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domingo, 24 de julho de 2011

País que assume a própria cor

24.07.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Brasil

Vera: "Brasil é o segundo país mais negro do mundo. Só perde para a Nigéria". Imagem: CARLOS MOURA/CB/D.A PRESS - 19/11/10
Rio – A população brasileira sabe qual é a própria raça ou cor. Pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que 96% dos brasileiros conseguem autoclassificar-se e que 65% usam uma das cinco categorias do órgão. Quem não cita as categorias branca, preta, parda, amarela e indígena, usadas tradicionalmente pelo IBGE em suas pesquisas, afirma que é moreno (21,7%) ou negro (7,8%). Para o órgão, o fato de as pessoas se identificaram com base apenas nessas sete categorias encerra um mito.

“Existia um folclore no sentido de que teríamos mais de 100 categorias diferentes para se autoclassificar, uma salada de cores. A pesquisa mostra que não, que as pessoas escolhem uma das sete categorias”, diz um dos responsáveis pelo estudo inédito, José Luís Petruccelli. Embora a população tenha consciência da cor ou raça, muitos usam o termo “moreno” para evitar se declarar como preto ou pardo (negro), acrescenta. “Moreno é um termo para fugir da questão. Pode ser quase qualquer um, pode ser bronzeado de sol ou afrodescendente”.

Pela pesquisa, para se autoclassificar, os brasileiros levam em conta a cor da pele (74%) e a origem familiar (62%), além dos traços físicos (cabelo, boca, nariz), citados por 54%. Em relação à ancestralidade, a maioria dos entrevistados reconheceu ascendência europeia (43,5%), entre as noves possibilidades dadas no questionário. Quanto à origem familiar, 21,4% citaram a ancestralidade indígena e 11,8%, a africana.

Vista no mapa, a tonalidade da pele brasileira se distribui geograficamente de modo concentrado: o Sul, o Sudeste e parte do Centro-Oeste é branco, com a exceção de nichos de negritude, no Rio, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. O Norte e o Nordeste e parte do Centro-Oeste é negro (preto pardo). “O Brasil é o segundo país mais negro do mundo. Só perde para a Nigéria, nação mais populosa da África”, destaca a braziliense Vera Verônika, que é professora e cantora de rap. “Nada mais lógico do que nos orgulharmos de sermos quem somos”.

A pesquisa do IBGE sobre características etnorraciais da população brasileira foi feita em 15 mil domicílios no Amazonas, na Paraíba, em São Paulo, no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso e no Distrito Federal, no ano de 2008.

Trabalho

Mais da metade da população brasileira (63,7%) reconhece que a cor ou a raça exerce efeitos diferentes nas relações cotidianas. A constatação é de pesquisa divulgada pelo IBGE. De acordo com o estudo, o trabalho, citado por 71% dos entrevistados, é a situação cotidiana que mais sofre influência da cor e da raça. Em seguida, aparecem as relações com a polícia/Justiça (68,3%) e no convívio social (65%). O levantamento foi feito em 15 mil domicílios de cinco estados e no Distrito Federal, em 2008. 
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Bom senso é recomendação de Lula a desafetos do PT

24.07.2011
Do BLOG DE POLÍTICA,22.07.11
Por Josué Nogueira

Ex-presidente recebeu títulos de Doutor Honoris Causa nesta sexta
Lula ponderou e mediu as palavras. Quase desconversou. Sabe que o distanciamento entre o prefeito João da Costa e o ex-prefeito e deputado João Paulo, se tiver de ser superado, não se dará numa conversa.
Após se reunir com os dois nesta sexta-feira, disse que é preciso bom senso, muita conversa pela frente e razoabilidade.
Afirmou ainda ser necessário pesar se as razões para as divergências superam razões para a convergência.
Em resumo: tudo está como antes. Os motivos da separação do criador da criatura parecem que mantêm vivos demais para um arrefecimento.
Essa primeira missão dada ao ex-presidente, a de ajudar do entendimento entre os petistas para a sucessão no Recife, não foi exitosa.
O PT segue, portanto, com seus problemas de relacionamento. Ainda tem gente que estranha porque Lula tem tanta afinidade com o governador Eduardo Campos (PSB).  Foto: Teresa Maia/DP/D.A Presss

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Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/politica/?p=13305

Governo Federal autoriza a abertura de mais 2 mil vagas no INSS em todo o País

24.07.2011
Do jornal Folha de Pernambuco


Mais um passo importante nos trâmites que antecedem a realização de concursos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi dado: a presidente Dilma Rousseff autorizou o órgão a abrir seleção para iniciar as contratações que pretendem suprir um déficit estimado em dez mil profissionais. A previsão é de que o processo seletivo aconteça este ano, mas os cargos e o número de vagas só serão anunciados nos próximos dias, quando técnicos do Ministério da Previdência Social, que é vinculado ao instituto, e do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão definirem os detalhes do concurso.


Para os especialistas em concursos públicos, esta pode ser considerada a última chamada para quem pretende tentar uma vaga na instituição. Agora é a hora de começar a estudar, para quem ainda não iniciou. Para a supervisora do Interativo Cursos, Márcia Luna, a seleção deve chamar muitos candidatos. “Já que o objetivo é atender a demanda de 720 agências, com a expansão e melhoria do atendimento, haverá grandes oportunidades em todo o País”, afirma.


Já a coordenadora pedagógica do Nuce, Marcela Alves, recomenda que os candidatos se dediquem ao estudo de Direito Previdênciário. “Das específicas, esta é a mais importante. Agora, o concurseiro não pode esquecer das matérias básicas, como Português, por exemplo, porque ela pode fazer toda a diferença na pontuação final. Pode ser decisiva”. A coordenadora sugere ainda ao concurseiro se apoiar no conteúdo programático do edital do concurso passado, realizado em 2008, e resolver questões das disciplinas exigidas.


O órgão promoveu uma seleção, no ano de 2008, para duas mil vagas, sendo 1.400 para técnico e 600 para analista. Na ocasião, os salários iniciais eram, respectivamente, de R$ 1.989,87 e R$ 2.243,78.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/edicao-de-hoje/653179-governo-federal-autoriza-a-abertura-de-mais-2-mil-vagas-no-inss-em-todo-o-pais

Dilma se reúne com governadores do Nordeste para pactuar o Brasil Sem Miséria

24.07.2011
Do BLOG DE JAMILDO
Postado  por Daniel Guedes 



A presidente Dilma Rousseff (PT) se reúne nesta segunda-feira (25) com os nove governadores de Estados do Nordeste para assinar o termo de pactuação do plano Brasil Sem Miséria. O encontro acontece na cidade de Arapiraca, em Alagoas, às 13h. Às 15h, acontece o lançamento do plano na Região, onde estão concentradas 59% das pessoas consideradas miseráveis.
O programa, com orçamento anual de R$ 20 bilhões, é considerado uma das principais bandeiras do governo da presidente Dilma Rousseff, que com ele buscará cumprir sua principal promessa de campanha, acabar com a miséria, e justificar o slogan de seu governo – “Brasil, país rico é país sem pobreza”. 
 
O objetivo do Plano Brasil Sem Miséria é elevar a renda e as condições de bem estar da população. As famílias extremamente pobres que ainda não são atendidas deverão ser localizadas e incluídas de forma integrada nos mais diversos programas governamentais de acordo com as suas necessidades.
 
Em tese, o plano lançado no início de junho agrega transferência de renda, acesso a serviços públicos, nas áreas de educação, saúde, assistência social, saneamento e energia elétrica, e inclusão produtiva. Com um conjunto de ações que envolvem a criação de novos programas e a ampliação de iniciativas já existentes, em parceria com Estados, municípios, empresas públicas e privadas e organizações da sociedade civil, o governo federal quer incluir a população mais pobre nas oportunidades geradas pelo crescimento econômico brasileiro.
 
Na prática, o Brasil Sem Miséria conserta um defeito apontado pelos críticos do Bolsa Família, programa criado no governo de Luiz Inácio Lula da Silva: cria uma porta de saída. Até agora, cada família participante do Bolsa Família podia receber, no máximo, três benefícios de R$ 32 para os filhos de até 15 anos, mesmo que tivesse mais crianças. A partir de agora, esse limite vai para cinco benefícios. A expectativa é que, com essa mudança, o número de crianças e adolescentes atendidos pelo Bolsa Família passe dos atuais 15,7 milhões para 17 milhões.
 
Os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) serão os pontos de atendimento dos programas englobados pelo Brasil Sem Miséria. As sete mil unidades existentes no País funcionam em quase todos os municípios e outros pontos serão criados.
 
De acordo com o site do plano, nos últimos anos 28 milhões de brasileiros saíram da pobreza absoluta e 36 milhões entraram a classe média. Mesmo assim, 16 milhões de pessoas ainda vivem na pobreza extrema. A meta é zerar esse número até 2014.
 
São considerados miseráveis os brasileiros que vivem em famílias cuja renda per capita é de até R$ 70. 59% estão no Nordeste, 21% no Sul e Sudeste e 20% no Norte e no Centro Oeste. 40% têm menos de 14 anos e 47% estão no campo, enquanto 53% nas cidades.
 
Veja as principai promessas:
 
NO CAMPO:
 
- Criação de equipes técnicos agrícolas para auxiliar as famílias. Serão 11 técnicos para cada mil famílias

- Pagamento de 4 parcelas semanais de R$ 600 para 253 mil famílias para a compra de insumos agrícolas e equipamentos

- Aumentar de 66 mil para 255 mil o número de famílias que vendem alimentos ao governo para pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), destinado a doação e à formação de estoques

- Bolsa Verde: cada família em situação de extrema pobreza vai receber R$ 300 por trimestre se preservar florestas nacionais, reservas extrativistas e de desenvolvimento sustentável.

- Construção de cisternas para plantio e criação de animais para 600 mil famílias

- Construção de cisternas para armazenamento de água para consumo para 750 mil famílias 
 
NA CIDADE:
 
- Parceria com Estados e municípios para criar banco de empregos

- Abertura de vagas em 200 tipos de cursos técnicos

- Apoio às prefeituras para a criar 60 mil vagas de catadores de lixo e desenvolver infraestrutura para até 280 mil catadores 

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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/07/24/dilma_se_reune_com_governadores_do_nordeste_para_pactuar_o_brasil_sem_miseria_107602.php

Montado num cavalo e com chapéu de couro, Eduardo presta homenagem aos sertanejos na Missa do Vaqueiro

24.07.2011
Do BLOG DA FOLHA 
Postado por José Accioly  


Fotos: Roberto Pereira/SEI
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Montado num cavalo, usando chapéu de couro e levando a bandeira de Pernambuco nas mãos, o governador Eduardo Campos (PSB) participou hoje (24) do encerramento das comemorações da 41ª. Missa do Vaqueiro, no Parque Estadual João Câncio, município de Serrita, a 544 do Recife.

Acompanhado de 350 vaqueiros, Eduardo participou do desfile e assistiu à Missa celebrada pelo bispo de Salgueiro Dom Magnus. “É um tributo a todos que fazem a cultura popular nordestina, em particular, a sertaneja. À vida dura, mas honrada desse povo, que tem muita fé e esperança de dias melhores”, disse o governador, que levou a esposa e os filhos para Serrita.

Considerado o maior evento cultural dos sertões pernambucanos, o festejo religioso mistura o sagrado e o profano. Cerca de 50 mil pessoas acompanharam os cinco dias de festa em homenagem ao vaqueiro Raimundo Jacó, que ficou famoso pela incrível capacidade de encontrar e guiar o gado. O vaqueiro foi assassinado em pleno ofício no Sítio Lajes, local onde hoje é realizada a festa, cujo clímax se dá na celebração da Missa em sua homenagem.
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Educação

Em Serrita, Eduardo ainda assinou a escritura para a construção da Escola Estadual de Referência no município de Moreilândia. As obras começam em outubro próximo e já no segundo semestre de 2012 a unidade de ensino estará atendendo cerca de mil alunos do ensino médio. Ao todo, o Governo do Estado vai investir mais de R$ 3 milhões para construção e compra de equipamentos. O terreno de 10 mil m2 foi doado pela prefeitura do município.

Também prestigiaram a festividade os secretários estaduais de Agricultura, Ranilson Ramos; da Casa Civil, Tadeu Alencar; de Saúde, Antônio Figueira e de Educação, Anderson Gomes. De Serrita, a comitiva seguiu para Sertânia, onde participa da 39ª. Expocose e para Pesqueira, para a despedida do bispo Don Francisco Biasin.

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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/22755-montado-num-cavalo-e-com-chapeu-de-couro-eduardo-presta-homenagem-aos-sertanejos-na-missa-do-vaqueiro

João Paulo nega troca do PT pelo PSB

24.07.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por José Accioly




Apesar de ter sido ventilada à notícia de que o deputado federal e ex-prefeito do Recife, João Paulo (PT), estaria sendo sondado pelo governador Eduardo Campos (PSB) para fazer as malas e ingressar às hostes socialistas, procurado pelo Blog da Folha, o petista tratou, oficialmente, de negar o assunto.


"Ouvi isso (da saída do PT para o PSB) nas mesas no almoço com o ex-presidente Lula e li nos jornais. Mas não tem nada disso. Não conversei sobre isso com Lula e nem com o governador Eduardo", desmentiu João Paulo. Sob as asas do PSB, e com o apoio do governador, o petista teria condições para disputar à Prefeitura do Recife (PCR) no ano que vem, uma vez que o deputado não tem mais espaço dentro do PT para tentar lançar uma pré-candidatura.


João Paulo, aliás, afirmou que teve somente conversas rápidas com o ex-presidente no concerto no Paque Dona Lindu, na quinta (21) à noite, e na sexta (22) nas duas agendas de Lula (Palácio do Campo das Princesas/Teatro de Santa Isabel e almoço com aliados). "Foram encontros rápidos", frisou o petista. "Não conversamos sobre política. Primeiro, ficamos ouvindo as histórias de Ariano Suassuna. Depois, no almoço, foi rápido. Não teve nada de política", desconversou.


Por trás dos fatos, o que se comenta é que o governador Eduardo Campos (PSB), presidente nacional do partido, está preocupado com a questão da sucessão municipal, sobretudo em não tirar das mãos da Frente Popular o comando da PCR. Tudo isso porque o prefeito João da Costa (PT) ainda não conseguiu reverter o índice de aprovação popular e, com isso, se credenciar para disputar a candidatura. Eduardo, em almoço com Lula na última quinta-feira (21), na casa do socialista, teria apresentado a situação e pedido ajuda do ex-presidente para conter o "ímpeto" do PT pernambucano.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/22759-joao-paulo-nega-troca-do-pt-pelo-psb

Terremoto local: o PT está uma arara com Eduardo Campos

24.07.2011
Do BLOG DE JAMILDO 
Por Ilimar Franco, em O Globo
Postado por Daniel Guedes



Foto: Roberto Pereira/SEI/Divulgação



O PT está uma arara com o governador Eduardo Campos (PE). Ele quer filiar ao PSB o deputado João Paulo (PT-PE), para disputar a Prefeitura de Recife no ano que vem, cargo que já ocupou. O atual prefeito, João da Costa (PT), deve disputar a reeleição, apesar de sua gestão estar mal avaliada. João Paulo e João da Costa estão rompidos. O governador pediu apoio ao ex-presidente Lula para conter a insatisfação do PT. Em meio ao tiroteio, o ex-presidente pediu “juízo” à base aliada, em almoço em Recife anteontem, e alertou para o risco eleitoral de uma divisão, não só no plano local, mas também para a reeleição de Dilma.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/07/24/terremoto_local_o_pt_esta_uma_arara_com_eduardo_campos_107606.php

New York Times: “Clima de ódio no discurso político encorajou indivíduos violentos”

24.07.2011
Do blog de Luiz Carlos Azenha
Por NICHOLAS KULISH, do New York Times


"Norway Attacks Put Spotlight on Rise of Right-Wing Sentiment in Europe "


New York Times:

BERLIM — Os ataques em Oslo na sexta-feira despertaram nova atenção em relação aos extremistas de direita não apenas na Noruega, mas em toda a Europa, onde a oposição aos imigrantes muçulmanos, à globalização, ao poder da União Europeia e à busca do multiculturalismo se provou uma potente força política e, em alguns casos, um incentivo à violência.
O sucesso de partidos populistas que apelam a um sentimento de perda de identidade nacional, causou críticas às minorias, aos imigrantes e particularmente aos muçulmanos, que não ficam mais restritas aos bares ou salas de debate da internet mas agora fazem parte da política cotidiana. Embora os partidos em geral não apoiem a violência, alguns especialistas dizem que o clima de ódio no discurso político encorajou indivíduos violentos.
“Não fico surpresa quando coisas como a bomba detonada na Noruega acontecem,  já que você pode encontrar gente que acredita que meios mais radicais são necessários”, disse Joerg Forbrig, um analista do Fundo Marshall da Alemanha que estuda questões da extrema-direita na Europa. “Literalmente, é algo que pode acontecer em um número de lugares e existem problemas maiores por trás do fenômeno”.
Em novembro passado um homem sueco foi preso na cidade de Malmö em conexão com mais de uma dezena de casos de tiros disparados contra imigrantes, causando inclusive uma morte. Os incidentes, nove dos quais aconteceram entre junho e outubro de 2010, parecem ter sido trabalho de um único indivíduo. Mais amplamente na Suécia, no entanto, o [partido] direitista Democratas Suecos experimentou renovado sucesso em eleições. O partido ingressou no Parlamento pela primeira vez depois de receber 5,7% dos votos nas eleições gerais de setembro passado.
A bomba e os assassinatos em Oslo também serviram como alerta para os serviços de segurança da Europa e dos Estados Unidos, que em anos recentes focaram tanto em terroristas islâmicos que podem ter subestimado a ameaça de radicais domésticos, inclusive dos que se revoltaram contra o que enxergam como influência do islã.
Nos Estados Unidos os ataques mortais reavivaram a memória do bombardeio de Oklahoma City em 1995, quando um extremista de direita, Timothy J. McVeigh, usou uma bomba de fertilizante para detonar um prédio público federal, matando 168 pessoas. Aquele ato mortal ficou encoberto pelos eventos de 11 de setembro de 2001.
De acordo com o sr. Forbrig, grupos isolados de direita na Europa surgiram e desapareceram rapidamente entre os anos 60 e os anos 90. Mas em anos recentes posições de extrema-direita deixaram de ser o tabu do pós-Segunda Guerra mesmo entre importantes partidos políticos.
Uma combinação da crescente imigração com o movimento largamente irrestrito de pessoas numa ampliada União Europeia, como da perseguida minoria Roma, ajudou a assentar as bases para um renascimento nacionalista, muitas vezes profundamente chauvinista.
Grupos assim ganham tração da Hungria à Itália, mas isso é particularmente aparente nos países do norte europeu que há muito tempo tem políticas liberais de imigração. A rápida chegada de refugiados, dos que buscam asilo e de migrantes econômicos, muitos dos quais muçulmanos, levaram a uma significativa revolta em países como a Dinamarca, onde o Partido Popular da Dinamarca tem 25 dos 179 assentos no Parlamento, e na Holanda, onde o Partido da Liberdade de Geert Wilder ganhou 15,5% dos votos nas eleições gerais de 2010.
O sr. Wilders famosamente comparou o Corão, o livro sagrado do Islã, ao livro Mein Kampf, de Adolf Hitler. Os partidos direitistas dinamarquês e holandês apoiam governos precários, em minoria, e não participam destes governos com ministros, mas no processo avançam lentamente em busca de aceitação geral.
Os ataques de sexta-feira foram rapidamente condenados por líderes políticos da Europa, em todo o espectro político. A chanceler da Alemanha Angela Merkel foi particularmente dura ao descrever o “crime repugnante”. O tipo de ódio que poderia alimentar tal ação, ela disse, vai contra “a liberdade, o respeito e a crença em coexistência pacífica”.
Ainda assim, algumas das motivações primárias citadas pelo suspeito da Noruega, Anders Behring Breivik, se tornaram questões de amplo debate [na Europa]. A sra. Merkel, o presidente da França Nicolas Sarkozy e o primeiro ministro britânico David Cameron, todos declararam recentemente o fim do multiculturalismo. O multiculturalismo “fracassou, fracassou redondamente”, a sra. Merkel disse aos colegas cristãos-democratas [da Alemanha] em outubro passado, embora tenha dito também que os imigrantes são benvindos na Alemanha.
Talvez a maior surpresa aconteceu no Reino Unido, um país que há muito tempo se considerava entre os mais amigáveis para imigrantes na Europa, até uma série coordenada de ataques à bomba em Londres seis anos atrás. Em um de seus mais famosos discursos, o sr. Cameron disse em uma cúpula de segurança em Munique em fevereiro que a política multiculturalista britânica de décadas tinha encorajado “comunidades segregadas”, onde o extremismo islâmico poderia vicejar.
A França, um estado secularista onde toda religião é banida da esfera pública, há muito era isolada e atacada por sua forte oposição ao laissez-faire do multiculturalismo. Mulheres que aparecem em escolas públicas com o lenço muçulmano são suspensas, assim como professores ou qualquer outro funcionário público.
Se o sr. Sarkozy parece ter tido um posição menos favorável ao secularismo oficial, ou “laicidade”, no início de sua carreira política, quando contemplou até mesmo a ideia de [políticas de] ação afirmativa,  recentemente ele tem feito de tudo para voltar atrás. Sarkozy apoiou um debate sobre “identidade nacional” no ano passado e, no início deste ano, baniu os véus muçulmanos que cobrem a face, como o niqab, e também a burqa.
Isso não evitou que o direitista National Front, liderado por Marine Le Pen, a filha do fundador do partido, ganhasse apoio em pesquisas de opinião, com levantamentos prevendo que Marine pode ter chance de disputar o segundo turno na próxima eleição presidencial. Ela comparou os muçulmanos que oram nas ruas, do lado de fora de mesquitas lotadas, à ocupação nazista, e ataca a União Europeia e o euro.
Mais cedo este mês, o jornal diário Berliner Zeitung noticiou que neonazistas estavam atacando os escritórios do esquerdista Left Party com crescente frequencia. No que um dia foi o estado de Mecklenburg-Vorpommern, na Alemanha Oriental, estatísticas mostram que aconteceram 30 ataques do tipo na primeira metade de 2011, comparados a 44 em todo o ano de 2010.
Devido a seu passado nazista, a Alemanha mantém vigilância sobre os extremistas de direita, e os partidos de extrema-direita tem dificuldades em obter apoio, sem contar com qualquer representante no Parlamento.
Na Finlândia, o True Finns, um partido nacionalista populista fundado em 1995, se tornou o terceiro maior do parlamento, depois de conquistar 19% dos votos em abril. O Partido do Progresso da Noruega, populista de direita, é o segundo maior do país, tendo obtido 23% dos votos nas eleições parlamentares de setembro de 2009.
“Os grupos de direita da Noruega sempre foram desorganizados, nunca tiveram líderes carismáticos como os grupos bem organizados e bem financiados que se vê na Suécia”, disse Kari Helene Partapuoli, diretor do Centro Norueguês contra o Racismo. “Mas nos últimos dois ou três anos nossa organização e outras redes antifacistas tem alertado para a crescente temperatura do debate e para o fato de que grupos violentos tinham se estabelecido”.
Mas a Noruega não existe em um vácuo. A cena direitista local está conectada ao resto da Europa através de foruns da internet, onde o discurso do ódio prolifera, e através de manifestações públicas de extrema-direita, que atraem uma mistura internacional de participantes.
“Este pode ter sido o ato de um indivíduo louco, solitário e paranoico”, disse Hajo Funke, um cientista político da Universidade Livre de Berlim que estuda o extremismo de direita, se referindo aos fundamentalistas cristãos acusados pelos crimes [na Noruega], “mas o milieu da extrema-direita cria uma atmosfera que leva essas pessoas ao caminho da violência”.
Reporting was contributed by Steven Erlanger from Oslo, Katrin Bennhold from Paris, Stefan Pauly from Berlin, and Scott Shane from Washington.
PS do Viomundo: O artigo fracassa em um ponto essencial. É como se a imigração, pura e simplesmente, fosse a responsável pela “revanche” da extrema-direita europeia. Não é. O caldo de cultura que alimenta a extrema-direita não é apenas cultural, mas econômico. Deriva da concentração de renda e da falta de perspectiva de emprego dos jovens europeus. É nesse caldeirão — para o qual contribui a elite europeia, como temos visto na Grécia — que se alimentam os fascistas e os nazistas.
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Fonte:http://www.viomundo.com.br/denuncias/new-york-times-clima-de-odio-no-discurso-politico-encorajou-individuos-violentos.html

Variáveis para uma fiscalização eficaz

24.07.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Vida Urbana


Entre as principais capitais do Nordeste, Recife é a cidade que aplica menos multas; Fortaleza, a que mais notifica. Números de Salvador não correspondem ao aparato mobilizado no trânsito



Este ano, o número de agentes nas ruas do Recife saltou de 290 para 400; promessa é de 600 até o fim do ano. Imagem: HELDER TAVARES/DP/D.A PRESS

A cidade que registra o maior número de multas no trânsito é necessariamente a que tem pior motorista? Não é assim tão simples. O Diario foi em busca dos números no trânsito das três principais capitais do Nordeste, Recife, Fortaleza e Salvador, e comparou o tamanho da frota, o número de agentes de trânsito, a quantidade de equipamentos eletrônicos que cada cidade dispõe para monitorar o tráfego e, finalmente, quantas multas são aplicadas por ano. Das três, Fortaleza é disparada a que mais multa. No ano passado, a capital do Ceará aplicou 518.232 multas, Salvador vem em segundo com 391.094 e Recife com 225.384 multas em 2010.

Na análise dos números é preciso levar em conta outros aspectos. O Recife, que tem o menor número de multas aplicadas, é também o município com o menor número de equipamentos eletrônicos. São apenas 48, sendo metade de lombada eletrônica e a outra de fotossensores para uma frota de mais de 500 mil veículos. Em relação ao número de agentes, o Recife vem dando um salto significativo. Desde de 2003 eram 290 agentes. Este ano, o número passou para 400 agentes e a meta até o fim do ano é chegar a 600. “É claro que precisa sempre melhorar, mas pela primeira vez o trânsito está sendo encarado como um problema grave que demanda investimentos”, afirmou o diretor de trânsito da CTTU, Agostinho Maia.

Fortaleza, que tem uma frota de 200 mil veículos a mais do que o Recife, é também a que mais investiu. Lá são 248 equipamentos eletrônicos que ajudam no monitoramento do trânsito. Desses, 166 são semáforos multifuncionais que conseguem identificar avanço de sinal, conversão irregular, retorno e parada na faixa de pedestre. Qualquer uma dessas infrações e o motorista é multado. Não por acaso, os equipamentos eletrônicos na capital cearense multam mais do que os agentes de trânsito, ao contrário do que ocorre no Recife. Em Fortaleza, os 248 equipamentos multam 100 mil a mais do que os 375 agentes. “No ano passado nós tivemos mais de meio milhão de multas aplicadas. A gente multa mais porque fiscaliza mais”, ressaltou o presidente da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC), Fernando Bezerra. Segundo ele, o maior desafio é a educação no trânsito. “Se tivéssemos motoristas mais conscientes, o fluxo seria melhor e teríamos menos multa. 
Ainda é muito comum os estacionamentos irregulares, que atrapalham o trânsito”, crititou.

Das três capitais do Nordeste, o município de Salvador é proporcionalmente o que menos multa em relação ao aparato que dispõe. A capital baiana tem 541 agentes de trânsito e o Recife, até o ano passado, 290. Nesse período, a média de multas por agentes em Salvador foi de 262 por ano e Recife 429 por agente. 

Quase o dobro. Já em relação aos equipamentos eletrônicos, Salvador tem quatro vezes mais o número de equipamentos do Recife. Um total de 192 contra 48, mas multa apenas 2,4 vezes mais. Em 2010, foram registradas em Salvador 8,2 mil multas por mês e na capital pernambucana 3,3 mil.



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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/07/24/vidaurbana10_0.asp

A indústria da infração no trânsito do Recide

24.07.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Tânia Passos
Vida Urbana




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Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=5V3a2ilPYaA

Ministro britânico diz que direita americana ameaça sistema financeiro mundial

24/07/2011 
Internacional
Da BBC Brasil


Brasília - O ministro de Negócios, Inovação e Treinamento da Grã-Bretanha, Vince Cable, criticou hoje (24) o impasse do Congresso dos Estados Unidos para a elevação do teto de sua dívida, afirmando que alguns poucos “loucos de direita” ameaçam o sistema financeiro mundial.


Em entrevista à BBC, ele disse que a disputa no governo americano representa um risco maior aos mercados globais do que a crise na zona do euro. “A ironia da situação no momento, olhando para a abertura dos mercados amanhã, é que a maior ameaça para o sistema financeiro mundial vem de alguns poucos loucos de direita no Congresso americano e não da zona do euro.”


As negociações fracassaram na noite de sexta-feira (22), quando o líder da Câmara dos Representantes (deputados federais) dos Estados Unidos, o republicano John Boehner, se retirou das negociações com a Casa Branca sobre um acordo.


Segundo o governo americano, caso o Congresso não autorize a elevação do teto da dívida - atualmente em US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 22,2 trilhões) - até 2 de agosto, os Estados Unidos terão de parar de cumprir seus compromissos financeiros.


A sexta-feira marcava o prazo final estabelecido por presidente Barack Obama para chegar um acordo para que houvesse tempo para a proposta tramitar e ser aprovada pelo Congresso, a fim de evitar um calote.


Ontem (23), Obama teve um encontro de emergência com os líderes do Congresso, mas eles não chegaram a um acordo. Há divergências entre os dois maiores partidos dos EUA - Democrata e Republicano - sobre a profundidade dos cortes e que programas devem ser afetados.


Um dos principais pontos de discórdia se refere ao pagamento de impostos. Obama quer que o pacote inclua o fim dos cortes de impostos concedidos à camada mais rica da população ainda durante o governo de seu antecessor, George W. Bush. Os republicanos se recusam a aprovar qualquer medida que aumente os impostos.


Apesar das divergências, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, disse hoje (24) que está confiante em um acordo. “É impensável a ideia de que este país não cumprirá com suas obrigações”, disse Geithner ,em entrevista à rede americana CNN. “Isso não vai acontecer.”


Ele disse ainda que a proposta republicana de primeiro elevar o limite da dívida e só então negociar os cortes era “irresponsável” e não seria aceita pelos democratas.


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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-07-24/ministro-britanico-diz-que-direita-americana-ameaca-sistema-financeiro-mundial

Amy Winehouse e a sociedade do consumo

24.07.2011
Do blog de Altamiro Borges
Por Maurício Caleiro, no blog Cinema & Outras Artes:



Ainda que soe chocante tal afirmação, seria inexato dizer que o anúncio da morte de Amy Winehouse(foto) surpreendeu as pessoas – as inúmeras e frequentes recaídas, as rehabs mil, e o estado físico e psicológico da cantora sugeriam que esse seria um fim provável, ainda que talvez não se esperasse que ocorresse tão cedo.

Mas o fato choca, é claro, pelo que diz sobre os tempos atuais, sobre a interrogação que nos lança a respeito do que nos transformamos enquanto sociedade, sobre a banalidade da vida em uma era em que o consumo de tudo – bens materiais, drogas, fama, embelezamento artificial – tem de ser intenso e insaciável, mesmo que o preço a pagar seja a própria vida.

Comparações

Nas redes sociais, neste momento, chovem comparações entre a cantora e a tríade de jovens mártires da contracultura formada por Jim Morrison, Janis Joplin e Jimi Hendrix – os “meus heróis morreram de overdose” a que se refere Cazuza, outro que cedo nos deixou.

Ainda que as drogas tenham desempenhenhado um papel fundamental em todas essas mortes (incluindo a de Amy, mesmo que a causa mortis venha a ser outra), não parece uma comparação procedente: as mortes dos três músicos dos anos 60 derivam de um mergulho tão desmedido quanto apaixonado num novo modo de vida, anticapitalista, comunitário, em que a primazia do econômico e do racional desse lugar ao cósmico, ao energético, ao intuitivo. E é justamente como meio de intensificação de manifestação destas forças (hoje novamente subvalorizadas) que as drogas - como “expansoras da consciência”, segundo o mote do “papa do LSD”, Timothy Leary -, tiveram então um papel central.

The dream is over

A tragédia maior da morte da tríade de músicos deriva, portanto, justamente da desmistificação não só do poder social das drogas, mas, em um nível muito mais profundo, da evidência da inviabilidade do projeto contracultural de transformação do mundo que Janis, Jimi e Morrison representavam.

“O sonho acabou”, decretaria John Lennon algum tempo depois, relegando os anos 60 – que o crítico neomarxista Fredric Jameson definiu como um período marcado por “uma imensa e inflacionada emissão de crédito superestrutural” - a objeto de culto de jovens de todas as idades, saudosos do que não viveram.

Porém, ainda que os neocons torçam o nariz e que os mais sensíveis se espantem com a comercialização de camisetas de grife com a face de Che Guevara estampada, o legado dos anos 60 permanece como força ideológica e política, como eventos tão díspares como a campanha presidencial de Obama e as novas relações trabalhistas adotadas por algumas das mais avançadas e bem-sucedidas empresas do mundo o demonstram.

Sob a marca do efêmero

O triste fim de Amy Winehouse, cantora de talento evidentíssimo, voz e técnica vocal únicas e excepcional presença de palco, pertence a outro âmbito, o do niilismo e da falta atual de perspectivas, no marco da passagem de “de uma sociedade da satisfação administrada para uma sociedade da insatisfação administrada”, na qual, ante a satisfação de um desejo, a recompensa do ego é tão fugaz que, mal consumado, outra demanda é imediatamente colocada, e assim sucessivamente – como diagnostica Vladimir Safatle, em sua releitura de Lacan. Amy, vida e morte, é só a parte visível de um amplo e preocupante fenômeno, cuja principal vítima é a juventude.

Deriva dessa toada a talvez mais chocante constatação ante a morte da cantora: faz só oito anos que, discretamente, o álbum Frank foi lançado, e três que o sensacional Back in Black chegou às lojas, transformando-a definitivamente em um fenômeno midiático, arrebatando legiões de fãs e fazendo com que seu visual fosse copiado por adolescentes de todo o planeta.

Talvez seja por isso que, embora Amy Winehouse nos deixe aos 27 anos de idade, a impressão é a de que morre uma adolescente. O que traz toda a sensação de desperdício e de necessidade de reflexão social que uma tal perda acarreta.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/07/amy-winehouse-e-sociedade-do-consumo.html