terça-feira, 2 de agosto de 2011

Engarrafamentos de volta às ruas

02.08.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Vida Urbana


Primeiro dia de aulas da rede particular do Grande Recife trouxe novamente estresse no trânsito


Filas gigantes de carros, estacionamentos em locais proibidos e agentes da
CTTU atentos foram vistos. Imagem: ALCIONE FERREIRA/DP/D. A PRESS

Sem rotas alternativas para dar vazão ao trânsito, o Recife voltou a sofrer ontem com os engarrafamentos no retorno às aulas das escolas e faculdades particulares. Nos principais corredores viários da Zona Norte, problemas que vêm à tona a cada reinício do calendário escolar se repetiram. Paradas bruscas de carros, estacionamentos em locais proibidos e formação de filas duplas comprometeram a fluidez do trânsito nas avenidas Doutor Malaquias e Rui Barbosa. A capital acordou com mais 200 mil veículos nas ruas. Na Região Metropolitana do Recife (RMR), outros 203 ônibus voltaram a circular, elevando para 2,9 mil o número de ônibus disponíveis. Com o retorno das aulas, 368 escolas particulares do Recife voltaram a funcionar. Nestes colégios são 264 mil estudantes. O estado soma 2,3 mil escolas particulares.

Por volta das 7h, o congestionamento na Avenida Doutor Malaquias, no Colégio Damas, bairro dos Aflitos, já se estendia até a Rua do Futuro. Nesta área, a opção pelas descidas rápidas, ao invés do estacionamento dos veículos, poderia ter ajudado a aliviar os efeitos do trânsito intenso. O transporte de materiais escolares nas malas dos carros também prejudicou a fluidez. Os agentes de trânsito da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) só chegaram ao endereço dez minutos antes do início das aulas. Para não correr o risco de ficar preso no tráfego o administrador Augusto Falcão, 39 anos, saiu alguns minutos mais cedo de casa para deixar a filha. “Aqui fica intransitável depois das 7h. A solução é chegar mais cedo mesmo”, disse.

Na Avenida Rui Barbosa, que fluiu a uma velocidade média de 20 km/h, o trânsito travou às 7h30. Quem teve que deixar os filhos no Colégio São Luís enfrentou fortes congestionamentos. “Para fugir do trânsito, eu cortei caminho pela Avenida Beira Rio. Gastei 30 minutos de Casa Forte até aqui”, relatou José Renato, 42 anos, pai de um aluno da unidade de ensino. Quem precisou dirigir pelas ruas da Hora, Amélia, Buenos Aires, 48 e Espinheiro também enfrentou dificuldades. Nas vias Conselheiro Porlela e São Salvador, além da Avenida Rosa e Silva, os motoristas tiveram que acionar os freios diversas vezes.

Para tentar amenizar os transtornos nessas áreas, a CTTU iniciou uma campanha de conscientização no trânsito. Até 12 de agosto, 30 agentes de trânsito e cerca de 10 arte-educadores estarão nas ruas para combater os deslizes dos motoristas. Na Zona Sul, eles irão atuar nas proximidades dos colégios Boa Viagem, Atual, Motivo e Santa Maria. Na Zona Norte, serão alvo das ações de orientação as ruas adjacentes ao Agnes, Damas e São Luís. Ao todo, as 11 escolas de maior movimentação do Recife ganharão reforço na fiscalização. “A análise do 1º dia da campanha é positiva. Uma das metas é fazer com que os pais parem dentro dos colégios e não nas vias. A ideia é que eles não façam filas duplas”, contou a presidente da CTTU, Maria de Pompéia.

Alterações

Nas avenidas Norte e Agamenon Magalhães o trânsito ficou complicado em um dos sentidos. Na 1ª perimetral, as faixas locais e principal, em direção à Zona Sul, voltaram a registrar retenções. Mesmo assim, os condutores comemoraram a primeira semana de alterações no corredor viário. “Não está ruim. Gastei 1h30 para fazer o percurso do Janga até a Praça do Derby”, acrescentou o supervisor de Lojas Natanael da Silva, 59. Na Zona Norte, quem seguia para Casa Amarela não enfrentou problemas nas primeiras horas do dia. Em alguns pontos da via foi possível registrar a ausência total de veículos. Já em direção ao centro da cidade houve congestionamentos.


Imagem: ALCIONE FERREIRA/DP/D. A PRESS
******
Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/08/02/vidaurbana7_0.asp

Humberto defende agenda positiva no Congresso Nacional

02.08.2011
Do BLOG DE JAMILDO
Postado por Jamildo Melo


Em seu primeiro discurso após o recesso parlamentar, o líder do PT no Senado, Humberto Costa, defendeu a retomada da agenda positiva no Congresso Nacional. Segundo o petista, a Casa Alta precisa melhorar as discussões e agir de acordo com os interesses do País.


“O Senado tem papel fundamental na construção desta agenda positiva, uma agenda que realmente interessa ao País. Importantes temas estarão em discussão neste segundo semestre, e não podemos deixar que a qualidade do debate e o interesse público cedam lugar à mesquinhez e à inconsequência que por vezes acometem a disputa política”, disparou.


O petista fez um apelo aos parlamentares de todas as correntes partidárias e pediu a união de forças para que os projetos importantes sejam votados nesse semestre. “Nobres colegas, estejam os senhores na bancada do governo ou na oposição, eu os convido a se juntarem ao grande esforço nacional para fazer do Brasil um País cada vez maior, mais desenvolvido e mais justo. Para todos”, defendeu o petista.


Humberto também se disse bastante otimista com a criação do Plano Brasil Maior, lançado hoje pela presidente Dilma Roussef (PT) no Palácio do Planalto. Segundo ele, o projeto “é um passo fundamental na consolidação do Brasil que queremos, um Brasil rico e sem pobreza, onde desenvolvimento é sinônimo de industrialização e inovação, mas também de sustentabilidade e inclusão social”.


“É quase uma ousadia lançar um pacote de desoneração fiscal, estímulo ao investimento e defesa do mercado interno num momento em que o cenário econômico internacional é sombrio como o que vivemos hoje. Saudável ousadia, a que acredita que o Brasil pode mais, o Brasil pode ser maior”, defendeu.
*****
Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/08/02/humberto_defende_agenda_positiva_no_congresso_nacional_108556.php

A “cartilha” neoliberal na cabeça da mídia

02.08.2011
Do blog TIJOLAÇO, 31.07.11
Por Brizola Neto



O Ministro Guido Mantega não é das pessoas mais exuberantes do falar.
Mas os entrevistadores do Estadão foram tão radicalmente “mercadistas” que ele deu um banho na matéria publicada ontem.
Este diálogo, se não tivesse sido preproduzido pelo próprio jornal, seria inacreditável:
Estadão: O Banco Central vem seguindo essa cautela com juros com esses aumentos bem baixinhos da Selic, de 0,25%?
Mantega: Bem baixinho? É a mais alta do mundo! Aumentou 1,5 ponto porcentual. Qual foi o país que aumentou isso?Não tem nada de baixinho.
Impressionante que quatro jornalistas de um dos maiores jornais do país se refiram como “baixinhos” aos aumentos de juros no Brasil.
A cabeça do jornalismo econômico brasileiro “está feita”.  Eles só ouvem e crêem no “mercado”.
Apesar disso, a entrevista é muito boa por revelar a segurança que o Ministro da Fazenda transmite, neste momento de ameaças.
Afinal, ele tem mais informações do que qualquer um de nós sobre a situação  de nossas contas e revela ter muitas das opiniões que aqui tem sido debatidas.
E não demonstra, hora alguma, ter o pulso alterado pela ameaça de crise.
O Ministro Guido Mantega não é das pessoas mais exuberantes do falar.
Mas os entrevistadores doEstadãoforam tão radicalmente “mercadistas” que ele deu um banho na matéria publicada ontem.
Este diálogo, se não tivesse sido preproduzido pelo próprio jornal, seria inacreditável:
Estadão:O Banco Central vem seguindo essa cautela com juros com esses aumentos bem baixinhos da Selic, de 0,25%?
Mantega:Bem baixinho? É a mais alta do mundo! Aumentou 1,5 ponto porcentual. Qual foi o país que aumentou isso?Não tem nada de baixinho.
Impressionante que quatro jornalistas de um dos maiores jornais do país se refiram como “baixinhos” aos aumentos de juros no Brasil.
A cabeça do jornalismo econômico brasileiro “está feita”.  Eles só ouvem e crêem no “mercado”.
Apesar disso, a entrevista é muito boa por revelar a segurança que o Ministro da Fazenda transmite, neste momento de ameaças.
Afinal, ele tem mais informações do que qualquer um de nós sobre a situação  de nossas contas e revela ter muitas das opiniões que o bl
****
Fonte:http://www.tijolaco.com/a-cartilha-neoliberal-na-cabeca-da-midia/

Esgoto em Arthur Lundgren II tira o sossego de comerciante

02.08.2011
Do blog INFORME PE,01.08.11
Por Paulo Fernando


O mau-cheiro provocado pelos bueiros em toda a cidade está incomodando os moradores, principalmente na região central. Ruas alagadas e inundações de residências e empresas são cenas comuns durante o período chuvoso. Em muitas situações o problema é causado pelo entupimento dos bueiros e das redes de esgoto, outras vezes provocam mau-cheiro que resulta em dores fortes de cabeça e náuseas nos moradores. 

Para os proprietários de bares na Rua Serra Talhada a situação agrava em período de chuva, pois aumenta a quantidade de água que passa pela tubulação de toda a cidade e, em consequência, mais detritos de esgoto são jorrados para a rua.

O outro vendedor, Levi Mário, de 30 anos, afirma ter ouvido diversas reclamações dos clientes, principalmente de terem náuseas e dores de cabeça por causa do mau-cheiro. A situação no local está a mais de meses com este problema.

****
Fonte:http://www.informepe.com/2011/08/compesa-deixa-moradores-de-arthur.html

Bolivianos sofrem em São Paulo o mesmo preconceito de nordestinos

02.08.2011
Do blog OLHOS DO SERTÃO,31.07.11





A humanidade, infelizmente, não aprende com os seus erros. E o Brasil e o povo brasileiro precisam provar, agora, que são solidários. 

E não podemos deixar de sermos um povo oprimido para sermos um povo opressor.

Não podemos cometer o mesmo erro dos EUA: ser um país rico em meio à miséria na América Latina. 

Autor(es): Alana Rizzo e Izabelle Torres
Correio Braziliense - 31/07/2011

Casamento e ter uma criança em terras nacionais regularizam a situação dos estrangeiros no Brasil. Condição que nem sempre os protege do preconceito local

São Paulo e Manaus — O teste indicava que o hormônio HCG estava acima de cinco. Mudavam — naquela tarde de julho de 2010 — os destinos de Maria Ester, boliviana, 35 anos, moradora da capital paulista; e do namorado, boliviano, também operário, dia e noite das máquinas de costura. Em sete meses, nasceria o mais novo brasileiro com nome de espanhol. O bebê, hoje com 5 meses, garantiu a permanência dos pais na terra que elegeram para viver. "A oportunidade está aqui. Não quero voltar para La Paz", diz Maria Ester, enquanto empurra o carrinho do filho.

Ela tem a certeza de que não poderá mais ser deportada, um antigo pesadelo diante da dificuldade em conseguir documentos para a regularização do visto. As dúvidas de Ester agora são outras: casa, comida e emprego. Durante o período de gestação, Maria separou-se do pai da criança e foi morar na Casa do Migrante, ligada à Pastoral do Migrante, no centro da capital paulista. Precisou parar de trabalhar nos últimos meses de gestação e, sem ter com quem deixar o filho, ainda não pode retornar para as máquinas de costura. Passa os dias no abrigo ao lado de outras jovens mães. A maioria também boliviana. A pastoral registrou o aumento de grávidas. Sem ter condições de criar os filhos sozinhas, as mães recorrem à igreja.

Manai Guerrie é uma das 40 haitianas alojadas em uma casa emprestada pela Igreja Católica em Manaus. Aos 26 anos, ela está grávida e completou a travessia com o pai do filho que espera. A chegada foi um teste de resistência. Foram dois meses de trajeto, que incluíram passagens pela República Dominicana, Equador e Peru. "Enjoei um pouco por conta do barco. Mas a vontade de chegar era maior e resistimos bem. Agora, nossa vida só tende a melhorar."

Fraudes

"São inexpulsáveis pais de filhos nascidos no Brasil e percebemos a procura cada vez maior pela regularização de jovens grávidas", afirma a delegada Bruna Rodrigues Menk, chefe do Setor de Registro de Estrangeiros da Delegacia de Polícia de Imigração em São Paulo. A união estável com um brasileiro é outro item previsto em lei. Numa tentativa de coibir casamentos forjados e barrigas de aluguel, a Polícia Federal tem reforçado diligências para apurar detalhes da união e da convivência com os filhos. Nos primeiros cinco meses do ano, a Polícia Federal recebeu 1.110 pedidos de permanência com base em filhos e cônjuges — 565 foram deferidos.

A geração de novos brasileiros começa a enfrentar, segundo o procurador da República Jefferson Aparecido Dias, a intolerância. "Identificamos casos de crianças que eram obrigadas a pagar "pedágio" nas escolas de São Paulo para os alunos brasileiros", disse.

O boliviano Raul Torrez está no Brasil há 13 anos. Teve dois filhos com uma conterrânea. "As meninas são brasileiras, como qualquer outra garota nascida aqui, mas enfrentam diariamente o preconceito. A mais velha, de 6 anos, chora porque as meninas puxam o cabelo dela na escola e a chamam de índia e de boliviana", relata.

****
Fonte:http://olhosdosertao.blogspot.com/2011/07/bolivianos-sofrem-em-sao-paulo-o-mesmo.html#more

A nova "lista suja" do trabalho escravo

02.08.2011
Do blog de Altamiro Borges
Por Leonardo Sakamoto, em seu blog:


A "lista suja" do trabalho escravo, como ficou conhecido o cadastro de exploradores de mão de obra em condições desumanas, jamais teve tantos nomes. Com a atualização semestral desta quinta-feira (28), a soma total de empregadores alcançou a marca de 251 nomes.


A “lista suja” tem sido um dos principais instrumentos no combate a esse crime, através da pressão da opinião pública e da repressão econômica. Após a inclusão do nome do infrator, instituições federais, como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Banco da Amazônia, o Banco do Nordeste e o BNDES suspendem a contratação de financiamentos e o acesso ao crédito. Bancos privados também estão proibidos de conceder crédito rural aos relacionados na lista. Quem é nela inserido também é submetido a restrições comerciais e outros tipo de bloqueio de negócios por parte das empresas signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo.


O nome de uma pessoa física ou jurídica é incluído na relação depois de concluído o processo administrativo referente à fiscalização dos auditores do governo federal e lá permanece por, pelo menos, dois anos. Durante esse período, o empregador deve garantir que regularizou os problemas e quitou suas pendências com o governo e os trabalhadores. Caso contrário, permanece na lista.


A reportagem abaixo é de Maurício Hashizume, da Repórter Brasil:


Foram incluídos 48 nomes na relação mantida pelo governo federal. Outros cinco foram excluídos. A "lista suja" é mantida pela Portaria Interministerial 2/2011, assinada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR).


A quantidade expressiva de inserções é um reflexo da conclusão do grande volume de processos administrativos iniciados nos últimos anos. O MTE instaura esses procedimentos a partir das situações análogas à escravidão encontradas pelo grupo móvel de fiscalização e pela atuação das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTEs).


Só entre 2007 e 2009, houve cerca de 4,9 mil libertações por ano. Nesse mesmo período, a média anual de operações registradas ultrapassou 140; mais de 280 estabelecimentos foram inspecionados, em média, a cada 12 meses.


A divisão por Estados dos 48 empregadores incluídos: Goiás (8), Mato Grosso e Paraná (7), Minas Gerais (6), Santa Catariba (5), Tocantins (4), Pará (3), Piauí (2), Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e São Paulo (1).


Na comparação entre regiões do país, os ingressantes do Centro-Oeste formam a maioria, com 16 empregadores. Em seguida, aparecem os incluídos do Sul (13). Sudeste (oito) e Norte (oito) empatam na terceira posição. O Nordeste teve o menor número de inseridos: apenas três.


A divisão por Estados coloca o Goiás na primeira colocação, com oito inclusões (tabela ao lado). O segundo posto é compartilhado entre Mato Grosso e Paraná, ambos com sete. Santa Catarina vem em quarto, com cinco. Na sequência, estão Tocantins, com quatro; seguido pelo Pará , com três; e pelo Piauí, com dois. Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e São Paulo têm um único agregado à lista.


Dois dos ingressantes, aliás, são mandatários municipais: José Rolim Filho (PV), mais conhecido como Zito Rolim, é prefeito eleito de Codó (MA); e Vicente Pereira De Souza Neto (PR) está à frente da Prefeitura de Toledo (MG).


Há ainda flagrantes em: escavações para expansão da rede de telefonia celular no Espírito Santo; atividades de preparação de terreno para a pecuária extensiva no Tocantins e também no Pará; canteiros de obras da construção civil no Norte do Mato Grosso; áreas de cultivo de morangos em Minas Gerais.


Vários inseridos são citados em matéria sobre operação que encontrou trabalho escravo na produçção de carvão vegetal em condições extremamente precárias em propriedades situadas no município de Jussara (GO).


Amplo material diz respeito a ações realizadas no Sul, em atividades distintas e características como a colheita de batatas, a coleta de erva-mate e a extração madeireira – seja no corte de pinus, com dois casos de Doutor Ulysses (PR), ou no reflorestamento em Irati (PR). Uma empresa que produz embalagens para a indústria alimentícia (Maxiplast) é outra das novas empresas com o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) na “lista suja”.
****
Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/08/nova-lista-suja-do-trabalho-escravo.html

Jobim diz não ser um ministro dissimulado

02.08.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


O ministro da Defesa, Nelson Jobim, negou crise no governo pelo fato de ter declarado voto no tucano José Serra na disputa presidencial de 2010. "Não sou dissimulado. Sempre disse o que pensava e o que fazia", afirmou Jobim, em entrevista ontem ao programa Roda Viva, da TV Cultura.


Ele lembrou que, no ano passado, foi convidado a gravar inserções para a campanha eleitoral da então candidata do PT, Dilma Rousseff, e recusou o convite. "Todo mundo sabia das minhas relações com José Serra", disse, lembrando ser amigo do tucano.


Jobim negou que tenha a intenção de deixar o ministério e disse que sua relação com Dilma é "ótima". "A presidente é extraordinária e minha relação com ela é ótima, não tem problemas. Ela tem uma visão de futuro."


O ministro disse ainda que está no governo por prazer e não vê problema em ter declarado seu voto: "Meu papel no governo federal é institucional". Ressaltou também que deseja continuar no cargo e negou que esteja se sentindo desprestigiado por Dilma. "A política e a emoção são coisas que não coincidem."


A declaração de voto do ministro, segundo petistas, desagradou à presidente, que já estaria avaliando nomes para substituí-lo. Na sexta-feira, em evento no Palácio do Planalto, Dilma não citou o nome do ministro em discurso e o cumprimentou de forma protocolar.


A relação entre ambos passa por turbulências desde junho, após Jobim ter declarado, em homenagem ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no Senado, que é preciso ter tolerância com os idiotas. Em reunião com a presidente, ele negou que fosse referência a integrantes do atual governo.
****
Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/08/jobim-diz-nao-ser-um-ministro.html#more

Aposte baixo na “ley de medios”

02.08.2011
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

O Brasil atravessa um processo político singular e insuspeito até há pouco. Processa-se uma reaglutinação política que se mostra ainda mais visível em São Paulo, Estado responsável pelo norte da política nacional há bom tempo. Gilberto Kassab, prefeito paulistano, por exemplo, equilibra-se entre governo e oposição.
Após a autoproclamação de independência política por Kassab em relação ao núcleo duro da oposição demo-tucana, o nobre alcaide paulistano virou alvo constante da imprensa serrista e fernandina. Ao mesmo tempo, é alvejado ainda moderadamente devido ao fato de que Serra e ele mesmo têm que manter relação de cuidado mútuo, sobretudo com as palavras.
Serra, responsável pela ascensão de Kassab, não pode confrontá-lo ou romper com ele sob risco de sua relação com o ex-afilhado político se transformar em alguma coisa parecida com a dupla Paulo Maluf/Celso Pitta. O que separa a dupla contemporânea da dupla pretérita, porém, é o nível de fracasso da criatura malufista e o da tucana.
Kassab não dirige um desastre como o de Pitta, mas sua popularidade em São Paulo é medíocre e cadente. Até por conta da mídia local, capaz de manipular a população autóctone com meia dúzia de manchetes e capas de revista.
Por essa e por outras é que há notícias de que Serra estaria sofrendo prejuízos à própria imagem devido não só a essa artilharia da mídia contra Kassab, artilharia que se limita a comentários ácidos, porém jamais desatinados como os que se faz contra o PT ou contra Lula, mas, também, devido à mediocridade real e palpável da administração paulistana.
Um dado: não é pequeno o contingente de paulistanos que está conseguindo se lembrar de quem foi o fiador do atual prefeito, apesar de esse fato jamais vir à tona na imprensa local.
A intenção da mídia, então, é apenas a de pressionar Kassab a não se alinhar ao governo Dilma em seu novo partido. Mas não se quer destruí-lo, pois a destruição política da criatura certamente contaminaria o criador. Isso ocorreu com Maluf, que criou Pitta e, depois que sobreveio o fracasso, tentou se isentar da responsabilidade por sua criação. E não conseguiu.
Paralelamente, na arena política nacional Dilma vai se compondo de alguma forma com a imprensa demo-tucana, adotando uma postura de não confrontação e até amistosa, ignorando os ataques ao seu padrinho político sem deixar de se relacionar intimamente com ele.
Estranhamente, a maior oposição que Dilma vem sofrendo tem partido das próprias fileiras, do campo governista e até do próprio partido do governo. E ainda que a grande imprensa venha mantendo a fuzilaria contra o governo federal, o mote dos ataques remete a uma “herança maldita” ético-administrativa que a presidente estaria enfrentando – e desmontando.
Só o que permanece intocado, vindo do quadro político anterior à posse de Dilma, são as investidas midiáticas contra Lula, o que revela a intenção de lhe reduzir o poder de transferência de votos nas eleições municipais do ano que vem e, sobretudo, nas de 2014.
Dilma, porém, ganha em termos de imagem. Se, por um lado, Lula vira alvo móvel, atraindo a fúria conservadora, ela tem se revelado acima das críticas fáceis. Ironicamente, atrai mais críticas entre aqueles que esperavam que desse prosseguimento aos embates de seu padrinho com a mídia.
Vai se estabelecendo, assim, um pacto tácito de respeito a limites entre a presidente, a mídia e os tucanos e demos. Pelo menos parece ser o que a estratégia dilmista pretende. Contudo, o aval de Lula, nesse aspecto, parece incerto.
Com efeito, não é improvável que ele divirja dela no que diz respeito à forma de enfrentar os adversários políticos, sobretudo na imprensa, ainda que, pela amizade e pelo imperativo espírito de corpo entre correligionários, certamente mantém ascendência sobre a afilhada. Ou pensa que mantém…
Não se deve, porém, subestimar Dilma imaginando que ela não supõe que as forças com as quais contemporiza sofrem da síndrome do escorpião. Dilma não é um poste. Disso seus eleitores já sabiam muito antes de ela assumir, ainda que a direita midiática e serrista só esteja descobrindo o fato agora.
A tese de ruptura com Lula, aliás, em alguma medida é positiva para Dilma porque desmonta as previsões de seus adversários demo-tucano-midiáticos durante a campanha eleitoral do ano passado, de que o ex-presidente se converteria em eminência parda em um eventual governo dela.
Dilma aposta alto, porém. E, talvez, contra a experiência de Lula, por mais que essa divergência não signifique ruptura entre eles.
Para explicar o por que de tal afirmação, faz-se necessária uma inconfidência: conversei com o ex-ministro Franklin Martins em julho, no encontro nacional de blogueiros, e fiquei com a impressão de que não vê com bons olhos a forma como está sendo conduzida a relação do governo Dilma com a mídia.
Mais adiante, ouvi de fontes muito bem informadas que Dilma considera que seu governo não teria força para aprovar uma “ley de medios”.  Os partidos que lhe dão sustentação estão cheios de parlamentares donos de conglomerados de mídia que cairiam ante uma lei vetando a propriedade cruzada de meios de comunicação, eixo central de uma regulação de verdade do setor.
Conclui-se que Dilma aposta no bem-estar social como sustentáculo principal de seu governo e das possibilidades de a própria administração continuar a partir de 2015.
No entanto, apesar das negativas desse governo de afastamento dos movimentos sociais e sindicatos, está acontecendo. A presidente certamente entende que, hoje, não resta alternativa a esses setores que não a de apoiá-la na hora da verdade, ou seja, na hora do voto. Que fazer? Engrossar o PSOL e entregar o poder à direita bolsonariana que Serra representa?
Só que há setores que não aceitam qualquer tipo de contemporização com a grande mídia e, sobretudo, que seja abandonada a regulamentação dos meios de comunicação, sobretudo à luz de um escândalo na imprensa britânica que ameaça envolver outros países e que revela ao mundo em que podem se converter impérios de comunicação sem o controle público.
A crença que se tem é a de que o oligopólio nas comunicações reverteria eventuais conquistas dos doze anos (ao menos) de governos progressistas se a direita voltasse ao poder. Com essa mídia, o legado desses governos poderia ser exterminado por um novo governo conservador, o que coloca nos ombros da economia a sustentabilidade dos avanços já conquistados.
Trocando em miúdos: se a economia piorar, o governo Dilma pode terminar se arrastando tanto quanto o de FHC e dar lugar àquilo que, para movimentos sociais, sindicatos e para a esquerda em geral seria um retrocesso de mil anos. Nesse momento, talvez a militância faça falta…
Sem o desmonte do oligopólio nas comunicações, portanto, não haverá avanços institucionais no Brasil. O discurso dos partidários do pacto de meia agressão com a mídia – discurso que, atualmente, é hegemônico no governo – é o de que seria preciso esperar “o momento certo”. Só que ninguém diz quando será.

***
Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/08/aposte-baixo-na-%E2%80%9Cley-de-medios%E2%80%9D/

Britânico volta para casa após receber coração de plástico

02.08.2011
Do portal TERRA
Por  BBC BRASIL



Green (ao centro, com sua família) usará um mortor portátil para manter seu coração funcionando. Foto: PA/BBC Brasil
GREEN (AO CENTRO, COM SUA FAMÍLIA) USARÁ UM MORTOR PORTÁTIL PARA MANTER SEU CORAÇÃO FUNCIONANDOFOTO: PA/BBC BRASIL
Um paciente de 40 anos que chegou perto da morte por falência cardíaca poderá voltar para casa, após receber um implante de coração artificial em um hospital britânico. Após ter seu coração parcialmente substituído por um órgão de plástico no Papworth Hospital, em Cambridge, Inglaterra, Matthew Green vai aguardar em casa um doador para um transplante permanente.
Acredita-se que seja a primeira vez que um paciente britânico vai para casa com o órgão artificial implantado. Na grande maioria dos casos, por razões de segurança e para facilitar seu monitoramento, os pacientes nestas condições ficam internados. Cerca de 900 operações desse tipo foram feitas no mundo.
Segundo o cirurgião cardiologista Steven Tsui, diretor do serviço de transplantes do hospital, havia riscos de que o londrino Green não sobrevivesse enquanto aguardava na lista de espera por um transplante. "A lista do hospital tem uma média constante de 30 pessoas aguardando um transplante", explicou Tsui. "Um terço dos pacientes fica esperando por mais de um ano."
"A condição de Matthew estava se deteriorando rapidamente, então discutimos a possibilidade de que ele recebesse esse dispositivo porque, sem isso, talvez não sobrevivesse até que surgisse um doador apropriado".
Recuperação excelente
Green, que é casado e tem um filho, sofria de miocardiopatia arritmogênica do ventrículo direito, uma condição que pode levar à falência cardíaca e até à morte. Sua saúde vinha piorando nos últimos anos, tornando o transplante de coração a única saída. O implante temporário do chamado Coração Artificial Total é normalmente usado como uma fase intermediária, para que pacientes em estado grave, com falência nos dois ventrículos, possam ganhar tempo enquanto aguardam o transplante definitivo.
O implante funciona da mesma forma como um coração transplantado, ou seja, o órgão artificial substitui os dois ventrículos e as válvulas cardíacas, aliviando os sintomas e os efeitos da falência cardíaca grave. No entanto, o dispositivo não é adequado para uso a longo prazo. Tsui disse que a cirurgia de Green, feita no dia 9 de junho, correu "muito bem".
"Matthew está tendo uma recuperação excelente", disse. "Espero que ele vá para casa em breve, que seja capaz de fazer muito mais do que antes da operação, e que tenha uma qualidade de vida muito melhor - até que possamos achar um doador apropriado para um transplante."
Motor na mochila
"Há dois anos, eu percorria 14 km de bicicleta para ir para o trabalho e outros 14 km para voltar todos os dias, mas, na época em que fui internado, me esforçava para conseguir andar alguns metros", disse Green. "Estou realmente ansioso para voltar para casa e ser capaz de fazer as atividades de todos os dias que não pude fazer durante tanto tempo, como brincar com meu filho no jardim e cozinhar uma refeição para a minha mulher."
Green vai sair do hospital carregando nas costas uma mochila que contém um motor portátil de 6 kg, para manter seu coração funcionando. O Papworth realiza cerca de 2 mil cirurgias de coração por ano, mais do que qualquer outro hospital na Grã-Bretanha. O hospital realizou o primeiro transplante de coração do país, em 1979.
Desde a década de 1980, o hospital vem utilizando dispositivos mecânicos para manter vivos os pacientes com falência cardíaca grave. O Coração Artificial Total é uma versão moderna do coração artificial Jarvik-7, usado na década de 1980. Em novembro de 1986, um paciente recebeu um implante Jarvik e sobreviveu dois dias até receber um transplante.

*****
Fonte:http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5276250-EI238,00-Britanico+volta+para+casa+apos+receber+coracao+de+plastico.html

Facebook adere a Politica do Cubanos out! Rede Social Pero no mucho...

02.08.2011
Do FÓRUM POLÍTICO DA ZONA NORTE DE SÃO PAULO



Facebook exclui os cubanos de seu Programa para descobrir brechas no Sistema
Facebook anunciou que a partir de hoje entrará em vigor um programa que lhes permite compensar aos hackers que descobrirem vulnerabilidades no código do site.
No entanto, neste programa, os especialistas cubanos são especificamente excluídos de acordo com as regras de aviso Facebook:

- Dar tempo suficiente para o FB responder e agir antes de tornar a informação pública.
- Ser o primeiro a especificar em detalhe a violação da segurança ou a falha do sistema
- Viver em um país que não esteja sofrendo sanções por parte EUA: Cuba, Coréia do Norte ou a Líbia.

Esta exclusão ja havia sido promovida pelo Facebook alguns no ano passado. Em dezembro de 2010, a rede social configurou uma competição para hackers, chamada Copa Hacker. Nesse evento também não foi permitida a participação de qualquer especialista em computadores da ilha, aplicando estritamente as sanções impostas pelos EUA aos cubanos, impedidos de usar a World Wide Web.
Estados Unidos em 1996 permitiu a ligação de Cuba para a Internet, mas sob ameaça de sanções para facilitar servera e-commerce ou qualquer outro serviço que é propício para o desenvolvimento de TI na ilha
Cuba possui uma das mais precárias infra-estrutura de telecomunicações do planeta, devido ao bloqueio americano, no entanto, é o quarto país no mundo quando se fala de habilidades para o uso da Tecnologia da Informação e Comunicações (TIC), de acordo com os últimos relatórios da União Internacional de Telecomunicações.
A recompensa oferecida pelo Facebook para este programa é de $500(Quinhentos Dólares, mas alerta que, se as falhas de segurança encontradas forem mais complexas, maior também sera a recompensa.

*****
Fonte:http://forumzn.blogspot.com/2011/08/010820111339.html#more