sexta-feira, 15 de julho de 2011

Paraguai extradita ex-militar argentino acusado de roubar bebês na ditadura

15.07.2011
Do portal OPERA MUNDI
Por Redação | São Paulo


A justiça paraguaia extraditará nesta sesxta-feira (15/07) ao ex-militar argentino Norberto Atilio Bianco, de 66 anos, acusado em seu país por vários delitos cometidos durante a ditadura militar de 1976-1983. O ex-médico do Hospital Militar de Campo de Mayo parte do aeroporto internacional Silvio Pettirossi, da cidade de Luque, próxima a Assunção, em um vôo das Aerolíneas Argentinas, informou a Polícia Nacional. 

Bianco é acusado pelo sequestro, tortura e homicídio de mulehres e o roubo de bebês nascidos nas instalações do exército. O ex-capitão teve participação na detenção das cidadãs argentinas María Eva Duarte De Aranda e Silvia Quintella Dallastra, ambas grávidas, durante os meses de junho de 1977 e agosto de 1978. 

Leia mais: 
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Nesse período, as duas foram mantidas no setor de epidemiologia do Hospital Militar de Campo de Mayo, dependente operativamente do Comando de Institutos Militares durante os anos 1977 e 1978, onde deram à luz. O paradeiro das crianças nunca foi conhecido. 

O acusado foi condenado a detenção domiciliar no Paraguai em 7 de maio de 2008. A extradição acontece anos após a defesa de Bianco apelar da sentença, ratificada pelo Tribunal de Apelação e a Corte Suprema de Justiça. A solicitação de extradição foi feita pelo advogado Alberto Martín Suárez, juiz Penal Federal de San Martín, província de Buenos Aires. 

Calcula-se que cerca de 500 bebês foram afastados de seus pais durante a ditadura argentina. No período, mais de 30 mil pessoas desapareceram. Graças a organizações como as Mães e Avós da Praça de Maio, centenas de filhos de desaparecidos conseguiram recuperar suas identidades. 

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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticia/PARAGUAI+EXTRADITA+EXMILITAR+ARGENTINO+ACUSADO+DE+ROUBAR+BEBES+NA+DITADURA_13566.shtml

Visite o Blog do Lula

15.07.2011
Do BLOG DA DILMA
Editado por Daniel Pearl



Galera do Blog da Dilma: é hora de invadir o Blog do Lula(Instituto Cidadania). O PIG vai morrer de inveja: http://www.icidadania.org/

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Lula chega ao Recife na quinta à noite. Petista deve discutir eleições municipais com lideranças locais

15.07.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por José Accioly




O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faz sua primeira visita ao Estado depois de deixar o cargo na próxima quinta-feira (21), participando da comemoração ao aniversário da Orquestra Criança Cidadã. No dia seguinte, Lula tem encontro com lideranças petista locais e receberá o título de Doutor Honoris Causa da UFPE, UFRPE e UPE. À tarde, ele tem agenda com o governador do Estado, Eduardo Campos (PSB).


Segundo o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT), não há uma pauta definida para o encontro de Lula com lideranças locais do partido. O petista antecipou que pretende discutir a situação do PT em Pernambuco, com vistas às eleições de 2012. O senador afirmou que deverá conversar com o presidente estadual da legenda, o deputado Pedro Eugênio, para acertar os temas da conversa com "a maior liderança política petista".


"Não temos uma pauta pré-definida com a equipe do ex-presidente. Vamos conversar sobre política e discutir a situação do partido aqui no Estado. Não sabemos se vamos ter uma pauta específica, mas queremos a opinião dele sobre as ações para eleições de 2012. Esse assunto faltamente entrada na pauta", antecipou ao Blog da Folha o senador Humberto Costa, que capitanea a vinda do ex-presidente ao Estado.


"Lula é uma liderança nacional e, para Pernambuco, ele tem uma importância muito grande. Lula é muito querido no Estado e com papel fundamental no compromisso que assumiu diante de nó do PT para debater a Reforma Política", assinalou.


Lula chega na noite da quinta e participa da solenidade de comemoração do aniversário da Orquestra Cidadã Meninos do Coque, às 19h, no Parque Dona Lindu. Na sexta, o petista se encontra com as lideranças do PT em um café da manhã, ainda em local não definido. Em seguida, o ex-presidente recebe no teatro UFPE os títulos de Doutor Honoris Causa das três universidades públicas do Estado: UFPE, UFRPE e UPE. À tarde, Lula tem agenda no Palácio do Campos das Princesas com Eduardo Campos. O retorno para São Paulo está previsto para o final da tarde.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/22474-lula-chega-ao-recife-na-quinta-a-noite-petista-deve-discutir-eleicoes-municipais-com-liderancas-locais

Humor Tadela fechou por falta de dinheiro, diz criador

15.07.2011
Do blog de Rodrigo Martins, do Estadão, 01.06.11
Por Rodrigo Martins

Imagem: Arquivo pessoal
Criado em 1995, o Humor Tadela fechou. O site de humor  é um dos pioneiros na web brasileira. Foi trending topics no Twitter durante toda a última terça-feira, quando internautas ficaram lembrando experiências suas no site. O criador, Sergio Batista, de 50 anos, só havia twittado um “It´s over” (acabou) para explicar o motivo. Em entrevista a este blog, ele coloca tudo em pratos limpos: faltou dinheiro.
A crise, diz, vem desde o início: o estouro da bolha da internet, em 2000, reduziu o número de funcionários de 21 para três. Em 2008, uma invasão hacker deixou o site por três meses fora do ar e a audiência caiu. Daí veio uma dívida enorme no banco, “capaz de atravessar algumas gerações”. “Depois de perder muito dinheiro com esse negócio, resolvi fechar e tentar fazer alguma coisa mais lucrativa.”
Na entrevista abaixo, Batista conta que venderá a marca Humor Tadela para pagar funcionários, reclama da falta dinheiro para publicidade na internet, opina que a nova geração do humor na internet dificilmente irá sobreviver “por falta de receita”  e diz que é “pouco provável” que os arquivos de piadas do Humor Tadela voltem para a rede. Veja:
Por que o Humor Tadela foi fechado? Motivo foi falta de audiência, patrocínio, preço caro da hospedagem…?
O nosso modelo de negócio, baseado exclusivamente em publicidade, é um modelo fracassado. Principalmente em se falando de sites de humor, que tem de enfrentar o preconceito dos anunciantes que não querem associar a sua marca a um conteúdo irreverente e satírico. Durante esses 15 anos que estivemos no ar, enfrentamos várias crises. Costumava dizer que nos tornamos uma empresa especializada em enfrentar crises que faz piadas nas horas de folga. Chegamos a ter 21 funcionários em 1999 e 3 no ano 2000, logo após o estouro da bolha. Nessa época, tivemos que fazer tantos malabarismos para sobreviver que chegamos a tirar do ar todos os conteúdos que tinham grande audiência, porque não conseguiamos pagar o custo de hospedagem.
Tentamos várias iniciativas paralelas, como a venda de conteúdo para celulares (que foi um sucesso inicialmente), publicação da revista Humor Tadela, a MegaLojinha, um site de e-commerce, conteúdo para jornais, etc… Mas essas ações só serviram para tapar buraco. Depois de 2008, quando tivemos uma invasão de hackers e chegamos a ficar 3 meses fora do ar, a queda de audiência somada à necessidade de renovação consumiu recursos financeiros que não tínhamos e acabamos contraíndo uma dívida impagável com os bancos. Quer dizer a dívida nós pagamos, o que não conseguimos pagar foram os juros.  Depois de perder muito dinheiro com esse negócio, resolvi fechar e tentar fazer alguma coisa mais lucrativa.
Como estava a audiência atual do Humor Tadela? Quando foi o pico de popularidade do site?
Ultimamente estávamos com 1 milhão de unique visitors por mês e 20 milhões de page views mensais. Muito distantes dos 4 milhões de unique visitors e 280 milhões de pahe views que chegamos a ter em 2006. Mas, infelizmente para o nosso desespero, o sucesso de audiência nunca se reverteu  em sucesso financeiro.
Como viu a repercussão quase um mês depois no Twitter do fechamento do site?
Acho que isso reflete bem a realidade que o negócio vivia nos últimos tempos. O Humor Tadela ”era” um site legal. Embora as pessoas tivessem uma boa lembrança do site, já não estavam habituadas a visitá-lo com frequência. Fico feliz de ter feito parte da infância e da adolescência de muitos jovens de hoje. O carinho do público sempre foi a mola propulsora de nosso negócio. E, se chegamos a ter o sucesso que tivemos, o mérito é todo dele que através do boca a boca divulgou o nosso trabalho para os quatro cantos desse mundo redondo. Frequentemente recebíamos emails de brasileiros do exterior que acessavam o Humor Tadela para “matar a saudade” do Brasil. Segundo o Alexa, o Humor Tadela ainda agora era o quinto site mais acessado em Angola. Também tinhamos um público gigantesco em Portugal e Moçambique.
O Humor Tadela é um dos precursores na internet: no que você acha que ele inovou? E qual legado ele deixa?
Acho que a inovação sempre foi o nosso forte. Fomos o primeiro site de cartões virtuais no Brasil, até onde eu sei fizemos também a primeira newsletter, o Boletim do Humor Tadela, que chegou a ter quase 3 milhões de cadastrados. Em 1999, lançamos a primeira coleção de figurinhas virtuais do mundo, satirizando o sucesso dos bonequinhos Amar é com Aturar é. Na época cheguei a receber a visita de um empreendedor americano que estava prestes a lançar algo do gênero nos Estados Unidos. Também fizemos uma série de jogos exclusivos: Jogo da Bundinha, Quem Sabe, Sobe!, Leilão, Cornograma e muitos outros. E por incrível que pareça, todos eles fizeram um enorme sucesso. O nosso chat com os bonequinhos excluivos também se tornou um dos mais conhecidos do Brasil. Recebia em média 20 a 30 mil visitantes por dia. Acho que um dos motivos de nosso sucesso é ter feito tudo isso de forma bem-humorada e divertida. Quanto ao maior legado que deixamos acho que foi a dívida mesmo – que possivelmente vai ser capaz de atravessar algumas gerações.
Como você vê a oferta de sites de humor hoje no Brasil? Quais serão os herdeiros do Humor Tadela?
Acho que está cada vez mais difícil fazer humor. Parece que o povo tá perdendo paulatinamento o senso de humor. Outro dia recebi o email de uma advogada furiosa, dizendo-se indignada com as piadas de advogados que tinham no site. Dizia ela: “Embora às vezes eu achasse que vocês pegavam pesado, eu sempre adorei as piadas do Humor Tadela, mas esculachar com os advogados é o cúmulo do desrespeito com as instituições do país.” Depois dessa, cheguei à conclusão de que, na cabeça de grande parte das pessoas, fazer piadas é igual a fazer troca-troca, só é gostoso quando é a nossa vez de ficar por cima.
Eu nunca tive preconceitos em relação a fazer piadas de nenhuma minoria. Até por isso, um dos motes do Humor Tadela sempre foi falar mal de si mesmo. Queríamos com isso mostrar que, na nossa visão,  o humor sempre estava acima desses preconceitos. Mas me sentia encabulado ao fazer piadas com deficientes. Até que um dia, tive a oportunidade de ser DJ em uma festa de final de ano de crianças especiais. Ao conviver com eles aquelas poucas horas, percebi claramente que o maior sonho deles era ser tratado como uma pessoa normal. E concluí então que o meu sentimento de pena é que era preconceituoso. Afinal, pra que serve o nosso senso de humor se não pudermos utilizá-lo quando mais precisamos dele?
Admiro muito essa nova geração de talentos que está chegando para fazer humor na internet, mas a longo prazo acho que eles não vão sobreviver, a menos que consigam fontes alternativas de receita. E também tem as concorrências desleais que existem por aí, como o YouTube, para ficar num só exemplo. Nós gastamos dias para produzir uma animação e quando colocamos no ar, meia hora depois ela está no YouTube, e vai ter mais acesso lá, do que no seu próprio site. Você arca com os custos e o YouTube fica com a receita. Acho isso um modelo perverso que desincentiva a produção de novos conteúdos na internet.
Há alguma chance de o arquivo do site voltar ao ar, mesmo sem ser atualizado?
Acho pouco provável, mas não impossível.
Você tem algum novo projeto para a internet? Pode, por favor, adiantar?
Além de vender a marca e os domínios para pagar as dívidas e principalmente os salários atrasados, estou em busca de investidores para dois novos projetos: MondoPedia, a enciclopédia do pensamento e o Mooleky, um sistema totalmente inovador de monitoramento de sites, ambos de amplitude mundial. Também estou escrevendo um novo livro: Não Trabalhe, Divirta-se!, que trata basicamente de como conseguir se divertir fazendo aquilo que a maioria das pessoas detesta. Talvez um dia eu venha a escrever a história do Humor Tadela, uma tragi-comédia, cujo final todo mundo já conhece!
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Fonte:http://blogs.estadao.com.br/rodrigo-martins/2011/06/01/humor-tadela-fechou-por-falta-de-dinheiro-diz-criador/

Brasil: Um país de ricos e miseráveis

15.07.2011
Do Altamiro Borges
Por Raquel Júnia, no sítio da revista Caros Amigos:

O lançamento do programa Brasil sem miséria, na semana passada, pela presidente Dilma Roussef, propõe um exercício de imaginação. "Já pensou quando acabarmos de vez com a miséria?", dizem as peças publicitárias sobre a nova estratégia governamental. As propagandas associam ainda o crescimento do país ao fim da pobreza extrema, meta que o governo pretende cumprir. São consideradas como miseráveis absolutas as pessoas que vivem com até R$ 70 reais mensais. Pelos dados divulgados pelo governo no lançamento do programa, há 16,2 milhões de pessoas nessa situação e outras 28 milhões em situação de pobreza. Pelos dados do Programa para as Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), de 2010, o Brasil está entre os sete países mais desiguais do mundo, apesar de estar também entre os sete gigantes da economia mundial. Os dados mostram que as contradições e os desafios são muitos. É possível que o exercício de imaginação proposto pelo governo federal se torne realidade? 


De acordo com o decreto que institui o Brasil sem miséria, o programa tem três objetivos, todos destinados à população extremamente pobre: elevar a renda per capita; ampliar o acesso aos serviços públicos; e propiciar o acesso a oportunidades de ocupação e renda, por meio de ações de inclusão produtiva. Constituem ações do programa a expansão de políticas já existentes como ‘Bolsa-família', ‘Luz para todos', ‘Rede Cegonha' e ‘Brasil Alfabetizado', entre vários outras. A inovação, segundo o governo, está ,sobretudo, no fato de que pessoas que até então não são contempladas por nenhuma dessas políticas por fazerem parte de "uma pobreza tão pobre que dificilmente é alcançada pela ação do Estado" passarão a ser, já que será feita uma busca ativa para encontrá-las. Estão previstas também ações diferenciadas para a cidade e para o campo, onde a previsão é garantir assistência técnica. "Assim, todo o país vai sair lucrando, pois cada pessoa que sai da miséria é um novo produtor, um novo consumidor e, antes de tudo, um novo brasileiro disposto a construir um novo Brasil, mais justo e mais humano", diz a apresentação do programa. Para o economista Marcio Pochmann, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o programa é uma inovação na política social brasileira por estabelecer uma linha de pobreza para a qual foram definidas metas de atuação da política pública. Pochmann destaca que desde a redemocratização até a atualidade, os governos sempre tiveram metas para a área econômica, como metas de inflação e de superávit fiscal, mas metas para a área social como um todo ainda não haviam sido estabelecidas. "Evidentemente que cada uma das áreas em separado tem as suas próprias metas, como metas de vacinação ou de universalização da escola, mas não havia uma meta social que desse conta de uma síntese do ponto de vista da ação governamental. Essa forma de atuação da área social não permitiu, por exemplo, que nós tivéssemos uma coordenação na área social. Então, é uma inovação o estabelecimento de uma linha de pobreza e, ao mesmo tempo, o compromisso do governo de tirar as pessoas dessa condição de extremamente pobres", avalia. O pesquisador ressalta que o programa visa atingir um número considerável de pessoas, praticamente um a cada dez brasileiros. "É o segmento que diz respeito ao núcleo duro da pobreza brasileira, de difícil acesso e que, portanto, exigirá uma maior capacidade de intervenção do governo. Nesse sentido, é fundamental as ações estarem cada vez mais articuladas do ponto de vista federal, estadual e municipal", analisa. "O Brasil, quando era a oitava economia mundial em 1980, já poderia ter superado a extrema pobreza. 

Não havia razão para que o Brasil tivesse extrema pobreza, a razão era política. E hoje somos a sétima economia do mundo, não há razão para termos essa quantidade expressiva de pobres. Não é que não tenha alimentos, o problema é político", completa. Marcio Pochmann observa que a definição governamental de superar a condição de miserabilidade não quer dizer que o país chegará a uma condição na qual não haverá mais miseráveis, mas significará um avanço muito significativo nesse sentido. "Certamente haverá miseráveis pelas vulnerabilidades impostas por uma economia de mercado, mas do ponto de vista estatístico isso será residual", aposta. Para o pesquisador, países desenvolvidos mostram que, do ponto de vista estatístico, inexistem miseráveis. "São condições de ordem econômica que permitiram, por intermédio da política pública, praticamente a resolução da condição de miséria. Evidentemente que a pobreza existe, mas cada vez mais é uma pobreza relativa", diz. Pochmann acrescenta que o modelo de desenvolvimento do Brasil é cada vez mais combinar o progresso econômico com avanço social. "Não há menção de superação do modo de produção capitalista, pelo contrário, é um aprofundamento do desenvolvimento capitalista, mas com travas de garantias de maior justiça na distribuição dos frutos do processo econômico", 
afirma.

Política de gotejamento

Para Virgínia Fontes, professora-pesquisadora da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) e da Universidade Federal Fluminense, a propaganda do governo de que todos sairão ganhando com o Brasil sem Miséria, não é mentirosa, já que há um ganho, embora muito pequeno, para os setores pobres e ganhos maiores para os setores ricos. "Isso está expresso como promessa e de fato aconteceu ao longo dos últimos oito anos, tanto na medida em que houve expansão do mercado interno, que é o mais evidente e mais imediato, mas, sobretudo, no aprofundamento da dívida interna", diz. A professora ressalta que, mesmo diante de todas as críticas, é preciso considerar que, com o programa, há ganhos mínimos para as pessoas pobres no contexto de um país de extrema desigualdade como o Brasil. "Uma política de gotejamento como esta, que distribui gota de água para regiões muito áridas socialmente, surte algum efeito, já que é melhor ter gota d'água do que não ter água nenhuma. Do ponto de vista da redução da miséria absoluta, ele atinge alguma coisa, mas não altera as condições da desigualdade e irá continuar sem alterar essas condições". Para ela, essas mudanças mínimas não significam garantia de direitos. "É uma gota calibrada: não tem processo de reajuste, não tem compromisso com produção qualificada de trabalho socializado, tem um compromisso estritamente mínimo, que é dar uma renda minimíssima para os setores de pior condição. É melhor isso do que nada, mas isso não é um direito. A construção de direitos está bloqueada pela oferta de programas", aponta.

Com R$ 20 bilhões é possível acabar com a miséria?

Paralelamente às ações do Brasil sem miséria, o governo afirma que está montando também um completo mapa sobre a pobreza do Brasil. Pelos dados preliminares do ultimo censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) de 2010, que embasaram a criação da proposta, aproximadamente 46% desses brasileiros extremamente pobres vivem na área rural. Além disso, 59% estão na região Nordeste e cerca de 70% dos extremamente pobres são pretos ou pardos. Os dados mostram ainda que 39,9% da população indígena do Brasil é extremamente pobre. No lançamento do programa, foi anunciado que o montante de recursos empregados para as ações será em torno de R$ 20 bilhões anuais. Entretanto, em 2010, os recursos gastos apenas para o pagamento do Bolsa Família ficaram em torno de R$ 13 bilhões. Para Pochmann, diferentemente de outras decisões governamentais, o recurso não é o determinante dessa opção. "No passado se estabelecia um programa e se dizia: ‘vai se gastar tanto'. Em determinado momento se dizia que os recursos não seriam suficientes: ‘bom, é esse recurso que temos e infelizmente não será possível atender ao compromisso daquele programa'. Então, o recurso é que determinava a capacidade de intervenção, sem recurso não tinha ação. Hoje, o que determina a capacidade de intervenção não é o recurso, embora, claro, sem o recurso não tenha ação. 

Mas o determinante é o compromisso que o governo tomou. Ele diz que vai superar a pobreza extrema; se não superar, é o item em que o governo fracassou. E, então, a oposição terá mais força em seu argumento", opina. A professora-pesquisadora da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) Ialê Falleiros tem uma opinião diferente sobre os recursos destinados ao programa. Para ela, o montante de recursos empregados não demonstra uma priorização dessas políticas sociais. "R$ 20 bilhões, isoladamente, parece interessante, mas quando olhamos o que é o orçamento federal, vemos que um valor muito maior do que esse é destinado para pagar a dívida pública", critica, mostrando uma reportagem do Pnud sobre o programa cujo título é ‘Brasil sem miséria e lucro para empresários'. De fato, do total do orçamento do governo federal previsto para 2011 e aprovado pelo Congresso no final de 2010 - R$ 2,07 trilhões -, R$ 678,5 bilhões serão destinados para o pagamento da dívida pública. 

"Então qual é o recado que esse programa quer passar do ponto de vista político, já que em termos econômicos ele é uma falácia? É o mesmo recado que os organismos internacionais vêm propondo em relação ao mundo: fazer parecer que tudo é uma coisa linda, porque todos estão engajados em colaboração, setores públicos e privados, todas as classes em sinergia em torno da proposta de colaboração para melhorar o mundo", observa. De acordo com a professora, há uma tentativa de afastamento das visões críticas que faz parecer, por exemplo, que os pesquisadores que questionam esse tipo de política estão contra melhorar a vida das pessoas. "Não é possível ser contra beneficiar as pessoas que mais precisam, mas ao mesmo tempo, se não tivermos esse olhar ampliado para além dessa visão triunfalista do desenvolvimento, nós realmente não vamos enxergar essas nuances", pontua. Virgína fontes lembra que no momento da posse da presidente Dilma o valor mencionado para combater a extrema pobreza girava em torno de R$ 40 bilhões, o dobro do que foi anunciado agora. "Isso indica que deve ter tido muita queda de braço entre os setores que vão ser contemplados com recursos públicos. Porque a discussão era de eventualmente chegar a R$ 40 bilhões do programa de bolsas, no sentido de avançar significativamente para uma melhoria mínima das condições de vida de praticamente toda a população brasileira. De fato, é uma melhoria mínima e é possível perceber isso pelo programa lançado agora", afirma.

Remendo

Na avaliação de Virgínia, com esse programa, o governo federal busca atualizar na retórica a luta popular que, na prática, ele tenta desmantelar. Segundo ela, o slogan principal do governo ‘País rico é país sem miséria', expressa uma contradição do modelo de produção. "Essa luta contra a miséria tem um lado ligado à própria expansão do capital internacional, da atuação do banco mundial, de uma nova filantropização. Mas também resulta de pressões e lutas de setores populares fortes. Só que, para não ter miséria nesse modelo, é preciso ser cada vez mais rico, o que significa que atacar a miséria é garantir a produção crescente da concentração da riqueza", contesta. Destacando que o capitalismo é um modo de produção que gera crises permanentemente, ela situa o Brasil sem miséria. "Do ponto de vista da lógica das crises do capitalismo, esse programa significa um grande remendo para tapar uma parte da tragédia social que foi sendo construída ao longo dos séculos XX e XXI, com a expropriação massiva da população e a formação, pela expansão do capital, de uma massa de mão de obra gigantesca, disponível para fazer qualquer negócio. Essa massa corria o risco de derrubar tudo, então, para que não derrubem tudo e se garanta que a concentração siga de maneira mais tranquila, se faz uma política dessas. Não é uma política que reforce as condições de auto-organização da população, mas sim da burguesia", define. Entretanto, de acordo com a pesquisadora, existe a possibilidade de o programa desencadear também processos de contestação. "Imaginando que ele dê completamente certo, essa população, até porque consegue respirar, pode reaprender a gritar e a gritar em novo tom", diz.
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Desarticulada maior quadrilha de traficantes de Pernambuco

15.07.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR


O balanço final da operação Everest será divulgado esta tarde durante entrevista na sede do Departamento de Combate ao Narcotráfico (Denarc), na Boa Vista. De acordo com o diretor geral de operações da Polícia Judiciária, delegado Osvaldo Morais, os trabalhos resultaram na desarticulação da maior quadrilha de traficantes de drogas em todo o estado de Pernambuco, por conta com número de presos (51) e da quantidade de drogas apreendidas ( mais de 125 kg de pasta base de base de cocaína, suficientes para produzir 375 kg de crack).


Esta tarde, as políciais civil e militar irão detalhar o modo de atuação do grupo que agia na capital, Região Metropolitana do Recife (RMR) e em municípios do interior, além dos nomes dos presos. Entre eles está o polícial reformado Jaílton Antônio da Silva Azevedo, de 44 anos, um dos quatro chefes da quadrilha.


Nesta sexta-feira foram cumpridos 12 dos 21 mandados de prisão e 12 de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara de Entorpecentes da Comarca de Recife. Outras nove pessoas haviam sido presas durante as investigações, iniciadas em outubro, quando foram detidas ao tido 39 pessoas. O PM preso hoje já havia sido detido em 2006 pelo mesmo motivo.


Cento e quarenta policiais civis e militares atuaram na operação que teve como alvos as cidades de Recife, Olinda, Jaboatão, Carpina e Gravatá. Os presos foram levados para a sede do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil, no bairro do Cordeiro.


Com informações da repórter Lilian Pimentel
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/nota.asp?materia=20110715113753

João da Costa desafia João Paulo

15.07.2011
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO


Após dar sinais de esfriamento, a polêmica envolvendo o racha entre o prefeito João da Costa (PT) e o deputado federal João Paulo (PT) volta a apresentar faíscas. Em entrevista à Rádio Jornal, ontem, João da Costa respondeu à provocação do ex-prefeito, que desafiou a Imprensa a encontrar um auxiliar seu que tivesse queixas quanto às suas interferências na administração do Recife. A declaração do parlamentar tinha um endereço certo, no caso, rebater as afirmações de João da Costa de que o ex-aliado queria mandar na sua gestão.


“Eu não vou fazer esse debate com João Paulo, mas se ele quiser, num momento adequado, eu posso dizer várias coisas que aconteceram comigo”, alfinetou Costa. Em seguida, o prefeito não deixou por menos e lançou o seu próprio desafio. “Eu quero que alguém prove que o que eu estou fazendo é diferente do que João Paulo fazia. Eu também vou lançar um desafio: O que é que mudou? O que é que eu estou fazendo que João Paulo não fazia antes?”.


Mais livre para discordar do seu antecessor, João da Costa chegou, inclusive, a revelar que discordava de algumas diretrizes da gestão de João Paulo, na época em que integrava o secretariado municipal. No caso, a intervenção na avenida Conde da Boa Vista. “É uma obra polêmica que tem gente a favor e contra, mas a maioria é contra. Quando eu era secretário, eu tinha algumas restrições quanto à obra”, revelou. O prefeito ainda adiantou que irá rever a obra que foi um dos marcos do segundo mandato do ex-prefeito.


Em sessão na Câmara Federal, o deputado João Paulo foi categórico ao negar tecer comentários sobre as declarações do ex-aliado. “Eu não vou comentar absolutamente nada sobre isso”, dissse.


CONFIANTE


Mostrando-se disposto a entrar na corrida às urnas de 2012, João da Costa fez questão de declarar que reúne as condições para disputar a reeleição. “Os únicos motivos para um prefeito não querer disputar é porque ele tem um problema de saúde que não permite, quando não tem condições políticas para disputar ou quando não tem condições para entrar na disputa. Eu não me encaixo em nenhum desses casos”, analisou.


Admitindo que há disputas internas na Frente Popular para concorrer à Prefeitura, João da Costa reiteirou que a responsabilidade da gestão é de todos que integram o Governo. “Eu tenho 16 partidos que estão no meu governo e, a não ser o PTB que saiu, todos estão lá ajudando a governar. Todos estão lá e são responsáveis pelo sucesso ou fracasso do Governo. Está o PSB com duas ou três secretarias, tá o PCdoB com duas secretarias e todos os demais partidos. O sucesso ou fracasso do governo não depende só do prefeito, mas desses partidos também”, avaliou.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/edicao-de-hoje/651131-joao-da-costa-desafia-joao-paulo

Interdição da Conde da Boa Vista muda itinerário de 91 linhas de ônibus

15.07.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO


A partir da meia noite de hoje e até as 6h do sábado, a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) interdita a avenida Conde da Boa Vista. A via vai ser fechada nos dois sentidos no trecho entre as ruas da Soledade e Gervásio Pires.
A medida acontece para possibilitar a instalação da passarela do Shopping Boa Vista para ligar o centro de compras ao edifício-garagem, passando por cima do corredor de transporte.
Durante a operação, seis agentes da CTTU estarão monitorando o trânsito de veículos na área. Os motoristas que estiverem na Gervásio Pires não poderão entrar à direta na  Conde da Boa Vista. Eles deverão seguir em frente e fazer uma rota alternativa pela avenida Manoel Borba, podendo retornar à Boa Vista pela rua da Soledade ou pela rua Dom Bosco.
Já os automóveis e ônibus que estiverem na Conde da Boa Vista, no sentido cidade/subúrbio, não poderão seguir em frente, devendo entrar à esquerda na Rua Gervásio Pires, podendo voltar para a via também pela Soledade ou pela Dom Bosco.
Os carros que estiverem no sentido contrário, subúrbio/cidade, também não poderão prosseguir pela Conde da Boa Vista. Durante a interdição, os condutores deverão entrar à direita na Rua José de Alencar, enquanto os ônibus que seguirem no mesmo sentido farão a conversão à esquerda na rua da Soledade, seguindo depois pela avenida Oliveira Lima para terem acesso à Gervásio Pires e voltarem à Conde da Boa Vista.
Com a medida, o Grande Recife Consórcio de Transporte altera o itinerário de todas as 91 linhas que trafegam pela avenida Conde da Boa Vista.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/vidaurbana/nota.asp?materia=20110715144346

INTERNACIONAL // ALERTA: Erupção de vulcão na Indonésia leva à retirada de mais de 4.000 pessoas

15.07.2011
Do portal de notícias NE10

Lokon lançou rochas, lava e cinzas a mais de um quilômetro de altura
Lokon lançou rochas, lava e cinzas a mais de um quilômetro de altura
Foto: Tengku/AFP
Mais de 4.000 pessoas fugiram dos arredores do vulcão indonésio Lokon, que entrou em erupção lançando rochas, lava e cinzas a mais de um quilômetro de altura, anunciaram os serviços de socorro.

O alerta foi elevado porque a atividade do vulcão, de 1.580 metros de altura e localizado na ilha de Sulawesi (Celebes), aumentou consideravelmente em junho.

Na noite de quinta-feira, uma erupção muito mais forte que as anteriores projetou cinzas, areia e rochas a um altura de 1.500 metros, segundo as autoridades. A vegetação foi tomada pelas chamas em um raio de 500 metros em torno do vulcão.

Segundo balanço dos serviços de socorro, 4.400 habitantes foram evacuados num raio de 3,5 km em torno da cratera.

Cerca de 28.000 pessoas vivem nas imediações do Lokon, um dos vulcões mais ativos na região. Em 1991 entrou em erupção, matando uma turista suíço e voltou a ficar ativo em 2002.

O arquipélago indonésio, situado no chamado "cinturão do fogo" do Pacífico, é o país que mais tem vulcões em atividade no mundo (129).
Fonte: AFP

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Fonte:http://ne10.uol.com.br/canal/cotidiano/internacional/noticia/2011/07/15/erupcao-de-vulcao-na-indonesia-leva-a-retirada-de-mais-de-4000-pessoas-283678.php

Liberdade de imprensa ou do Murdoch?

15.07.2011
Do blog de Altamiro Borges
Por Pedro Pablo Gómez, no blog cubano La Pupila Insomne:



Acabou de estourar um escândalo de grande magnitude na Grã-Bretanha, quando foram descobertos os métodos de gravações ilegais e os subornos a policiais realizados pelos executivos do jornal The News of the World, propriedade do magnata australiano-estadunidense Keith Rupert Murdoch – muito conhecido por suas posições ultra direitistas e um contribuinte ativo das campanhas eleitorais dos presidentes norte-americanos.

Imediatamente, Murdock viajou a Londres para fechar a tormenta da publicação imersa em escândalo. Andy Coulson, um dos assessores do ex-primeiro ministro britânico David Cameron, responsabilizou-se dos métodos ilegais das informações.

Murdoch, peça-chave do sistema capitalista, que defendeu com capa e espada o governo de George W.Bush, incluindo a invasão dos Estados Unidos no Iraque, é proprietário de uma das maiores cadeias de comunicação do mundo, principalmente na Grã-Bretanha e Estados Unidos.

Nos EUA estão TV Fox, Twenty Century Fox, a cadeia de satélites Sky, National Geographic, Harper-Collins Publishers, The Wall Street Journal e Dow Jones, entre outros. 

No Reino Unido possui as publicações The Times, The Sunday Times, Today, The Sun, Daily Mirror e o fechado The News of the World. Além disso, tem grandes ações do grupo econômico Pearsons, The Financial Times, The Economist – vendeu suas ações da agência Reuters. Também está em transição para fundir-se com a British Satelite Broadcasting e criar a BSkyB, que até o momento não está aprovada.

Todos estes acontecimentos foram preocupantes para Murdoch, principalmente porque poderia prejudicar seus interesses nos Estados Unidos. Vários especialistas chamaram a atenção das autoridades norte-americanas para saber se as técnicas ilegais utilizadas por Murdoch foram aplicadas aos cidadãos deste país, o que seria inconstitucional.

A pergunta que fazemos, já que de uma forma ou de outra estamos vinculados às informações do mundo da comunicação, é: se o sistema será capaz de investigar até as últimas conseqüências; ou se o escândalo penalizará um empregado, que concordará com a culpa enquanto recebe um cheque embaixo da mesa e Murdoch continuará com seus “negócios”?

Dentro das estruturas do capitalismo mundial não é pequeno o controle dos meios de comunicação para defesa e manipulação da chamada democracia representativa – já que esta participa de forma contundente aos ataques às idéias socialistas e contra tudo o que ameaça seus valores.

Deles somos vítimas permanentes quando defendemos nossa liberdade e soberania. Quanto ao escândalo: já sabemos de antemão quem ganhará a não ser que interesses maiores se contraponham.

De qualquer maneira, vamos esperar o final do filme “A lei e Murdoch”.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/07/liberdade-de-imprensa-ou-do-murdoch.html?spref=tw

Em congresso de sindicalistas, Lula diz que está de volta à política e promete ser o “lobista número 1 das causas sociais”

15/07/2011 
Política
Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil


São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Siva pretende ter uma participação mais ativa na política nacional. “Vou voltar a andar por este país. Vou voltar a incomodar algumas pessoas outra vez,” disse ele, ao discursar hoje (15) durante o 2º Congresso Nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT).


Lula destacou que chegou ao fim o período de afastamento voluntário do cenário político que ajudou na consolidação da presidenta Dilma Rousseff à frente do comando do país. “Eu disse, no início do ano, que ia entrar em um processo de desencarnação, para poder permitir a encarnação da presidenta Dilma.”


O ex-presidente adiantou que as suas ações serão voltadas à busca de soluções para os problemas sociais. “Embora não seja mais presidente, sou cidadão brasileiro. Como cidadão brasileiro, serei o lobista número 1 das causas sociais. Quem tiver um problema social pode me contar que farei lobby com o Gilberto Carvalho [ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência] e com a presidenta Dilma Rousseff para que a gente possa resolver isso”, disse, enquanto caminhava na beirada do palco, cumprimentando os sindicalistas que se esforçavam para fotografá-lo.


Ao falar sobre o seu governo, Lula voltou a usar um de seus bordões mais famosos. “Nunca antes na história deste país houve um presidente que tratou os trabalhadores com o respeito que eu tratei, que recebeu as centrais sindicais a quantidade de vezes que eu recebi.” Segundo ele, somente os sindicatos “muito pelegos” não conseguiram aumentos reais de salário para as categorias que defendem.


Ele também destacou as políticas voltadas especialmente às populações menos favorecidas como uma marca de seu governo. Lula se autodenominou o “presidente de todos”, mas com um “olhar meio vesgo para os pobres”. Isso, assinalou, é resultado de sua origem humilde. “É muito importante que você tenha compromisso e não esqueça da onde você veio, para onde você vai voltar e de que lado você está.”


Para ele, as parcelas mais abastadas da sociedade não compreendem a importância dos programas sociais de distribuição de renda, como o Bolsa Família. “Os ricos não sabem o que significa R$ 100 na mão de uma mulher pobre.”


Lula voltou a culpar as economias mais desenvolvidas pela crise financeira internacional que ainda prejudica países como Espanha e Grécia. “A gente não pode permitir que a crise dos outros venha causar prejuízos ao nosso país. Por isso, a presidenta Dilma está preocupada em fazer uma política industrial para que gente possa tornar as empresas brasileiras mais competitivas.”


Edição: João Carlos Rodrigues
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Como os tucanos entregaram o BNDES aos americanos

15.07.2011
Do blog CONVERSA AFIADA, 07.07.11
Por Paulo Henrique Amorim



Amigo navegante, que chegou do trabalho às 11 e meia da noite e teve que subir dez andares de escadas por causa da Eletropaulo, sugere publicar esse interessante post do Tijolaço sobre como a empresa americana AES-Eletropaulo chantageou os tucanos que administravam o BNDES.

Agora, que o BNDES se preparava para entrar numa fria parecida, a do Abiliô, vale a pena recordar como era o BNDES do FHC e do Cerra.

Como já se lembrou aqui como Cerra vendeu a Light, com um largo sorriso nos lábios – a Light dos bueiros que transformaram o Rio numa Cabul.

Antes, o BNDES cedia aos americanos.

Hoje, aos franceses.

E, como diz o Simão, o pão pode ser frances, mas a rosca é brasileira.

Ou, a luz pode ser americana, mas o bocal é nosso !

A cara de pau tucana com o BNDES

Chega a ser irônico que os tucanos estejam falando em CPI sobre a possível participação do Bndespar na operação de fusão do Pão de Açúcar com o francês Carrefour. A autoridade moral do tucanato, neste assunto, está abaixo de zero.


Primeiro, seria o primeiro caso de investigação em CPI de um negócio que pode ou não acontecer.


Mas desconsideremos esta “inovação jurídica” e lembremos do que os tucanos fizeram com o BNDES.


Usaram o dinheiro do banco – dinheiro do Tesouro, não o da empresa de participações, como agora -  para financiar a compra de nossas estatais.


O grupo americano AES pegou todo – isso mesmo, todo! – o valor que pagou para comprar a Eletropaulo no BNDES em 1998, sob o governo do festejado FHC. Foram duas as operações, num total de R$ 2 bilhões. Para assumir  controle e a gestão da companhia, a AES recebeu o equivalente a US$ 900 milhões. Apenas um dia epois,  pediu e ganhou mais US$ 1,1 bilhão para comprar o restante da empresa, que era dos franceses da Light e concentrar tudo no grupo controlador AES.


Não pagou a dívida  e forçou o BNDES a converter em ações e debêntures US$ 1,3 bilhão de dívidas. E, perdoar, casso a empresa honrasse, daí em diante, os juros e multas de mais de R$ 560 milhões.


Isso foi, aliás, uma das últimas contendas entre Leonel Brizola e integrantes do recém instalado Governo Lula. Aliás, parte do governo, inclusive a então Ministra de Minas e Energia, tinha ganas de retomar a empresa e só não o fez por uma avaliação de que a estatização de uma empresa americana ia detonar um movimento “terrorista” da direita muito ruim para a estabilidade do Governo.


A AES pegou dinheiro público para comprar o que já era nosso,  chantageou ou governo e ameaçou deixar entrar em colapso o fornecimento de energia a São Paulo. Extorquiu os consumidores, obrigando-os a assinar termos de reconhecimento de dívidas atrasadas – sem validade, segundo a lei – sob ameaça de corte de luz, demitiu metade dos empregados, enviou centenas de milhares de dolares para a matriz – que andava mal das pernas – e investiu muito pouco na qualidade dos serviços.


O PSDB topa colocar os dois negócios na balança, mesmo que um deles ainda não esteja concretizado? Vamos ver onde é que tem cheiro de maracutaia. Vai ser muito bom. Vai ser muito esclarecedor para a população ver como eram os negócios de Estado na gestão Fernando Henrique.


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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/07/07/como-os-tucanos-entregaram-o-bndes-aos-americanos/