sexta-feira, 24 de junho de 2011

No TIP já circularam nove mil pessoas

24.06.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Por WELLINGTON SILVA

Às vésperas do feriado muita gente ainda passa pelo Terminal Integrado de Passageiros (TIP), no bairro do Curado, Recife, com destino a cidades do Interior e de outros estados. De 22 a 26 de deste mês, espera-se que cerca de 30 mil pessoas passem por lá. Esse número representa o dobro do registrado em dias de movimento normal e 5% a mais em relação ao mesmo período do ano passado.

Só nos dois primeiros dias da ação especial feita pelo TIP para o feriado de São João, pelo menos nove mil pessoas circularam pelo terminal. De acordo com gerente de Núcleo, Newton Fialho, da última quarta-feira até domingo os 93 funcionários do quadro estão trabalhando para garantir a tranquilidade no local. “Como a demanda aumenta em períodos como esse, principalmente por se tratar de um feriado imprensado, todo o efetivo está à disposição dos passageiros”, argumentou.

Para dar conta da demanda, as 15 empresas de ônibus ligadas ao TIP, diminuiu o tempo das saídas dos veículos. “Normalmente o intervalo entre um ônibus e outro é de uma hora. Para esses cinco dias, esse tempo cai para 15 minutos”, informou Fialho. Para isso, além dos horários normais, serão feitas 250 saídas extras para outras cidades de Pernambuco. Até ontem, esse número chegou a 40 para viagens a outros estados. “Nesse período, as filas no terminal aumentam, devido o acréscimo do número de passageiros. Por isso, o ideal é que as pessoas comprem antecipadamente suas passagens”, recomendou o gerente.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-grande-recife/646229-no-tip-ja-circularam-nove-mil-pessoas-

Tribunal da ONU condena primeira mulher por genocídio em Ruanda

24/06/2011
Internacional
Da BBC Brasil


Brasília - Pauline Nyiramasuhuko, de 65 anos, ex-ministra de Ruanda, foi condenada à prisão perpétua por participação no genocídio e no estupro de mulheres e meninas da etnia Tutsi. A sentença fez dela a primeira mulher condenada pelo tribunal das Nações Unidas que julga o genocídio no país africano.

Nyiramasuhuko, o filho dela e mais quatro ex-autoridades de Ruanda foram considerados culpados depois de dez anos de julgamento. O julgamento teve início em 2001 e foi usado pelo governo ruandês como exemplo da lentidão da Justiça no tribunal da ONU, que tem sede em Arusha, na Tanzânia.Cerca de 800 mil tutsis e hutus moderados foram assassinados durante os massacres, em 1994.

A procuradoria do Tribunal Criminal Internacional para Ruanda (ICTR, sigla em inglês) acusava a ex-ministra de participar da decisão do governo de criar milícias em todo o país. O objetivo das milícias é exterminar a população Tutsi o mais rapidamente possível.

Nyiramasuhuko e o filho Arsène Shalom Ntahobali, que tinha pouco mais de 20 anos à época, foram acusados de organizar o sequestros e estupros de mulheres e meninas tutsis. Ntahobali também foi condenado à prisão perpétua. Nyiramasuhuko se declarou inocente de todas as acusações.

O governo do qual Nyiramasuhuko fazia parte demitiu a mais antiga autoridade distrital de Butare, que se opunha ao genocídio. Ele nunca mais foi visto. Os massacres começaram depois da sua substituição. Milícias da capital de Ruanda, Kigali, foram levadas até a região de Butare para dar apoio ao genocídio.

A promotoria concluiu que a ex-ministra e o filho forçavam as pessoas a ficar nuas antes de colocá-las em caminhões, que as levavam para serem assassinadas. Duas freiras foram consideradas culpadas em uma corte na Bélgica por participação no genocídio.

Edição: Graça Adjuto
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-06-24/tribunal-da-onu-condena-primeira-mulher-por-genocidio-em-ruanda

CNE estuda revisão de regras para revalidação de diplomas estrangeiros no Brasil

24/06/2011
Educação
Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil


Brasília – A presidenta Dilma Rousseff prometeu para o segundo semestre o lançamento do programa que pretende levar 75 mil estudantes brasileiros ao exterior com bolsas de mestrado, doutorado e graduação. Diante desse cenário de expansão da internacionalização do ensino superior, o Conselho Nacional de Educação (CNE) começa a discutir a revisão das regras para revalidação de diplomas estrangeiros no Brasil. Hoje, o processo é burocrático e longo e, muitas vezes, quem retorna ao país depois de uma temporada de estudos no exterior não consegue ter o documento reconhecido, o que dificulta a atuação profissional em algumas áreas.

Atualmente o processo ocorre de forma descentralizada: a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) determina que cabe às universidades públicas a tarefa de validar os diplomas obtidos em instituição estrangeira, seja de graduação, mestrado ou doutorado. Cada uma delas estabelece critérios próprios que podem incluir análise do currículo, prova ou mesmo a exigência de que o aluno curse disciplinas extras no Brasil. Em alguns casos, o estudante dá entrada no processo em mais de uma instituição para aumentar a chance de obter o diploma.

De acordo com o professor Paulo Barone, membro da Câmara de Educação Superior do CNE, as discussões ainda estão no começo, mas há o entendimento de que a revisão dessas regras é necessária. “Por um lado há uma necessidade de pautar o processo por critérios de qualidade, por outro, uma dispersão de atividades, com critérios e concepções completamente diferentes dentro das instituições, o que torna o processo de revalidação excessivamente ineficaz”, avalia.

Entre as possibilidades que estão em discussão está a de um reconhecimento mais facilitado no caso de estudantes que vão ao exterior com bolsas cedidas por órgãos do governo como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ou a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), já que, nesses casos, a qualidade do curso e das instituições estrangeiras já foi certificada para a concessão da bolsa. Há ainda a possibilidade de criar critérios comuns ou diretrizes gerais para que não haja tanta discrepância nos processos. Barone aponta que será necessário convocar todos os organismos e as instituições envolvidas no processo para articular a mudança.

“Hoje esse serviço é quase personalizado porque cada instituição tem sua regra e cada departamento dentro dela tem as suas. Se houvesse uma orientação geral, preservando a lógica da autonomia universitária, o processo poderia ser melhorado”, avalia Edward Brasil, reitor da Universidade Federal do Goiás (UFG) que acaba de cumprir seu mandato como presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Além de demorado, os trâmites podem pesar no bolso do estudante. Em geral, as universidades cobram uma taxa administrativa para custear o processo. Não existe um valor pré-estabelecido: na Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, é cobrado R$ 1.530, já na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) a taxa é R$ 315 no caso da pós-graduação.

Saulo Chaves, 30 anos, cursou medicina no Instituto Superior de Ciências Médicas de Havana, em Cuba, e, ao retornar ao Brasil, em 2006, se surpreendeu com o processo que teria de enfrentar para poder revalidar o diploma e exercer a profissão no Brasil. Ele calcula que gastou cerca de R$ 4 mil com o pagamento de taxas e viagens para concluir o processo.

Todos os trâmites duraram quase dois anos até que ele foi aprovado em uma prova aplicada pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) para conceder a revalidação. “É muito desagradável. Na época, era permitido fazer a residência médica antes da revalidação e nesse período eu não podia assinar nenhum documento porque não era reconhecido como médico. É muito frustrante, do ponto de vista profissional, não poder exercer [a medicina] vendo a carência do povo por atendimento”, conta.

Hoje, Chaves trabalha no interior da Bahia. Ele foi morador de um acampamento de assentados da reforma agrária e viajou para Cuba com apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O curso de medicina cubano tem o foco no atendimento preventivo comunitário, com princípios semelhantes ao Programa Saúde da Família, do governo brasileiro. Ele ressalta que faltam médicos com esse perfil para trabalhar nas zonas rurais do país e lamenta que o reconhecimento do diploma de brasileiros que estudam em Cuba seja tão difícil. “Quando você coloca tudo em um caldeirão, a questão da qualidade do ensino é um problema e você precisa distinguir a formação recebida. Mas, no caso de Cuba, o sistema [educacional] é muito próximo”, defende.

Edição: Lílian Beraldo
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Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-06-24/cne-estuda-revisao-de-regras-para-revalidacao-de-diplomas-estrangeiros-no-brasil

O corre-corre junino dos deputados

24.06.2011
Do BLOG DA FOLHA 
Postado por José Accioly  

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Enquanto isso, a Alepe fica esquecida no Recife


Por Carol Brito, Isabel França e Jumariana Oliveira
Da Folha de Pernambuco

As atividades da Assembleia Legislativa, localizada no Recife, acabam tomando conta de cinco dos sete dias da semana do parlamentar. Com esse calendário, muitos deputados acabam por se afastar das suas bases eleitorais em localidades distantes da Região Metropolitana, durante boa parte dos seus mandatos. Neste cenário, os parlametares aproveitam os festejos juninos como uma oportunidade para visitar munícipios e os principais redutos eleitorais do Estado, a fim de manter contato com o eleitorado, aliados e lideranças locais.

Com excessão de Clodoaldo Magalhães (PTB), Rodrigo Novaes (PTC) e Tereza Leitão (PT), que pediram licença para viajar ao exterior, a maioria dos membros da Alepe se divide pelos demais municípios interioranos. Como as bases para votação de deputado estadual se espalham pelas mais diversas regiões do Estado, muitos parlamentares acabam virando verdadeiros itinerantes durante os festejos. Nesse caso, eles montam suas estratégias que contemplam, muitas vezes, mais de uma cidade por dia.

É o caso do sertanejo Augusto César (PTB), que pretende visitar cinco municípios ou até mais, no mesmo dia. “É uma rotina muito puxada. Como muitos deles são próximos, você passa duas ou três horas em cada um que dá tempo de marcar presença e conversar com as lideranças”, relatou. O petebista conta que o trânsito por um número grande municípios é uma questão de sobrevivência para os parlamentares.

Com base em Santa Cruz do Capabaribe, no Agreste, o deputado Diogo Moraes (PSB), novato na Alepe, vem fazendo uma verdadeira maratona durante este São João. Presente no Agreste desde a última quarta-feira, para acompanhar a visita da presidente Dilma Rousseff (PT), o socialista só volta para o Recife na próxima segunda-feira.

Ontem, a agenda do parlamentar contemplou os municípios de Pão de Açúcar e Jataúba, além de Santa Cruz do Capibaribe. Hoje, será a vez de Caruaru, Taquaritinga e Toritama. O socialista, no entanto, afirmou que não vê dificuldade na comunicação com seu eleitorado. “Eu não tenho esse problema porque venho sempre na sexta, fico sábado e domingo, só vou embora na segunda-feira”, relatou. Mas admitiu que o período junino facilita ainda mais a relação com a sociedade.

Representante do Sertão do Moxotó, o deputado Ângelo Ferreira (PSB) esclareceu que, além da base principal, faz questão de sempre visitar os 167 municípios onde recebeu voto. “A gente tem que ter uma presença em todas as cidades, mesmo naquelas que a gente teve dois votos”, brincou. E complementou “Não pode ser só no São João, quando demora a ir, há reclamações”.

Até mesmo os parlamentares com a base principal na Região Metropolitana do Recife sentem a cobrança de marcar presença nas cidades. É o caso do deputado estadual Waldemar Borges (PSB). Ele diz que não são apenas as cidades interioranas que cobram a visita dos parlamentares. “Somos muito cobrados para ficar no Recife também, mas dá para conciliar. Minha base no Interior não é tão grande, mas a gente se esforça para estar presente”, colocou. Neste São João, o socialista marcará presença no Sertão do Pajeú e em São Pedro.
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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/21657-o-corre-corre-junino-dos-deputados

Preso após sete anos do crime

24.06.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
Por MOAB AUGUSTO
Vida Urbana

Rapaz de 27 anos é acusado de ter estuprado uma mulher quando esta voltava do trabalho

Depois de sete anos de angústia, sofrimento e ameaças uma dona de casa, moradora do centro do Cabo de Santo Agostinho, está mais aliviada após uma atitude tomada pela justiça. No ano de 2004, a mulher, cuja identidade e endereço estão sendo preservados, foi violentada sexualmente na volta do trabalho para casa por um conhecido. Ela foi abordada por Weber Fernando Pessoa, de 27 anos, que estava embriagado quando decidiu estuprá-la. Segundo relatos da polícia, ele retornava de uma festa de bairro nas proximidades quando encontrou a vítima. Arrastou a jovem para um local escuro e praticou o ato libidinoso. Devido a embriaguez teve dificuldade de ereção e praticou a violência com as mãos e a deixou estendida. A vítima sofreu lesões graves na região genital e anal. Ela, que na época era recém-casada, prestou uma queixa na delegacia e posteriormente foi submetida a exames sexológicos que comprovaram a agressão.

Em outubro de 2005, a Justiça expediu um mandado de prisão contra Weber, mas ele só foi localizado e preso sete anos depois. “A vítima e o marido dela nos contou que passou todo esse tempo sofrendo ameaças por parte desse homem. O crime chocou os moradores do bairro na época e ele ficou todo esse período em liberdade, até que a equipe da delegacia seccional do Cabo o localizou no centro da cidade, nas proximidades do terminal ferroviário nesta quarta-feira (ontem)”, relatou o delegado de plantão Ocidir Vale.

Após a prisão, ele ficou detido na delegacia, antes de ser encaminhado ao Centro de Triagem de Abreu e Lima, até que seja definida a decisão da justiça. “Essa prisão está sendo efetuada para que sejam preservadas as apurações dos fatos e ele não fique mais impune. Na época em que ocorreu o fato a vítima já era casada e isso traumatizou muito a ela, o marido, a família e população. O caso teve grande repercussão na sociedade local o que levou ele a ameaçar a vítima e o marido dela para não ser preso”, acrescentou o delegado.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/caderno-policia/646233-preso-apos-sete-anos-do-crime

Boa hora para comprar milho

24.06.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO

Como é de costume no comércio, o milho verde amanheceu mais barato, ontem, na véspera de São João, no Centro de Abastecimento Alimentar de Pernambuco (Ceasa-PE). A mão de milho (com 50 espigas) era vendida por um preço médio de R$ 22. “Esse foi o menor preço que encontrei, para o milho de melhor qualidade. Se o preço baixar mais, volto no sábado para comprar mais”, contou a do­na de casa Ana Cristina Tei­xeira. Ela e o marido, Ril­do Antônio, levaram uma mão de milho para fazer comidas típicas para a família.
Para atrair os consumidores e reduzir as montanhas de espigas, outros comerciantes faziam “promoções relâmpago” e ofereciam o produto a R$ 18. Segundo o vendedor José Rico, o preço deve cair ainda mais no sábado. “No fim de semana, o milho vai ficar de R$ 20 a R$ 10 porque muita gente já tem comprado e a procura diminui. Só deve chegar mi­lho novo aqui no domingo à noite”, estima o comerciante.

Os vendedores mais careiros cobravam R$ 25 e R$ 30 alegando ter produtos de maior qualidade. Apostando nisso, Marlete Soares e o esposo, Rivaldo do Nascimento, resolveram levar uma mão do milho mais cara. “Acabei comprando a de R$ 30 porque achei mais bonita. Espero que o milho esteja bom para a canjica e para as pamonhas que vou fazer”, brincou.

A todo instante, caminhões chegavam e partiam do pátio com carregamentos do produto. Um deles pertence a João Pedro da Silva, que revende milho para comércios de bairro. “Eu espero vender cinco mil mãos de milho este ano. Acho que vai dar para apurar uns 40% de lucro”, calculou. De acordo com o presidente do Ceasa-PE, Romero Pontual, a expectativa de comercializar 15 milhões de espigas não deve se confirmar. “Acho que vamos chegar perto de 14 milhões. No ano passado, até o dia 23, tínhamos vendido 8% a mais do que este ano. Apesar de a oferta ser menor, a qualidade do milho este ano está melhor”, ressaltou Pontual, destacando que o Ceasa-PE fecha nesta sexta-feira, devido ao feriado, e reabre no sábado, das 3h às 16h, e volta a fechar no domingo.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/edicao-de-hoje/646274-boa-hora-para-comprar-milho