segunda-feira, 27 de junho de 2011

Em dois anos, mais de 10 milhões entram na classe C, diz estudo

27.06.2011
Da BBC BRASIL

Mais de 10 milhões de brasileiros foram incorporados à classe C no período que vai de 2009 e 2011, em um crescimento de 9,12% deste estrato econômico que vem sendo chamado de "nova classe média brasileira", segundo um estudo da FGV divulgado nesta segunda-feira.

De acordo com a pesquisa 'Os Emergentes dos Emergentes: Reflexões Globais e Ações Globais para a Nova Classe Média Brasileira', a classe C ganhou mais 10.524.842 de pessoas entre 2009 e 2011, contra 2.558.799 que ingressaram nas classes A e B no mesmo período.

Os números foram obtidos por meio do cruzamento de dados entre a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), ambas realizadas pelo IBGE.
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Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/06/110627_brasil_classe_c_rp.shtml

Fim das coligações proporcionais

27.06.2011
Do BLOG DE JAMILDO
Por Maurício Costa Romão

De acordo com as discussões sobre a reforma política no Congresso Nacional tudo indica que a única mudança que tem remotas chances de acontecer no atual sistema eleitoral será o fim das coligações proporcionais. Se isso de fato prevalecer, quais os impactos sobre o modelo de lista aberta vigente no País?

A primeira conseqüência é que somente partidos que ultrapassem o quociente eleitoral ascendem ao Parlamento, ao contrário do que acontece na sistemática atual, em que partidos podem eleger representantes sem lograr atingir tal quociente.

Assim, alguns partidos de pouca expressão numérico-eleitoral tendem a desaparecer, pois sua principal moeda de troca – tempo de TV, aluguel/cauda - não terá mais valor no mercado eleitoral. Para sobreviverem, os partidos nessa situação, incluindo os “ideológicos”, serão compelidos a fundir-se, diminuindo o número de siglas partidárias.

Puxadores de voto terão seus “passes” mais valorizados, dadas as dificuldades de algumas siglas atingirem o quociente eleitoral. Os puxadores continuarão sendo importantes para formação dos quocientes partidários de todas as siglas, porém serão mais cruciais para as agremiações menores, que precisam superar a barreira do quociente eleitoral.

O voto de legenda adquirirá imediato significado político-partidário posto que, embora ainda misturado aos votos nominais, terá repercussão apenas na sigla à qual o voto for consignado (no atual modelo o voto de legenda se perde no interior da aliança e pode servir para eleger candidatos distintos do partido ao qual o voto foi concedido).

Haverá maior identidade entre eleitor, candidato e partido, já que o voto em José, do partido XYZ, somente servirá para eleger o próprio José ou candidatos de XYZ, diferente de hoje, que se vota em José e pode-se estar elegendo João, do partido ABC.

O número de candidatos ao Parlamento tende a aumentar, pois os partidos terão interesse eleitoral em usar o limite máximo permitido de postulantes (50% a mais que as vagas parlamentares). Hoje a coligação só pode ter, no conjunto, o dobro de candidatos relativamente às vagas legislativas.

Será restabelecida a essência do sistema proporcional de representação parlamentar em que os candidatos são eleitos em consonância com a proporção de votos obtida pelos partidos, o que não acontece com o mecanismo brasileiro de coligações em cujo interior impera, no mais das vezes, a desproporcionalidade.

O fim das coligações proporcionais não significa a concomitante depuração do sistema vigente. Longe disso. Restarão ainda várias distorções, algumas passíveis de correção (influência dos puxadores de votos, por exemplo), outras inerentes ao próprio sistema proporcional. Mas, sem dúvida, ter-se-á dado um grande passo na melhoria qualitativa do atual modelo, a começar pela revigoração dos partidos.

PS: Maurício Costa Romão é Ph.D. em economia, consultor da Contexto Estratégias Política e de Mercado e do Instituto de Pesquisas Maurício de Nassau.

Postado por Daniel
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Fonte:
http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/artigos/2011/06/27/fim_das_coligacoes_proporcionais_104933.php

Ex-atriz, deputada Miriam Rios causa polêmica na internet. Veja o vídeo.

27.06.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Valdecarlos Alves



Do Uol

Ex-atriz e atualmente deputada estadual, Myrian Rios, causou polêmica na internet depois da divulgação de um vídeo em que ela se manifesta no plenário da (Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro) a respeito da homossexualidade. A veterana chegou inclusive a relacioná-la a uma eventual prática de pedofilia durante seu discurso.

“Não sou preconceituosa e não discrimino. Só que eu tenho que ter o direito de não querer um homossexual como meu empregado, eventualmente”, disparou. “Por exemplo, digamos que eu tenha duas meninas em casa e a minha babá é lésbica. Se a minha orientação sexual for contrária e eu quiser demiti-la, eu não posso. O direito que a babá tem de querer ser lésbica, é o mesmo que eu tenho de não querer ela na minha casa. São os mesmos direitos. Eu vou ter que manter a babá em casa e sabe Deus até se ela não vai cometer pedofilia contra elas, e eu não vou poder fazer nada”, emendou.

“Se eu contrato um motorista homossexual, e ele tentar, de uma maneira ou outra, bolinar meu filho, eu não posso demiti-lo. Eu quero a lei para demitir sim, para mostrar que minha orientação sexual é outra”, comentou. “Eu queria que meus filhos crescessem pensando em namorar uma menina para perpetuar a espécie”, completou ela, ao se manifestar contra a PEC 23/2007, que visa acrescentar a orientação sexual no rol das vedações à discriminação da Constituição do estado do Rio de Janeiro.

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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/21749-ex-atriz-deputada-miriam-rios-causa-polemica-na-internet-veja-o-video

O capitalismo precisa de férias

27.06.2011
Da Revista Carta Maior, 25.06.11
Por Michel Husson

O crescimento mede ao menos uma coisa: a saúde do capitalismo. Desse ponto de vista, o futuro parece sombrio. Nos Estados Unidos, o esgotamento dos efeitos da política monetária da administração Obama e a evolução da dívida pública marcam os limites de uma política de alavancagem que não toca nas alucinantes desigualdades na distribuição de renda. O sobressalto japonês reduziu-se a nada, pelas consequências da catástrofe nuclear. Quanto à Europa, ela bate no muro com alegria. O artigo é de Michel Husson.


Os velhos países capitalistas não vão bem. É o que mostram as últimas previsões da ONU [1]: “Uma desaceleração do crescimento mundial é esperada em 2011 e em 2012”. Para os países desenvolvidos, o informe prevê um crescimento de 1,9% em 2011 e depois de 2,3% em 2012. A União Europeia (1,5 e 1,9%) e o Japão (1,1% e 1,4%) fariam ainda bem menos e os Estados Unidos (2,2 e 2,8%) um pouco melhor. O crescimento mundial será puxado pelos países em desenvolvimento, com 6% em 2011 e 6,1 em 2012. “A retomada do crescimento mundial foi freada pelas economias desenvolvidas”, diz o informe. Pode-se mesmo se perguntar se haveria uma retomada nos países desenvolvidos sem o dinamismo dos países emergentes.

O crescimento mede ao menos uma coisa: a saúde do capitalismo. Desse ponto de vista, o futuro parece sombrio. Nos Estados Unidos, o esgotamento dos efeitos da política monetária de Quantitative Easing [2] e a evolução da dívida pública marcam os limites de uma política de alavancagem que não toca nas alucinantes desigualdades na distribuição de renda. O sobressalto japonês reduziu-se a nada, pelas consequências da catástrofe nuclear. Quanto à Europa, ela bate no muro com alegria.

O informe da ONU assinala com razão que “a austeridade orçamentária corre o risco de desacelerar mais do que a retomada do crescimento, [que] o aumento da instabilidade nas taxas de câmbio permanece um risco tanto como um reequilíbrio coordenado da econômica mundial”. Vistas de perto, as proposições avançadas são de uma vacuidade quase cômica: seria preciso “coordenar os programas de relançamentos; a política orçamentária deve ser revista, a fim de se reforçar seu impacto sobre o emprego”. A ONU chama de suas metas “uma política monetária mais eficaz, um acesso mais previsível para financiar o desenvolvimento, objetivos mais concretos e executivos para a coordenação das políticas internacionais”.

Num contexto como esse, o projeto de “desglobalização” carece ao menos de simetria. Sua proposição central é a de um protecionismo (europeu no melhor dos casos, ou limitado "ao hexágono" [A forma geográfica da França lembra um hexágono, razão pela qual o país é chamado de "L'hexagone"]
em relação às importações provenientes dos países emergentes que não respeitam as normas sociais e ambientais. Mas nem [Arnaud] Montebourg, nem [Emmanuel] Todd, nem [Jacques] Sapir [3] falam de exportações. Ora, são os países emergentes hoje puxam e financiam a retomada do crescimento econômico: “as transferências financeiras líquidas dos países pobres para os países ricos ainda estão em crescimento”, sublinha a ONU. Querer reduzir unilateralmente as importações não pode conduzir a uma configuração estável.

A desmundialização assim concebida deve ser distinguida do altermundialismo em vários aspectos recentemente sintetizados por Jean-Marie Harribey [4]. Em primeiro lugar, a mundialização não é a única fonte de degradação social. A ONU prevê assim “a presistência do desemprego nos países desenvolvidos”. Com a crise, as taxas de desemprego passaram de 6 para 9% e deve permanecer superior a 8% em 2012. Essa retomada [da economia] sem emprego [jobless recovery] que está no horizonte dos velhos países capitalistas não resulta da mundialização que os mercados visam a explorar, mas de uma vontade convicta de restabelecer as taxas de lucro e a sacrossanta competitividade.

O tema da desmundialização remete a um encadeamento que não funciona mais: competividade, logo crescimento, logo emprego. Mas se tudo o crescimento serve a uma pequena parte dos ricos, para quê procurar um crescimento mais elevado? O que está em jogo de verdade é uma outra maneira de distribuir a riqueza, mas também aí é a mundialização que força os acionistas a se esbaldarem, quando todos os outros devem apertar os cintos? Esse projeto visa no fundo a retomar o capitalismo aos “Gloriosos Anos Trinta”, por meio de um protecionismo que permita uma reindustrialização fundada sobre um crescimento produtivista. Significa dar as costas à alternativa real: a grande bifurcação em direção a um outro modelo, que combine a satisfação das necessidades sociais com a luta contra o aquecimento global.

[1] Situation et perspectives de l’économie mondiale. [Situação e perspectivas da economia mundial]. As citações provêm todas do resumo em francês desse informe.


[2]. Política monetária de reputação heterodoxa, recentemente adotada pelo Banco Central estadunidense, que consiste na compra de ativos no mercado de títulos da dívida dos EUA. O resultado pode levar a uma liquidez aparente e provisório, visto que conta com a temerária criação monetária ex-nihilo, ou a partir do nada. N.de.T.


[3] Intelectuais e deputado pelo PS (Arnaud Montebourg) franceses com reputação de protecionistas ou defensores do protecionismo europeu.


[4] « Démondialisation ou altermondialisme ? », [Desmundialização ou Altermundismo?]7 juin 2011.


(*) Michel Husson é economista, membro do Conselho Científico da ATTAC/França.


Tradução: Katarina Peixoto

Texto original em francês
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Fonte:
http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17971

Entrevista Álvaro García Linera: "A Bolívia vive um novo momento da sua história".

27.06.2011
Da Revista Caros Amigos


Álvaro Garcia Linera


“Depois da consolidação da revolução plurinacional, o governo de Evo Morales enfrenta demandas redistributivas de setores aliados. Nesta etapa é preciso resistir à tentação do populismo e afiançar as conquistas”, disse Álvaro García Linera, vice-presidente boliviano em entrevista a Santiago O’Donnell, publicada no sítio do jornal argentino Página/12 (Tradução do Cepat). Confira a entrevista.
Após cinco anos de forte crescimento político e econômico, dá a impressão de que a revolução boliviana se estabilizou [‘ha amesetado’, de ‘meseta’, lugar plano e elevado, de difícil tradução]. É isso? 


Amesetamiento”, gosto desta palavra. Podemos dizer que há um ano e meio o processo revolucionário entrou em uma mudança de fase. Em termos gerais, nosso processo teve cinco etapas na última década. Há o momento em que se gesta esta coalizão, a unificação de setores subalternos, anteriormente divididos, separados, e vai se construindo uma vontade de poder. São os anos 1998, 1999, 2001, 2002. Vão se articulando localmente estruturas de mobilização, vão surgindo lideranças plebeias, vão se criando tarefas e objetivos compartilhados. Depois vem a segunda fase, que é quando esta vontade se objetiva territorialmente. Se objetiva como projeto-proposta, se objetiva como liderança. Chamou-se esta etapa de “empate catastrófico”. Forças que se organizam, se aliam, portadoras de horizontes diferentes, de necessidades e propostas diferentes. Cada qual tem adesão social. 


Por isso, “empate catastrófico”. Isso vai de 2003 até pelo menos 2008. Depois vem o momento em que esta força nova se converte em governo com a vitória eleitoral. Mas a tensão de poderes continua. A Meia Lua, com seu projeto de país, conservador, esse seria o terceiro momento. O quarto momento é a fase heróica. Quem vai ter o poder? O velho bloco se reconstrói com a tomada de prédios, com a tentativa de golpe de Estado, com a tentativa de assassinato do presidente Evo, trazendo mercenários para dividir a Bolívia, como se tentou, ou o novo bloco no poder que se consolida? É o momento que chamamos de robespierriano... 



Mas, ao contrário de Robespierre, vocês tiveram a coragem de se abster da repressão, do freio à mobilização social diante das provocações muito sérias como a tomada de aeroportos e prédios públicos ou o massacre de Pando. 



Fomos robespierrianos à nossa maneira. Não houve violência, mas houve uso de capacidade de força. Os adversários se olharam, se mediram e disseram “até aqui chegamos” e recuaram, mas medindo forças. Aí o discurso calava e o que contava era a força. Desdobrável, potencial. Aí se dirime, digamos, a consolidação do novo bloco de poder, que depois dá lugar à nova Constituição e à reeleição do presidente Evo em 2009, com 64% dos votos. 

Depois vem o momento da institucionalização e da consolidação das conquistas feitas até aqui. Agora estamos nesta quinta etapa, que tem outra conotação. Não é o surgimento, não é a confrontação, não é o momento de força; consolidou-se um bloco de poder. Há um projeto de país em marcha que se caracteriza por sua plurinacionalidade, pela igualdade de culturas, de povos, de idiomas. Da descolonização do país, que levará muito tempo. Da desconcentração do poder. Um processo de busca de industrialização do país, preservando o setor camponês. Essa é a etapa em que nos encontramos agora. 



E por que é a etapa menos compreendida? 



É que uma vez que desapareceu a grande confrontação de blocos, o que emerge agora são as contradições no interior do bloco. É algo inevitável, necessário e previsível. Necessário para a continuação do processo. Mao o chamava de contradições no seio do povo. Este é o momento maoísta ou leninista do processo. Este é um momento em que, consolidado o bloco, vêm os debates, portanto, há tensões em torno de como fortalecer e aprofundar o processo de mudança. Aí surgem olhares diferentes. Já não é o momento de grande ascensão. Como toda onda, é o momento da ação coletiva. Então, eu vejo que a maior tensão é entre setores que buscam um uso corporativo do excedente econômico, contra aqueles que buscam um uso geral do excedente. Vimos isso antes do conflito com a COB (a Central Operária Boliviana), no ano passado, com os indígenas das terras baixas e das terras altas. Os indígenas das terras baixas são poucos, cerca de 3% da população. Os indígenas das terras altas chegam a 60% da população. Todas as terras fiscais, todas, que desapropriamos dos fazendeiros, estão em terras baixas. Os das terras altas dizem “eu também sou indígena, eu também sou boliviano, eu também tenho direito a que o Estado me dê terra, caso necessito”. Essa é uma disputa. A partir de um olhar geral, a terra do Estado deve ser para todos. Primeira tensão, que levou a um debate criativo no setor indígena e se restabeleceu a unidade, mas houve um debate entre o uso geral e o uso corporativo. Depois veio a questão da COB. A tensão se deu entre a classe média estatal da COB, setor de saúde, setor de educação, com o setor operário e camponês da COB, que defendia que os recursos que juntamos nestes cinco anos sejam investidos na base industrial do país. Os companheiros da educação e saúde diziam “não”, o que nós queremos é que se melhorem os salários hoje. 


Você coloca isso como um debate interno da COB, mas nos jornais se lê como uma disputa entre a COB e o governo.



É que são três momentos. O primeiro, interno à COB; os operários são da COB, os mineiros, os petroleiros são da COB, os camponeses são da COB. E aí houve um debate. Aí se deu uma aliança entre um setor interno da COB, a saúde e a educação, e outro setor da COB, o setor camponês e indígena, com o governo. Como usamos o dinheiro que economizamos, que acumulamos ao longo destes cinco anos? Aumentos salariais de 100%, 200%, ou industrializamos o gás, o lítio, setores do campo para que o povo volte a trabalhar ali? Esse foi o debate que houve. Os setores da saúde e educação da COB entraram numa greve geral indefinida, que só foi acatada por esses setores, 15 dias uma parte deles não trabalhou e no final este bloco governo-camponeses-indígenas-movimentos sociais mantiveram a posição de que o excedente era para uso produtivo e aí estamos. O importante é que se colocou em debate o que se faz com o dinheiro, porque não é dinheiro do governo, mas de todos. O debate saiu do Parlamento e chegou a toda a sociedade, e a maioria das pessoas apoiou a ideia de uso produtivo, mas claro, com greves, mobilizações, bombas, mas o governo não cedeu. 



Aí não, mas cedeu no “impostaço”. 


Tivemos que voltar atrás. 



O “impostaço” foi ideia sua? 



Foi uma decisão do governo. A ideia era a mesma. Deixar de subvencionar os contrabandistas que levam o nosso combustível para fora, e fazer com que chegue ao povo. Mas claro, o aumento de combustível tem um efeito geral na economia, no preço dos alimentos. A isto se somou algo sobre o qual não se falou muito. Que justamente nesses meses, dezembro, janeiro, houve uma alta do preço dos alimentos em nível mundial e um desabastecimento de açúcar em nível interno. Então voltamos a baixar o preço da gasolina, voltamos atrás, mas o açúcar continua subindo e faltando, sobe o milho, sobe o trigo, sobem as verduras. Agora se estabilizou. Em março baixou um pouco, mas nos afetou em pleno pico e não calculamos bem o efeito que teve sobre a população. Isso foi o que aconteceu. Com o presidente fomos às assembleias, estivemos no campo e nos bairros. As confederações camponesas diziam “nos afeta, mas é necessário”, mas na cidade nos disseram “nos afeta e é necessário, mas não o façam”. Soubemos entender e retrocedemos um passo. 



Nesta etapa pode parecer que os problemas políticos estão encaminhados e que o desafio é o crescimento. Dá a impressão de que com o que têm não atingiram as grandes expectativas que geraram. Qual é o plano para gerar mais riqueza?



É que no fundo a política é economia concentrada. Há um momento da política. Alianças, discursos, sentido comum da história. Mas logo tem que se traduzir em fatos, em benefícios. O debate de Lênin pela NEP (Nova Economia Política, 1921) é que se devia dar de comer à população. Sim, se podia falar do Exército Vermelho e da revolução mundial, está bem, espírito da época, socialista e comunista. Mas, e depois? O que vão comer? Salvando a diferença de escalas, é o debate na Bolívia. Criou-se um sentido comum da história. Indígenas no poder. Igualdade do povo, desconcentrar o poder. Agora triunfou isso diante da lógica neoliberal do mercado e das privatizações, isso tem que refletir no bem-estar das pessoas. A demanda da população é legítima e deve ser solucionada pelo debate dos próprios setores interessados. Em 1982, houve um governo de esquerda (Siles Suazo). Mas em vez de enfrentar os temas, de expô-los, o que fez? COB, se te mobilizas e pedires 20%, aqui tens 20%. Se os companheiros se mobilizarem, pedirem 100%, aqui têm 100%. Em um ano, a inflação disparou de 3%, 4%, chegou a 17.000%. É uma opção muito fácil. Diante de uma demanda, não a debates com o povo, a resolves, não crias conflito para ti hoje. Tapas um buraquinho, amanhã tens uma cratera. 



Isso se chama populismo. 



Nós não agimos dessa maneira. Vamos debater. Este dinheiro não é do presidente, é da Bolívia. Os companheiros professores querem que se aumente o salário, mas aqui os companheiros do campo querem que se faça a represa e os companheiros petroleiros querem que se faça a petroindústria. Vamos debater. Isto é melhor porque dentro de três ou quatro anos vão nos permitir grandes aumentos de salários. Não, eu quero o aumento agora. É no debate democrático que vamos buscar as soluções. 



Você fala de repartir a mais-valia e está claro que distribuem bem. Mas eu me perguntava como fazem para aumentar o bolo. 


Não distribuímos tudo. Distribuímos uma parte. Nós somos o país da América Latina que mais distribuição do PIB faz diretamente às pessoas; 2,5% do produto bruto chega diretamente às pessoas como transferência. Depois vem o Brasil, com 1,7%, e o Equador, com 0,7%. Mas outra parte de nossos recursos, de nossas reservas, em vez de distribuí-la sob pressão, a submetemos ao debate geral. Mantemos os salários mais baixos para industrializar. Daqui a três anos a indústria do lítio nos dará bilhões e a indústria petroquímica, 1,5 bilhão. E apenas quando isso sair, se poderá melhorar o salário. Foi o que fizemos agora. Apostamos em não haver distribuição populista hoje, para que isto tenha sustentação. Suportamos as críticas e a paralisação da educação, aguentamos que nos digam que este é um governo malvado, para manter a linha. Vamos semi-industrializar o país em cinco anos: hidrocarbonetos, lítio, mineração, energia elétrica e um pouco da agricultura. 



Com que dinheiro? 



Temos quatro fontes. A primeira é a das nacionalizações, que nos permitiram em cinco anos multiplicar por cinco os investimentos públicos. Investíamos, em 2005, 600 milhões de dólares; hoje investimos 3,2 bilhões. Para a Argentina não é nada, mas para a Bolívia é muito. A segunda fonte são nossas reservas internacionais. Somos o único país do continente que tem reservas internacionais equivalentes a 50% do PIB. Nos últimos meses o presidente Evo decidiu uma linha de crédito para empresas públicas do Banco Central para lítio e para hidrocarbonetos e plantas que industrializem o gás. Depois, o presidente Evo decidiu fazer uma lei que permita usar dois bilhões de dólares das reservas para a questão hidroelétrica, mineração e agricultura. A terceira fonte são os créditos de organismos internacionais. No ano passado passamos a ser um país de ingressos médios, e isso nos permite melhorar os créditos de organismos como o CAF, o BID e o Banco Mundial. Esses créditos estão destinados a projetos de infraestrutura. E estamos trabalhando de maneira acelerada com investimentos estrangeiros, fundamentalmente a China. Queremos trabalhar com a China a questão do ferro, mineração e uma grande estrada de ferro que atravesse a Bolívia. 



Pelo esquema que me assinala, a Bolívia continuará tendo uma economia extrativista.



Sim. Nossa base produtiva é extrativista desde o século XVI, com a chegada do vice-rei Toledo. Neste quinquênio queremos um choque industrial, não industrialista, mas a combinação entre tecnologia e mão de obra. Queremos começar a elaborar matéria-prima. Hoje o estanho sai da Bolívia e o vendemos de forma bruta. Queremos entrar no segundo nível de semi-industrialização de nossas matérias-primas neste quinquênio. Queremos um choque de crescimento. Mas não basta. Há quanto tempo estão esperando por investimentos para o lítio? É preciso esperar mais. Você investe hoje em petroquímica e o primeiro resultado só se vê dentro de quatro anos. Você investe em lítio, e vê o primeiro resultado em pequena escala no fim do ano, e em grande escala apenas em 2014. Estamos imaginando que estes investimentos que fizemos nos últimos dois anos terão seu primeiro efeito importante em crescimento, em mais excedente e em emprego, calculamos que entre 2013 e 2014. 



Eu me referia ao fato de que os investimentos estrangeiros estão demorando para chegar. 



Sim, evidentemente. Foi uma decisão que tomamos de modificar a forma como nos vinculamos com os investimentos estrangeiros. Temos o maior government take (fatia paga ao governo) do continente. Na Bolívia é de 85% a 89% nos megacampos de gás que sai para o Brasil e a Argentina. É elevado, mas foi a decisão que tomamos para garantir a introdução de excedentes. Vamos apostar nos investimentos estrangeiros, fundamentalmente os países asiáticos, Coreia, China, para estas megaobras que têm a ver com estradas de ferro, extração de ferro e eletricidade. Mas o maior esforço está recaindo sobre o Estado. 


Como está a relação com os Estados Unidos? 



Nós, quando entramos no governo, fomos muito claros com os norte-americanos. Dissemos que queremos ter boas relações com os Estados Unidos, admiramos sua tecnologia, admiramos sua indústria, necessitamos de seu mercado. Mas que não vamos obter isso às custas da hipoteca de nossa soberania. Dissemos: “queremos continuar a ter boas relações com vocês, mas não se metam em nossa vida política interna, nem com o governo, nem com a oposição”. Antes, na Bolívia, para ser presidente, vice-presidente ou ministro, comandante da polícia, você tinha que mostrar seu documento de existência planetária, isto é, o visto de entrada nos Estados Unidos. Caso contrário, não existia. Isso acabou. Em 2006 e 2007, trabalhamos assim. Eu fui três vezes para os Estados Unidos para bater na porta dos congressistas: “temos produtos, necessitamos de seus mercados”. No quarto ano, a intromissão foi muito grande. Os Estados Unidos, através da Usaid e da Embaixada, se imiscuíram no conflito com a Meia Lua, então o presidente tomou a corajosa decisão de expulsar o embaixador. 



E agora? 


Hoje estamos negociando um tratado, um convênio-marco com os Estados Unidos, que reflita que todas as ajudas são bem-vindas, todos os intercâmbios também, mas sem que se intrometam nos assuntos de nosso país. Os documentos vão e vêm, mas falta um último ponto. Nós queremos que a ajuda seja canalizada através do Estado e não através de uma Ong da oposição. No convênio há um artigo onde, a pedido deles, se mantêm velhos compromissos. Estamos trabalhando, confiamos em assinar logo este novo convênio que melhore a relação.
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Fonte:http://carosamigos.terra.com.br/

Hipólito da Costa: o perfeito herói

27.06.2011
Da Revista CartaCapital
Por Mino Carta


O jornalista Hipólito José da Costa, do Brasil e da mídia nativa
Teste: quem escreveu o texto seguinte?
“Ninguém deseja mais do que nós as reformas úteis; mas ninguém aborrece mais do que nós, que essas reformas sejam feitas pelo povo, pois conhecemos as más consequências desse modo de reformar; desejamos as reformas, mas feitas pelo governo, e urgimos que o governo as deve fazer enquanto é tempo, para que se evite serem feitas pelo povo”.
Respostas: A) Editorialista de O Globo; B) Merval Pereira; C) Hipólito José da Costa; D) Editorialista da Província de São Paulo; E) Benito Mussolini.
Esclarecimentos. O Globo dispensa apresentações, Merval Pereira nem se fale, a fama de sua pena transpõe fronteiras, bem como seu culto ao pronome “que”. Província de São Paulo é o jornal que precedeu O Estado de S. Paulo, o berço do Estadão. 
Benito Mussolini, também conhecido como Il Duce, é o fundador do fascismo e ditador da Itália por mais de duas- décadas, até o final da Segunda Guerra Mundial. (Esta informação é dedicada ao governador Tarso Genro e a uma plêiade de juristas do STF). Hipólito José da Costa, jornalista, fundador do Correio Braziliense em 1808, impresso em Londres, foi designado primeiro Herói Nacional pela Presidência da República no ano passado.
O teste, admito, não é fácil, e em benefício de quem até esta linha hesita em busca da resposta, docemente declino: Hipólito José da Costa. A ele o Jornal da ABI entrega a capa ao comemorar em edição extra o Dia da Imprensa e tecer loas ao brasileiro que imprimia seu jornal fora do País para escapar à censura de D. João VI, aboletado no Rio, capital da colônia. Maçom e liberal, o nosso herói. E antecessor de Merval Pereira na entronização do pronome “que”.
Extraio o trecho de Hipólito que motiva o teste de um magistral ensaio de Raymundo Faoro, “Existe um Pensamento Político Brasileiro?” A leitura, tanto do jornalista quanto do pensador, leva-me à conclusão inescapável de que o fundador do Correio Braziliense é perfeito como Herói Nacional santificado pela mídia nativa. Até o mundo mineral percebe que os herdeiros da casa-grande mantêm intacta a repulsa às demandas, por mais tímidas, dos herdeiros da senzala.
Ensina Faoro no seu ensaio que os exilados dos começos do século XIX “não se mostravam fascinados pelos princípios da Revolução Francesa”, a ponto de defini-los “abomináveis”. Vigora, esclarece o historiador, “o liberalismo como tática absolutista”. E acrescenta: “A participação popular no liberalismo, ao contrário da democracia, exclui da cidadania não somente o escravo, mas os setores negativamente privilegiados (…) sem escândalo ostensivo”.
Hipólito José da Costa foge do Brasil para livremente expor em Londres o seu irremediável reacionarismo, próprio até hoje de larga porção dos privilegiados da terra e prontamente endossado pela mídia nativa, a do pensamento único, baseado, essencialmente, na aversão e no temor da pressão popular. E na certeza de que liberdade de imprensa é a de omitir e mesmo mentir, de todo modo de publicar a versão em lugar do fato.
É do próprio Faoro uma frase que sempre repito: “Querem um país de 20 mil habitantes e uma democracia sem povo”. Como Hipólito José da Costa e como os jornalistas atuais, caninamente a serviço dos interesses do patrão, que chamam de colega. Deste ponto de vista, o primeiro Herói Nacional merece a elevação aos altares midiáticos e patrióticos.
O jornalismo brasileiro já foi, porém, muito melhor do que o de Hipólito e de Merval Pereira, ao menos pela qualidade dos praticantes. Foi o jornalismo dos enviados especiais à frente italiana da Segunda Guerra Mundial, Rubem Braga e Joel Silveira, ou de um mestre autêntico como Claudio Abramo, citado por Rodolfo Konder em artigo publicado na edição extra do Jornal da ABI. Ou o da Realidade, tema de outro artigo, de Paulo Chico, a revista mensal de um grupo de excelentes profissionais, quase todos meus ex-companheiros em Quatro Rodas, jornalistas que, além de muito bem formados, lidavam com o vernáculo com extremo desembaraço.
A respeito deste artigo de Paulo Chico, só tenho a sublinhar para não me sentir remoto seguidor de Hipólito José da Costa, que Roberto Civita, editor da Realidade- na qualidade de filho do dono da Abril, não é e nunca foi jornalista, e sim patrão. E ainda é quem entregou a minha cabeça a um soturno indivíduo chamado Armando- Falcão, que no país dos herdeiros da casa-grande e da senzala foi ministro, imaginem, da Justiça do ditador Ernesto Geisel. Nada de surpresas, o mesmo Roberto Civita quase dois anos antes tentara, diante dos meus olhos estupefatos, entregar a cabeça de Millôr Fernandes ao general Golbery do Couto e Silva, chefe da Casa Civil. Felizmente, Golbery não era Falcão.

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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/sociedade/perfeito-heroi

Neoimperialismo brasileiro?

27.06.2011
Do site da revista CartaCapital
Por Leonardo Calvano*

Ao mesmo tempo em que o aumento da influência brasileira está sendo vista com desconfiança pelos nossos vizinhos, o sucesso econômico do Brasil é um modelo a ser seguido. Esse sentimento dúbio, crescente na região, pode ser confundido com neoimperialismo e gerar o surgimento do “antibrasileirismo”, caso o Brasil repita o comportamento das coloniais tradicionais, como os Estados Unidos e Espanha. Isso obriga o País a ser muito mais cuidadoso ao administrar as reações a sua expansão no continente. Existem formas para diminuir essa hostilidade como, por exemplo, fomentar a cooperação técnica e convencer de que todos têm a ganhar com essa integração, tão sonhada por Simon Bolivar.

Em 2008, durante o governo Lula, a expulsão da construtora brasileira Odebrecht do Equador foi um dos primeiros indícios dessa resistência. A empresa foi acusada pelo governo de cometer irregularidades na construção da usina hidrelétrica San Francisco, que teve de ser fechada depois de um ano de uso. A medida também cancelou a construção de quatro projetos que estavam sob responsabilidade da construtora.

O presidente Rafael Correa também ameaçou expulsar a Petrobras caso a empresa não aceitasse as novas regras determinadas pelo governo equatoriano para a exploração petrolífera.Na Bolívia, dois anos antes, o exército já havia ocupado todos os campos de petróleo e gás natural do país, principalmente os explorados pela estatal brasileira de petróleo, sob o argumento de que todos os contratos de exploração deveriam ser revistos.

Recentemente, o governo da província de Mendoza, na Argentina,suspendeu a exploração de potássio feito pela Vale, com investimento de US$ 8 bilhões. O governo acusa a mineradora de não cumprir acordo para a utilização de fornecedores e mão de obra local. No Peru, a licença para a construção da hidroelétrica de Inambari, a ser tocada pela OAS, Furnas e Eletrobras, foi cancelada. Comunidades locais protestavam contra prováveis danos ambientais e acusavam o projeto de beneficiar somente o Brasil.

Nossos vizinhos desejam receber investimentos brasileiros e enxergam o Consenso de Brasília como modelo para o crescimento da região, mas querem evitar possíveis abusos. Da mesma forma que o Itamaraty defende um crescimento regional sustentável e igualitário, orquestrado nos moldes da União Européia, um colonialismo no novo milênio, puxado pelos gigantes emergentes não trarão igualdade de condições para aqueles que não aguentam mais ser quintal dos outros. Isto está bem claro quando o presidente-eleito do Peru, Ollanta Humala, disse:“não queremos repetir com o Brasil o ditado mexicano que diz que a desgraça do México é estar tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos”.

*Leonardo Calvano é jornalista e já trabalhou como repórter em alguns dos principais jornais de São Paulo.
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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/sociedade/neoimperialismo-brasileiro

Cidades suspendem aulas por causa do frio no Sul do País

27.06.2011
Do portal
Por iG São Paulo



Cidades de São José dos Ausentes (RS), São Joaquim (SC) e Urupema (SC) estão sem aulas devido ao frio


As atividades nas escolas municipais da cidade gaúcha de São José dos Ausentes, na divisa com Santa Catarina, foram suspensas por causa do frio intenso. É a primeira vez que o município teve de tomar essa medida. Segundo o prefeito Erivelto Sinval Zelho, as aulas vão ficar suspensas pelo menos até quarta-feira.
De acordo com o prefeito, a salas possuem aquecedor, mas o equipamento não dá conta de manter condições adequadas no ambiente com temperaturas tão baixas. Além disso, como boa parte dos alunos não mora da cidade, as condições de transporte também não são favoráveis. A cidade ficou conhecida após servir de palco para a minissérie global "A Casa das Sete Mulheres".

Paisagem congelada do Morro das Torres nesta segunda-feira (27), em Urupema - Foto: Marília Oliveira
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Santa Catarina
O frio também levou ao cancelamento das aulas nesta segunda-feira nas escolas municipais e estaduais de São Joaquim e Urupema, na serra catarinense. Segundo a Secretaria Municipal de Educação de São Joaquim, as salas de aula não têm estrutura para enfrentar as baixas temperaturas registradas na cidade. A medida vale até terça-feira de manhã e poderá ser prorrogada caso o frio continue. Hoje a previsão era de que a máxima atingisse apenas 6ºC. No domingo foi registrada queda de neve na cidade, por volta das 21 horas, quando os termômetros marcaram -2,2º.
Em Urupema, onde chegou a fazer -2,7ºC nesta segunda-feira, não há previsão para o retorno nas aulas. Outro problema enfrentado por algumas casas da região é a falta d'água, já que a água chegou a congelar na tubulação de algumas residências afastadas da cidade.
Em Urubici, cidade catarinense que registrou a menor temperatura do ano (-5,7ºC), as aulas não foram suspensas, segundo a prefeitura da cidade.
Abrigo lotado

Foto: AEAmpliar
Termômetro marca 0ºC em Curitiba (PR), na manhã desta segunda-feira (27)
O frio desta madrugada em Curitiba, no Paraná, quando os termômetros marcaram 0,2 grau e a sensação térmica foi de 5,5 graus negativos, fez com que o abrigo público da Fundação de Ação Social (FAS) ficasse lotado. Todos os 250 leitos foram tomados e a direção precisou colocar pelo menos mais 50 colchões espalhados pelo chão para abrigar as pessoas que normalmente passam a noite nas ruas da cidade.

Segundo a assessoria do órgão, as equipes de resgate percorreram as ruas convidando as pessoas para se abrigarem, mas muitas procuraram o local por iniciativa própria. Elas são acolhidas com um banho quente e uma refeição. 


Pela manhã, recebem roupas novas e tomam café. Aqueles que quiserem também podem cortar o cabelo ou a barba. Nesta tarde, o sol brilhava em todo o Paraná, mas o frio persistia. As temperaturas mais altas foram registradas no litoral, com 18 graus.
Com AE
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Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/cidades+suspendem+aulas+por+causa+do+frio+no+sul+do+pais/n1597049356275.html