domingo, 7 de agosto de 2011

Morte: Mulher de 20 anos morre após ser baleada dentro do Parque de Material Aeronáutico do Recife (Pama-RF)

07.08.2011
Do portal PE360GRAUS
Por Da Redação do pe360graus.com

Monique Valéria de Miranda, 20 anos, estava com duas amigas quando tudo aconteceu; De acordo com familiares, as jovens, que haviam sido convidadas por um oficial, brincavam com uma arma quando houve o disparo

Uma jovem de 20 anos foi baleada na cabeça e morreu dentro de um quartel da Aeronáutica, no bairro de Boa Viagem, Zona Sul da cidade. De acordo com os familiares, Monique Valéria Miranda, de 20 anos e mais duas amigas estavam brincando com a arma em uma das salas do Parque de Material Aeronáutico do Recife (Pama-RF), no bairro do Ibura, zona sul do Recife, quando o acidente aconteceu. O enterro da jovem aconteceu na tarde deste domingo (7), no cemitério da Muribeca.

Em nota, a Assessoria de Comunicação Social do Segundo Comando Aéreo Regional confirma que a jovem foi morta no logal, vítima de disparo de arma de fogo e informa que lavrou auto de prisão em flagrante dos supostos envolvidos. Ainda segundo a nota, o Departamento de Polícia Federal realizou uma perícia técnica para averiguar as circunstâncias da ocorrência e os autos serão enviados à Justiça Militar para prosseguimento ao processo.

Ainda de acordo com informações da família, Monique e as amigas saíram, por volta das 22h da noite do último sábado, para ir até o Clube Internacional do Recife, Zona Norte da Cidade. No percurso, um dos soldados envolvidos teria ligado para a vítima e a convencido a ir até o local. Chegando ao local as três garotas teriam ficado na companhia de três soldados, que no momento do acidente supostamente haviam se ausentado da sala onde tudo aconteceu.

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Fonte:http://pe360graus.globo.com/noticias/policia/armas/2011/08/07/NWS,537152,8,310,NOTICIAS,766-MULHER-ANOS-MORRE-APOS-SER-BALEADA-DENTRO-QUARTEL-AERONAUTICA-BAIRRO-BOA-VIAGEM.aspx

Manipulação e denúncia seletiva:Folha publica denúncia contra Toffoli, mas nunca publicou uma linha sobre pedido de impeachment de Gilmar Mendes

07.08.2011
Do BLOG DO MELLO, 27.07.11
Postadp por Antônio Mello



A Folha da ditabranda é um jornal que tem lado, mas finge que não. Publica com destaque escândalos do governo federal e abafa - ou dá notinhas - quando o podre é do governo de SP, ou tucano em geral.

O mesmo acontece agora, no STF. O ministro Antonio Dias Toffoli, indicado pelo presidente Lula, é denunciado hoje pelo jornal por haver viajado ao exterior com duas diárias de hotel pagas por um advogado. Já Gilmar Mendes, indicado por FHC, teve protocolado um pedido de impeachment por inúmeras mordomias a mais que isso sem merecer uma única linha sequer da Folha.

Toffoli foi ao casamento de um advogado na ilha de Capri, Itália, e se hospedou no Capri Palace Hotel, cujas diárias variam de R$ 1.400 a R$ 13,3 mil, segundo o jornal.

O advogado festeiro, o pra lá de endinheirado criminalista Roberto Podval (uma prova de que o crime compensa, ao menos para os advogados dos criminosos), confirma o pagamento:

"Não paguei apenas para ele, mas para outros 200 amigos que convidei. A única coisa que paguei foi o hotel. Todo mundo, não apenas o ministro, teve direito a dois dias de hotel", disse o advogado ao jornal. [Fonte: Folha, para assinantes]

No entanto, outro advogado, Alberto de Oliveira Piovesan, entrou com um pedido de impeachment contra o ministro Gilmar Mendes com um leque muito maior de acusações, sem que a Folha tenha publicado nenhuma delas.


O Advogado Sergio Bermudes hospeda o Ministro Gilmar Ferreira Mendes quando este vem ao Rio de Janeiro, e que já hospedou-o em outras localidades, além de fornecer-lhe automóvel Mercedes Benz com motorista.


A citada reportagem informou também que o Ministro Gilmar Ferreira Mendes recebeu de presente, do mesmo Advogado Sergio Bermudes, uma viagem a Buenos Aires, Argentina, quando deixou a presidência do Supremo Tribunal Federal no ano passado (2010). E que o presente foi extensivo à mulher do Ministro, acompanhando-os o Advogado nessa viagem.


A citada reportagem informou ainda que o referido Advogado emprega e assalaria, acima do padrão, a mulher do Ministro. Evidente que no recesso do lar pode ela interferir junto ao marido a favor dos interesses do escritório onde trabalha, e de cujo titular é amiga intima (sempre segundo a citada reportagem). É o canal de voz, direto e sem interferências, entre o Ministro e o Advogado.

Vamos lá, Folha, nunca é tarde para mostrar que publica os dois lados. A pauta está aqui: Advogado não desiste e entra na Justiça contra Sarney, que arquivou impeachment de Gilmar Mendes.

Tem mais aqui:

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Fonte:http://blogdomello.blogspot.com/2011/07/folha-publica-denuncia-contra-toffoli.html

Declaração de princípios da Globo, versão 1984

07.08.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha

 

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Fonte:http://www.viomundo.com.br/bau/declaracao-de-principios-da-globo-versao-1984.html

Rede Globo lança Código de Ética e o descumpre numa mesma edição do Jornal Nacional

07.08.2011
Do BLOG DO MELLO
Postado por Antônio Mello


Ideia para postagem partiu da leitura deste texto (que recomendo) do site Roteiro de Cinema.
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Fonte:http://blogdomello.blogspot.com/2011/08/rede-globo-lanca-codigo-de-etica-e-o.html

Tatiana Nascimento: Dos States

07.08.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO, 06.08.11
Por Tatiana Nascimento

Old_key_west_panoramic
Os gastos dos brasileiros no exterior têm batido recorde após recorde. No primeiro semestre foram US$ 10,18 bilhões. E uma grande parte da grana dos turistas tupiniquins está sendo derramada lá na terra de Obama. Durante uma semana, o blog teve um correspondente nos States para observar como estão as coisas por lá. Chique, não?
O colega Tiago Cisneiros esteve na Flórida, terra dos aligatores, principal destino dos cubanos em fuga e alvo de milhares de brasileiros interessados em se divertir (Disney) e comprar (Miami). Ok, ok. Vou abrir o jogo. Na verdade, nosso correspondente estava de férias com a família. Foi até Key West – uma ilha movida a turismo, como quase todo o estado – e Orlando.
Quando Tiago voltou ao batente, na última terça-feira, pedi para ele me contar o que de interessante havia “apurado” pelos States. E o relato do rapaz só confirma como o dólar em baixa (e o real em alta) faz a festa dos brazucas e escancara algumas distorções na nossa própria economia, especialmente a nossa pesada carga tributária.
Ipod nanoGringos passados
Nosso correspondente conversou com um casal da Louisiana que passava férias em Key West. No ano passado, eles ficaram um tempo no Brasil. Achavam que iriam se mudar para cá por conta de trabalho. Ficaram impressionados quando Tiago falou que o dólar estava na faixa de R$ 1,60 (isso porque ele não falou que a cotação da moeda chegou a bater em R$ 1,54). O casal também ficou passado com o valor de algumas coisas aqui no Brasil, como o preço da passagem de avião, do iPod e de outros equipamentos eletrônicos. “Eu disse que saía mais barato nos Estados Unidos por causa dos impostos. Eles já tinham consciência de que os impostos no Brasil são bem altos”, contou Tiago.
Vendedores intrigados
Em uma loja chamada Best Buy, que vende muito produto eletrônico, uma vendedora foi perguntar a Tiago por que ele estava comprando tantos jogos do Playstation 3. Ele explicou que, além de ser mais difícil de achar no Brasil, quando os games aparecem, são bem mais caros. A vendedora disse que já tinha “ouvido falar disso”. Verdade, verdadeira. De acordo com Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), a carga tributária sobre os games passa dos 70%.
Brasileiros por todos os lados
Tiago também contou que, no aeroporto de Orlando, o pai dele conversou com uma brasileira que trabalhava em uma loja. Segundo ela, a movimentação de turistas tem estado sempre em alta. É como se o fluxo de julho estivesse sendo registrado em todos os meses. Em muitas lojas da cidade, como nas da Adidas e da Nike, tinha brasileiro saindo pelo ladrão. Nos shoppings e outlets o português ecoava pelos corredores.
EUA & Brasil
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Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/economia/?p=10200#more-10200

Maria da Penha faz cinco ano

07.08.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
BRASIL

Lei trouxe avanços nos direitos das mulheres, que passaram a denunciar violência doméstica



Farmacêutica é o principal símbolo desta luta. Imagem: ANTONIO CRUZ/ABR - 30/3/09
A Lei 11.340, mais conhecida como Lei Maria da Penha, está completando cinco anos neste domingo. A legislação é considerada um marco na defesa dos direitos da mulher por modificar a forma como o agressor é punido, pois prevê o afastamento do agressor do lar nos casos de violência iminente, acaba com a punição somente pela doação de cestas básicas e fixa pena de três meses a três anos de detenção.

De abril de 2006 a junho deste ano, a Central de Atendimento à Mulher (Disque 180) registrou 1.952.001 atendimentos em todo o país. Desse total, 434.734 se referem a informações sobre a Lei Maria da Penha (11.340/06), o que corresponde a 22,3% do total das ligações.

Dados do Conselho Nacional de Justiça divulgados em março deste ano indicam que, até julho de 2010, 331.796 processos relacionados à Lei foram distribuídos em todo o país - desses, 110.998 foram sentenciados. Durante o mesmo período, foram decretadas 1.577 prisões preventivas e 9.715 prisões em flagrante, além de designadas 121 mil audiências, 93.194 medidas protetivas, 52.244 inquéritos policiais e 18.769 ações penais.

No entanto, apesar de ser um avanço no campo jurídico, inclusive seu texto sendo considerado uma das três melhores legislações internacionais para o enfrentamento da violência contra a mulher, ainda há muitas queixas, sobretudo pela criação de mais juizados especializados em violência doméstica, um rigor maior na aplicação da lei e agilidade da Justiça nos processos.

SAIBA MAIS

A legislação recebeu o nome da farmacêutica Maria da Penha Fernandes, devido à sua atuação para que seu agressor viesse a ser condenado. Ela virou símbolo da luta contra a violência doméstica e familiar depois que em 1983, seu ex-marido, o professor universitário colombiano Marco Antonio Heredia Viveros tentou matá-la duas vezes. Na primeira vez atirou contra ela, simulando um assalto, na segunda tentou eletrocutá-la.
Por conta das agressões sofridas, Maria da Penha ficou paraplégica. Apenas em 1992 seu agressor foi condenado a oito anos de prisão. Ainda assim ficou preso por dois anos apenas, sendo solto em 2002 e livre até hoje.

NÚMEROS

l Pesquisa da Fundação Perseu Abramo revela que, a cada dois minutos, cinco mulheres são agredidas no Brasil;

l Em média, a mulher que busca proteção do Estado já vinha sofrendo violência doméstica há mais de cinco anos;

l Em cinco anos, foram registrados 237.271 relatos de violência, sendo 141.838 sobre violência física; 62.326 sobre violência psicológica; 23.456 sobre violência moral; 3.780 sobre violência patrimonial; 4.686 sobre violência sexual; 1.021 sobre cárcere privado; e 164 sobre tráfico de mulheres;

l De acordo com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, a maior parte das mulheres que denunciou é parda (46%), tem entre 20 e 40 anos (64%), cursou parte ou todo o ensino fundamental (46%) e convive com o agressor há mais de dez anos (40%).

l Dados indicam ainda que 87% das denúncias são feitas pela própria vítima.

l 59% das mulheres atendidas declararam não depender financeiramente do agressor que, em 72% dos casos, é cônjuge da vítima. Os atendimentos registraram que 65% dos filhos presenciam a violência e 20% sofrem violência junto com a mãe.

l Em 2005, o país contava com dez juizados especiais. Este ano, já são 55, além de 38 núcleos do Ministério Público e 22 da Defensoria Pública.

l Projeto de lei do senador Humberto Costa (PT-PE) pretende garantir em casos de vulnerabilidade temporária da mulher um salário mínimo ao longo de pelo menos seis meses.

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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/08/07/brasil1_0.asp

Durante encontro com socialistas, Milton recebe apoio para continuar na presidência estadual do partido

07.08.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por José Accioly 


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Apesar da eleição da próxima Executiva do PSB em Pernambuco ocorrer somente em outubro, setores do partido já se movimentam para garantir a recondução do atual presidente, o vice-prefeito do Recife, Milton Coelho. Ontem (6), em Garanhuns, durante um encontro da Agenda 40, o socialista recebeu uma moção de apoio de cerca de 400 militantes, incluindo deputados, prefeitos e vereadores que declararam apoio abertamente ao dirigente. Estavam presentes os parlamentares estaduais Aluísio Lessa, Ângelo Ferreira e Diogo Moraes, além dos prefeitos de Palmerina, Paranatama, Caetés, Brejão e Saloá, municípios do Agreste, e vereadores da legenda e segmentos sociais.


Além de Milton Coelho, dois nomes podem disputar à presidência estadual do PSB. São eles: Danilo Cabral, secretário estadual das Cidades; e Sileno Guedes, secretário estadual de Articulação Social. Segundo o deputado Aluísio Lessa (PSB), militantes fizeram um apelo a Milton para que o dirigente continue na presidência do PSB no Estado. O pedido ocorreu uma vez que ele já declarou que desejaria descansar do cargo. O socialista comanda o PSB em Pernambuco a dois mandatos.


"Segmentos do partido fizeram um apelo para que ele aceitasse passar mais um mandato como presidente e ser reconduzido. Essas manifestações já vêm acontecendo há alguns dias. O partido cresceu em Pernambuco também por conta da presidência dele e o comando do governador Eduardo Campos", afirmou o deputado Aluísio Lessa. "Ele sinalizou positivamente para ideia, levando em conta a possibilidade continuar no cargo", acrescentou o parlamentar.


Questionado se secretários cotados têm condições de assumir a presidência do partido no Estado, Aluísio Lessa respondeu que todos os quadros do PSB estão qualificados, mas que o cargo de exige dedicação. "A função de secretário estadual requer dedicação total. Danilo tem uma atividade muito pesada com a Secretaria das Cidades. Todos têm um ritmo muito
intenso de trabalho, mas todos têm qualidade para fazer esse trabalho", observou.


Sobre o desejo de Milton Coelho de se desligar da presidência estadual, Aluísio opinou a vontade é legítima, mas que o partido pode requisitar seu trabalho. "Ele já falou sobre isso, mas acima da vontade dele tem a vontade de muita gente e do partido. A gente avalia que ele deve ficar. Milton é uma pessoa equilibrada e empenhada. No momento em que ninguém queria ir para o partido, depois de governo oito anos de governo Jarbas, ele abraçou a missão", disse o deputado.


Procurado pelo Blog da Folha, o vice-prefeito não atendeu e nem retornou às chamadas.


Hoje, o PSB tem 49 prefeitos eleitos e 285 vereadores. O partido conta com 11 deputados na Assembleia Legislativa e cinco parlamentares na Câmara Federal.

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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/23278-durante-encontro-com-socialistas-milton-recebe-apoio-para-continuar-na-presidencia-estadual-do-partido

“Para que melhor se exerça a democracia”: a declaração de princípios da Globo, em 1989

07.08.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por Luiz Carlos Azenha


A TV Globo também fez uma declaração de princípios, em 1989.



Foi na noite em que o Jornal Nacional transmitiu o resumo do debate eleitoral entre Fernando Collor e Lula, editado de tal forma a destacar as melhores falas de Collor e as piores de Lula.
Collor e Lula disputavam a presidência da República. Collor, com apoio da Globo, venceu a eleição.
Seguiu-se ao resumo do debate uma pesquisa do Vox Populi, então ligado a Collor, mostrando como Collor era “o melhor preparado”.
Então, Alexandre Garcia apareceu no vídeo para dizer:
“Nosso trabalho, como profissionais da televisão, foi e continuará sendo o que fez a televisão nesses dois debates. Manter aberto esse canal de duas mãos entre o eleito e os eleitores, para que melhor se exerça a democracia”.
Foi no mesmo ano em que a ex-namorada de Lula, Miriam Cordeiro, apareceu primeiro no Jornal Nacional e depois na propaganda de Collor dizendo que o ex-metalúrgico Lula tinha pedido a ela que abortasse e feito declarações racistas. Miriam recebeu dinheiro para fazer tais declarações.
Em 14 de dezembro de 1989, data do último debate entre Collor e Lula — três dias antes do segundo turno da eleição — o jornal O Globo publicou editorial com o título O Direito de Saber, em que argumentava que os eleitores tinham o direito de saber detalhes da vida pessoal dos candidatos — no caso, Lula — antes de decidir em quem votar. O editorial, naquela data, poderia ser interpretado como um aviso a Lula de que haveria ataques pessoais no confronto, com o objetivo de deixar nervoso o candidato do PT.
No entanto, nos anos 90, o então senador Fernando Henrique Cardoso teve um filho com a repórter da TV Globo de Brasília, Miriam Dutra, antes de concorrer à presidência da República. As Organizações Globo não divulgaram a notícia. Em vez disso, enviaram a repórter para um exílio, com salário e sem função, na Espanha.
Passaram-se mais de 20 anos da primeira eleição de Fernando Henrique, em 1994, e as empresas do grupo ainda não noticiaram formalmente o caso extraconjugal. Em 2011, a Folha de S. Paulo noticiou que um exame de DNA revelou que o pai do filho de Miriam Dutra não é o ex-presidente. Neste caso, onde foi parar O Direito de Saber?
O DIREITO DE SABER
O povo brasileiro não está acostumado a ver desnudar-se a seus olhos a vida particular dos homens públicos.
O povo brasileiro também não está acostumado à prática da Democracia.
A prática da Democracia recomenda que o povo saiba tudo o que for possível saber sobre seus homens públicos, para poder julgar melhor na hora de elegê-los.
Nos Estados Unidos, por exemplo, com freqüência homens públicos vêem truncada a carreira pela revelação de fatos desabonadores do seu comportamento privado. Não raro, a simples divulgação de tais fatos os dissuade de continuarem a pleitear a preferência do eleitor. Um nebuloso acidente de carro em que morreu uma secretária que o acompanhava barrou, provavelmente para sempre, a brilhante caminhada do senador Ted Kennedy para a Casa Branca – para lembrar apenas o mais escandaloso desses tropeços. Coisa parecida aconteceu com o senador Gary Hart; por divulgar-se uma relação que comprometia o seu casamento, ele nem sequer pôde apresentar-se à Convenção do Partido Democrata, na última eleição americana.
Na presente campanha, ninguém negará que, em todo o seu desenrolar, houve uma obsessiva preocupação dos responsáveis pelo programa do horário eleitoral gratuito da Frente Brasil Popular de esquadrinhar o passado do candidato Fernando Collor de Mello. Não apenas a sua atividade anterior em cargos públicos, mas sua infância e adolescência, suas relações de família, seus casamentos, suas amizades. Presume-se que tenham divulgado tudo de que dispunham a respeito.
O adversário vinha agindo de modo diferente. A estratégia dos propagandistas de Collor não incluía a intromissão no passado de Luís Inácio Lula da Silva nem como líder sindical nem muito menos remontou aos seus tempos de operário-torneiro, tão insistentemente lembrados pelo candidato do PT.
Até que anteontem à noite surgiu nas telas, no horário do PRN, a figura da ex-mulher de Lula, Miriam Cordeiro, acusando o candidato de ter tentado induzi-la a abortar uma  criança filha de ambos, para isso oferecendo-lhe dinheiro, e também de alimentar preconceitos contra a raça negra.
A primeira reação do público terá sido de choque, a segunda é a discussão do direito de trazer-se a público o que, quase por toda parte, se classificava imediatamente de ‘baixaria’.
É chocante mesmo, lamentável que o confronto desça a esse nível, mas nem por isso deve-se deixar de perguntar se é verdadeiro. E se for verdadeiro, cabe indagar se o eleitor deve ou não receber um testemunho que concorre para aprofundar o seu conhecimento sobre aquela personalidade que lhe pede o voto para eleger-se Presidente da República, o mais alto posto da Nação.
É de esperar que o debate desta noite não se macule por excessos no confronto democrático, e que se concentre na discussão dos problemas nacionais.
Mas a acusação está no ar. Houve distorção? Ou aconteceu tal como narra a personagem apresentada no vídeo? Não cabe submeter o caso a inquérito. A sensibilidade do eleitor poderá ajudá-lo a discernir onde está a verdade – e se ela deve influenciar-lhe o voto, domingo próximo, quando estiver consultando apenas a sua consciência.
Confiram abaixo um trecho do documentário britânico Muito Além do Cidadão Kane.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/politica/a-declaracao-de-principios-da-globo-em-1989.html

Para começar o domingo com uma risada

07.08.2011
Do blog TIJOLAÇO
Por Brizola Neto

“Pratica jornalismo todo veículo cujo propósito central seja conhecer, produzir conhecimento, informar. O veículo cujo objetivo central seja convencer, atrair adeptos, defender uma causa, faz propaganda. Um está na órbita do conhecimento; o outro, da luta político-ideológica”
” (um jornal de informação) noticia os fatos, analisa-os, opina, mas com a intenção consciente de não ter um viés, de tentar traduzir a realidade, no limite das possibilidades, livre de prismas.”
“Isenção é a palavra-chave em jornalismo. E tão problemática quanto “verdade”. Sem isenção, a informação fica enviesada, viciada, perde qualidade.”
Não se precipite…Os trechos acima não são de um trabalho de crítica ao comportamento de nossa grande imprensa. São, ironicamente, trechos de um texto onde, hoje, o jornal O Globo pretende definir o que são suas práticas e sua postura jornalística.
Óbvio que o texto apregoa a ligação das Organizações Globo com os valores liberais, que praticamente reduzem a democracia à liberdade de iniciativa, às liberdades individuais  e à liberdade de expressão das empresas de comunicação, sem uma palavra sequer em realização dos direitos sociais.
Mas nem mesmo como texto liberal pode ser visto como sério ou sincero.
Porque não pode haver sinceridade ou seriedade que não comece com a assunção dos próprios defeitos, com a atitude honesta de olhar sobre si mesmo.
O longo texto, em nenhuma linha sequer exorciza o tenebroso passado de conivência e simbiose das Organizações Globo com o regime militar que, além dos direitos sociais, espezinhou os valores liberais e violou os direitos humanos, à liberdade e àté mesmo à integridade física e à  vida.
E não se diga que isso é passado, porque o império inicia logo dizendo que “desde 1925, quando O Globo foi fundado por Irineu Marinho, as empresas jornalísticas das Organizações Globo, comandadas por quase oito décadas por Roberto Marinho, agem de acordo com princípios que as conduziram a posições de grande sucesso”.
Tudo o que concedem é um breve e vago “certamente houve erros”. Muito pouco para quem se nutriu e cresceu, como um cogumelo, à sombra da ditadura.
A arrogância é irmã da hipocrisia: a primeira atitude de toda desonestidade intelectual é proclamar, pomposamente, o quanto é honesto e verdadeiro.
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Fonte:http://www.tijolaco.com/para-comecar-o-domingo-com-uma-risada/

Remoções na Serra da Cantareira

07.08.2011
Da Revista Caros Amigos, 04.08.11
Por Cecilia Maria de Morais Machado Angileli e Euler Sandeville Jr.



As cidades brasileiras são caracterizadas por uma histórica desigualdade social, econômica e de padrões de urbanização. As condições de vida são precarizadas, em situações de extrema fragilidade social e risco ambiental. Trata-se de um quadro estrutural do nosso processo de urbanização. Nos anos 80, essa situação já chamava atenção internacional, como quando Henri Lefebvre (1991) observou que as grandes cidades latino-americanas estavam cercadas por um cinturão de pobreza e miséria. Apesar de facilmente percebidas em nossas paisagens, essa condição não tem recebido a devida atenção dos diversos níveis de governo e da sociedade. Pior, em muitos casos é a ação do setor público, através de obras, políticas públicas e ações consorciadas, que agrava as condições de vida dessas parcelas majoritárias da população urbana brasileira. Mas como isso pode ser?
Um exemplo, entre os muitos que estão em curso hoje na Região Metropolitana de São Paulo, é o distrito de Brasilândia, localizado na Zona Norte do município de São Paulo. Em seus 14Km de ocupação urbana, existem 96 favelas, representando um dos principais vetores de expansão urbana irregular na Serra da Cantareira (uma das mais importantes reservas ambientais do município).
A taxa de crescimento populacional do distrito já havia sido bastante significativa no período de 1.991 a 2.000, quando o distrito ganhou cerca de 20.000 novos habitantes. Parte dessa expansão se deu pelo adensamento das áreas já ocupadas, mas parte significativa ocorreu com o desmatamento de 23ha na região denominada Zona de Fronteira, junto à Serra da Cantareira. Deste modo, no decorrer das últimas décadas, parte da floresta da Cantareira e dos usos rurais das regiões de fronteira foram substituídos não só por loteamentos irregulares e favelas que expressam essa cidade possível para a maioria de nossa população, mas também por condomínios regulares de alto padrão! No período seguinte, de 2.000 à 2.010, o distrito ganhou cerca de 30.000 novos habitantes, com um desmatamento adicional na Zona de Fronteira de 8ha. Ao mesmo tempo em que houve uma redução do desmatamento, o mesmo foi concentrado entre os anos de 2.005 a 2.010.
Em que pese essa redução, estudos de campo realizados pelo Núcleo Estudos da Paisagem do LABCIDADE da FAUUSP - que há oito anos desenvolve pesquisas na região e mantém um centro avançado de pesquisas sediado na Brasilândia - revelam um peculiar processo nas áreas desmatadas neste segundo período. Em muitos casos, a Serra da Cantareira não foi a primeira opção desses moradores, a maioria migrantes. Essa mobilidade, entretanto, tem causas profundas; a população que sofre com esse processo contínuo de expulsão é caracterizada por pessoas que não conseguiram mais pagar aluguel.
E mais, em vários casos, as remoções promovidas por diversas obras públicas fortalecem e agravam esse processo, que encontramos também em outras regiões da cidade. Trata-se tanto de famílias diretamente removidas pela implantação de obras, quanto de famílias expulsas em decorrência da valorização imobiliária que a modernização da estrutura urbana traz a essas áreas. É grave que em nenhuma dessas duas situações, nem mesmo na de remoção direta, essas famílias recebam apoio e orientação adequada e continuada do estado, ainda mais se considerando a situação de risco social em que se encontram. O problema das remoções é tratado como uma questão imediata de engenharia, sem uma política social que perceba as condições e necessidades dessa população e que se considere a “compensação social” como um conceito central nessas obras.
Na Brasilândia, encontramos já vários casos de moradores que foram removidos para a implantação de obras públicas na própria região, e com a indenização compraram um novo lote irregular na Serra. Muitos desses moradores sofrem com situações de risco, falta de infraestrutura, além de estar em uma situação de provisoriedade permanente, já que são constantes os despejos quando as áreas, até então desprezadas pelos próprios proprietários, são inscritas em uma nova dinâmica urbana em função de obras públicas.
Existem moradores que já foram despejados e que aguardam por um novo despejo, devido a processos de reintegração de posse e por estarem novamente em área de risco. Os próprios processos de reintegração de posse multiplicam-se quando se realizam essas obras trazendo valorização imobiliária.
As famílias, por viverem a espera da remoção, não consolidam suas casas, o que não significa que não ampliem os espaços quando possível. O material para boa parte das construções nas áreas mais precárias que temos acompanhado no extremo dessa expansão urbana são recolhidos em áreas próximas, em aterros de resíduos inertes, clandestinos e oficiais. O que encontramos dá uma realidade dura aos trabalhos do artista argentino Antonio Berni, que desde os anos 60 denunciou em seus quadros-colagens a situação da infância em países latino-americanos, através do personagem Juanito Laguna, obrigado a construir o seu mundo com os refugos da sociedade de consumo.
Assim, restos de móveis, pedaços de placas publicitárias, resíduos da construção civil, são matéria prima das construções que visitamos. Com as sobras da cidade formal, ampliam-se as moradias em áreas de risco. Poucas casas são de alvenaria, mesmo porque, segundo os moradores, a prefeitura recolhe os materiais de construção: pedra, areia e cimento.
No relato de um morador da favela apropriadamente chamada de Ordem e Progresso, localizada na pré-Serra da Cantareira na Brasilândia é possível entender uma das faces do processo que alertamos aqui:
Eu morava no Jardim Peri, fui removido de lá e recebi R$5.000,00 e eles me falaram que aquilo não era uma indenização era um beneficio que depois eu iria ganhar uma moradia. Então me retirei de lá gastei com minha família e meus filhos e vim para cá, o que me sobrou foram R$2.500,00 e cheguei aqui e comprei um terreninho de R$500,00, fiz um barraquinho e entrei. Minha casa no Peri era de bloco, dois cômodos azulejado. Hoje eu moro em um barraco eu minha esposa e um filho de nove anos. Esse não é meu primeiro barraco aqui. O meu primeiro barraco aqui pegou fogo, queimou tudo as minhas coisas e não fui chamado para ser indenizado. (...) Agora recebi um papel dizendo que serei removido novamente, estou  aguardando para ser removido daqui. Se pegar R$5000,00 de novo o que nós vamos fazer, vamos para um terreno da prefeitura de novo e fazer um barraco novamente?  
Em outro caso - e eles se repetem - um morador relatou que esperava a indenização para poder pagar suas dívidas, e teria então que mudar-se com a família para outro barraco, onde fosse possível na região.
Outros aspectos ainda precisam ser considerados nessas intervenções do poder público, como a baixa qualidade de projeto ou com a qualidade ambiental resultante. O que certamente não contribui para a autoestima dos moradores, nem para a qualidade de vida, nem para uma presença mais responsável do setor público no fazer a cidade, muitas vezes delegando decisões vitais para empresas que têm em vista apenas o contrato de obras específico.  
Mais uma vez, vários exemplos são possíveis. Um deles foi a substituição de uma área rica em beleza natural por um piscinão construído em 1999 para conter as cheias do Córrego Bananal e que hoje se tornou um grande lixão à céu aberto, que também recebe irregularmente resíduos que são lançados por caminhões. Essa prática teve continuidade com a implantação de escolas, posto de saúde e um telecentro em áreas non-aedificandi de córregos no distrito pelo próprio poder público, equipamentos que obviamente agora sofrem com as cheias dos córregos da região. Uma das escolas implantadas junto ao córrego Bananal já foi desativada, pois nos períodos de chuva as crianças ficavam ilhadas em situação de risco. Um Centro de Educação Unificado também foi implantado na Serra, mais uma decisão pública que negligenciou a aptidão física deste espaço. Além de implantar uma nova escola em uma área de risco, a implantação desta grande obra estimulou novas ocupações nas áreas lindeiras de mata.
Entre estas obras, deve-se destaque à implantação do Parque Linear do Córrego Canivete. Para a implantação do projeto 547 famílias foram removidas. Em uma parceria com a CDHU, 70 famílias foram realocadas em conjuntos habitacionais de Cidade Tiradentes e 120 para conjuntos habitacionais do Sítio Jaraguá. As 357 famílias restantes, receberam uma verba de apoio de R$5.000,00; poucas famílias receberam o auxílio para compra de imóvel que seria de R$8.000,00, de resto insuficiente senão para a construção de novo barraco em área precarizada. Com esse recurso, muitos moradores voltaram a ocupar áreas de fragilidade ambiental no distrito. Essas pessoas estão, ainda quando incluídas nas estatísticas, invisíveis ao poder público e à sociedade, quando as condições extremamente frágeis de escolaridade, trabalho e saúde de famílias inteiras não são enfrentadas com programas minimamente adequados.
Nos próximos anos, a possível implantação do Trecho Norte do Rodoanel Mário Covas, deve continuar a contribuir para a expansão urbana sobre a Serra. Só no distrito de Brasilândia serão mais de 800 edificações atingidas. As edificações irregulares devem ser atendidas por indenizações ou apartamentos do CDHU segundo o Programa de Remoção e Reassentamento apresentado no Estudo de Impacto Ambiental. Essas indenizações estarão baseadas no valor gasto pelo morador para a construção da casa, porém, como muitas casas são barracos de madeira, as avaliações e indenizações podem ser mínimas e não bastam para a compra de um imóvel em situação regular ou fora de áreas ambientalmente frágeis ou de risco. Além disso, as indenizações são por edificação e não por família, sendo o impacto da obra nestas comunidades em que são comuns as situações de coabitação, muito maior do que o previsto no Estudo de Impacto Ambiental.
Um complexo de fatores conjugados permite supor uma continuidade da expansão sobre a Serra da Cantareira. Mesmo assim, o Trecho Norte do Rodoanel é apresentado como um instrumento urbano para conter o espraiamento da mancha urbana irregular sobre a Serra da Cantareira. A argumentação dificulta perceber a dinâmica urbana e as graves implicações sociais em curso.

Não se trata de um caso isolado, e nos próximos anos tenderá a se agravar com as diversas obras já planejadas, sem a devida atenção da sociedade para um problema já antigo e que se perpetua. O poder público com sua presença ou sua ausência, tem se mostrado em diferentes períodos como um agente importante na produção da expansão urbana irregular no distrito da Brasilândia sobre a Serra da Cantareira. Não que o poder público seja a causa única destas situações, mais suas ações conjugam-se com a dos sujeitos e agentes sociais de natureza privada, mostrando a falta de percepção e controle social sobre as transformações e construções dessa malha urbana.
Cecilia Maria de Morais Machado Angileli e Euler Sandeville Jr. são do Núcleo de Estudos da Paisagem – LabCidade da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP)

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Fonte:http://carosamigos.terra.com.br/