quarta-feira, 27 de julho de 2011

BRASIL: A GRANDE ESPERANÇA DA EUROPA EM FRANGALHOS

27.07.2011
Do blog de Luís Nassif, 
Da FOLHA DE S. PAULO, 22.07.11
Por Patrícia Campos Mello -  repórter especial da Folha*



* Escreve sobre política e economia internacional. Foi correspondente em Washington durante quatro anos, onde cobriu a eleição do presidente Barack Obama, a crise financeira e a guerra do Afeganistão, acompanhando as tropas americanas. Tem mestrado em Economia e Jornalismo pela New York University. É autora dos livros "O Mundo Tem Medo da China" (Mostarda, 2005) e "Índia - da Miséria à Potência" (Planeta, 2008).

"Mudanças na política agrícola da UE no ano que vem? Em 2012 talvez nós estejamos discutindo o fim da moeda comum europeia..."
Foi com esse estado de espírito que respondeu uma autoridade da União Europeia a nós, jornalistas, em Bruxelas nesta semana.
O pacote de resgate à Grécia, acordado na quinta-feira em Bruxelas, deu um pouco de respiro aos países europeus. Os yields (retornos) dos papeis da Espanha e Itália, que vinham apanhando por contágio, caíram.
Mas a situação está longe de ser tranquila.
E mercados como o Brasil surgem como alvo prioritário dos europeus.
É neste contexto que se deve avaliar o fim das preferências tarifárias concedidas pela UE ao Brasil por meio do Sistema Geral de Preferências, o SGP.
Atualmente, 12% das exportações do Brasil à UE são cobertas pelas reduções e isenções de tarifas de importação do SGP, em um valor total estimado em 3,4 bilhões de euros. O programa beneficia principalmente máquinas e equipamentos, automóveis, produtos químicos, plásticos e têxteis.
" SGP foi feito para países pobres, vocês não são um país pobre" disse-nos o comissário europeu de comércio, Karel de Gucht. "Vocês são um país que ainda tem pessoas pobres, mas claramente o SGP não é feito para vocês."
A UE quer usar o fim do SGP como alavancagem para conseguir concessões do Brasil na negociação do acordo de livre-comércio UE-Mercosul, que se arrasta há 12 anos.
Sem o SGP, o único jeito de o Brasil manter competitividade nas exportações para a UE será um acordo de livre-comércio para reduzir as tarifas.
Tal como a UE, os EUA encaram o Brasil como alvo prioritário no programa "exportar para sair da crise". Quando veio ao Brasil, em março, o presidente Barack Obama deixou claro que aumentar as vendas de produtos americanos para o Brasil era um dos principais objetivos dos EUA. Autoridades americanas chegaram a ser pouco diplomáticas ao declarar que a viagem era "fundamentalmente a respeito da recuperação econômica e exportações americanas", como disse o vice-conselheiro de segurança nacional Mike Froman, responsável por assuntos econômicos internacionais.
"As exportações para o Brasil geram 250 mil empregos nos EUA; metade da população do Brasil é hoje considerada classe média e isso cria grande oportunidade."
Enquanto as duas combalidas velhas potências lutam por um naco do saboroso mercado interno brasileiro, o Brasil vai às compras na UE em liquidação. A Comissão Europeia acaba de aprovar a compra de quatros empresas espanholas e uma alemã pela CSN. A CSN comprou a siderúrgica alemã Stahlwerk Thüringen GmbH e quatro companhias que pertencem ao grupo espanhol Alfonso Gallardo: Cementos Balboa, Corrigados Azpeitia e Corrugados Lasao.

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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/brasil-a-esperanca-da-europa

Reconhecimento nos EUA: A elite brasileira e o complexo de vira-lata

27.07.2011
Do blog de Rodrigo Vianna, 25.07.11
Por Celso Amorim, na CartaCapital

O complexo de vira-lata


Até os jornais brasileiros tiveram de noticiar. Uma força-tarefa criada pelo Conselho de Relações Exteriores, organização estreitamente ligada ao establishment político/intelectual/empresarial dos Estados Unidos, acaba de publicar um relatório exclusivamente dedicado ao Brasil, -pontuado de elogios e manifestações de respeito e consideração. Fizeram parte da força-tarefa um ex-ministro da Energia, um ex-subsecretário de Estado e personalidades destacadas do mundo acadêmico e empresarial, além de integrantes de think tanks, homens e mulheres de alto conceito, muitos dos quais estiveram em governos norte-americanos, tanto democratas quanto republicanos. O texto do relatório abarca cerca de 80 páginas, se descontarmos as notas biográficas dos integrantes da comissão, o índice, agradecimentos etc. Nelas são analisados vários aspectos da economia, da evolução sociopolítica e do relacionamento externo do Brasil, com natural ênfase nas relações com os EUA. Vou ater-me aqui apenas àqueles aspectos que dizem respeito fundamentalmente ao nosso relacionamento internacional.

Logo na introdução, ao justificar a escolha do Brasil como foco do considerável esforço de pesquisa e reflexão colocado no empreendimento, os autores assinalam: “O Brasil é e será uma força integral na evolução de um mundo multipolar”. E segue, no resumo das conclusões, que vêm detalhadas nos capítulos subsequentes: “A Força Tarefa (em maiúscula no original) recomenda que os responsáveis pelas políticas (policy makers) dos Estados Unidos reconheçam a posição do Brasil como um ator global”. Em virtude da ascensão do Brasil, os autores consideram que é preciso que os EUA alterem sua visão da região como um todo e busquem uma relação conosco que seja “mais ampla e mais madura”. Em recomendação dirigida aos dois países, pregam que a cooperação e “as inevitáveis discordâncias sejam tratadas com respeito e tolerância”. Chegam mesmo a dizer, para provável espanto dos nossos “especialistas” – aqueles que são geralmente convocados pela grande mídia para “explicar” os fracassos da política externa brasileira dos últimos anos – que os EUA deverão ajustar-se (sic) a um Brasil mais afirmativo e independente.

Todos esses raciocínios e constatações desembocam em duas recomendações práticas. Por um lado, o relatório sugere que tanto no Departamento de Estado quanto no poderoso Conselho de Segurança Nacional se proceda a reformas institucionais que deem mais foco ao Brasil, distinguindo-o do contexto regional. Por outro (que surpresa para os céticos de plantão!), a força-tarefa “recomenda que a administração Obama endosse plenamente o Brasil como um membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. É curioso notar que mesmo aqueles que expressaram uma opinião discordante e defenderam o apoio morno que Obama estendeu ao Brasil durante sua recente visita sentiram necessidade de justificar essa posição de uma forma peculiar. Talvez de modo não totalmente sincero, mas de qualquer forma significativo (a hipocrisia, segundo a lição de La Rochefoucault, é a homenagem que o vício paga à virtude), alegam que seria necessária uma preparação prévia ao anúncio de apoio tanto junto a países da região quanto junto ao Congresso. Esse argumento foi, aliás, demolido por David Rothkopf na versão eletrônica da revista Foreign Policy um dia depois da divulgação do relatório. E o empenho em não parecerem meros espíritos de porco leva essas vozes discordantes a afirmar que “a ausência de uma preparação prévia adequada pode prejudicar o êxito do apoio norte-americano ao pleito do Brasil de um posto permanente (no Conselho de Segurança)”.


Seguem-se, ao longo do texto, comentários detalhados sobre a atuação do Brasil em foros multilaterais, da OMC à Conferência do Clima, passando pela criação da Unasul, com referências bem embasadas sobre o Ibas, o BRICS, iniciativas em relação à África e aos países árabes. Mesmo em relação ao Oriente Médio, questão em que a força dos lobbies se faz sentir mesmo no mais independente dos think tanks, as reservas quanto à atuação do Brasil são apresentadas do ponto de vista de um suposto interesse em evitar diluir nossas credenciais para negociar outros itens da agenda internacional. Também nesse caso houve uma “opinião discordante”, que defendeu maior proatividade do Brasil na conturbada região.

Em resumo, mesmo assinalando algumas diferenças que o relatório recomenda sejam tratadas com respeito e tolerância, que abismo entre a visão dos insuspeitos membros da comissão do conselho norte-americanos- e aquela defendida por parte da nossa elite, que insiste em ver o Brasil como um país pequeno (ou, no máximo, para usar o conceito empregado por alguns especialistas, “médio”), que não deve se atrever a contrariar a superpotência remanescente ou se meter em assuntos que não são de sua alçada ou estão além da sua capacidade. Como se a Paz mundial não fosse do nosso interesse ou nada pudéssemos fazer para ajudar a mantê-la ou obtê-la.


Leia outros textos de Outras Palavras

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O perfil de José Serra feito pelos americanos

27.07.2011
Do site PÚBLICA
Por Marcus V F Lacerda, especial para a Pública


Telegrama obtido pelo WikiLeaks mostra o empenho do corpo diplomático americano em perfilar o pré-candidato à presidência da República


No começo de 2009, o cônsul-geral americano em São Paulo, Thomas White, ocupou-se de uma tarefa digna de Gay Talese ou Lilian Ross. Tratava-se de um perfil do então governador paulista e nome forte do PSDB na disputa presidencial, José Serra.
O produto da pesquisa é o tema central de mensagem de 11 de fevereiro daquele ano, na qual o diplomata resume a carreira, as posições político-ideológicas e diversos traços de Serra. “Serra é pessoalmente um político muito atípico com peculiaridades e interesses muito particulares”, introduz Thomas White em seu dossiê que caracteriza Serra como um “workaholic”, “insone” e “anti-social”.
O documento mostra o interesse norteamericano em detalhes sobre um dos principais candidados à sucessão de Lula.
O diplomata valeu-se de entrevistas com diversas pessoas próximas a Serra. Dentre elas estão nomes do PSDB como Paulo Renato Sousa e Aloysio Nunes, membros do secretariado serrista como Maria Elena Fuimarães, Cristina Ikonomidis e José Henrique Reis Lobo, o ex-governador Cláudio Lembo, o economista-orientador do Bradesco Honorato Barbosa, o consultor político Thiago Aragão e até Aldo Rebelo do PC do B.
“O grupo foi unânime em sua forte lealdade a Serra, suas descrições francas das qualidades antipáticas, e de sua dedicação e competência evidentes”, descreve o telegrama.
Thomas White descreve Serra como introvertido e desconfortável em eventos sociais descontraídos onde outros políticos se destacariam.
A inacessibilidade ao tucano também é abordada no texto que nota o hábito de Serra de confirmar sua presença apenas momentos antes do acontecimento. De acordo ainda com o telegrama, Serra teria causado um desconforto para o consulado canadense em 2008 durante a visita da governadora-geral do Canadá, Michaelle Jean, ao Brasil. O então governador paulista teria cancelado uma reunião com a principal representante canadense no exterior um dia antes do encontro.
Interlocutor “positivo” para os EUA
A trajetória de Serra é traçada rapidamente desde a presidência da UNE nos anos 60, passando pelo exílio na Argentina e no Chile. Para White, Serra coloca-se como um sobrevivente do golpe de Pinochet em um artigo que o tucano publicou na revista americana Dissident entitulado “O outro 11 de setembro”. O cônsul ainda sublinha a relativa proximidade de Serra com outros intelectuais anti-militaristas da América Latina .
“Apesar disso, ele continuou como um economista fortemente técnico e nunca caiu em uma crítica simplista tanto ao capitalismo quanto aos Estados Unidos”, pontua o telegrama.
A posição de Serra diante do Estados Unidos é sempre colocada em cheque e contornada em seguida ao longo do texto. “Apesar de sua tendência em manter uma certa distância dos EUA, Serra pode funcionar muito bem como um interlocutor positivo dos Estados Unidos”, relata.
White que descreve a política de Serra como sendo mais intervencionista e menos ligada ao mercado que a postura tipicamente americana.
Visitas a escolas
White relata o que ouviu do assessor do ex-governador a contar que Serra ia a uma escola pública de São Paulo toda semana, principalmente escolas primárias. Estas visitas eram extra-oficiais e não contavam nem com cobertura da imprensa ou presença de alguém da secretaria de Educação. A escola a ser visitada era mantida em segredo até um dia antes da visita, quando os alunos recebiam uma biografia do então governador. Quem agilizava estas visitas era a secretaria-adjunta de Educação, Cristina Ikonomidis.
Em sala de aula, Serra transforma-se de governador workaholic e antipático em um professor de matemática carismático com os alunos. Fotos levadas por Ikonomidis aos americanos mostram um Serra sorridente e brincalhão entre as crianças. “Serra geralmente cativa os alunos com uma piada, usualmente perguntando o nome da professora e soletrando-o errado propositalmente enquanto o escreve no quadro”, descreve o telegrama.
Serra intervencionista?
Segundo a pesquisa do cônsul-geral, houve um temor no mercado financeiro de que, uma vez sendo presidente, Serra optaria por uma política econômica com maior presença do estado. José Serra já foi um defensor do intervencionismo e suas ações no Ministério da Saúde mostravam um gosto pela presença do estado. De acordo com o telegrama, muitos homens de negócios em são paulo repetiam o chavão “Serra é mais esquerdista que Lula”.
Mas Fernando Honorato Barbosa, economista do Bradesco, disse a White que Serra não teria motivos para tomar medidas intervencionistas uma vez que ele já lidaria com juros baixos por razões econômicas. “De qualquer forma, Barbosa admite que até em seu setor no Bradesco existe um debate vigente sobre o quão intervencionista Serra pode ser como presidente”, complementa White no telegrama.
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Fonte:http://apublica.org/2011/03/o-perfil-de-jose-serra-feito-pelos-americanos/

A Petrobras de Dilma e a Petrobrax de FHC

27.07.2011
Do blog TIJOLAÇO
Por Brizola Neto

Talvez alguns leitores se impacientem com o fato de que este modesto escriba aqui não ficar apenas na política e se aventurar, nem sempre com grande capacidade, no terreno da economia.
Por conta disso, ao lado deste Tijolaço, estou colaborando com um grupo de jornalistas na montagem de um site de economia. Ou melhor, de polêmicas sobre economia, cujo desafio é tentar tratar dela em linguagem simples e, sobretudo, com o olhar de quem defende o Brasil, não os grandes interesses econômicos.
E que acredita que desenvolvimento e justiça social, como sempre nos dizia o velho Briza, são como trilhos de uma estrada de ferro: têm de estar sempre juntos.
Daí que colocamos no ar, ainda com muitos defeitos – mas parados é que não os consertamos, não é? – oProjeto Nacional, não apenas para enfrentar a polêmica, para  defender um modelo de desenvolvimento autônomo e socialmente distributivo para o nosso país mas , também, procurar reunir as cabeças pensantes que tenham esta visão para traduzirmos o “economês” em algo que seja compreensível e revele o que há por trás daquilo que nos é dado como “verdade absoluta” por uma mídia, em geral, cúmplice ou agente da mesma turma que deixou o Brasil de roda-presa.
Então, começamos hoje, atacando esta polêmica do tal “corte” de investimentos da Petrobras.
Pelos gráficos acima do post , você já tem uma ideia de que aquilo que  a mídia trata por corte o que é, nos governos Lula e Dilma, a enorme expansão da nossa mais importante empresa.
E que é pouco ainda, perto das nossas riquezas em petróleo, das nossas competências técnicas e tecnológicas e das necessidades de energia de um país que, finalmente, começa a crescer e a distribuir renda, depois de décadas.
Um Brasil que precisa ser pensado – e como isso é simples – em favor do Brasil.

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Fonte:http://www.tijolaco.com/a-petrobras-de-dilma-e-a-petrobrax-de-fhc/

Presidenta Dilma viaja ao Peru para posse de Ollanta Humala

27.07.2011
Do BLOG DO PLANALTO



Em junho deste ano, a presidenta Dilma Rousseff recebeu o presidente eleito do Peru, Ollanta Humala, no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/Arquivo/PR
Viagens internacionaisA presidenta Dilma Rousseff embarca nesta quarta-feira (27/7) para Lima, no Peru, onde participará, na quinta-feira, das cerimônias de posse do presidente Ollanta Humala. No dia 9 de junho deste ano, Humala foi recebido pela presidenta brasileira apenas quatro dias após ser eleito.
“O Brasil foi o primeiro país a ser visitado pelo presidente eleito, em clara sinalização da importância que confere às relações com o Brasil”, afirmou o porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baena.
Ao final do encontro em junho, Humala afirmou que o Brasil é um exemplo exitoso de governo a ser seguido e citou a estabilidade econômica e os projetos de inclusão social e combate à miséria. Ao longo da campanha presidencial, ele afirmou, em diversos momentos, ter o Brasil como referência em matéria de desenvolvimento econômico com redução da desigualdade social.
Desde 2003, Brasil e Peru têm trabalhado para a aproximação dos dois países. Naquele ano, foi assinado o Acordo de Complementação Econômica Mercosul-Peru (ACE-58), além do início da cooperação no Sistema de Vigilância da Amazônia e das negociações para o financiamento da Rodovia Interoceânica.
Trocas comerciais – Em 2010, o comércio bilateral atingiu a marca de US$ 2,92 bilhões, com superávit brasileiro. Neste ano, entre janeiro e junho, a balança comercial alcançou a marca de US$ 1,79 bilhão, o que representa um aumento de 42,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
Os Brasil tem exportado para o Peru, principalmente, óleos crus de petróleo, veículos diesel e produtos semimanufaturados de ferro e aço. Os principais produtos da pauta exportadora do Peru para o Brasil são os cátodos de cobre, minérios de zinco e prata.

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Entra em vigor decreto que regulamenta o programa Água para Todos

27.07.2011
Do BLOG DO PLANALTO


Reservatório com capacidade para armazenar 259 mil litros de água em propriedade em Arapiraca (AL), onde é praticada agricultura familiar. Foto: Rafael Alencar/Arquivo/PR

Brasil Sem MisériaFoi instituído nesta quarta-feira (27/7), por meio de decreto publicado no Diário Oficial da União, o Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Água, o Água para Todos. O programa foi lançado na última segunda-feira (25/7) pela presidenta Dilma Rousseff em Arapiraca (AL) e tem a meta de promover o acesso à água potável em áreas rurais para consumo humano e para a produção agrícola e alimentar.
A iniciativa faz parte do Plano Brasil sem Miséria e vai priorizar a população que vive em situação de extrema pobreza, ou seja, com renda per capta de até R$ 70,00. Conforme dados do IBGE, atualmente 16,2 milhões de brasileiros se enquadram nessa faixa de renda, sendo mais da metade residente na região Nordeste.
Presidenta Dilma Rousseff assina o decreto que cria o programa Água para Todos durante cerimônia de lançamento regional Brasil sem Miséria - Nordeste. Foto: Roberto Stuckert Filho/Arquivo/PR
“A água é algo que, no passado, utilizaram como instrumento de poder, como fonte de privilégio, que se distribuía quando se queria exercer o poder sobre as populações sem água, passando sede (…). Hoje, aqui, nós estamos assinando o compromisso do meu governo com a universalização da água, afirmando que a água é um direito de todos”, afirmou a presidenta, na cerimônia de lançamento regional do Programa Brasil sem Miséria no Nordeste.
Entre as diretrizes do programa, estão o fomento à ampliação da utilização de tecnologias, infraestrutura e equipamentos de captação e armazenamento de águas pluviais e de água oriunda de corpos d’água, poços ou nascentes e otimização de seu uso. Além disso, o governo pretende articular as ações relacionadas à segurança alimentar e nutricional; infraestrutura hídrica e de abastecimento público de água; regulação do uso da água; saúde e meio ambiente.
Os estados e o Distrito Federal poderão participar do programa mediante celebração de termo de adesão. Além disso, conforme o decreto, “poderão ser celebrados, ainda, convênios, termos de cooperação, ajustes ou outros instrumentos congêneres, com órgãos ou entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos”.
O decreto entra em vigor a partir de hoje.


Corpo estranho: Nelson Jobim, ministro de Lula e Dilma, diz que votou em Serra em 2010

27.07.2011
Do blog de Rodrigo Vianna
Por  Jornal Sul 21


Ministro de Dilma, Jobim diz que votou em Serra em 2010



Ministro da Defesa desde 2007, nos governos petistas de Lula e Dilma, Nelson Jobim votou no tucano José Serra na eleição presidencial do ano passado. A afirmação é do próprio Jobim, que garantiu no entanto que Dilma sabia de sua escolha.


A declaração foi feita em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de São Paulo. O jornal publica a entrevista nesta quarta-feira (27). Ao comentar seu afastamento da campanha eleitoral em 2010, Nelson Jobim falou sobre uma reunião de articulação política do governo, na qual externou sua impossibilidade de fazer campanha para Dilma Rousseff.


“Em uma reunião de articulação do governo, da qual eu participava, eu levantei o seguinte problema. Eu disse: 


‘Olha presidente (Lula), eu estou com um problema. De um lado, por razões pessoais eu não tenho condições de fazer campanha para a ministra Dilma, uma vez que sou amigo íntimo do Serra. (…) Por outro lado eu tenho também um impedimento de natureza institucional de fazer campanha para o Serra”. (…) Aí o Lula disse: “Olha Jobim, fique fora disso. Eu sei claramente das suas relações com o Serra. Sei que você tem uma amizade íntima com o Serra de muitos anos”. E avisou ao Padilha: “Olha, não envolvam o Jobim na campanha”. E eu votei no Serra”, contou o ministro da Defesa.


Nelson Jobim garantiu, ainda, que Dilma tinha ciência da escolha do ministro. “Ela sabia”, disse Jobim. “O problema é quando você esconde, fica fazendo dissimulações. Daí dá problema. Eu não costumo fazer dissimulações, então não tenho dificuldades”, completou.


Sobre a permanência ou não no governo federal, Jobim citou o sambista Zeca Pagodinho: “Deixa a vida me levar”. 


“Se a gente fica tentando marcar prazos e tempos só cria problemas e você não cria soluções. Então deixa as coisas correrem. As coisas vão andando. No momento em que as coisas resolverem sair, sai”, afirmou.
Na entrevista, Jobim também voltou a afirmar que a maioria dos documentos sobre a ditadura militar foram queimados, e que não seria possível mais apurar as responsabilidades pela destruição dos arquivos.


“Internamente não. Não tem como. Como você não tem formalização do processo de incineração, você não tem como identificar de quem partiu o ato”, disse o ministro da Defesa.
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Fonte:http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/nelson-jobim-ministro-de-lula-e-dilma-diz-que-votou-em-serra-em-2010.html

Breivik ‘mora’ em Higienópolis e odeia ‘gente diferenciada’

27.07.2011
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

Além da diferença óbvia quanto a métodos, alguém sabe explicar a diferença ideológica entre o terrorista norueguês Anders Behring Breivik e os três mil moradores do bairro paulistano de Higienópolis que não querem dividir espaços públicos do seu bairro – que bem poderia ser um Estado ou um país – com “gente diferenciada”?
Tenho visto pessoas que reconheceram o “direito” dos moradores do bairro paulistano de não quererem pessoas “diferenciadas” onde vivem criticarem Breivik por exigir o mesmo “direito”. No fundo, portanto, é tudo a mesma coisa: o incômodo com pessoas de outras etnias, de outros credos, nascidas em outras partes, é o mesmo.
Ah, mas alguém dirá que Breivik é racista porque criticou a miscigenação no Brasil. É mesmo, é? Então ele é diferente, por exemplo, dos paulistanos de classe média alta – e, sobretudo, dos ricos – dos bairros nobres de São Paulo que chamam nordestinos (negros e mestiços) de “baianos” e que os dizem “raça indolente e burra”?
Alguém aqui tem a coragem de negar que, durante a vida, conheceu várias pessoas do Sul e do Sudeste do Brasil – não só, mas principalmente – que chegam a pregar que não se dê emprego a “baianos” ou “paraíbas” porque pessoas que cabem nesse preconceito não seriam confiáveis, não teriam inteligência ou não gostariam de trabalhar?
Cena meio recente: durante comemoração do aniversário de uma moça de classe média em um amplo apartamento de um bairro nobre de São Paulo, grupo de sete pessoas (três homens e duas mulheres de meia idade, uma jovem e uma mulher idosa) conversam sobre separatismo. Isso mesmo: querem separar o Estado do resto do país.
A garota diz que não suporta “baianada”, ao que os mais velhos aderem. “Baianada” seriam os costumes de qualquer nordestino descendente de negros, sobretudo se tiver sotaque pronunciado. Fala-se da cultura (música, forma de se comunicar, gosto por roupas), mas não só. Sobretudo, falam sobre degenerescência genética.
Faça um teste: procure se lembrar de onde já leu ou ouviu “idéias” como a do extremista norueguês de direita Anders Breivik sobre etnias (cor da pele e traços físicos) ou sobre a cultura de outro povo.
Reflita: o demente europeu, ao dizer que a “mistura de raças” no Brasil é responsável pela nossa suposta “falta de coesão interna”, mentiu? Não é verdade que setores da sociedade brasileira não aceitam conviver ou sequer dar emprego a “baianos”, a “paraíbas” ou a “veados”?
Qual é a diferença entre Breivik e a deputada carioca Myriam Rios, que exibiu outra das características do congênere ideológico europeu, a homofobia, pregando que se neguem empregos a homossexuais? Quantas pessoas por aqui, da mesma forma que Breivik, concordaram, sobretudo na internet, com o “perigo gay” dito pela deputada?
Não é verdade que há falta de coesão no Brasil entre a etnia indo-européia, de um lado, e, por exemplo, a afro-brasileira de outro lado? Não é verdade que há uma intolerância aberta e assumida à orientação homossexual igualzinha à de Breivik?
Sim, resta a diferença de que a maioria desses setores da sociedade brasileira não transforma seus preconceitos contra “gente diferenciada” em ações violentas. Todavia, a maioria não é o todo, ou seja, há uma minoria capaz de ações como a do terrorista noruguês, no Brasil. E, apesar de ainda agir em baixa escala, age.
É provável que alguém como o psicopata norueguês que viva em Higienópolis e odeie “gente diferenciada” tenha assinado o manifesto dos moradores do bairro pedindo que o Estado não construísse uma estação de metrô ali para não atrair esse tipo de gente. Será então que Breivik mentiu sobre falta de coesão interna no Brasil?
Ele apenas constatou o preconceito de setor minoritário da sociedade brasileira que separa etnias e culturas, pois todos sabem onde negros, homossexuais e nordestinos não entram.  A solução é a lei ser dura com pessoas como aqueles três mil moradores de Higienópolis que, como Breivik, odeiam “gente diferenciada”.

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/07/breivik-%E2%80%98mora%E2%80%99-em-higienopolis-e-odeia-%E2%80%98gente-diferenciada%E2%80%99-2/

Debate sobre exame da OAB nesta quarta-feira

27.07.2011
Do BLOG DA DILMA
Postado por DANIEL PEARL



Separar o joio do trigo - o profissional qualificado do que não detém conhecimento técnico - ou promover uma limitação profissional? O debate sobre o Exame de Ordem da OAB, necessário para que os bacharéis em direito possam exercer a advocacia, é extenso e, até o momento, não encontrou consenso. Tanto que, na semana passada, o Ministério Público Federal, na figura do subprocurador-geral, Rodrigo Janot, emitiu parecer opininando pela inconstitucionalidade do exame. Segundo ele, a prova serviria como limitador ao livre exercício da profissão e feriria a Constituição Federal.

Para esclarecer dúvidas e estimular o debate sobre o assunto, o Pernambuco.com convidou advogados e professores do direito para conversarem entre si e com os internautas sobre a legalidade do exame, sua aplicação e sua função - já que os bacharéis em direito são os únicos submetidos a uma avaliação do gênero antes de exercer uma das vertentes práticas do bacharelado.


O debate será realizado nesta quarta-feira, (27), às 15h, por meio de chat e da rede de microblogs Twitter. O acesso ao bate-papo é livre e o link para o chat estará nos portais Pernambuco.com e Diariodepernambuco.com.br. Pelo Twitter, os usuários poderão conversar com os entrevistados com a ajuda da hashtag #DebateOAB e terão as questões respondidas pelos debatedores e pela conta do Pernambuco.com, bem como no chat, atualizado em tempo real.

Participam do debate o membro da Diretoria da Associação Brasileira do Ensino do Direito, Jayme Benvenuto, o vice-presidente do Movimento Nacional dos Bacharéis de Direito, Vinícius Di Cresci, do Rio de Janeiro, e o Advogado da MDP Advogados, Alexandre Mazza, de São Paulo.

Debate sobre Exame da OAB
Quarta-feira, 27 de julho, às 15h
www.diariodepernambuco.com.br
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Fonte:http://dilma13.blogspot.com/2011/07/debate-sobre-exame-da-oab-nesta-quarta.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter

Um Longo Caminho para Casa

27.07.2011
Do site VOZ DA RÚSSIA, 25.07.11


© foto: "Voz da Rússia"

A comunidade de Velhos Crentes na região Primórie aumentou em 30 pessoas. Mais quatro famílias Múritcheves - 9 adultos e 21 crianças - voltaram da Bolívia à sua pátria histórica. Agora vão se estabelecer na região Ussuri, perto de seu irmão mais velho, Ulián Múritchev, que veio da Bolívia seis meses atrás com os seus parentes. A grande família sempre sonhava em voltar para casa. Materializar um desejo há muito acalentado ajudou o programa estadual de apoio ao reassentamento voluntário de compatriotas que vivem no exterior para a Federação Russa.

A história de Velhos Crentes começou no século 17. Então os crentes não aceitaram as reformas da igreja da época. Fugindo da perseguição, muitos evadiram-se para a periferia da Rússia, para Sibéria e Extremo Oriente, onde se instalaram as comunidades e viviam da agricultura. Mas com o advento do regime soviético ateu em 1917, o modo de vida de Velhos Crentes foi destruído. Foram forçados a fugir da perseguição ao exterior. A maioria dirigiu-se à América Latina, onde podia encontrar terrenos vagos.

É uma grande alegria voltar para casa onde viveram os antepassados e onde todos falam a mesma língua que você, - conta Terénti Múritchev:

Eles deixaram a Rússia quando era muito difícil estar no país, quando houve um golpe de estado. Naquele tempo fizeram as malas e encaminharam-se a pé para a fronteira. Hoje voltamos porque lá, na Bolívia, viver tornou-se difícil. Muitas doenças, muitos anos de má colheita. E aqui, na Rússia, pode-se semear, as colheitas são boas, então decidimos que era preciso voltar para a Rússia e começar a viver aqui. O irmão Ulián disse que oferecem-nos 4 regiões para nos instalarmos, mas queremos ver primeiro para escolher onde seria melhor fazer agricultura.

Os Múritcheves já hoje sonham com uma nova aldeia e com as casas que vão construir junto com seus irmãos, esperando que o estado ajude com materiais de construção. É certo que no centro da vila haverá uma igreja. Já temos ícones e livros preparados para isso, e talvez encontremos aqueles que os nossos antepassados tinham deixado quando fugíam da Rússia, - diz Terénti:

Os nossos livros ainda estão guardados em algum lugar na Rússia. Quando os nossos antepassados saíam, puseram-nos numa caverna. E apenas o meu avô sabia o local. E aqueles que lembravam disto já morreram. Houve dois carros. Nenhum de nós sabe onde estão escondidos. Fugiram para o estrangeiro só com as crianças. Não podiam levar livros por isso deixaram-nos numa caverna.

Os Velhos Crentes são umas das poucas pessoas no mundo moderno a manter as suas tradições e costumes. Todas as mulheres obrigatoriamente usam sarafans costurados por elas próprias, e os homens usam kossovorótka (camisa russa com gola abotoada do lado). No mercado só compram calças, sapatos e roupa exterior. As meninas casam a partir de 14 anos de idade, e os rapazes - de 19 anos, quando já podem sustentar a família. Alexandra de 29 já tem 8 filhos, ficou satisfeita que vão crescer na Rússia.

Só vou cuidar das crianças e meu marido vai trabalhar. A esposa está sempre em casa, cozinha, costura vestidos, arruma tudo. Outrora a minha mãe ensinou-me tudo isso. Costuro tudo sozinha e bordo. Cresci no Brasil, depois mudámos para a Bolívia. Conhecémos a Rússia através de livros, lémos histórias, abecedários. Isso é tudo que tivemos da Rússia. Sempre pensávamos em voltar. Deus ajudou-nos a chegar cá. Obrigada por tudo. Fizemos uma viagem longa, foi um longo caminho. Se tivessemos vivido mais perto, estaríamos cá muito antes. E sem o apoio do estado não viríamos nunca.

De acordo com a embaixada da Bolívia, cerca de mil pessoas já apresentaram os documentos sobre o seu regresso. O maior obstáculo não é a falta de dinheiro, mas sim, de documentos. A maioria da geração mais idosa de Velhos Crentes vive na América Latina sem documentos.

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Fonte:http://portuguese.ruvr.ru/2011/07/25/53710163.html

700 MIL PESSOAS SÃO VÍTIMAS DO TRÁFICO HUMANO TODOS OS ANOS

27.07.2011
Do site da RÁDIO VATICANO,21.07.11
Cultura e Sociedade


Islamabad, 21 jul (RV) - Estima-se que, a cada ano, no mundo, 700 mil pessoas sejam vítimas do tráfico de seres humanos, considerado como a terceira maior fonte de renda das organizações criminosas, que submetem essas pessoas à prostituição e ao trabalho forçado. Os principais alvos são crianças e mulheres.


O maior número de vítimas vem da Ásia, com mais de 225 mil pessoas provenientes, por ano, do sudeste, e outras 150 mil do sul do continente. Segundo a agência Fides, a ex União Soviética é considerada agora outra grande fonte desse tráfico, com mais de 100 mil pessoas traficadas por ano.


Do centro e do leste da Europa, são provenientes 75 mil pessoas. Da América Latina e Caribe, mais de 100 mil, e da África, 50 mil. Os principais destinos aos quais são enviadas essas multidões de traficados são Ásia, Oriente Médio, Europa ocidental e América do Norte.


O Paquistão é reconhecido como um grande ponto de confluência desse tipo de tráfico. Meninos e meninas são comprados, vendidos, alugados, ou seqüestrados para trabalhar em circuitos de crime organizado, trabalhos ilegais, mendicância, trabalho doméstico, prostituição e campos de trabalho forçado.


Em tempos de guerras, inundações ou outros desastres naturais, há sempre um aumento do tráfico, pois ele está intimamente relacionado à pobreza. (ED).
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Fonte:http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/articolo.asp?c=506218