domingo, 17 de julho de 2011

Paraguai é dominado durante o jogo, mas vence o Brasil nos pênaltis e está na semifinal

17.07.2011
Do MSN ESPORTES


Com uma grande exibição do goleiro Justo Villar, Paraguai se defende durante o jogo e alcança a classificação

Justo Villar evita o gol de Alexandre Pato(Reuters)
Justo Villar defende finalização de Alexandre Pato
Logo no início do jogo, a diferença de postura das seleções ficou clara. O Paraguai travava o jogo e marcava forte, buscando explorar um possível contra ataque ou erro brasileiro. O Brasil dominava a posse de bola e tentava superar a marcação paraguaia. Ganso, responsável pela criação do Brasil era individualmente marcado pelo volante Cáceres. 
Se o goleiro Fernando Muslera foi o maior responsável pela classificação do Uruguai para as semifinais, o paraguaio Justo Villar também pode ser apontado como grande reponsavel por ter evitado uma goleada, tamanha foram as chances de gol desperdiçadas pelo Brasil.
Com grande volume de jogo, o Brasil dominou a partida mas não conseguiu definir o jogo no tempo regulamentar.
Na prorrogação os times pouco criaram, exceção feita a uma confusão entre Lucas Leiva e Alcaraz que terminou com ambos expulsos. Nos pênaltis, Brasil desperdiça todas as cobranças e o Paraguai avança na Copa América.
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Fonte:http://esportes.br.msn.com/futebol/copa-america/fase2_brasil-x-paraguai.aspx

Berlusconi cai; Itália afunda na crise

17.07.2011
Do blog de Altamiro Borges
Por Altamiro Borges




Na quinta-feira à noite, o fascistóide Silvio Berlusconi, primeiro-ministro da Itália, caiu no chuveiro, bateu a cabeça e sofreu um “pequeno traumatismo craniano”, segundo informou seu médico pessoal, Alberto Zangrillo, à agência de notícias Efe. “Depois da queda realizamos um exame traumatológico para avaliar a inflamação, que sempre ocorre depois de um traumatismo, mas Berlusconi está bem e apenas tomou analgésicos”.


A notícia é engraçada, mas bem que poderia ser melhor para os italianos. Berlusconi poderia ter caído, de fato, do poder, deixado o governo. Este anseio, porém, não está distante da realidade. O parlamento italiano, que aprovou nesta semana um pacote de maldades contra o povo – redução dos impostos dos ricaços, corte dos gastos sociais, demissão de servidores e congelamento dos salários –, chegou a discutir o fim do mandato do primeiro-ministro.


Orgias, corrupção e colapso econômico


O fanfarrão vive seu pior momento político. No mês passado, seu nível de popularidade despencou nas pesquisas e a coalizão direitista que o apóia foi derrotada nas eleições locais em maio e junho. A sua traumática queda – a real, não a do banheiro – decorre das constantes denúncias de corrupção e orgias nababescas, inclusive com menores de idade. “A Itália não é um bordel”, gritam os manifestantes em protestos quase diários nas ruas.


Seu declínio também se acelerou com o agravamento da crise econômica no país. Na semana passada, as manchetes da imprensa européia apontaram a Itália como “a bola da vez” do colapso financeiro. A crise derrubou as ações dos maiores conglomerados do país. Terceira maior economia da zona do euro e uma das sete maiores do mundo, a Itália pode quebrar e afundar de vez toda a Europa, que agoniza há vários anos.


Itália empurrada para o buraco


Sua dívida pública é superior a 120% do Produto Interno Bruto (PIB). Na Europa, ela só é menor, proporcionalmente, a da Grécia (acima de 150% do PIB). Totalmente fragilizada pela desregulamentação neoliberal, a nação é vítima da especulação financeira. O “pacote de maldades” apresentado pelo governo Berlusconi visa exatamente salvar os banqueiros e jogar o peso da crise econômica nas costas dos trabalhadores. Mas ninguém acredita no seu êxito!


O “pequeno traumatismo craniano” sofrido por Berlusconi no banheiro pode virar um baita trauma. Ninguém mais se entende no seu gabinete. O bravateiro até ameaçou demitir seu ministro das Finanças, Guido Tremonti. “Se eu cair, a Itália cairá. Se a Itália cair, cairá também o euro. É uma cadeia”, retrucou o ministro. Enquanto isto, a crise se agrava e a mídia rentista se desespera: “Se a Itália for empurrada para o buraco, a crise mudará de patamar e o mundo estará diante de um problema de proporções incomuns”, alertou o editorial do Estadão.
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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/07/berlusconi-cai-italia-afunda-na-crise.html

PMDB quer evitar que PSB de Eduardo Campos fique com a vice em 2014

17.07.2011
Do BLOG DA FOLHA,16.07.11
Postado por Valdecarlos Alves


PR
altTemer e peemedebistas temem perder o posto de "aliado preferencial"
Do iG


O casamento do PT com o PMDB, selado pela aliança entre a presidenta Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer, pode estar correndo o risco de terminar de maneira precoce. A avaliação é feita por líderes do PMDB, que vêem no PSB potencial para tirar-lhes o posto de “aliado preferencial” do governo nas eleições de 2014.

Na tentativa de evitar que o casamento PT-PMDB termine nas bodas de flores, quando a união completa quatro anos e termina o primeiro mandato de Dilma, o diretório nacional do PMDB orientou que o partido privilegie candidatos próprios. O objetivo é fortalecer a sigla para garantir o enlace com o governo na próxima eleição presidencial e tentar estar ao lado do PT numa eventual reeleição da presidenta até as bodas de cobre, quando a aliança completaria oito anos.

Embora PT e PMDB se esforcem para mostrar entrosamento, entre quatro paredes peemedebistas temem que a relação se estremeça diante do crescimento do PSB, comandado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos. E o temor é justificado com base na agenda da presidenta: Campos é o governador recordista em audiências com Dilma, de acordo com levantamento realizado pela reportagem.

Desde que iniciou seu mandato, há sete meses, a presidenta recebeu Campos cinco vezes. Por três oportunidades, o pernambucano foi recebido com outros governadores. Outras duas vezes, em 1º de fevereiro e 13 de maio, a audiência foi particular.

Somente dois governadores, Tarso Genro (RS) e Marcelo Déda (SE), ambos petistas, tiveram dois encontros reservados com Dilma. Os demais governadores foram recebidos apenas uma vez, sem distinção entre tucanos, democratas ou peemedebistas. Ser do partido do vice não é garantia de prioridade na agenda da presidenta. Como relatou um cacique peemedebista ao iG, há governadores do partido que aguardam há seis meses uma resposta a um pedido de audiência com Dilma. "Alguém tem dúvida de que, se o PMDB chegar enfraquecido na eleição, o lugar pode ficar com o PSB?", indagou.

Apesar da insatisfação com o tratamento dado, líderes do PMDB fazem questão de demonstrar a força da aliança com o PT. Símbolo disso é o bolo de casamento que o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), deu de presente para o PT na última terça-feira. Nos bastidores, o agrado que celebrou o “amor à 15ª vista” entre Dilma e Temer foi interpretado como um recado de que o PMDB não está disposto a ceder tão facilmente seu posto no governo.
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João da Costa pede ajuda ao governador Eduardo Campos

17.07.2011
Do BLOG DA FOLHA 
Postado por Vadecarlos Alves
PCR

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O prefeito do Recife, João da Costa, está reunido deste o início da manhã, com o Comitê de Monitoramento do Estado de Alerta, na sede da Codecir (Santo Amaro), fazendo um mapeamento de todas as áreas que encontram-se em condição de risco, reforçando as ações preventivas para minimizar as efeitos da chuvas e tomando todas as medidas necessárias para transferência das famílias desabrigadas para abrigos organizados pelo Iasc. O gestor conversou com o governador Eduardo Campos sobre as providências que estão sendo tomadas e sobre o trabalho integrado com o Corpo de Bombeiros e Codecipe. João da Costa também pediu o apoio do governador para ações de desobstrução na BR-101, próximo à Guabiraba.

“Estamos trabalhando em regime de alerta, de plantão aqui na sede da Codecir, adotando todas as providencias necessárias para que as vidas das pessoas sejam preservadas”, afirmou o prefeito. Desde a última sexta-feira, quando iniciaram as chuvas mais fortes o prefeito determinou o reforço das equipes, convocando servidores que estavam de sobreaviso. No momento, cerca de 100 pessoas estão de prontidão para atender aos chamados da população.

Entre as 7h e 11h deste domingo (17) a Coordenadoria de Defesa Civil (Codecir) registrou mais de 200 ocorrências entre pedidos de vistorias, lonas plásticas e deslizamentos. A ocorrência mais grave foi registrada na rua Pirizal, no Vasco da Gama, onde um deslizamento de barreira causou a morte de Rodrigo Firmino de Almeida, 23 anos. Assim que tomou conhecimento da ocorrência, a Codecir enviou ao local uma equipe formada por um engenheiro, duas assistentes sociais e uma psicóloga. Duas famílias, incluindo a da vítima, foram retiradas e encaminhadas para casas de parentes.

Na área há um conjunto de quatro casas. Em uma delas, onde houve o deslizamento e o óbito, foi constatada através de uma vistoria técnica, a ampliação irregular fora da área de proteção do muro de arrimo. A vítima, filho da proprietária da casa, construiu de forma irregular um quarto onde estava residindo. Além disso, foi encontrada sobre a barreira uma piscina de plástico com água, e tubos de PVC de águas servidas, o que podem ter sobrecarregado a encosta. A Codecir já realizou capinação, colocação de lonas plásticas no local, estabilizando o setor.

O Iasc e a Codecir estão prestando assistência à família da vítima. O funeral será custeado pela Prefeitura.  O Iasc está levantando as condições sociais da família para possíveis encaminhamentos de benefícios, a exemplo do Bolsa Família.

Abrigamento: O Município está com locais disponíveis e preparados para receber as famílias que ficarem desalojadas e desabrigadas. Eles estão localizados na Várzea, na Imbiribeira e na Avenida Norte. Os locais têm capacidade para 360 pessoas. 

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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/22506-joao-da-costa-pede-ajuda-ao-governador-eduardo-campos

Novos capítulos na batalha dos pedestres pela sobrevivência

17.07.2011
Do site da Revista CartaCapital, 06.07.11
Por Reinaldo Canto*

Os pedestres de São Paulo, melhor dizendo, os pedestres de quase todo o País, enfrentam diariamente uma luta para chegarem vivos aos seus destinos.
Os obstáculos são inúmeros: vias intransitáveis, calçadas e passarelas inexistentes, transporte público ineficiente e perigoso, motoristas arrogantes e raivosos, além do desrespeito continuado e cotidiano das faixas a eles destinados.
Essa verdadeira guerra pela sobrevivência causou, no ano passado, a morte de 630 pessoas por atropelamento, apenas na capital paulista. No total foram 20 atropelamentos por dia com uma média de 2 mortes diárias.
Os números correspondem, segundo a CET – Companhia de Engenharia de Tráfego – a 46% do total de 1.357 mortes associadas à violência no trânsito em São Paulo.
Grosso modo, pessoas não motorizadas, além de não estarem se beneficiando desse meio de transporte, acabam por ser vitimadas por ele. Uma triste e absurda ironia do destino!
Uma campanha para cumprir a lei já existente
Diante de números tão chocantes, as autoridades públicas foram obrigadas a tomar algumas iniciativas pontuais visando minimizar tal selvageria.
Uma delas nada mais foi do que obrigar motoristas a respeitar, conforme já determina o Código Nacional de Trânsito, ou seja, dar passagem ao pedestre quando este for atravessar a faixa de… pedestres.
No começo de maio a Prefeitura de São Paulo criou um programa em 8 áreas chamadas de Zonas de Máxima Proteção ao Pedestre (ZMPPs) onde vem sendo realizado um difícil trabalho de orientação e fiscalização dos veículos, cujo principal objetivo é o de educar os mal acostumados motoristas, senhores dos espaços públicos, a agir mais do que no cumprimento da lei, como pessoas minimamente civilizadas.
De acordo com os objetivos do programa, bastaria ao cidadão pedestre esticar seu braço para sinalizar a outro cidadão dentro de um veículo motorizado, para que este último interrompesse sua circulação e cedesse gentilmente a passagem ao cidadão pedestre para a travessia na faixa.
Nesse período inicial de campanha, orientadores agitaram bandeiras sinalizando que pedestres querem fazer a travessia e fiscais da CET interromperam o trânsito para garantir uma passagem tranqüila.
A distância entre intenção e gesto
Tudo muito simples e de fácil compreensão. Afinal, se uma pessoa dirige um veículo, ela está, teoricamente, de posse de suas melhores faculdades mentais.
Se possui um carro, podemos concluir que essa pessoa tem o mínimo acesso a meios de comunicação como rádio e televisão, quem sabe seja capaz de ler e entender as informações publicadas por uma revista ou jornal, portanto plenamente capaz de compreender suas responsabilidades e obrigações.
Mas a realidade é bem diferente e mais parece um devaneio, uma utopia sonhar com um mundo assim!!
Basta acompanhar os resultados empíricos desses dois meses de campanha. O que vem ocorrendo quando os fiscais não estão presentes?
Qual o comportamento dos motoristas? Bem, nesse caso, como pedestre assíduo e diário exatamente nas áreas destacadas pelo programa, posso afirmar com propriedade: NADA!
Tenho visto in loco que em sua maioria esmagadora, os motoristas continuam a fazer o que sempre fizeram, ou seja, ignorar e desrespeitar os direitos dos não motorizados.
Pesquisas realizadas pelo órgão de engenharia de tráfego junto aos motoristas constataram o quão ainda estamos distantes de uma solução, isso se formos depender de uma mudança de comportamento pela via do bom senso. Aliás, bom senso é algo que falta na própria percepção dos motoristas em relação as suas atitudes incivilizadas.
Os estudos concluíram que mais de 40% (pelo menos 4 entre 10 motoristas) alegam não parar na faixa de pedestres por temer acidentes. Eles acreditam que o carro de trás não vai parar e o choque, portanto, seria inevitável. Nessa visão torta, não parar nas faixas significaria em última instância, evitar acidentes.
Outros dizem que, quem não para, é o veículo de trás. Alguns cinicamente, diga-se de passagem, quer dizer de não passagem, desrespeitam pedestres pelo nobre motivo de não atrapalhar viaturas e ambulâncias.
Mas também, existem motoristas sinceros, não param porque simplesmente estão com pressa e ponto final. Até na percepção de achar que fazem o certo (ou será mesmo uma mentira deslavada?), nossos condutores respondem com a maior sinceridade.
Quando perguntados se respeitam os direitos dos pedestres, 76,8% disseram que sim. O irônico é que dessa parcela expressiva de cidadãos conscientes de seus deveres, 89,6% fizeram exatamente o contrário momentos antes da resposta e em várias situações colocaram a vida de pessoas em risco.
Pensar mais no coletivo e menos no individual
Loucos ou cínicos, o certo é que temos um longo caminho pela frente para mudar essa realidade nefasta de guerra urbana sem trégua.
Como pedestre, cidadão paulistano e brasileiro peço, encarecidamente, que as autoridades de transporte não desistam diante de tamanhas dificuldades.
A campanha precisa ser mantida, ampliada e passar a punir os infratores, pois infelizmente, o bolso acaba por ser uma boa argumentação civilizatória.
Para que possamos viver em cidades mais civilizadas, seguras e sustentáveis será preciso persistir. Os interesses coletivos devem, com exceções é claro, prevalecer sobre os individuais. O que acontecer em São Paulo será exemplo, bom ou ruim, que poderá num futuro próximo ser replicado em outras cidades do país.
As cidades pertencem às pessoas estejam elas de carro, bicicleta, a pé, de skate ou patinete, tanto faz, os direitos devem ser os mesmos.
Fora disso está a barbárie, injustiças e tragédias cotidianas as quais, tristemente, estamos bem acostumados e acomodados.

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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/cultura/novos-capitulos-na-batalha-dos-pedestres-pela-sobrevivencia

Bruno Peron: Habitação e aglomerados urbanos

17.07.2011
Do portal VERMELHO
Por Bruno Perón*

Estaria o problema de habitação definitivamente resolvido no Brasil se o governo decidisse injetar todo o dinheiro necessário - em detrimento das políticas públicas de outros setores - na concessão de casas a quem não as tem e no suprimento de todas as falhas infraestruturais que distanciam milhões de moradias dos padrões mínimos de dignidade?


"Los presidentes de los países del sur que prometen el ingreso al Primer Mundo, un acto de magia que nos convertirá a todos en prósperos miembros del reino del despilfarro, deberían ser procesados por estafa y por apología del crimen." (Eduardo Galeano - Patas Arriba)

A União Nacional por Moradia Popular estima que o déficit habitacional no Brasil é de 8 milhões de vivendas, mas os recursos disponíveis atenderão a pouco mais de 2 milhões de famílias até final de 2014, quando a presidente Dilma Rousseff fizer um balanço do quadriênio.

Além da falta de teto, 10 milhões de brasileiros têm uma casa, mas contam com algum problema infraestrutural, como falta de tratamento de esgoto ou instalação elétrica clandestina. É um número que ultrapassa os que nem casa têm e vivem, portanto, em condições precárias.

O tema da habitação é tão complexo que demanda a participação de entidades que discutem o crescimento urbano, o planejamento familiar, as migrações interestaduais, o êxodo rural, a repartição de terras, a matriz econômica regional, e a criação de empregos. As ações concertam-se porque nenhum destes temas aceita segregação.

Maior parte da população brasileira não vive, mas aglomera-se nas cidades, focos de civilização em que a especulação imobiliária brinca com o direito de moradia das pessoas e os salários diminutos corroboram a incapacidade de desfrutar da vida.

Nas zonas urbanas de expansão rápida, lotes de condomínios de luxo vendem-se cabalmente nas primeiras horas de lançamento, enquanto se gera um excedente cada vez maior de famílias que não logram uma habitação de incentivo governamental, que compreende, em geral, poucas dezenas de metros quadrados espremidos.

Faixa de renda
As políticas públicas habitacionais concentram-se na população de renda baixa, sobretudo a que dorme em favelas e espaços clandestinos, uma vez que a de ingressos maiores tem condições de financiar a expansão dos condomínios privados, cuja administração amiúde burla a legislação ambiental e tributária em prol de um grande negócio.

O Ministério das Cidades labora com a meticulosa Política Nacional de Habitação e o Plano Nacional de Habitação, que dispõem de um diagnóstico e um programa de ação bem embasados e mitigadores, porém paliativos se não se discutem caminhos para estancar o aumento do déficit habitacional.

O objetivo da Política Nacional de Habitação é "universalizar o acesso à moradia digna para todo cidadão brasileiro". O adjetivo destaca que a preocupação governamental é a de estruturar e formalizar as condições habitacionais para que todos possam viver em vez de aglomerar-se, usufruir em vez de sonhar.

Em linha similar de raciocínio, anda o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que luta desde 1997 por um modelo de cidade que garanta moradia a todos e condições melhores de trabalho. Malgrado as irregularidades que eventualmente surgem em sua estratégia de ocupação e sua atuação mais acentuada nas zonas metropolitanas, o argumento deste grupo é mais razoável que o de empreendedores do ramo imobiliário.

Capital especulativo


Como o dinheiro é prioridade sobre a dignidade no Brasil, que vende suas engrenagens ao capital especulativo e às bolsas de valores, os banqueiros saem com os bolsos mais recheados que churros extravasantes. O governo empresta-lhes para construir as moradas e os bancos endividam os pobres com prestações para toda a vida.

Cada empreendimento do programa Minha Casa, Minha Vida levanta até 500 apartamentos ou casas em unidades habitacionais que dispõem de dois quartos, uma sala, uma cozinha, um banheiro e uma área de serviço. A Caixa Econômica Federal efetiva a venda financiada de imóveis a famílias com renda de até R$1.395,00.

O problema mal resolvido não deixa de mover as rodas do sistema.

Há estudos que indicam que a clandestinidade é maior do que se imagina em habitação no Brasil. A formalização, deste modo, interessa aos gestores das políticas de moradia tanto quanto as construtoras comemoram o inchaço urbano, que remete à lei de oferta e procura, e torna o sonho da casa própria mais distante para muitos.

Há que mudar a cultura paternalista que retém milhões de brasileiros na passividade à espera de que alguém resolva seus problemas. O Estado corrigirá as distorções quando se tornar agente catalisador e facilitador de uma trama que não prescinde do trabalho árduo de todos nós a fim de que façamos mais e dependamos menos.

Respondendo à indagação inicial: a ciência por vezes tarda a substituir o milagre.
*Bruno Peron mantém o blog brunoperon.com.br e é mestre em Estudos Latino-americanos (2008-2009) pela Facultad de Filosofía y Letras (FFyL) na Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM).


Fonte: Site do Bruno Peron

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Fonte:http://vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=1&id_noticia=158973

Aberta a temporada de invasão às bases no Recife

17.07.2011
Do BLOG DA FOLHA 
Por Manoel Guimarães
Da Folha de Pernambuco


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                      Múcio Magalhães: "Acho desonesto quem oferece e quem aceita"



Durante o recesso do Legislativo municipal, os vereadores do Recife passam a dedicar um tempo maior às suas bases eleitorais - territórios onde obtiveram mais votos nas últimas eleições. Porém, faltando pouco mais de um ano para o próximo pleito, começam a surgir queixas sobre invasões de base, o que ocorre quando determinado candidato realiza ações em área que deu votos a outro vereador. Tal prática estaria atrelada a uma possível cooptação de lideranças comunitárias, ação condenável para uns e uma forma de sobrevivência eleitoral para outros. Esse cenário tende a apimentar os bastidores da Casa de José Mariano pelos próximos meses até o pleito municipal.

Vereador desde 1997, Marcos Menezes (DEM) revela que o assédio às lideranças ligadas a um legislador é prática comum mais perto da eleição. “Existe uma liderança de determinada comunidade que te rende um bom número de votos. Chega alguém e oferece a ela um bom dinheiro. O que se pode fazer? Ainda está muito cedo. Pode até estar ocorrendo, mas não de forma tão sistemática como ocorre às vésperas da eleição”, relata Menezes.

O petista Múcio Magalhães também não concorda com a compra de lideranças. O vereador, sexto mais votado em 2008, com 9.990 votos, afirma que não adotará a prática, mesmo que acabe perdendo eleitores no ano que vem. “Não posso acusar quem vai para outras bases. Quem sai, vai porque quer. Agora, não existe só o corrompido, também existe o corruptor. Acho desonesto quem oferece e quem aceita. Não vou atrás de quem já tem candidato. Eu não faço leilão de gente. Quem está comigo é por concordância política”, alfineta Múcio.

Para Gilberto Alves (PTN), a disputa por espaço sempre vai acontecer, embora a ideia de relacionamento com as bases precise ser reformulada. “Não acredito nessa política de base A ou base B. A base é o seu trabalho. O vereador tem que ser da cidade. Há uma distorção no conceito de base. Às vezes o vereador tem uma identificação maior porque mora ou ajuda tal bairro ou comunidade. Então ele acha que ninguém tem o direito de ir lá, estabelecer uma relação, fazer um trabalho. Ele se sente o dono, e isso não é bom”, aponta.

A invasão de bases é atenuada com a possível entrada na disputa eleitoral de nomes como George Braga (PCdoB), Jayme Asfora (PMDB), André Régis (PSDB), Henrique Leite (PT) e Luciana Félix (PT), além dos filhos do deputado Eriberto Medeiros (PTC) e do vereador Romildo Gomes (DEM), caso este não concorra à reeleição. Além disso, está em jogo um montante de 46.749 votos dos ex-vereadores Luciano Siqueira (PCdoB), Francismar Pontes (PTB), Daniel Coelho (PV), Gustavo Negromonte (PMDB) e Roberto Teixeira (PP), que conquistaram mandatos de deputado em 2010, e Luiz Vidal (PSDC), falecido em 2009. Francismar pode lançar o filho.

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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/22496-aberta-a-temporada-de-invasao-as-bases-no-recife

João Paulo está fora da Matrix

17.07.2011
Do BLOG DE JAMILDO
Por Fernando Castilho, do JC Negócios.


Há um enorme equívoco na avaliação de que o ex-prefeito João Paulo de Lima e Silva seria capaz de deixar o PT para disputar a Prefeitura do Recife no próximo ano. Não o fará, porque já não governa seu destino político e a menos que aceite a ideia de uma aventura suicida noutra sigla, terá que esperar e sentir “o rumo do vento” para ver como define o seu.


João Paulo agora sabe que perdeu a chance de governar seu destino em 2009 quando recusou o apelo do então presidente Lula da Silva e da então possível candidata Dilma Rousseff, para que abrisse mão da escolha pessoal do atual prefeito João da Costa em favor do hoje senador Humberto Costa.


Até aquele dia, João Paulo tinha agido certo. E se revelara jogador hábil quando no dia em que João da Costa se elegera deputado estadual, o então prefeito o anunciou como candidato à Prefeitura do Recife. Marcara o lugar. E sabia que poderia tirá-lo a qualquer momento.


Além disso, o gesto impedira qualquer atuação dentro de sua gestão dos demais lideres do PT. Com João da Costa candidato, nenhum deles daria mais nenhum “pitaco” na gestão que ainda duraria dois anos e cujo slogan dizia que a grande obra era cuidar das pessoas. E naquele momento, João Paulo estava cuidando das suas. Mas, os problemas começaram quando Lula começou a pressioná-lo por Humberto Costa.


Naquela época, João Paulo fez uma conta - até certo ponto correta - de que Humberto Costa não deveria ser ouvido nem cheirado para nada. Porque entendia que deveria continuar mandando na sua prefeitura, ou pelo menos, sendo consultado pelo seu sucessor. Naquela hora deu certo. Barrou Humberto, deu um chega para lá em Maurício Rands e elegeu “um poste” como mais tarde ele mesmo diria.


Só cometeu um erro grave: deixou o comando do Diretório Municipal do Recife nas mãos do “poste”, ou melhor, do novo prefeito. E fez isso mesmo sabendo que Humberto Costa, com exceção do Recife, mandava no partido no Estado inteiro. Ganhou, mas não levou.


Hoje, fora do comando da legenda, ele sabe que deveria ter tomando cuidados burocráticos. E ouvido Lula e Dilma. Agora, entende que se fizesse Humberto Costa prefeito, além da gratidão ele estaria sentado na principal cadeira do maior prédio do Cais do Apolo. Preso para as futuras disputas.


E feitas as contas, só teria ganhado. Primeiro com Lula e Dilma pelo “gesto” partidário. Depois, com Eduardo Campos que precisava antecipar o pagamento de sua dívida com Costa pelo seu gesto em 2007. E ainda estaria livre para ser candidato ao Senado com apoio de todos os caciques do PT e de Eduardo Campos. E o mais importante: com o comando do partido municipal. E tinha tempo para quando Humberto saísse, poder voltar. Enfim, teria virado dono de seu destino.


Mas, não é essa a sua situação hoje. Sem o diretório municipal, a vaga de candidato está nas mãos de João da Costa que, sentado na cadeira, tem todo o direito de pretender se reeleger.


Também não tem nenhuma razão de ter apoio de Humberto Costa já que ele, sozinho, foi quem lhe fechou a porta da candidatura à Prefeitura. Se tiver de apoiar alguém no próximo ano, Humberto Costa vai prestigiar é João da Costa e não João Paulo. Afinal, João da Costa hoje é adversário de João Paulo.


Também não poderia se socorrer dos outros caciques pernambucanos. O que ganhariam com João Paulo prefeito, Armando Neto, do PTB, que só pensa em 2014? João Lyra, do PDT, que também só pensa em virar governador de Pernambuco e disputar mais quatro anos? E Eduardo Campos, do PSB, que mesmo brigado com Milton Coelho quer manter a parceria com João da Costa?


Poderia pensar no amigo Jarbas. Mas, se o senador não quiser ele mesmo ser candidato, vai colocar no pleito seu fiel escudeiro Raul Henry. Bom, poderia pensar em se abraçar ao DEM ou ao PSD, o novo partido de Gilberto Kassab. Mas, rasgaria sua biografia e correria o risco de sair desmoralizado?


Tem mais: todas essas contas passam pela direção nacional que vai analisar o quadro de 2012 pensando no jogo de 2014. Assim, só resta a João Paulo esperar. A montanha de votos que as pesquisas lhe atribuem não é aceita como moeda no caixa dos partidos.


Resta saber se o inquieto João Paulo terá coragem de pagar para ver e se aventurar numa saída do PT. E mais ainda sabendo que, como no filme dos irmãos Andrew Paul e Laurence Wachowski, a vida fora da “Matrix” do PT é muito difícil. Até porque, não tem os poderes do “Senhor Anderson” para enfrentar a leva de “agentes Smith” que hoje querem simplesmente lhe deletar.
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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/artigos/2011/07/17/joao_paulo_esta_fora_da_matrix_106934.php

Choveu 213,5 milímetros nas últimas 48 horas no Recife, diz Codecir

17.07.2011
Do BLOG DA FOLHA 
Postado por Valdecarlos Alves


Fotos Valdecarlos Alves
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Segundo informações do pluviômetro localizado na Codecir, Nas últimas 48 horas, o acumulado de chuva foi de 213,5 mm, mais que o total registrado em julho do ano passado, que foi de 190ml. O acumulado do mês registra 402,6 ml. 

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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/22507-choveu-2135-milimetros-nas-ultimas-48-horas-no-recife-diz-codecir

Serra, o alienista da Mooca

17.07.2011
Do blog de Luís Nassif
Por Reinaldo Melo


Para Serra, o adversário de 2014 será Lula, não Dilma


Foto:Sérgio Lima/Folha

José Serra
Ao esboçar seus planos para 2014, o tucano José Serra faz apostas que destoam da média das opiniões disponíveis.
Para Serra, o antagonista do PSDB na próxima sucessão presidencial será Lula, não Dilma Rousseff.
Decidido a disputar pela terceira vez, Serra desdenha também da tese segundo a qual Aécio Neves tornou-se a bola da vez do tucanato.
Em privado, Serra acalenta a expectativa de que Aécio não se animará a medir forças com o PT se o oponente for Lula.
Algo que não ocorre com ele. Entre quatro paredes, Serra declara que tudo o que deseja é um novo confronto eleitoral com Lula.
Nos dois embates anteriores, levou a pior. Em 2002, perdeu para o próprio Lula. Em 2010, foi batido pela candidata de Lula, uma Dilma novata em urnas.
Serra acredita que o PSDB não terá como desprezar os 43,7 milhões de votos que ele obteve no ano passado.
Avalia que Dilma não será candidata à reeleição por duas razões: 1) Diz que, embora negue, Lula quer voltar. 2) Declara que a gestão Dilma resultará em fracasso.
Na opinião de Serra, os primeiros seis meses de Dilma foram marcados pelo desperdício de tempo.
Acha que, rendida por uma herança que não pode denunciar e sitiada por interesses partidários subalternos, Dilma absteve-se de tratar do essencial.
Não cuidou da reforma tributária. Elevou os juros em vez de rebaixá-los. E não desarmou a armadilha da sobrevalorização do Real.
Enxerga o recrudescimento do que chama de “desindustrialização”. E vaticina: as baixas taxas de investimento público agravarão os gargalos da infraestrutura.
Por todas essas razões, Serra defende internamente que a oposição escale sobre Dilma, adotando, desde logo, um discurso mais incisivo.
Contra a vontade de Serra conspiram os fatos. Formou-se dentro do PSDB uma densa maioria pró-Aécio.
Na eleição de 2010, além de empurrar para dentro de sua biografia uma segunda derrota presidencial, Serra colecionou desafetos.
Aécio cavalga essa insatisfação. Dono de um mandato de oito anos no Senado, não teria, em tese, razões para fugir das urnas em 2014.
Ainda que o rival seja Lula, Aécio tem pouco a perder. Na pior hipótese, leva a cara à TV, enverniza a imagem para embates futuros e retorna ao Senado.
Para o grosso da cúpula do PSDB, Serra precisa concentrar-se em 2012, não em 2014. O partido quer saber dele se vai ou não disputar a prefeitura de São Paulo.

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Fonte:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/serra-o-alienista-da-mooca#more

O Brasil deve ter a Bomba ? Não e Sim ! Vote !

17.07.2011
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim




E assim eles entregaram a Bomba !

Fernando Collor e Fernando Henrique foram os presidentes que trouxeram para o Brasil o neoliberalismo concebido pelos Chicago Boys e Augusto Pinochet.

Eles aqui, Menem na Argentina (que foge da polícia com um mandato de senador), Fujimori (encarcerado) no Peru, e Salinas de Gortari (refugiado na Irlanda) no México. 

A fina flor da elite de latino-américa.

Aquela que “Cambalache” imortalizou – ouça aqui na versão de Caetano Veloso. 

E no Brasil se resume na frase “se der m…”, o momento Péricles de Atenas do Governo FHC.

Eles desmontaram o programa nuclear brasileiro na mesma lata de lixo em que esconderam a privatização.

O Brasil, a Rússia e os Estados Unidos são os únicos países do mundo que têm urânio e sabem beneficiar urânio.

O Brasil tem o pré-sal, a terceira ou quarto reserva de petróleo do mundo.

Quem não quer meter a colher nisso ?

Os submarinos nucleares são uma boa forma de dissuasão – e foi o que a presidenta Dilmacomeçou a produzir neste sábado, em Itaguaí, na Nuclebrás.

Mas, não bastam.

Uma bomba atômica seria um argumento mais convincente.

Porém, o Brasil não tinha, nos governos Collor e FHC, condições políticas de resistir à pressão americana e teve que assinar o tratado de Não-Proliferação das Armas Nucleares.

Não tinha como resistir, tal a dependência a que se submeteu, porque quis.

A dependência era inevitável – foi o que disse o Farol de Alexandria, em livro que, hoje, renega.

Mas, aqui para nós: a China tem, a Índia tem, a Rússia tem, Israel tem.

O Brasil é o único país dos BRICs que não tem bomba atômica.

A posição do Brasil em relação aos Estados Unidos mudou ou não ?

Lá em Itaguaí, a Presidenta disse: 

… com o inicio da produção de submarinos, “o Brasil dá um passo em direção à afirmação cada vez maior de país desenvolvido, de país com uma indústria sofisticada e de país que é capaz de absorver e utilizar tecnologias avançadas”.

É, mas daí a ter uma bomba é muito dinheiro e muito risco: os Estados Unidos podem não gostar.

O Brasil deve ter a Bomba ?


Não

É muito caro e os Estados Unidos são contra

Sim

País grande sem bomba fica pequeno (cf. Japão, Alemanha)

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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/07/17/o-brasil-deve-ter-a-bomba-nao-e-sim-vote/