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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Hackers divulgam supostos dados de políticos na internet

23.06.2011
Do Globo.com
Por  G1, em Brasília

Informações seriam de Dilma, Kassab, Fernando Haddad e Eduardo Paes.
Algumas das informações divulgadas sobre os políticos são públicas.




O grupo de hackers LulzSec Brazil divulgou na internet nesta quinta-feira (23) arquivos com supostos dados da presidente Dilma Rousseff, do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do ministro da Educação, Fernando Haddad, e do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.
Também foram publicados arquivos com supostos dados do diretor-superintendente do Serpro, Gilberto Paganotto, e dois arquivos relacionados a supostos e-mails de funcionários da Petrobras e do Ministério do Esporte.
Algumas das informações divulgadas sobre os políticos são públicas e constam em prestações de contas de campanhas eleitorais, e foram enviadas ao LulzSec Brasil pelo Twitter por um usuário cadastrado na rede de microblogs na quarta-feira.
Ao G1, o pirata virtual afirmou que mora na Itália e disse que os dados vazados teriam sido divulgados com a ajuda de funcionários do próprio governo. Ele alega que o grupo LulzSec Brasil teria "pessoas infiltradas no governo", que facilitariam o acesso dos hackers aos computadores do governo por meio das chamadas redes privadas virtuais (VPN, na sigla em inglês).
O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) afirma que nenhum dado sigiloso foi acessado pelo grupo nos ataques de quarta.
Os arquivos divulgados pelo LulzSec Brasil mostram supostas informações de Dilma e Kassab como números do CPF e PIS, data de nascimento, telefones, escolaridade e e-mails (apenas de Kassab).
No caso de Dilma, a Petrobras aparece como empresa a que ela está relacionada, inclusive com um número de CNPJ.
Em seu perfil no Twitter, Kassab postou três mensagens nas quais lamentou a ação. "Lamentável a ação de hackers que invadem a privacidade e causam problemas às pessoas", escreveu pouco depois das 11h. A assessoria da prefeitura confirmou a veracidade de alguns dos dados divulgados.
O link com supostas informações de Haddad inclui CPF, telefones e endereço. Além disso, foram publicados uma data de nascimento, escolaridade, nome da mãe e signo. Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa do MEC afirmou que Haddad não iria comentar o assunto.
A assessoria de imprensa do Ministério do Esporte informou que, devido ao suposto vazamento de dados feito por hackers, o site do ministério seria retirado do ar na tarde desta quinta para que seja feita uma varredura. Segundo a assessoria, o procedimento é padrão para o trabalho de rastreamento. Já a assessoria da Petrobras afirmou que os problemas que tiraram a página da empresa do ar na quarta-feira foram causados por uma instabilidade na rede. Hackers afirmam ter atacado os servidores da companhia.
 Ataques na quartaO ataque hacker às páginas da Presidência da República, Portal Brasil e da Receita na madrugada de quarta foi o maior já sofrido pela rede de computadores do governo brasileiro. De acordo com o Serpro, o ataque – que não causou danos às informações disponíveis nas páginas – partiu de servidores localizados na Itália.
Para derrubar os sites, os hackers utilizaram sistemas que faziam múltiplas tentativas de acesso ao mesmo tempo, técnica batizada de “negação de serviço” e conhecida pelas iniciais em inglês DDoS (Distributed Denial of Service). O objetivo dessa ação é tornar o serviço indisponível.
A ação foi reivindicada pelo grupo LulzSecBrazil, que teria ligações com o LulzSec, responsável por ataques recentes a empresas de videogame como Sony e Nintendo, às redes de televisão americanas Fox e PBS e a órgãos governamentais americanos como a CIA (agência de inteligência americana) e o FBI (polícia federal), além do serviço público de saúde britânico, o NHS
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Fonte:http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/06/hackers-divulgam-supostos-dados-de-politicos-na-internet.html

CRÍTICA DE ARIANO SUASSUNA SOBRE O FORRÓ ATUAL

23.06.2011
De um amigo, por email
Por Ariano Suassuna


'Tem rapariga aí? Se tem, levante a mão!'. A maioria, as moças, levanta a mão. Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são 'gaia', 'cabaré', e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.


Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.


Porém o culpado desta 'desculhambação' não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo est tico. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.


Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem 'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é 'É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!', alguma coisa está muito doente. Sem esqu ecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.
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Cuidado: cibercriminosos trocam e-mail por carta para roubar dados

23.06.2011
Do  DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Blog "Tecnologia para Todos"
Por Raquel Lima



A morte de Michael Jackson, a queda do avião da Air France, as enchentes no Rio, o casamento entre Kate & William. É comum que larápios virtuais usem a curiosidade em torno de datas e fatos marcantes como chamariz para roubar dados e senhas por meio de malwares. Também é comum se aproveitarem de promoções, prometerem carros ou se passarem por bancos x ou y para obter dados dos mais desavizados. Mas todos estes golpes sempre foram aplicados por e-mail. Não necessariamente. Em São Paulo, cibercriminosos estão enviando cartas, isso mesmo, correspondência em papel, para atraírem suas vítimas a endereços curtos de páginas web. Usando o nome da Receita Federal, aproveitando o fim da temporada de declaração do Imposto de Renda para pedir que usuários entre em página específica e atualize dados. Cuidado, trata-se de uma nova modalidade de crime 2.0, com convergência. O importante é não acessar os endereços sugeridos, buscar informações nos sites oficiais de organizações e bancos e nunca inserir dados pessoais em páginas desconhecidas.
Quando o cybercrime encontra a convergência...
Quando o cybercrime encontra a convergência...
Paulistanos enganados fizeram denúncia ao blog
Paulistanos enganados fizeram denúncia ao blog

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Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/tecnologia/?p=2145

Frente Socialista de Porto Rico denuncia persegição do FBI: Porto Rico, uma colônia dos EUA; gringos queriam o mesmo para Cuba

23.06.2011
Do blog de Rodrigo Vianna, "Escrevinhador",22.06.11
Por Camila Maciel, da Adital


Em discussão há 30 anos, Nações Unidas não avança no processo de descolonização



O Comitê de Descolonização das Nações Unidas (ONU) retomou, nessa segunda-feira (20), o debate sobre a situação de Porto Rico. O Comitê debate anualmente a questão, há pelo menos três décadas, sem que se resolva o pleito dos que querem o fim da centenária relação de dependência dessa ilha com os Estados Unidos (EUA). Diante desse quadro, a Frente Socialista de Porto Rico denuncia a inação do Comitê e o acusa de cumplicidade com os EUA.



A Frente pede que a questão seja discutida no âmbito do Pleno da Assembleia Geral das Nações Unidas. “Seguir postergando essa discussão e intervenção internacional é converter-se em cúmplice de um sistema que continua em seu plano de aniquilar uma nacionalidade com o intuito de manter um enclave econômico-militar no Caribe”, afirma o Comunicado de Imprensa da Frente Socialista.

Este ano, o debate no Comitê está sendo realizado aproximadamente uma semana depois da visita de Barack Obama, presidente dos EUA, a Porto Rico. Durante a visita, o tema veio à tona pelos protestos de movimentos sociais. Eles reivindicaram independência e liberdade para presos políticos que lutam pela descolonização da ilha.

A visita foi a primeira de Obama, após 50 anos da ida de John F. Kennedy. Barack Obama, que estaria fazendo campanha para sua reeleição em 2012, prometeu realizar plebiscito sobre o tema. Os movimentos rechaçam e duvidam de tal postura, já que sequer podem manifestar livremente suas opiniões atualmente, diante da repressão aos independentistas. Oscar López Rivera, por exemplo, é o preso político mais antigo do hemisfério, detido há quase três décadas.

Nesse sentido, o comunicado da Frente Socialista de Porto Rico denunciou também “a criação de um grupo especial do FBI [Departamento Federal de Investigações] para perseguir e deter os lutadores políticos, classificando-os em uma nova categoria de terroristas domésticos, a qual permite às agências repressivas federais dos Estados Unidos violarem nossos direitos e utilizar todos os recursos para perseguir os independentistas”.

O Comitê discute um projeto de resolução, apresentado por Bolívia, Equador, Nicarágua e Venezuela. O projeto enfatiza a urgência de que o governo estadunidense assuma sua responsabilidade de propiciar um processo que permita aos porto-riquenhos exercer seu direito inalienável à autodeterminação. Tal ação de solidariedade desses países é recebida com apreço pelos membros da Frente.

“O projeto de resolução afirma que Porto Rico é e seguirá sendo, por sua cultura, história e tradições e, especialmente, pela inquebrantável vontade de seu povo, uma nação latino-americana e caribenha, com uma identidade nacional própria, que os porto-riquenhos souberam manter mesmo com o processo colonizador ao qual estão submetidos”, afirmou o diplomata cubano, Pedro Núñez Mosquera, com representação no Comitê.

Breve histórico

Porto Rico esteve sob colonização espanhola por cerca de 400 anos. Em 1898, o exército estadunidense invadiu a ilha durante a chamada Guerra Hispano-cubano-americana e o território passou a ser colônia norte-americana. Desde então, os porto-riquenhos têm nacionalidade norte-americana. Desde 1952, Porto Rico está sob o status de Estado Livre Associado. Até hoje, parte de sua população a luta pela total desvinculação com os Estados Unidos, mesmo sofrendo intimidações e repressões.

Leia outros textos de Outras Palavras

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Fonte:http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/porto-rico-uma-colonia-dos-eua-gringos-queriam-o-mesmo-para-cuba.html#more-8752

Temer: crise está superada. Serra: crise só no mundo virtual

23.06.2011
Do BLOG DE POLÍTICA
Por Josué Nogueira

pt e pmdbE o espírito da paz baixou nessa segunda-feira. Pelo menos nas declarações, governistas e oposicionistas afirmam que os conflitos internos ficaram no passado.
O vice-presidente da República Michel falou a ministros que participaram de uma reunião sobre conflitos fundiários que os atritos com o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, estão “superados”, segundo informou uma fonte do governo. As informações são do G1.
Durante os debates do Código Florestal na Câmara, o PMDB votou contra a orientação do governo. No dia da votação, na última terça (24), Palocci conversou com Temer em nome da presidente Dilma Rousseff e teria ameçado de demissão os ministros peemedebistas.
Segundo a fonte do governo ouvida pelo G1, no mesmo dia Palocci pediu desculpas ao vice-presidente pelo tom da conversa.
tucanoPor sua vez, o ex-governador de São Paulo José Serra, que vem medindo força com o senador Aécio Neves dentro do PSDB, acaba de pregar o entendimento na internet.
Referindo-se às consequências da convenção realizada pelo partido no sábado, quando ficou evidente, o distanciamento entre ele e Aécio, Serra acaba de escrever no Twitter:
“O esmagamento de grupos do PSDB por outros grupos do PSDB só existe no mundo virtual. Se não fosse virtual, seria vitória de Pirro”.
“Tenho insistido muito nisso: é um erro grave trazer as eventuais disputas de 2014 para 2011. Para a oposição, é o popular “tiro no pé”".
“Não podemos deixar a mentira e a intriga prosperarem, nos dividirem. Quem faz isso trabalha pelos adversários”.
“Temos de corresponder às expectativas de tanta gente que confiou em nós”. “Fiscalizar, cobrar coerência, criticar os erros, apresentar nossas propostas, mobilizar”.

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Fonte:http://blogs.diariodepernambuco.com.br/politica/?p=13007

Jantar com Dilma,em Caruaru: Foi para poucos

23.06.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Aline Moura

Jantar na casa de Wolney Queiroz e festa no camarote foram restritos e afastaram aliados

Dilma Rousseff permaneceu pouco mais de três horas no estado e retornou a Brasília, onde passa o feriado. Imagem: TERESA MAIA/DP/D.A PRESS




A antecipação da viagem da presidente Dilma Rousseff (PT) a Caruaru não alterou muito a programação dos aliados em Pernambuco. A visita informal da petista mostrou o perfil discreto da presidente, embora ela tenha sido a primeira chefe executiva do país a prestigiar o São João de Pernambuco. Foi uma recepção para poucos. Tanto o jantar na casa do deputado federal Wolney Queiroz (PDT), o anfitrião da noite, como no camarote reservado no Pátio do Forró, houve poucos convidados. A petista passou três horas e meia no estado.

O jantar na casa de Wolney Queiroz durou cerca de uma hora, ao som da banda Forró Quentão. Poucos deputados federais estiveram presentes, a exemplo de João Paulo (PT), Eduardo da Fonte (PP) e Carlos Eduardo Cadoca (PSC). No local, também estiveram presentes o governador Eduardo Campos (PSB) e os mesmos ministros que a acompanharam no Alto do Moura, Paulo Bernardo e Fernando Bezerra Coelho.

Dilma circulou na mesa dos convidados e falou pouco de política. João Paulo perguntou se ela ainda estava meditando – técnica que passou para a petista na época que era ministra da Casa Civil, mas ela disse que tinha parado. Está tentando aliviar o estresse, de acordo com João Paulo, com outro tipo de atividade.

Como está de dieta, Dilma não provou as comidas de milho durante o jantar, nem conversou sobre temas polêmicos. Ela preferiu saborear aratu com feijão-verde, se balançou um pouco ao som do forró, mas não chegou a dançar o ritmo nordestino.

Reclamações

No Pátio do Forró, o camarote foi restrito e algumas pessoas reclamaram de terem sido barradas. Em quase todo tempo que passou lá, a presidente conversou com o governador Eduardo Campos. A petista ainda acenou para populares que ficaram em frente ao local, foi saudada por um show pirotécnico e sorriu para fotos. Ela voltou a Brasília por volta de 23h35. A presidente procurou dar uma roupagem mais popular à sua imagem, fez coraçõezinhos para a plateia que a observava, mas sem forçar a barra e perder o jeito Dilma de ser.

Leia Mais
Agenda fechada afasta "baixo clero"

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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/06/23/politica3_0.asp

Mesmo em rota de colisão, Armando nega desgaste

23.06.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Júlia Schiaffarino
Política

Depois de bater de frente com orientação do Palácio do Campo das Princesas, senador decide voltar atrás


Petebista nega racha na base aliada após divergências. Imagem: RICARDO FERNANDES/DP/D.A PRESS
O PTB sinalizou que ia comprar briga com o governo. Recuou. Ontem, o presidente estadual do partido, senador Armando Monteiro Neto, divulgou nota em que “repele insinuações divisórias e desagregadoras” e “reafirma os seus compromissos programáticos com a ampla aliança de forças políticas liderada pelo governador Eduardo Campos”. No texto declara, ainda, “jamais sobrepor” aos interesses da Frente Popular “motivações estritamente partidárias ou projetos personalistas”.

Esta foi a primeira declaração do senador após a carta enviada aos deputados estaduais minutos antes da votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da reeleição para Mesa Diretora da Assembleia, na segunda-feira. Apesar de a matéria ter conseguido a simpatia do PSB e do Palácio, o recado do PTB ameaçava de expulsão os parlamentares que votassem em favor do texto. O episódio alardeou a base que ficou temerosa quanto a um possível racha entre as duas legendas.

Para o líder da bancada petebista na Assembleia, o deputado Isaías Régis, a nota de Armando Monteiro serve para “calar a boca de pessoas que ficam plantando brigas entre o governador (Eduardo Campos) e Armando (Monteiro)”. Na nota, o dirigente disse que manterá “seus compromissos programáticos com a ampla aliança de forças políticas lideradas pelo governador Eduardo Campos”.

Ausências
O senador Armando Monteiro Neto não acompanhou a visita da presidente Dilma Rousseff (PT), ontem, em Caruaru. Alegou estar se recuperando de duas cirurgias bucais, uma feita no sábado e outra na segunda-feira.

Deputados estaduais petebistas também não viajam para prestigiar a petista. Preferiram participar de festas juninas em suas bases eleitorais. O deputado Izaías Régis, por exemplo, foi para Paranatama e Capoeiras, Agreste de Pernambuco; o vice-líder do PTB na Assembleia, deputado Júlio Cavalcanti seguiu para Arcoverde, no Sertão, e o secretário estadual do partido, deputado José Humberto Cavalcanti, viaja hoje para Limoeiro, Agreste do estado.

Saiba mais

Cronologia das notas

segunda-feira 20.06

Antes da votação da PEC
“Toda bancada deverá se orientar contrariamente à aprovação do texto da referida proposição, assim como de qualquer dos seus substitutivos ou emendas legislativas, sob pena de aplicação da punição disciplinar (expulsão)”

terça-feira 21.06

Depois da votação da PEC
“O PTB se sente confortável por ter defendido coerentemente uma posição de princípios, que, ao final, contou com a solidariedade majoritária de sua bancada na Assembleia Legislativa de Pernambuco.”

quarta-feira, 22.06

“O PTB, ciente das suas responsabilidades públicas, continuará buscando a harmonização dos interesses da nossa frente política, sem jamais sobrepor a eles motivações estritamente partidárias ou projetos personalistas.”



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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/06/23/politica5_0.asp

Passageiros de malas prontas para a festa

23.06.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Vida Urbana


Muita gente já embarcou ontem mesmo para o interior. Imagem: CECILIA DE SA PEREIRA/DP/D.A PRESS
O movimento no Terminal Integrado de Passageiros (TIP), no Curado, deve ser grande hoje. Desde ontem, o que se via eram filas de pessoas querendo embarcar para aproveitar os festejos juninos. Os destinos mais procurados são Caruaru, Gravatá, Arcoverde, Petrolina e Campina Grande (PB). A expectativa é de que aproximadamente 30 mil pessoas embarquem no terminal até o dia 26 de junho. Para atender à demanda, foram colocados 254 horários extras de viagens. Ônibus para Caruaru e Gravatá saem a cada 15 minutos. As passagens custam R$ 20 e R$ 9,50, respectivamente.

A universitária Bárbara Alves, 21, e a amiga Larissa Mendonça, 21, já estão programadas. Partem hoje para Caruaru. Segundo elas, motivos não faltaram na hora de escolher o destino. “É um dos polos mais animados do estado, além de muito organizado. Não vou pelo show, mas tenho muitos amigos que vão”, comentou Bárbara. O gerente do TIP, Newton Neres Fialho, garante que o atendimento ao usuário será feito da melhor forma possível.

Normalmente, são realizadas cerca de 300 viagens por dia no terminal, para o feriadão junino, a expectativa é a de que o número de idas e vindas dobre. Para suprir a demanda, foram colocados 228 novos horários para as viagens intermunicipais e 26 para as interestaduais. “Todos os nossos funcionários estão trabalhando para assegurar a festa de São João de quem pretende viajar. Espero que as pessoas aproveitem”, concluiu Fialho.

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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/06/23/vidaurbana3_0.asp

Operações nas estradas para garantir segurança de quem vai viajar no feriadão

23.06.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO, 22.06.11
Por Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
Desde a zero hora de hoje a Policia Rodoviária Federal põe em prática a Operação São João. O foco será na BR101, para quem deve deixar o estado para o litoral de outros estados e na BR-232, especialmente no trecho entre Recife e Caruaru. Imagem: Edilson Segundo/DP/D.A Press/Arquivo
























Desde a zero hora desta quarta-feira (22) a Policia Rodoviária Federal (PRF) põe em prática a Operação São João, que segue até o próximo domingo (26). O foco será na BR101, para quem deve deixar o estado para o litoral de outros estados e na BR-232, especialmente no trecho entre Recife e Caruaru. Além disso, também será monitorada a BR-104, no perímetro de Caruaru e a BR-408, via que dá acesso a Carpina, de quem segue do Recife.

Um total de 370 policiais, 70 viaturas e dois helicópteros serão disponibilizados para a ação, cuja abertura oficial tem início amanhã (22), na Posto de monitoramento de Moreno, no KM 27, da BR-232. A malha viária de todo o estado, um total de 2,3 mil km, serão monitorados com o auxílio de radares de velocidade e 59 etilômetros, que devem fiscalizar os casos de alcoolemia.

Para garantir fluidez e segurança no trânsito no São João, um esquema especial em todos os âmbitos de fiscalização do trânsito já está em funcionamento. O foco é para quem segue para aproveitar a festa no interior. Em Caruaru, principal endereço do forró, as blitze que verificam alcoolemia foram substituídas por agentes de trânsito municipais que farão abordagens sem caráter punitivo e já no clima da festa. Dois mil bafômetros serão disponibilizados. Depois de passar pelo teste, o forrozeiro recebe uma pulseira, nas cores verde ou vermelha, indicando se a pessoa poderá dirigir.

“A ação policial será realizada apenas em casos extremos de alcoolemia e quando o condutor apresentar outros problemas com documentações do carro, por exemplo”, explicou o secretário de trânsito e transporte da cidade, Sergio Cardoso. Nos corredores que dão acesso ao interior e ao litoral pernambucano, as lombadas eletrônicas serão desligadas hoje e 30 educadores farão alertas aos motoristas sobre o uso do cinto de segurança, os riscos de dirigir após beber e o transporte de crianças.

A ideia é dar vazão ao fluxo de veículos na BR-232 e nas PE-60, 27 e 35, cujo volume deve passar dos usuais 40 mil carros, para 120 mil, até o fim da festa, no domingo da próxima semana (26). Para isso, placas de estrada de 15m² estão sendo dispostas ao longo das vias, com o mote “O melhor do São João é ir e voltar seguro para casa”. Todas as lombadas eletrônicas serão desligadas a partir das 22 horas de hoje, com exceção do sensor localizado no retorno de Caruaru, na Serra das Russas, local propício a acidentes e que, por isso, permanecerá monitorado.
Dicas para dirigir de forma segura no feriadão:

· Evite congestionamentos - Viaje em horários de menor movimento (até às 7h ou a partir das 20h).


· Use cinto de segurança, inclusive no banco de trás;


· Sob chuva, diminua a velocidade e aumente a distância de segurança do veículo da frente;


· Acenda os faróis baixos, mesmo durante o dia, e aumente a atenção;


· Não tome bebida alcoólica antes de dirigir e faça parada a cada 2h para descanso;


· Faça manutenção prévia do veículo e observe a documentação;


· Criança com menos de 10 anos deve ser transportada no banco traseiro. Deve-se observar o uso de assento adequado para a sua idade, o seu peso e a sua altura
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Fonte:http://www.pernambuco.com/diversao/eventos/sao_joao/2011/nota.asp?materia=20110622072759

Diário Político, por Marisa Gibson

23.06.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Marisa Gibson
Diário Político

Panos mornos

O governador Eduardo Campos (PSB) conhece bem o seu roçado e as fragilidades dos que dependem de sua bênção eleitoral. Após ter protagonizado o primeiro enfrentamento com o governador dentro da base aliada e de ter sua autoridade contestada dentro do próprio partido, por conta da PEC da reeleição da Mesa Diretora da Assembleia, o senador Armando Monteiro Neto (PTB) toma a iniciativa e coloca panos mornos na questão. Em nota, ele reafirma os compromissos programáticos com a aliança liderada pelo governador, salienta que divergências ocasionais são naturais, e que continuará buscando a harmonização dos interesses da frente, sem sobrepor a eles motivações partidárias ou projetos personalistas. Agora, o que interessa mesmo é o último tópico da nota em que Armando “repele insinuações divisionistas e desagregadoras”, e renova sua crença de que “continuarão a construir, juntos, o novo Pernambuco”. O senador é colocado como o principal candidato ao governo do estado e o ideal para ele é contar com o apoio de Eduardo. Fora disso, suas chances diminuem, mas ele é visto como o único governista que poderia ganhar o apoio dos partidos da oposição, como o PMDB, PPS, DEM e PMN em 2014, caso disputasse a eleição fora da Frente Popular. Esta especulação, que corre solta entre governistas e oposicionistas, incomoda e assusta o senador petebista. No episódio da PEC, o governo aprovaria a matéria com ou sem os votos dos petebistas, mas três dos nove deputados deixaram de seguir a orientação de Armando contrário à emenda, para atender aos interesses do governador. E ontem circulavam rumores de que alguns prefeitos petebistas já estariam propensos a saltar do barco com receio de represálias por parte do Palácio das Princesas. Como disse um deputado petebista “política é a arte de engolir seco”, o que, em outras palavras, quer dizer engolir sapos.

Desdém na Assembleia

De deputados governistas: “Dos cinco deputados que seguiram a orientação de Armando votando contra a PEC da reeleição, dois, José Humberto e Augusto César, só estão com mandatos graças a Eduardo e a João da Costa, que convocaram deputados para suas equipes, abrindo vagas para os petebistas”.

Resposta do povo

Num almoço, no Senac, cinco deputados foram interpelados por um professor da UPE, que protestou contra o voto a favor da PEC da reeleição dado por quatro desses parlamentares, e parabenizou Antônio Moraes, que estava no grupo, pela postura ética em relação à matéria e que manteve seu voto contrário até o final.

Esforço e prestígio

Houve gente graúda que pensou duas vezes e preferiu não ir a Caruaru para ver, de perto, Dilma Rousseff. Motivo: a certeza de que dificilmente chegaria perto da presidente devido ao grande número de pessoas que costumam tumultuar visitas presidenciais.

Jarbas e a PCR

Jarbas Vasconcelos deu uma entrevista a uma emissora de rádio ontem pela manhã. Falou da BR-232, das festas juninas e foi perguntado se disputaria a Prefeitura do Recife. Para quem esperava um “não”, foi surpreendente a resposta do senador: “uma coisa muito difícil de acontecer”. Em política isso está mais para “sim” ou no mínimo um “talvez”.

Alinhamento

Presidente da Frente Parlamentar do Comércio Varejista na Assembleia, Tony Gel (DEM) se reuniu com representantes da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e da Federação do Comércio de Pernambuco (Fecomércio) para discutir como podem atuar alinhados nos projetos para o setor.

Ausência

O deputado federal e presidente estadual do PT, Pedro Eugênio, suspende suas atividades políticas até o início de julho. Estará na Inglaterra acompanhando tratamento de saúde de uma pessoa da família.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/06/23/politica1_0.asp

Presidenta se fortalece com lei da mídia

23.06.2011
Do BLOG DA CIDADANIA
Por Eduardo Guimarães

Infelizmente, a notícia não é sobre a presidenta brasileira, mas sobre a argentina. Cristina Fernández de Kirchner disparou nas pesquisas eleitorais para presidente da República Argentina. A eleição será em 23 de outubro próximo.
Segundo as sondagens, Cristina tem entre 45% e 55% das intenções de voto contra médias de 15% do deputado oposicionista Ricardo Alfonsín, filho do ex-presidente Raul Alfonsín, e de 7% do ex-presidente Eduardo Duhalde.
Quem acreditou nos noticiários brasileiro e argentino emitidos até o ano passado, certamente não entendeu esses números. O que vinha sendo dito por aqui era que Cristina estava desmoralizada politicamente por divergir da Santa Mídia.
A organização patronal brasileira ANJ recentemente premiou o grupo argentino Clárin em cerimônia pomposa em território nacional. Um ato político em que o monopólio argentino nas comunicações foi tratado como grande líder na luta que a direita latino-americana diz travar pela “liberdade de imprensa”.
Após a crise entre Cristina e o agronegócio em 2008, o grupo Clarín – que, com a nova “ley de médios”, se vê ameaçado de perder um controle sobre as comunicações que pode chegar a 70% do mercado – criou um clima político amplamente desfavorável para o governismo.
A máquina de comunicação da família De Noble passou a agir em relação a Cristina de forma ainda mais virulenta do que aquela com que a Globo agiu em relação a Lula durante os oito anos do seu mandato.
Este blogueiro mesmo, durante a viagem a Buenos Aires no fim do ano passado ficou impressionado com o clima político na Argentina e com o descontrole da inflação. Aquele país, porém, antecipava o que ocorreria aqui.
Montado em um crescimento econômico da ordem de 9% ao ano, em média, o país vizinho sofreu uma explosão de consumo tão ou mais intensa do que a que se vê no Brasil, o que levou a uma escalada de preços que, agora, com medidas econômicas análogas às brasileiras começa a refluir.
Todavia, não se pode desprezar o papel da “ley de médios” no fortalecimento político de Cristina. A desconcentração do monopólio do Grupo Clarín é um dos fatores que contribuíram para a popularidade da presidenta argentina.
O governo da Argentina já abriu licitação para 12 emissoras de televisão em Buenos Aires e várias outras no interior. A administração federal utiliza a polêmica Lei de Mídia, aprovada no final de 2009, que tem princípios básicos no que diz respeito à produção e veiculação audiovisual.
Com o fim de impedir a formação de monopólios e oligopólios, a lei põe limites à concentração de canais de rádio e televisão, estabelecendo tetos para a quantidade de licenças e por tipo de meio de comunicação.
Um mesmo concessionário só pode ter uma licença de comunicação audiovisual por satélite, até 10 sinais de televisão aberta ou por cabo e até 24 licenças de radiodifusão por assinatura. E a nenhum operador se permitirá que tenha mais do que 35% de audiência.
Quem tiver uma tevê aberta numa cidade, não poderá ter ali também uma tevê a cabo. Além disso, as companhias de telefonia estão proibidas de oferecer serviços de tevê a cabo ou aberta.
Outro ponto importante da lei determina que os proprietários de meios de comunicação terão que ser oriundos do setor e não poderão ter sido integrantes de governos dos níveis federal, estadual e municipal ou mesmo do poder legislativo.
Finalmente, o capital estrangeiro não pode ter mais de 30% das ações de nenhum meio de comunicação argentino e as licenças dos concessionários de tevês e rádios expiram dez anos após a concessão, e o processo de renovação da licença se tornou mais exigente.
Há muito mais. A lei argentina para o setor de comunicação foi amplamente fundamentada na legislação internacional e conta com amplo apoio até das Nações Unidas, via Unesco. E a prova de que está obedecendo ao Estado de Direito está nos questionamentos que o grupo Clarín está fazendo na Justiça.
Aliás, vale dizer que o grupo de comunicação da família De Noble vem obtendo vitórias em instâncias inferiores da Justiça, usando seu poder de pressão sobre essas instâncias similar ao que a direita midiática detém no Judiciário paulista, por exemplo. Todavia, nas instâncias superiores isso será revertido…
As direitas midiáticas brasileira e argentina andam dizendo que Cristina, de repente, tornou-se popular em seu país exclusivamente por conta da morte de seu marido. Foi de repente porque, até há pouco, diziam que ela era odiada por seu povo.
O fato é que a lei de mídia ajudou muito Cristina a enfrentar o bombardeio midiático. Mas a presidenta argentina também se ajudou. Jamais se calou diante dos escândalos pré-fabricados. Mas foi a lei do setor de comunicações que mais agradou aos argentinos.
Cristina está licitando uma dúzia de canais de televisão e, agora, o povo não tem mais que comprar assinaturas de tevê a cabo para assistir ao próprio campeonato de futebol, comprado pelo governo e difundido de graça na rede pública de televisão.
O apoio à lei da mídia, na Argentina, chega a 80% da população. A lei foi implementada através de ampla campanha publicitária no rádio e na tevê que explicou didaticamente os malefícios de a propriedade de meios de comunicação ser concentrada nas mãos de uma única família.
Se Cristina tivesse se acovardado, sobretudo depois da morte do marido, a Argentina não estaria dando a volta por cima na economia e a própria presidenta não teria se fortalecido tanto politicamente. Para lograr tudo isso, porém, foi preciso muita coragem.
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O vídeo abaixo pode dar uma idéia ao leitor do amplo debate que a Argentina travou durante o processo que desembocou na aprovação da lei de regulação das comunicações no país. Apesar de estar em espanhol, vale a pena assistir. Qualquer semelhança com o debate brasileiro não é mera coincidência.

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Fonte:http://www.blogcidadania.com.br/2011/06/presidenta-se-fortalece-com-lei-da-midia/

POR QUE A BANDA LARGA (AINDA) NÃO É DE TODOS

23.06.2011
Do blog FAZENDO MEDIA, 21.06.11
Por Pedro Caribé*

Um “tuitaço” marcará, nesta terça-feira (21/6), mais uma etapa da mobilização da sociedade brasileira pela garantia de banda larga de internet para todos (veja como participar). A rede de organizações sociais que promove a iniciativa considera que o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) proposto pelo governo federal em maio de 2010 é insuficiente e caminha a passos muito lentos — em especial após uma série de decisões políticas recentes. Para reativá-lo, e transformá-lo em política pública democratizante de fato, há uma campanha em marcha.
Ela envolve um esforço de compreensão da conjuntura política e formulação de alternativas — relativas, entre outros aspectos, a garantia de universalização do acesso, preço e qualidade dos serviços. Reconhecido pelo conhecimento profundo em telecomunicações, e por amplo trânsito entre movimentos sociais, governos e empresas, o professor do programa de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Marcos Dantas, avalia o desempenho do governo até o momento e os novos rumos sinalizados pela nova gestão do ministério das Comunicações.
As últimas intervenções do governo no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) têm frustado a sociedade?
Estou sentindo nas pessoas que a expectativa otimista, inicial, caiu bastante. Existe o sentimento que o governo teria recuado nos seus propostos originais. Particularmente, sempre fui crítico de como o PNBL foi formulado. Tenho impressão que agora estamos caindo na realidade sobre o plano.
O pessoal ficou muito entusiasmado, o que se justifica. O fato do governo ter uma política para ampliar o acesso da banda larga merece aplausos de todos. E acabou por permitir uma articulação social e política favorável. Mas o plano tem problemas sérios, antes, ainda no governo Lula, e continua tendo.
Quais são os principais problemas?
O principal problema é a não definição do plano em regime público. Isso é uma questão estrutural. Minha expectativa é que do jeito que está formulado teremos dois tipos de atendimento a banda larga. Os que podem pagar vão ter acesso as melhores condições. E quem só pode pagar R$ 35,00 vai acessar um sistema de má qualidade. O que é muito típico de nossa sociedade. É a mesma situação que temos na educação. Os pais que podem pagar escola, acreditando que dará melhor formação aos filhos, pagam! Só vai para a pública quem não tem condições e sabemos que a escola pública no Brasil é de péssima qualidade.
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, acena para ampliar a concorrência no mercado, como forma de acelerar o Plano, quais as consequências desta iniciativa?
As iniciativas do Paulo Bernado vão resultar num aprofundamento do modelo herdado por FHC. Qual foi o modelo? Tem um serviço em regime público (a telefonia fixa) que vai acabar. Uma porção de tecnologias está nascendo, algumas bem visíveis, como o celular e internet, outras coisas vão surgir, como o wi-fi. Tudo que surgir daqui pra frente será resolvido pelo mercado por ser regime privado. E o regime público acaba por morte.
Poderíamos esperar que os governos Lula e Dilma restaurassem o princípio do regime público. Mesmo que continuasse o regime privado em muitas áreas, as que fossem consideradas essenciais para sociedade ou estratégicas para o país, serem de regime público. O celular é um exemplo: hoje ele não é mais apenas de elite. Mas a maioria das pessoas usa pela metade. Como os celulares pré-pagos têm tarifas proporcionalmente mais caras que os pós-pago, acaba fazendo com que o rico pague menos que o pobre. Numa situação dessa é preciso uma política que aponte regime público, tarifário, universalize e acabe a necessidade ter três ou quatro telefones para receber ligação.
A Telebrás não está citada no documento “Brasil Conectado” – publicação do Governo com o diagnóstico e estratégias do PNBL. Porém ocupa espaço relevante na agenda política em relação aos rumos do Plano. Como você enxerga o papel da Telebrás?
A Telebrás, por ser ferramenta que criaria essa dicotomia (usuários que podem pagar acesso de qualidade x usuários com internet de má qualidade por falta de renda) já é passível de questionamento. Qual o principio dela? Fomentar a concorrência. Primeiro, não se faz política de universalização através de concorrência. O governo nunca quis fazer política de universalização: ele propõe massificação, ampliação do acesso. Ao permitir essa massificação, a Telebrás teria um papel de dar acesso a quem só pode pagar R$ 35,00.
Quais os impactos da saída do Rogério Santana da Telebrás?
Isso é disputa de poder. Não é essencial. É muito mais aquela coisa: “dois bicudos não se beijam”. O mais importante nessa história é manutenção da concepção de que é preciso aumentar a concorrência para gerar massificação e a repulsa do governo em discutir o regime público para a banda larga.
A decisão da Anatel de considerar o backhaul um bem reversível é demonstração de que a Agência tem avançado para ações mais progressistas?
Lamento, acho que não. Todas as críticas que a sociedade faz às concessionárias são justas, mas elas deviam ser endereçadas a Anatel. A concessionária é uma empresa privada que detém concessão do Estado para executar determinadas tarefas. O conceito é de uma empresa que está fazendo algo por delegação do Estado. Cabe ao Estado, que tem o poder de delegar, acompanhar pra saber se os concessionários estão cumprindo as tarefas.
Havia hipertrofia no papel da Anatel, ao formular e executar a política, isso tem sido atenuado pelo Ministério das Comunicações (Minicom)?
O Minicom está querendo assumir o protagonismo na formulação. Para isso, ele precisa ter capacidade de pensar, coisa que rigorosamente não tem. Porque foi esvaziado no governo Fernando Henrique Cardoso e não foi reconstruído no governo Lula. Então a Anatel acaba cumprindo esse papel. A Agência, tem hoje, mal ou bem, uma equipe técnica que lhe permite pensar em algumas coisas.
Atualmente não dá pra afirmar que o Minicom irá se reconstruir e assumir o papel formulador, parece que tem essa intenção, mas não dá para afirmar. Daqui um ou dois meses, será possível um diagnóstico melhor.
Esse problema não está ligado apenas ao esvaziamento do Minicom, o problema também está na lei (Lei Geral de Telecomunicações) criada no governo Fernando Henrique. Ela dá ao Executivo poder de fazer decretos sob algumas minimas questões, como criar uma modalidade de serviço público. Na verdade, nas condições que a lei está, o poder executivo só pode baixar o decreto se receber da Anatel um estudo necessário. O que deixa o Minicom refém da iniciativa da Agência, quando deveria depender apenas dele. Deveria ter a máquina trabalhando para formular política. Infelizmente no governo Lula não se avançou nisso. Vamos ver o que a Dilma pretende fazer de fato.
O PNBL tem realmente revitalizado o parque tecnológico brasileiro na indústria das tecnologias da informação e comunicação?
Isso foi o grande positivo deste projeto: utilizar o poder de compra do Estado brasileiro para desenvolver a industria nacional. Nas primeiras licitações da Telebrás, tentou-se aplicar esse princípio: isso é fato. Tentou-se organizar os remanescente dos antigos membros da área, para que pudessem entrar na disputa. Até onde eu saiba, existe um esforço nesse sentido. Se esse esforço vai pra frente, é uma questão a se avaliar mais pra frente. Mas tenho expectativa que isso avance.
(*) Pedro Caribé é do Observatório do Direito à Comunicação. Entrevista reproduzida do Outras Palavras, do Le Monde Diplomatique Bras

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Fonte:http://www.fazendomedia.com/por-que-a-banda-larga-ainda-nao-e-de-todos/