sábado, 16 de julho de 2011

Dilma participa de cerimônia que marca inicio da construção de submarinos no Brasil

16/07/2011
Nacional Política
Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro - A presidenta Dilma Roussef participou hoje (17), em Itaguaí, região metropolitana do Rio de Janeiro, da cerimônia que marca o início da construção de quatro submarinos convencionais brasileiros (S-BR), com tecnologia francesa. Os submarinos são da classe Scórpene, e são um dos itens do acordo que o Brasil assinou com a França há 2 anos e meio.


“A produção representa uma posição estratégica do Brasil diante do fortalecimento da sua indústria, da capacitação de nosso país, da nossa capacidade de construir alianças internacionais”, disse a presidenta.


A Marinha estima que 36 mil itens usados na construção desses submersos serão produzidos por 30 empresas brasileiras. Os equipamentos nacionais vão desde quadros elétricos, válvulas de casco e bombas hidráulicas até sistemas de combate e de controle, motores elétricos e a diesel e baterias de grande porte.


O documento bilateral deu origem ao Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) da Marinha brasileira, que tem como um dos principais objetivos a produção de um outro tipo de submarino, movido à energia nuclear. Isso porque o mesmo método, técnicas e processos, e parte dos equipamentos desenvolvidos para a construção desses quatro submarinos convencionais, serão usados também na construção do submarino de propulsão nuclear brasileiro (SN-BR).


“O grande mérito e objetivo dessa parceria é a transferência de tecnologia e a aliança estratégica. Nesse projeto, temos um objetivo fundamental, que é fortalecer e capacitar a Marinha em dois aspectos: na sua modernização, ao se tornar capaz de dominar a tecnologia de produção de submarinos de propulsão nuclear no quadro de defesa nacional, e jamais de ataque. E tornar a Marinha capaz de proteger nosso povo e garantir ambiente pacifico e segurança de nossas riquezas naturais”, disse a presidenta Dilma.


O primeiro submarino deve estar concluído em 2016, mas só será entregue à Marinha no ano seguinte, depois dos testes de cais. Os outros três serão entregues no intervalo de um ano e meio. O SN-BR só fará parte da frota brasileira em 2023. Como o Brasil desenvolverá o reator nuclear, o país vai passar a integrar o grupo enxuto de nações que detêm esse tipo de tecnologia (China, Rússia, França, Estados Unidos e Reino Unido).


Mas, antes do início da produção dos submarinos, serão construídos um estaleiro, uma base naval para abrigar essas embarcações e a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (Ufem). A previsão é que essas unidades, que serão construídas na Ilha da Madeira, no município de Itaguaí, sejam entregues até o final de 2014.


Edição: Fernando Fraga
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-07-16/dilma-participa-de-cerimonia-que-marca-inicio-da-construcao-de-submarinos-no-brasil

Coluna evangélica: Graça & Paz

16.07.2011
Do DIARIO DE PERNAMBUCO


Parada obrigatória 

A Constituição Republicana de 1891 instituiu no Brasil o princípio da separação da Igreja-Estado, incorporando tanto a liberdade de crença como a liberdade de culto, estabelecendo a não existência de religião oficial. A Constituição Federal de 1988 inseriu em texto a garantia da ampla liberdade e organização religiosa. Se o Brasil é um país laico, como explicar tantos “feriados santificados”? Em quase todas as cidades do país são comemorados dias de padroeiros e, em função de ser oficial, o “feriado santificado” obriga a todos os cidadãos, independente de crença, a respeitá-lo. Surgiram de leis que afrontam o princípio da laicidade do Estado contido em nossa Carta Magna. Nesses dias, por exemplo, a prestação de serviços públicos é comprometida, mas ninguém questiona. O comodismo atrofia a reflexão! O pior é saber que todos os anos novos projetos surgem propondo feriados religiosos. Se ainda é inevitável acabar com os “feriados santificados”, seria bom manter apenas aqueles relacionados a Jesus, único digno de ser honrado com uma parada obrigatória.

Juventude

Teve início na última quinta-feira o XIII Congresso da Mocidade da Igreja Assembléia de Deus em Pernambuco. Tema: "Somos a geração de Deus". Doze mil jovens de todo Estado estão participando. “Esta geração será marcada pela ousadia do Espírito Santo”, definiu o preletor da 1ª noite o evangelista Lourival. O encerramento acontecerá amanhã, às 18h, no Templo Central (foto).

Informação

Entre outros assuntos, a nova edição da Revista Cristianismo Hoje aborda o discipulado como caminho seguro para o crescimento, a força destruidora da mentira e uma pesquisa reveladora sobre a sexualidade do cristão. Merece destaque a entrevista “Pastor e amigo” com Eugene Peterson. “O pastor precisa cultivar amizades em seu ministério. A vida pastoral precisa ser relacional. Há algumas coisas totalmente inadequadas a um pastor, como se irritar ou se descontrolar”, adverte. Conhecido como “pastor de pastores”, Peterson é autor de vários livros publicados pela Mundo Cristão.

Ser cristão é

Conhecer e apoiar o belo trabalho realizado pelo Centro Evangélico de Reabilitação e Treinamento Ocupacional (CERTO). Próximo sábado (23), às 14h30, será realizado Culto em Ação de Graças pelos 30 anos de atuação. Local: Igreja Presbiteriana das Graças. O CERTO é uma instituição a serviço da pessoa com deficiência. Participe com uma oferta de amor. Deposite seu presente no Banco Bradesco - Agência 1230-0 - C/C Nº 14-401-0.

Agenda

Dia 18 (às 19h) - Será realizada uma edição especial “beneficente” da Segunda Super de Louvor na Igreja Congregacional Pernambucana. Investimento: R$ 5,00 (em prol da Associação ZOE). Local: Rua do Príncipe, 320 - Boa Vista.

De 18 a 22 (sempre às 19h30) - Será realizado o 6º Congresso de Adolescentes na Igreja Presbiteriana Tejipió. Tema: “Um por todos e todos por um”. Informações: 9275.2419.

De 20 a 23 - Será realizado, na 1ª Igreja Batista de Curitiba/PR, o Despertar 2011. Tema: “Deixe sua marca”. Preletores: Pr. Ed René Kivitz e Pr. Ulisses Oyarzun (Guatemala). Realização: Juventude Batista Brasileira.

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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/07/16/vidaurbana11_0.asp

Obra de passarela causará interdição

16.07.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Vida Urbana



Haverá mudança em paradas de ônibus da avenida. Imagem: DP
O trânsito vai ficar difícil, hoje na Avenida Conde da Boa Vista, no centro do Recife. Motoristas e passageiros do transporte coletivo terão que ficar atentos. Desde 0h de ontem, as duas vias no trecho entre as ruas da Soledade e Gervásio Pires estão interditadas para a montagem de uma passarela que vai ligar o Shopping Boa Vista ao edifício-garagem. A partir das 6h, os bloqueios serão apenas no corredor de transporte. Durante a interdição, seis agentes da CTTU vão monitorar o tráfego.

Devido à interdição, o Grande Recife Consórcio de Transporte vai alterar o itinerário de 91 linhas que circulam no local. Após as 6h e até a conclusão do serviço, a interdição será parcial, bloqueando apenas a pista exclusiva de ônibus entre as ruas da Soledade e Gervásio Pires. Neste momento, os coletivos deverão circular pela pista de tráfego misto, nas laterais da via. As paradas de ônibus localizadas neste trecho estarão provisoriamente desativadas.

Para tirar as dúvidas sobre o itinerário das linhas, o passageiro contará com o apoio de divulgadores do Grande Recife em frente ao shopping. Outras informações podem ser obtidas com a Central de Atendimento ao Cliente, pelo telefone 0800 081 0158 ou no site www.granderecife.pe.gov.br.

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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/07/16/vidaurbana12_0.asp

Ex-presidente lança Haddad em SP

16.07.2011
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO


SÃO PAULO (AE) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva(foto) tornou pública, ontem, uma posição que há meses manifestava apenas nos bastidores em relação às eleições municipais de São Paulo em 2012: seu apoio à candidatura do ministro da Educação, Fernando Haddad(foto) para a sucessão de Gilberto Kassab. “Acho que o companheiro Haddad é adequado”, afirmou após ser questionado sobre seu apoio ao ministro, para em seguida minimizar e não ferir suscetibilidades. “Foi (sic) ministro da Educação e acho que ele está na disputa. Agora, quem vai decidir são os delegados do PT”.


A manifestação do ex-presidente foi feita após ele ter participado de congresso União Geral dos Trabalhadores (UGT), em São Paulo, no Palácio das Convenções do Anhembi, onde foi ovacionado. O apoio de Lula a Haddad incomodou setores do PT que temem “tratoraço” na escolha do candidato. “O Haddad é um nome que tem todas as qualificações e o presidente Lula tem todo o direito de se manifestar”, disse o vereador Antonio Donato, presidente do diretório municipal do PT. “Agora, é evidente que não é a só a opinião do presidente Lula que vai pesar nessa escolha, com o maior respeito que temos pela opinião dele“. Donato, um dos encarregados de coordenar o processo de escolha do candidato, lembrou que o diretório paulistano do PT decidiu definir até dezembro o nome a ser lançado. “Isso já foi informado ao presidente Lula, inclusive”, disse ele. Os setores do PT que não apoiam Haddad - por ora, a maioria da militância - têm motivos para ficar atentos.


Em entrevista publicada pelo Estadão na última segunda-feira, Haddad disse que seu nome estava colocado no PT como pré-candidato. Ontem e anteontem, Lula fez diversos elogios ao ministro. Na quinta, ele afirmou que Haddad “vai entrar para a História como o ministro que mais fez para a educação”. Dessa forma, Lula repete a estratégia que usou com a presidente Dilma Rousseff quando esta era ministra-chefe da Casa Civil: mais de um ano antes da eleição começa a enaltecer as qualidades de seu preferido na disputa, desta feita também um desconhecido do eleitorado.


A ressalva feita pelo presidente ontem - “quem vai decidir são os delegados do PT” - coaduna-se com o tom “pisando em ovos” adotado por todos no partido, sem exceção, no delicado momento do quadro do partido. Estrategicamente, ele dá o recado, e sua posição tem peso, e ao mesmo tempo evita ser criticado pelos opositores da candidatura de Haddad por decidir o nome do PT imperialmente.


Publicamente todos falam em construir um consenso, embora a disputa já esteja acalorada. A senadora Marta Suplicy, o outro nome forte colocado na disputa, trabalha nos bastidores com o fato de ser conhecida do eleitorado, pos foi prefeita entre 2001 e 2004 e disputou e chegou ao segundo turno em 2008.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/651412-ex-presidente-lanca-haddad-em-sp

Lula estreia site

16.07.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


O ex-presidente Lula criou um espaço na internet para conversar diretamente com os internautas. "Quase desencarnado" da cadeira presidencial, Lula disse que pretende usar a internet para trocar ideias. "Acho que vamos ter muita coisa para comentar juntos, falar muito, falar bem e falar mal dos outros", ironiza em um vídeo publicado nowww.icidadania.org Citando o escritor e amigo Ariano Suassuna, Lula se justifica: "falar mal só tem sentido se a gente falar pelas costas, mas como eu estou falando pela internet não posso falar pelas costas. Nós vamos falar bem e mal pela frente", brincou.

No vídeo de quase quatro minutos,Lula diz que ainda não desligou por inteiro de seu governo. "Ainda não desencarnei totalmente porque eu tenho viajado muito e em todas as viagens eu tenho que contar o que as pessoas querem saber (sobre seu governo)", explica, listando em seguida os feitos de gestão. O ex-presidente não se define como palestrante nem conferencista. "Não sou nada mais do que um contador de casos de um governo bem sucedido", resume.

Lula aproveita também para alfinetar a imprensa. "Vocês sabem que meus amigos da imprensa continuam falando muito bem de mim. Vocês acompanharam, primeiro eles tentaram dizer que a presidente Dilma era muito diferente de mim, que era outra coisa, depois passaram a dizer que era a mesma coisa, depois disseram que não era mais a mesma coisa, depois era fraca e depois era forte", diz.

Em seguida, Lula afirma que a presidente Dilma Rousseff faz parte de um projeto que começou no seu governo. "As pessoas não percebem que a presidente Dilma faz parte de um projeto do qual participam milhões de brasileiros e do qual eu faço parte. Esse projeto é vencedor não apenas porque venceu as eleições, é porque tem o que fazer neste País até 2014, até 2018 e até dois mil e não sei quanto", complementa.

Longe do Planalto, o ex-presidente conta que a partir de agora pretende se dedicar à integração dos países da América Latina e que quer repassar a experiência das políticas sociais brasileiras para os países da África. No entanto, ele avisa que ainda tem "muita coisa para fazer neste País".

No final do vídeo, o ex-presidente destaca que continua o mesmo Lula do passado. "Você percebe que eu não mudei muito, que eu continuo falando demais", diz. Ele conta aos internautas que voltou para o mesmo lugar de onde saiu para assumir a Presidência: a sala do Instituto Cidadania, na zona sul de São Paulo. "A casa é a mesma, a cortina é a mesma, só os livros que são diferentes porque eu ganhei antes de deixar a Presidência".
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/07/lula-estreia-site.html

IBGE: Fuga do Nordeste e migração para SP caem em 5 anos

16.07.2011
Do BLOG DA FOLHA,15.07.11
Postado por Valdecarlos Alves
Do Terra


A população do Nordeste está deixando bem menos seus Estados de origem para procurar oportunidades em outras regiões do País. A informação é de uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE), que comparou dados dos anos de 2004 e 2009.


Em 2004, foram 934.589 nordestinos que migraram para outra região. Em 2009, o total caiu para 729.602, queda de 22%. Apesar de continuar com um saldo negativo de migrantes, a região Nordeste perde população em uma escala bem menor do que no passado. Nesse quinquênio, o saldo migratório da região ficou negativo em 187.869 pessoas.


Outra tendência revelada pela pesquisa é a perda do poder de atração que a região Sudeste tinha no passado. Entre 2004 e 2009, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo tiveram mais emigrantes do que imigrantes (saldo de 12,4 mil). "Mesmo que não se admita vislumbrar o Sudeste como uma região perdedora de população, podemos ter a certeza de que a capacidade de atração dessa região reduziu-se bastante, enquanto o Nordeste continua perdendo população, porém em uma escala bem menor do que no passado", afirmou o estudo.


Uma das conclusões gerais do levantamento é a queda no número de migrações entre regiões do País. De 1995 a 2000, houve 3,3 milhões de pessoas que deixaram a região em que viviam. O número caiu para 2,8 milhões, entre 1999 e 2004, e chegou a 2 milhões no período de 2004 a 2009.


Migração de retorno


Outro aspecto considerado pela pesquisa é a migração de retorno. Segundo o IBGE, o índice reflete a diferença entre o número total de imigrantes de última etapa (2009) e o total de imigrantes de data fxa (2004).


Neste quesito, o Estado que teve a maior taxa foi o Rio Grande do Sul, com 23,98%, seguido de Paraná (23,44%), Minas Gerais (21,62%), Sergipe (21,52%), Pernambuco (23,61%), Paraíba (20,95%) e Rio Grande do Norte (21,14%).
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/22466-ibge-fuga-do-nordeste-e-migracao-para-sp-caem-em-5-anos

Tudo explicado. Era sindicalista mulher do beijo com Lula

16.07.2011
Do BLOG DE JAMILDO,15.07.11
Postado por Jamildo Melo






"Minhas pernas amoleceram', diz sindicalista beijada por Lula
Do G1, em São Paulo


A sindicalista Alzira Hardtkopp Martins, de 50 anos, só queria tirar uma foto, mas acabou ganhando um beijo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (15), no 2º Congresso da União Geral dos Trabalhadores (UGT), realizado em São Paulo. “Eu disse na hora ‘meu Deus, um beijo do Lula’. Minhas pernas amoleceram”, contou.


Alzira é técnica em hemoterapia e filiada ao Sindicato da Saúde de Joinville (SC). Casada, ela garante que o beijo foi no rosto. “Foi no rosto, mas não tem problema. Aonde foi não importa, o importante é que eu fui beijada pelo Lula", brincou.


"Eu disse: ‘Abaixo do Papa é você’. Ele só deu risada e sorriu."


A sindicalista, que torce por um novo mandato de Lula em 2014, havia assistido ao discurso do ex-presidente durante o congresso e resolveu tentar uma foto com ele. Perguntou para os seguranças do evento e descobriu por qual corredor Lula sairia. Fora do prédio, viu um carro preto com placa de São Bernardo do Campo e mais seguranças, e deduziu que seria o do ex-presidente.


“Quando ele veio, havia muito tumulto e fiquei ali na porta. Veio um segurança e disse para eu sair, mas eu falei ‘vou ficar aqui’. O Lula veio e eu disse “Lula” e ele me beijou.”


Questionada, Alzira disse que o marido ainda não havia visto a foto, mas afirmou que ele não ficará com ciúmes. “[ele] Vai dizer ‘por que não beijou mais?’ Meu marido é fã do Lula. Todos nós somos fãs”, brincou. Depois, procurou tranquilizar a reportagem do G1. “Meu marido me apoia em todos os sentidos. Não se preocupe. Eu tenho filhos casados, tenho netos. Eles vão amar.”

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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/07/15/tudo_explicado_era_sindicalista_mulher_do_beijo_com_lula_106884.php

João da Costa vistoria obra do OP na Iputinga

16.07.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Valdecarlos Alves

Fernando Silva/PCR


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O prefeito João da Costa realizou, na manhã deste sábado (16), na Comunidade do Barbalho, no bairro da Iputinga, uma vistoria em obra do Orçamento Participativo (OP). Nas ruas Marcilio Ferreira, Edgar Fonseca de Amorim e no trecho da Estrada do Barbalho estão sendo realizados serviços de pavimentação e drenagem. A obra irá beneficiar 77 famílias da comunidade.

A vistoria teve início na Rua Marcilio Ferrreira, em seguida o prefeito seguiu para Rua Motorista José Alves. Durante o percurso, o gestor conversou com moradores, ouviu elogios e reivindicações da população. ”Com o calçamento da rua e com o serviço de drenagem, vamos ficar livre da sujeira, lama e dos buracos. Gostei muito da iniciativa.”, disse Maria do Socorro, moradora da região.

Acompanhado por Ana Cláudia Mota (Assessora Executiva da Secretaria de Controle Urbano e Obra), Luiz Siqueira (Assessor Executivo da Secretaria de Serviços Públicos), Augusto Miranda (Coordenador de Orçamento Participativo) e de líderes comunitários, o Prefeito ressaltou a importância da obra para população. ”Damos prioridade para os que mais precisam. Vamos cuidar do presente e do futuro da nossa cidade. A pavimentação e a drenagem das ruas vai melhorar a qualidade de vida da população”, conclui.

Durante a vistoria, João da Costa anunciou e autorizou o serviço de pavimentação e drenagem de mais cinco ruas da comunidade do Barbalho, são elas: Ruas Maestro Vicente Fitipalde, Moacir Cardoso, Motorista José Alves, Armando Monteiro e Antônio Paulino. No total, para a realização das obras os investimentos são de R$ 797.138,00.

“Eles sofrem muito no período de chuva. Passam por dentro da lama para pegar o transporte e no momento em que executamos a pavimentação e drenagem das vias, a vida dos moradores da comunidade do Barbalho terá mais qualidade”, finaliza Ana Mota, Assessora Executiva da Secretaria de Controle Urbano e Obra.

Ainda na região, outras obras foram realizadas, como a reforma da Creche Casinha Azul e da Escola Municipal Casarão do Barbalho. Além disso, o projeto do Capibaribe Melhor e a Recuperação do Parque Caiara irá beneficiar o bairro da Iputinga.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/22489-joao-da-costa-vistoria-obra-do-op-na-iputinga

Desmascarando Merval Pereira

16.07.2011
Do BLOG DA CIDADANIA
Por  Eduardo Guimarães

A forma mais eficiente de desmascarar um mentiroso é dando a ele espaço para mentir, pois mentirosos subestimam a inteligência alheia.  Se quem mente for inteligente, é mais difícil desmascará-lo. Alguns mentirosos, porém, são estúpidos e sabem disso, mas confiam em “ferramentas” que lhes permitiriam sustentar as mentiras mais frágeis e, assim, tornam-se mais ousados.
O “imortal” Merval Pereira é um homem de Inteligência escassa, por isso conta mentiras mal-elaboradas. Mas por que os gigantes de pés de barro das comunicações prestigiam alguém tão estúpido em vez de buscarem mentirosos que elaborem melhor as suas mentiras? Simples: poucos jornalistas se dispõem a mentir sobre bases tão frágeis. Merval é cultuado pelos barões da mídia porque é burro o suficiente para achar que poderão sustentar suas invencionices.
A prova da burrice desse indivíduo se exibe, despudorada, em artigo que publica no jornal O Globo deste sábado, no qual deixa ver que seus senhores acusaram o golpe que lhes representou o escândalo que fechou as portas do jornal britânico “The News of the World”, do barão internacional da mídia Rupert Murdoch.
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O Globo
16 de julho de 2011
Obsessão
Merval Pereira
Como se sabe, temos no Brasil dois grandes especialistas em imprensa: o ex-presidente Lula e o ex-ministro José Dirceu. Os dois dedicam-se, desde os primeiros meses do primeiro mandato do petista na Presidência da República, a tentar aprovar legislações que controlem a informação, uma tendência que vem se alastrando por toda a América Latina.
O movimento de contenção da liberdade de imprensa está presente em diversos países, como Venezuela, Argentina, Bolívia e Equador, onde TVs, rádios e jornais vão sendo fechados sob os mais variados pretextos, e muitos outros são ameaçados com diversas formas de pressão, seja financeira, seja por meio de medidas judiciais.
No início do governo, tivemos que lutar contra a criação de várias agências oficiais. A Agência Nacional de Cinema e Audiovisual daria poderes para o governo interferir na programação da televisão e direcionar o financiamento de filmes e de toda a produção cultural para temas que estivessem em sintonia com as metas sociais do governo.
O Conselho Nacional de Jornalismo teria a finalidade de controlar o exercício da profissão e poderes para punir, até mesmo com a cassação do registro profissional, os jornalistas que infringissem normas de conduta que seriam definidas pelo próprio conselho.
Os mesmos grupos políticos continuam empenhados em aprovar novos tipos de cerceamento à liberdade de imprensa no país, sob o pretexto de exercer um “controle social” sobre os meios de comunicação, sendo que o Partido dos Trabalhadores decidiu que uma das prioridades é o que chamam, paradoxalmente, de “democratização da comunicação”.
A presidente Dilma, ao assumir o governo, relegou a um plano secundário um projeto que objetivava controlar a informação, sob o pretexto de regulamentação dos novos meios eletrônicos.
Nossos dois “especialistas” voltaram às suas obsessões nos últimos dias. Lula motivado pelas críticas ao apoio oficial ao Congresso da UNE, onde foi o grande homenageado. E José Dirceu incentivado pelo escândalo na imprensa inglesa que provocou o fechamento do jornal “News of the World”, além da demissão de vários dirigentes do conglomerado de informações do magnata Rupert Murdoch, uma espécie de “cidadão Kane” pós-moderno.
Insistindo nos seus equívocos, Lula tentou pela enésima vez menosprezar o peso dos jornais tradicionais que chamaram a reunião da UNE de chapa-branca. E declarou-se “invocado” por considerar que a imprensa não larga do seu pé.
A pretexto de consolar o presidente da UNE, Augusto Chagas, o ex-presidente garantiu a ele que os grandes jornais do Rio e de São Paulo não têm alcance nacional e não chegariam, segundo o ex-presidente, à Baixada Fluminense ou ao ABC paulista.
“Eles não perceberam que as coisas estão mudando no Brasil. O povo não quer mais intermediário entre eles e a informação. O povo está se informando de muitas formas. Muitas formas. E não apenas naqueles (meios) que habitualmente achavam que formavam”, argumentou o ex-presidente, revelando sua peculiar postura ética, além de ignorância em relação à circulação das informações nas novas mídias.
Se a notícia não chega a todo o país, e muito menos ao interior, então não é preciso se preocupar, ensina Lula. O fato em si não tem a menor importância, desde que a grande massa de cidadãos permaneça na ignorância deles.
Esquece-se o presidente que, da mesma maneira que a internet e as novas mídias sociais permitem que as informações circulem mais largamente, com versões de várias fontes, elas também levam as reportagens da grande imprensa aos recantos mais longínquos do país.
Estudo recente demonstra que as reportagens da grande imprensa são replicadas no Facebook, no Twitter e em outras mídias sociais, amplificando sua repercussão.
O ex-presidente também se esqueceu que, no Brasil, a circulação dos jornais vem crescendo, especialmente a dos chamados “jornais populares”, o que leva as questões nacionais a esse público que Lula pretende controlar sozinho, sem a interferência de outros agentes.
Além do mais, os blogs mais acessados são justamente os que se ligam aos principais jornais do país, cujas marcas e tradição lhes dão os meios para apuração das notícias e a credibilidade que muitas vezes faltam a blogs personalistas.
Não é à toa que a presidente Dilma Rousseff vem demitindo ministros e assessores do primeiro escalão com base em denúncias da chamada “grande imprensa”. E, se considerasse mesmo desimportantes os grandes jornais, Lula não perderia seu tempo com eles.
Não há dúvida de que, com o surgimento das novas tecnologias, os jornais perderam a hegemonia da informação, mas continuam sendo fatores fundamentais para cidadania.
O jornalista espanhol José Luis Cebrian, diretor do “El País”, talvez o jornal mais influente hoje da Europa, considera que os jornais perderam a centralidade da formação da opinião pública, mas continuam sendo um “contrapoder”, com uma enorme influência, embora menor do que anteriormente à chegada das mídias sociais.
Ele relembrou em recentes entrevistas que os jornais continuam sendo importantes para a institucionalização democrática dos países, embora precisem se adaptar à nova realidade tecnológica.
Já o escândalo das escutas ilegais do jornal britânico “News of the World” fez com que o ex-ministro José Dirceu recuperasse o fôlego, depois de ter sido reafirmado pelo procurador-geral da República Roberto Gurgel como o “chefe da quadrilha” do mensalão, e voltasse à carga em seu blog na campanha pela “regulação da mídia”, nova maneira de denominar sua permanente tentativa de controlar a informação.
A gravidade do que aconteceu no “News of the World”, com escutas ilegais e chantagens, liga perigosamente a prática de crimes comuns ao jornalismo, o que é inaceitável e põe em risco a própria essência da liberdade de expressão. O jornalismo, instrumento da democracia, não pode se transformar em atividade criminosa.
O interessante é que nem mesmo na Grã-Bretanha, epicentro dessa grave crise do jornalismo, está em discussão uma legislação oficial para controlar meios de comunicação.
São grandes as críticas à atuação da Press Complaints Commission (comissão de queixas sobre a imprensa), órgão formado pelos próprios jornais para se autorregular, e há um amplo debate sobre a revisão de seus critérios para reconquistar a confiança do público britânico.
Mas até agora não apareceu nenhum Dirceu para defender o controle governamental da imprensa.
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O ataque que o pistoleiro de O Globo faz ao ex-presidente Lula e ao ex-ministro José Dirceu, ironizando suas posições sobre a libertinagem que é a comunicação no Brasil, por razão que logo ficará clara deixa de fora um ator importante da democratização da comunicação tentada pelo governo anterior, o ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República Franklin Martins.
Nos dias 9 e 10 de novembro do ano passado, o Governo Federal promoveu o “Seminário Internacional das Comunicações Eletrônicas e Convergência de Mídias”, convocado por iniciativa de Franklin. O evento teve a finalidade de debater os impactos das mudanças tecnológicas. O objetivo foi o de fornecer subsídios para legisladores, reguladores, formuladores de políticas públicas e segmentos empresariais e da sociedade civil que lidam com as diversas questões relacionadas às comunicações.
Naquele Seminário, foi possível discutir os rumos das comunicações eletrônicas por meio da troca de experiências com outros países e conhecer os avanços e limitações de seus processos regulatórios. Participaram, como palestrantes, dirigentes e representantes de órgãos de regulação da mídia dos países que detêm as legislações mais avançadas nessa questão. Foram convidados os dirigentes das seguintes entidades:
- Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom/Portugal)
-Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC/Portugal)
- Conselho Superior do Audiovisual (CSA – Conseil Supérieur de l´Audiovisuel/França)
- Comissão de Mercado das Telecomunicações (CMT – Comisión del Mercado de las Telecomunicaciones/Espanha)
- Autoridade Federal de Serviços de Comunicação Audiovisual (AFSCA – Autoridad Federal de Servicios de Comunicación Audiovisual/Argentina)
- Office of Communications (Ofcom/Reino Unido)
- Comissão Federal de Comunicações (FCC – Federal Communications Commission/Estados Unidos)
Além dos dirigentes de agências reguladoras da comunicação social dos países mais desenvolvidos nessa área, foram convidados especialistas na área de regulação da Comissão Européia, da Unesco e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
O convite a essas pessoas e entidades mostra quão falsas são as alegações de Merval. O que se buscava, então, era dar ao Brasil um desses órgãos que todo país civilizado tem. E quando ele diz, em seu texto mentiroso, que isso ERA buscado, é porque o atual governo parece ter abandonado os projetos do governo anterior nesse sentido. E esse é um dos três únicos elementos de verdade no texto mentiroso do colunista de O Globo – os outros serão revelados mais adiante.
Merval afirma que “nem mesmo na Grã-Bretanha, epicentro dessa grave crise do jornalismo, está em discussão uma legislação oficial para controlar meios de comunicação”. Ora, mas é claro que não está em discussão, simplesmente porque essa legislação já existe, além de uma agência reguladora, a Ofcom, que, matreiramente, o colunista de O Globo omite que existe. Não existe apenas a “Press Complaints Commission (comissão de queixas sobre a imprensa), órgão formado pelos próprios jornais para se autorregular”.
De acordo com a exposição de Vicent Edward Affleck, diretor internacional da agência britânica de regulação da mídia, a Ofcom (sigla em inglês para Office of Communications), o órgão é gerido por um colegiado misto, formado pela sociedade civil e funcionários públicos indicados pelo Estado. Além do que, grupos de interesse da sociedade civil atuam ativamente na fiscalização da mídia e acionam a agência em casos que considerem irregulares.
O que pretendia o governo Lula, portanto, era apenas isso, pois não temos nada parecido no Brasil. A mídia faz o que quer, quando quer e como quer. É uma “casa da mãe Joana”. E Merval sabe disso porque participou ativamente do evento promovido pela Secom, que foi, inclusive, mediado por um representante da Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão). Ou seja: Merval mente.
Mas há dois outros elementos de verdade no texto majoritariamente mentiroso desse sujeito. Um desses elementos está presente quando ele reconhece que “São grandes as críticas à atuação da Press Complaints Commission (comissão de queixas sobre a imprensa), órgão formado pelos próprios jornais para se autorregular”. E que “Há um amplo debate sobre a revisão de seus critérios para reconquistar a confiança do público britânico”.
O que aconteceu na Inglaterra, aconteceu porque, apesar de o país ter uma legislação de regulação da mídia anos-luz à frente da nossa – que, aliás, nem existe –, esse país ainda é, de fato, o mais liberal nesse aspecto. As agências francesa (CSA) e portuguesa (ERC), porém, consideram que a legislação inglesa de autorregulação é responsável pelo escândalo do The News of the World simplesmente porque não se pode pôr a raposa para tomar conta do galinheiro.
De qualquer forma, tanto no Reino Unido quanto nos demais países a legislação é dura e fiscaliza com mão de ferro sobretudo a imparcialidade dos meios de comunicação, principalmente durante períodos eleitorais.
Por fim, o terceiro elemento de verdade na empulhação de Merval Pereira pode ser visto quando ele reconhece que “Com o surgimento das novas tecnologias, os jornais perderam a hegemonia da informação”. Apesar de apresentar o fato como símbolo do poder dos barões da mídia que Lula e José Dirceu colocaram em questão, o dado correto é o de que ela perdeu a hegemonia que detinha.
Nesse aspecto, vale a pena ler texto bem mais honesto de um colega de Merval nas Organizações Globo. Artigo recente do jornalista Paulo Moreira Leite, em seu blog, mostra o fato pelo aspecto correto. É imprescindível a leitura desse texto porque revela a razão do desespero que leva a família Marinho a usar gente como Merval para tentar tapar o sol com a peneira.
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Do blog de Paulo Moreira Leite
12 de julho de 2011
A herança que chegou a todos nós
Na medida em que surgem novas indecências no arquivo de imoralidades praticadas pelos jornais de Robert Murdoch, torna-se obrigatório fazer uma pergunta maior.
A questão é definir o papel de Robert Murdoch, o maior empresário de comunicações do planeta, no negócio mundial da mídia. É uma questão imensa e complicada, vamos combinar. Mas é possível fazer algumas observações.
Todos nós, jornalistas e leitores, temos consciência de que no mundo inteiro existe um fenomeno que costuma ser descrito como uma crise nos meios de comunicação. Jornais e revistas não param de perder leitores. O mesmo ocorre com canais abertos de TV e com emissoras de rádio.
O conteúdo da mídia, diz-se, tornou-se menos profundo, menos plural, mais superficial e mais vulgar. Sem dúvida, é cada vez mais apelativo.
Não há dúvida de que boa parte dessas dificuldades é o resultado de mudanças no modo de vida das sociedades contemporâneas.
Podemos listar vários fatores. Por exemplo: os cidadãos querem viver num mundo mais horizontal — e a velha mídia funciona no esquema clássico das sociedades verticais. Graças não só a internet, mas também a formidável elevação dos níveis de educação, o leitor comum possui hoje um acesso primário à informação e a cultura que lhe permite dispensar boa parte das reportagens e análises que as revistas e jornais tem para oferecer.
Há outras mudanças, porém, que são produto de transformações ocorridas dentro da mídia. Não foi só o mundo que mudou. O produto também mudou. E, sob vários aspectos, mudou para pior.
Acho difícil negar que Murdoch e suas empresas tenham dado uma contribuição importante nestas mudanças.
Com um império econômico de vários bilhões de dólares, instalado no centro do capitalismo mundial, operando no segundo idioma dos 6 bilhões de moradores do planeta, Murdoch ajudou a trazer uma nova lógica para um velho negócio. Não foi o único, com certeza. Mas, pela economia e pela geografia, foi um dos mais importantes e talvez o mais decisivo.
No passado, quando  o  jornalismo era uma profissão invejada pela influencia e prestígio havia a preocupação com um certo rigor na informação, com a separação entre o público e o privado, na distinção clássica entre os interesse da Igreja (o jornal) e o Estado (a empresa).
É claro que todos procuravam equilibrar o negócio. As vendas e a conquista de novos leitores sempre foi um ponto essencial da atividade. Mas havia um pouco de pudor. Nem tudo era industria, comercio e finanças. A preocupação com vendas não fazia parte da pauta das redações.
De uns anos para cá, ocorreu uma mudança no eixo da profissão.
Para dizer muito numa frase curta, o jornalismo banalizou-se. Tornou-se uma atividade empresarial como tantas outras. Frequentemente procura ser rentável como um investimento de alto risco,  alienada como uma fábrica de sabonetes, descartável como filminho que a TV  exibe à tarde.
Murdoch foi um dos homens que ajudou a alterar a lógica dessa atividade. Não por acaso, o crescimento de suas empresas coincide com uma mudança no padrão do jornalismo, nos valores em vigor em muitas redações, na meta de trabalho e formação dos profissionais.
Antes, as empresas jornalísticas eram fruto de investimentos de origem familiar, com compromissos definidos por seus fundadores e patronos, competindo por leitores num mercado onde não faltava espaço para a diversidade e a concorrência.
Com uma reconhecida capacidade para encontrar oportunidades favoráveis a seus interesses e batalhar com afinco por eles, Murdoch ajudou a transformar as empresas de comunicação em grandes corporações, impessoais, sem perfil e sem história, dependentes e até associadas a grandes grupos financeiros. Em suas mãos, o pequeno negócio deixou de fazer sentido. Precisava do grande capital, do monopólio do mercado.
Embora nunca tivesse renunciado a suas idéias políticas, de profunda matriz conservadora, sua prioridade real não envolve a qualidade do conteúdo que oferecia — mas a força de mercado que cada novo jornal, cada nova emissora de TV, poderia lhe acrescentar. Seu interesse fundamental não envolvia a mídia como entretenimento, como formação de cidadãos, como parte da democracia, como notícia, mas como instrumento de poder.
Daí a profusão de aquisições, compras e fusões. Embora jamais tenha aberto mão de escândalos em seus veículos, a estratégia não era competir mas eliminar os adversários, transformando-se na única opção para anunciantes e consumidores.
Denuncias e investigações fizeram a glória do jornalismo desde sempre. Mas, enquanto bons jornais e revistas produzem revelações com alguma relação com o interesse público, a rede de Murdoch procura o sucesso em questões privadas, em reportagens que desmoralizam e humilham seus personagens.
Se fosse um empresário fraco, numa cidade remota da Austrália, Murdoch teria criado uma igreja de jornalismo de alcance local e folclórica, como tantas que se encontra em pontos diversos do mundo.
Mas, pelo seu tamanho e sua influencia, tornou-se um padrão imitado e copiado, com outra lógica e outra finalidade. Pela força econômica e pela crescente influencia política, impôs seus métodos aos países onde passou a atuar, num processo de contágio crescente e irresistível, contaminando concorrentes incapazes de enfrentar a chamada desvantagem competitiva.
Como me disse certa vez um dos grandes empresários de mídia do Brasil:
– Se o seu maior concorrente é um grande sonegador de impostos, você tem tres coisas a fazer: ou começa a sonegar impostos como ele, para competir em igualdade de condições. Ou prepara-se para ter custos maiores e lucros menores. Ou muda de ramo.
Foi isso o que ocorreu com a mídia em torno de Murdoch — e não estamos falando de sonegação de impostos, evidentemente.
Felizmente, não é em todo lugar que os repórteres contratam empresas de investigação para promover escutas telefônicas e bisbilhotar a saúde de crianças.
Nem todos os governos se curvam diante dos senhores da mídia de seus respectivos países.
Seria igualmente errado dizer que todas as empresas de comunicação aplicam os mesmos métodos e exibem a mesma falta de escrúpulos.
Mas é difícil negar que há um pouco de Robert Murdoch no pior do que a imprensa mundial exibe hoje, concorda?

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/07/desmascarando-merval-pereira/