sexta-feira, 22 de julho de 2011

Mulher é expulsa de voo porque piloto achou que ela não vestia calças

22.07.2011
Do UOL NOTÍCIAS, internacional
*Com informações do “New York Post”

Malinda Knowles vestia um shortinho curto

Uma consultora financeira de Nova York abriu um processo contra a companhia aérea JetBlue depois de ter sido expulsa de um voo no aeroporto John F. Kennedy.

Segundo o jornal “New York Post”, o piloto da aeronave achou que Malinda Knowles, 27 anos, não estava vestindo calças ou bermudas.

A americana conta que entrou no avião, que partiria para a Flórida, vestindo um shortinho quando um supervisor se aproximou e bateu com a antena de um rádio comunicador entre suas pernas.


“Foi humilhante, degradante e inapropriado”, disse Malinda, que já estava sentada em sua poltrona na aeronave.


“O supervisor me perguntou: ‘não quero ver sua calcinha, mas você está vestindo algo por cima dela?’ Ele foi vulgar e pediu para que eu saísse do avião”, contou.


Malinda foi escoltada pela polícia até uma área do aeroporto. Só então perceberam que, de fato, ela vestia shorts e a colocaram de volta ao voo.


“Se a polícia entra em um voo por sua causa, todo mundo pensa que você tem uma bomba”, disse.

Mesmo assim, o piloto, James Ewart, não ficou satisfeito e a expulsou novamente.

A JetBlue não comentou o episódio.
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Fonte:http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/07/22/mulher-e-expulsa-de-voo-porque-piloto-achou-que-ela-nao-vestia-calcas.jhtm

Aliança com PMDB é porta de entrada no governo, diz ACM Neto

22.07.2011
Do portal ÚLTIMO SEGUNDO
Por Thiago Guimarães, iG Bahia

Líder do DEM na Câmara dos Deputados diz que aliança entre as duas siglas para 2012 pode ajudar seu partido a conseguir aprovar projetos e liberar recursos no Planalto

O deputado federal ACM Neto, durante entrevista na Bahia: "Ninguém em Salvador me responsabiliza pela administração de João Henrique".Foto: Divulgação/Max Haack/Agência Haack

O deputado federal ACM Neto, líder do DEM na Câmara, confirmou nesta sexta-feira (22) que seu partido mantém negociações com o PMDB com vistas a alianças nas eleições municipais de 2012. Justificou as conversas como possível “porta de entrada” para os democratas no governo federal, em termos de aprovação de projetos e liberação de recursos.

Para o deputado, contudo, o fato de o PMDB ser o principal aliado do governo Dilma Rousseff também é o “principal entrave” para a consolidação de eventuais acordos. “Mas essa (2012) não é uma eleição nacional. Até porque o PMDB, com os ministérios que possui, pode ser uma porta de entrada no governo federal”, afirmou.


Na última terça-feira (19), o iG informou que as negociações entre DEM e PMDB rumo a 2012 passam por composições para as eleições em São Paulo e em Salvador.


O apoio dos democratas ao PMDB na capital paulista está condicionado a um acordo na Bahia – o DEM indicaria o vice do candidato Gabriel Chalita (PMDB-SP) e os peemedebistas baianos apoiariam ACM Neto, caso o deputado confirme sua candidatura.


Em público, no entanto, o neto de Antônio Carlos Magalhães (1927-2007) nega que haja condição para a aliança, e procura não melindrar eventuais aliados. “Não existe condicionante: eu te apoio aqui em troca do apoio acolá. (...) Até porque aqui em Salvador esse diálogo tem que incluir outros partidos, a exemplo do PSDB”, afirmou.


“ O PMDB, com os ministérios que possui, pode ser uma porta de entrada no governo federal”, afirma o deputado


Em 2008, na eleição vencida em Salvador pelo prefeito João Henrique (eleito pelo PMDB, hoje no PP, da base do governador petista Jaques Wagner), ACM Neto ficou em terceiro lugar, com 26,6% dos votos.


O democrata chegou a liderar as pesquisas até um mês antes das eleições, mas perdeu terreno após a campanha petista, do atual senador Walter Pinheiro, ter usado um discurso do deputado na Câmara em que ele ameaçava dar uma “surra” no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A partir daquele momento a campanha do DEM entrou na defensiva e passou a declinar.

No segundo turno daquele pleito, ACM Neto acabou apoiando João Henrique contra Pinheiro. Para o cientista político Paulo Fábio Dantas, foi uma estratégia - exitosa - do DEM para “estancar a sangria” de quadros que sofria desde 2006, sobretudo para o PMDB, e tentar enfraquecer a situação no Estado, ou seja, o PT.
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Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/alianca+com+pmdb+e+porta+de+entrada+no+governo+diz+acm+neto/n1597095101828.html

Primeiro-ministro condena ataques que aterrorizaram Noruega

22.07.2011
Do portal ÚLTIMO SEGUNDO
PoriG São Paulo
*Com Reuters, AP e BBC

Governo confirma que atirador preso em acampamento de Utoya é norueguês e foi visto em Oslo antes de explosão; ataques mataram 16.

Mulher é carregada por equipes de emergência em local de explosão em Oslo, Noruega - Foto: AP1/19

O primeiro-ministro da Noruega, Jes Stolenberg, condenou nesta sexta-feira uma explosão de bomba na capital Oslo e um ataque a tiros em um acampamento na ilha de Utoya que aterrorizaram a Noruega nesta sexta-feira, deixando ao menos 16 mortos.

O ministro da Justiça norueguês, Knut Storberget, confirmou que um suspeito preso no acampamento, onde há ao menos nove mortos, é norueguês. Segundo a polícia, o atirador de 32 anos, que teria usado uma arma automática na ação, tem vínculos com a explosão em Oslo. Segundo o chefe de polícia interino Sveinung Sponheim, o homem foi visto na capital norueguesa antes da explosão.

Em uma coletiva, Stoltenberg prometeu encontrar os culpados e responsáveis pela ação, afirmando que os ataques em Oslo e na ilha de Utoya criarão "mais abertura e mais democracia" no país. "Você não nos destruirá. Não destruirá nossa democracia ou nossos ideais para um mundo melhor", disse, dirigindo-se aos reponsáveis pelos atentados.

"Ninguém nos silenciará nos explodindo. Ninguém nos silenciará atirando em nós. Ninguém nunca nos impedirá de sermos a Noruega", afirmou. Stoltenberg também afirmou que a polícia teme que o número de mortos no acampamento supere dez. Antes da coletiva, ele havia conclamado a população do país a não se entregar ao medo.

De acordo com fontes policiais, explosivos não detonados foram encontrados na ilha. Após ação do atirador, o chefe da polícia da Noruega, Anstein Gjengdal, anunciou o envio de forças antiterroristas para o local, a 40 quilômetros da capital do país, onde ocorria um encontro do governista Partido Trabalhista. Imagens da TV da Noruega feitas por helicóptero mostraram pessoas nadando na costa da ilha de Utoya, supostamente depois de terem se lançado às águas para escapar do atirador.

De acordo com a mídia norueguesa, a polícia não considera que as ações desta sexta-feira tenham relação com o terrorismo internacional, trabalhando com a ideia de que possam ter sido motivadas pelo atual sistema político do país. Além disso, desmentiu informação divulgada previamente de que o atirador usava um uniforme policial no momento do ataque. Na verdade, ele estaria com um abrigo azul que tinha um distintivo. A polícia também informou que o suspeito nunca trabalhou para a corporação.

Previamente, o site de notícias VG havia afirmado que um homem vestido de policial havia aberto fogo indiscriminadamente no acampamento localizado em Utoya. De acordo com a AFP, o primeiro-ministro norueguês preparava-se para comparecer a um comício da ala juvenil de seu partido no local quando o atirador lançou o ataque.

O primeiro-ministro faria um discurso no acampamento, onde estavam reunidas 560 pessoas, no sábado. O ex-premiê Gro Harlem Brundtland participaria do encontro nesta sexta-feira.

Previamente à polícia descartar envolvimento internacional nos ataques, um grupo desconhecido chamado de "Ajudantes da Jihad (Guerra Santa) Global" divulgou uma mensagem afirmando que esse é apenas o início da reação à publicação, por jornais noruegueses, de charges de Maomé e pelo envolvimento da Noruega na Guerra do Afeganistão.

“Lançamos alertas de mais operações desde a ação em Estocolmo", disse o grupo de acordo com a tradução de Will McCants, um analista da C.N.A., um instituto de pesquisa que estuda terrorismo. A declaração aparentemente faz referência a uma explosão na Suécia em dezembro de 2010. Apesar da declaração desse grupo desconhecido, as autoridades ainda não sabem quem lançou os ataques.

Os Estados Unidos e o Reino Unido condenaram os ataques e se colocaram à disposição para ajudar autoridades norueguesas.

Explosões em Oslo

A grande explosão no centro de Oslo atingiu o quartel-general do governo, deixando ao menos sete mortos e 10 feridos. Citado pela Bloomberg, o porta-voz da polícia Oeivind Oestang confirmou que a explosão foi causada por uma bomba.

Segundo a Reuters, o ataque no centro de Oslo destruiu a maioria das janelas do prédio de 17 andares que abriga o escritório do primeiro-ministro. O premiê não foi atingido por não estar no prédio no momento do ataque. A polícia foi notificada às 15h36 locais (10h36 de Brasília) da explosão. Vizinha ao prédio do premiê, a sede do Ministério do Petróleo ficou em chamas.

Segundo o chefe de comunicações da Cruz Vermelha, as pessoas estão em choque em Oslo e em toda a Noruega. "Nunca tivemos um ataque terrorista como esse no país - se esse for o caso -, mas claro que todos os noruegueses temiam há tempos isso pelo que se via acontecendo no mundo", disse.

Feridos foram vistos deitados em poças de sangue, de acordo com o Daily Telegraph. Grandes destroços ficaram espalhados nas ruas, e fumaça subiu dos prédios no centro da cidade.

A sede do tabloide VG também ficou danificada. "Vejo algumas janelas do prédio do VG e da sede do governo quebradas. Algumas pessoas cobertas com sangue estão deitadas na rua", indicou a Associated Press citando o jornalista. "É um caos completo aqui. As janelas estão destruídas em todos os prédios próximos."

A Noruega, que é membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), foi ameaçada previamente por líderes da rede terrorista Al-Qaeda por seu envolvimento no Afeganistão. O sucessor de Osama Bin Laden na organização, Ayman Al-Zawahiri, citou o país como um dos possíveis alvos de ataque. Segundo o Ministério de Relações Exteriores, a Noruega tem quase 700 soldados no país asiático. Apesar disso, a violência política é praticamente desconhecida no país.

Veja no mapa os locais dos ataques:


Foto: Arte/ iG
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Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/primeiroministro+condena+ataques+que+aterrorizaram+noruega/n1597095716935.html

Dólar fecha a R$ 1,55, em sua menor taxa desde 99

22/07/2011
Do site da  FOLHA.COM
DE SÃO PAULO


O viés positivo em que se encerra esta semana nos mercados financeiros manteve o dólar nos preços de janeiro de 1999.


Analistas do setor financeiro salientam que o cenário externo ainda dominam os negócios na praça brasileira. O novo pacote europeu para resgatar a Grécia, ainda que tenha sido alvo de críticas das agências de "rating" (avaliação de risco), deu novo gás para as Bolsas de Valores, a exemplo das praças europeias, onde Londres avançou 0,6% e Paris, 0,7%.


O euro, que chegou a atingir US$ 1,46 no pico da "euforia" com o novo acordo, recuou para US$ 1,4368 na jornada de hoje, ainda uma das maiores taxas de fechamento mais altas do mês.


No front doméstico, o dólar comercial foi negociado por R$ 1,553, já em seu quarto dia consecutivo de queda (0,1% no dia). Na semana, a taxa cambial se desvalorizou 1,5%, e no mês, 0,6%.


Ainda permanece o suspense em torno das negociações nos EUA para elevar o teto permitido para o endividamento federal, de modo a evitar que a maior economia mundial caia num "default" (suspensão dos pagamentos). Embora um desfecho negativo não seja contemplado pela maioria dos especialistas do setor financeiro, o quadro de incertezas ainda deixa os agentes financeiros cautelosos.


As negociações entre republicanos e democratas pode atravessar o final de semana, repercutindo nos mercados na semana que vem. Além do imbróglio americanos, analistas e investidores também vão aguardar com a ansiedade a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), que será publicada na quinta-feira.


O documento vai sinalizar os próximos passos da política monetária brasileira, confirmando ou não a leitura dos economistas a respeito do comunicado publicado na quarta-feira pelo Comitê, quando decidiu por ajustar os juros de 12,25% ao ano para 12,50%. Para boa parte dos analistas, o Banco Central teria indicado o fim próximo do ciclo de alta da Selic.

JUROS FUTUROS


No mercado futuro de juros, os contratos mais negociados ficaram praticamente estáveis.


No contrato para outubro de 2011, a taxa prevista foi mantida em 12,43%. No vencimento de janeiro do ano que vem, a taxa projetada foi fixada em 12,48%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa permaneceu em 12,67%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.


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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/mercado/948366-dolar-fecha-a-r-155-em-sua-menor-taxa-desde-99.shtml

Entidade do movimento negro protesta em frente ao Grupo Pão de Açúcar contra discriminação racial

22/07/2011
Cidadania
Marli Moreira
Repórter da Agência Brasil

São Paulo - Representantes da Rede de Pré-Vestibulares Comunitários e Educação e Cidadania de Afro-descendentes e Carentes (Educafro), entidade do movimento negro que luta por Justiça, realizaram no final da manhã de hoje (22) um ato de protesto contra ações de discriminação racial, em frente ao prédio do escritório central do Grupo Pão de Açúcar.


Com megafones, cartazes e bandeiras, o grupo procurou chamar a atenção do público e pressionar a diretoria do grupo a marcar uma reunião para negociar um meio de coibir esse tipo de discriminação. “Queremos propor um treinamento anti-racista para os funcionários com o objetivo de erradicar os comportamentos preconceituosos”, disse Marcelo Antônio de Jesus, um dos coordenadores do ato.


Segundo ele, a organização analisa cinco casos de maus tratos em estabelecimentos comerciais. Entre os processos está o de duas mulheres - mãe e filha - vítimas de discriminação, no último dia 7, após fazerem compras no Supermercado CompreBem, no bairro de Itaquera, zona leste da cidade.


Quando as clientes já estavam a 100 metros de distância do local, de acordo com Santos, foram abordadas por um segurança. Dizendo-se policial, o homem teria dito a elas que “alguém as viram furtando algo e que seriam suspeitas por serem negras”.


Por meio de nota, o Grupo Pão de Açúcar emitiu a seguinte nota: “O CompreBem repudia qualquer ato discriminatório e informa que suas ações são sempre pautadas no respeito à integridade e aos direitos humanos e promove contínuo treinamento dos seus colaboradores para o cumprimento das leis e do Código de Ética do Grupo. A rede colabora e aguarda a investigação dos órgãos competentes para esclarecimento do fato”.


Criada há um ano, a lei estadual 14.187, que prevê punição administrativa para casos de discriminação racial e étnica no estado de São Paulo, permitiu a formulação de 68 denúncias na Secretaria Estadual de Justiça e Defesa da Cidadania. Deste total, 37 foram feitas na capital, 11 na região metropolitana de São Paulo e 20, no interior. Os dados foram apurados pela Agência Brasil, no último dia 19, durante o 1º seminário sobre os resultados desta lei.


Edição: Rivadavia Severo
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-07-22/entidade-do-movimento-negro-protesta-em-frente-ao-grupo-pao-de-acucar-contra-discriminacao-racial

Goiás: Encontro de Culturas Tradicionais vai homenagear antropólogo Darcy Ribeiro

22/07/2011
Cultura
Prscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil


Brasília - Começa hoje (22) na Chapada dos Veadeiros (GO) o 11º Encontro de Culturas Tradicionais. Estão programados shows, encontro de capoeira, mostra de cinema e apresentações dos povos tracionais, na Vila de São Jorge.


“As comunidades tradicionais querem ser assistidas, aplaudidas e se integrar com as pessoas que vêm das capitais pra cá”, disse Juliano Basso, um dos coordenadores do encontro. “A ideia é que vire um ponto de encontro entre as comunidades e os turistas que vão pra São Jorge aproveitar as belezas naturais”, acrescentou. O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, que reúne diversas cachoeiras e áreas nativas de Cerrado, fica na região.


A edição deste ano vai homenagear o antropólogo Darcy Ribeiro, estudioso da cultura e da diversidade brasileira e, pela primeira vez, haverá também o Encontro de Culturas Gastronômicas da Chapada dos Veadeiros. Haverá oficinas de culinária e serão criados pratos exclusivos produzidos com algum fruto típico do cerrado.


A mostra de cinema vai privilegiar a produção de cineastas goianos. O público vai poder assistir à série O Povo Brasileiro, que explica a mistura de raças no país e é baseada na obra de Darcy Ribeiro.


Edição: Talita Cavalcante
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-07-22/goias-encontro-de-culturas-tradicionais-vai-homenagear-antropologo-darcy-ribeiro

Trabalhador de Ribeirão descobre estar 'morto' há 30 anos

22.07.2011
Do site da FOLHA.COM - Cotidiano
Por Marcia Ribeiro/Folhapress

Vasco José dos Santos, 54, que descobriu no INSS que estava "morto" havia 30 anos; confusão foi resolvida

Ao procurar o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em Ribeirão Preto (313 km de SP) para pedir o auxílio-doença, Vasco José dos Santos, 54, recebeu o veredicto: estava morto havia cerca de 30 anos. Ele foi informado de que um outro homem, que havia morrido em um acidente de trânsito em São Borja, no Rio Grande do Sul, tinha o mesmo número de sua inscrição no PIS (Programa de Integração Social).

Vasco José dos Santos, 54, que descobriu no INSS que estava "morto" havia 30 anos; confusão foi resolvida
"Nunca deixei de contribuir com a Previdência, mas quando precisei, não recebi. Se me senti lesado? Fiquei com vontade de jogar uma bomba lá dentro", afirmou.
A sua revolta ocorre principalmente porque não é a primeira vez que ele foi dado como morto.

"Em 1985 fui requerer o auxílio-natalidade quando minha filha nasceu. Eles me informaram do número do PIS duplicado, e que o homem estava morto havia cinco anos", disse.
De acordo com Santos, ele apresentou uma série de documentos para comprovar que estava vivo.
"Entrei com um processo, regularizei a minha situação e na Caixa [Econômica Federal] ficou tudo certo. Mas no INSS, não", afirmou.
Como não precisou pedir mais o benefício à Previdência, Santos não soube que a regularização não havia sido repassada ao INSS ainda na década de 80.
Ele passa por tratamento em Campinas (93 km de SP) contra a leishmaniose, doença causada por protozoário e transmitida pelo mosquito-palha. A previsão de Santos é que o tratamento termine em 25 de setembro e que, no mês seguinte, ele volte ao trabalho.
OUTRO LADO
Por meio de uma nota enviada pela assessoria de imprensa, o INSS confirmou que houve duplicidade nos números de PIS e que os segurados eram homônimos, mas que as demais informações, como RG e filiação, eram diferentes.


O órgão informou ainda que o benefício já foi depositado, com data retroativa ao dia 29 de maio.
De acordo com o INSS, ficou comprovado o vínculo de Santos com as empresas onde trabalhou. Agora, a Previdência Social do Rio Grande do Sul deverá atribuir um outro número de identificação ao homem que já morreu, para que Santos não tenha outros problemas.

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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/948176-trabalhador-de-ribeirao-descobre-estar-morto-ha-30-anos.shtml

Avenida Agamenon Magalhães ganha novas placas de sinalização para mudanças no trânsito

22.07.2011
Do BLOG DE JAMILDO
Postado por Jamildo Melo


Os preparativos para a mudança na circulação dos veículos em alguns pontos da Avenida Governador Agamenon Magalhães já começaram. Durante a madrugada desta sexta-feira (22), foram instaladas as novas placas aéreas e de chão de sinalização com informações para os motoristas. Os blocos de concreto de 500 kg, que serão utilizados para fechar os acessos entre a pista local e a principal, já estão posicionados no canteiro da via. Todos os detalhes das alterações serão finalizados na madrugada deste sábado (23), para que por volta das 6h as intervenções já estejam postas em prática.


As modificações na Agamenon Magalhães, principal corredor viário da cidade, fazem parte do Plano de Ações para o Trânsito do Recife, lançado no ultimo mês de maio pelo prefeito João da Costa. Na avenida, serão criados giros de quadra (retornos), em substituição a duas entradas à esquerda e o fechamento de três agulhas entre as pistas local e principal, no sentido Olinda/Boa Viagem. A ação visa ajudar na mobilidade da cidade, possibilitando um ganho de capacidade e de velocidade na avenida.


Neste sábado (23), dia da mudança, a partir das 6h, a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) irá reforçar o monitoramento da Agamenon Magalhães. Um efetivo de mais de 20 agentes de trânsito estarão nos pontos modificados para orientar os condutores e evitar possíveis problemas com os condutores que ainda não foram informados das alterações. O trabalho de fiscalização reforçada na avenida, que já é um ponto onde existe atenção diária por parte da CTTU, prossegue até o reinício das aulas escolares.


Mudanças - Serão fechados três acessos que ligam a pista principal à local na Avenida Agamenon Magalhães, localizados entre as ruas São Salvador e Dr. Bandeira Filho (uma de saída e outra de entrada para a pista local - em frente ao Clube Português) e a primeira agulha após a Rua Joaquim Nabuco. Com a eliminação das passagens, haverá uma maior fluidez na circulação dos veículos tanto na pista principal como na secundária.


Outra medida é a proibição de realizar o giro à esquerda, no horário das 7h às 22h, nos pontilhões localizados na altura da Avenida Rui Barbosa e da Rua Henrique Dias, no sentido Olinda/Boa Viagem. Os motoristas agora deverão realizar giros de quadras para ter acesso ao outro sentido da Avenida Agamenon Magalhães. Assim, a CTTU pretende evitar que se formem retenções devido à obstrução de uma das faixas na via com os carros aguardando o momento de entrar à esquerda.


Com a ação, será adequado o horário dos outros giros à esquerda da Agamenon, situados na altura da Rua General Joaquim Inácio e Rua Bandeira Filho para também das 7h às 22h.


Campanha educativa – Para informar à população da cidade sobre as modificações, desde a última terça-feira (19), a CTTU promove uma campanha educativa na Avenida Agamenon Magalhães. Equipes de educadores realizam a distribuição de panfletos informativos nos principais pontos da via para orientar os condutores, passageiros e pedestres. No total, são 36 pessoas promovendo o trabalho, que acontecerá das 7h às 19h. A campanha prossegue na área até o dia 29 de julho, para que as pessoas conheçam as alterações.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/07/22/avenida_agamenon_magalhaes_ganha_novas_placas_de_sinalizacao_para_mudancas_no_transito_107475.php

Imprensa golpista aposta em cisão entre Lula e Dilma

22.07.2011
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

A imprensa golpista e tucana trabalha a todo vapor para interromper a distribuição de renda e a inclusão social no Brasil. Nesse processo, dá a impressão de saber de alguma coisa que o resto do país não sabe e, assim, adotou estratégia clara para devolver o poder ao PSDB em 2014 e fragilizar o PT nas eleições municipais do ano que vem.
A estratégia consiste em apresentar Dilma Rousseff como a técnica que estaria “consertando” supostas “burradas” cometidas por Lula na economia durante a sua octaetéride e que, além disso, estaria “limpando” o governo federal de corruptos que teriam sido herdados da gestão do padrinho político dela.
Apesar das negativas de Lula de que existiria qualquer divergência com a sucessora, percebe-se que, enquanto o presidente continua reagindo com força aos ataques da mídia a si, a presidente da República busca boa relação com os barões da mídia, o que também poderia significar que o ex-presidente e a atual estão usando a estratégia “tira bom, tira mau”.
A segunda “perna” da estratégia consiste em ocultar escândalos graves nos governos estaduais controlados pelo PSDB, mais especificamente os de São Paulo e Minas Gerais. No caso de São Paulo, por exemplo, há oescândalo que o jornalista Ricardo Kotscho citou recentemente em seu blog, o das obras de ampliação da marginal do Tietê.
A Dersa paulista tem os mesmos problemas do DNIT federal, mas a imprensa ligada ao PSDB trata de ocultar tudo o que está acontecendo em São Paulo. E esse é apenas um dos casos de corrupção gritante envolvendo os governos paulista e mineiro, entre outros controlados pela oposição.
A favor da estratégia da direita demo-tucano-midiática está o fato de que Lula não tem mais o cargo de presidente para falar alto e de que sua sucessora não reage em sua defesa. Isso em um quadro em que ela está sendo apresentada como gestora austera que tenta consertar o que o conclave oposicionista vem chamando de “herança maldita”.
Enquanto isso, a oposição fica caladinha assistindo de camarote à mídia fazer o serviço sujo.
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PS: Retorno ao Brasil nesta sexta-feira após duas semanas fora do país.

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/07/imprensa-golpista-aposta-em-cisao-entre-lula-e-dilma/

Argelino escreve com humor sobre imigração e preconceito na Itália

22.07.2011
Do portal OPERA MUNDI


Só pelo título em italiano, o livro do escritor argelino Amara Lakhous chama a atenção dos leitores. Num país de maioria católica, nas vitrines das livrarias da Itália lê-se: Divorzio all’islamica a viale Marconi (Divórcio a islâmica na rua Marconi). Lançado pela editora Edizione E/O, o volume conta a história de um estabanado agente infiltrado, Christian - um siciliano que fala árabe perfeitamente por ter família na Tunísia -, que deveria descobrir os planos secretos de uma facção terrorista escondida na cidade. Na trama, ao invés de terroristas, Christian encontra amigos, a dura realidade dos imigrantes legais e ilegais que vivem no país e o amor.

Divulgação

Obra ainda não tem tradução para o português

O livro se passa num bairro de Roma conhecido pela populosa e falante imigração árabe: a região de viale de Marconi, no XV Município romano. O bairro é onde reside a maior comunidade muçulmana da cidade e no qual o próprio Lakhous viveu por quatro anos, de 2002 a 2006. O autor mora na cidade desde 1995, quando imigrou da Argélia. Além das peripécias de Christian, a narrativa envolve também Sofia (ou melhor, Safia, em árabe), uma simpática jovem mulher egípcia que veio para a Roma atrás das promessas do marido arquiteto, mas que em terras italianas só encontrou trabalho como pizzaiolo.

A dificuldade com os nomes é o primeiro dilema do agente Christian: na Itália, todos os árabes mudam de nome. Os italianos não entendem ou se recusam a compreender nomes árabes, assim como chineses, paquistaneses e filipinos. Safia, que levava o nome da mulher do grande estadista e ex-primeiro-ministro do Egito, Saad Zaghloul, virou Sofia, como Sofia Loren, brinca a protagonista. Said, o marido de Safia, é chamado de Felice e assim quase todos os personagens do livro. Até o próprio protagonista Christian, que se chama na verdade Issa. Uma parte da trama contada com leveza pelos personagens, mas com o olhar atento de Lakhous, formado em Filosofia na Argélia e Antropologia Cultural em Roma.

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Imigrantes

Para descobrir o núcleo terrorista, Christian começa a frequentar o estabelecimento Little Cairo, uma espécie de bar, internet point e central telefônica, de onde os imigrantes ligam para seus familiares. É lá que Christian faz suas amizades e entra na vida dos imigrantes ilegais. Conhece Mohammed, o marroquino, que trabalha como vendedor ambulante e não consegue renovar o visto para continuar na Itália. Mohammed vive fugindo da polícia e acaba sendo ajudado pelo agente Christian.

Na história, tem também Omar, o empreendedor bengalês. De acordo com Christian, cada imigrante é um pequeno empresário a serviço da grande empreitada da família, que continua no país de origem a espera do retorno - financeiro, claramente. Para a viagem de Omar, escreve Christian, a família desembolsou 10 mil dólares. O bengalês foi entregue a uma organização internacional de tráfico de pessoas. Para chegar na Itália, de forma ilegal, foram dois meses, passando pela Rússia.

Depois de 10 anos no país, o personagem Omar divide um quarto com outros 10 imigrantes, mas honrou o investimento da família. O que ganhou em Roma, escreve o autor, serviu para pagar a dívida da viagem, reformar a casa da família e ter dinheiro para o dote da irmã mais nova. Ficção um tanto quanto real.

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Sociedade

As descobertas de Christian caminham junto com as de Sofia. A jovem questiona o matrimônio e o preconceito do marido, que não admite que a mulher trabalhe fora, e da sociedade ocidental, que não olha com bons olhos a sua escolha pelo uso do véu. De forma engraçada, irônica, Sofia luta contra os dois. Trabalha escondida do marido, como cabeleireira, paixão que alimenta desde criança, primeiro com as bonecas, e depois quando descobriu que toda mulher poderia ser loura, como Marilyn Monroe. E usa o véu. E é numa discussão, na feira, sobre o véu, que Sofia se aproxima de Christian, que a defende de um agressor. Do encontro improvável, nasce o amor.

Pouco o pouco o terrorismo vai para o segundo plano na trama e Lakhous faz um belo desenho da sociedade italiana atual e da problemática da imigração, território bem conhecido pelo autor, que dedicou sua tese de doutorado à imigração muçulmana na Itália.

Filme

Divórcio é o quarto livro do autor. O primeiro é de 1999, Le cimici e il pirata (O inseto e o pirata). Depois vieram Come farti allattare dalla lupa senza che ti morda (Como ser amamentado pela loba sem que ela ti morda) e Scontro di civilità per un ascensore a piazza Vittorio (Choque de civilizações em um elevador da praça Vittorio). Os dois primeiros foram publicados em árabe e italiano, o último, de 2006, venceu dois prêmios importantes na Itália. Foi traduzido, além do árabe, para diversas outras línguas e virou filme, dirigido pela cineasta italiano Isotta Toso e lançado na Itália no ano passado.


(Cláudia Abreu - Agência de Notícias Brasil-Árabe) 

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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/dicas_ver.php

Por que a oposição não fala de economia?

22.07.2011
Do blog de Altamiro Borges
Por  Marco Aurélio Weissheimer, no blog RS Urgente:


Subitamente, setores da sociedade brasileira querem que o povo saia às ruas. É preciso qualificar esses “setores da sociedade brasileira”. São aqueles que foram apeados do poder político no início dos anos 2000 e que tiveram sua agenda política e econômica dilacerada pela realidade. A globalização econômica cantada em prosa e verso nos anos 1990 revelou-se um fracasso retumbante. A globalização financeira, a única que houve, afundou em uma crise dramática que drenou bilhões de dólares da economia real, conta que, agora, está sendo paga por quem costuma pagar essas lambanças: o povo trabalhador que vive da renda de seu trabalho.

Durante praticamente duas décadas, nos anos 80 e 90, a esmagadora maioria da imprensa no Brasil e no exterior repetiu os mesmos mantras: o Estado era uma instituição ineficiente e corrupta, era preciso privatizar a economia, desregulamentar, flexibilizar. A globalização levaria o mundo a um novo renascimento. Milhares de editoriais e colunas repetiram esse discurso em jornais, rádios, tvs e páginas da internet por todo o mundo. Tudo isso virou pó. Os gigantes da economia capitalista estão mergulhados em uma grave crise, a Europa, que já foi exemplo de Estado de Bem-Estar Social, corta direitos conquistados a duras penas após duas guerras mundiais. A principal experiência de integração regional, a União Europeia, anda para trás.

No Brasil, diante da total ausência de programa, de projeto, os representantes políticos e midiáticos deste modelo fracassado que levou a economia mundial para o atoleiro, voltam-se mais uma vez para o tema da corrupção. Essa é uma história velhíssima na política brasileira. Já foi usada várias vezes, contra diferentes governantes. Afinal de contas, os corruptos seguem agindo dentro e fora dos governos. Aparentemente, por uma curiosa mágica, eles são apresentados sempre como um ser que habita exclusivamente a esfera pública. Quando algum corrupto privado aparece com algemas, costuma haver uma surda indignação contra os “excessos policiais”.

No último domingo, o jornal O Globo publicou uma reportagem para questionar por que os brasileiros não saem às ruas para protestar contra a corrupção. O Globo sabe a resposta. Como costuma acontecer no Brasil e no resto do mundo, o povo só sai às ruas quando a economia vai mal, quando há elevadas taxas de desemprego, quando as prateleiras dos super mercados tornam-se território hostil, quando não há perspectiva para a juventude. Não há nada disso no Brasil de hoje. Há outros problemas, sérios, mas não estes. A violência, o tráfico de drogas, as filas na saúde, a falta de uma educação de melhor qualidade. É de causar perplexidade (só aparente, na verdade) que nada disso interesse à oposição. Quem está falando sobre isso são setores mais à esquerda do atual governo.

Comparando com o que acontece no resto do mundo, a economia brasileira vai bem. Não chegamos ao paraíso, obviamente. Longe disso. Há preocupações legítimas em nosso vale de lágrimas que deveriam ser levadas a sério pelo governo federal sobre a correção e pertinência da atual política cambial e de juros, apenas para citar um exemplo. O Brasil virou mais uma vez um paraíso para o capital especulativo e a supervalorização do real incentiva um processo de desindustrialização.

Curiosamente, essa não é a principal bandeira da oposição. Por que estão centrando fogo no tema da corrupção e não na ausência de mecanismos de controle de capitais, por exemplo? Por que não há editoriais irados e enfáticos contra a política do Banco Central e as posições defendidas pelos agentes do setor financeiro? Bem, as respostas são conhecidas. Os partidos políticos não são entidades abstratas descoladas da vida social das comunidades. Alguns até acabam pervertendo seus ideais de origem e se transformam em híbridos de difícil definição. Mas outros permanecem fiéis às suas origens e repetem seus discursos e estratégias, década após década.

Nos últimos dias, lideranças nacionais do PSDB e seus braços midiáticos vêm repetindo um mesmo slogan: o Brasil vive uma das mais graves crises de corrupção de sua história. Parece ser uma tese com pouco futuro. Tomando as denúncias de corrupção como critério, o processo de privatizações no período FHC é imbatível. Há problemas econômicos reais no horizonte. É curioso que isso não interesse à oposição. Afinal, é isso que, no final das contas, faz o povo sair às ruas. Sempre foi assim: a guerra, a fome, o desemprego. Esses são os combustíveis das revoluções.

A indigência intelectual e programática da oposição brasileira não consegue fazer algo além do que abrir a geladeira, pegar o feijão congelado meio embolorado da UDN, colocá-lo no forno e oferecê-lo à população como se fosse uma feijoada irrecusável. Mas no fundo não se trata de indigência. É falta de alternativa mesmo. Falta de ter o quê dizer. Não falta matéria-prima para uma oposição no Brasil, falta cérebro e, principalmente, compromisso com um projeto de país e seu povo.

O modelo político-econômico que hoje, no Brasil, abraça a corrupção como principal bandeira esteve no poder nas últimas décadas por toda a América Latina e foi varrido do mapa político do continente, com algumas exceções. Seu ideário virou sinônimo de crise por todo o mundo. É preciso mudar de assunto mesmo. A verdade, em muitos casos, pode ser insuportável, ou, simplesmente, inconveniente.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/07/por-que-oposicao-nao-fala-de-economia.html

Unicef: 780 mil crianças podem morrer de fome na Somália

22.07.2011
Do portal OPERA MUNDI
Por Agência EFE - Genebra


O Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) elevou nesta sexta-feira (22/07) para 780 mil o número de crianças que vivem em território da Somália e correm o risco de morrer de fome se não receberem ajuda imediata.

"Estamos falando apenas da Somália", relatou em entrevista coletiva a porta-voz do Unicef em Genebra, Marixie Mercado, que acrescentou que o número total de crianças em situação de "desnutrição severa" na Somália, Quênia e Etiópia é de 2,3 milhões neste momento.

O dado supera o divulgado na terça-feira pelo Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), que cifrou em 500 mil a quantidade de crianças que enfrentam "um iminente risco de morte" na Somália. A ONU decretou na quarta-feira a situação de crise de fome em duas regiões do sul da Somália, Bakool e Lower Shabelle, uma circunstância que não era observada no país desde 1992.

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Nas últimas horas, as Nações Unidas frisaram que se trata da "pior crise alimentar" dos últimos anos, e redobrou seus esforços para que a comunidade internacional contribua com os recursos financeiros necessários para combatê-la. A organização internacional solicitou a seus membros US$ 1,9 bilhão para ajudar à Etiópia, Quênia e Somália, mas por enquanto só recebeu menos da metade dessa quantia.

"Temos um rombo de US$ 1 bilhão", disse na quinta-feira a subsecretária geral para a Ocha (Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU), Valerie Amos, que advertiu que a crise vai ser longa.

Neste contexto, o Unicef anunciou nesta sexta-feira que deve iniciar um plano especial para aumentar de maneira maciça suas operações humanitárias no Chifre da África (Somália, Etiópia, Djibuti e Eritreia). "Estamos preparando nossa capacidade logística para entregar provisões de alimentos suplementares sem precedentes por toda a região", declarou Shanelle Hall, diretora de provisões do Unicef.

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"Se quisermos salvar vidas, temos que atuar agora. Temos que fazer chegar quantidades enormes de remédios, vacinas e provisões nutricionais na região o mais rapidamente possível e entregá-los às crianças que mais necessitam", declarou Hall.

Desde o início de julho, o Unicef conseguiu fazer chegar 1.300 toneladas de provisões às áreas do sul da Somália mais afetadas pela seca e o conflito armado, os causadoras desta catástrofe humana.

Mas o esforço é claramente insuficiente, visto que a previsão é que apenas 240 mil crianças serão beneficiados pela ajuda do Unicef, que estima que precisará de US$ 100 milhões até o final de ano para poder executar a operação com sucesso. 

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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticia/UNICEF+780+MIL+CRIANCAS+PODEM+MORRER+DE+FOME+NA+SOMALIA_13723.shtml

Noruega: Atentado sacode QG do governo e mata 2 em Oslo

22.07.2011
Do MSN NOTÍCIAS
Por BBC  BRASIL



Atentado sacode QG do governo e mata 2 em Oslo
"Imagem de TV norueguês mostrando o local da explosão"
Um atentado a bomba atingiu nesta sexta-feira vários prédios do quartel-general do governo da Noruega, em Oslo, matando ao menos duas pessoas e ferindo outras oito.
Por meio de um comunicado, a polícia disse que a explosão foi causada por ao menos uma bomba, mas não havia ainda suspeita sobre os autores do ataque.
'A polícia pode confirmar que há mortos e feridos após a explosão no quarteirão do governo nesta tarde', disse a instituição.
O escritório do primeiro-ministro, Jens Stoltenberg, foi atingido com violência, deixando vários feridos, segundo testemunhas. A porta-voz do governo Camilla Ryste disse à agência Associated Press que o premiê está em segurança, mas não deixou claro se ele foi ferido na explosão.
A explosão destruiu várias janelas do prédio de 17 andares onde estão instalações do governo, lançando destroços a uma distância de 400 metros.
Imagens de TV mostravam vidros e escombros nas ruas e fumaça saindo de alguns prédios. A carcaça de ao menos um carro estava na rua, e testemunhas disseram 'sentir cheiro de enxofre'.
Todas as ruas de acesso ao centro da cidade foram fechadas, segundo a rádio norueguesa NRK. Forças de segurança retiraram as pessoas da área, temendo uma outra explosão.
Oistein Mjarum, porta-voz da Cruz Vermelha, disse que seu escritório ficava perto do local da explosão.
'Houve uma enorme explosão que pôde ser ouvida em toda a capital', disse ele à BBC.
O jornalista da NRK Ingunn Andersen disse que as instalações do maior tablóide norueguês, o VG , também foram atingidas.
'Vi que vidraças dos prédios do VG e do governo foram quebradas. Algumas pessoas ensanguentadas estão nas ruas. Está um caos completo por aqui', disse ele, segundo a agência de notícias Associated Press.

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Fonte:http://noticias.br.msn.com/mundo/atentado-sacode-qg-do-governo-e-mata-2-em-oslo

Sete em cada dez brasileiros consideram que a cor ou raça influencia o trabalho

22/07/2011 
Nacional
Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro - Mais da metade da população brasileira (63,7%) reconhece que a cor ou a raça exerce efeitos diferentes nas relações cotidianas. A constatação é de pesquisa divulgada hoje (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


De acordo com o estudo, o trabalho, citado por 71% dos entrevistados, é a situação cotidiana que mais sofre influência da cor e da raça. Em seguida, aparecem as relações com a polícia/Justiça (68,3%) e no convívio social (65%). O levantamento foi feito em 15 mil domicílios de cinco estados e no Distrito Federal, em 2008.


A Pesquisa das Características Etnorraciais da População: um Estudo das Categorias de Classificação de Cor ou Raça foi feita no Amazonas, na Paraíba, em São Paulo, no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso e no Distrito Federal. Do total dos entrevistados, 96% souberam se autoclassificar.


Edição: Talita Cavalcante // O título e a matéria foram alterados para esclarecer e acrescentar informações
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-07-22/sete-em-cada-dez-brasileiros-consideram-que-cor-ou-raca-influencia-trabalho

“A COLHEITA DO IMPÉRIO”: NOVO LIVRO EXPÕE A HISTÓRIA DOS LATINOS NOS EUA

22.07.2011
Do blog FAZENDO MEDIA,21.07.11
Por Redação




A viagem do presidente Obama a Porto Rico foi anunciada num momento em que o presidente está coordenando os esforços para ganhar o voto latino em 2012. No começo deste mês, Obama fez um importante discurso diante de uma plateia composta em sua maioria por latinos em El Paso, Texas, no qual disse ser necessária uma reforma de imigração. Juan González nos acompanha para analisar a história dos latinos nos Estados Unidos e como se relaciona com a intervenção política e militar dos EUA na América Latina.


González, co-apresentador do Democracy Now! e colunista do jornal New York Daily News, acaba de publicar uma edição atualizada de seu livro, Harvest of Empire: A History of Latinos in America (A colheita do Império: uma história dos latinos nos Estados Unidos) Originalmente publicado em 2000, o livro examina a história de imigrantes latinos de México, Cuba, Porto Rico, República Dominicana, Nicarágua e da região.


Amy Goodman – Juan, seu livro, foi publicado no ano 2000 e agora estamos em 2011. Você o revisou completamente. Por que voltou a publicá-lo?


Juan González - Primeiro de tudo, porque muitas universidades de todo o país seguem usando-o em cursos de terceiro grau, então a meu editor pareceu que muitos dos dados que cito no livro estavam desatualizados. Mas a principal razão é que a presença latina nos Estados Unidos continua crescendo a um nível assombroso. No entanto, a maioria dos estadunidenses ainda não está muito segura do porquê isso estar acontecendo ou há falta de informação sobre este tema. Pode-se ver isso em todos os programas da direita que constantemente alimentam o sentimento anti-migratório contra os imigrantes sem documentação no país.


Penso que não somente era necessário atualizar os dados, mas também voltar a enfatizar a enorme transformação que está ocorrendo nos Estados Unidos. Por exemplo, o Gabinete de Censos calcula que para o ano de 2050 uma a cada três pessoas nos Estados Unidos será de origem latina. E se as tendências atuais continuarem é completamente possível que para o final deste século, em 2100, que metade da população dos Estados Unidos tenha antepassados não na Europa, mas na América Latina. É uma transformação enorme se levarmos em conta que só havia uns poucos milhões de latinos na década de 1970 que representavam ao redor de 4% da população e agora estamos falando que, para 2100, serão mais de 50% do total da população.


Obviamente, isto não está ocorrendo somente nos Estados Unidos. A realidade é que houve uma enorme transformação nos países avançados do mundo a partir da Segunda Guerra Mundial com a chegada dos habitantes do Terceiro Mundo aos grandes países do Ocidente. A Inglaterra não sabe o que fazer com todos os hindus, paquistaneses e jamaicanos. A Alemanha não sabe o que fazer com os turcos. O povo das ex-colônias se mudou a partir da Segunda Guerra Mundial e está transformando a composição destas nações e levantando todo tipo de questões sobre a linguagem, a religião e a cultura.E os latinoamericanos estão nos Estados Unidos há muito tempo.Como digo no livro, entre 1960 e 2008 mais de 44 milhões de pessoas migraram aos EUA, legal ou ilegalmente, metade das quais vinha da América Latina, por isto, em realidade, o principal impulso e crescimento da situação migratória nos Estados Unidos é dado por latinos que vem do sul do hemisfério.


Juan, neste momento está em marcha um documentário, A Colheita do Império, que estará pronto dentro de alguns meses. Mas eu quero reproduzir algumas das tomadas sem edição desta película, onde aparece a ativista indígena guatemalteca Rigoberta Menchú que ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1992 por ajudar a tornar conhecida a difícil situação dos povos indígenas da Guatemala durante o brutal governo deste país apoiado pelos Estados Unidos. Ali, ela diz o seguinte: “A Guatemala foi tremenda. Duzentos mil mortos contados, mais de 50 mil desaparecidos. 83% dos desaparecidos e dos executados foram maias. Eu saí da Guatemala depois que queimaram meu pai vivo na Embaixada da Espanha. Pediam asilo político ao governo da Espanha. E com o propósito de salvar suas vidas entraram na embaixada. E nesse momento as forças de segurança da Guatemala atacaram a embaixada. Queimaram todos vivos. Realmente não houve sobreviventes, dos camponeses, dos estudantes, da gente que estava ali. Será que nos libertamos do genocídio? Será que não voltaremos a ser vítimas do genocídio amanhã? Eu não tenho nenhuma garantia. Na Guatemala se o que há são perseguições, assassinatos, matanças, o que há é insegurança, prefiro romper a fronteira e ir a um lugar com mais segurança.”


No documentário, também se entrevista o padre Roy Bourgeois, fundador da organização School of the Américas Watch, onde fala de El Salvador na década de 1980. Diz ele: “Nunca vi nada como El Salvador. Tive mais medo ali que no Vietnã. Quero dizer, nunca vi tal brutalidade das forças armadas com seu povo. Os esquadrões da morte estavam descontrolados. O que estava ocorrendo ali era uma matança de inocentes.Foi um genocídio.”


Foi uma luta travada em todas as partes.


Padre Roy Bourgeois: Todos os que estavam contra a política exterior dos Estados Unidos ou os que falavam da reforma agrária eram considerados subversivos e inimigos.


Estas falas do padre Roy Bourgeois são só uma tomada sem edição do filme que está começando a ser filmado sobre a base de A Colheita do Império.Como isto se relaciona com a imigração, Juan?


Creio que o tema central do meu livro é que não se pode entender a enorme presença latina nos Estados Unidos se não se entende o papel dos Estados Unidos na América Latina, ou seja, dizer que a presença latina no país é a colheita do império. Dita presença é o resultado de mais de um século de dominação. A maior parte dos imigrantes provém dos países que foram mais dominados pelos Estados Unidos. Cuba, Porto Rico, a República Dominicana, México, El Salvador e Guatemala são os países de onde provém a massa migratória latino-americana, a grande maioria fugindo de guerras civis, como nos casos da Guatemala, Nicarágua e El Salvador, onde o governo dos Estados Unidos teve um papel chave ao apoiar um ou outro grupo. Outros vêm aqui como resultado das necessidades comerciais dos Estados Unidos que estabelece a migração e o recrutamento de pessoas para que venham cobrir postos de trabalho, sobretudo no caso dos porto-riquenhos e mexicanos. Então, os fluxos migratórios massivos de latino-americanos a este país foram fundamentalmente uma resposta direta às necessidades do império. Muitos estadunidenses não têm conhecimento disto porque a maioria nem sequer pensa em nosso país como um império.


O que tentei fazer neste livro foi traçar um mapa de cada um dos diferentes grupos latinos que vieram, o quê estava ocorrendo em seus países de origem que os forçou a abandoná-los, a que cidades chegaram primeiro, como estabeleceram suas comunidades e que tipo de recepção – hostilidade ou hospitalidade – houve quando chegaram a estas distintas cidades por todo o país. Basicamente tratei de pintar um quadro humano de por que este país enfrenta agora esta enorme explosão demográfica latina.


Transmitimos o fragmento de Rigoberta Menchú e as imagens do incêndio da embaixada espanhola em 1980. Você pode explicar o significado deste feito e como se relaciona com este panorama mais amplo?


Como dizemos sempre no Democracy Now!, Estados Unidos tiveram um papel chave em todos os acontecimentos políticos na Guatemala em 1954, quando a CIA, através da Operação Êxito, praticamente organizou a derrocada de um governo eleito democraticamente, o governo de Arbenz, o que levou à pior guerra civil na história da América Latina. E durante esse processo, em um dado momento, algumas pessoas trataram de ocupar a embaixada espanhola. O governo guatemalteco de direita atacou a embaixada, a incendiou e matou muitas das pessoas que estavam lá dentro, incluindo familiares de Rigoberta Menchú.


Mataram seu pai.


Sim, mataram seu pai ali. Havia uma enorme agitação, em grande medida como resposta às políticas dos EUA. De fato, faz pouco o novo governo popular da Guatemala pediu perdão à família Arbenz e decidiu pagar uma indenização. E há poucos anos o próprio presidente Clinton reconheceu finalmente o genocídio dos maias ocorrido na Guatemala. Assim, temos essa longa história da qual a maioria dos estadunidenses não são conscientes. Mas quando se perguntam por que estão todos esses guatemaltecos trabalhando em usinas de processamento de frango na Carolina do Norte ou em outras partes do país? Ou por que há tanta população guatemalteca em Houston, Texas?, a resposta é: são as pessoas que fugiram destas guerras civis, estabeleceram estas comunidades e buscaram refugiar-se nos Estados Unidos das políticas que precisamente o governo dos EUA estava respaldando. Tanto que no livro tento refletir isso e mostrar como agora esses imigrantes, aqui nos EUA, representam o principal sustento econômico para muitos de seus países de origem através do dinheiro que enviam todas as semanas ou meses, para manter suas famílias.


Que importância tem os protestos que se fazem no mês de maio há muitos anos aqui nos Estados Unidos? São os maiores protestos?


Como disse em reiteradas ocasiões, creio que é a maior série de protestos em massa na história dos Estados Unidos. Entre março e maio de 2006, entre três e cinco milhões de pessoas inundaram as ruas de 160 cidades do país, para pedir que se pusesse fim à demonização dos imigrantes não documentados e que se abrisse a possibilidade de que os mesmo conseguissem a cidadania ou a legalidade no país. E foi como consequência disso que o governo de Bush adotou medidas duras, como blitz nas fábricas e deportações massivas. E essas medidas continuam no governo de Obama: as deportações massivas de latino-americanos são muito similares – como afirmo em meu livro – às deportações em massa de mexicanos, que ocorreram nos anos 50 (a operação Wetback), e também às que houve nos anos 30 com o presidente Hoover, quando reuniram mais de um milhão de mexicanos, os colocaram nos trens e enviaram de volta ao México. De modo que esta é a versão mais recente de uma série de operações anti-migratórias ou programas de deportações em massa que houve ao longo da história dos EUA.


As deportações aumentaram com o presidente Obama.


Sim, aumentaram com o presidente Obama. Agora bem, com Obama não há tantas blitz nas fábricas ou nos locais de trabalho, como havia com Bush, mas há muitas mais blitz em comunidades individuais em buscas de supostos imigrantes delinqüentes, quando na realidade o que fazem é juntar pessoas de todo tipo e retirá-las do país.


Quais são as contribuições mais importantes que os latinos fizeram a este país e que a opinião pública ignora?


Trato de documentar as enormes contribuições das quais os estadunidenses não são conscientes, as primeiras contribuições. Os latinos não somente são um dos grupos de imigrantes mais recentes, mas também um dos grupos de residentes mais antigos do país. Se você vai ao sul do Texas, norte do Novo México, ou sul de Colorado, verá que os mexicanos vivem ali desde muito antes de estes territórios formarem parte dos Estados Unidos. A indústria das minas de ouro e prata do sul da Califórnia, a indústria do pastoreio no Novo México, a indústria do cobre no Arizona e toda a indústria do gado nos Estados Unidos tiveram sua origem no sul do Texas. Todos eram territórios mexicanos. Muita da mão-de-obra que trabalhava nestas indústrias era mexicana, de maneira que os latinos fizeram uma enorme contribuição à riqueza e prosperidade dos Estados Unidos.


Juan, estou muito feliz que você vá estar conosco amanhã compartilhando a apresentação do programa, porque faremos a segunda parte. O livro de Juan González, A Colheita do Império: Uma História dos Latinos nos Estados Unidos, um fascinante olhar da história deste país.


(*) Entrevista republicada da página da revista Fórum. Tradução de Cainã Vidor. Publicado originalmente em
http://www.democracynow.org/es/destacados/la_cosecha_del_imperio_el_nuevo_libro_ex. Foto porhttp://www.flickr.com/photos/jenniferwoodardmaderazo/.
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Fonte:http://www.fazendomedia.com/%E2%80%9Ca-colheita-do-imperio%E2%80%9D-novo-livro-expoe-a-historia-dos-latinos-nos-eua/