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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Restos mortais de aliado de Hitler serão cremados e jogados ao mar

21.07.2011
Da BBC BRASIL


Túmulo de Rudolf Hess na Alemanha (Arquivo/Reuters)
Túmulo de Rudolf Hess já foi destruído e restos foram exumados

Os restos mortais de Rudolf Hess, um dos políticos mais próximos do líder nazista Adolf Hitler, serão cremados e jogados ao mar.


O túmulo que guardava os restos mortais de Hess no cemitério de Wundiesel, no sul da Alemanha, foi destruído. Os ossos foram exumados na manhã dessa quarta-feira, para acabar com a peregrinação de neonazistas ao local.


Hess foi capturado na Grã-Bretanha em 1941 e sentenciado à prisão perpétua. Em 1987, ele cometeu suicídio na prisão de Spandau, em Berlim, aos 93 anos.


Em seu testamento, Hess pediu para ser sepultado em Wunsiedel, na região de Baviera, onde sua família tinha uma casa e onde seus pais já estavam sepultados.


De acordo com o jornal Sueddeutsche Zeitung, a igreja luterana local, que cuida do cemitério, deu permissão para seu sepultamento na época, alegando que os desejos de Hess não poderiam ser ignorados.


Peregrinação


A igreja luterana e a população de Wunsiedel começaram a se preocupar com o grande número de grupos de extrema direita que visitavam o túmulo de Hess. A cada ano, no aniversário de sua morte, neonazistas tentavam organizar passeatas até o cemitério.


Nessas ocasiões, os neonazistas depositavam coroas de flores e faziam saudações ao túmulo, cujo epitáfio trazia a frase "eu ousei".


Uma ordem da Justiça, emitida em 2005, proibiu essas manifestações, mas ela não foi obedecida. Por isso, a igreja local decidiu encerrar o aluguel do túmulo pela família a partir de outubro de 2011.


De acordo com o Sueddeutsche Zeitung, uma neta de Hess foi contra a decisão. Ela entrou com um processo para tentar evitar a aplicação da decisão da igreja, mas foi convencida pelo conselho da paróquia a desistir do caso e permitir a exumação.


Hess era um dos integrantes do regime nazista mais próximos de Adolf Hitler, sendo nomeado "vice-Führer" e "ministro sem pasta" nos anos 1930.


Em 1941, ele foi até a Escócia, onde foi lançado de paraquedas durante o que poderia ter sido uma missão de paz não-autorizada, em uma ação condenada por Hitler.


Durante o resto da Segunda Guerra Mundial, Hess permaneceu preso pelas autoridades britânicas. Depois da guerra, em 1946, ele foi condenado à prisão perpétua, no famoso julgamento de Nuremberg.


Hess passou 40 anos em Spandau, tornando-se o último nazista mantido preso, até ser encontrado enforcado em sua cela em agosto de 1987.
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Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/07/110721_rudolph_hess_tumulo_fn.shtml

Deputados nos EUA eliminam verbas para países latino-americanos por razões ideológicas

21.07.2011
Do portal OPERA MUNDI
Por  Thais Romanelli | Redação


O Comitê de Relações Exteriores da Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou na noite de quarta-feira (21/07) uma emenda na lei orçamentária do país que elimina parte da ajuda financeira aos governos da Argentina, Venezuela, Nicarágua, Equador e Bolívia, previstas pelo presidente, Barack Obama, em fevereiro.

A medida, proposta pelo republicano Connie Mack, obteve 23 votos a favor e 16 contra durante o debate sobre o projeto de lei que autoriza a ajuda externa dos EUA para o ano fiscal 2012. Segundo Mack, os cinco países citados "interferem" ou "oferecem resistência" aos processos democráticos e, portanto, terão de ser punidos. "Eles não apoiam os ideais da liberdade, da segurança e da prosperidade na região", disse o congressista.

Uma assessora do comitê, citada pela agência de notícias Efe, explicou que a emenda não corta "todos os fundos" e permite a continuidade da assistência considerada "não governamental". Com isso, o apoio a ONGs que atuem nestes cinco países poderá ser fornecida pelos EUA.

Leia também: 
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O texto, porém, ainda terá que passar pela aprovação da Câmara de Representantes e posteriormente no Senado, de maioria democrata, que pode rejeitá-la. Em caso de aprovação os 96 milhões de dólares previstos por Obama ficarão retidos.

OEA

Anteriormente, o Comitê aprovou outra emenda que bloqueia o fundo de 48,5 milhões de dólares destinado à OEA (Organização dos Estados Americanos). Por meio do Twitter, Mack se mostrou satisfeito com a aprovação: "Vamos acabar com o gasto de dinheiro dos contribuintes estadunidenses em uma organização anti-estadunidense", disse em um post.

O corte de gastos de mais de 4 bilhões de dólares do fundo que o governo norte-americano destina todos os anos para a OEA já estava previsto, fazendo com que neste ano a organização recebesse 44,2 milhões de dólares em vez de de 48,5 milhões. Entretanto, o bloqueio não estava incluso na proposta inicial.

Segundo Mack, a eliminação de gastos incluiu a OEA pelo fato da organização "ter falhado" na América Latina e apoiar governos de países, como a Venezuela, com quem os EUA mantêm "relações tensas".

"Cada vez que nos voltamos à organização, em vez de apoiar a democracia a OEA apoia e mima os Hugo Chávez da região", disse o congressista.

Nesta quinta-feira (21/07), o Comitê continuará as discussões em torno do projeto e estudará o corte de verbas também para países como Paquistão, Egito, Líbano, Iêmen e Autoridade Nacional Palestina, além da redução de 25% das contribuições dos EUA à ONU. 

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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticia/DEPUTADOS+NOS+EUA+ELIMINAM+VERBAS+PARA+PAISES+LATINOAMERICANOS+POR+RAZOES+IDEOLOGICAS_13706.shtml

Óleo que iria parar nos canos da Compesa vai virar sabão, depois de reciclado

21.07.2011
Do BLOG DE JAMILDO
Por Helder Lopes
Postado por Jamildo Melo


A Asa Indústria, maior produtora de sabão do Nordeste, e a Compesa anunciaram hoje uma parceria que promete diminuir consideravelmente a quantidade de óleo de cozinha nas tubulações da Região Metropolitana do Recife.


A iniciativa visa instalar coletores de óleo nos restaurantes, bares, shoppings e edifícios que se inscreverem no programa para, a partir desse óleo, ser produzido sabão.


Segundo Wagner Mendes, diretor de Marketing da ASA, os síndicos que se interessarem em participar da campanha precisam apenas fazer o cadastramento do condomínio em qualquer unidade da Compesa.


"Os prédios não terão outro benefício senão o de contribuir de maneira efetiva para termos uma cidade mais limpa e ecologicamente mais correta."


Admitindo que antes não sabia o que fazer com óleo de cozinha depois de usado, o presidente da Compesa, Roberto Tavares, disse que o óleo é um dos maiores responsáveis pelos entupimentos e estouros de tubulações.


"A Compesa entende que toda e qualquer iniciativa que contribua com a manutenção do meio ambiente deve ser incentivada. E essa não é diferente, principalmente porque o óleo será 100% reutilizado, nada será depositado na natureza. Sem contar na redução de obras de manutenção e aumento da vida útil de nossas tubulações".


A ASA Indústria espera recolher até 2 mil e 500 toneladas de óleo por ano, e o valor de mercado desse óleo, que será pego gratuitamente nos coletores, será revertido para o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira, o IMIP.


As empresas e condomínios interessados podem obter outras informações através do teleatendimento da Compesa, atrás do número 0800.081.0195
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/07/21/oleo_que_iria_parar_nos_canos_da_compesa_vai_virar_sabao_depois_de_reciclado_107392.php

Justiça determina fim da greve do Detran. Servidores devem voltar imediatamente ao trabalho

21.07.2011
Do BLOG DE JAMILDO
Postado por Jamildo Melo


Sem alarde, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) determinou na tarde desta quinta-feira (21) que os servidores do Detran voltem imediatamente ao trabalho sob pena de multa diária de R$ 10 mil.


"A decisão reconhece a ilegalidade do movimento em questão, reconhecido como greve branca, onde a categoria incorre em manifesta ilegalidade, uma vez convocada de forma unilateral, desarrazoadamente e sem aviso, descumpre os requisitos da Lei de Greve. (Lei Federal nº 7.783/89, notadamente seus arts. 4º e 13)", diz o governo do Estado.


O texto afirma ainda que “o que se tem visto é que os servidores do DETRAN/PE, com o intuito de pressionar o Governo a atender às reivindicações da categoria, têm burlado o andamento regular dos serviços do órgão, desacelerando ou praticamente paralisando, propositalmente, a sua execução”, conforme trecho da decisão assinada pelo desembargador Marco Maggi.


Ainda de acordo com a decisão, mesmo não sendo oficialmente deflagrada, “a greve está sendo realizada, através de uma operação simulada. Esse movimento disfarçado de "operação padrão", representa, na verdade, uma fraude contra o órgão, a sociedade e a Justiça. Tudo isso porque os servidores não querem ser atingidos pelos ônus decorrentes de uma greve clara, transparente, como o possível desconto dos dias parados e outros”.


Desta forma, o Governo do Estado, através da direção do Detran, fiscalizará o cumprimento da ordem judicial a fim de garantir o atendimento pleno à população, e espera que com a decisão o atendimento volte ao normal.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/07/21/justica_determina_fim_da_greve_do_detran__servidores_devem_voltar_imediatamente_ao_trabalho_107404.php

Brasil tem sido duro e impositivo com a Argentina, diz Ministério do Desenvolvimento

21/07/2011 
Economia Internacional
Luciene Cruz
Repórter da Agência Brasil


Brasília - O secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alessandro Teixeira, disse que o Brasil tem sido exigente com a Argentina e que as queixas do setor privado sobre as relações bilaterais não procedem.


“É uma choradeira de empresário. Não estou dizendo que eles estão errados, é o choro que o setor privado tem que fazer, mas não existe só ganha-ganha. Nunca tivemos ação tão dura e impositiva com a Argentina”, disse à Agência Brasil.


Segundo Teixeira, os empresários reclamam do protecionismo argentino, mas pedem proteção do governo brasileiro contra a China. “Nós não podemos ser hipócritas a ponto de endurecer com a Argentina argumento protecionismo e ao mesmo tempo eu receber o mesmo cara que reclama do protecionismo argentino, pedindo proteção contra a China. Eu como governo não posso ser protecionista de um lado e liberal de outro”.


Segundo ele, o superávit brasileiro mostra os avanços da economia nacional. “Estamos aumentanto as exportações com a Argentina. Eu tenho a balança superavitária, estamos crescendo quase 40% é o dobro do que cresço para o resto do mundo”.


No acumulado do ano, as exportações brasileiras tiveram expansão de 33% nos embarques externos à Argentina. De janeiro a junho, as vendas externas ao país vizinho somaram US$ 10,4 bilhões ante US$ 7,9 bilhões no mesmo período de 2010. Para Teixeira, não é possível afirmar que os números seriam ainda maiores se não houvesse protecionismo argentino.


Teixeira disse que o monitoramento para garantir a liberação das mercadorias brasileiras nas aduanas argentinas tem sido feita regularmente, obedecendo o prazo máximo de 60 dias, segundo determinação da Organização Mundial do Comércio (OMC). “Nós temos problemas, mas não fazemos acordo milagroso. O nosso monitoramento é contínuo. Troco e-mails diariamente com o (Eduardo) Biachi (secretário argentino da Indústria) Não vai existir relação perfeita. O tencionamento de comércio é natural”, afirmou.


De acordo com Teixeira, a atitude protecionista argentina é reflexo da desindustrialização vivida pelo país nos últimos tempos. “A Argentina passou por processo de desindustrialização brutal. Eles têm que fazer esforço para se industrializar. Se eles comprarem tudo do Brasil não vão ter indústria”.




Edição: Rivadavia Severo
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-07-21/brasil-tem-sido-duro-e-impositivo-com-argentina-diz-ministerio-do-desenvolvimento

Ministro das Comunicações calcula que Brasil terá internet entre as três mais baratas no continente

21.07.2011
Da AGÊNCIA BRASIL
Por Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O valor de R$ 35 para o acesso à internet com velocidade 1 Mbps (megabite por segundo) “é razoável” e fará com que o Brasil esteja entre os três países da América do Sul com acesso mais barato à rede mundial de computadores. A avaliação foi feita hoje (21) pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ao participar do programa Bom Dia, Ministro, da EBC Serviços e da Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
Esse valor entra em vigor a partir de 1º de outubro para as operadoras de telefonia, empresas de TV a cabo e provedores que aderirem ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
Paulo Bernardo calcula que, até o fim do ano, 800 municípios estarão com internet a R$ 35. Além da adesão das empresas privadas ao PNBL, o governo atua no “atacado” para disponibilizar a rede de fibra ótica da Telebrás, em instalação, a pequenos provedores em contratos que prevejam a oferta do serviço conforme o valor estabelecido no plano, diz o ministro. Segundo ele, até dezembro, a rede estará em funcionamento em São Paulo e Brasília.
Para o ministro, a concorrência pode baixar ainda mais o preço da internet ou forçar a oferta de melhores serviços pelo mesmo valor. “Vai ter que baixar ou aumentar a velocidade”, afirmou Paulo Bernardo, durante o programa de rádio Bom Dia, Ministro, da EBC Serviços e da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, transmitido hoje (21) de manhã, de Brasília.
A adesão ao PNBL não tem como condições a qualidade e a regularidade do serviço, a exigência da velocidade de 1 Mbps é nominal. Os provedores se comprometem apenas a entregar no mínimo 10% da velocidade contratada. De acordo com o ministro, estão em tramitação na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) regras fixando os parâmetros da oferta de internet por telefonia e por TV a cabo.
Segundo ele, o governo também trabalha para que as empresas tenham “metas de competição” e sejam forçadas a ceder espaço disponível em suas redes de fibra ótica para a passagem de sinal das concorrentes. O propósito é “evitar que uma empresa sufoque a outra. Se não estiver usando, vai ser obrigada a ceder”.
Paulo Bernardo se diz consciente de que o barateamento do acesso à internet vai aumentar a demanda sobre a estrutura por onde trafegam as informações da rede. “Nós precisamos, paralelamente, de construir redes para dar conta disso”, disse o ministro. A conta no governo é que, até 2014, sejam gastos R$ 10 bilhões com redes de fibra ótica, satélites, novo cabo submarino ligado à América do Norte (e eventualmente outro, ligado à Europa).
O ministro disse que, durante a Copa do Mundo de 2014, as 12 cidades-sede terão que contar com serviços deinternet ultrarrápida (de 50 a 100 megabitepor segundo), para dar suporte ao trabalho dos jornalistas que cobrirão o Mundial de Futebol no Brasil. "A capacidade instalada vai ficar como legado.”
Durante o programa de rádio, o ministro ainda anunciou que, até abril do ano que vem, o governo fará licitação de um canal de radiodifusão para provimento de telefonia e internet na zonar rural. No próximo ano, também haverá licitação para o telefone celular de 4ª geração (4G), com maior capacidade de transmissão de dados.
De acordo com Paulo Bernardo, o acesso à internet favorece o crescimento econômico. Para cada 10% da população que pode usufruir da rede, há um crescimento de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB).
Edição: Nádia Franco

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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-07-21/ministro-das-comunicacoes-calcula-que-brasil-tera-internet-entre-tres-mais-baratas-no-continente

A reflexão de Ricardo Kotscho

21.07.2011
Do BLOG DA CIDADANIA, 20.07.11
Por Eduardo Guimarães

Há poucas coisas que admiro mais em um homem do que a humildade e a capacidade de aprender com os próprios erros. Tento agir assim, mas como a maioria de nós, meros mortais, na maior parte das vezes fracasso miseravelmente. Mas tento.  E é isso o que importa: tentar. Porque a vida só tem propósito se conseguirmos sair dela melhores do que entramos.
Quando li post do jornalista e blogueiro Ricardo Kotscho que foi amplamente reproduzido na internet inclusive por blogueiros de direita como um outro Ricardo, o Noblat, simplesmente porque foi desfavorável a Lula, senti aquela ira dos justos que frequentemente me faz perder a mão e ultrapassar limites, turrão e passional que sou.
Na incessante busca por deixar esta vida menos imperfeito do que cheguei a ela, logrei uma vitória. Em vez de escrever um post duro criticando Kotscho, dizendo que ele fora injusto com Lula e, talvez, até cometendo injustiça como a dele, decidi lhe enviar um e-mail pedindo que refletisse sobre o que escreveu. Como gentleman que é, ele me respondeu.
Antes de reproduzir a nossa troca de mensagens – o que farei por sugestão do próprio Kotscho –, reproduzirei o texto que originou tudo, em benefício de quem não leu.
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Só Lula sai perdendo com os ataques de Lula
Por Ricardo Kotscho
Desconheço os motivos que levaram meu velho amigo Lula a subir o tom dos seus discursos em encontros com estudantes e  sindicalistas esta semana. Como ele tem viajado muito e sua agenda anda carregada, faz algumas semanas que não conversamos.
Ao anunciar, rufando os tambores, que vai voltar a viajar pelo Brasil, apenas seis meses após deixar a Presidência da República, para defender seus projetos de inclusão social contra a ação de inimigos reais ou imaginários, Lula exerce seus direitos de cidadão e maior líder político do país. Precisa saber, porém, se o momento político é oportuno para esta volta antecipada.
Desde que surgiu no cenário político nacional como líder do novo sindicalismo do ABC, no final dos anos 1970, Lula sempre alternou a tática da negociação com a estratégia do confronto, na base do “nós contra eles”.
No começo, “eles” eram os donos do capital e os militares da ditadura. Após a redemocratização, assumiram o papel de “outro lado” os candidatos dos partidos que concorriam com o PT. Com a progressiva fragilização da oposição partidária no país, desde o segundo mandato de Lula, e até hoje, quem assumiu o papel de “eles” foi a velha  mídia, até por iniciativa da própria.
Resta saber quem ganha com isso. A imprensa, não é, claro, como mostra a encruzilhada em que se encontram tradicionais empresas do ramo com a constante queda de circulação e audiência dos seus produtos jornalísticos, diante da concorrência das novas mídias eletrônicas.
Com seus constantes e cada vez mais irados ataques à imprensa, Lula, por sua vez, só dá mais munição para os porta-vozes do bloco mais reacionário da decadente imprensa tucana, que  vivem acenando com os fantasmas do “controle social da mídia” e da “volta da censura” como se estivessem torcendo por isso.
Confesso a vocês que não consigo entender, muito menos explicar esta nova ofensiva do ex-presidente contra a mídia. Lula é um cabra vencedor, como se diz lá na terra onde nasceu, um líder político respeitado no mundo todo, deixou o governo como o mais popular presidente da história, é aplaudido e abraçado por onde passa, o que quer mais?
Agindo desta forma, Lula acaba também não ajudando a presidente Dilma, que passa por um momento de sérias dificuldades, em várias áreas do governo, e estava tentando melhorar seu relacionamento com os donos  da grande mídia, que a vinham tratando até muito bem antes da crise Palocci.
Claro que seus editores de confiança, colunistas e blogueiros não vão sossegar o rabo enquanto não conseguirem destruir o que chamam de “mito Lula”, jogando criador contra criatura, inflando uma crise atrás da outra, atiçando a oposição a reassumir seu papel de oposição, que a imprensa se viu obrigada a desempenhar, segundo a ANJ.
Cada vez que se sentem atacados, no entanto, mais agressivos eles se tornam, mais motivados a fazer novas denúncias reais ou imaginárias, a criar um permanente clima de crise do fim do mundo no país. A  meu ver, só Lula perde com isso, arriscando a sua própria imagem aqui dentro e lá fora.
Melhor faria Lula se deixasse de se importar tanto com “eles” e dedicasse mais algum tempo a fazer palestras e reflexões sobre seu período de presidente, deixando o terreno livre para Dilma  fixar uma identidade própria do novo governo.
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Os mais atentos à política devem se lembrar de entrevista que o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, deu durante o processo eleitoral do ano passado afirmando que José Serra “estaria eleito”. Kotscho como que endossou tal declaração, que o próprio Montenegro acabou desdizendo quando já se tornara claro que era uma falácia.
Naquela oportunidade, fiz o que consegui não fazer agora: escrevi um post zangado inclusive colocando em dúvida a amizade que Kotscho diz sentir por Lula, chegando ao ponto de levantar uma ilação sobre suas razões para escrever o que escreveu. Porém, apesar do erro dele e da minha precipitação, acabamos nos entendendo em troca posterior de e-mails.
Desta vez, portanto, fiz o que era certo e enviei a ele a mensagem que o leitor pode conferir abaixo.
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Caro Ricardo,
até pensei em escrever sobre o seu post dizendo que Lula não deveria brigar com a mídia, mas achei que poderia passar do ponto e, assim, resolvi apenas lhe enviar esta mensagem.
Será que Lula brigar com a mídia que não o deixava em paz nem durante os primeiros meses do ano, quando ele se recolheu em silêncio, e que chegou a acusá-lo de assassino ou de ser maníaco sexual, não foi o que o estimulou a reagir?
Sei da sua amizade com Lula, mas seu artigo dá a entender que é ele quem provoca a mídia quando apenas está reagindo. Tem muita gente indignada com o seu texto.
Respeitosamente, Ricardo, sugiro que dê uma refletida. Achei seu artigo injusto. Tenho certeza de que não foi a sua intenção, mas que pareceu injusto, pareceu. E muito.
Perdoe-me, mas ouso lhe dar um conselho: reflita se não passou do ponto do que um amigo teria escrito, pois Lula ficou mal na foto apesar de a vítima de tudo isso ser ele.
Forte abraço,
Eduardo Guimarães
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A seguir, a resposta nascida da reflexão humilde e lúcida desse que, com a atitude que tomou, ganhou o meu respeito.
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Caro Eduardo,
Te agradeço a atenção e o conselho.
A maioria dos leitores também me criticou e deu razão ao lula, como você pode ver nos comentários publicados no blog.
Pelo jeito, errei mesmo a mão.
Acho que não teria problema com Lula porque já discutimos e divergimos muitas vezes sobre este assunto.
Na maioria das vezes, penso que ele tem razão, mas acho o desgaste inútil.
Penso sobre a nossa imprensa, como está no post, o mesmo que lula, mas divergimos na forma de reagir a ela.
Nos falamos por telefone na segunda-feira e ele ficou de marcar uma conversa para colocarmos o papo em dia.
Mais uma vez, obrigado.
Abraços,
Ricardo Kotscho
PS: fique à vontade caso queira tratar do assunto em teu blog, utilizando também a mensagem acima. Esta questão do relacionamento com a mídia é muito polêmica, vale a pena o debate.

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/07/a-reflexao-de-ricardo-kotscho/

Duplicação da PE-60 está em xeque

21.07.2011
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO
Por AUGUSTO LEITE


Verba seria obtida com federalização da rodovia, mas mudança não ocorrerá


A duplicação total da PE-60, no Litoral Sul, está em xeque. O Governo do Estado queria transformar a rodovia em uma BR e angariar recursos da ordem de R$ 600 milhões para as obras em 87 quilômetros, mas o Senado vetou o artigo da Medida Provisória (MP) 505-A, que tratava da federalização. Por enquanto, os serviços em andamento vão até a praia de Porto de Galinhas. Ainda assim, a PE-60 continua recebendo verba federal. Ontem, após sobrevoar um trecho danificado pelas chuvas, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, acertou a liberação de R$ 15 milhões. Outros R$ 30 milhões serão aplicados na parte urbana da BR-101.


O dinheiro da União para a PE-60 é uma espécie de compensação pelo tráfego pesado que migrou para a estrada pernambucana com a queda de uma ponte, na BR-101, no município de Xexéu. Questionado se a federalização havia sido tratada com o ministro, o secretário estadual de Transportes, Isaltino Nascimento, afirmou que a estratégia para dar sequência aos trabalhos será definida pelo governador Eduardo Campos. “Nós fizemos uma menção, mas, como o artigo foi vetado, não tratamos disso”. Passos se limitou a dar uma coletiva de 15 minutos à Imprensa, no Palácio do Campo das Princesas, e reclamou duas vezes quando perguntado sobre assuntos não relacionados à visita ao Estado.


A MP 505-A também indicava a transferência de controle da AL-101, em Alagoas, à União, já que a rodovia se une à PE-60. O problema é que a federalização das rodovias estaduais era apenas o último artigo de um projeto de lei elaborado pelas bancadas pernambucana e alagoana na Câmara dos Deputados - onde chegou a ser aprovado. A proposta original nada tem a ver com o assunto e se refere a uma concessão de crédito de R$ 30 bilhões da União para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BDNES), esta sim aprovada pelo Senado, em março deste ano.


O artigo que federalizaria as rodovias também não as citava claramente. Dizia apenas que constariam na relação descritiva de rodovias, do sistema rodoviário federal, o entroncamento da BR-101, no Cabo de Santo Agostinho, passando por São José da Coroa Grande, Maragogi (AL) e Paripueira (AL). O secretário Isaltino Nascimento chegou a assegurar que os recursos para duplicar a PE-60 seriam oriundos da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). As obras teriam início no próximo ano, com duração de 36 meses.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-economia/652457-duplicacao-da-pe-60-esta-em-xeque

Ministra da Mulher elogia trabalho desenvolvido em Pernambuco

21.07.2011
Do BLOG DA FOLHA
Por Valdecarlos Alves 


Roberto Pereira/SEIaltIriny Lopes firmou convênios na ordem de R$ 2,3 milhões

Pernambuco avança no fortalecimento das políticas públicas para as mulheres. Nesta quinta-feira (21), o governador Eduardo Campos e a ministra Iriny Lopes, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, assinaram dois convênios que garantem a ampliação das ações estaduais na área. Os recursos somam cerca de R$ 2,8 milhões, sendo R$ 2,3 milhões do Governo Federal e o restante do Estado.


Durante a solenidade, a secretária Estadual da Mulher, Cristina Buarque, fez um balanço dos projetos desenvolvidos pelo Estado desde a implantação pioneira da secretaria em 2007. Ao longo desses quatro anos e meio, foram criados planos estaduais voltados para as mulheres rurais e metropolitanas, como os de enfrentamento à violência e epidemia do HIV/AIDS, o Chapéu de Palha Mulher e o Nenhuma Pernambucana sem Documento.


“Para nós é gratificante chegar a um estado onde as políticas públicas estão tão avançadas, algumas já consolidadas e numa compreensão global”, elogiou Iriny Lopes. “Não existe no Brasil uma política de combate à violência contra a mulher como a do nosso Estado”, garantiu Cristina Buarque, lembrando que antes da gestão de Eduardo Campos não havia uma secretaria específica que desenvolvesse políticas públicas para as mulheres, nem tampouco casas-abrigos ou delegacias especializadas para acolher as vítimas de violência. 


O primeiro convênio firmado hoje, “Trabalhando Gênero na Educação Formal”, conta com investimento de quase R$ 500 mil e atuará em duas frentes. A primeira é a realização do Prêmio Naíde Teodósio de Estudos de Gênero cujas inscrições estão abertas até setembro. O prêmio visa fomentar a produção de conteúdo sobre a questão do gênero. O edital e o formulário podem ser acessados pela internet através do endereçohttp://agil.facepe.br


O convênio também vai atuar no fortalecimento dos estudos e debates das relações de gênero nas escolas de nível médio e nos núcleos universitários instalados nos institutos de ensino superior. 


Já o segundo convênio firmado hoje prevê o aporte de cerca de R$ 2,3 milhões no projeto “Fortalecimento das Ações do Combate à Violência Contra a Mulher”. O valor será destinado ao aparelhamento das seis casas-abrigo do Estado, à capacitação de cerca de mil profissionais da Rede de Atendimento das Mulheres Vítimas de Violência (policiais militares e civis, além de servidores do IML, das unidades hospitalares, dos oito Centros de Referência, das Casas-Abrigos e da Secretária da Mulher) e também para promoção de campanhas educativas e preventivas da violência.

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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/22665-ministra-da-mulher-elogia-trabalho-desenvolvido-em-pernambuco

Santayana lembra de Jango

21.07.2011
Do CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim


Aranha, Jango e Tancredo (encoberto) no enterro de Vargas
Conversa Afiada reproduz artigo de Mauro Santayana, do JB online.

Leia também “Jorge Ferreira revisita Jango. Espártaco não era petista. E Gaspari leva um tiro”

Memória de Jango


Mauro Santayana

Não tive ainda a oportunidade de ler  o livro do professor Jorge Ferreira sobre o Presidente João Goulart, mas a simples evocação do grande brasileiro me conduz a algumas lembranças pessoais de um homem solidário com seu povo e que conquistava todos os que o conheciam.


Em 1953, logo depois de nomeado Ministro do Trabalho, Jango visitou Belo Horizonte. Fui encarregado pelo Diário de Minas, onde trabalhava, de acompanhá-lo, em seus contatos oficiais e com os líderes sindicais mineiros. Jango vestia um terno branco, de linho irlandês (S120, para os que ainda se lembram daquele tempo). Em determinado momento alguém lhe fez um pedido, ele não encontrou caneta nem papel em seus bolsos e apelou para o jovem repórter que se encontrava ao lado. Ofereci o que tinha, uma folha  de papel e uma caneta Sheaffers, de tinta azul. Por uma dessas imprevisíveis fatalidades, a caneta começou a soltar a tinta, sujando as mãos do Ministro. Jango, em ato contínuo, limpou suas mãos no próprio paletó, até então imaculadamente limpo. Fiquei constrangido, e ele me disse que não me incomodasse  – continuaria usando a caneta – e  retirou do bolso um lenço, passando a usá-lo para limpar os dedos, a cada vez que escrevia.


Em 1975, estive em Buenos Aires para redigir um livro sobre a Argentina. Visitei o escritório comercial de Jango, instalado no centro da cidade. Conversamos sobre os dois países e a situação política. O presidente se lembrou do nosso exílio em Montevidéu – quando nos vimos algumas poucas vezes –  de Belo Horizonte e de minha caneta esbodegada.


– Tu me deves um terno de linho irlandês, lembrou para o meu desconforto, e sorriu.  Como eu estivesse em companhia de Wania, minha mulher, cujo sofrimento nos meses que se seguiram ao golpe ele conhecia, bateu-me afetuosamente no ombro, enquanto a olhava, e disse: – Se os militares te fazem a  vida impossível, vem com tua família. Na estância haverá um lugar para todos, e não faltará uma ovelha para carnear.


Foi a última vez que o vi. Fiquei preocupado porque ele mantinha sempre à mão  comprimidos de trinitrina:  sofria de cardiopatia, e o remédio, poderoso, serviria para, em caso de urgência, dilatar os vasos até o socorro médico. No ano seguinte, em dezembro de 1976, quatro meses depois de Juscelino, Jango morreria no exílio. Cinco meses mais tarde, em maio de 1977, seria a vez de Lacerda. Tancredo duvidava daquela coincidência: em menos de um ano, os três morreriam, a seu ver, de forma estranha. Segundo informações posteriores, um agente, a serviço da Operação Condor, teria trocado o vasodilatador por outra droga, o que o teria matado em sua estância argentina.


Jango não escolhera seu destino. Filho de rico estancieiro, ao aproximar-se de Vargas,  comoveu-se com a vida austera e discreta do ex-presidente, confinado em sua fazenda do sul. Não era um intelectual, como Lacerda, nem um visionário, como foi Juscelino, com os quais tentou a famosa Frente Ampla contra a ditadura. Aprendera, com Getúlio, a respeitar os trabalhadores e dava real importância às organizações sindicais, como contraponto às sólidas e poderosas instituições patronais.


Em 1954, ao cobrir os fatos que se seguiram à morte de Vargas, vi quando Jango – que morava em um hotel de Copacabana – chegou ao Catete,  tirou do bolso um documento e leu em silêncio, o rosto tenso. Provavelmente se tratava de cópia da carta-testamento que Getúlio lhe entregara antes de terminar a reunião ministerial, da noite anterior, com a observação de que se tratava de um assunto a ser resolvido no dia seguinte – como se soube depois. Essa foto ilustrou, se não me falha a memória, a matéria que redigi sobre os fatos, e foi publicada na edição de 26 de agosto do Diário de Minas.


Ele estava desolado, como o filho que perde o pai, o viajante que perde o caminho. Mas, no dia seguinte, logo depois do sepultamento de Getúlio, em São Borja, reuniu-se a Oswaldo Aranha e a Tancredo Neves. Os três avaliaram a situação e concluíram que era necessário colocar nas ruas uma candidatura presidencial, a fim de coibir o golpe antinacional que estava em marcha, sob o governo frouxo e cooptado de Café Filho. Ali se decidiu que a candidatura de Juscelino – um dos favoritos de Vargas – fosse lançada em seguida.


Jango tinha uma visão de Estado que continua válida até hoje. Se ele houvesse conseguido realizar as reformas de base – principalmente a agrária e a bancária – o Brasil teria chegado a seu futuro mais cedo. Os trabalhadores do campo escapariam das brutais condições impostas pelo latifúndio, aumentaria a produção de alimentos e, como ocorreu em outros países, seria ampliado o mercado interno para a indústria nacional. A reforma bancária colocaria ordem no sistema financeiro­ – providência a cada dia mais necessária, aqui e em todas as partes. O golpe de 1964 atrasou o processo de construção nacional, que só foi retomado com Itamar, para em seguida  frustrar-se durante oito anos, e ser retomado por Lula, com sua política social  que libertou milhões de  brasileiros da miséria.


Jango, estancieiro rico, que chegara à política pela solidariedade pessoal para com Vargas, tornou-se, pelos seus atos, corajosos e patrióticos,   um  homem de seu povo.


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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/07/20/santayana-lembra-de-jango/

O lado megera da ex-editora

21.07.2011
Do site da CartaCapital
Por Redação Carta Capital



Rebeca Brooks e o magnata Rupert Murdoch. Com a prisão da ex-editora, repórteres começam a revelar a realidade das redações dos jornais sob o comando dela. Foto: Max Nash/AFP
Rebeca Brooks e o magnata Rupert Murdoch. Com a prisão da ex-editora, repórteres começam a revelar a realidade das redações dos jornais sob o comando dela. Foto: Max Nash/AFP
As histórias envolvendo os escândalos de espionagem do tablóide News of the World ganha novos (e rudes) detalhes a cada dia. As últimas contam casos de bastidores envolvendo a ex-editora Rebeca Brooks, uma das cabeças do grupo o qual o jornal pertencia e fortemente ligada a Rupert Murdoch. Na terça-feira 20, jornalistas que trabalharam com ela contaram à Associated Press (AP) que falta de escrúpulos e bullying corporativo faziam parte do cotidiano das redações pelas quais passou.
“Os repórteres que se submetiam ao ridículo eram destinados ao sucesso”, disse Michael Taggart, que trabalhou com Rebeca Brooks em 2003 no The Sun.
Segundo Taggart, o mantra da redação comandada por Rebeca era “faça o que for preciso”. Ele afirma ter participado de vigilâncias noturnas e operações secretas junto a celebridades, contrapondo-se aos veículos concorrentes, que tendiam a ter as informações vindas de contatos junto de celebridades.
Um caso importante de excessos comentidas pela direção do grupo foi relatado pelo jornalista Charles Begley, que cobria tudo sobre Harry Potter em 2001. Ele chegou a ser obrigado a trabalhar com roupas do jovem mago do cinema. Quando ele se recusou a vestir as roupas, Rebeca Brooks, sua chefe, não o permitiu cobrir mais fatos sobre o Harry Potter.
Particularmente no caso do The Sun, tabloide famoso por ter fotos de mulheres em topless, só piorou com Rebeca no comando, afirma Michael Taggart. “Era esperado que nós adjetivássemos as mulheres com expressões como ‘prostituta’”, por exemplo.
Um problema jornalístico crônico também era rotineiro sob o comando da amiga de Ruppert Murdoch: a inserção falsa de detalhes em matérias. Um ex-repórter que trabalhou por 7 anos no News of The World disse disse, em condição de anonimato, que a prática era comum pelos editores do jornal. “Não havia como protestar”, disse. “Qualquer um que mencionasse ética ou se recusava a cooperar com as práticas duvidosas, era exilado pela redação”.
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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/politica/jornalistas-mostram-o-lado-megera-de-ex-editora