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sábado, 18 de junho de 2011

UM PAÍS DE RICOS E MISERÁVEIS

18.06.2011
Do blog FAZENDO MEDIA
Por Raquel Júnia /EPSJV-Fiocruz, 15.06.2011

O lançamento do programa Brasil sem miséria, na semana passada, pela presidente Dilma Roussef, propõe um exercício de imaginação. “Já pensou quando acabarmos de vez com a miséria?”, dizem as peças publicitárias sobre a nova estratégia governamental. As propagandas associam ainda o crescimento do país ao fim da pobreza extrema, meta que o governo pretende cumprir. São consideradas como miseráveis absolutas as pessoas que vivem com até R$ 70 reais mensais. Pelos dados divulgados pelo governo no lançamento do programa, há 16,2 milhões de pessoas nessa situação e outras 28 milhões em situação de pobreza. Pelos dados do Programa para as Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), de 2010, o Brasil está entre os sete países mais desiguais do mundo, apesar de estar também entre os sete gigantes da economia mundial. Os dados mostram que as contradições e os desafios são muitos. É possível que o exercício de imaginação proposto pelo governo federal se torne realidade?

De acordo com o decreto que institui o Brasil sem miséria, o programa tem três objetivos, todos destinados à população extremamente pobre: elevar a renda per capita; ampliar o acesso aos serviços públicos; e propiciar o acesso a oportunidades de ocupação e renda, por meio de ações de inclusão produtiva. Constituem ações do programa a expansão de políticas já existentes como ‘Bolsa-família’, ‘Luz para todos’, ‘Rede Cegonha’ e ‘Brasil Alfabetizado’, entre vários outras. A inovação, segundo o governo, está ,sobretudo, no fato de que pessoas que até então não são contempladas por nenhuma dessas políticas por fazerem parte de “uma pobreza tão pobre que dificilmente é alcançada pela ação do Estado” passarão a ser, já que será feita uma busca ativa para encontrá-las. Estão previstas também ações diferenciadas para a cidade e para o campo, onde a previsão é garantir assistência técnica. “Assim, todo o país vai sair lucrando, pois cada pessoa que sai da miséria é um novo produtor, um novo consumidor e, antes de tudo, um novo brasileiro disposto a construir um novo Brasil, mais justo e mais humano”, diz a apresentação do programa.

Para o economista Marcio Pochmann, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o programa é uma inovação na política social brasileira por estabelecer uma linha de pobreza para a qual foram definidas metas de atuação da política pública. Pochmann destaca que desde a redemocratização até a atualidade, os governos sempre tiveram metas para a área econômica, como metas de inflação e de superávit fiscal, mas metas para a área social como um todo ainda não haviam sido estabelecidas. “Evidentemente que cada uma das áreas em separado tem as suas próprias metas, como metas de vacinação ou de universalização da escola, mas não havia uma meta social que desse conta de uma síntese do ponto de vista da ação governamental. Essa forma de atuação da área social não permitiu, por exemplo, que nós tivéssemos uma coordenação na área social. Então, é uma inovação o estabelecimento de uma linha de pobreza e, ao mesmo tempo, o compromisso do governo de tirar as pessoas dessa condição de extremamente pobres”, avalia.

O pesquisador ressalta que o programa visa atingir um número considerável de pessoas, praticamente um a cada dez brasileiros. “É o segmento que diz respeito ao núcleo duro da pobreza brasileira, de difícil acesso e que, portanto, exigirá uma maior capacidade de intervenção do governo. Nesse sentido, é fundamental as ações estarem cada vez mais articuladas do ponto de vista federal, estadual e municipal”, analisa. “O Brasil, quando era a oitava economia mundial em 1980, já poderia ter superado a extrema pobreza. Não havia razão para que o Brasil tivesse extrema pobreza, a razão era política. E hoje somos a sétima economia do mundo, não há razão para termos essa quantidade expressiva de pobres. Não é que não tenha alimentos, o problema é político”, completa.

Marcio Pochmann observa que a definição governamental de superar a condição de miserabilidade não quer dizer que o país chegará a uma condição na qual não haverá mais miseráveis, mas significará um avanço muito significativo nesse sentido. “Certamente haverá miseráveis pelas vulnerabilidades impostas por uma economia de mercado, mas do ponto de vista estatístico isso será residual”, aposta. Para o pesquisador, países desenvolvidos mostram que, do ponto de vista estatístico, inexistem miseráveis. “São condições de ordem econômica que permitiram, por intermédio da política pública, praticamente a resolução da condição de miséria. Evidentemente que a pobreza existe, mas cada vez mais é uma pobreza relativa”, diz.

Pochmann acrescenta que o modelo de desenvolvimento do Brasil é cada vez mais combinar o progresso econômico com avanço social. “Não há menção de superação do modo de produção capitalista, pelo contrário, é um aprofundamento do desenvolvimento capitalista, mas com travas de garantias de maior justiça na distribuição dos frutos do processo econômico”, afirma.

Política de gotejamento

Para Virgínia Fontes, professora-pesquisadora da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) e da Universidade Federal Fluminense, a propaganda do governo de que todos sairão ganhando com o Brasil sem Miséria, não é mentirosa, já que há um ganho, embora muito pequeno, para os setores pobres e ganhos maiores para os setores ricos. “Isso está expresso como promessa e de fato aconteceu ao longo dos últimos oito anos, tanto na medida em que houve expansão do mercado interno, que é o mais evidente e mais imediato, mas, sobretudo, no aprofundamento da dívida interna”, diz.

A professora ressalta que, mesmo diante de todas as críticas, é preciso considerar que, com o programa, há ganhos mínimos para as pessoas pobres no contexto de um país de extrema desigualdade como o Brasil. “Uma política de gotejamento como esta, que distribui gota de água para regiões muito áridas socialmente, surte algum efeito, já que é melhor ter gota d’água do que não ter água nenhuma. Do ponto de vista da redução da miséria absoluta, ele atinge alguma coisa, mas não altera as condições da desigualdade e irá continuar sem alterar essas condições”. Para ela, essas mudanças mínimas não significam garantia de direitos. “É uma gota calibrada: não tem processo de reajuste, não tem compromisso com produção qualificada de trabalho socializado, tem um compromisso estritamente mínimo, que é dar uma renda minimíssima para os setores de pior condição. É melhor isso do que nada, mas isso não é um direito. A construção de direitos está bloqueada pela oferta de programas”, aponta.


Com R$ 20 bilhões é possível acabar com a miséria brasileira?

Paralelamente às ações do Brasil sem miséria, o governo afirma que está montando também um completo mapa sobre a pobreza do Brasil. Pelos dados preliminares do ultimo censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) de 2010, que embasaram a criação da proposta, aproximadamente 46% desses brasileiros extremamente pobres vivem na área rural. Além disso, 59% estão na região Nordeste e cerca de 70% dos extremamente pobres são pretos ou pardos. Os dados mostram ainda que 39,9% da população indígena do Brasil é extremamente pobre.

No lançamento do programa, foi anunciado que o montante de recursos empregados para as ações será em torno de R$ 20 bilhões anuais. Entretanto, em 2010, os recursos gastos apenas para o pagamento do Bolsa Família ficaram em torno de R$ 13 bilhões. Para Pochmann, diferentemente de outras decisões governamentais, o recurso não é o determinante dessa opção. “No passado se estabelecia um programa e se dizia: ‘vai se gastar tanto’. Em determinado momento se dizia que os recursos não seriam suficientes: ‘bom, é esse recurso que temos e infelizmente não será possível atender ao compromisso daquele programa’. Então, o recurso é que determinava a capacidade de intervenção, sem recurso não tinha ação. Hoje, o que determina a capacidade de intervenção não é o recurso, embora, claro, sem o recurso não tenha ação. Mas o determinante é o compromisso que o governo tomou. Ele diz que vai superar a pobreza extrema; se não superar, é o item em que o governo fracassou. E, então, a oposição terá mais força em seu argumento”, opina.

A professora-pesquisadora da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) Ialê Falleiros tem uma opinião diferente sobre os recursos destinados ao programa. Para ela, o montante de recursos empregados não demonstra uma priorização dessas políticas sociais. “R$ 20 bilhões, isoladamente, parece interessante, mas quando olhamos o que é o orçamento federal, vemos que um valor muito maior do que esse é destinado para pagar a dívida pública”, critica, mostrando uma reportagem do Pnud sobre o programa cujo título é ‘Brasil sem miséria e lucro para empresários’. De fato, do total do orçamento do governo federal previsto para 2011 e aprovado pelo Congresso no final de 2010 - R$ 2,07 trilhões -, R$ 678,5 bilhões serão destinados para o pagamento da dívida pública. “Então qual é o recado que esse programa quer passar do ponto de vista político, já que em termos econômicos ele é uma falácia? É o mesmo recado que os organismos internacionais vêm propondo em relação ao mundo: fazer parecer que tudo é uma coisa linda, porque todos estão engajados em colaboração, setores públicos e privados, todas as classes em sinergia em torno da proposta de colaboração para melhorar o mundo”, observa.

De acordo com a professora, há uma tentativa de afastamento das visões críticas que faz parecer, por exemplo, que os pesquisadores que questionam esse tipo de política estão contra melhorar a vida das pessoas. “Não é possível ser contra beneficiar as pessoas que mais precisam, mas ao mesmo tempo, se não tivermos esse olhar ampliado para além dessa visão triunfalista do desenvolvimento, nós realmente não vamos enxergar essas nuances”, pontua.

Virgína fontes lembra que no momento da posse da presidente Dilma o valor mencionado para combater a extrema pobreza girava em torno de R$ 40 bilhões, o dobro do que foi anunciado agora. “Isso indica que deve ter tido muita queda de braço entre os setores que vão ser contemplados com recursos públicos. Porque a discussão era de eventualmente chegar a R$ 40 bilhões do programa de bolsas, no sentido de avançar significativamente para uma melhoria mínima das condições de vida de praticamente toda a população brasileira. De fato, é uma melhoria mínima e é possível perceber isso pelo programa lançado agora”, afirma.

Remendo

Na avaliação de Virgínia, com esse programa, o governo federal busca atualizar na retórica a luta popular que, na prática, ele tenta desmantelar. Segundo ela, o slogan principal do governo ‘País rico é país sem miséria’, expressa uma contradição do modelo de produção. “Essa luta contra a miséria tem um lado ligado à própria expansão do capital internacional, da atuação do banco mundial, de uma nova filantropização. Mas também resulta de pressões e lutas de setores populares fortes. Só que, para não ter miséria nesse modelo, é preciso ser cada vez mais rico, o que significa que atacar a miséria é garantir a produção crescente da concentração da riqueza”, contesta.

Destacando que o capitalismo é um modo de produção que gera crises permanentemente, ela situa o Brasil sem miséria. “Do ponto de vista da lógica das crises do capitalismo, esse programa significa um grande remendo para tapar uma parte da tragédia social que foi sendo construída ao longo dos séculos XX e XXI, com a expropriação massiva da população e a formação, pela expansão do capital, de uma massa de mão de obra gigantesca, disponível para fazer qualquer negócio. Essa massa corria o risco de derrubar tudo, então, para que não derrubem tudo e se garanta que a concentração siga de maneira mais tranquila, se faz uma política dessas. Não é uma política que reforce as condições de auto-organização da população, mas sim da burguesia”, define. Entretanto, de acordo com a pesquisadora, existe a possibilidade de o programa desencadear também processos de contestação. “Imaginando que ele dê completamente certo, essa população, até porque consegue respirar, pode reaprender a gritar e a gritar em novo tom”, diz.

(*) Reportagem publicada originalmente na página da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz).
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Fonte:http://www.fazendomedia.com/um-pais-de-ricos-e-miseraveis/

'Eleição de Humala é uma vitória para o Brasil', diz cientista político

18.06.2011
Do portal OPERA MUNDI
Por Rodrigo Herrero Lopes | São Paulo


A vitória de Ollanta Humala no Peru modificou as peças do cenário político da América Latina. Antes o Peru poderia ser enquadrado no grupo de países conservadores e mais alinhados aos Estados Unidos, distante dos processos de integração regional, mas conforme as primeiras declarações do presidente eleito, esse panorama deve mudar.    

Para Carlos Antonio Romero, Doutor em Ciência Política professor titular no Instituto de Estudos Políticos da UCV (Universidade Central da Venezuela), além de a vitória de Humala reforçar o componente progressista latino-americano, é uma inquestionável vitória do governo brasileiro, que ganhou mais um aliado e parceiro.    

Arquivo pessoal 
 
Romero: "Humala será menos próximo dos EUA e do poder empresarial do Peru, porém, sem enfrentamentos" 

O que se pode esperar do governo de Humala?    

Ainda é cedo para especulações, principalmente porque o Humala desse ano era diferente do candidato das eleições de 2006. A aliança naquele ano era basicamente de esquerda e com tendência militarista. Já a desse pleito era mais moderada, aberta a setores conservadores e empresariais, que não estiveram presentes na campanha anterior. Além disso, a polarização no segundo turno fez com que muitos eleitores escolhessem Humala por não quererem Keiko Fujimori, como é o caso de Vargas Llosa. Consideraram que Humala era “um mal menor”.    


De início, Humala chega com uma postura menos radical , mas ainda paira a suspeita que ele terá um programa de governo ao estilo do presidente Hugo Chávez. No entanto, me atrevo a dizer que Humala será mais populista e reformista, ao estilo dos governos do PT (Partido dos Trabalhadores) no Brasil. Mas isso depende também da coalizão de forças, de quem vai ocupar os ministérios, como serão seus primeiros passos etc. Acho que o governo de Humala será bem diferente do de Alan García, menos próximo dos EUA e do poder empresarial do Peru, porém, sem enfrentamentos. Há importantes setores que apoiaram Humala, como os liderados pelo ex-presidente Alejandro Toledo. 

Leia mais: 


Indiscutivelmente, a eleição de Humala é uma vitória para o Brasil. Profissionais da Ciência Política, especialistas eleitorais e de opinião brasileiros, próximos ao PT, ajudaram Humala a deixar sua imagem mais moderada. No âmbito latino-americano, os primeiros passos de Humala devem ser o de seguir o modelo do Brasil. Ele disse que o Peru vai se direcionar ao Mercosul, contrapondo a visão de Alan García, que tampouco era pró-andina, mas em direção ao Pacífico.

Além disso, a CAN (Comunidade Andina de Nações) está fraca há tempos, não será culpa de Humala caso o Peru saia dela. A Bolívia segue muito comprometida com a Alba (Aliança Bolivariana para as Américas), ainda que siga como membro da Comunidade Andina. O mais provável é que o Peru não saia da CAN, mas tenha interesse maior no Mercosul. 

Opera Mundi 
 

Em 2006, a ligação entre Humala e Chávez era evidente. Já nestas eleições, houve um afastamento. Como deve ser a relação entre Peru e Venezuela daqui em diante, com relação à integração regional?    

Em primeiro lugar, quando Chávez pensou a Alba, o fez com o propósito de que toda a América Latina a integrasse. Mas o organismo está estancado. Nenhum outro país ingressou e Honduras saiu. Em segundo lugar, Chávez já foi mais populista. Naquela época, ele radicalizou muito a política exterior, em temas como o Irã, e isso o afastou de alguns países da América Latina, inclusive dentro da Alba. Dessa forma, acho que Chávez aprendeu que a ideia de que a Alba foi uma resposta latino-americana a Alca (Área de Livre Comércio das Américas) não se concretizou. Ele precisa entender que tanto a Unasul quanto a Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos) são instâncias muito menos ideológicas e radicais e mais plurais do que a Alba. No entanto, não acho que a aproximação de Humala com os mecanismos como o Mercosul e a Unasul modifique a postura de Chávez dentro de sua participação política na América Latina.

Como devem ficar as relações entre Peru e Chile? 

É muito interessante porque as dificuldades o governo de Peru teve com o Chile não são ideológicos, mas sim históricos. Dentre eles, a limitação da fronteira e das áreas marítimas e submarinas. É um tema de caráter geopolítico, muito difícil para Humala. Para o presidente chileno também não é fácil. É bonito estarmos falando de integração econômica, abertura econômica, democracia e, no meio disso, surgirem temas tão espinhosos como a disputa territorial e sentimentos negativos entre as nações.    

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Há nesse momento uma intoxicação de ofertas de integração. Sempre fui cético quando os processos de integração se voltam para a política. Na essência, esses mecanismos são de integração econômica, basicamente orientados à promoção do intercâmbio entre os países latino-americanos. Mas este continua sendo o grande problema dos países latino-americanos, que não desenvolvem o comércio intra-regional. Quando o foco é a política, esses esquemas começam a acumular muitas exigências e, na hora da verdade, não funcionam. Há grandes dificuldades aduaneiras, a exemplo de Argentina e Brasil e assimetrias econômicas – no caso venezuelano, é o problema do controle de câmbios. Portanto, existe uma prática de caráter basicamente bilateral e isso está limitando os mecanismos. No fundo, não há uma vontade de integração: muitos países firmaram TLCs (Tratados de Livre Comércio) unilaterais com os EUA e o Mercosul e a CAN não atingiram uma tarifa externa comum.   

Alguns blocos deveriam ser priorizados? 

Deve haver uma profunda reflexão sobre alguns dos mecanismos de integração. Temos aproximadamente 10 mecanismos regionais e alguns deveriam ser fechados, como a ALADI (Associação Latino-Americana de Integração), a CAN, e até mesmo o Mercosul, para que outros fossem reforçados, como a Unasul e a Celac. A OEA (Organização dos Estados Americanos) é outra instituição que pertence ao passado, até por razões econômicas.   

Lula disse uma vez que nunca sabia em qual reunião estava, porque eram muitos encontros e sempre com os mesmos personagens. Ia a uma reunião da OEA e lá estavam todos os presidentes da América Latina, Já no Mercosul, outras figuras conhecidas. Ele nunca sabia em qual reunião estava. 

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Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/entrevista/ELEICAO+DE+HUMALA+E+UMA+VITORIA+PARA+O+BRASIL+DIZ+CIENTISTA+POLITICO_184.shtml

OS BOMBEIROS DO RIO E A MÍDIA GOLPISTA: UMA LUTA QUE NÃO PODE CHEGAR AO FIM

18.06.2011
Do blog FAZENDO MEDIA, 15.06.11
Por Ricardo Cabral


Há que se ter cuidado com o que vem sendo dito na grande mídia nos últimos dias sobre as manifestações dos bombeiros do estado do Rio. Para quem vem acompanhando o noticiário, dia após dia, parece que vemos uma história que se aproxima de seu fim. Fica a pergunta: o movimento realmente acabou? Parece que não.

Façamos uma recapitulação da história. Na sexta-feira, dia 3, cerca de dois mil bombeiros ocuparam o Quartel Central da corporação. Na manhã seguinte, depois de uma truculenta invasão do Bope que chegou a deixar feridos, quase 500 manifestantes foram presos, a mando do governador Sérgio Cabral que, em coletiva, descartou a representatividade do movimento e chamou os militares rebelados de vândalos e irresponsáveis.

Nos dias que se seguiram, em diversos editoriais, o jornal O Globo declarou que o governador agira com “rigor devido” para reprimir a “tresloucada e irresponsável” manifestação, afirmando que a repressão era importante para “desestimular a repetição dos delitos – em qualquer categoria, do setor público ou não”. Além disso, no lead de todas as matérias, mencionava-se o suposto vandalismo dos bombeiros na ocupação, sem menções aos tiros de fuzil calibre 762 que receberam. Em linhas gerais, o jornal defendia sua posição de classe contra os movimentos populares e de trabalhadores, aliando-se a Cabral, maior representante das elites fluminenses.

A estratégia, no entanto, falhou. A população aliou-se em massa ao movimento e um fato insólito aconteceu: cessaram os boxes de opinião e as menções ao vandalismo nas páginas de O Globo. Afinal, seus próprios leitores estavam do lado dos vândalos sanguinários. Enquanto isso, no meio das elites, o terror crescia. Em Brasília, deputados federais pediram que o ministro da Justiça pressionasse Cabral para soltar logo os presos, com medo de uma disseminação dos protestos país afora. No Rio, faixas e fitas vermelhas começaram a pipocar em janelas e carros. As reuniões de gabinete a portas fechadas aumentaram e, perto do final da semana, aconteceu o abominável: o movimento concatenou e, juntaram-se a bombeiros, policiais militares e professores estaduais, com indicativos de uma possível adesão massiva do sindicato dos médicos.

Um dia depois, os bombeiros detidos foram liberados e o tom da manifestação, aparentemente, mudou: não mais reivindicações, apenas agradecimento ao apoio da sociedade; abre-se o caminho das negociações pacíficas com o governador, que afinal não é tão mal assim. O discurso é estranho, se o comparamos com o que vem sendo publicado no blog do movimento, o S.O.S Bombeiros RJ. Lá, vemos cartas ao governador reivindicando, além de salários, liberdade de manifestação. Acusam Cabral de truculência no trato com os movimentos sociais, ou seja, uma bandeira bem mais ampla do que a do aumento salarial por si só. Falam, até mesmo, da manipulação promovida pela grande mídia.

Duas são as prováveis razões para a mudança de tom logo depois da libertação dos 439. Em primeiro lugar, um exagero dos meios de comunicação comerciais que, de uma vez por todas, querem abafar o movimento. Outro ponto é uma possível cooptação das lideranças, no meio de tantas reuniões a portas fechadas, o que deve perder força depois da libertação das lideranças antigas, antes presas, como já é possível perceber no blog.

Um questão, no entanto, continua fundamental na luta: a anistia aos bombeiros presos. Os libertos continuam respondendo a processos administrativos e criminais, já que apenas estão respondendo em liberdade, o que legitima a criminalização das manifestações populares, uma atitude imperdoável.

De qualquer jeito, o movimento dos bombeiros trouxe, à sociedade fluminense, um ensinamento importante: o de que é possível sim acreditar em nosso poder de luta. O ato de domingo, em Copacabana, levou às ruas mais de 50 mil, segundo os organizadores, ou 27 mil, segundo o governo. Seja qual for o número, é uma mobilização fascinante, que não se via há anos nas ruas do Rio e que mostra insatisfação e, sobretudo, solidariedade e compaixão com as causas que nos atravessam enquanto povo.

Só os próximos dias dirão o que esperar do movimento dos bombeiros. Mesmo assim, um prognóstico generoso seria que, somado às lutas salariais e pela anistia, viesse também um alargamento da pauta, agregando professores, médicos, bombeiros, policiais, estudantes e quantos mais setores forem na conformação de uma luta conjunta. Uma luta que mostre as contradições que já não podem mais perdurar do sistema capitalista em que vivemos. Façamos, afinal, do medo dos parlamentares de Brasília, um medo real. Que chegue ao Brasil as explosões de revoltas que já aparecem na Espanha, na Grécia, em Portugal, na Itália e até no Oriente Médio. Porque quem detém a força não são eles, mas nós, trabalhadores e estudantes, brasileiros ou não. Nós, o povo unido.
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Fonte:http://www.fazendomedia.com/uma-luta-que-nao-pode-chegar-ao-fim/

Previedência Social:Confronto entre regimes

18.06.2011
Do site da Revista CartaCapital
Por Maurício Dias*


Para desespero conservador, o da Previdência Social diminui a desigualdade, os Próprios aumentam. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR
O boletim nº 19, sobre políticas sociais divulgado recentemente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) derruba dois velhos tabus sustentados por repetitivos discursos restritivos à distribuição de renda como fator de instabilidade da Previdência Social no Brasil. Eles apregoam:
- Há uma relação diretamente proporcional entre a ampliação da proteção da Previdência e a necessidade constante e crescente de dinheiro público para o financiamento do sistema.
-  É inevitável a falência do sistema, caso sejam concedidos aumentos ao salário mínimo acima da inflação em função dos benefícios de igual valor.
Os números consolidam-se em provas irrefutáveis contra essas cláusulas pétreas da maldição conservadora quase sempre implacável com os aposentados.
Eis uma das provas em contrário: a necessidade de financiamento público para sustentar todos os benefícios do Regime Geral da Previdência, que atende essencialmente trabalhadores da iniciativa privada, foi reduzida, no primeiro semestre de 2010, a 1,30% do Produto Interno Bruto (tabela).
Entre agosto de 2009 e agosto de 2010, o valor médio anual da referida necessidade de financiamento correspondeu a 17% das despesas com benefícios, enquanto, no biênio 2004-2006, essa proporção foi de 25%.
Segundo o estudo, “o aumento da formalização e a inclusão previdenciária verificados desde 2007 são, sem dúvida, responsáveis pela manutenção de taxas bastante razoáveis de suplementação fiscal no sistema, registradas desde então”.
Isso ocorreu simultaneamente aos aumentos reais concedidos ao piso previdenciário, durante o governo Lula, decorrentes da política de valorização do salário mínimo, ao qual esse piso está vinculado.
Um efeito colateral benéfico constatado pelo Ipea:
“Graças à sua crescente cobertura, aliada à vinculação do piso ao salário mínimo e aos diversos esquemas de solidariedade entre as categorias de trabalhadores cobertos, o sistema tem tido impactos muito positivos sobre a pobreza, a desigualdade e o crescimento econômico nos últimos anos”.
Outra novidade importante do estudo são os dados que demonstram o potencial que tem a Previdência do INSS de reduzir a desigualdade de renda, ao contrário da Previdência dos Regimes Próprios, como é o caso dos funcionários públicos. Pela primeira vez os beneficiários foram separados.
Essa desagregação mostrou que a razão de concentração dos benefícios do INSS é de 0,48 (…). Já os benefícios dos Regimes Próprios apresentam um coeficiente de concentração de renda muito superior (0,82).
“Estes números evidenciam que, enquanto o Regime Geral da Previdência Social reduz a desigualdade de renda promovida pelo mercado de trabalho e outras rendas, os Regimes Próprios de Previdência contribuem para aumentar a desigualdade de renda no Brasil”, constata o estudo do Ipea.
E, assim, fica definitivamente abalada a pregação conservadora que sempre se levanta contra ações que buscam repartir um pouco melhor a renda gerada no País.
Andante mosso
Notas sobre os principais acontecimentos da semana
Porta de saída I
Ainda existe dúvida, à esquerda e à direita, sobre a importância do Bolsa Família como um trampolim social que vai além do benefício financeiro. A frequência escolar de crianças e jovens é um compromisso assumido pelas famílias inscritas no programa, que recebem entre 32 e 242 reais, de acordo com a renda mensal e o número de filhos. A contrapartida é o compromisso com a frequência escolar, com o pré-natal das gestantes, com o cumprimento do calendário de vacinas até os 7 anos e com a vigilância nutricional (altura e peso).
Porta de saída II
Os dados da educação, no primeiro bimestre deste ano, indicam que 98% dos alunos com idades entre
6 e 15 anos cumpriram a meta de frequência de, no mínimo, 85%. Isso significa mais de 13 milhões de presenças nas salas de aula. Esse grupo, num futuro próximo, não mais se sujeitará às correntes de escravidão representada, hoje em dia, por salários miseráveis. Aí, muito provavelmente, o senador tucano Álvaro Dias, do Paraná, vai enquadrá-los, como disse recentemente, na categoria de preguiçosos.
Oito ou oitenta? 
Há outra leitura possível da mensagem da presidenta Dilma dirigida ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, na passagem do 80º aniversário dele. Ela enrolou FHC na própria vaidade e deu a ele o status de líder da oposição.Para desespero de José Serra e surpresa de Aécio Neves.
Amorim informal
Está saindo do forno o livro do ex-chanceler Celso Amorim. Conversas com Jovens Diplomatas (Editora Saraiva) reúne palestras informais dele no Instituto Rio Branco.Em algumas delas, há confidências sobre certas ações do Itamaraty.Foi assim na palestra feita após ele ter voltado do Irã, onde articulou, com a Turquia, uma saída no episódio das restrições ao programa nuclear de Teerã..
Uma iniciativa de pacificação sabotada pelos Estados Unidos.
Brocardo
Os vilões da oposição não são piores do que os melhores aliados do governo.A presidenta Dilma já deve ter chegado a essa amarga conclusão.
Rota política
As exportações brasileiras são uma rota segura de acompanhamento dos novos eixos das relações externas construídos no governo Lula (tabela).A política, em regra, segue a bandeira do comércio. Os países em desenvolvimento responderam por 57% das exportações brasileiras entre 2010 e 2011. Em 2000-2001, absorviam apenas 38%.No bloco dosdesenvolvidos, nesse período, o porcentual caiu de 60% para 41%. Para a América Latina seguem os produtos brasileiros industrializados, de maior valor agregado. Esse bloco de países, nos últimos 12 meses, pagou um preço médio de US$ 1.491 a tonelada. as exportações para a China, essencialmente produtos primários, a tonelada cai a US$ 197.
Clique aqui para visualizar gráfico

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Fonte:http://www.cartacapital.com.br/politica/confronto-entre-regimes

Coluna evangélica:Graça e Paz

18.06.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Angelo Manasses
Vida Urbana

Sedentarismo espiritual

Um dos grandes problemas da modernidade é, sem dúvida, o sedentarismo. A falta de exercício físico tem prejudicado milhares de pessoas por toda parte. Obesidade, pressão alta, falta de resistência são consequências desagradáveis. Para enfrentar é necessário disciplina e mudança de hábito. Uma alimentação saudável também é fundamental. Como anda sua saúde? Você pratica exercícios com regularidade? Na vida espiritual o sedentarismo também é mais comum do que se imagina. Um número expressivo de cristãos “sobrevive” sem qualidade de vida. Possuem várias Bíblias em casa, mas não leem regularmente nenhuma. Escutam sermões aos domingos, mas não exercitam os ensinamentos durante o restante da semana. Outro problema que contribui para o sedentarismo espiritual é o tipo de alimento oferecido. Infelizmente muitos cristãos estão se “empanturrando” em igrejas tipo “fast-food”. Enchem seus corações e mentes com gordura triunfalista recheada com o perigoso molho da prosperidade. Chega de sedentarismo espiritual! Inicie ainda hoje um condicionamento recorrendo a doses diárias de leitura bíblica e oração. Experimente, sua saúde agradecerá.

100 milhões // A Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) atingiu a incrível marca de 100 milhões de Bíblias produzidas. O expressivo número é contabilizado desde setembro de 1995, quando a Gráfica da Bíblia foi inaugurada em Barueri/SP. Para celebrar, a SBB lançou uma fantástica Bíblia unindo, em uma edição comemorativa, as traduções Nova na Linguagem de Hoje e a Brasileira. Parabéns a SBB pela inédita conquista e obrigado pela belíssima Bíblia.

Jogos // Teve início ontem o “XV Interclasses” da Academia Cristã de Boa Viagem. A programação dos jogos internos envolverá alunos do Fundamental I e II nas modalidades: voleibol, futsal, basquetebol, natação e handebol. Destaque para o trabalho desenvolvido pelo professor Júnior Câmara (foto), Coordenador de Esportes da ACBV.

Música // Próxima segunda-feira, às 17h30, será realizado o 1º ensaio do Coro dos 110 anos do Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil (STBNB). O Coro será composto por alunos, professores e funcionários. A 1ª apresentação já está marcada para o Culto da “Aula inaugural” do 2º semestre do ano letivo.

AGENDA

Hoje (às 19h) - Será realizado Culto de Avivamento na Quadra de Esportes do Colégio Souza Leão (Cordeiro). Presença do cantor Armando Filho. Realização: Congregação Batista Missionária do Prado e União Masculina da COBAM.

Amanhã (às 18h30) - A Igreja Cristo Reina realizará Conferência Missionária alusiva ao Domingo da Igreja Perseguida (DIP). Entrada franca! Mais informações: 3447.2363.

Dia 22 (às 20h) - Será realizada a tradicional e animada Festa do Milho da Igreja Episcopal Carismática. Local: Espaço Cristão de Eventos (Chalés de Aldeia). Informações: 9968.2658 ou 9968.2550.

Dia 23 - (Início 19h) O Projeto Adorai realizará a 10ª edição do evento “No Arraiá com Jesus”. Local: Mansão do Louvor. Informações: 3497.2843.
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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/06/18/vidaurbana13_0.asp

Rui Falcão não vai se meter em possível aliança entre PSB e PSDB

18.06.2011
Do BLOG DA FOLHA
Postado por Gilberto Prazeres


Fotos: Roberto Pereira/SEI
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A cada vez mais provável aliança entre PSB – presidido pelo governador Eduardo Campos - e PSDB – comandado pelo deputado Sérgio Guerra -, vez por outra, incomoda os petistas locais, como o ex-presidente regional Jorge Perez.  Contudo, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse que não pode impedir que nenhum atual aliado seu se aproxime de partidos  que militam no campo da oposição em nível nacional. "Se algum aliado quiser fazer aliança com o PSDB, é direito dele".

Entretanto, o mandatário fez questão de deixar claro que a postura de enfrentamento assumida pelo PSDB, em relação ao Governo do ex-presidente Lula e agora da presidente Dilma Rousseff, manterá PT e o tucanato bem afastos.

"Mas nós é que não faremos, isso eu tenho certeza. O PSDB é um partido que torce para que as coisas no Brasil deem errado, só para poder aparecer novamente”, criticou Rui Falcão.

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Após o encerramento do seminário “Brasil hoje e suas perspectivas”, o presidente do PT nacional foi almoçar com o governador Eduardo Campos. Conforme Rui Falcão, o “cardápio” só teria Reforma Política. Nada de costuras eleitorais ou questões relativas à articulação do Governo Dilma nessa discussão? É, talvez faltasse uma Ideli Salvatti para permear isso.

Também estiveram presentes na ocasião, o presidente do PT pernambucano, o deputado federal Pedro Eugênio, e o secretário estadual de Governo, Maurício Rands.

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Fonte:http://www.blogdafolha.com.br/index.php/materias/21484-rui-falcao-nao-quer-se-meter-em-possivel-alianca-entre-psb-e-psdb

AVANÇO DO MAR:Segurar o mar é um desafio

18.06.2011
Do DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Por Tânia Passos*
Vida Urbana


Escadaria em blocos de concreto dissipa o impacto. Imagem: PREFEITURA CAUCAIA/DIVULGAÇÃO
Uma experiência de contenção de erosão marinha no litoral do Ceará, apresentada ontem no seminário promovido pelo Parlamento Metropolitano, no auditório da Agência Condepe/Fidem, acabou roubando a cena. O modelo cearense, copiado de Alagoas, adota uma tecnologia denominada bagwall (uma espécie de escadaria subterrânea feita em blocos de concreto para dissipar a energia da onda, no trecho onde há erosão). No Ceará, o modelo implantado no ano passado em um trecho de 1,3km da praia de Icaraí, no município de Caucaia, conseguiu reverter, em três meses, o processo de erosão e restaurou naturalmente cerca de 50m de faixa de areia, sem necessidade da engorda artificial. Em pelo menos dois aspectos a proposta do Ceará chamou a atenção dos participantes: a recuperação da faixa de areia e o custo da obra, que corresponde a cerca de um quarto do que está sendo proposto para o litoral pernambucano pela Coastal Planning.

Apesar do entusiasmo do engenheiro e vice-prefeito de Caucaia, Paulo Guerra, que foi convidado pelo Parlamento Metropolitano para apresentar a experiência de lá, junto com o engenheiro responsável pelas obras do Ceará e de Alagoas, Marco Lyra, nada deverá mudar em relação aos projetos já apresentados pelo estado para conter o processo erosivo e recuperar as praias dos municípios de Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Paulista.

Em Caucaia, faixa de areia da praia de Icaraí foi reaberta. Imagem: PREFEITURA CAUCAIA/DIVULGAÇÃO
De acordo com Paulo Guerra, o modelo cearense teve a aprovação do Ministério da Integração Nacional. “O ministério ficou bastante impressionado com os resultados que nós conseguimos no Ceará. Eu não conheço nenhum outro modelo que tenha a mesma eficiência e a um custo acessível”, revelou. Segundo ele, a implantação do bagwall em 1,3km custou R$ 6 milhões. “A engorda artificial em um quilômetro de trecho linear custa em média R$ 25 milhões”, comparou.
A coordenadora do projeto de contenção do avanço do mar no estado, Andréa Olinto, defende o modelo da Coastal Planning. “Não há como fazer comparações. A obra deles é de contenção do processo de erosão. A nossa proposta é muito mais ampla de recuperação e regeneração das praias”, afirmou. O professor Valdir Manso, doutor em oceanografia e participou dos estudos do Monitoramento Ambiental Integrado (MAI) e está à frente de uma pesquisa em busca de jazidas para a engorda da praia, também defende a proposta da Coastal. “Todo o trabalho proposto aqui é baseado em estudo. A recuperação de 1km de praia não é exatamente um parâmetro para o que está sendo proposto para o nosso litoral”, ressaltou.

Bagwall

Um sistema dissipador da energia da onda

O modelo é instalado na praia nos trechos com erosão e não necessita de manutençãoR$ 6 milhões

R$ 6 milhões é o custo por quilômetro

A escadaria serve para reduzir a força da onda que é distribuída ao longo da escada

30 anos é a previsão de duração da obra

Com o tempo, a escadaria fica coberta de areia e renovando a faixa da areia  







Tânia Passos, jornalista, escreve sempre sobre urbanismo e mobilidade urbana no Diário de Pernambuco.

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Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/2011/06/18/vidaurbana14_0.asp

Guia Sabores Rota 232: Leitores da Folha ganharão guia gastronômico especial de estrada

18.06.2011
Da FOLHA DE PERNAMBUCO

Já, já é São João, tempo animado com cheirinho de fogueira, milho assado, casas do Interior ornamentadas com bandeirolas multicoloridas. É a festa mais gostosa da região Nordeste! E não podia ser em melhor ritmo, que não o legítimo de pé-de-serra, que lançamos o mais completo guia gastronômico do Interior de Pernambuco: o Guia Sabores Rota 232, produzido pela equipe do cadeno Sabores com o apoio da Empetur. Amanhã, 19, todos os leitores da Folha de Pernambuco - assinantes ou de compra avulsa - vão receber em primeira mão um exemplar da peça, que virá encartada no jornal. E tenha certeza, será uma leitura de dar água na boca em muita gente!

Foram visitados 52 estabelecimentos em cerca de duas semanas, uma verdadeira maratona gastronômica pelos municípios da BR 232, tendo como ponto de partida, claro, a Zona da Mata - da qual já falamos a respeito na edição anterior, chegando à região mais seca do Estado, o Sertão. O objetivo? Conhecer antes dos viajantes que pegarão a estrada para aproveitar o feriadão junino, ou mesmo em qualquer outra época do ano, restaurantes, bares, lanchonetes, lojinhas de queijo, carne, doces, para recomendar as melhores opções, considerando variedade, qualidade da comida, localização, higiene, tradição da casa. E mais.

Aquelas casas que se destacaram na nossa avaliação, e surpreenderam positivamente, estão sinalizadas com o selo “Sabores Destaca”. Prático, o guia de mão será distribuído também nos postos de informações permanentes e temporários de turismo da Empetur: Aeroporto do Recife, Aeroporto de Petrolina, TIP, Praça de Boa Viagem, Casa da Cultura, Praça do Carmo (Olinda), Shopping Paço Alfândega, Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar (em Gravatá), Praça da Bandeira (Arcoverde) e Polo da Estação Ferroviária (Caruaru).

E em tempos de festejos em homenagem a São João, o Agreste fica sob os holofotes, com a mais animada festa da época em todo o Estado, ou seja, muito recifense vai rumar para os municípios forrozeiros e já poderão contar com nossa ajudinha sobre onde comer. A variedade é grande, diga-se. Tanto Gravatá quanto Caruaru são bem abastecidos em quantidade de restaurantes e variedade de tipos de culinária. Em Gravatá, casas regionais que preparam cuscuz, charque e bode guisado coabitam harmonicamente com casas de fondue, consideradas tão tradicionais quanto os ingredientes típicos da terra. Já em Caruaru, um acento mais cosmopolita caracteriza o mercado gastronômico. Casas especializadas em bode assado divide as atenções, e preferências dos caruaruenses, com rodízio de sushi, hamburgueria vintage, culinária internacional e temperos baianos. Bastante demo­crático. E entre uma cidade e outra, casa de queijo, frigorífico com cortes nobres, casa especializada no tradicional bolo bar­ra branca (de mandioca) garantem uma viagem tranquila - pelo menos no que diz respeito à despensa sobre quatro ro­das.

A partir de amanhã também o guia estará disponível em aplicativo para consultas no IPad e IPhone, além de ser reproduzido também em site especial - o www.guiasabores rota232.com.br. E na próxima semana, também acessível em Android. Boa leitura!

*A reportagem viajou a convite da Empetur.
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Fonte:http://www.folhape.com.br/index.php/noticias-geral/33-destaque-noticias/645119-guia-sabores-rota-232-leitores-da-folha-ganharao-guia-gastronomico-especial-de-estrada