mesmo Fantástico, a jornalista tinha editado uma reportagem dessas em que IPT confere se os produtos estão ou não de acordo com as especificações da embalagem. Ao final, em nota, as empresas se explicam sobre as falhas encontradas. Como as explicações quase sempre são imensas, é praxe o editor reduzir tudo para caber numa nota curta lida pelo apresentador.

Dou um exemplo: AS EMPRESAS TAIS INFORMARAM QUE OS PRODUTOS ESTAVAM FORA DE ESPECIFICAÇÃO POR ISSO, OU AQUILO. E QUE VÃO RECOLHER O LOTE PARA AVERIGUAÇÕES.

Só que a nota era genérica demais para contemplar os interesses de uma das empresas, multinacional anunciante de peso da emissora.

Quando veio a reclamação foi simples: bastou demitir a colega. Neste caso em questão foi até bom. Depois da demissão a jornalista "ganhou asas" e, hoje, no papel de executiva de comunicação de multinacional, é sua vez de dizer aos antigos chefes o que o patrão anunciante quer ver escrito no telejornal. Uma senhora volta por cima, não acham?

No entanto, em tempos de internet, não vai ser possível, depois das dimensões que o caso ganhou, simplesmente mandar um editor embora. Desta vez eles terão que ser um pouco mais convincentes.

Como a tese da matéria era a de que é inseguro voar no Brasil, para contestar a crítica de falta de isenção e incorreção, o certo seria fazer uma reportagem de igual teor e mesma duração desdizendo o que foi dito. Seria um fato inédito e positivo, mas que permitiria ao menos duas leituras.

Leitura 1: A Globo passa recibo de sua incompetência jornalística.
Leitura 2: A Globo mostra que é fiel a seu Código de Conduta.

Mas, não nos iludamos. Dificilmente isso aconteceria, considerando-se a dinâmica do telejornalismo e as características do programa. Vale lembrar que a concorrência no horário é feroz e abrir tanto espaço assim para um assunto "velho" poderia ser, do ponto de vista da audiência, um tiro no pé.

Portanto, é provável que a emissora procure algum especialista que endosse a tese da reportagem, para sustentar as constatações feitas pelo repórter (neste caso não faltarão aqueles que adorariam a vitrine), ou se retratar de forma curta e grossa.

Como sou a favor da retratação e sei que muitos colegas lá dentro, mesmo sob intensa pressão, são grandes jornalistas, estou disposto a ajudar e, para isso, vou oferecer três versões de notas que podem ser copiadas e coladas no espelho para o apresentador ler, sem que seja necessário dar crédito a este velho editor.


versão 1 - light : 
DIFERENTEMENTE DO QUE O FANTÁSTICO INFORMOU NO ÚLTIMO DOMINGO,  HÁ REGRAS DIFERENTES PARA TRÁFEGO AÉREO EM AERONAVES DE PEQUENO PORTE E AQUELAS QUE SERVEM PARA VÔOS COMERCIAIS.
EM NOTA, O MINISTÉRIO DA AERONÁUTICA INFORMOU QUE MESMO AS AERONAVES VOANDO PRÓXIMAS UMAS DAS OUTRAS, ISSO NÃO IMPLICA EM RISCO DE COLISÃO NECESSARIAMENTE.
A NOTA TAMBÉM ASSEGURA QUE INFORMAÇÕES METEOROLÓGICAS ESTÃO DISPONÍVEIS E DESQUALIFICA AS FONTES DA REPORTAGEM.


versão 2 - casual: 
EM NOTA, O MINISTÉRIO DA AERONÁUTICA CONTESTOU INFORMAÇÕES LEVADAS AO AR PELO FANTÁSTICO NO ÚLTIMO DOMINGO E INFORMOU QUE TEM UM DOS CINCOS MELHORES CONTROLES AÉREOS DO MUNDO.
A REPORTAGEM ERA SOBRE AS CONDIÇÕES DE VÔO E DO CONTROLE DE TRÁFEGO AÉREO NO BRASIL.
A REDE GLOBO DE TELEVISÃO, AO CONTRÁRIO DO QUE DIZ A NOTA, EM NENHUM MOMENTO FOI SENSACIONALISTA.
FEZ UM RELATO JORNALÍSTICO COM BASE EM DEPOIMENTOS DE DOIS PROFISSIONAIS DO SETOR.


versão 3 - emphasis:
O FANTÁSTICO ERROU.
NO ÚLTIMO DOMINGO, AO NOTICIAR A INSEGURANÇA NO TRANSPORTE AÉREO DO BRASIL, NOSSA REPORTAGEM OMITIU O FATO DE QUE, TANTO O CONTROLADOR DE VÔO ENTREVISTADO, QUANTO O PILOTO, SÃO PESSOAS DESQUALIFICADAS PARA SUSTENTAR DENÚNCIAS DE TAMANHA GRAVIDADE.
AO PROCURAR A AERONÁUTICA, NOSSA PRODUÇÃO TAMBÉM OMITIU O REAL INTERESSE DA REPORTAGEM.
E RELATOU FALHAS QUE NÃO EXISTEM, NUM GESTO SENSACIONALISTA, TÍPICO DE QUEM NÃO É ISENTO E AGE SEM CORREÇÃO, O QUE CONTRARIA OS PRINCÍPIOS EDITORIAIS DA EMISSORA.

Desafio os leitores a apostarem qual será a nota que irá ao ar... 

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Fonte:http://maureliomello.blogspot.com/2011/08/caos-aerio-culpa-do-amorim-ou-do.html