sábado, 25 de junho de 2011

Acidente e morte na Avenida Boa Viagem

25.06.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Vida Urbana


Motorista que teria pego carro sem autorização do dono perde a vida por não controlar a direção


Veículo que estaria em alta velocidade bateu em poste de iluminação que acabou caindo sobre uma barraca. Imagem: JÚLIO JACOBINA/DP/D.A PRESS
Na manhã do dia de São João, dois acidentes graves no Recife. Os dois, por volta das 5h. Uma morte em cada um. Na Avenida Boa Viagem, o choque de uma caminhonete Strada contra um poste, quase em frente ao Hotel Vila Rica, chamou a atenção de quem passou pelo local. A caminhonete seguia em alta velocidade, subiu os blocos de concreto que delimitam a ciclovia e rodou, chocando a porta do motorista contra o poste de iluminação pública. O veículo girou novamente e parou em cima do calçadão, com a frente voltada para o sentido Piedade, ou seja, o contrário da via. O impacto foi tão forte que o poste caiu, atingindo um quiosque.

Não havia carga na Strada. O carro era dirigido por Antônio Marcos da Silva, 29 anos, que morreu antes da chegada da ambulância do Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu). O passageiro era Albert Gomes Gondim. Ele foi socorrido e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Ibura. Teve costelas e braço fraturados, mas não precisou de internamento.

Segundo o porteiro do Edifício Rhodes, José Ferreira, o motorista do carro não morreu na hora. “O amigo dele dizia ‘calma, calma’. Ele morreu depois de 15 a 25 minutos, antes da ambulância chegar. Saía sangue do nariz dele”, disse o porteiro, que trabalha em frente ao local do acidente.

Antônio dirigia um dos veículos da empresa ASM, do ramo de locação de mesas, cadeiras e toldos. Mas, segundo seu chefe, André Souza Medeiros, Antônio não era motorista, pegou a caminhonete escondido e sequer tinha carteira de habilitação. André prestou queixa do desaparecimento do veículo ainda na manhã de ontem, na Delegacia de Boa Viagem.

Ele contou que Antônio morava em Timbaúba e era amigo de um dos funcionários da ASM. Há cerca de 15 dias, ele prestou serviços para a ASM. Na última quarta-feira, foi chamado novamente, desta vez para reforçar a equipe no período junino. Sua função, de acordo com André, era de vigilante e auxiliar para atividades gerais, como lavar as cadeiras. Segundo o dono da empresa, Antônio dormia na sede, onde ficavam os três carros da ASM, todos com as chaves. Só o carro envolvido no acidente estava sem seguro. André Medeiros garantiu que irá processar o amigo de Antônio que estava de carona na Strada no momento do acidente.

Há uma câmera da Secretaria de Defesa Social, localizada na esquina da Avenida Boa Viagem com a Rua Carlos Pereira Falcão. O porteiro do Rhodes acredita que a caminhonete trafegava a cerca de 150 km por hora. Os agentes da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) afirmaram que não dispunham de equipamentos capazes de identificar a velocidade do veículo. As marcas de frenagem na avenida indicavam que a caminhonete havia se desgovernado pelo menos 50 metros antes de colidir. “O poste levou três a cinco minutos para cair. Graças a Deus, não havia gente caminhando na hora, senão poderia ter sido pior”, disse Ferreira.

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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/06/25/vidaurbana3_0.asp

Bastidores da Política no São João de Paulista

25.06.2011
Do blog PAULISTA EM PRIMEIRO LUGAR
Postado por Francisco Marques

Felipe na Vice

Durante os festejos juninos da cidade do paulista, o que mais está se ouvindo falar é da possível aliança entre o vereador Junior Matuto e Administrado Felipe do Veneza, pois varias conversas dão conta que os dois poderão forma a uma chapa para concorrer a sucessão do prefeito Yves Ribeiro.

Tonico no PTB

Mais também o que se ouviu muito nos bastidores deste são João, foi à possível ida do vereador Tonico para o partido trabalhista Brasileiro (PTB), a convite do Deputado Federal José chaves, mais se o vereador migra para a nova sigla deverá chegar já travando uma batalha interna, pois o vereador João Mendonça já está circulando por toda cidade informando que será candidato a prefeito pelo PTB no próximo ano.

Nos quatros quantos

Quem também foi visto nos quatro quantos da cidade, foi o Dep. Estadual Ramos que participou de vários Arraiais espalhados por toda cidade e demonstrando que é um bom forrozeiros, mais também com um tempinho para articular a sua candidatura a prefeito.

O Grupo Implodiu

Mais o que mais se comenta neste são João, foi à divisão que aconteceu no grupo que era liderado pelo prof. Junior Buda, que durante uma reunião realizada antes do são João surgiu boatos na cidade do possível apoio do grupo ao Dep. Sergio Leite, isso bastou para implodir de uma vez o grupo que segundo bastidores era tido com um dos melhores da cidade, na ocasião o grupo migraria para o PMDB em troca apoiaria Sergio Leite.
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Fonte:http://www.paulistaem1lugar.com/2011/06/bastidores-da-politica-no-sao-joao-de.html

Dez parlamentares têm empresas de consultoria. Entre eles, Mendonça Filho

25.06.2011
Do BLOG DE JAMILDO
Postado por Ana Laura Farias


Da Agência Estado

Dez parlamentares eleitos no ano passado declararam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ser donos ou sócios de empresas de consultoria - mas todos negam semelhanças entre sua situação e a do ex-ministro Antonio Palocci, que despertou suspeitas de conflito de interesses ao faturar cerca de R$ 20 milhões nos últimos quatro anos.

Na bancada dos consultores, vários afirmam que suas empresas estão inativas. É o caso, por exemplo, do deputado e ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso (PMDB), controlador da NC Participações e Consultoria, empresa com capital social de R$ 5,36 milhões. Outro caso é o do senador Tião Viana (PT-AC), sócio da Ambiente Engenharia e Consultoria, com capital de R$ 15 mil.

O deputado João Maia (PR-RN) declarou ter cotas em quatro consultorias - a soma das participações não chegava a R$ 10 mil no ano passado. Segundo ele, apenas uma das empresas continua ativa, para recebimento de um aluguel comercial.

Anthony Garotinho (PR), deputado pelo Rio de Janeiro, relacionou entre seus bens cotas da W11 Consultoria e Assessoria Empresarial. Segundo ele, o "W" se refere ao nome de seu filho, Wladimir, controlador da empresa. "Nunca prestei consultoria para ninguém", declarou.

O tucano Salvador Zimbaldi (SP) afirmou, por meio de sua assessoria, que a consultoria que leva seu nome só teve movimentação em 2008 (cerca de R$ 100.000) e 2009 (R$ 220.000), quando estava sem mandato.

O petista Gabriel Guimarães (MG), filho do ex-deputado Virgílio Guimarães, também declarou, por meia de sua assessoria, que a Pilar Consultoria Empresarial, da qual é sócio, só funcionou antes de sua eleição.

Mendonça Filho, do DEM, que declarou participação na empresa A2B Consultoria, disse que ela está inativa. "Eu era sócio-gerente de duas empresas, mas fui orientado por um consultor jurídico a me afastar delas antes da posse."

O deputado Sandro Mabel (PR-GO), que tem cotas no valor de R$ 4 mil na empresa Resultado Consultoria e Assessoria Tributária, afirmou que o negócio foi "desativado há 12 anos".

A assessoria de Júlio Lopes (PP-RJ) - deputado licenciado e atual secretário estadual dos Transportes no Rio de Janeiro - afirmou que a empresa da qual é sócio, a CEL, atua apenas no ramo de educação. Em nota, ele afirmou que está afastado "de qualquer atividade ligada à direção da empresa" desde que entrou na política.

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Fonte:http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2011/06/25/dez_parlamentares_tem_empresas_de_consultoria_entre_eles_mendonca_filho_104711.php

O bombardeio midiático: lições de uma eleição

25.06.2011
Do OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Por  Martín Granovsky , Buenos Aires*
Reproduzido da Agência Carta Maior, 12/06/2011; tradução de Katarina Peixoto; intertítulos do OI


Se acontece mais de uma vez, não deve ser casualidade. E aconteceu. Ollanta Humala ganhou o segundo turno apesar do ataque virulento de El Comercio, o grupo midiático que domina o mercado do Peru. O fenômeno repete o que ocorreu nas últimas eleições presidenciais sul-americanas, vencidas pela brasileira Dilma Rousseff, em outubro último, com 54% dos votos.
O grupo El Comercio, da família Miró Quesada, controla o jornal do mesmo nome. Foi fundado no século 19 como La Nación, tem o peso empresarial do grupo Clarín e dispõe da capacidade articuladora de interesses que, juntos, ambos representam. Também é co-proprietário da TV Peru, que por sua vez controla a Plural TV, que por sua vez controla a Companhia Peruana de Radiodifusão e Produtora Peruana de Informação (Canal N). Além do jornal El Comercio, o grupo é dono de outros três, TromePeru.21 eGestão, e das revistas SomosRuedas y Tuercas, e PC World. Foi daí que partiu o bombardeio massivo (cargamontón, como se diz no Peru) contra Humala e a defesa de Keiko Fujimori.
Na agressão, El Comercio perdeu seu principal colunista, Mario Vargas Llosa. O escritor deu instruções ao jornal El País, da Espanha, que vende suas colunas, para mudar-se para o jornal La República, onde começou a publicar no domingo das eleições. Antes enviou uma carta de renúncia a Francisco Miró Quesada, diretor de El Comercio. Vargas Llosa escreveu:
“Desde que um punhado de acionistas, encabeçados pela senhora Martha Meier Miró Quesada, tomou o controle desse diário e do grupo de canais de televisão e periódicos dos quais é proprietário, o jornal se converteu em uma máquina propagandista da candidatura de Keiko Fujimori, violando as mais elementares noções da objetividade e da ética jornalística; silencia e manipula informações, deforma os fatos, abre suas páginas às mentiras e calúnias que podem prejudicar o adversário, ao mesmo tempo em que, em todo o grupo, jornalistas independentes são demitidos ou intimidados e se recorre às insídias e golpes baixos das piores pesquisas que vivem do sensacionalismo e do escândalo.”
Na política, valem os fatos
E acrescentou:
“Não posso permitir que minha coluna `Pedra de toque´ siga aparecendo nesta caricatura do que deve ser um órgão de expressão genuinamente livre, pluralista e democrático.”
Vargas Llosa não é um esquerdista desaforado. Os leitores do Página/12 tiveram a oportunidade de conhecer em primeira mão, na entrevista publicada no dia 22 de abril, suas advertências contra “as debilidades coletivistas” dos social-democratas e sua afirmação de que “a intervenção do Estado gera injustiça”.
Em 1990, após ser considerado favorito, Vargas Llosa perdeu as eleições para Alberto Fujimori, que o derrotou no segundo turno. Depois, em 1992, o escritor se opôs ao auto-golpe e à dissolução do Parlamento. A reação de Fujimori foi tão violenta que a Espanha concedeu nacionalidade a Vargas Llosa para apoiá-lo.
O caso de Vargas Llosa marca um ponto interessante no debate sobre os meios e o poder. Vargas Llosa deixou o jornal El Comercio porque viu ferido seu narcisismo ante uma possível vitória de Keiko Fujimori, a filha do tirano? É uma pergunta que não tem resposta. Talvez tampouco tenha sentido. Na política, valem os fatos. E Vargas Llosa produziu três. Um, anunciar seu voto para Alejandro Toledo, no primeiro turno. Disse que eleger Humala ou Keiko era “escolher entre o HIV e o câncer”. O segundo fato, depois da derrota de Toledo, foi avisar que votaria em Humala considerando-o um “o mal menor”. O terceiro foi abandonar El Comercio.
“Um governo de concertação nacional”
Para além do que vai ocorrer no futuro entre Humala e Vargas Llosa, uma hipótese é possível: o autor deOs cachorros deixou El Comercio porque acreditou que o grupo midiático ultrapassou um limite. Qual? O limite da democracia. Vargas Llosa é um liberal que, com incongruência, apoia neoconservadores que sustentaram ditaduras, como Milton Friedman, no caso do Chile, às quais ele mesmo se opôs. Convém levar em conta que Humala ganhou no segundo turno por pouco menos de 3% dos votos: 51,45% contra 48,54. Se sua base foram os pobres da serra e os pobres do litoral, é evidente que conseguiu desequilibrar o resultado com o apoio de uma parte dos setores médios e inclusive de setores médios com explícitas ideias de centro-direita, como Vargas Llosa.
Humala derrotou o grupo El Comercio? Talvez seja mais proveitoso experimentar outro cenário: Humala liderou uma mudança e entrou em sintonia com ela, enquanto El Comercio foi contra. E a mudança – presente no humor social, no sentido comum, na alma dos peruanos – varreu tanto Keiko como El Comercio. Se os grandes grupos de poder não são invencíveis, por que o seriam os grupos midiáticos gigantes que articulam a expressão desses grupos? Por que triunfariam quando diante deles há uma aliança social e uma construção política?
O nome de Lula ressoou na campanha peruana. É possível que, como símbolo, a palavra Lula desperte menos resistências que a palavra Chávez. Mas, como estratégia de fundo, e não só de marketing eleitoral, Humala se inspirou no método lulista de alianças. Entre o primeiro e o segundo turno, não teve dúvida em reunir-se com Toledo, em agradecer o apoio de Vargas Llosa e em prometer que faria “um governo de concertação nacional” baseado na honestidade. E, ao mesmo tempo, manteve sua promessa dupla de ampliar as políticas sociais de educação, assistência e saúde e de implantar um imposto especial para a renda extraordinária da mineração. O grupo El Comercio, como Keiko, acabou indo contra a maioria dos peruanos que acreditaram no projeto de Humala.
O “efeito saturação”
El Comercio não se deu por vencido nem quando o escrutínio atingiu um ponto sem retorno. No dia 7/6 publicou a seguinte manchete: “Incerteza por falta de sinais claros”. Em um dos títulos secundários admitia que “o volume de negociações foi baixo”, mas assinalava que “a Bolsa de Valores de Lima teve a pior queda da história, com 12,45%”. Acrescentava que “especialistas sustentam que devem ser definidas com rapidez as novas cabeças do Ministério de Economia e Finanças e do Banco Central” e, em um editorial, indicava que “o novo presidente deve dar uma mensagem tranquilizadora aos cidadãos, ao mercado e aos setores econômicos”. Puro terrorismo financeiro.
No mesmo dia, o jornal La República escolheu outro título: “Ollanta dá o primeiro passo”. Informava sobre a designação de uma comissão de transferência do poder desde o triunfo até a posse, dia 28 de julho, sob o comando da vice-presidenta eleita Marisol Espinoza. La República publicou uma interessante coluna do historiador Nelson Marique, “Balanço de feridos”. “As dúvidas em torno do que um governo de Humala poderia representar foram minimizadas pela perspectiva de contribuir para o retorno do fujimorismo”, escreveu Manrique. “Não conheço nenhum outro momento da história peruana em que tenha se produzido uma convergência tão ampla e comprometida de escritores, cientistas políticos, cineastas, sociólogos, jornalistas, historiadores, linguistas, educadores etc., em torno de uma causa comum resumível em duas palavras: decência e dignidade.” Para Manrique, esse “aval ético” envolve “a responsabilidade de exercer vigilância sobre os atos do novo governo”.
É aguda a análise sobre a contribuição do grupo El Comercio para o triunfo de Humala. “Desempenhou também um papel importante o `efeito saturação´ provocado pela campanha de demolição empreendida pela maioria dos meios de comunicação contra Ollanta Humala. Quando, em uma campanha propagandista, se baixa de um certo ponto, ela deixa de ser efetiva e acaba produzindo o efeito contrário ao desejado. O bombardeio midiático ultrapassou amplamente esse limite e suas mensagens não só deixaram de funcionar, como alimentaram o ceticismo dos espectadores em relação ao desempenho do grosso da imprensa, rádio e TV. O desempenho do grupo El Comercio merece uma menção especial, pois fez um esforço homérico para destruir sua própria credibilidade.”
Simplicidade didática
Segundo Marinque, El Comercio passou tanto, mas tanto, do limite que, ao final, se converteu “em uma excelente recordação de como foram os tempos de Fujimori”.
Lula governou oito anos com a oposição ferrenha do jornal Folha de S.Paulo, da revista Veja e da Rede Globo. Deixou o poder no dia 1° de janeiro deste ano com uma popularidade superior a 80%. A melhoria real da vida dos brasileiros, mais sua percepção subjetiva de uma melhora – Lula sempre fala da recuperação da autoestima e esse foi seu elogio a Néstor Kirchner no velório do ex-presidente –, atuaram como um dique de contenção contra o qual se esborrachou o bombardeio da grande mídia do Brasil.
Dilma ganhou no segundo turno apesar de as elites políticas brasileiras terem chegado a demonizá-la porque havia declarado seu apoio à descriminalização do aborto. Ganhou em virtude do peso da realidade, sintetizado na incorporação de 36 milhões de brasileiros ao mercado, pelo poder de comunicação do próprio Lula e pelo boca-a-boca. A televisão pública recém começa e experiências baseadas em valores de justiça social, como a revista CartaCapital ou o site Carta Maior, são importantes, mas não massivas. A aposta atual do ministro de Comunicações de Dilma, Paulo Bernardo, esposo da nova chefe da Casa Civil, Gleise Hoffmann, é ampliar o programa de banda larga e garantir um serviço de um mega para 40 milhões de brasileiro a um preço de um décimo do salário mínimo mensal, de hoje até 2014. De acordo com dados do Sindicato Nacional de Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal, para garantir que 74% da população esteja coberta até 2020, o Estado e a iniciativa privada devem investir cerca de 130 bilhões de dólares.
Com uma plataforma digital acessível, podem se plasmar formas de diversidade como as que propõe a Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual na Argentina, ou podem se expressar, a partir da sociedade civil e da articulação política, forças como as que levaram à vitória da frente Ganha Peru. Mesmo sem uma plataforma digital barata e massiva, os simpatizantes de Ganha Peru, em lugar de teorizar sobre as redes sociais ou a análise do discurso – matéria de especialistas – decidiram usar toda a web. Um desses simpatizantes escreveu:
“Se você possui uma conta de correio, blog, website, ou participa de redes sociais (Facebook, Twitter etc.), urge assumir a responsabilidade de difundir para teus contatos duas ideias chave para enfrentar a grande mídia e evitar que te imponham o voto. A primeira, que as propostas de mudança provêm da frente Ganha Peru e de seu candidato Ollanta Humala. A segunda ideia é que deve lembrar teus destinatários dos crimes cometidos pelos Fujimori, como La Cantuta, Barrios Altos, Pedro Huilca.”
A simplicidade didática, no Peru, foi parte de uma articulação política em favor de um objetivo. Ocorre o mesmo quando um fato negativo lança uma luz de alerta. Antonio Palocci, o ex-chefe da Casa Civil, não renunciou porque a informação sobre seu enriquecimento saiu na Folha de S.Paulo. Deixou o cargo porque não pode explicar nem sua riqueza súbita nem dizer quais eram os clientes de sua empresa de consultoria antes de assumir como braço direito de Dilma. Para além das questões jurídicas, o PT entendeu que se Pallocci permanecesse no Planalto acabaria prejudicando a presidenta e o governo inteiro. Com Lula em 2005 e 2006, o PT aprendeu que os escândalos não devem crescer porque desgastam a base de sustentação do presidente e que, em troca, essa base aumenta quando as políticas de maior justiça que dão identidade a um projeto popular são implementadas sem ruídos de forma e de fundo. E, claro, sem medo do bombardeio midiático.
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*[Martín Granovsky é jornalista do Página/12, de de Buenos Aires]

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Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o-bombardeio-midiatico-licoes-de-uma-eleicao

Não há 'hipótese' de Lula voltar em 2014, diz Gilberto Carvalho

25.06.2011
Do BLOG DA FOLHA, do G1
Postado por José Accioly  

Com seis meses de governo, o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou considerar "natural" que a presidente Dilma Rousseff seja candidata à reeleição em 2014. Em entrevista ao G1, ele disse que não há "nenhuma hipótese" de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputar a Presidência em 2014.

"[Lula] não quer, em 2014, em hipótese nenhuma ele gostaria. E 2018 está muito longe. A oposição precisa levar em conta isso. Nosso time, além de bom plantel, tem bom banco. Não pense que colocamos todas as fichas na mesa. E Lula permanece figura que nos ajuda, apoia. Como candidatura, nenhuma hipótese de ele ser candidato em 2014. Ele não aceitaria de jeito nenhum", afirmou Carvalho.

Fiel escudeiro de Lula, Carvalho é a principal ponte entre o antecessor e a atual chefe. Com experiência acumulada de quem trabalha há mais de oito anos no governo, ele testemunhou as principais crises que abalaram a administração Lula, como o mensalão, em 2005, e a queda dos ministros José Dirceu, da Casa Civil e da Fazenda, Antonio Palocci.

Gilberto Carvalho disse lamentar a “crise prematura” que derrubou Antonio Palocci da Casa Civil no começo deste mês. Ele admite que o caso foi um “golpe duro” para a presidente Dilma. “Essa crise do Palocci não dá para subestimar. Foi um golpe duro que aconteceu prematuramente, e o governo não estava preparado."

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G1 - O sr. é visto como o principal elo entre o ex-presidente Lula e a presidente Dilma. Com essa visão privilegiada, qual balanço faz destes seis primeiros meses do governo?
Gilberto Carvalho - 
Eu acho que, de um lado, dá para dizer que é nitidamente um governo de continuidade, no sentido de que o projeto geral, com lema de crescimento, com distribuição de renda, está mantido, no sentido geral de inversão das prioridades, no sentido de privilegiar os que mais precisam, está mantido. O governo é para todos, mas especialmente para os mais pobres - o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], Minha casa, Minha vida. Eu diria que, de uma maneira geral, eu faço uma avaliação muito positiva de que os nossos pontos mais sagrados, mais importantes, estão não só mantidos, como reenfatizados. O lançamento do programa Brasil sem miséria é apenas a consolidação disso que eu estou dizendo. (...) É inegável, também, que é um governo que sofreu uma crise prematura, não vamos esconder o sol com a peneira. Essa crise do Palocci não dá para subestimar, foi um golpe duro que aconteceu prematuramente, e o governo não estava preparado. Governo nenhum está preparado para crise alguma, mas, vamos convir, foi cedo demais. Uma figura chave, muito importante. Foram 23 dias de muito sofrimento dela e de todos nós aqui dentro.

G1 - O sr. estava no governo nas piores crises, como a própria queda de Palocci do Ministério da Fazenda, no governo Lula. Pode-se dizer foi um erro colocá-lo no governo Dilma?
Carvalho - 
Não foi não, porque pelo papel que ele tinha desempenhado no governo Lula, pelo papel fundamental na campanha e a contribuição que ele deu nos últimos seis meses, acho que não foi equivocado não. Deve-se levar em conta que a razão pela qual Palocci caiu não foi por uma razão pós-posse dele, foi anterior. Confesso que tenho muita dificuldade para fazer avaliação moral desta história, acho que não me compete isso - tanto que saí em defesa do Palocci. Do ponto de vista legal, ele fez o que muita gente não faz neste país: ele emitiu nota, registrou os bens dele na Receita, compareceu à Comissão de Ética. Aí, a pergunta: 'é muito dinheiro? É pouco dinheiro?' Eu, como sou incompetente para ganhar dinheiro, não sei avaliar isso. Claro que eu sei que é estranho, vejo a reação dos meus amigos, dos familiares. Politicamente analisando, Palocci não precisava ter feito o que fez, e nós não precisaríamos tê-lo perdido. Aí sim, acho que teve erro político, de comprar uma casa com tanta ostentação como aquela e assim por diante. Mas insisto: é julgamento relativo. No essencial, ele não cometeu erro legal nem ético enquanto esteve no governo.

G1- A escolha das ministras Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais) o pegou de surpresa?
Carvalho -
 Difícil falar que pegou de surpresa porque acompanhei muito de perto a escolha. Fui chamado pela Dilma para omitir opinião.

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G1 - Com as escolhas, Dilma deu qual recado? Ela enfrentou os partidos?
Carvalho -
 Você sabe que a escolha ministerial já é uma tradição no país e com Lula era a mesma coisa. Quando ele escolheu a Dilma, ninguém também imaginava. Então, não acho que ela quis enfrentar ninguém. O único episódio que teve um pouco de conflito foi com a Ideli, que a bancada queria indicar alguém. Mas, aquela história: para ministro, não se faz campanha. É escolha pessoal.

G1 - No começo do ano, o sr. disse que o PMDB teria a chance de ‘melhorar sua imagem’ no governo Dilma. Mas o PT tem dado tanto trabalho quanto o aliado, cobrando cargos do governo, fazendo pressões. Quem o sr. diria que dá mais dor de cabeça para o governo Dilma: o PT ou o PMDB?
Carvalho - 
Eu acho que não pode ser visto desse jeito [risos]. Eu estou rindo da formulação interessante da pergunta e da minha dificuldade em responder [risos]. Eu acho que não dá para falar em dor de cabeça. Você tem aliados, PT, PMDB, PSB, que cresce cada vez mais. Tem o fenômeno novo que é o PSD, que se estiver perto do PSB vai ser força grande. Então, as pedras se movimentam, e os problemas que elas geram e as ajudas que elas dão também são proporcionais ao tamanho delas. Não dá para dizer que o PMDB dá mais trabalho que o PT, depende do momento e do tema.
Ele não quer voltar. Não vejo no Lula nenhuma manifestação dele de estar se preparando para voltar"

G1- Mas, e no momento?
Carvalho - 
Digo para você assim: o PT deu trabalho, nesta dificuldade da bancada, mas houve momento anterior em que houve problemas com o PMDB, pelas pressões por cargos. Eu prefiro olhar - após oito anos nesta casa, você aprende a ficar calejado, não se apavora. É um jogo da política, de pressões e contrapressões. Cada partido, dependendo do momento, vai apresentar suas demandas.

G1 - Mas PT e PMDB se queixam o tempo todo de que não são atendidos por cargos e indicações.
Carvalho - 
É natural da política, o governo está montado, praticamente. Falta muito pouca coisa para nomear. Os ministérios, o essencial está trabalhando, falta pouca coisa para nomear. Cada um olha do seu lado. A Ideli trouxe para a Dilma esses dias um texto de jornal de 2008, [em] que um ano depois Lula ainda precisava pedir calma para o PT e PMDB por causa da montagem do governo. As coisas vão ficando. A pressão é infinita. Precisamos relativizar as coisas. [É] natural que os partidos façam suas demandas.

G1- Dilma cede menos em relação aos partidos que Lula?
Carvalho - 
Diria que sim, ela cede menos. Claro que ela pode fazer isso com a experiência que ela teve anteriormente, que Lula não teve. Outra coisa: a base que ela tem na Câmara, Senado, é mais confortável que [a que] Lula teve. Mas me agrada muito a clareza da Dilma, das posições dela. Eu fico muito triste de ver o nome dela vinculado a essa história de sigilo. Dilma é muito cuidadosa com a questão da transparência. Se tem alguém favorável à transparência é a Dilma.

G1 - E os sigilos dos documentos oficiais?
Carvalho - 
[O senador Fernando] Collor fez um pedido a ela e isso foi vazado como se fosse uma posição dela.

G1 - Mas a notícia é a de que houve um recuo da posição da presidente. Até porque houve um desencontro de opiniões dos próprios componentes do governo, como a ministra Ideli e o líder do governo no Senado, Romero Jucá. Houve um recuo?
Carvalho - 
É verdade. Mas não houve um recuo. Eu estava ao lado dela no almoço do PTB quando Collor falou que achava perigoso a emenda colocada [no projeto] por Walter Pinheiro [atual senador pelo PT-BA] que abre tudo, as questões internacionais. Ela comentou internamente que precisava olhar com cuidado isso, mas nem ela sabia direito os detalhes da emenda que a Câmara tinha feito. A partir disso, foi vazado - não com palavras dela - que Dilma ia apoiar a medida que Collor tinha proposto. Depois, quando ela foi examinar a questão, ela percebeu que não era correto isso, que não tinha sentido aquela posição, que o projeto da Câmara não era nenhum desastre. É apenas um exemplo de como a comunicação é importante. Senão, a gente apanha por versões que não correspondem aos fatos.

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G1- Sobre o ex-presidente Lula, como o senhor avalia as intervenções dele em momentos de crise do governo Dilma?
Carvalho - 
A relação Lula e Dilma vai merecer muitos estudos no futuro, é muito especial, eu tenho o privilégio de acompanhar as conversas entre os dois. É muito impressionante a sintonia, mas também o cuidado que ele tem para não fazer uma interferência inadequada. Acho natural que as pessoas interpretem os fatos como elas veem. Aquela bendita vinda dele aqui com a bancada do PT no Senado, depois com pessoal na casa do Sarney, aquilo foi interpretado como ‘Dilma em crise e pediu socorro ao Lula.’

G1 - E não foi?
Carvalho - 
Não teve nada disso. Ele tinha combinado um encontro com senadores, foi convidado pelo Sarney. Eu concordo que o resultado não foi bom. O sinal externo não foi bom, pareceu que Lula chegou a Brasilia para salvar a Dilma. Mas, na prática, não houve nada disso. Como a cada 15 dias eles se encontram, era mais um desses encontros. O que quero dizer é: a Dilma não depende do Lula para tomar atitudes. Tanto que Gleisi e Ideli não foram sugestões dele. Ela não pediu licença dele. Dilma o consultou respeitosamente. Não tem essa de que ele é uma sombra dela. Ele é um apoio efetivo. Não há hipótese de ruptura entre os dois - pelo menos no horizonte que eu enxergo.

G1- O senhor ainda acha que Lula está na reserva para a eleição de 2014 ou Dilma é a candidata natural à reeleição do PT?
Carvalho - 
As duas coisas. Eu acho que ela é candidata. Mas não posso responder sem consultá-la. Não sei se ela está cansada com seis meses do governo. Mas eu acho que é natural que ela seja candidata. Agora, Lula é reserva para nós, claro que é. Tem 2018. Quando digo que ele está no banco, é no sentido de que ele está ajudando, não necessariamente que será candidato no lugar da Dilma. Ele não quer voltar. Não vejo no Lula nenhuma manifestação dele de estar se preparando para voltar.

G1 - Lula não quer voltar?
Carvalho - 
Não quer, em 2014, em hipótese nenhuma ele gostaria. E 2018 está muito longe. A oposição precisa levar em conta isso. Nosso time, além de bom plantel, tem bom banco. Não pense que colocamos todas as fichas na mesa. E Lula permanece figura que nos ajuda, apoia. Como candidatura, nenhuma hipótese de ele ser candidato em 2014. Ele não aceitaria de jeito nenhum.

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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/21692-nao-ha-hipotese-de-lula-voltar-em-2014-diz-gilberto-carvalho

STJ determina pagamento de indenização a alunos de curso que não era reconhecido pelo MEC

25/06/2011 
Educação Justiça
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil


Brasília – Nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou decisão do Judiciário alagoano que determinou o pagamento de indenização a alunos que cursaram uma pós-graduação que não era reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). A Universidade Salgado de Oliveira deverá pagar a cada ex-aluno uma indenização por danos morais correspondente ao dobro do que foi gasto com mensalidade, além de R$ 2,5 mil.

Apesar da recomendação do MEC para que os alunos se informem sobre a regularidade dos cursos e das instituições antes de fazer a matrículas, casos como esse ainda são comuns. Para iniciar suas atividades, o estabelecimento de ensino precisa ser credenciado e os cursos, autorizados. Posteriormente, o curso é avaliado pelo ministério e pode receber ou não o reconhecimento que garantirá a validade do diploma.

Segundo o advogado Dave Prada, especialista em direito educacional, quando a instituição não deixa claro para o aluno que a situação do curso ainda não está completamente regularizada, a Justiça tem concedido ganho de causa aos estudantes. “Quando a faculdade tem autorização para o curso, mas não consegue o reconhecimento por motivos que não sejam uma falha dela e ela deu ciência ao aluno na hora da matrícula de que o curso não estava reconhecido, aí o ônus é do aluno”, explica.

Pela lei, a instituição de ensino é obrigada a prestar todas as informações sobre o processos de autorização e regulação de cada curso. Esses dados também podem ser consultados no site do MEC. Tanto as informações sobre a regularidade quanto o desempenho nas avaliações aplicadas pelas pasta estão disponíveis por meio do Cadastro e-MEC.

Prada avalia que a decisão do STJ foi importante e protege o aluno. “Infelizmente essa fiscalização o MEC não consegue fazer. Ele é o órgão regulador e deveria fiscalizar.” O advogado recomenda aos alunos que tenham sido prejudicados em casos semelhante que procurem o Ministério Público para denunciar a irregularidade. “A recomendação é que sempre procurem saber seus direitos antes de ingressar na faculdade para não ter prejuízos maiores”, orienta.

Edição: Juliana Andrade
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-06-25/stj-determina-pagamento-de-indenizacao-alunos-de-curso-que-nao-era-reconhecido-pelo-mec

Gleisi vende apartamento por valor que Veja oferece

25.06.2011
Do blog CONVERSA AFIADA
Por Paulo Henrique Amorim


Gleisi: podemos conversar

Nota oficial da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann


Nota Oficial


Sr. Lauro Jardim

Editor da Coluna Radar

Revista Veja


O apartamento que possuo em Curitiba tem menos de 190 metros quadrados de tamanho e não 412 metros, como afirma nota divulgada hoje, 25, no Radar on-line. Há outros erros na nota. A saber: diferentemente do que informa Lauro Jardim, a lei não permite, mas DETERMINA que o valor declarado ao Imposto de Renda seja o de compra. Assim, o apartamento, que adquiri em 2003, tem sido declarado pelo valor de compra desde a declaração de 2004. Sobre o valor de R$ 900 mil, citado na nota: é claro que meu apartamento valorizou-se nestes oito anos após a compra, mas, se Lauro Jardim ou o corretor que, diz ele, avaliou o imóvel, desejarem comprá-lo por este preço, podemos conversar.


Gleisi Hoffmann

Navalha
Neste ansioso blog, a Veja merece ser tratada por “detrito de maré baixa”.
Paulo Henrique Amorim




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Fonte:http://www.conversaafiada.com.br/pig/2011/06/25/gleisi-vende-apartamento-por-valor-que-veja-oferece/

Deputado Fernando Ferro pede retratação do jornal Folha de S. Paulo

25.06.2011
Do site do Partido dos Trabalhadores


O deputado Fernando Ferro (PT/PE)(foto) fez discurso na tribuna da Câmara Federal, denunciando erros cometidos pelo jornal Folha de São Paulo, em matéria vinculada na semana que passou. O jornal fez referência à estrutura e verba dos gabinetes da Casa. De acordo com a reportagem, cada gabinete parlamentar teria 60 funcionários, além de usar a verba total disponível pela Câmara.



Segundo Ferro, o jornal ainda menciona suposta proposta de que a liderança dos partidos comece a receber 10% da cota parlamentar de cada deputado. “Isso não é verdade. O aconteceu é que o líder da bancada petista, Paulo Teixeira (PT/SP), deu a sugestão de que os vice-líderes que recebem uma parcela para o exercício do cargo, dedicassem esse recurso para a estrutura da liderança da bancada. Isso não quer dizer que seja para todos os deputados da bancada” afirmou.

Para o deputado ”A matéria publicada apresenta erros que criam um clima de altas despesas no parlamento, numa tentativa de gerar desgastes na imagem do Congresso. Por isso, o motivo da minha reclamação é para que a publicação reponha a verdade a respeito destas informações” explicou. O deputado petista fez um pedido à Mesa Diretora para que tome as medidas necessárias para solicitar uma retratação do jornal. (Janary Damacena – Portal do PT)


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Fonte:http://www.pt.org.br/portalpt/noticias/midia-7/deputado-fernando-ferro-pede-retratacao-do-jornal-folha-de-s-paulo-70201.html

Aos gritos de 'nenhum ser humano é ilegal', espanhóis impedem que polícia reviste imigrantes

25.06.2011
Do portal OPERA MUNDI
Por Marina Terra | Redação


Gritando "nenhum ser humano é ilegal", um grupo de espanhóis do movimento 15-M, atuante em favor da mudança na classe política do país, impediu que policiais revistassem imigrantes no metrô Oporto, em Madri. De acordo com o El Latino.com, ao ver a mobilização, os policiais desistiram de interrogar os estrangeiros. Assista o vídeo:
 

Conforme apurou o site, um cidadão espanhol avisou o grupo de "indignados", que se reunia em assembleia próximo dali. Imediatamente eles seguiram para a estação, onde é comum a revista de imigrantes.

Leia mais:
Rap e imigração: grupo espanhol canta sobre o drama dos refugiados 
"Política migratória europeia é uma farsa", denuncia especialista espanhol
Espanha: extrema-direita causa polêmica após lançar vídeo xenófobo na internet

A Espanha é destino de milhares de imigrantes, principalmente latino-americanos e africanos, em busca de melhores condições de vida. No entanto, é crescente a xenofobia entre parte da população, que considera o imigrante um problema para a ecomia, bastante debilitada pela crise econômica. 

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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticia/AOS+GRITOS+DE+NENHUM+SER+HUMANO+E+ILEGAL+ESPANHOIS+IMPEDEM+QUE+POLICIA+REVISTE+IMIGRANTES_13027.shtml

CHAVEZ SE RECUPERA EM CUBA CONTRA A VONTADE DO PIG

25.06.2011
Do blog FÓRUM POLÍTICO DA ZONA NORTE DE SÃO PAULO


                         À LUTA COMPANHEIRO!

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Nicolás Maduro, confirmou que Hugo Chávez está lutando pela vida. Mas a oposição está cética sobre a gravidade do estado de saúde do Presidente.

"A batalha que trava pela sua saúde é uma batalha de todos, uma batalha pela vida, pelo futuro imediato da pátria", disse o ministro à televisão venezuelana. "E isto é o que podemos dizer aos nossos compatriotas."

Hugo Chávez encontra-se hospitalizado desde o dia 10 de Junho em Havana, Cuba, onde foi submetido a uma intervenção cirúrgica. A notícia que corre em Caracas, a capital da Venezuela, é de que ele sofre de um cancro na próstata. Oficialmente, foi operado de um quisto pélvico.

De manhã, um jornal de Miami ligado à dissidencia cubana, o "Nuevo Herald", citando uma fonte médica, já tinha adiantado que o estado de saúde de Chavéz é "crítica". Citando fontes dos serviços secretos norte-americanos, o mesmo jornal referia, no entanto, que não estava confirmado se se trata ou não de um cancro.

O "El Nuevo Herald" escreve ainda que a filha e a mulher de Chávez já viajaram “de urgência” de Caracas para Cuba, a bordo de um avião da Força Aérea.

Para a oposição, o Governo e o próprio Chávez podem estar utilizando a operação para preparar um regresso triunfal à Venezuela. E aponta o dia 5 de Julho, quando se comemora os 200 anos da independência da Venezuela.

"O chavismo quer é preparar um acto grandioso como a entrada do general Patton nos Estados Unidos depois da II Guerra Mundial", disse o deputado Ismael García, do partido Podemos. Garcia considerou que deve haver transparência quanto ao estado de saúde do Presidente e não secretismo e as especulações.

Twitter Chávez saúda o exército
venezuelano na época

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, felicitou o exército, cujo dia é comemorado em 24 de Junho para relembrar a Batalha de Carabobo.

Depois de vários dias sem escrever no Twitter , Chaves enviou várias mensagens referentes à data.

Chávez está em Cuba, onde ele está se recuperando de uma cirurgia de emergência como resultado de um abcesso pélvico, uma complicação apresentada durante uma visita oficial a esse país do Caribe.

Este dia é comemorado em todo Venezuela Dia do Exército e do aniversário 190 da Batalha de Carabobo, lutas que levaram a derrota do colonialismo espanhol neste país sul-americano.

As atividades para marcar o dia começou com o hasteamento da bandeira na praça de Havana Simón Bolívar, enquanto em Valencia, Carabobo estado, representantes de 13 conselhos comunitários encenado batalha.

Cerca de 300 mil pessoas estão envolvidas na encenação, na qual mais de 700 trajes usados ​​na época e acontece em vários pontos para representar diferentes etapas da luta.

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Fonte:http://forumzn.blogspot.com/2011/06/250620111830.html

Filho de repórter da Globo não é de FHC, revela DNA

25.06.2011
Da FOLHA.COM
Por MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA

Dois testes de DNA, feitos em São Paulo e em Nova York, revelaram que Tomás Dutra Schmidt, filho da jornalista Miriam Dutra, da TV Globo, não é filho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Em 2009, FHC reconheceu Tomás como filho num cartório em Madri, na Espanha.

O jovem, que hoje tem 18 anos, pode usar o documento a qualquer momento para colocar o nome do ex-presidente em sua certidão, segundo interlocutores de FHC. A informação sobre os testes foi publicada na coluna Radar, da revista "Veja".

Depois que o documento já estava pronto, os três filhos do tucano com Ruth Cardoso --Paulo Henrique, Beatriz e Luciana-- pediram ao pai que fizesse um exame que comprovasse que Tomás era mesmo filho dele.

O ex-presidente concordou, imaginando com isso colocar fim a qualquer possibilidade de desentendimento entre os irmãos e Tomás.

O primeiro teste foi feito no fim do ano passado, em São Paulo. A saliva de FHC foi recolhida em São Paulo, e a de Tomás, em Washington, nos EUA, onde estuda, por meio do representante do escritório do advogado brasileiro Sergio Bermudes, que cuidou tanto do reconhecimento quanto dos testes feitos.

O primeiro exame deu negativo. FHC decidiu então se encontrar com Tomás em Nova York para um novo teste, que também deu negativo.

Fernando Henrique Cardoso estava disposto a manter a história restrita a seus familiares. De acordo com interlocutores do ex-presidente, ele acha que o exame é uma mera negativa biológica, e não jurídica.

Ele está disposto a manter o reconhecimento de Tomás.

Seus herdeiros, no futuro, poderão questionar a paternidade com base nos testes de DNA.

O ex-presidente não falará nada sobre o assunto, pois entende que diz respeito apenas à sua vida privada.
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Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/poder/934897-filho-de-reporter-da-globo-nao-e-de-fhc-revela-dna.shtml

Marina Silva estuda anunciar na próxima terça-feira a desfiliação do PV

25.06.2011
Do BLOG DA FOLHA, Correio Braziliense
Postado por José Accioly  


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A ex-senadora Marina Silva e o grupo que a acompanha desde a saída do PT, em 2009, estão decididos a deixar o Partido Verde (PV), depois da fracassada tentativa de ampliar seu espaço político dentro da legenda. Já existe até mesmo uma ideia de data para a desfiliação do PV e o lançamento de um movimento culminando com a criação de um novo partido, após as eleições municipais de 2012. Uma reunião e uma entrevista coletiva à imprensa estão previstas para a próxima terça-feira, 28, em São Paulo, onde Marina Silva passou o feriado de Corpus Christi imersa em conversas políticas. A tendência é que ela e seu grupo anunciem a desfiliação nessa data, ou, pelo menos, digam quando farão isso. “Um entendimento (com a direção do partido) é improvável”, diz João Paulo Capobianco, que coordenou a candidatura do PV na campanha presidencial do ano passado.


A ex-senadora ficou em terceiro lugar na eleição presidencial do ano passado, com 19,6 milhões de votos nas eleições de outubro. O resultado foi foi determinante para levar a disputa entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) para o segundo turno. Agora, Marina faz as últimas consultas às lideranças verdes aliadas a ela, como o ex-deputado e ex-candidato ao governo do Rio Fernando Gabeira antes de sacramentar a saída do PV.

Depois da eleição, Marina empenhou-se em renovar o PV, o que, pelos seus planos, passava pela destituição do deputado José Luiz Penna (SP) da Presidência da sigla. Não conseguiu. Penna ignorou o acordo feito no momento da filiação da ex-petista que, além da revisão programática do partido, o fim da reeleição do presidente e o fim das comissões provisórias. A recondução de Penna à Presidência do PV, neste ano, levou Marina e seu grupo a criarem o movimento Transição Democrática.

A mobilização de Marina não conseguiu o efeito esperado, em razão da falta de interesse da militância — poucos compareceram aos eventos organizados pela ex-senadora. Menos de três meses depois de lançado o Transição Democrática, e com menos de dois anos de filiação ao PV, ela já não vê qualquer espaço dentro do partido, o que é corroborado por seus aliados. “Sabíamos que mudanças no ano eleitoral seriam difíceis, por isso esperamos que algo acontecesse nesse ano. Mas nada mudou e a relação tornou-se insustentável”, diz o integrante da executiva do partido no Distrito Federal Pedro Ivo Batista.

Resistência

As chances do lançamento de um novo movimento, desta vez pavimentando a criação de um partido, têm oscilado nos últimos dias. Depois de ser considerado algo inexorável na quarta-feira, quando ela se reuniu com seu grupo em Brasília, as lideranças preferiram ontem ser mais cautelosas, evitando revelar detalhes sobre os planos para o evento previsto para a próxima terça-feira.

Persistem focos de resistência, porém, dentro do próprio grupo de apoio a Marina. Um deles é o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), que publicamente afirma acreditar numa solução no âmbito do partido. “Não estamos pedindo a lua. Seria desastrosa para a direção do PV essa saída do grupo de Marina”, afirma o deputado. Há cinco dias, Sirkis publicou em seu blog as condições para a permanência no PV: alterações estatutárias, por meio da convocação imediata de uma convenção nacional, e incorporação ao programa do PV das ideias defendidas por Marina na última campanha eleitoral.

O presidente da sigla, José Luiz Penna, continua sem dar qualquer indicação de que irá acatar as condições do grupo de Marina (leia texto abaixo). Essa resistência, na opinião de integrantes do grupo de Marina, faz com que a dissiência ganhe força e “capilaridade de um partido político”, nas palavras de um dirigente que prefere não se identificar. A nova legenda não seria criada, porém, a tempo da disputa nas eleições de 2012.

A criação de um novo partido exige 500 mil assinaturas, em nove estados. Com grande número de jovens, usuários de redes sociais, e a pauta ambiental, os aliados de Marina Silva acreditam que não teriam dificuldades para recolher as assinaturas. A dúvida, porém, é se conseguiriam um resultado expressivo nas eleições municipais. Um eventual fracasso poderia ofuscar o sucesso de Marina na eleição presidencial do ano passado. Assim, a tendência do grupo de Marina é deixar a criação de um novo partido para 2013

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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/21665-marina-silva-estuda-anunciar-na-proxima-terca-feira-a-desfiliacao-do-pv