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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Pernambuco apresenta novidades no 6º Salão do Turismo, em SP

06.07.2011
Do  BLOG DA FOLHA 
Postado por Valdecarlos Alves 

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Entre os dias 13 e 17 de julho, São Paulo será a capital do turismo brasileiro com a realização do 6º Salão do Turismo e Pernambuco apresentará novidades no evento. O Estado estará presente nas cinco áreas do salão: Feira de Roteiros, Área de Comercialização, Rodada de Negócios, Núcleo de Conhecimento e Vitrine Brasil.

Feira de eventos


Espaço reservado à promoção e à comercialização dos destinos turísticos. Nesta edição, a Empetur trabalhará com três roteiros: “O paraíso de Fernando de Noronha”, “Rota Engenhos e Maracatus” e “Rota História e Mar”. Além dos destinos, os visitantes terão oportunidade de conhecer a cultura do Estado. O renomado chefe pernambucano, Alcindo Queiroz, preparou um cardápio especial para o evento: tapioca, cocada, caldinho de feijão e o tradicional bolo de rolo. Haverá também degustação de vinhos e espumantes do Vale do Rio São Francisco. No Palco Nordeste, apresentações do Samba de Coco Raízes de Arcoverde, Maestro Forró e Orquestra da Bomba do Hemetério.

Pela primeira vez, a Empetur, em parceria com o Recife Convention & Visitors Bureau, terá um estande nessa área, onde equipamentos turísticos do Estado poderão comercializar seus produtos. Estão confirmadas as participações do Casa Blanca Resort, Hotel Cannarius, Grupo Pontes, Hotel Armação, Hotel Internacional Palace, Hotel Vela Branca, Hotel Jangadeiro, RCR Locações, Pontual Turismo e Abeoc-PE.

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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/22083-pernambuco-apresenta-novidades-no-6o-salao-do-turismo-em-sp

Vídeo: Tempestade de areia cobre cidade nos EUA

06.07.2011
Do portal ÚLTIMO SEGUNDO
Por  BBC BRASIL

Falta de visibilidade causa cancelamento de voos e fortes ventos derrubam árvores e provocam apagões

Uma enorme tempestade de areia atingiu na terça-feira a cidade de Phoenix, no oeste dos Estados Unidos. Vários voos para a cidade tiveram de ser cancelados devido à falta de visibilidade. Pousos e decolagens foram cancelados por cerca de uma hora.
Os fortes ventos também derrubaram árvores e provocaram apagões em milhares de residências. Tempestades, como a que causou a nuvem de areia de aproximadamente 80 quilômetros, são comuns nesta época do ano no Estado americano do Arizona.
A temporada de chuvas e ventos começa em junho e termina em setembro. Os ventos de quase cem quilômetros por hora espalharam as nuvens de areia por outras cidades ao redor.
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Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/bbc/video+tempestade+de+areia+cobre+cidade+nos+eua/n1597066231709.html

Presidente federaliza 18 mil servidores em Rondônia

06.07.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


Foi assinado ontem pela presidente Dilma Rousseff, em Porto Velho (RO), um decreto que regulamenta o ingresso de servidores do ex-território de Rondônia - atual Estado de Rondônia - nos quadros da administração federal. Serão beneficiados os integrantes da carreira policial militar e servidores municipais do ex-território que se encontravam em exercício na data em que houve a transformação em Estado.


Os servidores, mediante opção, poderão continuar prestando serviços ao Estado ou aos municípios de Rondônia, sendo cedidos pelo governo federal. Eles também poderão, caso queiram, ser aproveitados em órgão ou entidade da administração federal direta, autárquica ou fundacional.


Será criada também uma Comissão Interministerial para analisar os requerimentos de opção dos funcionários e a documentação dos servidores que comprovem seu enquadramento nos requisitos para a transferência. A Comissão, que será integrada por membros dos ministérios do Planejamento e Fazenda, da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Advocacia Geral da União (AGU) vai durar um ano e meio a partir da designação de seus membros e irá analisar caso a caso quem será enquadrado nas exigências da Lei.


A estimativa é de que existam aproximadamente 18 mil pessoas cuja situação funcional atende aos requisitos constitucionais e legais para a adesão ao quadro em extinção da administração federal. Rondônia era o último dos territórios a aprovar essa mudança. Os decretos de Roraima e Amapá já foram assinados.


Dilma disse durante o evento que estava resgatando uma dívida histórica. "Estou aqui para resgatar uma dívida histórica da União com o Estado do Rondônia e com os trabalhadores e trabalhadoras daqui. É uma dúvida que vem de longe, há 30 anos, da época que Rondônia deixou de ser território e se transformou em Estado. Dívidas nós temos que pagar, principalmente as históricas", disse a presidente em discurso.


A mudança dos funcionários vai ajudar na desoneração da folha estadual. "Essa dívida antiga tem mais significado ainda por que nós vamos desonerar o orçamento do Estado de Rondônia e esses recursos serão aplicados em algo que é fundamental num país como o Brasil, que é a formação dos brasileiros e das brasileiras, formação educacional e profissional", disse.
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/07/presidente-federaliza-18-mil-servidores.html

Conferência discute a Saúde no Recife

06.07.2011
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO
Por ALEXANDRE FERREIRA


Centenas de pessoas, entre usuários, trabalhadores e gestores do Sistema Único de Saúde (SUS), participaram, na tarde de ontem, da abertura da 10ª Conferência Municipal de Saúde do Recife. Realizada no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, o encontro, que se estende até amanhã, irá debater as políticas do Plano Municipal de Saúde do Recife 2010-2013, em vigor desde o ano passado, e elencar os delegados que serão eleitos para participarem da Conferência Estadual de Saúde, que ocorrerá entre os próximos dias 9 e 11 deste mês.


Durante os três dias de conferência, dez grupos discutem e avaliam as diretrizes que foram definidas na elaboração do último Plano Municipal de Saúde, que terá vigência até 2013, além de fazer no­vas´proposições, levando em consideração a atual demanda. Estarão em debate políticas como as de expansão do Programa de Saúde da Família (PSF); readequação das Unidades de Atenção Básica; ampliação do Programa Academia da Cidade; consolidação das ações de controle em DST/AIDS; e melhoria dos sistemas de informação e comunicação do setor.


“Estamos consolidando o SUS no Recife e promovendo avanços significativos nos últimos anos. Partimos de 27 equipes do PSF, em 2001, para as atuais 251 que atendem a cerca de 850 mil pessoas. Iremos duplicar o número de Academias da Cidade até o final do ano, além de inaugurar uma nova policlínica em Água Fria”, destacou o prefeito João da Costa. Na ocasião, o gestor municipal destacou que ainda no final deste ano deverá lançar um edital de um concurso público para agentes do PSF. “Vamos estudar as necessidades e investir em novos profissionais”.


Hoje, os integrantes da conferência irão discutir temas como o financiamento do SUS e repasses orçamentários do Ministério da Saúde para os municípios. Amanhã, acontecerá a aprovação da plenária final, as moções e a eleição dos delegados que participarão da Conferência Estadual.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-grande-recife/648867-conferencia-discute-a-saude-no-recife

Transtorno em dia chuvoso na RMR

06.07.2011
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO
Por PRISCILLA AGUIAR


Foram registrados alagamentos, congestionamentos e deslizamentos de barreiras


TRÂNSITO ficou bastante lento em vários pontos de grande fluxo de veículos
TRÂNSITO ficou bastante lento em vários pontos de grande fluxo de veículos
As fortes chuvas que caíram ontem no Recife e Região Metropolitana causaram congestionamentos e deixaram os órgãos fiscalizadores em alerta quanto ao risco de deslizamento de barreiras. Em pontos como BR-101 Sul, e nas avenidas Domingos Ferreira, Barão de Souza Leão e Boa Viagem, pontos de alagamento roubaram o tempo e testaram a paciência dos motoristas.

Entre Prazeres e o Cabo de Santo Agostinho, na BR-101 Sul, uma colisão entre uma Kombi e ônibus deixou o trânsito ainda mais lento. Ninguém se feriu. “Além da chuva, é muito grande o número de buracos na pista. Tem que ter paciência para não causar um acidente. O trânsito está lento demais”, destacou o motorista Fábio Nunes Batista, 35, na noite de ontem.

De acordo com Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), agentes de trânsito e imagens da central de monitoramento identificaram acúmulo de água e congestionamento também em vias como as avenidas Abdias de Carvalho, Mascarenhas de Morais, Recife, Antonio de Góis, do Forte, Doutor José Rufino e na rua Imperial.

A CTTU orienta que, neste período de chuvas, os motoristas e pedestres devem ter maior cuidado com o trânsito enquanto estiverem circulando em vias públicas, já que a pista molhada diminui a aderência e a frenagem dos veículos.

A fiscalização de trânsito ganhou reforço por conta das retenções causadas pela forte precipitação pluviométrica. “A parte que achei pior foi para sair de Piedade e chegar em Boa Viagem. Na beira-mar tinha muita água. Vim de moto, passando por todos os carros, e demorei cerca de 20 minutos de lá para cá. Imagino o tempo que os carros ficaram parados”, observou o motociclista Anísio Fernandes Mendes, 52.

Na rua da Hora, no bairro do Espinheiro, a queda de uma árvore piorou a situação. A Codecir informou que foram realizadas dez vistorias em diversas áreas da Capital. Entre às 7h e 13h, foram registrados 14 pedidos de vistoria e 27 solicitações de lonas plásticas na central de atendimentos do órgão e dois deslizamentos de pequeno porte (sem vítimas).

Foram colocadas 14 mil metros quadrados de lona em 50 diferentes pontos de risco. Quem precisar de ajuda pode entrar em contato com a Codecir por meio do telefone 0800.081.3400, que é gratuito e funciona 24 horas por dia. 


BOATO


Um boato preocupou quem estava com voos agendados para tarde de ontem no Aeroporto Internacional do Guararapes/Gilberto Freyre. Foi espalhada a notícia de que o estabelecimento havia sido fechado e os voos cancelados devido às chuvas. A informação foi desmentida pela Infraero. Não foram registradas alterações nos pousos e decolagens marcados para ontem por conta do mau tempo.

Apenas o voo TAM 3150, que vinha de Londrina com destino a Capital pernambucana, deveria ter aterrissado em solo recifense às 14h50, mas acabou pousando em Natal, por uma escolha do piloto e não por orientação da estatal.

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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-grande-recife/648864?task=view

Ministro irá depor no Senado, terça

06.07.2011
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO


Nascimento prestará esclarecimentos sobre denúncias na pasta de Transportes


alfredo se colocou à disposição do Congresso para explicar os fatos
Alfredo se colocou à disposição do Congresso para explicar os fatos
BRASÍLIA (Folhapress e AE) - Sob pressão, o ministro Alfredo Nascimento (Transportes) se antecipou e decidiu comparecer ao Congresso para dar explicações sobre denúncias de irregularidades na pasta. Numa ação combinada, diversos convites foram apresentados pelo seu partido, o PR, tanto na Câmara como no Senado. 

Dilma ordenou o afastamento da cúpula do ministério após reportagem da revista “Veja’’ afirmar que a pasta abriga um esquema de cobrança de propina vencedoras de licitações. 

O ministro confirmou que participará, na próxima terça-feira, de audiência na Comissão de Comissão de Meio Ambiente, Fiscalização e Controle do Senado. A data em que irá à Câmara ainda não foi definida. A estratégia foi armada entre o próprio ministro e integrantes da base, que temem que a demora em dar explicações piore a situação. 

A oposição deu início, ontem, à coleta de assinaturas para instalar uma CPI no Senado com o objetivo de investigar as denúncias de superfaturamento no Ministério dos Transportes, Dnit e Valec. Com minoria na Casa, os oposicionistas admitem que vão precisar do apoio de senadores da base governista para atingir o número mínimo de 27 assinaturas necessárias para que a CPI saia do papel. “Já temos o apoio de alguns senadores dissidentes da base, como Pedro Taques e Ana Amélia. Vamos continuar a busca por assinaturas”, disse o líder do DEM, senador Demóstenes Torres (GO). 

A oposição pediu, ontem, ao Ministério Público Federal que investigue as denúncias de superfaturamento de contratos firmados pelo Ministério dos Transportes e órgãos afins. Em representação protocolada na PGR (Procuradoria Geral da República), DEM e PSDB pedem investigações sobre Alfredo Nascimento, Luiz Antônio Pagot, o deputado Valdemar da Costa Neto (PR), entre outros envolvidos nas denúncias. Assinada pelos senadores Álvaro Dias (PSDB-PR) e Demóstenes Torres (DEM-GO), a representação pede que a PGR instaure inquérito para que sejam investigados os crimes de fraude em licitações, corrupção passiva, peculato e formação de quadrilha.


COPA
Em campanha no Senado pela aprovação da medida provisória que flexibiliza as regras para licitações da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, o ministro Orlando Silva (Esportes) disse que as denúncias de superfaturamento em licitações no Ministério dos Transportes não colocam em risco as obras de infraestrutura dos eventos esportivos.

Ao sair em defesa do ministro Alfredo Nascimento (Transportes), Silva afirmou que “agenda do País não pode ser paralisada por qualquer denúncia”. “A presidente Dilma já tomou todas as medidas, o ministro já tomou suas medidas. O Governo segue seu rumo, vai continuar trabalhando e o ministro Nascimento deve trabalhar ainda mais para esclarecer as dúvidas que surjam”, afirmou.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-politica/648873-ministro-ira-depor-no-senado-terca

Berlusconi afunda a Itália na crise

06.07.2011
Do blog de Altamiro Borges
Por Altamiro Borges

Não é só a Grécia, em maior dimensão, Portugal e Irlanda que são vitimas da violenta crise econômica que atinge a velha Europa. Há fortes sinais de que ela já chegou à Itália. No final de junho, o desgastado e desmoralizado governo de Silvio Berlusconi aprovou um corte de 47 bilhões de euros no orçamento para se resguardar do contágio, que parece inevitável.

O gabinete do primeiro-ministro aprovou o pacote de ajuste num encontro em Roma e agora tentará passá-lo no Parlamento. Em entrevista à imprensa, Berlusconi pediu o “voto de confiança” da oposição, abusando da retórica patriótica. “Sem um orçamento equilibrado, não poderá haver desenvolvimento no futuro”, afirmou. Seu discurso terrorista, porém, parece que não convenceu o gelatinoso espectro partidário italiano. 

Ricos beneficiados; trabalhadores prejudicados

A Itália possui a segunda maior dívida pública da Europa – a primeira é a da Grécia. A “disciplina fiscal” imposta pelo ministro das Finanças, Guido Tremonti, penalizou os trabalhadores e favoreceu os banqueiros, mas não conseguiu reduzir os impactos da crise no país. As agências internacionais dos agiotas rentistas, com a Standard & Poor´s e a Moody´s, exigem ainda mais sacrifícios.

O novo pacote de ajuste, marcadamente neoliberal, reduz a carga tributária dos ricaços – que cai de 43% para 40% -, congela os salários dos servidores públicos até 2014 e aumenta da idade da aposentadoria dos trabalhadores. Ele também promove cortes de gastos públicos, inclusive na área da saúde, segundo o jornal Corriere della Sera, que teve acesso a um estudo governamental.

O fim do bravateiro fascistóide

O anúncio das medidas gerou forte indignação no país. Analistas políticos avaliam que o pacote pode até encurtar o mandato do fascistóide Silvio Berlusconi, já desmoralizado pelas denúncias crescentes de corrupção e por suas orgias. No mês passado, o seu nível de popularidade teve queda recorde e a coalizão direitista que o apóia foi derrotada nas eleições locais em maio e junho. 

Com a intensificação das lutas sociais contra o “pacote de maldades” do governo, a crise econômica na Itália pode resultar em algo positivo: o fim do reinado do bravateiro Silvio Berlusconi. Não são apenas as forças políticas de centro da Grécia e Portugal que sofrem com o agravamento da crise capitalista européia; a direita fascistóide também passa por enormes apuros.

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Fonte:http://altamiroborges.blogspot.com/2011/07/berlusconi-afunda-italia-na-crise.html

NYT: Strauss-Khan foi vítima de armação

06.07.2011
Do ACERTO DE CONTAS
Por Pierre Lucena


A edição do New York Times de hoje vem com uma bomba daquelas: o ex-presidente do FMI teria sido vítima de armação no caso da tentativa de estupro de uma camareira.
A Procuradoria de Nova York começou a investigar a denúncia logo após o caso, e descobriu que a camareira não era quem dizia ser.

Um dia após o caso, teria ligado para um traficante preso nos EUA, querendo saber o quanto iria faturar com a história, e além disso, teria recebido até US$ 100 mil nos últimos meses de origem desconhecida. A ligação foi gravada, e pelas informações, não restaria muita dúvida em relação à tentativa de fraude.

O único fato não revelado pelo jornal é se a camareira teria agido por conta própria para tentar receber alguma indenização, ou se fez isso a serviço de alguém.

Dominique Strauss-Khan era o candidato favorito às eleições presidenciais francesas pelo Partido Socialista, e além de ter perdido seu posto no FMI, ainda ficou com a imagem muito abalada após o caso.

Pelo menos no caso da Presidência ainda parece ter tempo de se recuperar.
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Fonte:http://acertodecontas.blog.br/economia/nyt-diz-que-strauss-khan-foi-vtima-de-armao/

Dólar baixo facilita turismo de compras

06.07.2011
Do JORNAL DA TARDE,05.07.11
Por MARÍLIA ALMEIDA


Em tempos de dólar baixo e inflação em alta no Brasil, viajar para o exterior para fazer compras ficou mais fácil. Isso porque, de olho neste cenário, agências de turismo têm aumentado a oferta de pacotes específicos para quem quer ir para fora com essa finalidade.


Entre as opções, destinos tradicionalmente conhecidos para compras como Miami, Nova York e Orlando, nos Estados Unidos, Londres e Paris, na Europa, Santiago, no Chile, e Buenos Aires, na Argentina, estão na preferência do brasileiro.


Os pacotes incluem visitas a outlets, shoppings, lojas e até fábricas de itens de vestuário. As operadoras oferecem transporte e também podem dar cupons de desconto. “São pacotes para quem não sabe onde comprar e quer comodidade, segurança e preço mais baixo, já que o pagamento da viagem é facilitado”, explica Juliana Amoroso, gerente de produtos turísticos da agência CI.


A alta carga de tributos dos produtos nacionais também incentiva os brasileiros a comprar em outros países. João Elói Olenike, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) explica a diferença. “No Brasil todos os impostos são repassados ao preço dos produtos. Nos Estados Unidos, por exemplo, a tributação incide sobre a renda.”


Impostos


Nos EUA a porcentagem de impostos sobre produtos varia de 6% a 12%; no Brasil os tributos representam 38,53% do preço de uma calça jeans e 69,13% do de um perfume, por exemplo.
Mesmo países vizinhos, como Argentina e Chile, têm produtos com impostos menores. “A carga tributária da Argentina é de 29% e do Chile 18%, enquanto a do Brasil é de 35,13%”, explica Olenike.


O microempresário Anderson Estevam, de 38 anos, viajou com a família para Miami este ano. Foi sua primeira viagem ao exterior. “Paguei R$ 250 em um carrinho de bebê que custa R$ 1 mil aqui. Compramos principalmente roupas e acessórios. Reservei metade do valor da viagem para compras, mas, na empolgação, acabei gastando 20% mais.” Ele planeja viajar uma vez por ano para fazer compras.


Roupas, produtos de cama, mesa e banho, eletrônicos, alimentos típicos, bebidas alcoólicas e cosméticos acabam valendo a pena ser comprados no exterior.


“A confecção é barata nos Estados Unidos, grande parte é importada da China. Além disso, sempre existem liquidações e promoções, pois os produtos saem de linha mais rápido, e o outlet fica atrativo”, diz Juracy Parente, consultor especializado em varejo.


Segundo Parente, quem compra no exterior acaba ganhando em qualidade, pois pelo mesmo preço de uma mercadoria inferior consegue comprar produtos melhores.


Ao adquirir eletrônicos o turista deve dar preferência a novidades. “A distância de preço dos praticados no Brasil é maior no início das vendas”, afirma Parente.


Fora dos EUA, ele indica a compra de produtos típicos de cada local. Queijos e vinhos na França acabam saindo mais em conta porque são produzidos no país, assim como artigos de couro na Argentina. “Na Europa o varejo é menos agressivo, mas também é possível encontrar outlets”, diz.
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Fonte:http://blogs.estadao.com.br/jt-seu-bolso/dolar-baixo-facilita-turismo-de-compras/

Niterói é a praia da população classe A do país

06.07.2011
Do blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA


Os cariocas costumam dizer, com certa ironia, que a melhor coisa de Niterói é a vista do Rio de Janeiro. Mas são as estatísticas, mais do que as rivalidades locais, que definem com mais rigor o que a cidade tem a oferecer. O município é um dos líderes nacionais em renda média por habitante e em qualidade de vida - tem o terceiro melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, atrás de São Caetano e Águas de São Pedro, em São Paulo.Agora, pesquisa recente da Fundação Getulio Vargas (FGV) traz um dado novo: Niterói também é o município brasileiro com maior parcela da população na classe A, a elite econômica: 30,7% da população está na faixa de renda domiciliar mensal acima de R$ 6.745, deixando para trás Florianópolis, Vitória, São Caetano do Sul, Porto Alegre, Brasília e Santos. Consideradas as classes A e B (renda domiciliar entre R$ 5.174 e R$ 6.745), Niterói continua em primeiro no ranking, com 42,9% das pessoas nesse estrato econômico.


O que leva Niterói, município encravado entre o mar e a montanha, cuja área equivale a cerca de 10% do território do Rio, a registrar indicadores sócio-econômicos tão altos? "Niterói não tem todas as deseconomias de grandes cidades e o IDH alto reflete políticas de educação e saúde consistentes", explica Marcelo Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais (CPS) da FGV e coordenador da pesquisa. Em Niterói, há, por exemplo, oito universidades, incluindo a Federal Fluminense (UFF), e o município tem tradição no ensino privado.


Há outros aspectos que podem contribuir para que pessoas de maior renda optem por morar em Niterói. Um deles é o fato de a cidade, com menos de 500 mil habitantes, ser um lugar com muito verde e com mais de 30% do território formado por reservas naturais. Separado do Rio pela baía de Guanabara, o município tem áreas costeiras e aspecto calmo de cidade do interior. Quem nasce em Niterói, normalmente continua a morar por lá, assim como parte das gerações seguintes. "É bom morar aqui", afirma Selmo Treiger, secretário municipal de Fazenda.


É comum, porém, ouvir reclamações dos moradores sobre a violência, o crescimento das favelas e os problemas de tráfego urbano. Por dia, 150 mil veículos transitam, em média, pela ponte Rio-Niterói. A maior parte dos usuários da ponte é dos municípios de Niterói e São Gonçalo.


O empresário Bruno Badini, sócio da Vertigo Tecnologia, empresa de serviços de tecnologia da informação, mora em Niterói desde 1997, com exceção de um curto período, quando se mudou para o Grajaú, bairro da zona norte do Rio. "Minha mulher estava grávida e foi assaltada, daí decidimos voltar para Niterói, mas hoje a cidade também sofre com a violência urbana. Chegamos ao ponto de ter arrastão na praia de Icaraí", disse Badini, referindo-se ao principal bairro da cidade.


No passado recente, era comum cariocas decidirem comprar imóvel em Niterói, porque os preços eram mais baixos do que no Rio. Mas isso está mudando. Rubem Vasconcelos, presidente da Patrimóvel, afirma que os preços dobraram em um período de dois anos em Icaraí. Atualmente, o metro quadrado em Icaraí é de cerca de R$ 8 mil, acima dos R$ 6 mil da Barra da Tijuca, bairro da zona oeste do Rio. Marcos Saceanu, diretor de incorporação da PDG CHL, disse que, apesar da grande valorização em bairros como Icaraí e Jardim Icaraí, Niterói continua a apresentar um dos melhores índices de venda da carteira da empresa.


Boa parte dos moradores de alta renda de Niterói, no entanto, não trabalha na cidade, que não conta com um forte mercado de trabalho. Badini é um exemplo disso. A Vertigo, empresa dirigida por ele, tem sede no centro do Rio. "É uma terra de profissionais liberais que não têm trabalho no local, mas lá residem", di Neri, da FGV.


O economista conta que Niterói é o município brasileiro com maior número de médicos por habitante, segundo dados obtidos em uma pesquisa anterior. A cidade tem um médico para 93,55 habitantes, acima de Cuba, país líder do ranking mundial em termos de habitantes por médico.


Neri destaca, porém, que Niterói perde 38% de seus médicos durante o dia. Isso significa que a taxa real de habitantes por profissionais que trabalham no município é de 129 habitantes por médico, e não os 93, calculados com base nos médicos residentes na cidade.


Para o secretário Treiger, Niterói não é um município-dormitório - nesse caso, uma espécie de dormitório de luxo. "Quem é daqui é provinciano, gosta e não sai daqui." Ele afirma que a economia do município está assentada em um tripé: comércio, serviços e atividade imobiliária.


Niterói também tem tradição de ser um polo da indústria naval, mas, segundo Treiger, os estaleiros não têm peso importante na economia local, em função de isenções fiscais, e também pelo fato de grande parte da mão de obra empregada não morar em Niterói, mas em municípios vizinhos, como São Gonçalo.


Da arrecadação total de Niterói no ano passado - cerca de R$ 1 bilhão -, mais de 30% (R$ 330 milhões) corresponderam à cobrança de IPTU e ISS. O restante foi obtido por meio de repasses do Estado e do governo federal. Apesar de estar situado junto ao mar e próximo à região produtora de petróleo, o município recebe poucos recursos dos royalties. Foram R$ 45 milhões em 2010, menos de 5% da receita total do município no período.


Treiger diz que o turismo tem potencial para superar as atividades tradicionais do município. Uma das apostas é o Caminho Niemeyer, projeto de Oscar Niemeyer, um roteiro à beira-mar de equipamentos urbanos (museu, teatro popular, torre panorâmica, centro de convenções), alguns ainda em construção ou projeto.


Para enfrentar o problema do tráfego urbano, Niterói trabalha em plano de transporte e trânsito desenvolvido pelo escritório de arquitetura Jaime Lerner. A ideia é implantar a solução dos corredores exclusivos para ônibus, os chamados BRTs (Bus Rapid Transit).


Para o economista Mauro Osório, estudioso da economia fluminense, Niterói tem um problema de gestão pública com um custeio per capita alto e um baixo investimento per capita.


"O custeio alto e o investimento baixo são uma referência, mas não podem ser uma definição rígida, porque em áreas como saúde o custeio é mais caro do que o investimento e, em educação, surge a dúvida se o professor é custeio ou investimento", diz Osório. - Valor Econômico
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Fonte:http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/07/niteroi-e-praia-da-populacao-classe-do.html

NFORMÁTICA: Google parte para o ataque e tenta bater de frente com o Facebook e o Twitter

06.07.2011
Do jornal FOLHA DE PERNAMBUCO


Mundialmente, o Facebook continua com um primeiro lugar folgado em comparação a todas as outras redes sociais concorrentes. O Orkut, do Google, que ainda é o campeão no Brasil e na Índia, não representa um competidor realmente forte em termos mundiais e vem perdendo espaço, inclusive nestes países em que é forte, para a rede social de Mark Zuckerberg, que já soma mais de 700 milhões de usuários em todo o globo.

Mas o Google parece não estar satisfeito com este cenário e lançou, na última semana, ainda que de forma restrita, apenas por convite, o serviço Google+, uma nova rede social que busca atingir o mesmo sucesso que a empresa já conquistou em campos como buscas na web (busca Google), e-mail (Gmail) e vídeos (YouTube). É bom deixar claro que o Google+ ainda não está pronto e nem a denominação beta foi atrelada ao seu nome. Por enquanto, o Google prefere usar o termo “Projeto” para falar de seu novo produto. Analisando o que até agora foi mostrado, o Google+ chega com uma proposta um pouco diferente do que a do Facebook.

Um dos pontos de destaque são os chamados “Círculos” (Circles), onde o usuário pode agrupar os seus contatos em espécies de listas temáticas. Por exemplo, você pode criar um círculo para os amigos da faculdade, outro para colegas de trabalho, família ou “pessoal do futebol de quarta-feira à noite”. Na hora de atualizar o seu perfil com textos, fotos, vídeos ou links, como faria normalmente em outras redes sociais, você deve selecionar os círculos para os quais estas atualizações serão visíveis. Portanto, se você deseja comentar algo que tenha a ver apenas com seu trabalho, pode restringir para que a atualização só apareça para as pessoas no seu círculo dos colegas de trabalho.

Você também poderá adicionar a mesma pessoa em mais de um círculo, criando, assim, interseções de usuários nos diversos círculos. O Google explicou que a ideia dos círculos serve para simular na internet o que você já faz pessoalmente com os seus amigos e conhecidos, que é selecionar os assuntos de acordo com a pessoa ou grupo com quem você está se relacionando. Mas esta não é uma ideia 100% original do Google para a internet. O Facebook e Windows Live possuem subdivisão de contatos em grupos, com  compartilhamento de postagens, fotos, vídeos e demais informações apenas para aquelas pessoas pré-determinadas. O que o Google fez aqui foi dar mais ênfase neste aspecto restritivo e tornar o seu uso mais fácil.

Um detalhe interessante sobre a organização dos contatos e até o modo como as atualizações do Google+ são feitas é que elas se assemelham mais ao funcionamento do Twitter que propriamente ao do Facebook. Ao adicionar uma pessoa em um círculo, você não pede autorização daquela pessoa para criar uma relação bilateral, como no Facebook. Você simplesmente adiciona a conta do Gmail como se fosse um Twitter, tornado-se, apesar do Google não usar esta palavra, um seguidor, e passa a receber as atualizações públicas daquela pessoa na sua timeline ou stream, como o Google prefere chamar. Para receber as postagens privadas, a pessoa que você adicionou também deve lhe adicionar nos seus respectivos círculos, com ela escolhendo o que você poderá ou não ver.

Parece complicado? É um pouco, sim. No lugar de apenas administrar contatos e pensar se o que vai postar vale ou não ser compartilhado, no Google+ o usuário terá que administrar os contatos, separá-los em círculos, pensar em que tipo de conteúdo interessa para cada círculo e também o que você quer ou não tornar público. Lembrando também que os perfis do serviço são essencialmente públicos e, se você não restringir suas postagens aos círculos, qualquer pessoa na internet poderá acessá-las apenas digitando uma URL ou realizando uma simples busca.

Serviço

https://plus.google.com/
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/edicao-de-hoje/648918-informatica-google-parte-para-o-ataque-e-tenta-bater-de-frente-com-o-facebook-e-o-twitter

Encontro discute desafios e soluções para o transporte no país

06/07/2011
Nacional
Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro – Pesquisadores, estudantes e empresários discutem hoje (6) e amanhã (7) no Rio problemas e soluções para o transporte no país. Segundo o professor de engenharia de transportes do Instituto de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) Paulo Cezar Ribeiro, uma das principais preocupações em debate na nona edição do seminário Rio de Transportes é o crescente número de carros de passeio nas ruas das cidades.


“Todo mundo que tiver possibilidade vai ter um carro e isso implica que o sistema de transporte público vai ter que ser muito eficiente, para a pessoa não fugir do transporte público para o individual e causar congestionamentos cada vez mais severos”, disse.


No Rio de Janeiro, por exemplo, a expectativa é que o número de veículos chegue a 3 milhões em 2020, ou seja, um carro para cada dois habitantes na cidade. Com isso, a velocidade média no município poderá ser menor do que 20 quilômetros por hora daqui a nove anos.


Segundo o pesquisador, mesmo investindo no transporte público, as autoridades precisarão melhorar as condições das ruas e avenidas para receber esse crescente número de veículos. “Mesmo que o transporte público seja muito bom, se não houver melhoria para o transporte individual, o resultado não será pleno. Não se pode ignorar que as pessoas estão tendo cada vez mais carros.”


Ribeiro destacou ainda que a melhoria do transporte público não pode visar apenas aos grandes eventos que ocorrerão no Brasil nos próximos anos (a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016). “Os megaeventos acontecem durante poucas semanas, mas os moradores dessas cidades são afetados [pelo transporte] durante meses, anos.”


Além de palestras, o encontro vai apresentar o resultado de 28 pesquisas feitas por estudantes dos programas de pós-graduação da Coppe. A nona edição do seminário Rio de Transportes ocorre na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no centro do Rio.


Edição: Talita Cavalcante
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-07-06/encontro-discute-desafios-e-solucoes-para-transporte-no-pais

“América do Sul deve construir uma aliança estratégica”

06.07.2011
Do site da Revista Carta Maior
Por Martín Granovsky - Página/12



Evo Morales, presidente da Bolívia

Em entrevista ao jornal Página/12, o presidente da Bolívia, Evo Morales, fala sobre sua experiência como presidente, sobre os programas sociais que está implantando para beneficiar a população mais pobre e defende uma aliança estratégica entre os países da América do Sul. “Devemos fazer uma aliança estratégica com toda a América do Sul para a tecnologia. Porque a América do Sul já é a mãe de todos os recursos estratégicos do mundo. Temos a Amazônia, água doce...É uma esperança para o mundo. É preciso desenvolver uma nova tese. A tese da vida, da humanidade”.

O jogo da noite entre Argentina e Bolívia e o gasoduto para trazer gás ao norte argentino eram os grandes temas da visita de Evo Morales a Argentina até que surgiu o protesto da comunidade judaica pela viagem do ministro de Defesa iraniano a La Paz. São 11 horas da manhã e Evo acaba de se despedir dos dirigentes da DAIA (Delegação de Associações Israelitas Argentinas). Saíram sorridentes. Talvez contagiados pela tranquilidade que emana hoje desse presidente aymara e ex-dirigente sindical que, no último dia 22 de janeiro, completou cinco anos no Palácio Queimado.

- Nunca sonhei em seu presidente – diz Evo. Nunca pensei que iria ser presidente.

- Nunca?

- Até 2002, jamais. Jamais. Eu, de tão baixo. Quando meus companheiros me propuseram ser candidato à presidência, em 1997, pensei que estavam gozando com minha cara.

- Mas o elegeram deputado.

- Sim. Fui candidato a presidente em 2002, e a candidatura surpreendeu a mim mesmo. Eu candidato? Foi uma satisfação. E depois, em 2005, ganhamos, mas temos muito que seguir aprendendo no novo sentido da política boliviana: antes o povo era escravo do governo. Agora o governo é escravo do povo. Está a serviço do povo. 

- Os bolivianos votaram várias vezes em eleições presidenciais e para a reforma da Constituição. Como faz um presidente para avaliar o sentimento popular a cada dia?

- As reuniões com os movimentos sociais permitem saber como servir ao povo. Os resultados de gestão não só satisfazem como causam orgulho quando o povo se sente atendido em suas demandas. Nem sempre é suficiente, claro, por que os recursos são limitados. Mas sempre escutamos.

- Os dirigentes da DAIA que tiveram a entrevista com você comentaram isso: que os escutou, que admitiu ter cometido um erro e que eles acreditaram.

- Houve problemas e nós os reconhecemos. Melhor aprender errando. Melhor não ocultar as coisas. Assim a vida é melhor. Essa é minha experiência na família, no sindicalismo e no governo.

- Admitir um erro não pode ser tomado como sintoma de debilidade?

- Para mim não. Alguém sempre pergunta por que eu reconheço isso. Quem não comete erros? Lamentamos coisas que não estavam em nossos planos e expressamos nosso reconhecimento.

- Qual é o interesse nacional boliviano com o gasoduto que começou a ser negociado com a Argentina em 2006 e do conversou com a presidenta (Cristina Fernandez Kirchner)?

- A Bolívia, lamentavelmente em boa parte, viveu de seus recursos naturais. Em um primeiro momento a borracha, depois o estanho e, mais tarde, o gás. As relações que iniciamos com o presidente Néstor Kirchner tiveram continuidade com os acordos com a companheira Cristina e com a construção do gasoduto Juana Azurduy, tão importante para os dois povos, um que será abastecido de gás e o outro que se beneficiará disso. Ao mesmo tempo, estamos melhorando a economia da Bolívia e prestando um serviço ao povo argentino. Falei muito sobre isso com a companheira Cristina. Ela conhece o tema. Não parece advogada, mas sim uma petroleira. Garantir energia frente à crise do mundo, no marco da complementariedade, é importante. Nós necessitamos do povo argentino e de seu governo e se eles precisam de nós, aqui estamos. Eu nunca esqueço que, quando nos faltou trigo e farinha para o pão, a Argentina nos socorreu. Não sei como fez, mas o trigo ajudou a nossa felicidade.

- A nova Constituição estabelece um Estado plurinacional. Como está funcionando a construção?

- Nossa história mostra tantos irmãos assassinados, enforcados, esquartejados, discriminados, marginalizados...Houve rebeliões com resultados nefastos, mas nessas rebeliões nossos antepassados defenderam a identidade e os recursos naturais. Agora estamos em uma revolução. Não com balas; Com o voto. O Estado plurinacional se constrói também via um processo de descolonização. Três etapas: Rebelião, revolução, descolonização. Esta etapa não é fácil. Podemos mudar normas e procedimentos pelas quais um funcionário público se converterá em um servidor público. Mas é mais difícil mudar a mentalidade.

- A do funcionário?

- Sim. Por sorte, na Bolívia o povo começa a pensar diferente sobre a política. No passado, o político era visto como delinquente, como um meliante, um ladrão, um farsante. Estamos mudando isso. Agora, ser político é prestar serviço ao povo por tempo determinado.

O que significa por tempo determinado?

- Que depende dos tempos da democracia, dos mandatos, do voto. Antes ser político era dizer: “Isso é meu. Aproveitarei”. Terminamos com isso na Bolívia. O povo era escravo do governo. Em meu gabinete há intelectuais e profissionais que poderiam estar ganhando melhor em outro trabalho. Mas se somam a esse trabalho para prestar um serviço por tempo determinado. E descolonizar também é a busca da soberania com igualdade de todos os bolivianos. Não pode haver uns vivendo no luxo e outros que morrem de fome. Não podem existir essas diferenças de família para família e tampouco de país para país, ou de continente para continente. Esse milênio não deve ser o das oligarquias, hierarquias e monarquias. Olhemos as reações que temos nestes dias em outros continentes. Na Europa, por exemplo. Antes eles olhavam para a América Latina. E o que viam? Os golpes militares, as ditaduras, crises, convulsões, mortos. A Bolívia, antes de eu chegar à presidência, teve cinco presidentes em cinco anos.

- Nós ganhamos: cinco em uma semana.

- Sim. E eu não posso acreditar: entrei no sexto ano da presidência. Isso quer dizer que estamos mudando.

- Bom, e pelo Honoris Causa da Universidade de Córdoba já é o doutor Evo Morales.

-E sou doutor, sim. Mas o que vale é o que estamos mudando no plano estrutural, no econômico e financeiro. Estamos nos libertando financeiramente. O próximo passo é tecnológico e científico. Devemos fazer uma aliança estratégica com toda a América do Sul para a tecnologia. Porque a América do Sul já é a mãe de todos os recursos estratégicos do mundo. Temos a Amazônia, água doce...É uma esperança para o mundo. É preciso desenvolver uma nova tese. A tese da vida, da humanidade. Falamos muito sobre isso com o companheiro Néstor Kirchner.

- Vocês se conheceram antes da presidência.

- Sim. Néstor foi muito prático em suas recomendações e sugestões. Para mim segue sendo um pai político. Quando comecei como presidente, lá estava Néstor, lá estava Lula, lá estava Chávez para suas sugestões e recomendações.

- Qual foi a recomendação mais importante?

- O serviço ao povo. E lembro a ajuda que me deu em Tarija. Ele me disse: “Se perceber que as empresas não querem investir, pega o telefone e me liga que a Argentina vai investir”. Talvez possa ser entendida como uma mensagem simbólica. Mas foi muito importante. Nós, presidentes, devemos nos ajudar também em temas de investimento.

- Qual é, no plano mundial, a novidade boliviana em termos de identidade e desenvolvimento dos povos originários?

- Programas, por exemplo. Para os setores mais pobres das comunidades indígenas o governo está garantindo 70% do investimento para empreendimentos produtivos. Os beneficiados contribuem com os outros 30%. O Banco Mundial está exportando este programa para a África. Outro programa: a criança que termina o ano escolar recebe um pequeno bônus de 200 bolivianos ao ano. O segredo deste bônus é evitar que haja novos analfabetos. Estamos conseguindo diminuir a evasão escolar, especialmente nas áreas rurais do altiplano e nos bairros periféricos das cidades. Baixamos a evasão de 6 para 2% e temos que impedir que surjam novos analfabetos. Outro programa ainda: os mais pobres, os abandonados, os que trabalharam durante toda a vida, recebem cerca de 200 bolivianos por mês. Não é muito, mas é alguma coisa. Nas áreas rurais, o idoso que recebe sua renda resolve seu problema de água e de luz. E estamos entregando terra, ainda que alguns sejam muito ambiciosos.

- O que querem?

- Em lugar de 50 hectares, querem 150. Não é possível. Alguns dizem: “Aproveito a presidência do companheiro Evo, do irmão Evo, porque depois não haverá essa chance”.

- Como é o estado atual da unidade da Bolívia, sobretudo em relação a Santa Cruz de la Sierra? Os enfrentamentos de 2008 são coisa do passado?

- Antes se falava da meia lua. Isso acabou. Agora é a lua inteira. Nosso movimento se baseia na política do bem viver, não do viver melhor. Seu você quer viver melhor, tem que roubar, saquear os recursos, explorar. Isso nós podemos garantir porque meu partido, o dos mais pobres, dos camponeses indígenas originários, tem dois terços da Câmara de Deputados e dois terços da Câmara de Senadores. Isso nunca aconteceu na história da Bolívia. Há um sentimento popular que simpatiza com as mudanças profundas. E isso apesar das corridas aos bancos, que fracassaram. Ou do boicote para que falte açúcar ou azeite e para que joguem a culpa em cima de mim. Mas estamos sempre preparados para aprender errando, errando.

- Mauricio Macri disse que um dos problemas da Argentina, e repetiu isso, é o que chamou de “imigração descontrolada”. Como reagiu ao ouvi-lo?

- Respeitamos as opiniões de todos. Cada um tem direito a expressar o que pensa e o que sente. Mas somos todos latino-americanos. Todos somos sulamericanos. Temos a obrigação de compartilhar. Mas não só na Bolívia, também na Europa, na Espanha e em outros países o boliviano é visto como honesto e trabalhador. Veio aqui buscar melhores condições de vida. Mas também contribui para o desenvolvimento da Argentina. Assim ocorre sempre com as migrações. As externas e as internas. Na Bolívia vemos o que ocorre com os que chegam a Cochabamba, ou com os que vão de Potosi ou Oruro para Santa Cruz. Por isso, em Santa Cruz se encontra gente de origens tão diferentes. Vão trabalhar. Assim ajudam o desenvolvimento. Na América Latina ocorre o mesmo. Nos complementamos para viver juntos.

Tradução: Katarina Peixoto

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Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18008

Um minuto da sua indignação, por favor!

06.07.2011
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

Parem tudo. Não quero falar da Copa de 2014, do escândalo do Ministério dos Transportes, da fusão dos supermercados, da política miúda, do namoro entre Dilma e FHC ou dos problemas mentais de Jair Bolsonaro. Quero falar de decência com o leitor desta página. Peço a você, leitor, que tenha a decência de se indignar, já que esta sociedade parece anestesiada e insensível ao impensável.
Peço indignação da imprensa, da classe política, do Executivo, do Legislativo, do Judiciário, da OAB, do Ministério Público, mas, antes de qualquer coisa, peço a sua indignação, leitor, porque é dela que nascerá alguma providência e o sentimento de um povo de que qualquer um de nós que for aviltado da forma como relatarei representará a todos, pois todos devemos nos sentir atingidos como se, não uma família pobre, mas cada um de nós tivesse sido vitimado
Na grande imprensa, só notas lacônicas relatando um crime de lesa-humanidade que não ganhou manchetes principais, não fez a ultra-esquerda e a direita aliadas pedirem CPIs, não gerou manifestação na avenida Paulista, não mereceu pronunciamento de prefeitos, governadores ou da presidente, mas que simboliza a vergonha maior para um povo.
O fato:
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FOLHA DE SÃO PAULO
6 de julho de 2011
Reintegração de posse termina com 11 feridos em Ribeirão Preto
PM nega ter havido abusos e diz que vai investigar as denúncias
ANA SOUSA
DE RIBEIRÃO PRETO
Onze pessoas ficaram feridas e duas tiveram de ser socorridas, ontem, durante a reintegração de posse de uma favela invadida há pelo menos seis meses por 700 pessoas, em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo).
Os moradores colocaram fogo em uma Brasília e fizeram barricadas para evitar o avanço da Polícia Militar.
Após três horas de negociação, o Batalhão de Choque invadiu a área, chamada de favela da Família. Houve disparos de balas de borracha e bombas de efeito moral.
Os advogados Paulo Merli Franco e Wanderley Caixe Filho, da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Ribeirão, que acompanhavam as negociações, foram atingidos por balas de borracha.
A PM nega ter havido abusos. Segundo o tenente Antonio Campos Rivoiro, as denúncias serão investigadas.
O advogado Marcos Rogério dos Santos, que representa a empresa dona do terreno, diz que os moradores concordaram em deixar a área durante uma audiência de conciliação em fevereiro.
Moradores recorreram a familiares depois que os barracos foram demolidos.
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A notícia acima é a penúltima do primeiro caderno do jornal que a publicou. Ontem (terça-feira), durante o dia, algumas chamadas discretas na internet e até um ou outro “flash” nos telejornais. No jornal só saiu hoje, depois que as tevês veicularam alguma coisa…
Foi só na manhã desta quarta-feira que apareceu uma notícia menos discreta, no programa de Ana Maria Braga, que eclodiu na minha tevê logo após o Bom dia Brasil enquanto terminava de me vestir para ir trabalhar. Famílias inteiras, mais uma vez, foram jogadas na rua sem que o Estado e a sociedade dispensassem um grama de preocupação com o seu destino.
Policiais invadiram as casas e não deram a mulheres, crianças e velhos nem tempo de recolher suas roupas, ao menos. As pessoas não podiam cumprir a ordem judicial de reintegração de posse do terreno da favela, que pertence a uma empresa, por que não tinham para onde ir. Por isso estavam lá, vivendo naquelas condições. Mas o capitalismo hidrófobo que se pratica por aqui não tem tempo para essas coisas.
Um capitão da Polícia Militar que você verá no vídeo ao fim deste texto diz que ele e sua horda de bárbaros estavam tendo “uma paciência enorme” com aquela gente. E pregou que “as pessoas entendam a lei e cumpram a lei”. Que lei é essa que põe até bebês de colo no meio da rua em pleno inverno sem se preocupar com nada? Isso é lei? Para mim, é barbárie.
Sinto vergonha de ser brasileiro.
Peças de vestuário, eletrodomésticos, móveis, tudo ficou sob as esteiras ou rodas de tratores que derrubaram os barracos em que aquelas famílias mal e porcamente sobreviviam. Sem nada, sem serviços públicos, muitas vezes mal tendo o que comer.
Sabem quando veríamos isso acontecer em Cuba, no inferno na Terra que esse capitalismo hidrófobo pinta na sua mídia subornada? Nunca. Por lá eles não tem carros de 300 mil dólares rodando nas ruas, mulheres não usam vestidos de 30 mil reais para irem  a uma reunião besta, não se pode gastar mil reais num almoço, mas os seres humanos se reconhecem como tais e, assim, respeitam-se.
Um país que assiste ao que se relata que ocorreu em Ribeirão Preto – e que vive ocorrendo –, não se indigna e permite que essas tragédias prossigam, ano após ano, não pode ser chamado de país. Somos um ajuntamento de comunidades para as quais o mundo se resume ao círculo social de cada um e mais nada.
Comecei mal este dia, com aquelas cenas. Sinto desesperança. Pergunto-me se este país tem jeito e se é em meio a este povo em transe, egoísta, frio, insensível, alienado, cruel e cínico que quero morrer. Pergunto-me, neste momento, se a minha filha do meio, de 25 anos, não está certa por ter ido morar na Austrália e por não querer voltar a este Brasil estarrecedor que a cada dia me decepciona mais.
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Assista ao vídeo, abaixo

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/07/um-minuto-da-sua-indignacao-por-favor/