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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Jornal agora acusa camareira

04.07.2011
Do JORNAL DO COMMÉRCIO
Internacional

NOVA IORQUE. – Depois que a justiça americana libertou sem fiança Dominique Strauss-Kahn, mas manteve as acusações de crimes sexuais, a atenção se concentra na acusadora, que segundo o tablóide New York Post aplicou um golpe no então diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI). Citando uma fonte não identificada próxima à defesa de Strauss-Kahn, o jornal afirma que a mulher se prostituía e que DSK, como ele é conhecido, se negou a pagá-la depois de uma relação sexual.
A defesa do político francês nega veementemente qualquer discussão sobre pagamento de prostituição. “No houve disputa entre as partes porque não se trata de uma questão de dinheiro”, explicaram os advogados americanos num comunicado.
O favorito nas pesquisas presidenciais francesas de 2012 continua respondendo por sete acusações baseadas em tentativa de estupro e violência sexual, passíveis de até 74 anos de prisão. Sua próxima audiência está prevista para 18 de julho.
Segundo revelou o promotor Cyrus Vance, a camareira mentiu para conseguir asilo nos EUA em 2004, e também mentiu sobre o que ocorreu depois da suposta agressão sexual no quarto 2806 do hotel Sofitel de Nova Iorque. Ela primeiro explicou que esperou no corredor o político sair do quarto e imediatamente comunicou a suposta agressão ao seu chefe. No entanto, depois admitiu que “havia arrumado outro quarto e voltou para a suíte 2806 e começou a limpá-la antes de informar sobre o incidente ao supervisor”, escreveu Vance. Também fez uma declaração falsa sobre um segundo filho para enganar as autoridades fiscais, destaca o promotor.
Tão rápido como condenaram Strauss-Kahn, vários jornais americanos atacam agora a funcionária do hotel, uma guineana de 32 anos cuja identidade é protegida pela Justiça.
O ex-diretor do FMI ainda está morando na casa do sul de Manhattan, onde cumpriu prisão domiciliar por seis semanas. Desde a sexta-feira, a Justiça devolveu a liberdade de locomoção pelos EUA a Strauss-Kahn. À noite, ele saiu com a esposa, Anne Sinclair, para jantar com um casal amigo. Na tarde de sábado, o casal saiu num carro preto, despistou os jornalistas e foi ao Museu de Arte Moderna, onde dividiu uma mesa no café do 5º andar. “Pareciam muito felizes”, disse o Post citando um empregado do museu. Na volta para a casa, receberam a visita do casal com quem haviam jantado na noite anterior num restaurante italiano.
Ontem, vários socialistas franceses mencionaram possíveis “conexões” políticas nas acusações contra DSK e comemoraram os resultados da primeira pesquisa sobre o tema: a metade dos franceses (49% contra 45%) são favoráveis a um retorno de Strauss-Kahn ao cenário político.

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Fonte:http://jconlinedigital.ne10.uol.com.br/assinantes/restrito/index.php

Wikileaks: Serra pediu ajuda dos EUA contra o PCC quando era governador

04.07.2011
Do portal OPERA MUNDI,29.06.11
Por Daniel Santini/Agência Pública | São Paulo

Assim que assumiu o poder como governador de São Paulo, em janeiro de 2007, José Serra (PSDB) foi procurar o embaixador dos Estados Unidos no Brasil Clifford M. Sobel para pedir orientações sobre como lidar com ataques terroristas nas redes de metrô e trens, atribuídos por membros do governo paulista ao PCC (Primeiro Comando da Capital). O encontro foi o primeiro de uma série em que, como governador buscou parcerias na área de segurança pública, negociando diretamente com o Consulado Geral dos EUA sem comunicar ao governo federal. As informações são da Agência Pública.

José Cruz/Abr (06/04/2011)
 
Wikileaks: Serra perguntou se os EUA poderiam treinar funcionários do metrô contra ataques a bomba 

As informações constam em documentos da diplomacia norte-americana vazados pelo Wikileaks. Os despachos, classificados como "sensíveis" pelo consulado, também revelam a preocupação do então governador com o poder do PCC nas prisões. Após tomar posse como governador, a primeira reunião de Serra com representantes norte-americanos, realizada em 10 de janeiro de 2007, é descrita em detalhes em um relatório no dia 17.

Na conversa, que durou mais de uma hora, Serra apontou a segurança pública como prioridade de seu governo, em especial na malha de transporte público, disse que o Estado “precisava mais de tecnologia do que de dinheiro” para combater o crime e indagou sobre a possibilidade de o DHS (Departament of Homeland Security) treinar o pessoal da rede de metrô e trens metropolitanos para enfrentar ataques e ameaças de bombas.

Semanas antes, três bombas haviam explodido, afetando o sistema de trens, conforme noticiado à época. Em 23 de dezembro de 2006, um artefato explodiu próximo da estação Ana Rosa do Metrô. No dia 25, outra bomba foi detonada dentro de um trem da CPTM na estação Itapevi, matando uma pessoa, e uma segunda bomba foi encontrada e levada para um quartel. Em 2 de janeiro de 2007, um sargento da Polícia Militar morreu tentando desarmar o dispositivo.

Segundo o documento diplomático, “membros do governo acreditam que o PCC pode ser o responsável pelos episódios recentes”. O secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, chegou a entregar uma lista com questões sobre procedimentos adotados nos EUA e manifestou interesse em conhecer a rotina de segurança do transporte público das cidades de Nova York e Washington.

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Também participaram desse primeiro encontro o chefe da Casa Civil Aloysio Nunes Ferreira, o secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, o secretário de Transportes, Mauro Arce, o coordenador de segurança do Sistema de Transportes Metropolitanos, coronel Marco Antonio Moisés, o diretor de operações do Metrô Conrado Garcia, os assessores Helena Gasparian e José Roberto de Andrade.

Parceria estabelecida 

As conversas sobre as possíveis parcerias entre o governo de São Paulo e os EUA na segurança da rede de metrô e trens metropolitanos continuaram na semana seguinte, quando Portella  se reuniu com o cônsul-geral em São Paulo, o adido do Departamento de Segurança Interna dos EUA (Departament of Homeland Security – DHS) no Brasil e o responsável por assuntos políticos do consulado. O encontro aconteceu em 17 de janeiro de 2007 e foi relatado em relatório no dia 24.

Acompanhado do secretário adjunto de segurança pública, Lauro Malheiros, e de outras autoridades da área, Portella falou sobre as dificuldades encontradas pelo Metrô em garantir a segurança da rede e informou sobre a tragédia ocorida nas obras da estação Pinheiros, dias antes (12 de janeiro de 2007), quando um desabamento provocou a morte de sete pessoas. No relatório, os representantes norte-americanos destacam que a linha amarela é a primeira Parceria Público-Privada do Brasil e que o projeto foi lançado em meio a uma "grande fanfarra".

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Portella falou sobre os episódios anteriores de bombas e ameaças no metrô e “respondeu a uma série de questões preparadas pelo adido do DHS sobre a estrutura da rede” e disse que, depois que as inspeções foram reforçadas por causa das ameaças de bomba, mais pacotes suspeitos foram encontrados, e que até mesmo “um saco de bananas ou de roupa suja” preciam de ser examinados, o que provocava atrasos e paralisações no metrô.

Novamente o PCC é mencionado: “Autoridades acreditam que a organização de crime organizado PCC pode ser responsável pelos ataques e relatam a prisão de um membro do PCC responsável pelo assassinato de um juiz em 2002”. No final, Portella designou, então, o coronel da Polícia Militar José Roberto Martins e o diretor de Segurança do Metrô Conrado Grava de Souza para dar continuidade à parceria proposta.

Itamaraty

Nos meses seguintes, Serra voltou a se encontrar com representantes dos EUA e insistir em parcerias para lidar com o PCC. Em 6 e 7 de fevereiro, conversou com o subsecretário de Estado dos EUA para Negócios Políticos, Nicholas Burns. De acordo com relatório de 1º de março de 2007, falou no encontro sobre a “enorme influência” que a organização tem no sistema prisional no Estado e pediu ajuda, incluindo tecnologia para “grampear telefones”.

Sua assessora para assuntos internacionais Helena Gasparian agradeceu a assistência na questão da segurança nos transportes públicose afirmou que a participação dos EUA foi “imensamente útil”.

Diante da sugestão de novas parcerias, o subsecretário Burns e o embaixador Sobel ressaltaram que seria importante obter aprovação do governo federal e destacaram que o Ministério de Relações Exteriores, o Itamaraty, “é às vezes sensível quanto a esses assuntos”.

O relatório afirma que “o governo estadual talvez precise de ajuda para convencer o governo federal sobre o valor de ter os EUA trabalhando diretamente com o Estado”. Serra disse que ele gostaria de falar com a mídia sobre a necessidade dessa ajuda.

Questionado pela agência Pública sobre esses relatórios, o professor Reginaldo Nasser, especialista no estudo de relações internacionais, de segurança internacional e de terrorismo da PUC-SP, criticou a postura dos governador Serra e disse que acordos deste tipo devem ser intermediados pelo Itamaraty.

“Os EUA têm pressionado o Brasil para colocar terrorismo no Código Penal e o país até agora resistiu. Este tipo de acordo é uma relação de Estado para Estado e precisaria passar pelo governo federal”, explicou, destacando que, desde os ataques de 11 de Setembro, os EUA assumiram uma postura de polícia internacional. “Agentes agem com ou sem autorização em outros países, prendem, torturam e assassinam”, diz.

A assessoria de imprensa do Itamaraty disse que ninguém se posicionaria sobre as revelações dos documentos. Procurado por meio de sua assessoria, o ex-governador José Serra não retornou o contato da reportagem. 

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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticia/WIKILEAKS+SERRA+PEDIU+AJUDA+DOS+EUA+CONTRA+O+PCC+QUANDO+ERA+GOVERNADOR_13113.shtml

Fora do Eixo e a esquerda que a direita gosta

04.07.2011
Do BLOG DO ROVAI,28.06.11
Por Renato Rovai


Costuma-se dizer que a esquerda que a direita gosta é aquela que aceita dialogar. Considero exatamente o contrário.
A direita adora aquela esquerda que atua no gueto e fica fazendo discurso pseudo-revolucionário.
É muito mais fácil para os setores conservadores lidarem com esse tipo de militância esquemática, que acha que só há um caminho da salvação para toda a humanidade.
É muito mais fácil para a direita lidar com esse esquerdismo dogmático e messiânico do que com aquele que aceita a multiplicidade de pensamentos e atua no sentido de construir avanços levando em consideração as possibilidades do real.
Ou como se convencionou denominar, a tal “correlação de forças”.
Essa esquerda que a direita gosta fala em nome de algo que supõe muito superior a tudo e a todos. Por isso não aceita o contraditório. Não gosta do debate.
E em nome das suas supostas convicções justifica qualquer autoritarismo.
Como também permite todo tipo de ataque ao suposto adversário – que sempre é tratado como inimigo.
Digo isso porque fiquei pasmo com algo que li recentemente.
Não exatamente com um artigo que foi escrito no site Passa Palavra (A Esquerda Fora do Eixo), onde esse coletivo que leva ao trocadilho do título, não tem apenas suas práticas organizativas questionadas, como também é desqualificado como espaço de reflexão criativa.
No texto acima lincado o Fora do Eixo é apresentado como um grupo que vive de editais e apenas almeja ser “uma classe de gestores que visa renovar a burocracia”.
Mesmo sendo um tanto rancoroso e cometendo erros de informação, como onde afirma que “foi fundado o “Partido da Cultura”, o PCult, uma organização suprapartidária contra a ministra Ana Buarque, pela retomada e “continuidade das políticas do Gilberto Gil” , seria interessante ver certos aspectos do artigo levados ao debate.
Até para entender como o Fora do Eixo se posicionaria acerca de certas questões que de fato merecem reflexão e dizem respeito a construções futuras deste novo movimento de redes.
Mas isso não vai acontecer.
Porque o movimento Passa Palavra, que é “o caminho, a verdade e a vida e ninguém vai a revolução senão por eles”, assim respondeu a provocação de Pablo Capilé.
 O Passa Palavra recebeu a seguinte mensagem de Pablo Capilé, do Fora do Eixo:
«Olá, Gostaria de convidar o coletivo Passa Palavra para um debate público sobre a “Esquerda Fora do Eixo” e a Marcha da Liberdade, que foi tema de artigo do site na semana passada. Acredito que o objetivo de vocês ao escrever a referida reportagem tenha sido o de ampliar o debate, portanto gostaria de dar sequência a essa iniciativa com um debate aberto, público e com transmissão ao vivo, na data que escolherem e no local que escolherem. Estaremos a disposição.
Fico no aguardo.
abs!»
E deu a seguinte resposta:
“Enquanto espaço de debates do campo anticapitalista, não participamos de eventos organizados por entidades do “ativismo empresarial”, já que para nós as classes existem e são bem definidas. Porém, nos preocupamos com o caminho que seguirão daqui para a frente as lutas sociais. Por isso, a continuidade da reflexão – pública e ampla – segue aqui, em forma de uma série de artigos, e não numa atividade a ser protagonizada por aqueles que se colocam como os novos gestores das redes.”
A resposta é da linha da xenofobia política.
Não “me misturo” com aqueles que não pensam como eu.
E diz muito mais sobre o grupo que a escreveu do que qualquer outro texto que produziram.
É uma pena ver potenciais ativistas agindo com tamanho nível de autoritarismo e sectarismo.
PS: Vale a pena ler dois artigos discutindo o texto em questão. O primeiro da professora Ivana Bentes (UFRJ) e o outro do professor Pablo Ortellado (USP).

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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/blog/2011/06/28/fora-do-eixo-e-a-esquerda-que-a-direita-gosta/

Quem tem medo da Guerra do Paraguai?

04.07.2011
Do site da Rede Brasil Atual, 30.06.11

Quem tem medo da Guerra do Paraguai

Países envolvidos mentem sobre o conflito, afirma cineasta

O Jornal Brasil Atual deu continuidade, nesta segunda-feira, 04, à Série "Quem tem medo da Guerra do Paraguai?. O cineasta Sylvio Back, diretor do filme "A Guerra do Brasil", comentou pontos polêmicos do confronto militar que quase dizimou a população paraguaia entre 1864 e 1870. Segundo ele, "a verdade é concreta. Todos mentem". O cineasta conversou com Marilu Cabañas e Oswaldo Luiz Colibri Vitta.

95% da população masculina paraguaia foi exterminada na guerra

30/06/2011 09:55
O Jornal Brasil Atual desta quinta-feira, 30, deu continuidade à Série "Quem tem Medo da Guerra do Paraguai?". Marilu Cabañas e Oswaldo Luiz Colibri Vitta conversaram com o diplomata e historiador irlandês Michael Lillis. Ele revela que a Guerra da Tríplice Aliança não foi uma conspiração do governo inglês contra o Paraguai, mas que teve a partipação dos banqueiros no empréstimo aos países aliados. Os bancos ingleses viam a guerra como um negócio. O massacre, que resultou na morte de 95% da população masculina e 50% da feminina, é explicado por Lillis como uma desavença pessoal entre o imperador D. Pedro II e o presidente paraguaio Francisco Solano Lopez.

Vanucchi acredita que arquivos serão abertos

29/06/2011 07:55
O ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República no Governo Lula, Paulo Vanucchi, afirma que é fundamental que o país saiba o que ocorreu na Guerra do Paraguai. O episódio faz parte da construção da identidade nacional. Ele está otimista em relação a abertura dos documentos sigilosos sobre fatos importantes da história brasileira.

Elites brasileira, argentina e uruguaia foram as responsáveis pela Guerra do Paraguai, afirma historiador

27/06/2011 08:05
Estreou nesta segunda-feira, 27, a série especial "Quem tem medo da Guerra do Paraguai?". O confronto militar mais violento da América do Sul ocorreu entre 1864 e 1870 e reuniu de um lado, o Brasil, a Argentina e o Uruguai, e de outro, o Paraguai. Marilu Cabañas e Oswaldo Colibri Vitta entrevistaram o autor do livro "Guerra do Paraguai - Grande Negócio!", Leon Pomer. Ele é doutor em História e ex-professor da Unicamp, PUC-SP e Unesp. Pomer afirma que o conflito foi uma briga das elites brasileira, argentina e uruguaia contra o povo paraguaio.

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Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/especiais/quem-tem-medo-da-guerra-do-paraguai/

Base Aérea de Natal ainda vive ditadura

04.07.2011
Do BALAIO DO KOTSCHO
Por Ricardo Kotscho


Uma gravíssima denúncia foi feita na edição desta semana da revista Carta Capital que acabo de ler. Em sua coluna "Rosa dos Ventos", o colega Maurício Dias revela o que ainda acontece no Rio Grande do Norte: "A ditadura continua _ A terrificante história da defensora pública federal barrada na Base Aérea de Natal ao recusar-se à humilhação".


Aos fatos: oficiais da unidade militar queriam obrigar a defensora pública federal Lorena Costa, do 2º Ofício Criminal, a tirar a roupa para poder entrar no quartel e prestar assistência jurídica a um preso, alegando "norma da casa".


Lorena estava acompanhando a esposa do assistido, que em suas visitas anteriores havia sido humilhada pelos militares, "obrigada a tirar a roupa, se agachar e fazer força, por três vezes seguidas, a fim de verificar se carrega consigo algo suspeito".


O principal responsável por tamanha barbaridade, um quarto de século após o sepultamento oficial da ditadura militar (1964-1985), é o coronel Lima Filho, que até a tarde desta segunda-feira ainda não havia sido afastado do posto.


"Nunca tinha visitado um estabelecimento pertencente às Forças Armadas, mas senti que a ditadura por lá ainda não acabou e não se teve notícia da Constituição Federal de 1988", desabafou a defensora pública.
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Fonte:http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2011/07/04/base-aerea-de-natal-ainda-vive-ditadura/

Zezé Perrella assume em meio a denúncias

04.07.2011
Do Jornal do Commércio
Política


Zezé Perrella, substituo de Itamar , no Senado.
BRASÍLIA.– Não deve ser tranquila a chegada ao Senado do suplente do ex-presidente Itamar Franco, Zezé Perrella (PDT-MG). Com a morte do senador mineiro, o presidente do clube de futebol Cruzeiro herda um mandato quase inteiro no Senado e, de quebra, ganha refresco em investigações por enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Na condição de parlamentar, terá foro privilegiado, o que significa que as investigações contra ele agora dependem de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).
Um colecionador de títulos na Raposa, pelo Cruzeiro, Perrella se notabilizou pelas complicações com o Ministério Público e a Polícia Federal. Há pouco mais de um mês, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Minas abriu investigação para apurar como o cartola, que exerceu mandato de deputado estadual entre 2007 e 2011, adquiriu a Fazenda Guará, em Morada Nova de Minas, produtora de grãos e gado. A propriedade valeria mais de R$ 50 milhões, apesar de Perrella ter declarado à Justiça Eleitoral, no ano passado, patrimônio de R$ 490 mil, numa denúncia feita inicialmente pelo jornal mineiro Hoje em Dia.
A Guará está em nome da Limeira Agropecuária e Participações Ltda., empresa em nome dos filhos de Perrella – Carolina Perrella Amaral e o deputado estadual mineiro Gustavo Henrique Perrella, eleito no ano passado, graças ao apoio do pai. O cartola alega que “doou” seus bens aos filhos. A Polícia Federal apura indícios de lavagem de dinheiro na aquisição da fazenda e pesados investimentos feitos na propriedade, posteriormente.
No ano passado, a PF já havia indiciado o futuro senador Zezé Perrella por lavagem de dinheiro e evasão de divisas na venda do jogador Luisão, em 2003. O inquérito foi remetido ao Ministério Público Federal. O zagueiro foi negociado por US$ 2,5 milhões com o empresário Juan Figger, que teria usado o Central Espanhol Futebol Clube, time uruguaio de pouca expressão, como “laranja” na operação. Em seguida, o jogador foi vendido por US$ 1 milhão a menos ao Benfica.
Segundo a PF, o esquema teria sido usado para ocultar dinheiro não declarado ao Fisco. Perrella nega as acusações.

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Fonte:http://jconlinedigital.ne10.uol.com.br/assinantes/restrito/index.php

O ministro Jobim e seus idiotas

04.07.2011
Do site da Revista Fórum, 01.07.11
Por Renato Rovai


O ministro Nelson Jobim foi a festança de 80 anos de FHC e tascou os seguintes comentários em meio a um discurso cheio de, segundo ele, vazios:


“Nunca o presidente levantou a voz para ninguém. Nunca criou tensionamento entre aqueles que te assessoravam”, disse.


“Nós precisamos ter presente, Fernando, que os tempos mudaram. Nélson Rodrigues, dizia que, no seu tempo, os idiotas chegavam devagar e ficavam quietos. O que se percebe hoje, Fernando, é que os idiotas perderam a modéstia. E nós temos de ter tolerância e compreensão também com os idiotas, que são exatamente aqueles que escrevem para o esquecimento”.


A pergunta serelepe que não quer calar é quem são os idiotas do ministro Jobim. Ele precisa revelá-los para serem reverenciados o. Afinal, se o sujeito é “idiota” para ele e para FHC alguma coisa está muito certa com essa pessoa.


Se a presidente Dilma não entendeu, vamos ajudá-la. O recado da primeira frase é para ela. O ministro já andou reclamando para jornalistas em conversas informais que a presidenta não é uma pessoa exatamente bem-educada.


E o recado da segunda frase é para a ministra Maria do Rosário e sua equipe dos Direitos Humanos.


Agora a bola ta com a presidenta, que pode achar interessante continuar sendo considerada autoritária e chefe de idiotas.
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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/blog/2011/07/01/o-ministro-jobim-e-seus-idiotas/

Itamar, primeiro e único, queria PT no governo

04.07.2011
Do BALAIO DO KOTSCHO. 02.07.11
Por Ricardo Kotscho

itamar franco 350 Itamar, primeiro e único, queria PT no governo
Itamar Franco tinha sido eleito vice de Fernando Collor, mas quando o então presidente foi cassado por práticas pouco republicanas, em 1992, chamou Lula, que tinha sido o adversário deles nas eleições de 1989, para ajudá-lo a formar o novo ministério.
A esta altura, Itamar já estava rompido com Collor e, diante do rabo de foguete que pegou, tentou montar um governo de coalizão com o PT e o PSDB - uma proeza que nem os líderes dos dois maiores partidos brasileiros nunca haviam conseguido.
Itamar era mesmo diferente, um político fora dos padrões habituais no cenário nacional.
Acompanhei Lula na viagem a Brasília para conversar com Itamar e percebi, desde o início das conversas, que o PT, derrotado em 1989, nas primeiras eleições diretas para presidente da República, não iria participar do governo Itamar, já de olho nas eleições de 1994 (o PSDB logo aderiu e acabou elegendo o sucessor).
Lula até chegou a sugerir alguns nomes para um ministério suprapartidário - lembro-me de Adib Jatene, Walter Barelli e José Serra -, mas nenhum deles era do PT.
Quando falou no nome de Serra, teve quem se espantasse, mas Itamar, com um sorriso maroto, deu a mesma explicação de Tancredo para não aceitar a indicação dele para o Ministério da Fazenda.
"Muito bom nome... Só que esse aí quer ser presidente, vai querer o meu lugar, como já disse o Tancredo...".
Dos três, só Walter Barelli, então presidente do Dieese, ligado ao PT, mas não filiado, acabou fazendo parte do governo Itamar.
Voltei com Lula a Brasília no ano seguinte, para levar ao presidente Itamar Franco o projeto de Segurança Alimentar elaborado no Instituto Cidadania pela equipe de José Gomes da Silva, pai do ex-ministro José Graziano da Silva, que acaba de ser eleito diretor-geral da FAO.
Repetiu-se a mesma história: Itamar topou adotar o projeto, que era um embrião do Fome Zero, desde que Lula indicasse alguém do PT para comandá-lo. Lula indicou novamente um nome fora do PT, o do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, que não era filiado a partido algum, imediatamente aceito por Itamar.
Diante das circunstâncias, Itamar Franco acabaria fazendo um ótimo governo, deixando o Palácio do Planalto no final de 1994, com um índice de aprovação popular semelhante ao de Lula, no final do ano passado.
Foi ele, afinal, quem colocou Fernando Henrique Cardoso na Fazenda e bancou o Plano Real, que acabou elegendo o ministro como seu sucessor.
Reencontrei Itamar, já como governador de Minas, no Palácio da Liberdade, no início deste século, como repórter da Folha de S. Paulo, com a missão de entrevistá-lo e traçar um perfil do ex-presidente acidental. "Não dou entrevistas, mas se você quiser passar alguns dias comigo aqui em Minas será bem recebido", desencorajou-me o governador.
De fato, todos me trataram muito bem e, quando cruzava com Itamar em algum corredor ou evento, ele me perguntava se eu estava sendo bem tratado. "Muito bem, governador, obrigado,  só falta a entrevista..."
Depois de quase uma semana de insistência, quando já tinha feito amizade com muitos dos seus colaboradores, ele topou responder a algumas perguntas por escrito. Soube mais tarde que Itamar não tinha gostado da matéria e queria saber quem me havia passado aquelas informações.
Assim era Itamar Franco, sempre meio imprevisível, instável, desconfiado de tudo e de todos, mas que acabou passando para a história como um presidente providencial, um homem probo, que nunca deixou de ser, antes de tudo, um político mineiro, embora tenha nascido num navio no litoral da Bahia.
Bobagem querer explicá-lo. Itamar era Itamar, primeiro e único.

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Fonte:http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2011/07/02/itamar-primeiro-e-unico-queria-pt-no-governo/

Adversário do clã Sarney assume Embratur

04.07.2011
Do site da Revista Fórum, 29.06.11
Por Pedro Venceslau 


Flávio Dino, do PCdoB, foi escolhido contra a vontade de José Sarney. Ele fará “dobradinha” com adversário político.



Dois adversários políticos do Maranhão passam a dividir o comando da política de turismo do Brasil. Aos 43 anos, o advogado maranhense e ex-deputado federal do PCdoB, Flávio Dino, é o escolhido da presidente Dilma Rousseff para assumir a presidência da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo).


A cerimônia de posse nesta quarta-feira (29/6) ocorre no Ministério do Turismo, que é comandando pelo também maranhense Pedro Novais.


Indicado para o cargo pelo senador José Sarney (PMDB-AP), Novais é acusado de favorecer a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, que é inimiga política de Dino, na assinatura de convênios da pasta.


Não por acaso, Sarney tentou de todas as formas impedir a nomeação do comunista, que é pré-candidato à prefeitura de São Luís ano que vem. Além contemplar o PCdoB, a decisão de nomear um adversário do clã Sarney foi influenciada pelo desempenho sofrível de Novais à frente do ministério.


"O turismo é, hoje, uma área desprezada pelo governo. Como o setor, não teve articulação política para indicar um representante, o ministério entrou na cota da negociação política", afirma a geógrafa Maria José Giaretta, professora do curso de turismo da PUC-SP e mestre em turismo pela ECA-USP. Antes de Novais, o Turismo era considerado um ministério da cota da ex-prefeita Marta Suplicy.


Presidente da Comissão de Turismo da Câmara, o deputado Jonas Donizette (PSB-SP) cobra mais investimento do governo na área, mas faz uma ponderação. "É preciso levar em conta que o Ministério do Turismo foi a pasta mais atingida pelo corte orçamentário do governo, mas o ministro (Pedro) Novais deveria distribuir as verbas de forma mais homogênea".


De acordo com o Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), o Ministério do Turismo tem R$ 3,7 bilhões reservados no Orçamento de 2011, mas até agora só R$ 76,5 milhões (2%) foram gastos. Em apenas um convênio assinado com Roseana, ele liberou R$ 20 milhões para financiar uma obra de infraestrutura.


O valor foi o maior repassado pelo ministério em 2011 e é maior que a soma de todos os outros pactos firmados pela pasta do Turismo com estados e municípios desde que Novais assumiu. Desde que foi criado pelo então presidente Lula em 2003, o ministério do Turismo sempre foi comandado por estrelas de ponta da política ou técnicos com história na área.


Escanteio


Mesmo com poucos recursos, entre as gestões de Walfrido dos Mares Guia e a de Luis Barreto, passando por Marta Suplicy, a pasta foi responsável por projetos que fizeram o mercado sonhar alto. Fruto da inquietude de seus dirigentes, ideias como o "Plano Nacional do Turismo" e o "Viaje Mais" conseguiram aumentar o movimento interno de turistas e elevaram a autoestima do setor. "Hoje o turista brasileiro gasta mais no exterior do que o estrangeiro no Brasil.


Como o ministro foi indicado pelo PMDB, é o partido que deve comandar essa reação", diz o presidente da Comissão de Turismo. O deputado tem razão. Apesar do aumento do IOF (Impostos sobre Operações Financeiras) nos gastos com cartão de crédito no exterior, as despesas de turistas brasileiros fora do país bateram recorde nos últimos meses de abril e maio.


Segundo dados do Banco Central. o total de gastos em maio foi de US$ 1,66 bilhão. Em abril, as despesas foram de US$ 1,94 bilhão. No acumulado do ano, o resultado também recorde foi de US$ 8,33 bilhões, ante US$ 5,73 bilhões no mesmo período de 2010. Durante todo o ano passado, os brasileiros gastaram US$ 16,4 bilhões fora do país, O valor é um recorde para a série iniciada em 1947 pelo BC.


"Desde que Lula criou o Ministério do Turismo em 2003, a pasta sempre contou com bons nomes em seu comando. Era impossível dizer não para Marta (Suplicy) e para o Walfrido (dos Mares Guia)", lamenta a professora de turismo Maria José Gorette.
Publicado por Brasil Econômico. Foto por Elza Fiuza/ABr.
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Fonte:http://www.revistaforum.com.br/conteudo/detalhe_noticia.php?codNoticia=9359